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Coisas que Fluem

Estava conversando hoje com um jovem escritor que fez a bobagem de me mostrar um conto. Eu não gostei. Achei um amontoado de lugares-comuns. Tive a impressão de já ter lido aquele mesmo conto mil vezes.

Desde 2003, está em efeito minha resolução de ano-novo de não criticar colegas. Quando jovens autores vêm pedir opinião, entretanto, me sinto obrigado a dar. Sei que, às vezes, uma crítica dura, vinda de alguém que você admira, pode matar uma vocação literária ainda no berço. Por outro lado, provavelmente será bom que alguém com a pele tão fina desista logo da literatura - antes de receber críticas de verdade! - e embarque em uma carreira mais caridosa, como contabilidade e ciências atuariais.

 Cartas a um Jovem Escritor e suas Respostas MARIO DE ANDRADE FERNANDO SABINO

Enfim, meu jovem autor disse que o importante no seu conto era a angústia: "Eu tenho milhares de momentos... esse foi um momento de angústia."

E eu pensei, cá com meu teclado, mais um angustiado, meu deus!

Eu me lembro da época em que a literatura falava da verdade, da moral, do ciúme, da culpa, da redenção. Mas, a partir do século XX, sabe-se lá por quê, a literatura passou a só falar de angústia e seus temas correlatos: o vazio da vida contemporânea, a efemeridade das relações humanas, etc etc, blá blá bleargh.

Naturalmente, é uma relação parasitária: quando mais a literatura torna-se repetitiva e monotemática, mais angustiados ficam os pobres leitores e produtores de livros. Resultados: mais livros sobre angústia.

Não é nem que eu não tenha momentos de angústia, mas eu teria vergonha de escrever sobre eles, e ser mais um nessa multidão de escritores angustiados.

Continuou o meu jovem escritor: "Quando estou com qualquer sentimento fora do comum preciso escrever para me libertar... Os contos fluem somente."

E eu suspirei: meu amigo, eu disse, com vontade de bater em seu ombro, o que flui é a sua urina quando mija. Arte é uma construção consciente.

E ele: "Não disse que não estava inconsciente... Mas quando pega-se o papel e as palavras começam a sair, você tem de deixá-las..."

Essa é a questão. Eu e meu jovem autor temos concepções algo diferentes do que é literatura. Não que isso seja problema. Muita gente chamada de genial pelos cadernos especializados também pensa diferente de mim e isso não impede de serem convidados a todos os coquetéis.

Há uma diferença enorme entre escrever um diário e escrever literatura. Os seus grandes momentos dão grandes páginas do seu diário: não, necessariamente, literatura.

No primeiro rascunho, concordo, não se contenha, não se reprima, não pense muito e nem se analise. Deixe fluir tudo de dentro de você - mas com higiene, por favor. Mas, logo depois, é hora de reler com consciência crítica. Corrigir, cortar, por mais doloroso que seja. Principalmente, é hora de decidir se você escreveu literatura (ou algo que pode tornar-se literatura) ou só mais uma página do seu diário.

Nem tudo o que sai de você é literatura.

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06.06.08


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com

Alex, acho que o texto todo vale para quase qualquer forma de arte que se faz hoje em dia.

PermalinkPermalink 06.06.08 @ 01:12



Comentário de: Thiago

Curiosamente, o que muitos estudiosos, acadêmicos consideram literatura (da mais importante), eu considero excremento do mais cru.








PermalinkPermalink 06.06.08 @ 09:00



Comentário de: Breno Kümmel

Já perguntaram pro luiz vilela se quando ele escreve o método é "só sentar que vai saindo".

Ele disse "Esse negócio de sentar e vai saindo pra mim é outra coisa".

PermalinkPermalink 06.06.08 @ 09:15



Comentário de: Alexandre Lemke · http://doisvintens.blogspot.com/

Eu escrevo muito "mijo", por assim dizer, para meu blog. Dou uma reeditada até, nada demais. Depois que tá publicado e releio, vejo que poderia estar melhor. Isso é ser afoito. Escrever bem exige paciência.

PermalinkPermalink 06.06.08 @ 13:13



Comentário de: Luis

São "agruras de um jovem escritor"..

mas acho que também já se tornou lugar comum dizer que literatura só se dá com muito suor matutação, como queria João Cabral.

PermalinkPermalink 06.06.08 @ 16:27



Comentário de: sleo · http://sergioleo.blogspot.com

Ando lendo "Fantoches e Outros Contos", do Érico veríssimo, qu reproduz os priemiros contos dele. Imagino que, se ele te mostrasse esses textos e te levasse a sério, você teria abortado uma das crreiras mais prolíficas da literatura brasileira.... (-; São muito ruiins, essa é a verdade.
Assino embaixo seus comentários sobre esse pessoal que diz fazer arte para extravasar seu atormentado eu interior. Esse negócio de se libertar das palavras se faz em sessão de análise, com alguém recebendo uma grana preta do "artista".

Escrever não é abrir o coração; é, como dizia um cara talentoso, mentir completamente, a ponto de convencer que é dor a dor que o artista sente, de fato. O cara disse isso de outro modo, era artista mesmo.

PermalinkPermalink 06.06.08 @ 17:52



Comentário de: Márcio

De acordo com o texto, Escritores são Superiores a contabilistas.

PermalinkPermalink 06.06.08 @ 18:02



Comentário de: Tuma · http://amortescimento.blogspot.com/

Concordo com você Alex. Sou um escritor aspirante e divido momentos em que escrevo de maneira calculada, cuidadosa, e por isso mesmo bem lenta; e momentos em que simplesmente escrevo inspirado por algum sentimento momentâneo e então tudo sai de uma só vez.
Os dois são válidos, mas para fazer boa literatura é necessário um esmero muito grande.
Curiosamente, a poesia, que é a forma de expressão literária mais subjetiva, é também a que mais se submete a certos parâmetros. Claro que a partir do século passado isso mudou, mas em geral a poesia exige um cuidado bem maior que a prosa.

PermalinkPermalink 06.06.08 @ 18:56



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com

Marcio, onde foi que você leu isso???

PermalinkPermalink 06.06.08 @ 20:11



Comentário de: Henrique Cartaxo · http://poetamorto.blogspot.com

Li recentemente O Declínio do Homem Público, de Richard Sennett. A idéia do livro é falar da balança entre vida pública e privada, do século XVIII pra cá. É interessantíssimo e tem uma parte que ele passa por esse assunto do "porque de repente todo mundo quer falar das próprias angústias".

Um pedaço da minha resenha, porque o livro eu já devolvi:

"Percorremos a organização dos hábitos públicos nas ruas, no palco e na platéia, em Londres e Paris nas décadas de 1750, 1840 e 1890. Pela comparação entre os intervalos, vemos que os códigos de comportamento e credibilidade entre estranhos que, no século XVIII, eram fortes e contínuos entre arte e sociedade, tornam-se confusos e terminam por diluir-se ao longo do século XIX. Descodificada, a expressão é encarada como de sentimentos e condições íntimas, tornando-se perigosa para quem a efetua e invasiva para quem a assiste, é, portanto, evitada e colocada separadamente no domínio da arte. A isto está atrelado o surgimento da personalidade em público, em lugar do distanciamento e da representação próprias ao jogo: o homem agora precisa agir de maneira autêntica, conforme os seus sentimentos e não conforme os seus interesses. Esta falta de distanciamento na vida pública é que a tornaria indesejável, provocando uma reclusão à vida íntima."

Em inglês é The Fall Of The Public Man, se interessar...


PermalinkPermalink 07.06.08 @ 01:38



Comentário de: Beto Lins · http://www.pontoscegos.blogspot.com

Um defeito comum que temos quando recebemos críticascas
é querer responder, justificar.
Se tem que ser justificado, já não vale mais.
vale o que tá escrito e a sensação causada.
justificativas e explicações não cabem.

PermalinkPermalink 07.06.08 @ 16:43



Comentário de: Raul

Lembrei de uma parte do Livro Morte em Veneza, de Thomas Mann: quando o Gustav von Aschenbach, depois de apaixonado pelo Tadzio, começa a extravasar seus sentimentos na escrita, pedendo a racionalidade. Se não me falha a memória, o narrador condena esse procedimento.

PermalinkPermalink 07.06.08 @ 20:38



Comentário de: Bear

"Nem tudo o que sai de você é literatura."

Cruel! E eu que pensava ...

PermalinkPermalink 08.06.08 @ 00:39



Comentário de: Irmão Pedro

We are not impressed. A destruição de
quaisquer padrões objetivos de bom-gosto, o
desprezo institucionalizado pela arte elevada
e a redução ideologizante de todo o universo
do espírito operadas por nossa esquerda
revolucionária nos últimos 40 anos não poderiam
ter redundado em coisa melhor! . . . A aproximação
funesta entre formas deprimentes de arte com
visões-de-mundo não menos mórbidas e doentias é
resultado natural do afastamento do homem da
divindade -- de qualquer espécie de
divindade!

É esta excelente oportunidade para o talentoso
porém mal-encaminhado autor desta página reconhecer
a inevitável conseqüencia antropológica de sua
exaltada defesa dos anti-valores do materialismo
hedonista de viés iluminista (la mettrie) e do
psicologismo sexista freudiano: o Nada. Não há
metafísica possível da matéria, sabemo-lo
desde Platão, e portanto não há horizonte
humano com raízes bem firmadas no Ser -- assim,
todo elevação da alma é incerta e provisória.
O homem torna-se frágil borboleta sobre
um fundo e escuro abismo -- voa na quantidade
de suas forças físicas sempre à ameaça de decair
fatalmente em sua (auto-projetada) Sombra . . .

É esta tua liberdade temerária e tua recusa da esperança, ó Irmão Distante -- que minhas palavras
te sirvam algum dia!


PermalinkPermalink 08.06.08 @ 05:44



Comentário de: Carlos · http://www.interney.com

Alex, você é simplismente um idiota em dizer:
"AQUELE LIVRO É CHATO E REPETITIVO" você não
tem a moral em falar isso, este livro não é
ficção, é sim uma coisa real, so neste texto
"horrorozo"!! deu pra ver que você é um burro
que não sabe de nada, lamento mas vou ter dizer as seguintes palavra sobre você:

IDIOTA, RETARDADO, BURRO, E...

kkkkkkkkkkk...


PermalinkPermalink 08.06.08 @ 18:56



Comentário de: Carlos · http://www.interney.com

seu burro!!!!

PermalinkPermalink 08.06.08 @ 18:57



Comentário de: Natalia · http://lexikos.net

Cheguei aqui via um post compartilhado pelo InterNey e me acabei de rir dos posts sobre os "jornalistas" e sobre a "vista" das cidades alheias. Mas, se você quer mesmo acabar com os novos escritores, é só mandar o "Carta a um jovem poeta" do Jorge de Sena. É pra não escrever uma linha nunca mais.

PermalinkPermalink 12.06.08 @ 22:15



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
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  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
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  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
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  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
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