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O Anti-Aborto Preventivo (Episódio Um)

Algumas anotações para um futuro romance que nunca escreverei, ambientado em um futuro próximo, onde as leis são um pouco diferentes ma non troppo. A trama se desenvolverá através de três episódios independentes.

* * *

Lucas e Natália são namorados há alguns anos, relação estável, cada um na sua casa, ambos bem-sucedidos em suas carreiras.

Por acaso, Lucas descobre que Natália está grávida e já de aborto marcado. Pergunta se o filho é dele, ela confirma. Natália não quer ter filho agora, é ginasta, iria acabar com sua carreira.

Como é que você não me conta uma porra dessas?! Meu filho!

Não contei justamente porque sabia que você iria querer ter a criança.

Claro! Você não pode tomar essa decisão sozinha. É meu filho também.

Você não tem nada a ver com isso, Lucas.

Claro que tenho. Se essa criança nascer, eu sou legalmente obrigado a sustentá-la por mais de vinte anos. Não faz sentido eu ser responsável por ela SE nascer, mas não ter direito a dar pitaco sobre se vai nascer ou não.

Pois não tem, é uma questão 100% feminina e pronto.

Ele chora, se desespera. Eles se amam, tiveram tantos momentos, têm tantos planos e sonhos, ela sabe que seu maior sonho é ser pai, não pode fazer uma coisa dessas sem ao menos conversar com ele.

Lucas implora: eu faço o que você quiser, crio o filho sozinho, assino um contrato, me comprometo a nunca lhe cobrar nada, se quiser nem revelo pra criança o seu nome, tudo o que você vai ter que fazer é parir.

Parir é justamente o que não posso fazer. É fácil pra você falar, mas está chegando minha última olímpiada, minha carreira acontece ou acaba de vez. Ter filho não vai fuder a SUA vida! O seu trabalho fica todo igual, mas eu tenho que destruir o MEU por causa do SEU filho. É o cúmulo do egoísmo. Se você quer tanto um filho que emprenhe outra. Ou adote. Ou carregue no seu ventre, sei lá.

Não é MEU filho, é NOSSO. Você quer matar nosso filho, que seria seu dever proteger e amar, e ainda diz que o egoísta sou eu!

Não vou matar ninguém. Você está fazendo drama à toa. Quem vai ter que se operar sou eu. É um procedimento cirúrgico banal, como retirar uma verruga. Aliás, o embrião, agora, está menor do que uma verruga. É uma coleção de células, nada mais.

Células que daqui a 30 anos podem estar nos dando um neto, se você deixar.

Você acha que é simples pra mim? Acha que quero fazer isso? Acha que não é um decisão difícil?

Não sei, responde ele, se é só uma coleção de células, se é fácil como tirar uma verruga, então a decisão não deveria ter nada de difícil. O que dificulta é que você sabe que o buraco é mais embaixo, sabe que está matando seu filho pra salvar sua carreira.

Sai daqui, sai DAQUIIIII!

Natália expulsa Lucas de casa. Ele vai a polícia. Eles não podem ajudar. O aborto é legal. Ele que emprenhe outra, diz o prestimoso PM.

Procurando na web, Lucas descobre uma ONG sobre direitos humanos masculinos ("protegendo a minoria mais discriminada: o homem branco jovem") e vai procurá-los. Eles são meio machistas, reaças e religiosos demais, mas são sua única chance. Recomendam que ele procure o Juiz Fulano, simpático à causa, e peça uma ordem-jurídica-legal-cautelar-de-emergência-blá-blá-blá.

No dia seguinte, Natália é acordada pela polícia. A ação impetrada por Lucas a impede de realizar o aborto enquanto não for a julgamento. Enquanto tramita, será vigiada dia e noite por policiais da Delegacia do Homem.

Natália entra em desespero. Sabe que a ação nunca será julgada. Só o que precisam é impedi-la de realizar o aborto por mais um mês. Depois disso, o aborto seria ilegal.

Usando suas habilidades de ginasta, Natália escala um prédio, pula por uma janela, etc, e foge da proteção policial.

(Um policial vê o salto e comenta: caramba, impressionante. E o outro: que nada, viu como ela pousou com o pé direito antes do esquerdo? Eu dava no máximo nota oito.)

Lucas entra em desespero, pensando que seu filho pode estar sendo morto naquele exato momento. Como última cartada, vai a um dos lugares preferidos de Natália, onde ela sempre ia para pensar, e a encontra lá.

Natália está pronta a defender sua carreira e seu direito de escolha com unhas e dentes. Lucas está pronto a defender seu filho e seu direito a vida com unhas e dentes.

Chorando muito, no limite de suas forças, ele puxa uma arma do bolso. Mas o que fazer com ela? Será essa uma questão que pode ser resolvida à bala? Se fosse novela, aqui seriam as cenas do próximo capítulo.

Eles brigam, quase se matam, discutem mais ainda e Natália consegue escapar. O meio do livro será recheado de escapadas e perseguições, pelo menos um caminhão de leite tem que explodir ao impacto com um patinete desgovernado, até que Natália é finalmente capturada, o assunto ganha todos os jornais, incendeia o debate público, até o Amaury Jr comenta.

Finalmente, em um dos exames pré-natais, descobre-se que o bebê vai nascer acéfalo. Lucas e Natália ainda tentam conseguir permissão para o aborto, mas é tarde. O Juiz Fulano, religioso até a medula, não permite que a ação cautelar seja desfeita. Faz parte do plano de deus que aquela criança nasça sem cérebro e viva apenas por um segundo. Essa é a sua missão e ninguém tem nada a ver com isso, amém, glória ao senhor.

O bebê nasce e morre, a luta frustrada contra o Juiz Fulano reaproxima Lucas e Natália, a repercussão do caso na mídia faz com que Natália seja contratada menina-propaganda de uma conhecida marca de anticoncepcionais e a tranquilidade financeira do novo contrato permite que ela dê a volta por cima, vença o atraso, recupere sua forma física e, ao som de Carruagens de Fogo, ganha medalha de ouro em sua categoria. Dois meses depois da olímpiada, ela anuncia simultaneamente sua aposentadoria e sua nova gravidez. Natália, Lucas e seus 12 filhos, todos céfalos, vivem felizes pra sempre, ela em casa cuidando na prole e ele, bom provedor, trabalhando fora pra sustentar essa boiada.

Ou isso ou então, mais provável, eles se separam inimigos pra sempre, Lucas nunca deixa de pensar que foram as acrobacias de Natália na fuga que fizeram o bebê nascer sem cérebro, Natália perde sua carreira e tem que trabalhar no quiosque de informações de um shopping de subúrbio ("eu te conheço de algum lugar, não é você aquela moça que não queria ter o filho?, acho que te vi na Márcia") e os dois passam o resto de suas vidas se odiando, rasgando as vestes e trincando os dentes.

Esqueci alguma coisa? Não coloquei algum argumento que eles poderiam ter usado? Você acha que a história poderia acabar de outro jeito? Dê sua sugestão.

Amanhã, o aborto retroativo.

 Aborto REGINA DE CASTRO Aborto, Suicídio e Pena de Morte CELSO MARTINS

 Drama do Aborto: em Busca de um Consenso, O ANIBAL FAUNDES JOSE BARZELATTO Aborto?... Nunca!...: 40 Razões FELIPE AQUINO

 Domínio da Vida: Abortos, Eutanásia e Liberdades Individuais RONALD DWORKIN Sacramento do Aborto, O GINETTE PARIS

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20.05.08


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: amarilis · http://www.viversemmim.blogspot.com

Não tenho nada a acrescentar. Achei bem divertido! Apesar de não curtir muito o
tema em si. Não foi o que você perguntou mas
só pra contextualizar, sou a favor da legalização do
aborto como regra social e contra, quando se
refere a minha subjetividade. Não acho que ban-
caria pessoalmente, sempre me preveni e
tenho um filho planejado. Mas tenho consciência
também que nem todas as mulheres vivem essa rea-
lidade.
Estou lendo as prisões e gostando de todas. Não
acho que sejam assim tão chocantes. São muito
é divertidas e fazem pensar. Chorei de rir ontem
com a história da pipoca gigante no cinema.
Literalmente. Tou pensando na felicidade...
Quando eu formular melhor, quer receber um email?
Beijo e continue. Tá massa!

PermalinkPermalink 20.05.08 @ 00:24




ótimo!

PermalinkPermalink 20.05.08 @ 01:05



Comentário de: Ciça · http://www.cintiabrunelli.blogspot.com

Maldito namorado. Mas eu acho que a namorada não precisaria de tantas acrobacias pra tentar tirar o bebê. Desesperada como tava, ela daria um jeito nem que fosse bebendo um vidro de shampoo anti-caspa. Ou os guardas acompanhavam ela até no banheiro? o.O

PermalinkPermalink 20.05.08 @ 08:09



Comentário de: willin rodrigues

totalmente contra o assassinato de seres humanos

PermalinkPermalink 20.05.08 @ 09:14



Comentário de: Thiago

Esse Lucas é um Loser cum Laude, do nível dos panacas da TFP, o filho nasceu sem cérebro porque puxou o pai, pqp.


PermalinkPermalink 20.05.08 @ 09:18



Comentário de: rodrigot

Quando você disse que tinha posts agendados pra preencher as férias eu não sei porque, mas juro que me ocorreu que seriam inéditos... :)

PermalinkPermalink 20.05.08 @ 11:38



Comentário de: Filipe

Esse post é muito bom...mas é velho! Já lido e relido. E o de amanhã pelo jeito tb é.

abs

PermalinkPermalink 20.05.08 @ 14:19



Comentário de: Joselito · http://www.estragafilmes.net

PQP
Foda

PermalinkPermalink 20.05.08 @ 15:37



Comentário de: Sandro · http://arkhanasilum.blogspot.com

É uma forma de descrever a situação passando bem ao larga das discussões fundamentalistas sobre o assunto.

Esperaria-se que um enfoque diferente, como esse, pudesse ajudar a enchergar de fora da jaula, mas esse tipo de leitura exige muito mais de nós, pobre leitores.

PermalinkPermalink 20.05.08 @ 16:09



Comentário de: Hélio

Não é anencéfalo no lugar de acéfalo não? Não é uma pergunta da dona cotinha, a tia chata que dá aula de pt, em formato "smart ass" não, é dúvida mesmo...
Anencéfalo - sem cérebro
Acéfalo - sem cabeça

É um texto de ficção, nada impede o bebê acéfalo (fica até mais dramático). Tô perguntado se foi isso mesmo q vc quis dizer, pq é meio diferente.

Eu acho que poderia ficar "acéfalo" mesmo, é mais dramático.

Mas fora isso (a chatice do leitor rsrs) o texto tá bem legal. Vc poderia colocar um grupo de feministas que apoiam o aborto pra dar ares de batalha dramática - feministas liberais x machistas conservadores, o que acha?

Coincidência: digita "acéfalo significado" no google e veja o segundo resultado: "Definição de Acefalo: adj. Diz-se do animal que não tem cabeça: as ostras são acéfalas." Tem ostra no jogo do bicho pra gente jogar?

PermalinkPermalink 20.05.08 @ 17:45



Comentário de: Bel Botter

vc podia ser roteirista de novela mexicana, Alex! Já pensou nisso?

PermalinkPermalink 21.05.08 @ 20:03



Comentário de: Fe

Outro final: a medicina jah evolui bastante entao tinham a possibilidade de tirar o embriao do utero da mae e por ele em um utero artificial e a mae tinha que abdicar totalmente da maternidade, o bebe nasce com a cabeça e o pai pode criar ele. Final quase feliz.

PermalinkPermalink 22.05.08 @ 19:32



Comentário de: Antonio Jesus Martins · http://vivachavezviva.blogspot.com/


REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !

Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada a elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criou-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndio descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história do nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam.Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma , não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Oswaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.


PermalinkPermalink 28.05.08 @ 00:47



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
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  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
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  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
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  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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