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Declaração de Princípios de Alex Castro

Uma leitora fez um comentário no LLL que dizia mais ou menos o seguinte: o problema do Brasil não é racismo, pois os policiais param mais pretos do que brancos porque pretos tendem a ser pobres e pobres tendem a ser criminosos; ergo, pretos têm mais chances de ser criminosos (ou criminosos têm mais chances de ser pretos); ergo, tchan!, a polícia não é racista, o problema é sócioeconômico! (Meu resumo não faz justiça ao comentário, você tem que ler a versão integral sem cortes.)

Eu fiquei tão chocado, emudecido e estupefato que não soube o que dizer. Na hora, gargalhei de nervoso. Liguei pra alguns amigos e li o comentário por telefone, incrédulo. Uma chorou. Acabei postando o comentário separadamente, por achar que todos tinham que ver um negócio desses.

Incrivelmente, a minha atitude de 1) dar destaque ao comentário e 2) não me rebaixar a confrontá-lo é aparentemente mais inaceitável, terrível e escandalosa do que os absurdos escatológicos que foram ditos. Nos comentários do post, quem está levando pedrada sou eu. Disseram que gosto de fazer as pessoas se sentirem tolas, que não estou debatendo a sério, que não quero trocar idéias nem aprender com ninguém, que minha prepotência ofusca minhas outras qualidades, que não tenho trato com as pessoas, que sou debochado e sarcástico, irônico e arrogante, que ridicularizei a comentarista, que eliminei a possibilidade de convencer a moça ou outros que pensam como ela, que desprezo opiniões diferentes das minhas, que não vou ser levado a sério, que trato meus comentaristas como cobaias e que só quero confirmar minhas próprias idéias. Ufa. Esqueci algum?

Então, deixa eu clarificar algumas posições que norteiam esse blog.

Eu não debato e, com certeza, se debatesse, não debateria a sério. O debate presume uma intenção de convencer o outro que eu não tenho. Escrevo para expor minha opinião para quem quiser ouvir. Os apartes que fiz nos comentários foram não para debater, ou seja, para convencer alguém, mas para responder a perguntas dos leitores e clarificar pontos obscuros. Se entendermos debate como uma troca de idéias motivada para convencer o outro, eu posso garantir que em nenhum momento debati com ninguém. Se a moça vai continuar carregando pelo resto da vida as idéias expostas no comentário, isso é problema das pessoas que convivem com ela e do país administrado pelos políticos que ela eleger. A vida é muito curta.

O debate também presume que o debatedor leva a si mesmo e sua própria opinião bastante a sério e, em alguma medida, os outros debatedores e suas opiniões também. Pois eu não me levo a sério. Eu não levo minhas opiniões a sério. Eu não levo nenhum de vocês a sério. Eu não levo as opiniões de vocês a sério. Eu não levo esse blog a sério. Eu não levo o fenômeno blogs a sério. Eu não levo a vida a sério. Não há nada mais ridículo do que alguém falando passionalmente sobre um tema que leva a sério. Qualquer um fica chato, não tem jeito. Viver requer um mínimo de leveza, ou de cinismo, o que se puder arranjar. Se eu não me levo a sério, por que vocês iriam levar? Sinceramente, não dá pra levar a sério uma pessoa que me leve a sério. A vida é muito curta.

Não, eu não desprezo as opiniões dos outros, assim, de modo geral, mas desprezo sim muitas opiniões específicas. Concordo com aquela máxima do Millor: "às vezes, você está discutindo com um idiota... e ele também!" Certas opiniões inaceitáveis não se respondem, pois o diálogo lhes confere uma legitimidade que não merecem ter. Quando me dizem que preto é tudo burro, que mulher não sabe dirigir, que homem tem sempre que pagar a conta, que os judeus querem dominar o mundo, que sexo fora do casamento é pecado, eu não respondo. Tenho profundo desprezo por essas e outras opiniões que seria tedioso listar. Não merecem resposta. A vida é muito curta.

Acho engraçado um bando de gente que não conheço vindo me cobrar isso ou aquilo, como se eu tivesse alguma obrigação para com elas, qualquer obrigaçãozinha mínima que seja. Escrevo para todos: qualquer um pode me ler e qualquer um pode comentar, e vocês podem conversar entre si nos comentários livremente, mas eu só converso com quem eu quero. Escolho meus amigos e meus interlocutores com cuidado. Não tenho obrigação alguma de dar papo aos malucos que escrevem barbaridades nos comentários no LLL. Ninguém tem direito de ter suas perguntas ou desafios ou provocações respondidos por mim. Se você acha que sou arrogante e prepotente por não explicar calmamente ao meu amigo de direita que favelado não é inseto pra ser dedetizado, então paciência. A vida é muito curta.

Por fim, a última grande crítica dos meus leitores: se eu continuar assim, não vou mais ser lido. As pessoas não vão me levar a sério. Os leitores vão sumir. Ficarei falando sozinho. Finis Alex Castroe! O horror, o horror!

Pois bem então. Leiam com cuidado as minhas próximas afirmativas contundentes, pois elas podem ser mal-interpretadas:

Se você acha que preto é pobre, pobre é bandido, logo, a polícia perseguir negros não é racismo, então eu não quero papo com você. Eu não quero ser lido por você. Eu não tenho diálogo com você. Eu não saberia nem por onde começar a te convencer de qualquer coisa. Eu te cumprimentaria na festa por educação e olhe lá. Se quem compartilha dessa sua opinião achar que eu sou um arrogante e prepotente sem trato com as pessoas, ótimo. Vão embora. Saiam balançando a cabeça e fazendo tsc tsc. Não tem problema. Ainda é um país livre. Vocês têm o direito de falar e de pensar o que quiserem de mim. Mas longe. Xô. A vida é muito curta.

Os humanos, enquanto manada, são lamentáveis, mas individualmente alguns prestam. A melhor maneira de desentocá-los é se expor. Vale a pena afastar mil bois para atrair uma única leoa.

Eu me exponho porque esse é o melhor jeito de conhecer quem está à minha volta. As pessoas mais incríveis, abertas, lindas, sensuais da minha vida eu conheci através desse blog. Ao me expor, eu descubro quem vai bailar comigo. Ao me expor, eu sinalizo para aquelas pessoas encostadas na parede por falta de opção que, sim, elas têm companhia: podem vir dançar comigo!

Não tenho medo de rejeição. Ser rejeitado pelas pessoas pequenas só faz bem. Os pequenos se afastarem de mim por conta própria me poupa o trabalho de espantá-los a pauladas. Troco alegremente a rejeição dos pequenos pela aceitação dos grandes.

pira18042008

 

22.04.08


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Bruno · http://miudorecruzado.blogspot.com

Alex, confesso que também não entendi a passionalidade que sua série gerou...No mais a discussão teve um saldo muito positivo. Postei uma reflexão sobre a discussão no meu blog..

PermalinkPermalink 20.04.08 @ 19:26



Comentário de: renata · http://www.acontecedentro.blogspot.com

Alex, leve menos a sério seus princípios, especialmente o de não levar nada, nem vc mesmo, a sério.

PermalinkPermalink 20.04.08 @ 20:08



Comentário de: Gabi

"Uma leitora fez um comentário no LLL que dizia mais ou menos o seguinte: o problema do Brasil não é racismo, pois os policiais param mais pretos do que brancos porque pretos tendem a ser pobres e pobres tendem a ser criminosos; ergo, pretos têm mais chances de ser criminosos (ou criminosos têm mais chances de ser pretos); ergo, tchan!, a polícia não é racista, o problema é sócioeconômico!"

Eu não disse que a polícia não é racista. Leia de novo.

Aliás, não leia, já que tu descarta o valor total de uma pessoa por um comentário. Fica aí fingindo que não leva nem as tuas próprias opiniões e nem o teu blog a sério. Eu só caí aqui fazendo pesquisa. Já sei que não volto. Não que tu vai chorar, né? Tu sabe discernir quem vale a pena no mundo, como tu já disse. Passar bem.

PermalinkPermalink 20.04.08 @ 20:51



Comentário de: Daniel · http://www.danielaraujo.net

Caro Alex,

Impressionante como racismo é um tema polêmico. O mais estranho da polêmica é que ela pega fogo justamente quando entra em cena a galera que acredita piamente na inexistência dele, se não no mundo pelo menos no Brasil. Os desdobramentos dessa sua série estão surpreendentes. Será que vão acabar neste post? Ou a caixinha de surpresas da "manada lamentável" ainda não chegou no fundo?

Todo mundo tem preconceitos. Eu tenho um monte. O que é importante entender, a meu ver, é que o preconceito é problema do preconceituoso, não do alvo dele. Se eu fico incomodado, hipoteticamente, digamos, de andar de elevador com um anão, tenho que entender que o azar é meu, e não me esforçar para que hajam elevadores exclusivos para anões. Ou vou deixar meu preconceito me privar da convivência de uma parcela da humanidade? Como você frisou aí em cima, a vida é curta.

PermalinkPermalink 20.04.08 @ 20:56



Comentário de: Gustavo B.

Não tinha visto os comentários do post do comentário. Mais uma vez sintomáticos.

Não entendo essas pessoas. Um belo dia todos irão morrer e é isso que querem pensar no fim? Que ficaram debatendo num blog com desconhecidos tentando mostrar que a sua opinião é a certa? Não vejo muita diferença entre eles e, por exemplo, testemunhas de jeová. E esses últimos ainda levam vantagem, pois só tentam catequizar aos domingos. Pelo amor de deus, sejam grandes. A vida é muito curta pra isso. E esse é um dos motivos pelo qual nunca comento em blogs. Não pretendo convencer ninguém de nada e nada/ninguém (desconhecidos obviamente) vale o meu tempo.

Quanto à esse post, reflete minha filosofia de vida. Assim como as prisões, que até hoje espero ser lançado para dar de presente a no mínimo umas dez pessoas.


PermalinkPermalink 20.04.08 @ 22:41



Comentário de: Kitagawa

"O que é importante entender, a meu ver, é que o preconceito é problema do preconceituoso, não do alvo dele."

Não,não..
O que torna esse tipo de preconceito uma coisa a ser levada muito a sério, em detrimento de outros tipos mais inofensivos, é que o resultado dele trás graves e incontestaveis consequencias para o seu "alvo", no caso, os negros. Considerando que fazem parte de boa parte da população (a maioria se incluirmos os chamados "pardos"), então estamos diante de uma situação muito grave, onde um país relativametne rico tem seus recursos concentrados nas mãos de uma minoria racialmente determinada, uma verdadeira aristocracia branca. Historicametne, o negros "largaram" em grande desvantagem: como homens livres, traziam na bagagem apenas a cultura de homens escravos e garantia nenhuma - ao contrário dos imigrantes. Mas o que faz essa situação mudar tão pouco depois de séculos é a barreira do preconceito e da segregação que os detentores do poder e da riqueza construiram para não ter que conviver ou competir de igual para igual com negros.
Então, o problema no caso não é só do preconceituoso, mas do preconceituado, pois na pratica o destino deste está nas mãos daquele, que o despreza. Por isso acho balela esse papo de que os negros só dependem deles mesmos para sair dessa situação. Enquanto essa barreira estiver de pé, não há negociação possível.

PermalinkPermalink 20.04.08 @ 23:04



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blogspot.com

Sei não, Alex, longe de mim julgar moralmente os raciocínios de qqer um; mas vendo neutramente apenas o q foi publicado, fico com a impressão de q vc às vezes faz, e pelo menos neste caso fez, uma leitura dinâmica dos comentários q discordam de vc. A moça com certeza muito mais concorda do q discorda de vc, e quis adicionar um dado, e não contradizer parte alguma de teu conteúdo. Ela quis falar de como a coisas SÃO, e não de como DEVERIAM ser.

Uma das pessoas q quis contradizer tua opinião fui eu, trazendo à tona o índio. Ninguém me deu bola, claro, pq o preconceito contra o negro tem mais ibope do q o contra o índio.

E, claro, mesmo sendo isso justo ou não, tbm é perfeitamente compreensível.

PermalinkPermalink 20.04.08 @ 23:07



Comentário de: Daniel · http://www.danialaraujo.net

Caro Kitagawa,

Eu estava com preguiça de escrever muito, o comentário ficou pequeno demais e criou esse mal-entendido aí. Concordo totalmente com tudo que você disse.

Estou aqui tentando explicar o que eu quis dizer ali mas não vai. Vou tentar com exemplos. No elevador de novo, agora com um negro. A ÚNICA razão para eu não querer um negro junto comigo no elevador é o preconceito, não há nada mais que justifique isso. A partir daí, posso tomar duas vias: 1)olhar feio pro negro e comentar que há um elevador de serviço para esse tipo de gente; ou 2)sacar que o incômodo que eu sinto não é causado pelo negro, mas pelo meu próprio preconceito. Que o problema tá na minha cabeça, na minha formação. Que eu não posso usar meu preconceito para dificultar a vida do cara, mandando ele para outro elevador. Que o simples fato de existir elevador de serviço já é uma merda. Que eu tenho que ficar quieto e aprender a conviver com a diferença, que só vai enriquecer minha vida.

Enfim, sei lá se consegui explicar.

Boa noite a todos.

PermalinkPermalink 20.04.08 @ 23:29



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blogspot.com

Kitagawa: "acho balela esse papo de que os negros só dependem deles mesmos para sair dessa situação"

Tem um adendo no Dr Plausível, explicando melhor esse "papo". :•]

Abs.

PermalinkPermalink 21.04.08 @ 00:58



Comentário de: Elen Mateus · http://notleast.blogspot.com/

Rapaz, essa historia toda (principalmente a dos comentários e seus comentaristas) tem um monte a ver com esse post aqui:

http://soaressilva.wunderblogs.com/archives/021194.html


pois é. leiam principalmente a parte do "debate".

PermalinkPermalink 21.04.08 @ 04:11



Comentário de: Cláudio

É por essas e outras (muitas outras!) que vivo recomendando aos meus alunos a leitura do LLL.

PermalinkPermalink 21.04.08 @ 12:48




belo post, alex!

muito bom os comentários: tem gente que não desiste nunca! comenta nem que for pra dizer que não vai mais comentar! hahahahahahaha

PermalinkPermalink 21.04.08 @ 18:48



Comentário de: laila · http://versoreverso.wordpress.com

ah, alex. faça o favor de me levar a sério, do contrário nem vou conseguir dormir hoje. (e desculpe a minha falta de classe outro dia. saí e nem dei tchau. mas foi por um bom motivo, eu garanto)

;) bjs

PermalinkPermalink 21.04.08 @ 19:07



Comentário de: Eugênio Bruno

Chris Rock resume esse problema racial todo muito bem:

http://br.youtube.com/watch?v=S2_V4h22VwI

PermalinkPermalink 21.04.08 @ 23:21



Comentário de: Marcus

Primeiramente, parabéns pela série sobre racismo. Excelente.

Mas quero deixar aqui registrada minha opinião que a leitora citada foi distorcida e injustiçada. Ela não falou nenhum absurdo, sequer falou que as condições socioeconômicas são o único problema.

PermalinkPermalink 22.04.08 @ 08:34



Comentário de: Norrin Kurama

Bem, pelo menos neste caso em particular achei que a Gabi é que foi a leoa. Teve muito boi ai, mas ela não foi um deles.

PermalinkPermalink 22.04.08 @ 08:34



Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com/

Apoiado, Alex!

PermalinkPermalink 22.04.08 @ 15:38



Comentário de: Luis Roberto

Os pequenos se afastarem de mim por conta
própria me poupa o trabalho de espantá-los a pauladas... Essa frase é ótima ! Apesar de já
tê-la lido aqui no blog, e saber q se trata de
uma metáfora, é sempre cômico imaginar um
gordinho comédia como vc correndo atrás de
alguém pra dar pauladas... Invariavelmente te
imagino tropicando, todo suado, com a bunda à
mostra e com cara de idiota.

PermalinkPermalink 22.04.08 @ 15:51



Comentário de: Jorge Martins · http://www.diariodacriacao.blogspot.com

Há muito tempo não leio um texto tão inspirador sobre o pleno direito de cada um de nós de fazer única e exclusivamente o que lhe dá nos cornos. Sua noção sobre o debatte é justa, clara e plenamente adequada. É um prazer descobrir pessoas esclarecidas como você, jovem. Um grande abraço (e você já consta do meu google reader)

PermalinkPermalink 22.04.08 @ 17:53



Comentário de: kelly · http://abundacanalha,blogspot.com

nego pira na batata.

PermalinkPermalink 22.04.08 @ 18:08



Comentário de: gustavo

eu ainda não vi esse imenso absurdo no comentário da gabi. ela só quis associar ao fator cor a questão sócio-econômica, que pode até ser equivocada na relevância que foi dada (eu entendo que a cor vem muito, muito antes da questão pobreza), mas não algo tão execrável como ficou parecendo.

pelo tom mezzo sarcástico, mezzo decepcionado, deu pra pensar que a menina disse "minha gente, a cor é irrelevante, o x da questão é a pobreza, será que ninguém vê??", o que não me parece verdade. ela só quis associar esses dois aspectos dentro da realidade atual do país - e há uma ponta de verdade nisso sim.

PermalinkPermalink 22.04.08 @ 23:19



Comentário de: gustavo

(porra, devia ter edit nos comentários)

só complementando, também discordo do comentário da gabi, acho simplista demais atribuir a uma questão tão antiga um raciocínio baseado no cotidiano do século XXI, mas não dá pra negar (pelo menos não radicalmente) que existe um mínimo de verdade factual na relação infeliz de preto = pobre = potencialmente marginal. isso não EXPLICA o racismo, mas descreve uma de suas consequências.

PermalinkPermalink 22.04.08 @ 23:27



Comentário de: Alexandre

Acompanhei alguns dos textos sobre racismo e poucos comentários. Não sei se já foi sugerido o documentário "Olhos Azuis" (Blue Eyed), da Jane Elliott. Se já foi, vale reforçar. Assistam. Tem no Youtube. Abs

PermalinkPermalink 23.04.08 @ 18:07



Comentário de: Malkhut

Afastem-se vacas, a vida é curta.

(Garcia Marques)

PermalinkPermalink 24.04.08 @ 20:00



Comentário de: Thamyesdruxula

Poucas palavras podem definir o que senti ao ler este seu texto:
CONCORDO PLENAMENTE COM VOCÊ!

PermalinkPermalink 24.04.08 @ 21:38



Comentário de: everaldo

Você não entendeu o comentário da Gabi.É nisso que dá não levar as coisas a "sério", imbecilização precoce.

PermalinkPermalink 25.04.08 @ 08:42



Comentário de: Zeca

Pessoalmente, acho que ridicularizar qualquer um é sempre errado e que isso mostra uma certa falha de caráter, talvez seja isso que os alunos tenham criticado e ele ainda não se deu conta. É inegável que Alex tem boas idéias. Também é inegável que ele nunca soube lidar com discordâncias neste blog. Que pobres têm maior probabilidade de serem criminosos do tipo de crime que a polícia procura nas ruas é uma coisa óbvia. O problema não é ser abordado pela polícia, mas como essa abordagem é feita.

PermalinkPermalink 25.04.08 @ 14:47



Comentário de: Alex Castro Email

zeca, eu nao tenho carater...

PermalinkPermalink 25.04.08 @ 14:53



Comentário de: aline · http://ateaquitudobem.blogspot.com

eu só cheguei a esta discussão agora. to ainda arrasada pelo comentário da moça que vc postou, e muito contente com esse post que vc escreveu. eu queria agradecer, aplaudir, mandar um abraço. sei lá. acenar pra vc, do outro lado da festa.

linkei a serie toda no jusqu'ici.

PermalinkPermalink 30.10.08 @ 19:27



Comentário de: Patrícia S. Furquim

Sen-sa-cio-nal a sua resposta!

PS: Quase nos conhecemos em New Orleans, em 2007. Fiquei encantada com o relato da sua história e do Oliver, na época do Katrina. Sou amiga do Flávio de Almeida.

PermalinkPermalink 09.03.09 @ 10:44



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
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  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
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  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
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  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
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  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
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  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
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  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
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  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
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  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
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  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
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  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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