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Ser da Raça Certa (IV de IV) - Update!

Naturalmente, o conceito de raça certa é móvel e variável. Alguém da raça certa em Pernambuco talvez não conseguisse namorar a filha de um gaúcho mais arretado.

Quando digo que sou branco é porque, na minha terra, eu sou visto e tratado como branco, por brancos e não-brancos. Quando entro em uma festa chique trajando smoking, ninguém me olha surpreso e pergunta se minha família é rica porque sou pagodeiro ou jogador de futebol. Meu direito natural de estar ali é um dado. Todos os exemplos acima de "raça certa" se aplicam a mim. Nunca sofri preconceitos. Minha carteira de reservista da Marinha diz: "Tez: Branca". Se em outras regiões eu não seria branco, essa é uma questão acadêmica. Senão, ficamos parecendo aqueles americanos que chegam aqui e tentam convencer os mulatos de que eles são, na verdade, negros!

Cada ser humano é, antes de tudo, quem ele pensa ser e quem ele é percebido como sendo.

* * *

 Racismo na História do Brasil: Mito e Realidade  Psicologia Social do Racismo

No fundo, no fundo, há um critério absolutamente eliminatório, que dispensa todos os outros.

Ser da raça certa é saber, com certeza absoluta, que a família da sua nova namorada não vai querer vetar o relacionamento só de olhar pra sua cara, antes mesmo de você abrir a boca. Ou, talvez, depois de saber seu sobrenome:

"Hmmm, Adolfo Schnaiderberg? Muito prazer... Minha filha, posso falar com você aqui na cozinha um minutinho?"

Independente das variações regionais, você é da raça certa (qualquer que seja a raça certa na sua terra) se nunca se perguntou, nem por um segundo, se perdeu aquela vaga de emprego, aquela namorada ou aquele apartamento por ser da raça errada.

* * *

A utopia brasileira e os movimentos negros

O melhor livro sobre raça e Brasil que esse estudante do racismo brasileiro já leu. Leia essa resenha do Idelber e depois volte pra comprar aqui pelo blog, e eu ganho uns caraminguás.

* * *

O pai de uma amiga estava concorrendo pra uma vaga de reitor em uma universidade americana da costa leste. Na fase final da seleção, entre ele e outro candidato igualmente competente, acabou perdendo o emprego. A razão: o outro candidato era negro e a instituição precisava honrar seu compromisso com a diversidade.

Posso imaginar os leitores branquelos se revoltando: "está vendo? Está vendo? Somos da raça errada também. Já perdemos empregos por seremos brancos!"

Eu vejo a questão por outro ângulo. Esse episódio, relativamente comum nos Estados Unidos, prova apenas que os brancos são a raça certa por definição. Só quem é o incontestavelmente mais forte pode abrir mão das suas vantagens, de forma consciente e aberta, para compensar as injustiças sofridas contra quem sempre foi mais fraco.

* * *

Update

As pessoas passam pelas mesmas situações e tiram conclusões tão diferentes, não? Alguns leitores branquinhos contaram histórias de preconceitos que sofreram. Sem entrar no mérito de cada caso, minha reação teria sido de empatia:

"Caralho, que merda. E olha que comigo foi só hoje! Qual será o efeito na psique de alguém que sofre isso todo dia, várias vezes por dia, desde antes mesmo de ser gente?"

Entretanto, a reação mais comum parece ser:

"Oras, se aconteceu comigo uma vez em trinta anos, foi ruim mas não tirou pedaço, por que cargas d'água o cara que sofre isso todo dia, várias vezes por dia, desde antes mesmo de ser gente, vai reclamar?! Sério, quanta insegurança! Quanta falta de auto-estima! Depois não entendem porque são todos pobres e vivem sendo parados pela PM!"

* * *

 Black Boy
Para entender o que o racismo faz com a cabeça de uma criança.

* * *

De um modo bem real, ser da raça certa é como ter um super-poder e, como bem disse o Homem-Aranha, com poderes vêm responsabilidades.

Se você é da raça certa, então teve vantagens que muitas vezes nem imagina, pois as considera "naturais" e que só se tornam visíveis em comparação às desvantagens que sofrem as pessoas da raça errada. Por mais injusto que possa te parecer, logo você que nunca fez nada a ninguém!, que nunca escravizou ninguém!, você é mais parte do problema que da solução.

Só quem é da raça certa e nunca sofreu preconceito pode se dar ao luxo de acreditar (e defender aos altos brados em caixas de comentários) nossa utopia brasileira da democracia racial. Seu faxineiro, aquele que adora ser chamado de Pretinho, aprendeu essa mesma ideologia na escola mas ela não sobreviveu ao seu primeiro encontro com a PM. Ele *sabe* que somos um país preconceituoso.

Mais importante que tudo, se você é da raça certa, precisa se dar conta da sua responsabilidade em não tornar as coisas ainda piores do que já são. Tenha um pouco de empatia. Se coloque no lugar do outro.

Não, ele não gosta de ser chamado de "Pretinho". E, se gosta, então o problema é muito, muito pior.

* * *

Leia todos os posts dessa série:

Usos do Nego
Quem Sabe da Ofensa é o Ofendido
Ser da Raça Certa I: Você É da Raça Certa?
Ser da Raça Certa II: 100% Branco
Ser da Raça Certa III: De que Cor É o Personagem?
Ser da Raça Certa IV: O Critério Eliminatório

Por favor, ajude a divulgar essa série. Se for linkar, linque todos os posts.

* * *

 Mídia e Racismo

* * *

Minha coluna de hoje na Tribuna da Imprensa: Quem Sabe da Ofensa é o Ofendido

* * *

Essa série co-escrita por, debatida e articulada com, reescrita e revisada por Lulu - que, como todos sabem, sou eu. Vale muito a pena ler o outro blog dela - ou seja, meu.

* * *

Se gostou dessa série, recomende o blog aos amigos que possam gostar - não as amigos que dizem que pobre tem que ser desinsetizado, por favor! Se gostou de verdade e quiser ajudar, clique nos links desse post e compre alguma coisa lá no Submarino. É assim que eu pago as minhas contas. E que Machado de Assis lhe abençoe.

* * *

 Racismo: a Verdade Dói. Encare

 

18.04.08


Categorias: Comportamento, Cotidiano, Raça

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Posts similares:
Repercussão da Série sobre Racismo
Brancos Não Tem Raça
Ser da Raça Certa (Parte I de IV)

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Daniel · http://www.danielaraujo.net

Putz, a série ficou ótima. Está como deveria ser qualquer coisa feita pela net: construída simultanealmente pelo autor e pela platéia! Ler os posts sem ler os comments é ler só metade da coisa.

Três historinhas sobre racismo:
_trabalhando com filmes publicitários desde 2000, topei duas vezes com recomendações explícitas de retirar negros de um filme.
_A primeira foi em um filme feito com imagens captadas em eventos esportivos. Tinha um monte de belos takes de negões ganhando corridas e lutas, entre outras coisas. A pessoa representante do cliente estava inquieta enquanto eu montava o filme no computador, até que veio e me disse:"Coloca mais gente bonita no filme". Não entendi, afinal o filme já estava cheio de pessoas bonitas, atletas com belos corpos em movimento. Aí a pessoa sussurrou:"Põe menos preto!" Incrédulo, perguntei bem alto, prá ver se a pessoa falava alto o que havia sussurrado:"Põe menos O QUÊ??" - "Nada, nada. Vou sair p/ almoçar. Depois vejo o filme pronto. Tchau!" E saiu, vermelha.
_A segunda vez foi em uma reunião de agência, sobre um filme onde um dos personagens era uma empregada. Depois de escolher atrizes para a Dona de Casa e a Apresentadora, pintou a pergunta:"Teremos uma negra no filme?". Após rápido e constrangido debate, ficou combinado que a empregada não seria negra nem nordestina, "prá não ficar caricato". Desnecessário dizer que não havia nenhum negro na reunião.

No caso do segundo filme, me parece que o racismo não está em vetar uma negra no filme, está em levantar a questão! E em relação à empregada! A terceira historinha é sobre isso.

_O Jorge Furtado escolheu, como protagonista do "O Homem que Copiava", o Lázaro Ramos, um dos melhores atores do Brasil, e negro. Quando o Furtado foi ao Roda Viva, contou que ficava abismado com uma crítica comum ao seu filme:"Mas por quê nenhum personagem do filme sequer cita que o André é negro?". O Furtado se enervava e dizia que tinha escolhido o Lázaro Ramos por ser um excelente ator, e que a cor do seu personagem não tinha a menos importância, ele nem tinha pensado nisso.

No caso da reunião de agência, no fundo a cor do ator vinha antes de sua competência.

Quem não quer ver que no Brasil existe a raça certa e a raça errada está, primeiro, negando a realidade e, segundo, na raça certa.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 13:18



Comentário de: Fernando

Alex,
Acompanho seu blog a alguns meses, e desta vez
resolvi comentar sobre o assunto tão debatido.
Sou de Minas Gerais, mas moro no Paraná há vários
anos e entendo, pelo menos acho q entendo, o q
vc quer dizer raça certa e errada. Aqui por exemplo
em alguns casos sou da raça errada, pois não tenho
os mesmos costumes, a mesma cultura e principalmente
não falo "leite quente" (quem for curitiboca vai entender).
Não perdi completamente (nem pretendo), o meu
sotaque mineiro, mas pelo menos uma vez por semana
tenho que explicar de onde sou, porquê vim, onde está
minha família, mesmo tendo a maioria por aqui.
Não concordo que isso seja exatamente um modo de
exclusão, pois muitas vezes esta é a maneira de
começar um papo sem falar do clima do dia. Eu mesmo
faço isso as vezes. Mas acho q cabe saber distinguir o contexto da situação. Por exemplo, se um membro de um grupo de estudantes passar por vc e qritar (pra tds do grupo ouvirem):
"Vc não é daqui né, piá?"
E uma outra pessoa, ao perceber seu sotaque, dizer:
"Oi, vc não é daqui né?"
Aí sim, certamente o estudante está querendo mostrar q vc não é membro de sua tribo.
Em outros tempos, iria respondê-lo humildemente, como bom mineiro q sou.
Mas ultimamente, nem perco muito meu tempo, respondo:
"Eu? Sim, sou brasileiro, cidadão brasileiro. Se vc quer saber onde nasci, nasci em Minas Gerais. E vc?"
Geralmente, a pessoa muda de postura e na maioria das vezes vira até meu amigo.
Não estou querendo mostrar q a questão é tão simples assim, mas as vezes é compensador e até prazeroso, desarmar pessoas tão hostis.



PermalinkPermalink 18.04.08 @ 14:12



Comentário de: JEFERSON

QUEM NÃO É RACISTA? PODERIAM ME DIZER? NÃO TENHO PRECONCEITO QUANTO AOS NEGROS MÁS, REECONHEÇO QUE POSSUO OUTROS TIPOS DE RACISMO, ACHO NORMAL, NÃO SOMOS OBRIGADOS A GOSTAR DE TODOS E NEM TODOS O GOSTAR DE NÓS

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 15:23



Comentário de: Luiz Paulo Vieira · http://lpv@ibest.com.br

O Brasil por ser um dos paises mais miscigenado do mundo acho que a palavra racismo soa muito forte, na realidade a sociedade brasileira e extremamente preconceituosa, a não ser que RICO e POBRE sejam raça! ai sim acredito eu, poderiamos chamar a sociedade de racista.
A unica raça errada na minha opinião é a raça bandida independentemente da cor, sexo, clero. esta é a minha opinião.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 15:46



Comentário de: B Saldanha

dizer "raça certa" e "raça errada" é apelativo e populista

tem um quê de mal intencionado

diga "raça padrão local" ou "prevalente" e "raça externa" ou "subordinada"

ou outro termo populacional

não muda nada mas ao mesmo tempo muda muita coisa, p.ex, a percepção do problema

aliás, raça no Brasil? você está chamando de "raças" aquilo que de fato são vários tipos e graus de mestiçagem em bolsões geográficos

isso muda muita coisa

e o fato de você se sentir aceito em festa chique não quer dizer que de verdade é

dependendo do que você chama de "festa chique", é possível que você esteja se vendo com lentes cor de rosa, para proteger a auto-estima

me parece bastante racista

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 15:49



Comentário de: Alex Amaral · http://alex-amaral.blogspot.com

Prezado Alex,

Pode parecer puxação de saco, pedância, ou mesmo formalidade barata, mas o "Prezado" é justo. Prezo a pessoa que escreveu sobre algo tão contundente (para muito), difíceis, camuflados, polêmicos e, com certeza, sério. E você expôs tudo de uma forma que ainda não tinha visto. Não que eu seja um devorador de livros e artigos sobre o tema (li, relativamente, poucos), mas em nenhum texto ou mesmo comentário que tenha ouvido em programas, palestras, que falam desse "tópico" eu vi uma abordagem tão interessante. Mas que parabéns, obrigado.
Tomarei a liberdade de indicar a série "Ser da Raça Certa" em meu humilde blog e também para amigos que se interessam (e principalmente para os que não se interessam) sobre isso.

Grande abraço e ótimo feriadão
Alex

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 16:00



Comentário de: paulohachem

isso me lembra um pouco a questao de ser bonito. quem é bonito nao percebe que o mundo dos feios é bem diferente. é, por exemplo, a mulher bonita que nao entende porque ela consegue entrar num catório do centro da cidade e sair em 20 minutos com tudo pronto, enquanto a amiga dela que é feia ficaria -como todo o resto- 4 horas na fila.

isso acontece tb com homens, é claro.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 16:10



Comentário de: Gabi

Eu já sofri preconceito por ser branca. Dentro de um ônibus quase me obrigaram a sair e me falaram coisas horrorosas, me chamaram de vagabunda pra baixo pq pedi licença pra me sentar em um banco vago. Se fosse o contrário meio mundo tinha descido a lenha em cima de mim com a bandeira de preconceito é crime. Mas no meu caso, parece que todo mundo acha que é certo, afinal de repente ser branco é ser vilão opressor. Só para constar, um de meus avós era negro, a cor que aparento ter é uma questão de estatística e genética. O que fiquei mais chocada é porque eu sou completamentecontra todo o tipo de preconceito, não gosto nem de piadinhas. Mas o preconceito no Brasil é ainda pior do que se pensa. Parece que todo mundo tem preconceito com todo mundo, o tempo todo.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 16:17



Comentário de: HANS

Eu fui vítima de racismo. Sou loiro, descendente de alemães. Moro numa cidade que tem sua origem na colonização por alemães, suíços, noruegueses.
Um certo dia estava numa boate onde um jovem de pele negra estava acompanhado por uma loira de olhos azuis. Ele não se continha, e adorava mostrar aos amigos, todos eles igualmente da tez negra, de que estava acompanhado pela loira.
Até então achava isso normal, já que até eu se estivesse acompanhado por uma loira daquelas estaria como qualquer outro homem do planeta: feliz da vida, e fazendo inveja a outros homens de plantão.
Pois bem... na mesma balada havia também uma negra muito bonita, e quero dizer bonita por definição: Sorrizo perfeito olhos que chamavam a atenção, pele e corpo perfeitos. E é isso mesmo. A beleza, é como matemática. Ou seja, universal. Portanto independe da raça. Quando fui falar com ela, tentando conhecê-la melhor, fui vítima de vários esbarrões de rapazes negros, todos me olhando de cara feia. Até que um deles, intitulando-se irmão da moça, falou sem nem mesmo me olhar, ou educadamente se apresentar: "Maninha, dispensa esse aí que temos que ir pra casa". Ela me olhou, um pouco resignada, e disse: "Eu tenho que ir".
Aí vai a(s) pergunta(s): Quem é racista? E quem não é? Existe raça certa, ou existe lugar e hora certa pra se ter raça certa?

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 16:25



Comentário de: Alex Castro Email

As pessoas passam pelas mesmas situações e tiram conclusões tão diferentes, não? Alguns leitores branquinhos contaram histórias de preconceitos que sofreram. Sem entrar no mérito de cada caso, minha reação teria sido de empatia:

"Caralho, que merda. E olha que comigo foi só hoje! Qual será o efeito na psique de alguém que sofre isso todo dia, várias vezes por dia, desde antes mesmo de ser gente?"

Entretanto, a reação mais comum parece ser:

"Oras, se aconteceu comigo uma vez em trinta anos, foi ruim mas não tirou pedaço, por que cargas d'água o cara que sofre isso todo dia, várias vezes por dia, desde antes mesmo de ser gente, vai reclamar?! Sério, quanta insegurança! Quanta falta de auto-estima! Depois não entendem porque são todos pobres e vivem sendo parados pela PM!"

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 16:53



Comentário de: Joelma

É difícil falar, quando se é negro. Pois bem, acho que nunca uma pessoa branca vai entender o que é sofrer preconceito. Há alguns dias, passei por isto, um "amigo", q sempre faz brincadeiras comigo em relação a minha cor,e eu nunca falo nada, achou no direito de me pegunta quando preto é considerado gente,resposta:"quando um branco bate a porta do banheiro, e pergunta se tem gente". Desta vez eu retruquei, cansei das brincadeiras, mas de vítima, passei a vilã. Ele tá sem conversar comigo, só porque ñ gostei. É incrível, porque pra ele foi só uma brincadeira.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 17:26



Comentário de: Alex Castro Email

joelma, pois eh, nego tem empatia zero. mas fique tranquila: eu, por exemplo, adoro uma vilã... :)

PS acrescentado 5 min depois: olha, usei nego. serio. nego é foda. inclusive eu. merda.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 17:29



Comentário de: rubens goni

FUI CHAMADO UMA VEZ DE BRANQUELO NUM BAR "AFRO" NA LAPA!!!! NÃO DEU EM NADA, CLARO!!!!!! E SE FOSSE AO CONTRARIO,HEIM???????????

Comentario do Alex: se fosse o contrario, serias coberto do porrada... pq? acha que nao seria merecido?

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 17:43



Comentário de: Luiz Augusto

Todos os problemas ou casos relatados ou que vão aparecer aqui, sempre são causados pelos negros, não sei porque o negro se acha inferior e por esse motivo sempre ta botando os pés pelas mãos, ou querem esnobar um branco ou dizerem que são vítimas. Você ja viu algum negro namorar ou querer uma negra? É muito raro e eu não costumo ver isso, sempre estão atrás das brancas. Mas vou dizer uma coisa, não sou negro e mulher bonita ou gostosa não tem cor, alías tem cada mulata e cada negra de tirar o chapéu, são lindas, por isso não entendo qual é a dos negros que não procuram as negras. Veja o Michel Jackson o que fez, o Pelé, pombas esses caras podiam ter as mulheres mais lindas do Planeta. Um ficou louco pra ser branco e ta todo ferrado o outro sempre com brancas do lado, depois dizem que branco é racista, dá pra entender?

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 17:56



Comentário de: Luiz Augusto

Joelma, vc ta certa e esse cara é um otário. Este tipo de brincadeira só quem acha graça é o idiota que faz.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 18:08



Comentário de: Rossiline Lunar

O Brasil é um país completamente racista e preconceituoso, mas não é de cor, de opção sexual, de crença...; é sim de preconceito e racismo ecônomico "Pobre é o lixo, independente da cor e opções".

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 18:25



Comentário de: Kitagawa

Ora, Rubens, que é isso... hoje em dia chamar de branquelo não ofende. Ou seja, eles não queriam te ofender, não. É coisa da sua cabeça. ;-)

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 18:27



Comentário de: Lucimara

já sim... uma vez um negro indignado com uma declaração racista que uma pessoa branca havia feito e gritou que odeia racismo e que por isso queria que todos os brancos morressem...Acredito que deve-se ressaltar que também há preconceito contra os brancos. Todos somos iguais e ponto. Ninguém é melhor ou pior por ser branco ou negro ou mulato ou gay ou o que quer que seja.Vc é o que vc fala e faz, independente do resto.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 18:29



Comentário de: mano

É facil, como foi dito, sofrer preconceito apenas uma vez, mas a vida toda, ai está o problema sou negro(e pobre) e toda a minha vida pessoas foram preconceituosas comigo. Me perguntava o que eu fiz de errado??? andar com a camisa rasgada na escola??? o calção não era de marca???? o que era???? com o tempo descobrir que era a minha cor. Piadas , comentarios maldosos e populares tipo " não faça serviço de preto!" como se o preto fosse ruim, ou como foi dito uma vez pelo meu chefe quando falava sobre fio negativo da rede eletrica "Olha até aqui o preto é negativo" pra eles é comum, pra mim também. são tantos que não sabem que suas palavras são vida e morte "Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. (MT 15.18)". não ache ruim quando um negro fala que você é "branquelo" ou algo do tipo, ele está revoltado por sofrer toda a vida... entenda e tente mostrar que você faz a diferença!!!

Gosto de todas as raças, se é que existe raça, acho que somos todos humanos apenas isto e que devemos nos unir para mudar.

Mude o mundo mudando você!!!
Um abraço a todos!!!

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 19:05



Comentário de: Norrin Kurama

"Só quem é da raça certa e nunca sofreu preconceito pode se dar ao luxo de acreditar (e defender aos altos brados em caixas de comentários) nossa utopia brasileira da democracia racial"

Não sei exatammente de quem você está falando. Não vi aqui ninguem em altos brados. Vi gente com pontos de vista diferentes tentando argumentar sobre alguns aspectos do racismo. Quem partiu pro deboche e para o "é óbvio(que idotas/babacas/insensíveis/racistas" foram os defensores do seu ponto de vista. Eu sei que o Brasil não é uma democracia racial e que alem do preconceito contra a pobreza existe sim o da raça, mas discordo da solução das políticas afirmativas Mas já li comentários de gente que "não é da raça certa" (que se declaravam negros) e tambem é contra políticas de cotas para negros.

O mundo é mais complexo, Alex. Você sabe disso. Eu pelo menos achava que sabia.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 19:17



Comentário de: Marcio E. Gonçalves

Os textos estão ótimos, mas gostaria de ocmentar alguns pontos:

1) "Polacos" no sul do Brasil sofreram preconceito racial sim ao chegarem aqui, perdiam emprego, não podiam casar com as filhas da terra e tudo mais. Em Curitiba por muito tempo "polaco" era um xingo bem feio, do nível de "nigger" nos EUA.
Isso está bem documentado em vários estudos de História regional e do Paraná.

2) Mas obviamente que isso não quer dizer que eles sofram esse preconceito ainda. Com o tempo, se mesclaram a população e viraram simplesmente "brancos", coisa que não ocorreu com mulatos e negros.
Algo semelhante ocorreu nos EUA com os Irlandeses - no início eram tratados da mesma forma ou pior do que os negros. Mas com o tempo viraram só "brancos", então não adianta um irlandês falar que sofre preconceito hj (da mesma forma que um polaco não sofre mais aqui no Sul)

3)Quanto ao Alex Castro se achar "branco" sendo claramente moreno em qualquer lugar do Brasil fora Rio e Salvador, nos leva a vários análises. De um lado ele está certíssimo: no Rio ele é "branco" e logo da raça "certa", já que aqui no Brasil a classificação é varia regionalmente.
Por outro lado, sabendo que ele é um cara que viajou muito pelo Brasil e mesmo asism nunca sentiu preconceito, a análise óbvia é que ele não se deixa notar o preconceito dirigido a ele quanto acontece.
Pq é evidente que de SP p/ baixo ele não é da "raça certa" (na verdade eu diria da "cor certa"), mas como ele está tão certo que é, quando é mal tratado nunca deve ligar A com B e sempre sempre pensar ser outra razão.


PermalinkPermalink 18.04.08 @ 19:26



Comentário de: Catia Fernandes

Oi meu nome é Catia e já fui vítima de racismo no trabalho, eu trabalhava no hospital Santa Casa de São Paulo na parte pública e meu drama começou qdo fui promovida e fui para a parte do convênio no Santa Isabel.
E por incrível que pareça não era da parte dos clientes eles me respeitava muito mas a parte administrativa e colegas de trabalho, talvez seria por ser umas das poucas negras no setor sei lá, a única coisa que eu sei é que quando eu pedi promoção (pois tinha toda as qualidades exigidas do cargo), eu tive que ser testimunha de uma garota branca, olhos verdes e detalhe sem ao menos o ensino fundamental ser abordada a chefe para ocupar o cargo pretendido por mim e detalhe iriam esperar a mesma fazer os seguintes preparatórios para a ocupação.
Mesmo assim não perco a esperança e confio nas minhas capacidades já que elas não se resume em minha cor de pele e sei que são coisas inevitáveis no mundo do padrão de beleza.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 19:37



Comentário de: Gilberto

puta que pariu , anjo tem sexo ? então vão discutir na casa do caralho.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 19:43



Comentário de: claudia santana

Eu sou branca, tive uma filha com um negro. Ela é parda e muito linda. Como o relacionamento não deu certo. Depois de algum tempo voltei a namorar outro negro. Fique chocada com o tratamento que nós três recebemos em uma pousada da própria Bahia (lugar de tantos negros). Tanto o dono da pousada (que era branco), como os funcionários nos tratavam de forma arrogante, indelicada e bem diferente de todos os outros hospedes. Era uma boa pousada. em frente ao mar. Imaginei que pudessem pensar que não possuiamos recursos para estar ali. Eu me sentia encomodada sempre que voltavamos dos passeios. Pude ver e sentir "na pele" quão sem sentido e irracional é o racismo.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 20:16



Comentário de: Alexandre Lemke

"Pq é evidente que de SP p/ baixo ele não é da "raça certa" (na verdade eu diria da "cor certa")"

Não é bem assim, de acordo com uma pesquisa que vi há anos no Fantástico (é, péssima fonte, fazer o que), quando se classifica um "moreno claro" no Sul, ele é chamado de "branco", no Norte ele é chamado de "mulato".

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 20:46



Comentário de: Alexandre Lemke

Sou descendente de árabes. O que eu mais odeio é ser chamado de terrorista.

Sou catarinense. Quando morava em SP tinha que agüentar o apelido de "gaúcho".

Esse pequeno preconceito que sofri não me parece nada comparado a quem sofre o julgamento pela cor da pele. Por isso não uso e faço questão de não gostar de expressões como "trabalho de preto".

Também detesto quando alguém fala "não sou racista, tenho amigos negros". Eu não tenho amigos negros (já tive, mas hoje não tenho). Isso significa que eu posso ser racista?

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 20:52



Comentário de: Antonio

O Brasil é por excelência o país mais discricionário do planeta. Eu fui demitido do Hotel Copacabana Pálace no Rj. por ser negro,fui prêso somente por ser negro,a minha 1ª namorada foi proibida de me namorar sob a alegação de que preto não entrava na família.Não encontrei minhas provas na Secretária de Educação,e tenho que aos 61 anos, voltar a estudar para tirar o 2º grau e tentar uma faculdade;tudo isto no Rj. e sei que no resto do brasil a coisa é bem pior.Os poderes deste país estão totalmente corrompidos, Lei e cadeia só exite para cidadãos do 2ºbrasil,(não vejo razão para escrever com letra maiúscula a palavra brasil.Ouço dizer que estão estudando uma forma de tirar o 13 salário dos aposentados e, contra-partida AUMENTAM A VERBA DE GABINETE DOS DEPUTADOS neste país só existe Lei para prejudicar o cidadão de 2ª, que é o povão. E, beneficiar o ciddadão de primeira; ou seja,POLÍTICOS EMPRESÁRIOS,BANQUEIROS E FUNCIONÁRIOS DE ALTO ESCALÃO.Todos são iguais perante as leis , mas isto é no papel. Uma minoria pode roubar, matar, cometer todo tipo de delito sem qualquer temor(cidadão 1ª classe) os demais...Não tem direito, a justiça emperra,e sofre todo tipo de ameaças por isso não se aprova a Pena Capital, assim podem mandar milicias nos lugares onde o governo só vai para pedir vóto, e essas milícias sob argumento de tráfico mata crianças de 12,13 anos. mas não combatem o maior tráfico que é o de influência que impede de ter o povo direito a Saúde, Educação,Alimentação etc. Já é hora de nascer uma resistência no brasil; e mudar esse sistema corrompido, falso de democracia dos miseráveis que não tem direito nem de ter direito.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 21:02



Comentário de: Pedro

Para quem defende que branco também sofre racismo. Alguém consegue imaginar um branco passando por uma humilhação dessa?

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM758249-7823-DENUNCIA+DE+RACISMO+EM+PREDIO+DE+COPACABANA,00.html

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 21:30



Comentário de: Guilherme Valle · http://www.youtube.com/watch?v=K9d_k4COq1M

Sério. Se alguém ainda tem dúvidas de como a questão racial funciona no Brasil, por favor assista na URL anexada, o último trecho da reportagem do Pânico na TV aonde os humoristas Vesgo e Sílvio dão um ingresso a um catador de latas para ele assistir a uma peça do Miguel Falabela. Desconsiderando a fonte, analise a questão social gerada nessa reportagem.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 22:05



Comentário de: gustavo

alex, vc acha que os eua, nessa trato ultra politicamente correto, no cuidado até com a terminologia da raça do cidadão e que tais, tá a um (ou vários) passos à frente do brasil na questão racial, tá indo pelo caminho errado ou o quesito raça aqui e aí é tão diferente que nem dá pra comparar?

pensei em mandar essa pergunta por e-mail, mas imagino que vc esteja mais ligado aqui e vai ler primeiro.

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 00:58



Comentário de: Tiago

Acho queconsigo me identificar bem com o aspecto da mobilidade do conceito de raça "certa" ou "errada", dependendo da perspectiva dos atores envolvidos. Lembro muito bem de histórias de relacionamentos na minha familia, que foram vetados baseados simplismente pela aparência dos candidatos. Tanto minha avó quanto minha mãe, tiveram de acabar o namoro por que o dito cujo era um "tição", um "nego". Essa foi a visão de minha bisavó e minha avó no rio de janeiro, uns tantos 30 anos atrás.
Dentro da minha realidade, senti o outro lado da experiência. Meus pais se mudaram para Brasilia e foi aqui que cresci. Nas escolas particulares aonde frequentei, de salas de 50 alunos, talvez 5 se denominassem negros ou morenos. Do meu circulo mais próximos de amigos, desde então sou considerado o negão. Engraçado é que meu rotulo com o resto da família é de branquelo, pq sou o menos moreno e fico vermelho mais rápido no sol. Tenho grandes amizades desde o tempo do colégio que cultivo até hoje, que me permitiram analizar bem essa questão. Você passa a conseguir identificar certas brincadeiras que na realidade tem um fundo de verdade. Comentários do tipo "por isso que eu num gosto de preto" adicionados de "ele sabe que eu só estou brincando" e coisas do tipo. Com esses amigos mais próximos, já conversei francamente sobre o que não me agradava e o que me ofendia, e acredito termos um bom entendimento das questões. Também, tenho 23 anos e considero essas 7 pessoas como meus melhores amigos.
Mas fora desse círculo existem diversas experiências de adequação e inadequação das mais inimagináveis possíveis, o paradoxo de ter uma avó racista que acha aquela artista da novela bonita, mais com um nariz feio de negona e o de ser o cara preto que está pegando aquela menina branquinha.

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 01:04



Comentário de: Kitagawa

Achei a conclusão do episódio do Panico linkado pelo Guilherme:
http://br.youtube.com/watch?v=LyxH33T-HuE&NR=1

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 02:56



Comentário de: Alex Castro Email

esse video do panico eh valioso.

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 03:30



Comentário de: Mariucha · http://Orkut

Perdoe-me o comentário, mas o caso do candidato a reitor considero-me meramente uma desculpa esfarrapada para não contratá-lo.

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 09:07



Comentário de: Márcio E. Gonçalves

Uma sugestão ao Alex:

Vc poderia escrever sobre políticas compensatórias aos negros, pois vc sempre fala que passou a concordar com elas mas nunca netra em detalhes quanto ao que vc acredita ser necessário e justo.

Eu concordo plenamente que existe racismo no Brasil e o pessoal finge que não, mas acho que simplesmente copiar pol´ticas americanas de reparação simplesmente não funciona.

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 14:23



Comentário de: Alex Castro Email

marcio, eu realmente nao tenho solucao para esse problema. e sim, copiar os eua nao eh solucao.

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 14:32



Comentário de: Márcio E. Gonçalves

Nossa, não tinha notado esse post lá em cima, do Mineiro reclamando dos Curitibanos.

"Aqui por exemplo
em alguns casos sou da raça errada, pois não tenho os mesmos costumes, a mesma cultura e principalmente não falo "leite quente" (quem for curitiboca vai entender). "

Curioso que em um post onde ele comente discriminação por curitibanos, ele não vê nada de errado em tirar sarro de nosso sotaque (leite quente...) e ainda usar um termo pejorativo p/ se referir a gente (curitiboca...).

Não tem a ver com a raça, mas é reflexo do que o Alex tá falando, sobre usar certas palavras sem achar que não ofende...

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 15:49



Comentário de: rubens goni

TEREM TIRADO MEU COMENTÁRIO JÁ É UMA PROVA DE RACISMO!!!!!!!

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 15:58



Comentário de: Alex Castro Email

qual eh o trauma que os curitibanos tem com leite quente, meu deus?

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 16:20



Comentário de: Márcio E. Gonçalves

Ele dá dor no dentE, oras...rs

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 16:22



Comentário de: Fernando

Márcio

Eu realmente não vejo uma tiração de sarro (no caso leitE quentE) como um problema, pois só quis exemplificar mais um sotaque diferente que existe no Brasil.
Uma situação q sempre é motivo de piada:
Quando alguém está fazendo café, e eu pergunto: popopó? (pode por o pó? rsrs), provavelmente alguém vai entender, mas com certeza vai rir, pois eu concordo q é engraçado e vou dar gargalhada junto.
Mas e se fosse vc, iria baixar a cabeça, fingir q não percebeu a diferença, e agir de modo "politicamente correto" com medo de desrespeitar o mineiro?
Ah, faça-me o favor, todos nós sabemos os milhares de sotaques existentes no Brasil. Não precisamos escondê-los (até pq não dá;) e deixar de discutí-los.
Se estivermos numa roda de amigos, e já q é pra tirar sarro, vamos tirar sarro de td mundo, não só do mineirinho, q as vezes passa por baiano, "paraiba","ceará" (q coisa boa ser tão versátil).
Mas claro, sem desrespeito a ninguém e muito menos exclusão.

Enquanto ao "curitiboca", eu realmente não sabia q era um termo pejorativo, até pq alguns curitibanos referem a eles mesmos assim.
Desculpe se ofendi, mas não sabia mesmo.

E Alex,
leite quente "fisicamente" não é um trauma pros curitibanos, mas verbalmente é quase um modo de identificação de raças:
- quem fala "leitE quentE, verdadE e clientE",
fiquem deste lado do biarticulado, o resto do outro...
hehehe, desculpe, tirei sarro de novo...
eu mesmo já falo leitE quentE. rs

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 23:07



Comentário de: Márcio E. Gonçalves

Curitiboca = Curitiba + Boboca

Evidente que o termo é pejorativo.

Não conheço nenhum curitibano que se identifique como tal. Normalmente a gente (curitibanos) usa o termo p/ outros curitibanos que a gente não gosta...rs
(exemplo: quem curte rock alternativo e vai no Wonka, etc.. ao se referir ao pessoal mais playboy da Batel)

Mas o leitE quentE em geral é motivo de orgulho (eu gosto muito do meu sotaque, bytheway), mas é um fato que fora daqui o pessoal acha bem estranho e muitos gostam de chamar de sotaque caipira, etc...

PermalinkPermalink 20.04.08 @ 05:44



Comentário de: Alex Castro Email

esse negocio de gostar muito do proprio sotaque nao eh meio que viadagem nao? eu pergunto pq o normal é a pessoa nem OUVIR seu próprio sotaque... em geral, vc acha, jura de pés de juntos, que vc fala SEM SOTAQUE e que o resto do mundo fala com um sotaque meio estranho... de modo que gostar do proprio sotaque é, no mínimo, hmm, diferente...

PermalinkPermalink 20.04.08 @ 05:54



Comentário de: Fernando

vc percebe q tem sotaque quando muda de sua cidade, quando começa a conviver com pessoas de outro sotaque.
E ouve o seu,sim, só q em outras pessoas, quando fala com conterrâneos e percebe uma certa diferença. Não é viadagem, acho que gostar de seu sotaque é mais um modo de defender uma característica de sua região.

Bom, mas estamos caminhando pra outro assunto.
Voltando...
Márcio, não achou uma ponta de preconceito com os "playboys" não. Já q vc não gosta se ser chamado assim, chamar quem vai no Wonka pode?

PermalinkPermalink 20.04.08 @ 11:08



Comentário de: Márcio E. Gonçalves

Alex,

Como o Fernando falou, vc nota que tem sotaque quando viaja e mora em outros lugares. Se vc nunca notou o seu sotaque carioca mesmo indo p/ Minas e Sp, etc... então vc não é um cara muito atento (e seus amigos são muito educados...)

E quanto a ser viadagem gostar do sotaque quando se passa a notar o próprio...bom, sinto lhe informar que todo carioca que mora fora do Rio que eu conheço (e conheço vários, até pq metade da minha familia é carioca) AMAM o sotaque carioca.

Fernando,

Eu só dei um exemplo, não falei que acho isso. Eu frequento tanto o Wonka e lugares indies quanto a bares da Batel (Sheridan, Taj, etc...).





PermalinkPermalink 20.04.08 @ 12:57



Comentário de: Guilherme Valle

Fiquei pensando nos últimos dias sobre o racismo e sobre a questão de ser da "raça certa". Hoje estou morando na Austrália e acontece comigo direto de eu abrir a boca para falar alguma coisa e ouvir "where are you from", isso sempre me incomoda, mas nunca tinha analisado pelo ângulo abordado pelo Alex. O que é mais engraçado é que minha mulher não se incomoda, ela alega que se fossemos asiáticos por exemplo, não nos perguntariam isso mas que provavelmente fariam a mesma leitura, (não são nativos!), pelas óbvias atribuições físicas. No nosso caso eles não identificam fisicamente, porém o sotaque entrega. O ponto dela é que pelo fato do Brasil não ter uma má reputação aqui, as pessoas reagem bem ao saber que somos brasileiros, por isso ela não se importa. Eu por outro lado não gosto de saber que meu "status social" depende da total ignorância deles com relação ao Brasil e que se um dia um brasileiro naturalizado saudita explodir alguém ou alguma coisa esse status pode se alterar. Não entendo como as pessoas não percebem que racismo e qualquer outra forma de discriminação está "over-rated", totalmente ultrapassada. Traçando um paralelo com o Brasil, especificamente Porto Alegre onde nasci, lembro-me de algumas ocasiões não ter sentido ser da "raça certa", principalmente se depois de um dia de verão passado no parque eu decidisse ir ao shopping com a mesma bermuda, havaianas e camiseta tão apropriadas ao parque mas que no shopping acabavam gerando um certo constrangimento. Não estou dizendo ser seguido por seguranças ou coisa parecida, mas definitivamente sendo tratado de maneira condenscendente e "sim" ser observado mais de perto em algumas lojas e definitivamente tendo como limitado o acesso as mais elitistas das lojas.
Acho que a questão "racial" no Brasil talvez não tenha solução, porque talvez a abordagem não esteja correta. Levanto a questão, e se ao invés de focarmos nos negros como pivôs do racismo vigente, focassemos no fato do Brasil ser um País de "aparências". Um país aonde as autoridades criticam se é produzido um filme como "tropa de elite" porque pode denegrir a imagem do País no exterior. Um País que valoriza demais o aspecto físico das pessoas e muito pouco seu valor social ou intelectual. Acredito que ser da raça certa no Brasil, pelo menos aos olhos da elite, transcende a cor da pele. Sei lá, acho que eventualmente pobres, negros, gordos, alejados, mal vestidos, encontram todos no Brasil igualdade de condições de sofrer discriminação. Outro fator dificultador dessa questão é saber de que Brasil estamos falando, o da maioria, pobres, ou o da minoria?!

PermalinkPermalink 21.04.08 @ 21:54



Comentário de: Ana Carolina

Parabéns, Alex pela série. Sempre leio o LLL, mas nunca havia comentado. Sempre acontece comigo de ser a "caipira" e acho o cúmulo o sotaque se sobrepor às características da personalidade. Parabéns, de novo.

PermalinkPermalink 22.04.08 @ 10:43



Comentário de: aline · http://ateaquitudobem.blogspot.com

excelente, excelente...

PermalinkPermalink 29.10.08 @ 14:03



Comentário de: LM

"esse negocio de gostar muito do proprio sotaque nao eh meio que viadagem nao?"

Usar o termo "viadagem" para se referir a algo que você considerou como sendo negativo não seria preconceito contra homossexuais, não?

PermalinkPermalink 31.10.08 @ 22:46




Muito boa a série. Alguns comentários excelente e alguns chocantes mas previsíveis, nada que eu nunca tenha ouvido na vida nessa vasta coleçao de clichês criado pelo mito da democracia racial.

Eu acho que o fato de eu ainda ter a capacidade de me chocar com eles é algo a meu favor, de qualquer modo.

Abraço, Alex.

PermalinkPermalink 05.11.08 @ 22:11



Comentário de: Natalia Guimarães

Alex, li toda a série e achei realmente excelente.
Tenho 17 anos e vou fazer vestibular pela primeira vez esse ano, tô na escola ainda. Meu apelido na escola sempre foi Gasparzinha e eu sempre achei muito doce, fofo, tenro e carinhoso.
Tenho amigos que são apelidados de Negão, Zulu e até Madrugada. Eles nunca DEMONSTRARAM não se importar mas ao ler essa série eu percebo agora que certamente se importavam.
Tudo isso me tocou muito, de verdade, muito obrigada pelo que vc está fazendo. Além do fato de ser excelente uma série de posts onde vc valoriza os comentários e tudo o mais, o conteúdo disso aqui é altamente merecedor de ser lido por todos.
Acho que sou da raça certa porque me encaixei no que vc disse em tudo. Nunca pensei que era da RAÇA branca. Nunca senti que tinha uma raça e nunca fui descrita primeiramente por ser branca, salvo as vezes em que explicavam meu apelido.
Assim que li sobre a mulher de pernas esguias e pescoço longo, imaginei uma mulher branca. E belíssima. Quando a descrição é de uma mulher negra, a gente não pensa PRIMEIRAMENTE em uma mulher bonita. A gente pensa em mulher negra, como se ser negro e ser bonito fossem coisas mutuamente exclusivas. Até palavra em contrario, aquela mulher é apenas negra, eu não a imagino como bonita ou feia.
Vc fez um comentário excelente sobre algo em que eu havia pensado tempos atrás: em filmes, novelas, seriados, livros e tudo o mais, o personagem principal ou periférico ao principal só é negro se o assunto em questão for preconceito ou derivados. Em novelas da globo, por exemplo, a mocinha e o mocinho NUNCA são negros. Numa novela passada chamada Da cor do pecado (NOME ALTAMENTE PEJORATIVO) a personagem principal era negra e sofria muito preconceito porque amava um homem rico e branco, e era taxada de oportunista e o diabo a quatro.
Nunca tinha pensado na carga terrivel de malignidade do verbo "judiar" e te juro que não vou "bradar minha ignorância como defesa", vou prestar mais atenção no que me fazem falar sem que eu perceba que estou segregando gravemente um grupo.
Também nunca havia pensado que o sotaque do segregado só é definido porque ele É segregado e o sotaque da pessoa de raça certa nem sequer é citado, afinal ele é da raça certa.
Estou aqui pensando: Sou da raça certa na minha região e nunca sofri nenhum tipo de preconceito mas pensando bem, acho que ja tive ate vantagens, por causa justamente do meu apelido, porque ja aconteceu algo assim
-De quem vc esta falando?
-Eu to falando de Gasparzinha, pô.
-Por que Gasparzinha?
-Ah, é porque ela é beem branquinha.
Tipo, essa pessoa que ouviu essa descrição já começou com uma boa opinião sobre mim, saca? Se fosse "Ah, é porque ela é neguinha", talvez ele não necessariamente fosse ter uma opinião NEGATIVA sobre mim, mas certamente não seria positiva.
Mas eu disse tudo isso para chegar à conclusão de que eu sou da raça certa e tudo mais, mas na minha região. Eu sou nordestina e tenho fortíssimo sotaque nordestino. Cara, se eu fosse pro Rio de Janeiro e fosse apelidada de Paraíba eu ficaria muito fula da vida!
Acho que é o único jeito de imaginar como é o preconceito: se colocar no lugar.
Se pessoas fossem "carinhosamente" me caracterizar pelo lugar de onde eu vim, isso me aborreceria porque sei que sou muito mais que isso, e ser definida como uma cor, um lugar ou uma cultura é pouco demais para a complexidade de uma pessoa.
Continue, cara.
Não faço compras pelo Submarino mas meus amigos que fazem TERÃO de fazer entrando pelo link aqui do LLL, e tenho dito.
Hehhe

Beijinhos, tudo de bom pra vc.

PermalinkPermalink 08.11.08 @ 12:24



Comentário de: Natalia Guimarães

Ah, terça-feira no Profissão Repórter o tema é empregadas domésticas. :) Assistiremos?

PermalinkPermalink 09.11.08 @ 22:34



Comentário de: sheila pereira de lucena

oi
tudo bem
boa tarde ..
eu sou gostei me legal leitura de poesias leitura ler manchado de assis , ovardo de pedra , clarice licept , machado de alves , sertão ,me conheci leitura ler gostei me os poesias melhor mim.
ok
looks.
eu sou completo grau . eu sou duas vestibular e faculdade leitura gostei aprendendo de linguangem de portuques os poesias de legenda de poesias disciplida mim.
ok
ok
eu gostei disciplinda de estudar apredendo linguagem legenda de portuques .eu escrito linguagem legenda de portuques de bilinguismo ..é
eu lugar escolhei unb , escola apricutular vestibular e faculdade ..eu sou normalmete simples escola aprendendo leitura os poesias ..mim..ok
ok
looks.
tambom ..
bjxs..bjxs.blz.blz.ablz.

PermalinkPermalink 10.01.09 @ 16:46



Comentário de: Laura Inafuko · http://linafuko.wordpress.com

Interessantíssima essa série! Fiquei pensando por um tempo sobre essas questões...
Eu me incomodava (ou ainda me incomodo, depende do dia) de ser chamada de japa, japoronga e coisas do gênero. Mas o preconceito que a gente (descendentes de japoneses) sofre aqui no Brasil (mesmo sendo brasileiros, afinal nascemos aqui!) é relativamente menor do que o preconceito que aqueles que vão tentar a vida no Japão.

Talvez isso não tenha nada a ver com toda a série, mas tem um fato interessante que minha vó me contou.
Em uma de suas viagens à passeio para o Japão uma criança ouviu-a conversando em japonês e ficou extremamente impressionada que uma brasileira sabia a sua língua.

PermalinkPermalink 04.03.09 @ 20:38



Comentário de: Ednaldo R.

Gostei do que Marcio E. Goncalves escreveu:

"Quanto ao Alex Castro se achar "branco" sendo claramente moreno em qualquer lugar do Brasil fora Rio e Salvador, nos leva a vários análises. De um lado ele está certíssimo: no Rio ele é "branco" e logo da raça "certa", já que aqui no Brasil a classificação é varia regionalmente.
Por outro lado, sabendo que ele é um cara que viajou muito pelo Brasil e mesmo asism nunca sentiu preconceito, a análise óbvia é que ele não se deixa notar o preconceito dirigido a ele quanto acontece.
Pq é evidente que de SP p/ baixo ele não é da "raça certa" (na verdade eu diria da "cor certa"), mas como ele está tão certo que é, quando é mal tratado nunca deve ligar A com B e sempre sempre pensar ser outra razão."

Li alguns comentários de Alex e, sinceramente, achei-o ridículo. O que pensar de alguem que escreve isso:

"...eu ter medo ou nojo de gente que tem a pele toda escura (ou seja, que são diferentes de mim), como o grito que dei quando vi o meu primeiro negro, ainda criança de colo."

Se ele tem o direito de escrever o que quer, uso o meu direito de não gostar, ao menos, da impressão do que ele passa ser.

PermalinkPermalink 30.03.09 @ 16:19



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
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  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
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  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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