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Ser da Raça Certa (III de IV)

"Então, entrou no bar uma mulher linda, de pernas esguias e pescoço longo, batom e unhas vermelhas. Seu nome era Teresa."

Diga rápido: de que cor é essa personagem?

Ser da raça errada é precisar ser descrito. Se o personagem for da raça certa, ela não fará parte da descrição, pois os leitores JÁ irão visualizá-lo assim. Quando você lê um romance chinês, todo mundo na sua cabeça tem cara de chinês.

Se o personagem for da raça errada, ela será não apenas descrita como também, muitas vezes, problematizada e motivada por razões de enredo: ao final do romance, você vai perceber que ele precisava ser negro para a história funcionar.

"Arnaldo, um negro forte e rude, sofreu muito preconceito ao longo da vida. Entretanto, isso não o desistimulou até que etc..."

Via de regra, os personagens só são da raça errada se ela própria for um dos temas da história: o racismo, a negritude, a herança da escravidão, os dilemas de ser negro na sociedade branca, etc. Do contrário, se fosse uma simples história sobre o amor, o ciúme, a morte, etc, os personagens teriam sido da raça certa, naturalmente.

* * *

Uma leitora perguntou:

Ué, quando eu leio um romance brasileiro, eu também visualizo todo mundo branco até palavra em contrário. Isso quer dizer que eu sou racista?

Claro que não. Só quer dizer que, no Brasil, a raça certa, o sem-raça, é o branco. Se a história se passasse em Angola, você provavelmente visualizaria todo mundo preto.

* * *

 Black Boy
Para entender o que o racismo faz com a cabeça de uma criança.

* * *

Ninguém escuta o próprio sotaque. Quem tem sotaque são sempre os outros, nunca eu. O meu sotaque é um dado. O seu, uma anomalia na normalidade.

Porque o balão do Chico Bento lê "tamo indo visitá a mãe" enquanto que, em um gibi da Mônica, provavelmente seria "estamos indo visitar a mãe"?

A Mônica não tem sotaque? Será que a Mônica falou mesmo "EStamos" ao invés de "tamos" ou "tamo"? Será que ela pronunciou mesmo, bonitinho, o "r" final de "visitaR"? Por que o sotaque do Chico Bento é cuidadosamente grafado nos mínimos detalhes, mas o da Mônica é corrigido e completado?

 Chico no Shopping  Manual da Roça do Chico Bento

Acertou quem disse que a Mônica não tem raça, ou seja, é da raça certa, do grupo certo, digamos, enquanto o Chico Bento é explicitamente marcado como "o outro", aquele que não é como o leitor médio da revista.

Uma outra pergunta: se a Turma da Mônica fosse visitar o Rio (o que, aliás, nunca aconteceu nos 10 anos em que li as revistas), como seriam os balões dos nativos? "Merrrrda, fechsheii a porrrrta douzi vezissss"? Ou será que falariam tão certo quanto a Mônica? Em outras palavras, será que o dialeto fluminense (um dos principais do país) seria tão facilmente carimbado de "outro"? Provavelmente não. Fazer isso com o caipira é fácil.

Podem reparar na imprensa. Quando entrevistam o carpinteiro, ele diz "intão". Quando entrevistam o sociológo, ele diz "então". E eu me pergunto: será que o sociólogo falou mesmo esse "Então" com o "e" bem marcado e pronunciado?

(Amanhã... conclusão... qual é o critério eliminatório pra saber que você é da raça certa...)

 Racismo à Brasileira: uma Nova Perspectiva Sociológica
Meu segundo livro preferido sobre racismo no Brasil. O autor achou que havia muita falação e poucos dados, e fez um livro repleto de tabelas e gráficos que vai responder a todas as suas perguntas quantificáveis sobre racismo e preconceito no Brasil. Indispensável em qualquer projeto sério sobre o assunto.

* * *

Leia todos os posts dessa série:

Usos do Nego
Quem Sabe da Ofensa é o Ofendido
Ser da Raça Certa I: Você É da Raça Certa?
Ser da Raça Certa II: 100% Branco
Ser da Raça Certa III: De que Cor É o Personagem?
Ser da Raça Certa IV: O Critério Eliminatório

Por favor, ajude a divulgar essa série. Se for linkar, linque todos os posts.

* * *

Essa série co-escrita por, debatida e articulada com, reescrita e revisada por Lulu - que, como todos sabem, sou eu. Vale muito a pena ler o outro blog dela - ou seja, meu.

* * *

Se gostou dessa série, recomende o blog aos amigos que possam gostar - não as amigos que dizem que pobre tem que ser desinsetizado, por favor! Se gostou de verdade e quiser ajudar, clique nos links desse post e compre alguma coisa lá no Submarino. É assim que eu pago as minhas contas. E que Machado de Assis lhe abençoe.

 

17.04.08


Categorias: Comportamento, Cotidiano, Raça

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Posts similares:
Repercussão da Série sobre Racismo
Ser da Raça Certa (Parte I de IV)
Ser da Raça Certa (Parte II de IV)

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Julia

Ainda não entendi aonde você quer chegar com essa história de "raça certa" e "raça errada". Qual seria a "atitude certa" das pessoas? Fingir que não há diferenças? Ou seria melhor ser todo mundo igual?

Como você disse, você vai imaginar a personagem aí dependendo do contexto. Se for em uma favela carioca, provavelmente imagino uma negra. Se for em São Paulo aleatoriamente, morena clara. Se for em Londres, qualquer coisa. Em Pequim, chinesa, uai. Se uma chinesa entra em um bar em Lagos, acho que vai ser necessário sim citar a raça dela! Se um americano de 250 kg anda pelas ruas de Tóquio, não vai passar despercebido. Se você usa cabelo comprido em 1975 e vai morar em uma cidade de 15000 habitantes, vai ser "o maluco".

O fato de alguém (em uma situação aleatória) citar a raça de outrem não pode ser considerado automaticamente racismo.

PermalinkPermalink 16.04.08 @ 23:16



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blogspot.com

Alex,

Publiquei no Dr Plausível um longo texto sobre o preconceito contra os afro-descendentes. É mais uma colaboração pra tua tese. :) Desça o sarrafo à vontade.

O doutor gosta de pôr os pingos nos iis. Muita gente discorda, acha q está pondo pingos em outras letras. Mas leia atentamente e vai ver q são nos iis mesmo.

PermalinkPermalink 16.04.08 @ 23:37



Comentário de: Alex Castro Email

"O fato de alguém (em uma situação aleatória) citar a raça de outrem não pode ser considerado automaticamente racismo."

ufa, e ainda bem entao que eu nao passei nem perto de dizer isso, nao é?

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 00:18



Comentário de: Julia

Uai, é o que parece. Se diz a raça, é racista porque não diz que o cara tá de blusa azul. Se não diz a raça, é racista porque está implícito que a pessoa é da "raça certa". Ou a sua teoria da "raça certa" está querendo demonstrar ausência de recismo?

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 00:38



Comentário de: Juliana

Suspiros. Isso tudo é muito óbvio, Permafrost. É claro que só o desenvolvimento real etc vai levar a um orgulho real etc. Mas você não consegue entender que para tanto é preciso um mínimo de auto estima? A questão dessa discussão não é como o mundo seria lindo se. É como permitir possiblilidades mais gerais para o seu se. Histórias individuais sempre haverá, alguma Hellen Keller, surda cega muda. Agora essas histórias individuais servem como exemplo para melhorar auto estima de quem está numa situação parecida de sofrimento, não para serem usadas contra essa pessoas como um dedo apontado na cara : olha seu imbecil, esse fodão aqui conseguiu você são não consegue porque é burro mesmo, viu. Esse é o tom de seus cometários. Pelo amor de deus, tenha compaixão no seu coração, sério.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 00:47



Comentário de: Alex Castro Email

"Se diz a raça, é racista porque não diz que o cara tá de blusa azul. Se não diz a raça, é racista porque está implícito que a pessoa é da "raça certa"."

mas julia, minha filha, onde é que vc está vendo essas acusações de racismo? eu nao falo em racismo nesse texto hora nenhuma...

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 01:01



Comentário de: hardy har har

Eu acharia que auto-estima tem aquele que não se abala com as besteiras que os outros dizem. Não?

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 01:02



Comentário de: Juliana

Não, hardy. Auto estima tem que desde criança muito pequena, antes de ter consciência sobre o mundo e si mesma, foi ensinada que era linda, ótima, perfeita e amada. Se ao invés disso a pessoa aprende que é feia burra e odiada, não há como ter auto estima.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 01:06



Comentário de: Andre · http://acimadedeus.blogspot.com

Juliana

"(...) Mas você não consegue entender que para tanto é preciso um mínimo de auto estima?"
Bom, os citados europeus, que produziram a arte, a tecnologia, etc, etc, não precisaram de auto-estima? Os alemães foram humilhados depois da Primeira Guerra, e se reergueram. Daí foram humilhados de novo na Segunda, e tão aí. Os japoneses, humilhados tbm depois da Segunda Guerra. De onde vem essa auto-estima?

"(...) não para serem usadas contra essa pessoas como um dedo apontado na cara : olha seu imbecil, esse fodão aqui conseguiu você são não consegue porque é burro"
Concordo em partes. Sinceramente, acho que devem sim ser usadas como um dedo apontado na cara de quem fica choramingando que não consegue as coisas por causa de sua cor. Afinal, é a prova de que a cor, por si só, não é impeditivo. Aí entra a questão da auto-estima. Aliás, acho que esse tipo de coisa (a metáfora do dedo na cara) é mto útil sim, pra qualquer caso de gente que choraminga que não consegue nada pq é mto baixo/alto/gordo/magro/feio/burro (pode colocar qualquer palavra aqui).
Aliás II, coitado do pobre branco né, pq esse sim vai ter que ouvir que não consegue pq é burro mesmo... Apesar que eu já ouvi por aí: "eu não consegui tal coisa pq sou evangélico"... Enfim, de volta àquele dedo metafóricco né...

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 01:12



Comentário de: Permafrost · http://drplausivel.blogspot.com

Juliana,
Se alguém não lembro quem insinuou q um crítico do Alex "não sabe como funciona o Brasil", vc aí soa como se não soubesse como funciona a vida. :D

¿Já percebeu q o objetivo primordial do PC é eliminar o acaso, com a premissa absurda de q é possível eliminar o sofrimento?

É claro q tem gente q consegue umas coisas e não outras, e tem gente q consegue outras coisas e não umas, e tem gente q consegue as duas, e tem gente q não consegue nada. Há sofrimento em todos os cantos da terra, sempre houve e sempre haverá. Não estou comentando aqui com uma intenção terapêutica, mas tentando apontar o q está errôneo nas interpretações e percepções do Alex e de alguns comentaristas. As crianças crescem e se tornam mais racionais e podem aprender a analisar as coisas com inteligência, própria ou alheia.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 01:14



Comentário de: hardy har har

Juliana, como eu já disse por aqui antes, eu me considero feminista. Isso vem de pequena, quando comecei a notar que nem sempre me viam como um indivíduo, mas como mais uma representante de um grupo frágil e delicadinho - chamado mulheres - que precisa de tratamento diferenciado. Meu feminismo é justamente uma reação contra esse tratamento diferenciado.

Vocês colocam os negros como um grupo frágil e delicadinho de pessoas, defendem um tratamento diferenciado, e agora fazem isso em nome da auto-estima deles?! Eu acho que minha definição de auto-estima é diferente. Não concebo nada pior para indivíduos racionais, capazes e senhores de si do que ser tratados como um coletivo frágil que precisa ser resguardado e protegido.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 01:31



Comentário de: Juliana

E desde qando ue falei do PC? Só porque eu entendo que uma cultura racista é suficiente para destruir o amor próprio de pessoas inseridas no contexto, eu virei PC? O pc realmente se tranformou num tiro pela culatra, porque foi tão mal pensado que agora qualquer ação que se proponha a valorizar, melhorar as condições de desenvolvimentos de indivíduos já é pc portanto é ruim. É uma pena. O mal sempre vence mesmo, de um jeito ou de outro. E sim, eu vou ser bem maniqueísta aqui, vou soar pueril e despreparada para o mundo, não vou ver tons de cinza nenhum porque sinceramente essa discussão toda me deixou chocada como eu nunca imaginei possível.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 01:42



Comentário de: Juliana

Hardy, vocês quem? Eu sou só eu aqui, se você está se dirigindo a mim, porque o plural? E eu não disse que a questão não é sobre indivíduos já formados racionais e adultos e fortes, mas sobre como pode haver condições para indivíduos adultos e fortes serem formados, em primeiro lugar?

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 01:47



Comentário de: Juliana

Se não deixei claro vou tentar: quando se fala em formar auto estima, criar identidade, etc, a idéia é justamente poder criar indivíduos fortes e independentes que possam assim se afirmar e serem ouvidos. A grande perversidade em questão é justamente essa: se não há condições para que uma pessoa se sinta forte e capaz de algo, como esperar que ela haja de forma assertiva e independente? É crueldade pura e simples se cobrar isso.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 01:51



Comentário de: Alex Castro Email

eu nao sei vcs, mas eu nao acho negros, nem membros de nenhum grupo subalterno, coitadinhos, ou incapazes ou inferiores... eles sao vitimas, isso sim, mas o fato nao os diminui em nada...

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 02:56



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Isso pode até ter seu valor como curiosidade, mas eu não vejo nada de útil em discutir racismo.

Então tem racistas no Brasil? Sim, tem. E daí?


PermalinkPermalink 17.04.08 @ 08:37



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Eu perguntei quando foi que alguém morreu por causa do racismo, e ninguém respondeu. Alguém poderia ter se lembrado dos 29 garimpeiros que há quatro anos foram massacrados pelos índios Cinta Largas, em um estado do norte do Brasil.

Claro, aquele foi um caso de racismo de índios contra brancos (se não especifica a cor das vítimas, segundo o Alex Castro, é porque deve ser branco...). Isso não serve. Exemplo bom é quando um branco mata um negro, ou um índio (outra coisa que notei é que aqui não se comenta o racismo contra os índios, só contra os negros. Por que esse racismo contra os índios, pessoal? Não venham me dizer que eles são menos prejudicados que os negros).

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 08:41



Comentário de: Thiago

Ah não, agora eu fiquei invocado é com essa história de que o sotque carioca é um dos "principais" do país, ah, tenha dó né!!!

Provavelmente o sotaque dominante do país é algo como o sotaque nordestino/paraense/amazonense, etc (tem suas diferenças, mas são beeem parecidos)


PermalinkPermalink 17.04.08 @ 08:46



Comentário de: hardy har har

"se não há condições para que uma pessoa se sinta forte e capaz de algo, como esperar que ela haja de forma assertiva e independente?"

Milhões de pessoas aprendem a fazer isso diariamente desde que o mundo é mundo. Aliás, é o que eu chamaria de crescer. Se você quiser primeiro esterilizar o mundo e transformá-lo numa bolha de bem-estar, conforto e igualdade pra que, aí sim, todos possam crescer motivados, livres e desimpedidos, fica à vontade. Só não sei se há tempo hábil. Acho que o planeta morre antes.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 08:52



Comentário de: Pablo Casado · http://bit-hunter.net/cafedamanhadoscampeoes

A família de um amigo próximo é de origem de União dos Palmares. Ele tem parentes negros e, surpreendentemente, não acredita no racismo no Brasil - mas em focos isolados que não representariam o problema que muitos vêem hoje em termos sociais.

E completou dizendo que é possível - um branco - se colocar no lugar do negro e imaginar o que ele passa, o que eu e um amigo nosso (estudante de História), que conversávamos sobre o assunto num determinado dia, discordamos completamente.

Claro que não dá: você pode ter algum tipo de reação para com o negro que é discriminado da fila de algum lugar ou num estabelecimento comercial, mas, depois do ocorrido, você vai seguir a sua vida tranqüila - como disse o Alex - de alguém da raça certa.

Enquanto isso, tá lá o negro remoendo aquilo e sabendo que, logo, logo, vai acontecer de novo.

E, só pra acrescentar um dado "curioso": estive em União dos Palmares ano passado no fim de semana que antecedeu a comemoração de mais uma Semana da Consciência Negra. Fui até o Quilombo, o Muquém (comunidade quilombola) e passeie pela cidade. E descobri que ali reside uma população que renega seu passado, principalmente composta por brancos (os negros vivem na periferia) e racista. Imagem que veio através de depoimentos de pessoas locais e de algumas palestras que assisti por lá.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 10:33



Comentário de: Israel Vilas Boas

Juliana,
Eu um dos defensores de que o negros devem ser fortes concordo com você sobre auto estima. Uma criança que cresça sendo pisada tem poucas chancer de ter auto estima, eu convivo com várias assim.

Agora uma coisa que o Alex disse em um post anterior e repito aqui: "Já os epítetos equivalentes ("negona", "paraíba") PODEM OFENDER PESSOAS PARA QUEM SUA PRÓPRIA RAÇA É MUITAS VEZES FONTE DE OPRESSÃO E DESVANTAGEM."

Será que as crianças negras crescem ouvindo isso dos próprios pais? Se esses país se sentem incomodados com o tratamente de outros, por que passar adiante essa imagem para os próprios filhos e destruir sua auto estima? Por não criá-los desde pequenos preparando-os para encarar as pessoas racistas? Os filhos são criados para encarar estupradores, ladrões e derivados, por que não prepará-los para os racistas dizendo que aquilo não é verdade?

Permafrost, seus exemplos são perfeitos para provar a tese da Juliana. Os alemães eram uma potência econômica poderosíssima antes da primeira guerra. Eles estavam crescendo tanto que se tornaram antes da primeira guerra potência industrial em vários setores e superaram a hegemômica Inglaterra em vários setores e com isso quebraram o equilíbrio de poder do Congresso de Viena e isso com vários outros fatores gerou a primeira guerra. Ela é a criança criada como a fodona. Aliás, a Europa inteira é. Tanto que teve a sua estrutura destruída duas vezes e se recuperou na primeira por que tinha colônias e etc.

Vai destruir a estrutura do Haiti ou de outro país. È bem difícil que eles se recuperem. É como um comentário que o Alex sempre fazia uma coisa é nascer rico, viver como rico e depois ficar pobre e outra é ser pobre. O rico que ficou pobre tem grandes chances de voltar a ser rico por que conhece o caminho das pedras. Já o pobre...

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 11:37



Comentário de: Juliana

Olá Israel,
Pois é, o proeblema é que as crianças não
convivem só com os pais, prá começar, e depois sim, pais que odeiam características que possuem cosutuma rejeitá-las também quando as vêem nos filhos. É triste,mas é comum da humanidade.

abraços

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 13:03



Comentário de: Andre · http://acimadedeus.blogspot.com

Juliana,

Repito o meu aliás II: coitado do pobre branco, que vai sofrer como o pobre negro, vai ser o moleque no farol, o mal vestido sujo, etc, etc, mas não vai ter ninguém interessado em sua auto-estima (e voltamos ao dedo metafórico apontando pra esse e dizendo que ele não conseguiu pq é burro), e vai ter que se virar sozinho (o que, diga-se, deveria ser o correto).

Resumindo: quem é pisado é o pobre. Quem é rejeitado é o pobre. A cor é o de menos, assim como é o de menos se ele é careca, se é gordo, se é alto ou baixo. Se o cara é pobre, tá ferrado.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 13:20



Comentário de: Maria

Putz, agora que estou entendendo... Mas que cegueira! E é tão simples... Tinha confundido tudo. Maravilhosos esses textos.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 14:18



Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com/

Gostei da discussão sobre sotaques!

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 16:22



Comentário de: Alexandre Lemke

Desculpa desviar do assunto principal, mas em algum lugar do país se fala "estamos" na linguagem popular? Sou catarinense e "tamos" sempre me soou o natural. Quando ouço o "estamos" me parece estranho, tipo um "vós".

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 22:03



Comentário de: Pedro

Para quem diz que brancos sofrem racismo igualmente. Vcs conseguem imaginar um branco passando por isso?

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM758249-7823-DENUNCIA+DE+RACISMO+EM+PREDIO+DE+COPACABANA,00.html

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 21:28



Comentário de: Gustavo B.

Comentários mais uma vez espantosos.

Em primeiro lugar, quase todos insistem em dar soluções ou refutar a necessidade de soluções, o que se deve fazer ou não, etc. Mas o Alex não está só apontando o que acontece no país? O objetivo não é só cada um parar e pensar "ih, é isso aí mesmo, nunca tinha me dado conta" e mudar um pouco? É impressionante como esse assunto gera reações tão inflamadas. Parece até que se está fazendo um ataque pessoal.

Em segundo lugar, a questão não é auto-confiança é ter condições de se afirmar/defender/desenvolver, como falei nos comentários do primeiro post da série. Ou alguém ainda acredita no sistema público de ensino?

Por fim, alguém perguntou quando foi que alguém morreu por causa do racismo. Eu chutaria, ahn, vamos ver, todo dia? Ou alguém acha que a velha piada "branco correndo está fazendo cooper, preto correndo é ladrão" é só uma piada mesmo?

PS: De tantos meta-comentários, quase esqueço do comentário em si. O mais preocupante é que se você der um livro com a descrição de um "sem-raça" e perguntar como ele imaginou, a resposta será branco.

PermalinkPermalink 19.04.08 @ 23:26



Comentário de: Sílvia

Alex
Li os seus textos depois de uma visitinha no blog da Lulu. Muito embora pareça que o mundo já evoluiu o suficiente e haja exemplos de sobra de pessoas talentosas em todas as raças e gêneros, a discriminação fundada nesses critérios continua por aí, às vezes mais expressa, outras vezes, mais velada.
Eu me lembrei de um professor negro que chegou à conclusão de que era mais prático não se aborrecer porque era freqüentemente parado pela polícia, em seu carrão. Já deixava tudo no jeito para apresentar rápido a documentação e seguir o caminho.
Ele nos dizia que o preconceito era o sentimento mais babaca que alguém pode nutrir, pois todo mundo tende a ser vítima de discriminação um dia. Quem não é negro, pode ser discriminado por ser mulher e quem não é mulher e nem negro pode ser discriminado por ser pobre e quem é branco, rico e homem, pode ser discriminado por ser latino americano e quem não é de qualquer desses grupos, um dia envelhecerá e talvez seja alvo do desprezo aos idosos (para excluir da lista os defeitos físicos, preferências sexuais, regionalismo, etc).
Talvez, sem perceber, a gente viva num mundo onde a aceitação do próximo está em crise e isso talvez só mude com um novo jeito de olhar. Uma coragem para interagir com as pessoas e descobrir o valor de cada um. Acolher o outro como ele gostaria de ser acolhido.
Parabéns pela proposta de reflexão de seus textos! Adorei seu blog.
Um abraço.
Sílvia

PermalinkPermalink 21.04.08 @ 20:31



Comentário de: aline · http://ateaquitudobem.blogspot.com

a equipe do maurício de souza é paulistanocêntrica. eu fui leitora dos gibis a infância toda, e já tinha percebido. que os caipiras recebem um traço linguístico muito, muito forte. e, pior: só os caipiras que não são bons na escola, porque o hiro (descendente de japoneses), o zé da roça e o filho do coronel (cada hora com um nome) falam português perfeitamente. A turminha da capital, aliás, não tem só uma pronúncia perfeitinha, mas um vocabulário de primeira tbm.

PermalinkPermalink 29.10.08 @ 12:22




Hum.

Eu acho que os baloes dos cariocas teriam que ser "Miéérda, fechsheii a puóóórta douzi vezissss"

:D

PermalinkPermalink 05.11.08 @ 21:28



Comentário de: Anna Polavska

Alex,

Para não ser mal interpretado você deveria:

1. retirar do site o link "Repercussão da Série sobre Racismo" situado logo abaixo do seu texto; mais as tags "Raça" e "Comportamento" - as que foram mais usadas aqui -; o símbolo em vermelho do início da página com os dizeres "Racismo LLL"; e as suas referências a livros sobre Racismo, como o "Meu segundo livro preferido sobre racismo no Brasil", nas suas palavras, que nos levam a entender, no mínimo, que você lê e tem preferências de livros sobre o assunto.

A outra opção seria colocar, antes de cada texto, o que a gente deveria excluir da nossa interpretação dentro de um site cheio de informações como esse. Evita transtornos e poupa esforços em vão, como os de quem faz a associação do seu texto à discussão de racismo no Brasil.

Atte

PermalinkPermalink 07.05.09 @ 20:51



Comentário de: pedro zalla

Alex,

Não tem um certo exagero nisso não? Tá me parecendo meio Illuminati. Algo meio de perseguição.

A Turma da Mônica escreve certo pq é escrito e não falado. O Chico Bento e o cebolinha grafam errado mas não são da raça errada. Grafam porque é o recurso da Historinha. A Mônica não tem sotaque porque é um personagem genérico. Não tem? será?

Cebolinha e [principalmente] o cascão não grafam o sotaque mas usam as gírias paulistas. Eles são claramente de São Paulo. Por aí vc já os idealiza como paulistas. De fato, nos desenhos animados ambos tem sotaque paulista. Com ênfase para o Cascão. Nos quadrinhos o sotaque não aparece mas as gírias sim. (O meu!) (Da hora!)

Não tem raça certa. A Denise (por exemplo) só usa gíria gay. E dai?
Ela é um personagem como outro qualquer e insere as gírias no contexto cotidiano da turma. ótimo, ponto para a diversidade.

Fico com medo dessas paranóias. Quando o Mauricio lançou o Chico Bento, rolou um movimento para que ele não "fala-se" errado pois assim as crianças em fase de aprendizado iam aprender a escrever errado. Ainda bem que o Mauricio bancou essa.

Enfim, um desabafo contra essa onda politicamente correta que acaba tornando a arte pobre, panfletária e descaracterizada.


bjs

Pedro

PermalinkPermalink 28.07.09 @ 17:39



Comentário de: Carolina

Um jeito fácil de ver isso também é ler livros de escritores africanos. Eu estava lendo "Geração da Utopia" do Pepetela e tinha uma personagem, um cara intelectualóide político, estudante africano em Portugal, que em princípio imaginei branco. Depois tinha uma descrição dele e ele era negro. E eu pensei "Mas por que eu estava achando que ele era branco afinal??"

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 19:53



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
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