Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%.

Um Comentário Que Mereceria Virar Tese

E, além disso, Alessandra, do teu exemplo poderíamos erroneamente deduzir que o cara é parado EXCLUSIVAMENTE por ser mais escurinho ou negro. Como se o policial que parasse o cara pensasse claramente assim: "preto = criminoso".

A maioria esmagadora dos pobres no Brasil é negra/mulata. Entre os pobres, devido a inúmeros fatores, sabemos que há muitos crimes, principalmente aqueles relativos a roubos. Logo, a pessoa não é parada SOMENTE PORQUE É NEGRA. O raciocínio do PM não é "caralho, pode pegar que COM CERTEZA fez merda PORQUE é preto" e sim "preto = pobre, logo preto = criminoso".

Essa é uma parte de que ninguém fala.

Não quero entrar no mérito do ovo e da galinha, dizer qual a porcentagem de status sócio-econômico e qual a de racismo que entram na equação do problema. Só estou dizendo que ignorar esse fator é o que muita gente aqui anda fazendo. Todo mundo põe a discriminação no saco "racismo" e pronto, se esquecendo (o que eu acho INCRÍVEL!) que a gente no Brasil (e sem dúvida não somente aqui) associa AUTOMATICANTE negros a pobreza, e portanto a pessoas inferiores ou "coitadinhas", na melhor das hipóteses, ou a pessoas de má índole que podem apelar para o crime, na pior das hipóteses.

É como a historinha do cara negro e riquíssimo que foi comprar uma Mercedes, e que todo mundo já deve ter ouvido. O vendedor da loja da Mercedes-Benz veio mostrar um catálogo de caminhões pra ele. E muita gente usa essa historinha para apontar o quanto o cara da loja era racista.

Putaquepariu, é muita cegueira.

O nosso racismo é INFINITAMENTE diferente do que o dono do blog quer nos fazer acreditar. Deixar de lado o fator sócio-econômico é, na minha opinião, algo que ninguém que se diz estudar um assunto a fundo deveria fazer.

Ai meus sais. Eu ri tanto que fiquei tonto. Alguém por favor explique pra moça como funciona o Brasil. Eu não tenho condições. Sério. Peço água.

* * *

Uma resposta às críticas que me fizeram nesse post: Declaração de Princípios de Alex Castro

* * *

Leia todos os posts dessa série:

Usos do Nego
Quem Sabe da Ofensa é o Ofendido
Ser da Raça Certa I: Você É da Raça Certa?
Ser da Raça Certa II: 100% Branco
Ser da Raça Certa III: De que Cor É o Personagem?
Ser da Raça Certa IV: O Critério Eliminatório

 

16.04.08


Categorias: Comportamento, Cotidiano, Raça

Trackback:

http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/19928

Posts similares:
Pretos, Pobres e Polícia
"O Brasil Não É Um País Racista! Nosso Problema É Econômico!"
Post de Amanhã

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Gabi

Quero crer que tu ri porque fiz uma crítica ao teu blog. Não fui desrespeitosa, não falei nada de absurdo e ainda ressaltei um treco de que ninguém fala. Não vejo nada de absurdo no que eu disse, mas faço uma correção: não é raciocínio o do PM (e da população em geral) e sim automatismo, ou preconceito. Obviamente que tem a ver com a raça (ela tá na equação, não tá?), mas não tem a ver EXCLUSIVAMENTE com a raça.

É, expliquem pra moça aqui como funciona o Brasil, tá? Porque ela não entende, tadinha. Só o Alex fodão é que sabe, fiquem ligados. O próprio brasilianista. Tem pra ninguém.

PermalinkPermalink 16.04.08 @ 23:15



Comentário de: Paulo · http://fyiblog.wordpress.com/

Alex,

Infelizmente nao estou tendo tempo de acompanhar todos esses posts, mas queria so fazer um comentario sobre isso:

"Os "ruços", "branquelos" e "polacos" nunca foram preteridos numa vaga de emprego ou proibidos de namorar uma menina por causa da sua cor."

Eu posso te provar, com 100% de certeza, que isso nao eh verdade. Eu ja fui esnobado porque era muito branco, e minha mulher ja foi rejeitada para alguns comerciais por ser "branquela".

Se vc quer comparar esses casos com os de negros ai ja eh outra coisa. Mas assumir que racismo (principalmente no Brasil) so acontece com negros eh bobagem.

[]s

PermalinkPermalink 16.04.08 @ 23:37



Comentário de: Alex Castro Email

cara, desculpa, nao vou te sacanear, nem te atacar, nada disso. eu só achei engraçado, oras. o riso não se controla, ele sai assim de repente.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 00:37



Comentário de: ana

A humanidade as vezes me dá um preguiiiiça...

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 00:41



Comentário de: mariachi

Então se um diretor vai fazer um casting para comercial, e ele decide "eu quero uma branca/negra/asiática/índia" para aquele comercial específico, isso é racismo?

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 01:09




acho tão legal você rir. Eu tenho vontade de chorar - ainda mais diante de uma postura que é generalizada, senso-comum. já vi tanta gente dizendo isso que a gabi falou. comentários como os do cara que acha que é racismo ser "esnobado" por ser branquelo por exemplo, eu nem consigo começar a discutir isso. parece que a gente já não fala a mesma língua, não tá no mesmo universo.
(e a gabi achou o alex arrogante de achar que ela não entende o brasil, mas ela sim sabe como se estuda um assunto a fundo...)

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 02:05



Comentário de: Alex Castro Email

lu, eu achei esse comentario tao absurdamente perfeito e sintomático (inclusive o tom de desabafo e a referencia a cegueira) que agora há pouco liguei pra uma amiga pra ler ele por telefone. na verdade, ele é tao perfeito que parece inventado...

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 02:43



Comentário de: andre

nada mais relevante para um debate do que esses posts de "acho isso tao absurdo que nem vou discutir" ou "alguem explica pr'ela aí que eu não consigo"...

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 05:31



Comentário de: andre

posts não, comentários. ops.
.
devia ter uma função de edit nos comentários...

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 05:31



Comentário de: Kenia · http://leitedecobra.blogspot.com/

Alex, a prepotência consegue ofuscar as suas demais qualidades intelectuais. Parabéns.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 08:48



Comentário de: marcos

Engraçado que caminhão é muito mais caro que um carro de passeio...

E sobre o comentário do Paulo, essa da esposa ser recusada em uma propaganda (que, com certeza, tinha um estereótipo como pré-requerimento) como contra argumento/exemplo, foi o fim...

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 08:49



Comentário de: hardy har har

É, você não gosta de "fazer as pessoas se sentirem tolas", não, me enganei. Você gosta é de fazer as pessoas de tolas, com a mão na massa mesmo. Só que tem gente aqui que não opera só na base do reflexo condicionado e que vê os méritos do comentário que você ridiculariza. Pra essas, o recibo de tolo está na sua mão.

Eu sempre reparei que quem defende muito grupos e clama por respeito a esses grupos geralmente é péssimo no trato individual e quase não tem respeito pelas pessoas uma a uma.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 09:03



Comentário de: Alex Castro Email

olha, eu sinto muito, eu realmente nao tenho nada pra falar sobre esse comentario. quem nao consegue ver os absurdos descomunais contidos aqui deve ter realmente uma visao de mundo muito diferente da minha. a amiga para quem eu liguei e li esse comentario por telefone chorou só de saber q existe gente capaz de dizer isso publicamente... Enfim... nao peco desculpas por nada... algumas coisas sao grotescas demais pra se argumentar contra. vc ouve e lamenta. se isso é prepotencia, entao tá. se alguém é capaz de dizer essas coisas e o prepotente sou eu, entao tá. nao tenho realmente nada a dizer. se nao ter nada a dizer é prepotencia, entao tá.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 09:14



Comentário de: Norrin Kurama

Alex, eu acho que entendi o que ela quis dizer. Pra se combater o racismo, é preciso entender sua função, assim como a dos demais preconceitos. O preconceito é uma forma de simplificar o mundo. Às vezes é útil em certas situações, embora possa levar a enganos e injustiças.

Li uma vez que numa pesquisa om mulheres negras americanas, elas tinham mais medo de homens negros que de brancos. Elas sabem o que é o racismo, sentem o horror, viram seus filhos/irmãos/maridos/pais serem discriminados, mas tambem sabem que a chance de um negro ser criminoso é estatísticamente maior que a de um branco. Dai, numa rua deserta com dois negros e dois brancos em lados opostos ela vai preferir passar junto aos brancos. É uma aposta baseada na experiência geral. Na maioria das vezes funciona. Da mesma forma preferiria passar junto a dois brancos de terno do que a dois brancos mal-vestidos, a mulheres do que a homens etc.

Moralmente é errado? Talvez. Mas quando o seu tá na reta você só pensa em tira-lo.
O mesmo faz os policiais, n impossibilidade prática de revistar todo mundo num grupo, preferir os que tem mais aparência de pobres. Não gosto disso, mas entendo porque agem assim. Não sei se eu vivesse o cotidiano deles agiria diferente. Um problema são os limites.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 09:49



Comentário de: Kenia · http://leitedecobra.blogspot.com/

Lamentar e calar são diferentes de debochar da opinião alheia, rir até ficar tonto e afins.
Sua amiga chorou do que você leu para ela e mesmo assim você ainda pede água para aplacar crise de riso?
Ô tangente, fecha a porta que o riso amargou.

Inté.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 10:02



Comentário de: Alex Castro Email

cada um reage ao grotesco como pode, como sabe e como consegue... eu realmente ri, mas foi pra nao chorar.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 10:06



Comentário de: Mari

Eu não ri não. Fiquei olhando abobalhada, provavelmente com cara de desenho animado topeira. Isso muito me preocupa. Quando eu perco TOTALMENTE a capacidade de me colocar no lugar da pessoa que falou, de tentar pensar com o pensamento dela, é porque eu devo estar realmente muito alienada.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 10:25



Comentário de: Kenia · http://leitedecobra.blogspot.com/

"Ai meus sais. Eu ri tanto que fiquei tonto. Alguém por favor explique pra moça como funciona o Brasil. Eu não tenho condições. Sério. Peço água."

Deboche. Prepotência. Ridicularização. Sarcasmo. Ironia (pouquíssimo sutil, diga-se). Arrogância. Mais o quê?

Grotesca foi a sua reação. Fico imaginando como seria esse seu choro.

Mas tudo bem. Como você mesmo disse, cada um reage como pode, sabe ou consegue. E isso fala mais do que mil teses e extensas bibliografias.




PermalinkPermalink 17.04.08 @ 11:11



Comentário de: Norrin Kurama

Uma vez você não escreveu que os únicos comentários que você deleta são os que atacam alguem que você tivesse posto em destaque?

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 11:33



Comentário de: Marcus · http://marcuspessoa.net

Não intervi nas outras caixas de comentários porque fiquei chocado. Quem são esses comentadores que você arrumou ?!? Que espécie de gente é essa?

Eu lembro há alguns anos atrás, quando havia debate de altíssimo nível entre os próprios comentadores, e você nem precisava intervir para o debate continuar. Agora temos essas pessoas que, nota-se, são alfabetizadas, educadas, mas completamente cegas e sem opinião própria.

Quando começou o debate nacional sobre cotas, a direita massificou seus clichês usando praticamente toda a grande imprensa: "camisa 100% negro é racista"; "discriminação no Brasil é social"; "negros são minoria". Essas merdas todas. Essas pessoas vêm aqui repetir um discurso que já veio pronto dos laboratórios da imprensa e acham que estão tendo opinião...

Faça exatamente isso que você está fazendo. Seja prepotente e debochado. Quem sabe essas pessoas desistem de comentar aqui. Comentadores que chegam no meu blog falando coisas que me fazem perder a fé na humanidade, muitas vezes eu até expulso.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 11:36



Comentário de: andre

no fundo o problema nao é nem o chorar de rir ou o postar, é a recusa de explicar o motivo.
.
o motivo do seu riso é óbvio para quem divide a mesma opinião com voce. mas é com esses que voce discute? é pra eles que voce escreve?
.
a única coisa que consegues com esse tipo de postura é afastar qualquer possibilidade de mudança de opinião por parte da moça que escreveu o comentário original e das pessoas que pensam como ela, o que, ao menos ao meu ver, seria muito bom. O que eu me pergunto é: a troco de que?

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 11:39



Comentário de: alex castro

como cinco anos de blog comprovam, eu nao tenho medo de falar, nem de dar minha opiniao. se nao falo, é pq alguns comentarios me deixam sem palavras. eu literalmente nao tenho o que falar pra essa moça. nada. zero. fico triste e chocado. só. quem quiser achar que é prepotência, tudo bem. A vida continua.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 12:31



Comentário de: Gabi

Reproduzo aqui um comentário que eu fiz no post original do comentário citado pelo dono do blog, em resposta à réplica da Alessandra, muito pertinente, aliás.

"Alessandra, é um tipo de preconceito, sem dúvida. O que eu queria salientar é que ele não tem raiz SOMENTE no preconceito racial. Se tu atribui uma característica a uma raça , tipo os japoneses são bons em matemática, os negros gostam de música ritmada, samba, timbalada, sabem dançar etc, isso não é NECESSARIAMENTE preconceito, não com a carga negativa que a palavra tem. Quer dizer, só é se for algo que for pejorativo para alguém em determinada circunstância. Nunca vi japonês que fosse bom com números reclamar do estereótipo. Capaz do cara se achar geneticamente superior em termos de QI. Idem pros negros que fizeram a fama como passistas, sambistas, jazzistas, funkistas e demais istas. Muito pelo contrário, isso só fez a música dos caras ser reconhecida como do caralho. Tu imagina um Funkadelic feito por branquinhos? Eu não. Ia ser uma bosta.

Tudo isso pra te falar que, bom, se a maioria dos criminosos na Papuda é mulato/negro (ou sei lá o quê;), é natural que as pessoas, a sociedade em geral, já façam o automatismo. Essas mesmas pessoas podem ter amigos negros, ajudarem pessoas negras e se ofenderem muitíssimo com comentários racistas, mesmo que elas mesmas sejam brancas. Então eu só pediria um pouco mais de discernimento. Tudo isso para dizer dizer que existe, sim, tipos de racismo. Enfiar tudo no mesmo saco é meio perigoso. O dono do blog diz que usar palavras de uso corrente é um tipo de racismo. Também deve achar os exemplos que tu deu como prova irrefutável de racismo entranhado na sociedade. E aí, imagino, já tá tudo no mesmo saco do cara que proíbe a filha de namorar um negro. Sinceramente, acho isso a maior roubada.

Para entender qualquer fenômeno social é preciso não ter medo de ficar splitting hairs. Isso que o dono do blog tá fazendo nos posts parece muito bonito, mas no fundo ele só tá criando uma divisória e uma cegueira ainda maior.

Contagem regressiva para me tacarem pedra e me chamarem de racista, de me acusarem de estar achando desculpa para o racismo e coisas do tipo: 10, 9, 8..."

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 20:44



Comentário de: Gabi

@ Lu

"(e a gabi achou o alex arrogante de achar que ela não entende o brasil, mas ela sim sabe como se estuda um assunto a fundo...)"

Bom, Lu, o Alex diz que eu não entendo o Brasil porque tenho uma idéia diferente da dele, que ele acha absurda. Eu disse que é preciso estudar um assunto a fundo - no caso, o preconceito contra determinado tipo de pessoa - observando todos os matizes, em vez de isolar um só. Por nada não, viu, mas desconfio que esse tipo de estudo é mais interessante do que o que já isola as causas de antemão, porque aí o que resta é buscar coisas que reafirmam a tese já escolhida, é moleza. Se tu acha que fui arrogante ao dizer algo que não só para mim, mas para qualquer cientista ou sociólogo sério, parece ser bem sensato, só lamento.

@ marcos
"Engraçado que caminhão é muito mais caro que um carro de passeio..."

Certo, Marcos, faz sentido que seja. Só que tu não entendeu o suposto raciocínio da coisa: caminhão = caminhoneiro = gente tosca = pobre = preto. Mercedez carrão = gente educada = gente com grana = branco.

@ hardy har har
"Eu sempre reparei que quem defende muito grupos e clama por respeito a esses grupos geralmente é péssimo no trato individual e quase não tem respeito pelas pessoas uma a uma."

Nossa, hardy har har, isso é bem verdade, pelo menos para algumas pessoa que eu já conheci.

@ Alex
"olha, eu sinto muito, eu realmente nao tenho nada pra falar sobre esse comentario. quem nao consegue ver os absurdos descomunais contidos aqui deve ter realmente uma visao de mundo muito diferente da minha.(...)"

Então o problema é ter uma visão de mundo diferente da tua? Beleza. Mas então não faz pose de "gente, que debate interessante, não?" como tu fez lá embaixo, chamando o povo pra mostrar pros outros o quanto os teus posts tão criando debate, pra participar do debate. Porque se tu ri ou só despreza as opiniões que tu acha absurdas por serem diferentes das tuas, é teu direito. Mas tu também não pode achar que tá debatendo sério. Se tu lança tuas idéias nos teus posts COM A INTENÇÃO de criar debate, tu tem que supor que vai vir idéia contrária, ou pelo menos um aparte, que foi o que eu fiz. Falar que não quer mais brincar é direito teu. Só que é uma postura diferente da anterior.Tudo na vida tem consequência, e a desse tipo de atitude é não ser levado a sério.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 20:57



Comentário de: Gabi

@ Norrin Kurama

Obrigada, Norrin, tu entendeu, sim. Eu sinceramente acho que para se ENTENDER e destrinchar um preconceito (que supostamente é o objetivo do dono do blog com esses posts todos) é melhor tu ver todas as maneiras como esse tal preconceito se manifesta. Só assim tu pode entender direito.

Eu dizer que a maioria dos pretos são pobres e portanto há TAMBÉM o preconceito contra o pobre na jogada não é nenhum absurdo, é facilmente observável. Mas fazer o quê, pelo jeito fazer um aparte que ACRESCENTA outro matiz à discussão me põe numa categoria mental rígida pra certos debatedores, inclusive do dono do blog, que simplesmente resolve rir do bicho de circo que eu sou. Racistona, né? É a velha coisa do se chocar contra o strawman. Isso sim deveria algumas pessoas perderem a fé na humanidade, mas aparentemente elas gostam é de odiar categorias mentais e as pessoas que enfiam nelas.



@ Marcus

Desculpa, mas eu te conheço? Tu me conhece? Como tu pode afirmar que sou de direita? Ah, a coisa do strawman, né? Sei como é. Desculpa, vou te desapontar, mas eu tô pouco me lixando pro que diz a tal da imprensa de direita. Todas as opiniões aqui expressadas são minhas, mesmo. Cheguei nelas sozinha. Sei lá porque tô te respondendo, aliás. Tu é um pouco pior do que o Alex nessa tua atitude: ele ri e debocha porque acha diferente da visão de mundo dele, logo, nem merece resposta ou ponderação; tu já acha que é bacana apelar para expulsar a pessoa, por mais educada que ela seja.

@ Alex
"eu literalmente nao tenho o que falar pra essa moça. nada. zero. fico triste e chocado. só."

Beleza, fica aí só falando pra quem concorda contigo 100%. Pelo menos leitores teus como o Marcus daí de cima vão ficar feliz pra caralho. Tu trata teus comentadores, pelo menos nesses posts sobre o racismo (não li o resto) como cobaias - eles não são gente, não são indivíduos com opinião própria - coisa que até o marcus parece concordar - e sim gente que server para corroborar tua tese. tu não quer trocar idéias nem aprender com ninguém, tu só quer confirmar as tuas próprias. Tua opção, teu caminho. Felicidades aí.

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 21:12



Comentário de: helena

eu acho que o alex é paciente antes de tudo - o comentário do andré achei muito bom, pertinente, embora discorde, porque o debate, para acontecer, exige algumas premissas. e acho que o alex tá debatendo sim, tá incitando questões e conversando. não acho que existam "Lados", e a lu e o marcos por exemplo simplesmente "concordem" com o alex; estamos todos pensando com ele a partir dos posts dele. há um enriquecimento promovido pelo debate. e sinceramente não acho que alguém deva querer convencer o mundo todo. ver alguém alfabetizado, educado, como falou o marcos, expondo opiniões tão claramente toscas, isso sim mata o debate. não acho que eu vá "aprender com" a gabi, como ela colocou, e nem acho que ninguém vai convencê-la de nada. o debate tem limites.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 01:10



Comentário de: Norrin Kurama

Vamos ver se eu entendi o que a Helena disse: ver alguem colocando opiniões "tão claramente toscas" mata o debate. Para ela, a opinião que diverge da dela é "tão claramente", (obviamente, absolutamente) tosca que nem merece ser debatida. Nisso ela realmente pensa "com o Alex" pelas respostas dele aqui.

Frases como “não existem lados” e “estamos todos” reforçam a idéia de concordância. Já pra mim isso é ser cordeiro. O debate surge não com a concordância total, mas a partir da divergência. Quando se incitam questões, deve-se estar preparado para respostas que às vezes são inesperadas ou desagradáveis.

Quando ela diz que "o debate tem limites" eu me pergunto quais seriam. A impressão é que eles chegam quando a pessoa não concorda com você. Lamentável.

Assim como é lamentavel a postura do Alex, colocando a Gabi em destaque como ridícula e depois se recusando a explicar o porque. Frente ao geral dos textos do blog esperava mais dele. Até porque ele já condenou isso.

PermalinkPermalink 18.04.08 @ 09:14



Comentário de: Elen Mateus · http://notleast.blogspot.com/

Se for pra falar de racismo e polícia brasileira, aí o negócio desanda mermo, porque se existe instituição mas filha da puta no exercício do poder é a polícia brasileira.

Tenho dois casos a relatar:
1. um amigo meu, negro, recem-formado em comunicação social, sofreu recentemente o abuso de autoridade da polícia maranhense. ele estava simplesmente andando pela avenida do bairro Cohafuma (que em São Luís é uma bairro de gente com grana), em plena luz do dia,para visitar o pai dele, (que é advogado), quando foi abordado por policiais, que não quiseram nem saber, deram umas porradas nele e levaram pra delegacia - acusavam-no de querer roubar o condomínio (onde o pai dele mora pow!). Só depois de ter apanhado e passado o vexame que passou é que tudo foi esclarecido, o pai dele tomou as providências e tal. Ele é um cara inteligente, criativo, cheio de qualidades bacanas, mas daí por que ele é negro e tem uns dreads no cabelo e tah na frente dum condomínio bacana olhando muito pro prédio (esperando o pai) ele é ladrão? caralho! não me venham com a explicação socioeconomica do caralho! bateram nele por ser negro, claro! ele tava até bem vestido pow! Não, mas preto é bandido, se tava bem vestido é pq roubou! cacete!

2. um primo africano de um amigo meu igualmente africano(do Zimbabue) foi ASSASSINADO pela polícia baiana recentemente. Ele não sabia falar português direito. Alegação da polícia: confudiram-no com um bandido perigoso de salvador. Pergunta: ao menos olharam o documento dele antes de atirar? pra que né? só depois de bem morto que descobriram a procedencia do cara. Alias, nao era um cara qualquer, ia fazer mestrado em física quântica em Londres.Teve a infelicidade de antes vir ao Brasil visitar um pessoal e morrer sem nem entender porque.

Enfim. Não tô aqui pra ficar em cima do muro, de um lado ou de outro. Tô aqui pra dizer, antes do que eu penso, o que VEJO.

***
Se incluir o fator socioeconômico na discussão do tema é definir as coisas nos termos da equação proposta pela moça cujo famigerado comentário é a razão do post, então o país tá lascado mesmo, peralá. Primeiro que o ato de montar uma equação - tudo muito retilíneo, exato, respondido - pra explicar o motivo de atitudes da policia é tornar simplória a situação. Minimizar, até mesmo suavizar, num segundo momento. De suave o tema não tem nada. Segundo, concordo com ela quando diz que levar em conta o fator socioeconomico é importante na pauta das discussoes sobre os preconceitos e tal. Mas uma coisa jamais exclui a outra. a exclusão social por fatores econômicos existe, claro, mas os excluídos pela cor - por causa da melanina mermo - existem e são muitos. E o lance de você preferir ir p calçada com brancos e se sentir mais seguro é tão baseado assim em SUA experiência de (in)segurança ou nos padrões que a p´ropria sociedade estabelece do que é inseguro? Já vi motorista de onibus com medo de parar pra homem negro entrar depois das dez da noite. Um dia desses assaltou um onibus em que eu estava um rapaz branco e bonito, bastante drogado, que o motorista nem se tocou que era ladrão - será porque? mas um senhor do interior do maranhao, um belo dia de sabado, queria muito pegar um onibus na parada em que eu me encontrava e nenhum parava pra ele! era negro e pobre - aí fudeu! então eu fui lá e pedi parada: pronto moço, vá comprar seu peixe no mercado e levar p sua família!
Sinceramente, me entristece ver um (pseudo)debate tão desqualificado aqui. Proposto por quem mermo? porque, até onde eu entendi, o Alex tava só expondo uma opinião, como eu to fazendo agora. Baseada no que vejo e percebo no meu dia-a-dia. No maranhao é mais triste ainda, porque aqui todo mundo tem, nem que seja lá no fundo, sangue negro na família. Mas se puxou pra descendencia portuguesa, já olha torto pro resto.

PermalinkPermalink 21.04.08 @ 03:43



Comentário de: Adelia

muitas pessoas (a maioria, quem sabe?)pensam
como a Gabi e acham que, alem de não serem ra-
cistas, estão enxergando o problema em sua
"essencia". como a prisão monogamia, penso
que elas aceitam essa ideia como
"inquestionável" só pq nunca se depararam
com um "pensamento alternativo". seria
legal se o Alex escrevesse sobre isso, por mais
obvio e absurdo que possa parecer.

PermalinkPermalink 21.04.08 @ 16:58



Comentário de: O Rasta · http://donizetedread.com

Pois é, infelismente vivemos numa sociedade no qual o preconceito ainda continua com a aparencia dos rastas... É só alguém ver alguém com Dread locks, trança raiz ou rastafari que já vai julgando... Mais é isso ai pessoal, não vamos deixar que o preconceito prejudique o nosso estilo de vida!
Um grande abraço a todos e fiquem com Jah!

PermalinkPermalink 29.11.08 @ 21:52



Comentário de: antivirus · http://yandeks.ueuo.com/carsind.html

whocx tmano arkxv wdpcb





PermalinkPermalink 10.02.09 @ 02:58



Comentário de: Rafael Cesar

Olha, eu acho que o Alex tem toda razão em não responder a Gabi. Nem o mais esquizofrênico tomaria a posição dela de naturalizar uma determinada impressão sobre uma determinada raça sem entender que isso é racismo. Bizarro. Mas deixo aqui uma lição que meu pai me deu dias antes de eu ir a Buenos Aires:

"Meu filho, se algum argentino disser a você que o Maradona jogava mais que o Pelé, não discuta. Não faz qualquer sentido discutir isso, nunca se vai chegar a algum lugar com isso. Tá certo, o Maradona fez 590 gols e ganhou 1 copa, mas ainda assim ele é melhor que o Pelé, como não?"

ps: Eu sei que futebol não se resume a número de tentos marcados ou taças levantadas, mas vocês entenderam.

Gabi, esse papo vale pra você também. Não discuta com o Alex, os argumentos dele evidentemente não levaram em conta os fatores socioeconômicos (estou vendo que você leu os outros posts dele sobre racismo, os livros que ele indicou, os trechos que ele negritou, tudo, a porra toda) e ele é um completo imbecil. É a história do Pelé e do Maradona. Não discuta com ele e poupe nossos olhinhos.

PermalinkPermalink 18.02.09 @ 14:06



Comentário de: Rafael Cesar

porra, eu tenho um black power lindo e esse pessoal da interney bota como avatar de quem não tem foto esse bonequinho branco de cabelinho penteado pro lado como modelo. que merda.

PermalinkPermalink 18.02.09 @ 14:08



Comentário de: Isabel

Não vejo nada de absurdo no que diz a Gabi. Concordo com o que ela diz. A questão sócio-econômica fundamenta as relações humanas desde que a humanidade deixou de ser pequena o suficiente para que a convivência frente-a-frente pudesse acontecer e a aceitação do outro fosse óbvia. Não entendo o que há de absurdo nas afirmações dela.

De qualquer forma, recomendo que todos, inclusive o autor do post, leia Humberto Maturana, especialmente o livro "Emoções e Linguagem na Educação e na Política", da Editora da UFMG.

Trata exatamente desses temas, tem uma linguagem muito agradável, não é longo, muito menos chato e, no caso dessa discussão, permeada por acusações do tipo "eu estou certo!", "não, eu que estou!", acho que seria de grande valia.

PermalinkPermalink 24.04.09 @ 15:46



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Post anterior: Contra o Politicamente Correto

Próximo post: Ser da Raça Certa (III de IV)

 promoção submarino

Mulher de Um Homem Só

 Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard - 24 volumesObras completas de Freud, de R$960, por R$399

Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!


Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%

Meus Livros à Venda:

  • Radical Rebelde Revolucionário
  • Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Livros Recomendados

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

8129 Panola St, New Orleans, LA, 70118, msn, tel, email

Ao me enviar email ou comentar no LLL, você está automaticamente permitindo que eu publique sua mensagem no blog, inclusive com seu nome e endereço. Pense bem.

Busca


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]