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Carta Aberta (e Respeitosa) a Minha Mãe

Querida Mãe,

Você sempre disse que eu era uma criança (depois, um adolescente, depois, um homem) debochado e irreverrente e que eu não tinha respeito, nem por você nem por nada. E eu respondia que você é que não sabia o que era respeito; que eu não concordava com você, nem te obedecia, mas que te respeitava, porque uma coisa não tinha nada a ver uma com a outra; que era possível discordar a vida inteira respeitando sempre o direito do outro de ter sua opinião.

Bem, depois de três anos dando aulas em universidades americanas, começaram a chegar as avaliações dos meus alunos. Sim, eu sou bom professor, sou organizado, sou paciente, ajudo todo mundo, chego na hora, explico bem a matéria, tudinho. Só fui mal num quesito: "O professor trata todos os alunos com respeito?"

Mãe, repara como a pergunta é cuidadosa: eles não perguntam, por exemplo, se o professor desrespeitou *você*, mas se ele trata *todos* com respeito. E, tenho que confessar, minhas notas nesse critério foram baixas em quase todas as turmas. E sabe qual é o pior, mãe? Sentei, matutei, e não consegui nem imaginar o motivo.

Aparentemente, você estava certa e todo mundo concorda: eu nem mesmo *sei* o que é respeito. Nem pra cima nem pra baixo. O que eles querem dizer quando dizem que eu não trato todos com respeito? O que é não tratar alguém com respeito? O que é tratar alguém com respeito? Não sei. Juro que não sei. Vou tentar descobrir.

Dizem que envelhecer é descobrir que os pais estavam certos em tudo. Será que estou ficando velho, mãe?

Beijos do filho que te ama,
Alex

 

08.04.08


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A sua mãe, você já deu a dica de que ela atrela respeito a concordância e obediência; talvez este seja um bom começo para pensar o que acontece com seus alunos. Acho que a concordância pode ter alguma coisa a ver - se você não diz "excellent, Fulano!" para o que Fulano diz só porque Fulano abriu a boca em sala, e em vez disso começa a efetivamente discutir idéias com ele, talvez Fulano sinta-se ligeiramente injustiçado: "poxa, mas eu abri a boca - e ainda por cima em português! Como assim o professor ainda tem coragem de discordar de mim, eu que me esforcei tanto?". Voilà - nasce um aluno desrespeitado.

Mas por favor, deixe essas minhas considerações entre parênteses e prossiga numa cuidadosa investigação do que você pode estar fazendo de errado. Afinal, é muito cômodo (como fiz agora) achar que todas as avaliações positivas a seu respeito estão corretas e a única negativa é justamente a que está equivocada... Beijos - tô te ligando.

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 21:53



Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com/

Putz!
O.o

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 22:02



Comentário de: Cynthia

Muita gente considera que é desrespeitoso ser sincero demais, irônico ou debochado... é como se, ao agir assim, a pessoa se colocasse numa posição superior às outras.

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 22:14



Comentário de: Mell

Vc respeita seus alunos. a não ser quando eles são pirralhos que enchem o saco. mentira, vc não desrespeita, vc só deixa claro que eles são pirralhos malas.

o que não é o caso.

logo, se vc tem algum aluno bosta, vc deve ter deixado claro que ele é um bosta, e isso é desrespeito...obvio..

hahahah

viajando aqui...rs

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 08:34



Comentário de: Thiago

Sem exemplos é complicado...


PermalinkPermalink 09.04.08 @ 11:16



Comentário de: alex castro

vc quer exemplos do que?

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 11:30



Comentário de: Allan · http://cartadaitalia.blogspot.com

Alex,

Respeitar é ser diplomático.
Tem um daqueles e-mails que virou spam - acredito que você já tenha recebido - que explica isso.

No lugar de "que idéia imbecil!", diga "é um ponto de vista. Vejamos quais são as alternativas", e por aí vai.

Paciência e muita diplomacia. Mesmo com os imbecis.

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 11:37



Comentário de: Thiago

Alex: quero que os alunos que deram o feedback dêem exemplos de 'não respeito'.


PermalinkPermalink 09.04.08 @ 11:58



Comentário de: Jack Butler

Cada um tem a sua definiçao de respeito.

Você é um sujeito sem papas na língua, que sai falando o que pensa. "Pé-na-porta", sem muita formalidade, tato ou cerimônia.

Pra muita gente, a definição de respeito passa por aí.

Mas, posso estar enganado. Vai saber...

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 12:43



Comentário de: Meg · http://namesadeumbar.blogspot.com

Deboche é desrespeito, sim. Debochar de alguém
ou de alguma idéia que a pessoa apresenta é
colocá-la numa posição de inferioridade.
Exemplo? Tenho alunos evangélicos que acreditam no criacionismo. Em sala de aula, eu não posso debochar do criacionismo nem da religião. Eu me limito a apresentar os argumentos materiais mais sólidos possíveis em favor do evolucionismo. Sem jamais me colocar como dona absoluta da verdade ou colocá-los como tontos que acreditam em qualquer merda que o pastor diz. Rir do criacionismo seria desrespeito, além de uma atitude cientificamente injustificável.

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 12:45



Comentário de: Te

Concordo com algumas opiniões acima: talvez o problema seja noção do que é respeito. Vamos abordar o problema de outra forma: já deram queixa de você na ouvidoria da universidade? (se tiver ouvidoria ou algo que o valha). Onde eu trabalho a ouvidoria recebe queixas de professores que chamam os alunos de burros, de temperamentais que explodem em sala de aula, de debates que quase terminaram em luta corporal e coisas parecidas. Pelo que eu te conheço, você não chega a isso.

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 13:51



Comentário de: MarcosVP · http://pirao.wordpress.com

Eu assino embaixo a definição do Allan com apenas um pequeno aparte. É mais fácil ser diplomático quando se tem compaixão, mesmo pelos imbecis. Quando não se tem compaixão por nada ou ninguém, é difícil dar aos outros o que eles pensam ser "o respeito".

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 13:57



Comentário de: FlaviaQ

Alex,

Eu acho que existem algumas pessoas que não estão preparadas pra lidar com tanta franqueza, elas simplesmente se sentem agredidas de ter que mexer em coisas com as quais elas não se sentem a vontade.
Daí, acharem um desrespeito você obriga-las a ver essas coisas.
Aqui no blog você faz isso muito, mas essas pessoas têm sempre a chance de não prestar atençao no que você está escrevendo(entender errado), ir embora ou, na pior das hipóteses, se aproveitar do anonimato.
Eu não sei se é isso que acontece na sua sala de aula, mas se for, os alunos estão numa enorme desvantagem, já que não podem te enfrentar como te enfrentam aqui.
Quando eu dei aula, também disseram que eu era desrespeitosa. Minha soluçao foi dar as aulas da primeira semana junto com outro professor e turma da mesma matéria e permitir que os alunos escolhessem com quem se identificavam mais pra seguir o resto do periodo, a troca era feita informalmente entre eu e o outro professor e as notas eram trocadas no final. Eu ficava sempre com os alunos mais interessantes e que recebiam as melhores notas. Nunca mais recebi essa reclamação.
Só consigo te imaginar desrespeitoso pensando desta forma.
beijo

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 14:21



Comentário de: Clovis Marchesin

Impressionante como todos partem do principio que o Alex respeita os alunos e por isso todos os alunos que reclamaram falta de respeito estao errados. Ponto final.
Alguem poderia imaginar que os alunos podem ter razao?
Ou todos alunos estão errados e o Alex esta certo?

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 20:14



Comentário de: FlaviaQ

Clovis,

Na minha opinião, as pessoas estão falando coisas baseadas no tipo de relação que acreditam ter com o Alex.
Eu, por exemplo, nunca me senti desrespeitada por ele.
Por que eu não acharia que ele faz o mesmo com outras pessoas?
E pensando bem, ele não falou que foram todos os alunos e nem que os alunos falaram que foram eles próprios desrespeitados.
Me parece que foi uma visão geral da coisa. Talvez fique claro pros alunos que ele se identifica mais com uns do que com outros e pareça que há algum tipo de "segregaçao"ou sei lá o que...
Acho que todo mundo aqui pode ter imaginado que os alunos tem razao, só não conseguiram entender também.

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 21:21



Comentário de: andre · http://oritmodissoluto.blogspot.com

Em uma aula, por exemplo, acho que é muito mais respeitoso tratar os alunos como pessoas inteligentes, capazes de aprender assuntos complexos e de reagir a críticas, do que tratá-los como imbecis, indefesos e ingênuos. Muitas vezes os alunos acham os professores que tem a primeira postura arrogantes e desrespeitosos, porque parecem se mostrar superiores, uma vez que respondem e defendem suas opiniões contra as opiniões dos alunos (afinal, isso é debate, não?). Não sei se é o caso, mas é algo que percebo freqüentemente pelas avaliações docentes da faculdade onde estudo.

Agora, o que o Clovis ressaltou é curioso mesmo :-)

PermalinkPermalink 10.04.08 @ 01:14



Comentário de: Bear

Tratar alunos com respeito inclui:
preparar-se para as aulas da melhor forma possível, reconhecendo que os alunos tem direito a uma boa aula,
apresentar-se sempre bem cuidado, dar atenção a todos, buscar solução para questões que você não soube responder ou não respondeu de modo satisfatório, não deixar ninguém sem resposta, não se portar como superior, não tentar subjugar alguém à sua posição sobre qualquer tema, não expor ninguém a situações ridículas, reconhecer e se desculpar quando percebe que errou, corrigir os erros corrigíveis, tratar a todos com cortesia, dar atenção às características individuais, reconhecendo que elas tem histórico de vida e de conhecimento diferentes... e por aí vai.

PermalinkPermalink 10.04.08 @ 02:15



Comentário de: Cesar

Oi Alex,

Eu acabei cancelando minha ida ao Brasa para terminar a bendita tese. Soube que o congresso foi magnifico. Estou de saída de Berkeley. No meio do ano, me tornarei Chicago-boy! E você? Vai tentar o job market? Qualquer coisa, estamos ai. Um abracao!

PermalinkPermalink 10.04.08 @ 02:57



Comentário de: Carlos Ramalhete · http://www.hsjonline.com

Posso chutar?

Baseando-se em minha experiência como professor (23 anos dando aulas. Aliás, dando não: vendendo. Barato, mas vendendo) e no que vc escreve, eu diria que o problema é que vc não percebe o "peso", a importância subjetiva para o seu interlocutor das coisas que vc fala.

Vc diz cobras e lagartos de alguma coisa em que o sujeito acredita, e na hora em que o sujeito vai falar de volta a sua reação é "que curioso, olha só como ele se exaltou", sem responder ao contra-ataque. Assim, vc dá a impressão de não perceber nas opiniões dos outros valor algum.

Note bem, não estou dizendo que vc seja "do contra" (como minha avó dizia que eu era, hehehe); muito pelo contrário, aliás. Vc, ao escrever (ou falar, talvez) uma coisa que passou pela sua cabeça, uma idéia que lhe parece interessante, o faz de uma forma tal que 99% dos seres humanos percebem a exposição como um ataque, e freqüentemente um ataque a algo que lhes é caro... mas não se coloca à disposição para receber a resposta.

Em termos intelectuais, isso é um pouco como dar um tapa na nuca do sujeito que está descendo a escada-rolante do lado daquela que vc está subindo: vc chama para a briga, mas não briga.

A leitura mais evidente, que é provavelmente a que seus alunos fazem, é que para vc as opiniões deles (e por extensão eles mesmos) não valem nada, não são dignas de atenção. Você não se apresenta - ao menos nos seus textos escritos - como alguém que oferece uma abertura para o próximo, como alguém que pode ser alcançado, atingido, convencido de algo, etc.

Não faço idéia de se vc diz coisas tão "polêmicas" na aula qto escreve no blog, mas se for o caso, provavelmente é por aí mesmo. Aliás, as aspas em "polêmicas" são exatamente por isso: uma polêmica verdadeira apresenta-se aberta a resposta: é chamar o outro para cair no braço, não dar um tapa na nuca quando ele está descendo a escada e a gente está subindo a oposta.

Se você nunca percebeu o grau de arrogância e desrespeito que a falta de atenção ao contraditório parece indicar, cuidado: é capaz de vc ser mesmo um sujeito desrespeitoso... ;)


PermalinkPermalink 11.04.08 @ 18:13



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  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
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  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
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  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
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  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
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  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
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