Ser Vegetariano

Motivos que me levaram a me tornar vegetariano, aos 19 anos:

- Seis meses trabalhando de gerente de lanchonete, eu não aguentava mais o cheiro de fritura no meu cabelo.
- Espaços entre os dentes onde, às vezes, bifes inteiros ficavam presos.
- Sensação ruim de bicho morto pesando no estômago.
- Um nojo intrínseco pela idéia de consumir cadáveres.

Motivo que me levou a me manter vegetariano até os 21 anos:

- Depois de um tempo sem comer bicho morto, eu comecei a realmente me identificar com o holocausto de vaquinhas e galinhas - coisas para as quais eu sempre tinha cagado. Vacas, por exemplo, são quase tão inteligentes e, digamos, "únicas" quanto cachorros. Quem já teve vários cachorros sabe que eles não são todos iguais: são indíviduos, cada um com seu jeito, seus gostos e desgostos, seus temperamentos. Pois bem, as vaquinhas também, seus especistas!

Motivos que me levaram a deixar de ser vegetariano aos 21 anos:

- Cansei de ser o convidado chato: "meu deus, o Alexandre é vegetariano, temos que fazer um prato especial pra ele!"
- Cansei de me estressar na rua às vezes comendo coisas que realmente não queria só porque não tinham bicho morto.
- Cansei da peidorréia que causava minha dieta rica em grãos.
- Cansei de engordar pelo excesso de carboidratos na alimentação.

Motivo que me levou a voltar a ser pseudo-vegetariano aos 34 anos:

- Pedi um hamburguer que veio particularmente nojento e gorduroso e pensei, "caralho, o que é que eu estou fazendo colocando essa porra pra dentro de mim? será que não tenho amor à vida?!"

* * *

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Na verdade, de acordo com o meu entendimento, nunca deixei de ser vegetariano. Nunca passei a ter prazer no consumo de cadáveres. Churrascarias rodízio me dão náuseas. Aquelas picanhas na chapa, estalando, faíscando, espirrando sangue e gordura pela mesa, são o suficiente pra me fazer perder o apetite. Mas tem bichos mortos que valem a pena: adoro crustáceos e peixes de modo geral. Podem matá-los à vontade. Também, em uma típica hipocrisia auto-delusional que não tento explicar, eu consigo comer carne com algum prazer se ela não me fizer a indelicadeza de lembrar que é carne. Pratos recheados são especialmente fáceis de comer, como raviolis ou mesmo misto quentes. Qualquer prato que seja franca e abertamente carnístico, tipo um bifão, ou uma parte proeminente de um animal inteiro, ou mesmo o animal inteiro, como um peru assado ou uma pata de porco, já me dão um certo nojinho. Fico pensando que aquele peru estava andando e gugluando e tentando voar alegremente até pouco tempo atrás quando alguém violentamente o matou. É uma sensação bem ruim. Dá vontade de gritar, como os militantes pacifistas: "not in our name!"

Então, eu vivo minha vida assim, tentando fugir dos radicalismos. Não digo pra ninguém que não gosto de carne pra não ficar causando mal-estar e problemas. Quando tenho vontade de comer um bicho morto, seja um camarãozinho frito, um joelho de queijo e presunto, ou uma lasanha a bolonhesa, eu como e não me estresso com a contradição inerente à coisa. Quando trabalhei no centro, eu almoçava todo dia em um restaurante a quilo macrobiótico e vegetariano maravilhoso e nunca me senti tão bem. Na minha casa, via de regra, eu me alimento de laticínios, ovos, grãos, frutas, cogumelos, vinhos, sucos e chás, tentando comer o mínimo de carboidratos possíveis, especialmente massas e pães. Sempre tenho na geladeira alguns crustáceos para quando der vontade e linguiças de frango e peru para as vontades súbitas por gordura: meia linguiçinha cortada e misturada aos legumes quase sempre resolve esse problema. Não prego contra a carne, não chamo ninguém de especista (só ironicamente) e não defendo os direitos dos animais, mas já me levantei de mais de uma mesa pra não ficar perto de um bicho morto que achei particularmente nojento.

Mas até aí, nada demais, pois já levantei de muito mais mesas pra ficar longe de bichos vivos mais nojentos ainda.

  Receitas para Vegetarianos

 

07.04.08


Categorias: Culinária


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Comentários:


Comentário de: Junior Lins · http://www.shablemga.com

Da série "Posts que você não consegue parar de ler".... Muito bom! =D

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 06:44



Comentário de: Norrin Kurama

Tou na mesma situação que você. Parei com a carne acho que aos 14 anos e até agora não voltei. Queria virar só ovo-lacto vegetariano, mas sendo o único da casa é difícil. Ontem fui num aniversário e com um croquete de bacalhau e torta de atum fica difícil resistir.

Mas em casa quase não como mais peixe. E um dia talvez eu consiga parar.

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 08:04



Comentário de: Lucas · http://lucasteixeira.com

Você estava quase nos convencendo de que é homem, principalmente com aquele post (já há um tempo) confessando seu amor por porta-aviões.

Agora estragou tudo. Viadinho.

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 08:47



Comentário de: interessante.h

Eu como sou gaúcho, não imagino a minha vida sem carne, bem ao contrário, quando vejo uma vaca no campo, já fico imaginando a bife que não daria, e a maminha.. Mas acho legal a pessoa fazer aquilo que lhe faz bem, viver da forma que escolher.
Forte abraço.

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 09:54



Comentário de: Breno Kümmel

É, eu sei que os animais são criados em um esquema industrial absolutamente monstruoso para alimentar as churrascarias e açougues e etc...

Mas eu não consigo viver sem carne. Não dá. Acho que conseguiria viver sem poder andar melhor do que sem poder comer carne.

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 10:11



Comentário de: renata · http://www.acontecedentro.blogspot.com

Me identifico com o que vc diz. Se me der vontade, como na gravidez ou como quando estive na argentina uns 3 anos atrás, eu até como carne, não é uma coisa radical. Mas como vc, tb só como se ela deve estar disfarçada. Carnes escancaradas me lembram peças de carne crua, que me dão nojo por me lembrar que trata-se de um cadáver, fujo dessa sessão no supermercado porque tenho vontade de vomitar qdo sem querer uma peça passa na frente dos meus olhos. Frango, a mesma coisa, como se for desfiado, ou em pedaços que não me lembrem ave. Frutos do mar até gostava, mas enjoei e de uns tempos pra cá nunca mais tive vontade de comer, logo praticamente os únicos cadáveres que ainda como são os peixes mesmo...e adoro. Cherne, salmão, tambaqui, cação...por eles é que não posso ser considerada vegetariana!
Renata

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 11:44



Comentário de: Karina

Não acredito que uma pessoa deixou de ser vegetariana pra não ser chato para amigos cretinos que não respeitam a opinião e o mode de vida alheio.
Seja homem!

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 16:55



Comentário de: Alex Castro Email

karina,

hahahahhaha! acho q vc nao entendeu... respeitavam sim... e se viravam ao avesso pra me acomodar... eu é que ficava constrangido de ser sempre o convidado que dá trabalho...

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 17:24



Comentário de: leila · http://lilinha

Pois é, vivendo e aprendendo. Quando eu era jovem, fui vegetariana, anos ; porém a insistente anemia, fêz-me voltar as carnes. Há seis mêses, abri 1 jejum e retirei as carnes, todas. Mas incluo leites e derivados, ovos, e muita soja é claro. Sabe o q ocorreu? Fiquei tão bem, e sem dores articulares q ñ consegui voltar as carnes. PS. Aos bonitinhos quero lembrar q as aves p abate em geral estão doentes, por gerações seguidas.Todo animal criado p abate depois d muitas gerações, a espécie se enfraquecerá pelo pavor do abate.

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 17:34



Comentário de: Jose

Eh...o textos sobre cotidiano e cia sao bem melhores que os sobre politica/antropologia/cia

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 17:39



Comentário de: andre · http://oritmodissoluto.blogspot.com/

Alex, qual o endereço desse restaurante do centro? Estou precisando de lugares novos para almoçar por lá.

Eu não consigo viver sem carne, mas sempre que almoço comida vegetariana me sinto muito melhor, muito mais bem disposto. Quero passar a comer menos carne, mas nada a ver com peninha dos animais, é porque essas gorduradas não fazem nada bem mesmo

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 17:48



Comentário de: alex castro

jose, hmmm, quais sao os posts antropologicos mesmo?

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 17:58



Comentário de: alex castro

andre,

o restaurante onde eu comia quase todo dia era o Cheio de Vida, na Treze de Maio... Aqui nesse link tem o endereço dele, e de outros restaurantes naturebas do Rio... Só não sei se ainda existe:
http://www.planetanatural.com.br/restrj.asp

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 18:01



Comentário de: laila · http://versoreverso.wordpress.com

gostei muito do texto, me identifiquei bastante. quando era adolescente, meus pais leram uns livros naturebas e decidiram que ninguém lá em casa iria comer carne. até os dezoito anos eu só comia proteína de soja e glúten. hoje em dia eu sei que apostar na soja como substituto para a carne tem lá as suas consequências - inclusive ambientais - e tem outra: aquele troço era horrível, parecia dog chow. não voltei a ser vegetariana porque, apesar de não ligar para carne, eu também não sou hipócrita. gosto de derivados de carne como complementos - lasanha com molho a bolonhesa, por exemplo. não consigo comer sem salada - esse foi um dos bons hábitos que adquiri daquela época -, e adoro um filé de frango grelhado também. claro que eu tenho pena dos bichinhos, coitados. mas não vou fingir que detesto carne só pra bancar a politicamente correta (agora, hamburger tô fora. faz anos que eu não sei o que é um big mac). bjs

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 18:11



Comentário de: Marla

Eu também me identifiquei muito com vc. Não sou vegetariana, porque às vezes como uma carne disfarçada, mas tento fazer isso o mínimo possível. Nunca fui muito chegada a carne e muito menos agora, porque no meu caso sou defensora dos animais. É um pouco contraditório, defendê-los um dia e comê-los em outro, mas não consigo ser tão radical.

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 18:12



Comentário de: Roger Moreira

Bom, tenho espírito de predador, pra mim nada é incrivelmente mais saboroso do que carne assada na brasa, ao ponto, com a gordurinha derretendo na boca. ?Também tenho simpatia pelo ato de matar a própria comida, se não fosse tão urbano, teria prazer em caçar e pescar regularmente.
Quanto aos "direitos dos animais", me dá vontade de rir, só alguém que não faz a mínima idéia do que são direitos diria que animais tem direitos.
Direitos são uma invenção humana para regular a vida dentro da sociedade humana. Só humanos tem direitos, e estes pressupõe dever de outros humanos para com eles. Não tenho dever nenhum para com os animais, nem eles para comigo, entre nós vale a lei da selva, o mais forte come o mais fraco e pronto.
Se gosto e cuido de um animal, é por empatia e gratuidade. Se defendo a natureza é por mim, meus semelhantes e por amor gratuito ao universo. Nada de direitos e deveres.

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 19:54



Comentário de: Vivian

Alex, eu sei que você não se importa, mas esse é o primeiro post seu que eu leio que me fez te achar uma pessoa "pequena".

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 20:39



Comentário de: Alex

Olá xará,

Gostei muito do texto, sou carnívoro com muito orgulho, mas respeito a opinião das pessoas em relação as suas opções, sejam elas de comer ou ser comido.

Sensacional a foto daqueles quatro bifões, foi você quem tirou?

Um abração!!

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 21:02



Comentário de: Alex Castro Email

vivian,

realmente, nao vou sentar no meio fio e chorar, mas fiquei curioso... pq?

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 21:36



Comentário de: Elen Mateus · http://notleast.blogspot.com/

Ah, desse lance de se sentir constrangido dando trabalho pros amigos eu sou expert. Tô numa dieta chatíssima, por motivos de saúde (ou de doença né;), de abstenção de alimentos com glúten e lactose. ou seja, nos aniversários dos meus amigos só o que rola é muita pizza, muita massa gostosa com bastante queijo derretendo... e eu? no suquinho de abacaxi only. eu até gosto de suco de abacaxi, mas pow... o que me consola são as carnes. estas eu posso consumir! então, por uma questão de sobrevivência no mundo hostil do trigo, das farinhas e dos cremes de leite, as vaquinhas são minhas heroínas. não podendo contribuir com a secreção que sai de suas tetas, contribuem com sua suculenta carne. fazer o quê?
Lembrei agora do episódio da carne que se apresenta pra consumo em O restaurante do fim do universo (Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams).

PermalinkPermalink 07.04.08 @ 21:53



Comentário de: darth.

é excelente o episódio ali do guia do mochileiro. rsrs. mesmo.!

eu reduzi nos últimos anos consideravelmente meu consumo de carne. basta um mínimo de racionalidade, compaixão.. -essas coisas básicas para a compreensão de muuitas outras coisas- para embrenhar-se nesse mundo do vegetarianismo. já fui por alguns tempos, mas a carne está absurdamente incrustada na nossa cultura, fica bem complicado. não sei cozinhar as coisas de soja, nem tenho paciência. e ainda vivo no RS, onde quase 100% dos eventos de comemoração de qualquer coisa envolvem muito bicho morto no mesa.

é complicado. mas, quando posso, evito, as vezes fico semanas sem carne. motivos de saúde, espirituais, consciência.

bons posts os seus. parabéns.

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 01:39



Comentário de: Laura

Não gostei disso de escrever "nojo" toda hora. Credo. Cada um com seu próprio gosto, come o que quer. Sinceramente, poderia ter escrito que é vegetariano sem ficar escrevendo "nojo" a cada sentença. Valha-me...
Fiquei com nojo do seu post!

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 01:57



Comentário de: Antonin Artoud

Sinceramente é um ponto de vista pra lá de neurótico e esquisito...é muito nojo e muita frescura.

Com o sexo deves ter as mesmas paranóias já que reprimes o instinto animal que deverias exaltar.

Só a carne é suprema, o resto são complementos,
acessórios.

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 08:34



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.blogspot.com

Em primeiro lugar, eu não sabia que os perus também faziam buscas no Google.

Em segundo lugar, eu quase não como carne, mas é por apenas dois motivos: (1) dá trabalho mastigar e sou preguiçoso; (2) quem come carne fica com mau hálito pelas três horas seguintes.

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 12:25



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.blogspot.com

O Cheio de Vida ainda existe e continua cheio, não de vida, mas de gente.

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 12:26



Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com/

Gostei de sua posição...

Ultimamente ando pensando muito nos pobres bichos mortos para me saciar...

Mas ainda curto um rodízio... ô vida!

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 12:38



Comentário de: Vivien · http://www.mejoana.blogspot.com

ops...escrevi um comentário enorme e perdi.
Resumindo:deliro com uma carne totalmente sangrando,deliciosaaaa.
Mas,não por opção,mas por necessidade e restrição médica,tenho que ficar bem longe dela.
Saco.

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 14:42



Comentário de: Fabiola · http://www.eraumaveis.blogspot.com

Tá vendo... o que eu disse no outro post. Amei seu post. Esse está dentro do que eu acredito e "consigo fazer". Por essa vou pensar no seu pedido ;)
Bisous
ps.: a malvadeza que me referi não Me incomoda. Incomoda alguns seres que me rodeiam... e por isso estou cansada :S

PermalinkPermalink 08.04.08 @ 17:58



Comentário de: andre · http://oritmodissoluto.blogspot.com

Valeu pelo link dos restaurantes, Alex. Vai ser muito útil.

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 20:56



Comentário de: John

E essa pança proeminente que você tem? Ganhou ela comendo saladinha de rúcula e cogumelo?

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 21:00



Comentário de: Bear

Minha relação com comer carne pode ser explicada pelo parágrafo: "Também, em uma típica hipocrisia auto-delusional que não tento explicar, eu consigo comer carne com algum prazer se ela não me fizer a indelicadeza de lembrar que é carne."

Carne para mim é de 'bem passada' para 'carvão'. Mas não dispenso uma picanha mal-passada, primeiro corte, e tal.

Durante o tempo que trabalhei no Rio, muitas vezes acompanhei os naturebas do meu trabalho ao restaurante Sabor&Saúde. Quando eu não aguentava mais, eu dava uma aliviada indo ao Mariu's Churrascaria do Leme.

PermalinkPermalink 10.04.08 @ 02:31



Comentário de: Vivian

Eu sou vegetariana e sei que a "peidorréia" ocorre (mas carnes em geral tb dão), comer na rua é chato sim... Quanto a emagrecer, nunca senti dificuldade. Mas, de verdade, não consigo ver esses motivos como determinantes, ainda mais por você ter dito que se importava com o holocausto animal, que parece ser muito mais relevante.

O foda é essa coisa de deixar de fazer algo pra "não incomodar os outros". Me surpreendeu bastante você ter dito isso.

Acompanho seu blog há muito tempo, uns 3 anos. Pelo que deu pra transparecer do seu modo de agir nos seus textos, nunca te imaginei deixando de fazer nada (pelo menos não de forma consciente) que fosse minimamente importante pra não incomodar a galera. Isso me pareceu uma atitude "pequena".

PermalinkPermalink 10.04.08 @ 22:12



Comentário de: Silvia · http://prasemprepitchula.blogspot.com

Oi Alex,
Eu acredito que minha evolução como ser humano passa pela abstenção da carne.
Eu amo minha cachorra e é hipocrisia eu comer outros animais (na minha opinião). Já diminui muito o consumo de carnes, até mesmo por causa da Pitchula, ela não pode comer carne vermelha por causa da insuficiência renal. Eu chego lá...
Beijosss

PermalinkPermalink 12.04.08 @ 20:00



Comentário de: Silvia · http://prasemprepitchula.blogspot.com

E tem mais, se depender da minha atividade profissional, aí que eu não como mesmo,kkkkk

PermalinkPermalink 12.04.08 @ 20:04



Comentário de: Carlos

Vcs não tem pena dos vegetais, os seres mais evoluídos deste planeta.Eles tb têm alma, não é ironia, a crueldade com estes entes é a pior de todas, pois ele não choram, não gritam, são crianças indefesas. Os animais não são tão evoluídos, com a exceção da baleia, devem ser devorados antes dos vegetais. O correto seria o canibalismo, os humanos sem dúvida são os piores, resta saber o sabor.

PermalinkPermalink 15.04.08 @ 23:14



Comentário de: Jannyne

Pow é bem verdade que da um noginho do que estou comendo
Mas e os problemas com os quilinhos a mais,pelos carboidratos?
É isso o que mais me preocupa!

PermalinkPermalink 17.04.08 @ 11:56



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PermalinkPermalink 10.08.08 @ 06:30



Comentário de: Anna Carolinne

Menino, a minha história...rs Só difere as idades. Resolvi ser adepta do vegetarianismo aos 23, voltei a comer carne aos 25. Agora, prestes a completar 27, fui inventar de assitir um vídeo sobre a criação de frangos...parei novamente.
Confesso que sinto muita falta de um churrasquinho qdo estou tomando uma cerva...mas..fazer oq né? não consigo comê-los.

PermalinkPermalink 17.09.10 @ 11:32



Comentário de: Jessica Nayara

Achei seu post em uma pesquisa no google, sobre deixar de ser vegetaria.
Sou vegetariana desde-os 17 anos e agora aos 20 anos, estou no impasse de voltar ou não a comer carne. Essa duvida começou quando senti novamente vontade de comer um cozinha de frango, com isso veio vários outros questionamentos, como: Porque mesmo que faço isso?, Sera que cheguei no meu limite?, vale a pena voltar a comer carne? Vale a pena ir contra as minhas vontades?
Realmente não sei qual vai ser a minha decisão sobre isso, porem ao ler seu post me deu uma outra visão sobre tudo isso.

PermalinkPermalink 09.08.11 @ 08:51



Comentário de: Planeta Ideal Floripa

Cara, eu sou vegano, e gostei muito do seu texto. Existe algo muito errado no mundo e não está no fato de comer carne. Você simplesmente entendeu isso inconscientemente. O veganismo e o vegetarianismo como causa animal, aparentemente defende a luta contra o sofrimento animal, mas ele muito antes disso sente vergonha da humanidade pela maldade das pessoas. Eu acredito que quando encontramos o respeito pelo animal, não deixamos de comê-lo. Apenas encontramos o equilíbrio do mundo que os açougues desequilibraram. Não há paredes nos obrigando a ser algo. Você apenas descobriu a liberdade. O sentimento de ser obrigado a comer vegetais provavelmente estava fazendo um mal muito maior que não comer a carne em si. Você já tem uma percepção do mundo diferente das pessoas, deixe que ela por si só irá brotar os frutos na hora certa, não adianta antecipar! Muita paz para todos... só o amor sabe o que é verdade.

PermalinkPermalink 29.11.11 @ 01:15



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