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As Nossas Escolhas - Atualizado

A pior desculpa da humanidade: "não tive escolha."

* * *

Juan diz que admira meu estilo de vida, mais livre e talz. Ele, coitado, trabalha doze horas por dia numa agência de publicidade e não tem nem dinheiro nem tempo pra nada. Ó vida, ó azar.

E eu digo: "Você ganha 150 mil dólares por ano, Juan. Mais bônus. Como pode não ter dinheiro pra nada? A minha bolsa é de 18 mil, eu vou pro Brasil de seis em seis meses e troco de computador a cada dois anos."

Aí começa a lista. Ele tem que pagar a hipoteca da casa, escola particular pros dois filhos ("porque escola pública em Los Angeles é barra pesada, né?, não dá!"), o lease dos dois jipões da família, seguro de vida, da casa e dos carros, gasolina, ufa, "não sobra nada, Alexandre!"

Eu fico ouvindo e penso: temos a mesma idade, estudamos na mesma escola, somos da mesma classe social, tivemos praticamente as mesmas escolhas na vida. E eu não tenho nenhuma dessas despesas.

* * *

Juliana ganha R$1.800 por mês como professora em São Paulo. Suas finanças estão um caos: acabou de se separar e ainda está se adaptando a viver somente com seu salário. As dívidas no cheque especial e no cartão de crédito estão astronômicas. Outro dia, ficou deprê, foi no salão e fez o tratamento completo. Demorou dias pra me contar o custo da brincadeira, porque sabia o que eu iria dizer:

"Poooorra, 400 reais?! Isso é mais de um quarto da sua renda! E você não tem dinheiro sobrando nenhum! Suas despesas JÁ são maiores do que a sua renda - sem contar a dívida!"

E ela: "Ai, Alex. Você não entende! Eu PRECISAVA disso!"

Naturalmente, nossas definições de precisar são bem diferentes.

* * *

Por fim, Zeca, outro colega da minha escola de rico, ainda mora com os pais na mesma cobertura em Ipanema, no mesmíssimo quarto onde jogávamos War há quase trinta anos, e trabalha num banco privado, onde deve ganhar uma fortuna. Entretanto, assim como Juan e Juliana, o pobrezinho também não tem dinheiro pra nada:

"Poxa, Alex, meu carro pifou duas vezes esse ano, só de conserto foi quase duzentos mil, e eu ainda não consegui ganhar nenhuma corrida, então foi só prejuízo. Pra não falar da casa de Búzios, instalei painéis solares no telhado todo, vai economizar muita energia no longo prazo mas, pô, esse ano eu quebrei!"

 Sobrou Dinheiro!: Lições de Economia Doméstica

Segunda Parte - Atualização

A maioria dos leitores (eu sei, eu sei, você foi a exceção) entendeu perfeitamente o drama de Juan; se é mulher, simpatizou com Juliana ("vocês homens não entendem, Alex, mas nossa sociedade patriarcal falocêtrica exige que as mulheres sejam sempre lindas!"); e provavelmente achou que Zeca é um playboyzinho mimado.

Mas é puro preconceito seu, amigo leitor. Os três estão exatamente na mesmíssima situação.

A verdade é que precisamos, precisamos mesmo, de pouquíssima coisa: comida, bebida e abrigo - e roupas, para não sermos presos por atentado ao pudor. O resto são escolhas. Você escolhe gastar R$200 na livraria por mês e não no salão porque você gosta mais de ler do que de ficar com o cabelo feito. Escolhas.

A ilusão de ótica é achar que as despesas de Juan são necessidades enquanto as de Zeca são escolhas - e fúteis, ainda por cima! Mas isso é moralismo, amigo leitor. O Zeca ganhou seu dinheiro trabalhando tanto quanto o Juan: se quiser enterrar tudo no seu carro de corrida (que, teoricamente, lhe dá tantas alegrias quanto os filhos dão a Juan) é escolha dele.

A ilusão de ótica é não ver que as despesas de Juan, que hoje parecem tão necessárias (como não colocar os filhos na escola particular, meu deus?!), são fruto de escolhas que ele fez conscientemente já sabendo qual seria seu custo, já sabendo que não teria volta.

* * *

"Você é um grandecíssimo moralista, Alex! Parece que só as suas escolhas foram acertadas!"

Vira esse dedo pra lá, leitor chato. Não falei nada disso. O texto é anti-moralista.

Hoje em dia, a maioria dos meus amigos na casa dos trinta tem súbitas crises de liberdade: um belo dia, acordam e se sentem sufocados pela vida que levam. Inevitavelmente, ligam pra mim, dizem que invejam minha liberdade (que é um outro nome pra solidão) e contam as misérias de suas hipotecas, dívidas e leasings. O horror, o horror!

E quando contam a histórias de suas vidas, de como chegaram nessa ó, terrível prisão, "ai, Alex, o que aconteceu com os nossos sonhos de infância?", é sempre como se não tivessem tido nenhuma escolha na vida, como se tivessem somente seguido o caminho que era esperado, feito as opções que achavam que deveriam ser feitas, verdadeiros autômatos pós-modernos.

Pena que não é verdade: e eles me ligam justamente porque eu sou a prova viva disso. Reparem, não estou dizendo que minhas escolhas foram acertadas ou não. Mas o simples fato de eu ter seguido por outro caminho mostra que isso era possível, que a vida que levam não é um destino pré-estabelecido, mas fruto das escolhas que livremente tomaram. Ninguém obriga ninguém a ter emprego em tempo integral, se endividar, comprar casa, casar, ter filhos. Pelo menos, não na nossa classe social.

Juan não acordou subitamente cercado de mulher e filhos, hipotecas e leasings: ele está lá porque quis.

* * *

Breve aparte sociopolítico: todas as pessoas citadas, inclusive eu, são da cor certa e da classe social mais apropriada nesse nosso país tão injusto. Sim, nós tivemos o privilégio de ter escolhas, mas seria perverso e hipócrita da minha parte achar que os nossos compatriotas pretos e pobres tiveram as mesmas oportunidades.

A burrice da esquerda é achar que ninguém tem escolhas, ou sabe escolher, e que é melhor o Estado escolher por elas. A canalhice da direita é achar que todos temos escolhas e oportunidades iguais, do lavador de carros ao filho do industrial, e que basta o Estado dar condições iguais pra todos e pronto!

* * *

Antes de reclamar da sua vida, amigo leitor, lembre-se que ela é o fruto de todas as suas escolhas. Ninguém lhe obrigou a nada. E, mesmo que tivessem obrigado, você poderia se rebelar, largar tudo, se alistar na Legião Estrangeira - mas escolheu ceder.

Então, ao invés de reclamar, faça novas escolhas e mude o que não lhe agrada. Ninguém gosta de gente reclamona.

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03.04.08


Categorias: Comportamento, Cotidiano

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Beth · http://beattrice.wordpress.com

Excelente texto, no mais, sem comentários!

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 07:34



Comentário de: Sam

As pessoas sempre tem poder de escolha sim, mas em alguns casos esse poder é maior ou menor.
Esses seus amigos todos são casos relativamente 'fáceis', têm grana, mas entram na onda moribunda de consumismo fútil ou nos automatismos sociais (casas, carros, salão, dívidas). Eles são, ainda que de forma meio inconsciente, em grande parte responsáveis pela própria sina; escolheram estar sempre endividados.

Mas tem casos mais cabreiros. Como o da criança que cresce tendo como referência de sucesso o traficante da favela. Nesse caso, ficar fora do crime não é bem uma escolha; não é uma decisão tão fácil. É quase um ato de heroísmo.

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 08:38



Comentário de: Ulisses Adirt · http://incautosdoontem.blogspot.com

Para falar a verdade, Alex, ao ler o texto (ao ler a primeira história, para ser mais exato) uma pergunta que sempre quero fazer para vc e nunca lembro acabou surgindo: e filhos, Alex? Já pensou em ter? Nunca entraram nos seus planos? Não tem vontade? Não quer ter pq vai atrapalhar seus planos/suas escolhas?

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 08:43



Comentário de: Michel

Dá uma olhada no Your money or your Life, uma das idéias do livro é que vc precisa descobrir quanto realmente vc ganha por hora levando em conta os custos de ir trabalhar (alimentação, gasolina e outros custos com carro, etc.) e os gastos que você tem para se desestressar do trabalho com entretenimento (isso é discutível, mas não chega a ser absurdo). No final, seu ganho por hora real é muito muito menor do que você acha que era. A partir daí ele recomenda considerar se os itens não essenciais valem as horas de trabalho equivalentes. Uma das opiniões do autor é que GANHAR MAIS é muito mais difícil do que GASTAR MENOS. Eu concordo com isso inteiramente. Mas para isso é preciso ter uma auto estima legal, se você vai ficar se comparando com o vizinho, vai viver a vida dele.

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 08:49




É esse da Url, não dá para colocar links aqui no texto do comentário (acho).

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 08:59



Comentário de: thaizize

Michel,
acho que a questão pode estar justamente nesse ponto, pois aí está uma coisa que quem tem um mínimo de formação ESCOLHE: seu emprego. Você quer ou não pagar o preço de ser subordinado, de estar inserido num esquema corporativo blá-blá-blá, porque ele tá dá garantia de... crescimento etc? Pode ser que você queira, pode ser que não, e se esse for o caso... encare a batalha que há pela frente, meu amigo.

Sam,
acho que as escolhas das quais estamos falando estão realmente em outro campo, o das possibilidades... as crianças do morro são praticamente outro assunto, manja? É um outro tipo de... escolha, que não é exatamente uma escolha, na minha opinião. Agora, para o cara que tem lá seus estudos, tem seu salário, tem as POSSIBILIDADES... tem um painelzinho com vários botões.

=]
Gostei pra caramba: tô justamente penando por não ter feito as melhores escolhas... e tentando mover-me pra outro lugar.

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 10:10



Comentário de: Lucas · http://lucasteixeira.com

É a mesma história do seu amigo que comprou o DVD da Super Máquina (http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2006/04/consumismo.html)...

Comprar mais coisas equivale a trabalhar mais pra ganhar mais pra comprar as coisas. Salvo raras exceções, todas as pessoas que ficaram milionárias trabalharam bastante pra isso, e muitas não tiveram tempo de colher os frutos, morreram antes.

Se você não nasceu com pai bilionário, contente-se com isso e saiba suas limitações. Se quer comprar muita coisa, trabalhe feito um burro de carga. Se quer viver bem, não espere poder comprar o carro do ano. Se você sonha desde criança em comprar o carro do ano, sacrifique a compra da TV nova ou mexa-se pra limpar a casa e não arcar com os custos de uma empregada.

Mas também não posso falar muita coisa. Tô ganhando 450 e guardo mais de 50% por mês, mas meus pais me pagam luz, telefone, comida, etc.

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 10:36



Comentário de: Alex Castro Email

Sam,

naturalmente que se está falando das escolhas de brasileiros de uma determinada classe social. seria perverso dizer que um favelado tem as mesmas escolhas que alguem que mora na esquina da Atlantica com Oscar Freire...

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 10:48



Comentário de: ana

Isso ta me lembrando Adorno, quando os supérfluos passam a ser vistos como necesidades e que ter todas as escolhas, ao final significa não ter nenhuma...


PermalinkPermalink 02.04.08 @ 10:50



Comentário de: Alex Castro Email

Ulisses,

nunca tive a menor vontade e realmente nao consigo entender pq todo mundo quer tanto ter filhos. pra mim é incompreensivel.

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 10:52



Comentário de: Alex Castro Email

Michel,

Excelente sugestões. Quando eu era recem-casado e minha mulher vendia roupa em shopping, eu gostava de ir pega-la no trabalho, até que percebi que só o que eu gastava de gasolina e estacionamento era mais do que ela ganhava - sem contar que sempre acabavamos comendo alguma coisa, e aí estourava mesmo.

É meio triste que as pessoas vendam tanto os benefícios do trabalho sem se dar conta do seu custo...

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 10:55



Comentário de: Alex Castro Email

Ana,

ultimamente, eu tenho adorado adorno...

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 10:56



Trackback de: Alex via Rec6

As Nossas Escolhas - Liberal, Libertário, Libertino
A pior desculpa da humanidade: "não tive escolha."

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 11:05



Comentário de: Michel


"pois aí está uma coisa que quem tem um mínimo de formação ESCOLHE: seu emprego".
thaizize,
Para escolher emprego é preciso ter mais formação do que a vasta maioria da área escolhida e não um mínimo de formação. E isso também tem um preço, tanto em tempo (ou em vida, se pensarmos bem) quanto em dinheiro (que custa "vida" também).




PermalinkPermalink 02.04.08 @ 11:07



Comentário de: Mell

EI!

Eu já gastei 400 reais no salão. e tb PRECISAVA ok?

hahaha

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 11:52



Comentário de: thaizize

Michel,
OK, "um mínimo" de formação pode ser um exagero. Mas na medida em que tem um preço, podemos pagá-lo ou não.

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 14:29



Comentário de: wagner

Alex:
Tem gente (muita gente!) que se ganha 1000, gasta 2000; quando começa a ganhar 2000, gasta 4000; quando começa a ganhar 4000, gasta 10000, ud so weiter! Se acertar na sena e levar 12 mi, em um ano tá devendo 24 mi! Então, o dinheiro nunca é suficiente. E toca a falar mal do govêrno. Ô raça!

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 14:41



Comentário de: laila · http://versoreverso.wordpress.com

não se pode querer dar um passo maior do que a perna - baita clichezão - mas é verdade. na maioria das vezes a gente compra coisas de que não precisa pra satisfazer sei lá o quê. o problema de fazer isso é não ter muito noção das conseqüências. antigamente eu comprava um monte de sapatos que nunca iria usar e reclamava depois que não tinha dinheiro. hoje eu continuo comprando o mesmos sapatos - adoro- mas sei que, se quero aquela coisa linda e cara que está na vitrine me implorando pra se levado pra casa, vou ter que abrir mão de outras coisas. e aguentar o tranco depois sem reclamar. é isso. sem mimimimi. e quanto aos filhos: eu tive um só (numa época em que talvez fosse jovem demais pra pensar) e nunca quis ter outro. é maravilhoso, mas, como experiência, uma vez só já está ótimo. bjs

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 14:43



Comentário de: FlaviaQ

Alex,
o problema não é escolher, é conviver com a escolha.

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 15:45



Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com/

A gente tem que saber bem as escolhas que faz...

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 18:49



Comentário de: DrPlausivel · http://drplausivel.blogspot.com

Acho q tanto ganhar dinheiro trabalhando muito qto gastar dinheiro se divertindo muito são coisa de trouxa. E há q lembrar do bom Mr Micawber:

"Annual income twenty pounds, annual expenditure nineteen nineteen six, result: happiness. Annual income twenty pounds, annual expenditure twenty pounds ought and six, result: misery."

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 22:25



Comentário de: João Paulo · http://sratoz.blogspot.com

Não é "desculpa". É mentira. A gente SEMPRE tem escolha. Pode não ser conveniente, pode não ser a coisa política a fazer, etc., mas SEMPRE somos os responsáveis e SEMPRE temos escolha. O preço de escolher uma coisa é não escolher outra, falamos em custos de oportunidade, mas sempre escolhemos -- mesmo quando não queremos admitir.

Quanto a mim, pode ter certeza: não tem um prato de feijão que eu coma ou guia de Turismo da PubliFolha que compre que não me faça pensar, "quantas horas trabalhei para trocá-las por este livro?" Não meço preços em reais ou dólares, mas em horas que já trabalhei. Quando você faz isso, a perspectiva muda, e você passa a só comprar aquilo que queira mesmo, ainda que conscientemente frívolo. Mas até a frivolidade passa a valer mais, porque é mais consciente, mais deliberada.

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 22:41



Comentário de: João Paulo · http://sratoz.blogspot.com

... E o dinheiro acaba dando para essa frivolidade ocasional e ainda sobrando no fim do mês, sem perda do conforto!

PermalinkPermalink 02.04.08 @ 22:43



Comentário de: rafaell

Dois vivas para Sartre ( mesmo que esteja errado)...O triste alegre otimista...Para quem gostou da idéia da legião estrangeira: http://www.legion-recrute.com/pt/ ; Tá em tempo de mudar a vida. Eu irei mudar fazendo um suco da maçã, pecado batido e com açucar. abraços, Alex.

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 02:32



Comentário de: interessante.h

Concordo com teu ponto de vista, o problema que as escolhas chegam em uma hora que a gente ainda não está 100% preparado para elas. Acho que é aí que entra a orientação conciênte dos pais e amigos mais íntimos. E como tu falou, sempre temos a opção de chutar o pau da barraca e partir para outra. Claro que para quem tem família, pessoas que dependem de ti, não é bem assim, mas não é impossível. Ótima reflexão . Forte abraço para todos.

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 08:46



Comentário de: Gabriel Gadea

Acredito que a questão das escolhas seja muito mais complexo. Muitas vezes não temos a consciência de nossas escolhas - como no caso do menino no morro. O meio social no qual estamos inseridos muitas vezes molda o nosso comportamento de maneira que as nossas escolhas, geralmente, são escolhas inconscientes que buscam uma adequação - ou ilusão - ao status social almejado, ou mesmo uma tentativa de construir nossa auto-imagem.
Despertamos para as escolhas conscientes, geralmente, quando "quebramos a cara" por ter escolhido o caminho "errado". Deixo entre aspas porque, não creio que algo seja errado quando este nos ensina, ou expande o nosso campo de visão.
O Alex por exemplo, hoje vive uma vida livre - ou solitária. Mas qual foi o custo disso? Um casamento desfeito? Decepções? Sofrimento? Talvez os amigos dele que reclamam de suas prisões não tenham experimentado situações desconfortáveis que ele passou.
Bom, meu ponto é que cada um tem um caminho, e que as nossas opções são baseadas nas bifurcações de nossas estrada. Sim, existem infinitas possibilidades para cada situação. Mas são as nossas experiências que nos fazem enxergar, cada vez mais, os caminhos alternativos que podemos tomar. E que adorar o caminho alheio - ou a grama do vizinho - é não adorar o objetivo.

Grande texto.

Grande abraço.

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 09:57



Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com/

Adorei esse texto!
E é isso aí! Tudo são escolhas!

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 10:23



Comentário de: Monix · http://duasfridas.blogger.com.br

Ter consciência de que estarmos onde estamos é resultado de nossas escolhas, mesmo quando nos arrependemos delas, é a chave para uma liberdade interior que, no meu dicionário particular, chama-se felicidade.
Eu me considero uma pessoa feliz.
Bjs

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 12:20



Comentário de: Te

Também detesto gente reclamona. Mas muita gente, os três exemplos que citou mesmo, são prisioneiras da aceitação: o primeiro "meu pai é um super-provedor, tenho que ser como ele"; a segunda "não posso deixar ninguém pensar que o divórcio me jogou na merda", o terceiro "se eu não exibir sinais de riqueza, não me convidam mais para as festas, a mulherada não vai mais dar pra mim".

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 12:32



Comentário de: Leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Alex, eu tenho certeza que em um universo paralelo você é um economista. Sei lá se dono de um banco, ou professor em Chicago. Mas um ótimo economista você é sim.

(Sobre a questao das escolhas, eu nao me esqueco de um trecho do Primo Levi em que ele conta que a cerca elétrica era um consolo no campo de concentração. Ele sabia que sempre havia uma alternativa diante de todo o sofrimento).

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 14:19



Comentário de: Deborah · http://arealidadeelouca.blogspot.com

Sem maiores comentários, só queria dizer que adorei o texto.

Concordo com o Gabriel que nem sempre as escolhas sejam assim tão livres, e que elas são muito moldadas pelas circunstâncias.

Mas estão aí, o tempo todo, e na verdade são elas - e não o que dizemos - que nos tornam o que somos.

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 15:16



Comentário de: Pedro

Bravo, Alex!
Esse texto explodiu na minha cabeça!
Estou me sinto culpado das vezes que falei mal dos padrões de gastos e "mesquinharia" das pessoas. Escolhas, escolhas...

PS: Não aguento esses economistas que se acham os donos do bom-senso e racionalismo.

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 15:35



Comentário de: Kitagawa

"Inevitavelmente, ligam pra mim, dizem que invejam minha liberdade"

Invejam nada, quiça têm pena de voce. Eles provavelmente nunca trocariam de lugar com voce. O que talvez eles "invejem" é a sua convicção ao rejeitar as coisas que eles não conseguem. Para quem é artista é mais fácil, mesmo porque artista já tem fama de excentrico, maluco mesmo. O maior patrimonio e legado do artista são sua cabeça e sua obra, pela qual ele consegue expressar sua individualidade. Pras pessoas normais, só resta consumir mesmo. Quem não consome não é ninguém. E quase sempre, consumir acima dos padrões que seus ganhos conseguem proporcionar. As pessoas não pensam como economistas, os gastos geralmente não seguem nenhum padrão racional.

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 17:18



Comentário de: ld

um livro ótimo pra entender um pouco mais sobre isso é "Pai Rico Pai Pobre".

ele explica basicamente a diferença entre passivo (aquilo que tira o dinheiro do seu bolso), ativo (aquilo que coloca dinheiro no seu bolso) e "doodads" (prazerem imediatos, não essenciais).

os ricos buscam sempre aumentar sua bagagem de ativos. Se recebem herança por exemplo, os ricos investem em algo que vai gerar mais dinheiro, enquanto o "pobre" (de mentalidade) compra carrão, amplia a própria casa, etc.

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 17:20



Comentário de: Isabela

Alex,
esse pressuposto dos seus amigos (com o qual vc parece concordar, ou ao menos o aceita) me assustou, pelo reducionismo implicado: ser livre é não ter filhos nem hipoteca nem outras contas altas a pagar? Ou então: ser livre é ter as contas e todo o dinheiro necessário para pagá-las?
Ou seja, livre é basicamente aquele que não estoura mensalmente o limite do cheque especial?

entendi o argumento posterior, sustentado pelos exemplos dos amigos: reclamam como se nunca tivessem escolhido nada e tivessem caído de pára-quedas na vida que levam atualmente. Ou seja, não se dão conta de que suas escolhas é que formataram o caminho construído. Entendi (se estiver enganada me avise, por favor) que mais sensato seria que eles se conscientizassem das próprias escolhas e, portanto, da própria liberdade.

Mas será mesmo que somos tão livres assim? Pensando somente nas pessoas brancas e de classe média-alta... ter dinheiro, oportunidades e "liberdade" de escolha entre várias opções faz delas pessoas mais livres do que o preto e pobre?

Considero outro reducionismo achar que precisamos mesmo de água, comida e abrigo/roupas. Porque esse registro da sobrevivência é justamente o regsitro que os homens superaram, em relação aos animais. Estes sobrevivem, mas o que torna um homem homem é justamente o fato de que apenas sobreviver e procriar não é o suficiente. Ele quer ser amado pela mulher mais bonita, ele quer ser reconhecido no trabalho, ele quer que os filhos recebam boa educação, ele quer passear na praia no fim de semana etc etc...


PermalinkPermalink 03.04.08 @ 23:21



Comentário de: João Philippe · http://blogdocetico.blogspot.com

É exatamente nisso que eu penso todos os dias: sou formado em Direito, mas resolvi chutar o pau da barraca e fazer o que gostava. Sempre que eu penso que poderia estar ganhando uma grana bacana ao invés de continuar na vida estudantil, eu penso em todas as coisas boas que vivi desde que tomei essa decisão e concluo que escapar da vida de burocrata bem pago pelo Estado foi um bom negócio. Perde-se por um lado, mas ganha-se um mundo pelo outro.

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 23:28



Comentário de: Johnny Guitar

Você não é de "cor certa", Alex (se com isso você quis dizer branco). Pelo que eu vejo nas fotos, você é mulato (ou negro nos EUA), o que só aumenta o seu mérito.

PermalinkPermalink 03.04.08 @ 23:31



Comentário de: Lyn Monroe · http://confesso.blogspot.com

Post mais q perfeito!
a vida é feita de escolhas.
Mas cresci com meu pai usando outra palavra: prioridade.
Q cada um tem suas prioridades e com base nisso faz suas escolhas.
No fim, nao é p se ter dó de ninguem.

PermalinkPermalink 04.04.08 @ 00:03



Comentário de: Kitagawa

"...que mais sensato seria que eles se conscientizassem das próprias escolhas e, portanto, da própria liberdade."

É, acho que no fundo o ponto é esse: essa choradeira chata e algo hipócrita. Se eles ainda assumissem o caminho que escolheram...

Mas, olha só, eu acho que essa choradeira às vezes é só uma maneira de ostentar suas "conquistas" e ao mesmo tempo tentar criar alguma empatia com o interlocutor. Numa situação extrema, é como quem reclama pra um nerd solitario que as cinco mulhres que está comendo estão transformando sua vida num inferno, "po , não me deixam em paz, taõ me encurralando, não to dando conta, invejo voce que se contenta em ficar em casa se masturbando e jogando RPG...".
Porra, chorar porque teve que gastar duzentos mil pra arrumar um carro de corrida? Um cara que diz isso pra mim tá é se refestelando por dentro, orgulhoso de só poder dizer isso e imaginando que vc está imaginando o que não faria com essa dinheirama. Sério, o cara lá dos filhos, dois jipoes, escolas caras... ele deve ter muito orgulho disso tudo, ele se endividaria por isso, teria orgulho de se endividar por isso, ostentaria suas dividas até. Enfim, contradizendo oq ue disse no começo, no fundo eles assumem muito bem assumidas suas escolhas. Vcs pode acha-los meio idiotas, mas isso deve ser meio reciproco.

me desculpe, não conheço ninguém dos envolvidos, mas interpreto como se fosse um texto de ficção.

PermalinkPermalink 04.04.08 @ 00:26



Comentário de: Sam

Johny Guitar: 'Você não é de "cor certa", Alex (se com isso você quis dizer branco). Pelo que eu vejo nas fotos, você é mulato (ou negro nos EUA), o que só aumenta o seu mérito.'

Eu: tb pensei isso. Ser da cor certa depende de onde vc está.

No Brasil sou branca (pele branca, cabelo castanho escuro).

Na Inglaterra, onde moro, certa vez presenciei um roubo. O cara foi preso em flagrante, mas tive que depor como testemunha. Os policiais, ingleses brancos, me pediram para descrever o 'elemento'. Eu disse que o cara (que só mais tarde vim a saber que era de origem árabe) era "branco, de cabelo escuro".

Eles estranharam: "vc tem certeza?" e eu: "Sim, era branco. Branco como eu".

Eles se entreolharam com um risinho politicamente incorreto. Me corrigiram: "ah, vc quer dizer off-white".

Fiquei com cara de quem não entendeu e eles complementaram: "não se preocupe, é só uma expressão que usamos aqui pra descrever quando não é o branco britânico".

A partir daquele dia descobri que aqui não sou branca não, mas algo como 'fora-do-tom' ou, como traduz o dicionário, 'branco sujo'.




PermalinkPermalink 04.04.08 @ 06:24



Comentário de: Flavio Souza

Boa postagem, o final é que é extremamente maniqueísta, livrando a cara da esquerda a acusando de ser 'burra' (porém tendo boas intenções né?....sei...) e a direita de ser 'canalha'. Ora, onde está escrito que a direita "acha que todos temos escolhas e oportunidades iguais"? Isso é falso e mentiroso. O que se pretende é criar condições para que todos possam ter escolhas e oportunidades iguais e isto passa pela mudança deste Modelo de Estado atual, que seria sim, de ESQUERDA. Que por ser grande, paquidérmico, evita que pobres e miseráveis tenham acesso a educação de boa qualidade, acesso a saúde e mesmo segurança. Se há um canalha nesta história é a Esquerda.

Passa bem.

PermalinkPermalink 04.04.08 @ 13:06



Comentário de: Marcio E. Gonçalves

"da cor certa..."

Também acho engraçado o Alex sempre se colocar como "branco". Pelas fotos, ele é claramente mulato. E não precisa sair do país para constatar isso - venha aqui p/ Curitiba e vc vai ver rapidinho que vc não é "branco".

Eu sou bem mais claro que o Alex e sempre me colocou como mestiço (mulato, multi-étnico, que seja), pq é claro que perto dos meus amigos que não possuem melanina na pele, eu não sou "branco".

Mas tb já vi que do Rio p/ cima o pessoal mestiço fica em "denial" como o Alex.


PermalinkPermalink 04.04.08 @ 15:12



Comentário de: Alex Castro Email

acho soh que vcs nao viajaram o suficiente... o criterio racial eh sempre relativo... o mesmo povo catarinense que arrota brancura chega na dinamarca e eh tudo preto... na pratica, ninguem EH branco ou preto ou nada, pq nao existe esse criterio absoluto... pq soh eh percebido como branco ou preto ou mulato ou etc nesse ou naquele ambiente...

PermalinkPermalink 04.04.08 @ 16:23



Comentário de: Marcio E. Gonçalves

Posso não ter viajado tanto como vc mas morei nos EUA tb (NY para ser específico).

Entendo o que vc diz, mas para quem vive de Curitiba p/ baixo é engraçado ver vc sempre se definir como "branco".

O fato é que vc se colocou como "branco" para dizer que nasceu da cor "certa" no Brasil, dando a entender que alguém mais escuro não teria amesma chance. O que é uma bobagem, já que mesmo em termos de Brasil tu não é negro,mas tb não é "branco".

O fato de vc ser "branco" tem mais a ver com teu nível social do que sua pele (que é claramente morena). Obviamente que existe racismo velado no Brasil, mas ele é mais estético e social. Ser "branco" e/ou "preto" não é uma etnia/raça como nos EUA, mas sim um valor estético (branco=bonito, negro=feio) e social (branco=rico, negro=pobre).

Vejo isso claramente quando digo que sou afro-descendente (o que sou de fato, meu vô materno é negro) e tenho que aguentar meus amigos dizendo "ah, imagina, não é não. Tu é tão branquinho" como querendo me defender.

Ridículo.

PermalinkPermalink 05.04.08 @ 04:12



Comentário de: Duda Mendes

Nada de escolha...tudo é convicção

PermalinkPermalink 05.04.08 @ 15:22



Comentário de: Alessandro Martins · http://iniciantenabolsa.com

Ao que parece, o problema financeiro das pessoas é que elas têm necessidades de que não necessitam.

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 08:22



Comentário de: Robson

Prezados... já passei por várias fases... a de grana farta e a de falta de grana até pro combustível.. cheguei a seguinte conclusão... não precisamos de tanto dinheiro para viver, um carro novo, uma escola particular, um celular da moda... isso é fruto do meio em que vivemos. Na verdade somos escravos do sistema, totalmente dependentes das necessidades impostas. Se liberte aprendendo a viver com pouco, mas vivendo bem..

PermalinkPermalink 09.04.08 @ 16:19




hxzq

PermalinkPermalink 13.09.08 @ 08:21




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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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