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Relacionamentos que Funcionam

Os seus relacionamentos "funcionam"? O que é um relacionamento que "funciona"? Afinal, existe algum critério objetivo para avaliar o "bom funcionamento" de uma relação?

Sobre o post do Lover-in-Law, falando sobre relacionamentos abertos e talz, o Paulo escreveu:

Eu ja diria que o nome apropriado eh "looking for trouble".

Tudo bem que vc tem essas ideias de que regras nao se aplicam e que tudo tem que ser mais libertario e tal, mas eu acho que existem motivos concretos (alem de qualquer moral) para esse tipo de coisa NUNCA ter funcionado com seres humanos...

Eu não entendi bem essa questão de "relacionamento aberto não funciona". Tem funcionado pra mim, ao longo de um casamento e muitos relacionamentos maravilhosos, e também tem funcionado para uma série de homens, mulheres e casais que tenho encontrado pela vida, e que vão se convertendo em leitores, amigos, amantes e, usemos nosso neologismo, lovers-in-law.

Mas, tudo bem, digamos que não funcione. Como assim "não funciona"? Se você diz que algo "não funciona" é porque você deve ter alguma idéia do que seja "funcionar" Qual é?

Qual seria o critério objetivo pra avaliar se um relacionamento, ou um tipo de relacionamento, funciona ou não?

Funcionar é longevidade?

Ou seja, quanto mais tempo dura um casamento mais ele "funciona"? Simples assim? Um casamento abusivo ou entediado, que dura vinte anos por medo, tédio, comodismo ou falta de opção, funciona mais do que um casamento de cinco anos entre dois adultos responsáveis que se separam para buscar novos amores? Basta ver o país onde os casamentos duram mais pra descobrir o país onde o casamento "funciona melhor"?

Se funcionar É longevidade, será que as altíssimas taxas de divórcio e adultério não provam então que o casamento monogâmico não funciona? Aliás, mesmo que um casamento dure a vida inteira, se algum dos parceiros traiu o outro, podemos dizer que o relacionamento funcionou realmente?

Se funcionar NÃO é longevidade, então voltamos à pergunta inicial, qual seria o critério para definir ou identificar ou avaliar relacionamentos que funcionam contra relacionamentos que não funcionam?

Quando você diz que relacionamentos abertos não funcionam, tudo bem, mas com base em quê? Você tem dados estatísticos? (Eu tenho, sobre o casamento monogâmico.) Você tem anedotas e casos pessoais escabrosos? (Eu tenho centenas de histórias de terror pra contar sobre casamentos monogâmicos que deram pavorosamente errado.) E, digamos que tenhamos cada um pilhas de histórias pra trocar, empilhamento anedotal prova alguma coisa?

Até lá, vocês me desculpem, mas eu continuo achando que os meus relacionamentos funcionam maravilhosamente bem, muito obrigado.

Se você quiser dizer que relacionamentos abertos não funcionariam pra você, eu entendo e aplaudo. É saudável a gente saber nossos limites. Relacionamentos abertos são para qualquer um, senão realmente pode acabar em facada. If you can't take the heat, get out of the kitchen.

Relacionamento homossexual, por exemplo, não funcionaria pra mim, detesto a idéia de outro homem cabeludo na minha cama, mas eu não saio por aí dizendo que não "funciona".

* * *

Prisão Segurança: meu texto sobre relacionamentos abertos.

* * *

A família nuclear monogâmica heterossexual é tão válida como qualquer outra, mas acho graça quando as pessoas se referem a ela como sendo "a norma", "o normal" ou como algo que a modernidade corrompeu mas temos que "resgatar". Resgatar de onde? Normal em relação a quê?

Em milhares de anos de história dos relacionamentos humanos, passando por todas as combinações possíveis e imagináveis, esse pretenso paradigma não foi a regra nem mesmo na pequena parte do mundo que pretendeu fazer dele a regra: hoje, nos EUA, apenas 25% das famílias são a típica família nuclear monogâmica heterossexual.

Só muita ignorância da diversidade cultural humana explica considerar esse tipo de família como a regra geral da espécie em todos os tempos.

Sobre isso, leiam o artigo Iconic 'Nuclear' Family Is a Work of Fiction, ou o livro abaixo, que eu li ano passado e é simplesmente sensacional, traçando as origens culturais da monogamia pelas sociedades humanas e por outras espécies animais.

 Mito da Monogamia

* * *

Duas músicas do Raul:

Medo da Chuva - letra, You Tube
A Maçã - letra, You Tube

 Novo Millennium: Raul Seixas
(Essa coletânea, apesar de feia pra caralho, é baratinha (R$10,90) e tem não só as duas músicas acima, como também algumas das melhores como Ouro de Tolo, Sociedade Alternativa, Maluco Beleza, Metamorfose Ambulante, Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás e Gitá. Dentre as minhas preferidas, só faltou mesmo Dentadura Postiça e Eu Sou Egoísta. Se for comprar, entre no Submarino através dos links aqui do blog e você estará ajudando a manter seu blog favorito.)

 

23.03.08


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Relacionamentos que Funcionam - Liberal, Libertário, Libertino
Os seus relacionamentos "funcionam"? O que é um relacionamento que "funciona"? Afinal, existe algum critério objetivo para avaliar o "bom funcionamento" de uma relação?

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 12:14



Comentário de: thiago p

Alex,
Tenho uma curiosidade em relação ao que voce fala sobre os seus relacionamentos abertos.
Nos relacionamentos, voces compartilhavam a vida sexual externa ao relacionamento? Por exemplo, sua esposa te apresentaria uma pessoa como:
"Esse é o Alex, meu marido. Esse é Carlos, o cara que eu to pegando."

Concordo que relacionamentos monogamicos sejam repressores, mas também é comum que os casais não saibam lidar muito bem com a liberacao sexual do outro.

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 15:32



Comentário de: Erika

Sabe de uma coisa, cara? O seu discurso é semelhante ao do homossexual, só vai funcionar prá quem realmente gosta da coisa... É muita pretensão sua, assim como dos homossexuais mais inflamados, pretender que as anomalias se generalizem... O que importa é ser feliz, no fim das contas, mas, cada macaco, conscientemente, no seu galho, por favor...

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 16:55



Comentário de: Michel

o problema é que o universo de mulheres disposta a isso diminui muito.
boa parte das mulheres vê o homem como o caminho para uma criança. Talvez a maioria.
Devia ser cuckold-in-law.

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 16:57



Comentário de: Michel

Legal que a Erika sabe que o politicamente correto é respeitar a opção de todo mundo. Porém, fica claro que ela respeita "cada macaco no seu galho", mas os macacos sadios somos nós, claro.

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 17:03



Comentário de: carlão

alex, você continua a mesma besta after all those years. depois deste tempo todo já era pra ter aberto mais esta cabecinha, e ainda está aí, eunucamente, cagando regras sobre algo que você absolutamente desconhece: relacionamento a dois.

deixe de ser otário, rapá!


PermalinkPermalink 23.03.08 @ 17:16



Comentário de: mariachi

Para minha mãe (não só ela, claro) a definição é bem clara: um relacionamento "dá certo" quando resulta em casamento, e esse casamento dura para sempre. Caso contrário, não deu certo.

Acho que olhando no contexto histórico mais amplo (ui!) isso não é tão absurdo. Hoje é que pensamos, cada vez mais, nas instituições e na vida toda em função do indivíduo, o que acontecia menos antes. Então era considerado melhor para a comunidade se o casal ficasse junto e cuidasse dos filhos, mesmo que o casamento em si fosse infernal para os indivíduos. Ainda hoje tem pessoas que pensam, como alguém comentou no post do lover-in-law, que "se todo mundo vivesse nessa liberalidade, reinaria o caos". Então é isso; se as coisas não funcionarem, sejamos infelizes porque o mundo quis assim.

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 18:25



Comentário de: laila · http://versoreverso.wordpress.com

"pretender que as anomalias se generalizem" - engraçado, não vi nada disso no texto; a discussão é justamente sobre o que é normal, ou seja, aquilo que deriva de uma 'norma' que absolutamente não é 'natural', mas construída. natural são coisas tipo o cacho de bananas que cresce na bananeira; todo o resto é construído. e, se foi construído, pode também ser des-construído (não destruído); podem-se achar os nós, os pontos cegos dessa maneira de ver o mundo (a monogamia como algo 'dado') e que nos é imposta.

(e os páraquedistas continuam caindo...)

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 18:29



Comentário de: Luis

é engraçado essa coisa de achar que nenhuma mulher vai aceitar ter um relacionamento aberto..

todas a quem eu propus, aceitaram.

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 20:12



Comentário de: Alex Castro Email

"Nos relacionamentos, voces compartilhavam a vida sexual externa ao relacionamento? Por exemplo, sua esposa te apresentaria uma pessoa como: "Esse é o Alex, meu marido. Esse é Carlos, o cara que eu to pegando.""

no caso da minha ex-mulher, sim. aconteceu bastante.

como tudo na vida, depende do acordo. com minha ex-mulher, dividíamos tudo, era parte da graça, eu prefiro assim. atualmente, com liloló, ela prefere não saber, e eu não conto, e tb evito perguntar.

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 21:30



Comentário de: Alex Castro Email

Sabe de uma coisa, cara? O seu discurso é semelhante ao do homossexual, só vai funcionar prá quem realmente gosta da coisa...

Claro, ué. Não é isso exatamente que eu falo no trecho onde digo que cada um sabe o relacionamento que funciona pra SI?

"É muita pretensão sua, assim como dos homossexuais mais inflamados, pretender que as anomalias se generalizem... "

Não sei o que dizem os homossexuais inflamados (eles estão doentes? estão tomando antibiótico ou benzocaína?) mas eu nunca pretendi generalizar anomalias...

Pra começar, teríamos que definir o que é anomalia e o que é normal e, ao contrário do que muita gente pensa, isso é muito complicado...

E, dois, eu não estou pregando que o que eu faço ou gosto de fazer é normal, ou comum. Deus me livre ser normal! Se eu achasse que eu era normal, eu cortava os pulsos. Eu só estou dizendo que o que eu faço é válido, e possível, e funciona, e que eu deveria poder viver a MINHA vida do MEU jeito sem uma legião de asnos me dizendo o que fazer.

"O que importa é ser feliz, no fim das contas, mas, cada macaco, conscientemente, no seu galho, por favor...

mais uma vez, foi isso que eu disse. vc leu o texto??

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 21:35



Comentário de: Alex Castro Email

Legal que a Erika sabe que o politicamente correto é respeitar a opção de todo mundo. Porém, fica claro que ela respeita "cada macaco no seu galho", mas os macacos sadios somos nós, claro.

Michel, perfeito!

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 21:37



Comentário de: Alex Castro Email

Acho que olhando no contexto histórico mais amplo (ui!) isso não é tão absurdo. Hoje é que pensamos, cada vez mais, nas instituições e na vida toda em função do indivíduo, o que acontecia menos antes. Então era considerado melhor para a comunidade se o casal ficasse junto e cuidasse dos filhos, mesmo que o casamento em si fosse infernal para os indivíduos. Ainda hoje tem pessoas que pensam, como alguém comentou no post do lover-in-law, que "se todo mundo vivesse nessa liberalidade, reinaria o caos". Então é isso; se as coisas não funcionarem, sejamos infelizes porque o mundo quis assim.

é justamente isso. muita gente acha que mesmo se os dois conjuges estiverem infelizes, o casamento deve ser mantido, pq o casamento é bom pra sociedade (o que, por si só, já é discutível) e o bem da sociedade é mais importante que o bem dos dois infelizes que estão casados (o que é quase criminoso.)

Já eu acho que a sociedade foi formada para servir ao indivíduo, mas deve ser loucura minha também....

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 21:41



Comentário de: Alex Castro Email

"é engraçado essa coisa de achar que nenhuma mulher vai aceitar ter um relacionamento aberto... todas a quem eu propus, aceitaram."

é, mas tem uma coisa muito perigosa aí. Eu conheco muita gente, homens e mulheres, que aceitaram relacionamentos abertos quase que à força, como uma violência a eles mesmos, pois estavam apaixonados e sabiam que se não aceitassem, perderiam o(a) amado(a). isso é feio, e equivale a chantagem/extorsão da grossa. eu só vivi relações abertas com quem eu já conhecia e já sabia que tinha vivido assim e gostava desse estilo de vida.

muito diferente seria uma cara como eu chegar pra uma mulher baunilhinha monogâmica, apaixonada por mim, e falar, "olha, se me quiser, só se for aberto, senão nem vem, hein!"

putz, eu me sentiria muito canalha chauvinista!

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 21:44



Comentário de: ana

Alex, vc já leu o relatorio Kinsey? Acho que vc já deve ter lido, mas se não, procura, eu só vi
pedaços, ai deve ser mais fácil de achar do que
aqui, especialmente a parte sobre sexualidade
feminina, parece bem interessante e como o maior
inventario já feito sobre a sexualidade, põe bem por terra essa noção do que se acredita ser normal em sexualidade, e normal no sentido estatistico mesmo....

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 23:26



Comentário de: Alex Castro Email

"Alex, vc já leu o relatorio Kinsey?"

Eu tenho kinsey e o hite, mas só li partes. o que eu li inteiro mesmo, de cabo a rabo, e mudou minha vida, foi o primeiro deles todos, o Psycopathia Sexualis, do Krafft-Ebing... É sensacional...

http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=150939&ST=SE&franq=136855

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 23:33



Comentário de: Elen Mateus · http://notleast.blogspot.com/

Qual é a da Erika??? (num intindi!)
***
Laila, seu comentário foi show! me contemplou direitinho.
***
Alex, adorei o "mulher baunilhinha"! hahahahahaha, me acabei.
***
Obs: deixo aqui minha declaração: admiro um montão pessoas como o Alex que conseguem levar numa boa esse tipo de relação. é bacana, é livre, acredito que faça o indivíduo crescer.
Na minha vida, entretanto, inda não deu muito certo a experiência. Paciência, inda tenho muita vida pela frente. A dúvida do "como será" persiste, inda bem, odeio resignação! =)

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 23:37



Comentário de: Norrin Kurama

Li la embaixo e fiquei bobo com a agressividade das pessoas. Acham que você tá se gabando. Você não me parece estar, nem pregando, apenas narrando, descrevendo uma situação como a que você gosta e vive.

Não sei se viveria um relacionamento aberto. Acho que não, mas é interessante ver o crescimento desses tipos de relação.

Muito da agressão me parece resultado da inveja e do medo das pessoas. Presas a uma moral e/ou religião proibitiva tem raiva de quem se mostra.

PermalinkPermalink 23.03.08 @ 23:44



Comentário de: Kitagawa

Acho que um relacionamento que não funciona é aquele em que pelo menos uma das partes está de alguma forma insatisfeita ou incomodada com os
"termos" que se estabeleceram.
O que é dificl crer é que dê pra achar
assim, fácil, uma pessoa que vc goste
e que "coincidentemente" aceite e seja
adepta desses termos (fora que já é
dificl vc mesmo aceitar esses termos).
Mas como vc disse, vc conhece quem
aceite.

"com liloló, ela prefere não saber, e eu não conto, e tb evito perguntar"

isso e´estranho. De certa forma essa preferencia em não saber não guarda uma contradição? Claro, é o beneficio da alienação, mas não dá pra negar que numa situação dessas a base da relação está no fingimento ou na falsidade. Se bem que
não sei se é o caso de "preferir não
saber" se rolou algo com o outro ou
"preferir não saber" dos detalhes.
Já a sua preferencia em compartilhar,
daí já não acho tão estranho, conheço
casais que frequentam clube de swing até.
Não que seja o seu caso, mas posso
dizer que eles tem um relacionamento
verdadeiro, além de aberto.

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 04:21



Comentário de: Alex Castro Email

Kita, eu sempre prefiro saber. Tudo. Sempre. Mas respeito as opções dos outros. Conheço vários outros relacionamentos abertos na base do "don't ask, don't tell", no qual ambos os parceiros reconhecem no outro o direito de sair com outras pessoas mas não querem saber detalhes. Aparentemente (hahaha, lá vou eu usar a palavra carregada), funciona. Eu não entendo muito, mas respeito. Acho que se forem dois adultos e estiverem de acordo, tudo é lindo.

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 04:39



Comentário de: Mell · http://www.poesiadeesgoto.blogspot..com

Um relacionamento que funciona é aquele que te faz feliz.Deixou de te fazer feliz, parou de funcionar.

E uma pessoa é totalmente capaz de ter um relacionamento aberto ou não.Depende do tipo de sentimento dela.Pelo menos eu sou.Se sei que quero a pessoa só pra mim já sei quem vem aquele amor-doido-pouco saudável-folhetim-casa comigo. Quando não, já sei que é algo mais calmo que eu vou curtir.Não que eu não curta o outro tipo amo-doido-blá-blá-blá.

Mas cada um tem o seu momento.E os dois são absolutamente cabíveis na minha vida.


PermalinkPermalink 24.03.08 @ 11:22



Comentário de: Paulo · http://fyiblog.wordpress.com/

Alex
Se eu fosse pesquisar relatorios e dados eu por acaso te convenceria de algo? I don't think so.

Logico que minha perspectiva eh pessoal. Nao so do meu casamento, mas dos meus amigos, familia, etc.

Eu nao digo que o que vc faz deve ser ilegal. E nem mesmo digo que seja impossivel que muitas pessoas sejam felizes desse jeito.

O negocio eh que, vendo de fora, fica obvio que o que vc quer nao eh casamento. Eh exatamente o oposto. Casamento eh algo especifico e nao-obrigatorio. Se vc entra, eh porque quis.

Agora, a parte falaciosa do seu argumento eh que divorcios e traicoes invalidam a ideia do casamento. Oras, isso eh como dizer que falencias invalidam o capitalismo. Pelo contrario, isso so mostra que na grande maioria das vezes os casamentos "que funcionam" sao baseados na monogamia.

O argumento historico tambem eh absurdo. A historia dos seres humanos eh curtissima, e dizer que antigamente nao se fazia X e sim Y nao prova absolutamente nada. Aposto que durante grande parte da historia vivemos sem um governo central e nem por isso seria melhor que hoje em dia os paises se desaparececem.

Quanto aos criterios de sucesso de um casamento, longevidade eh sem duvida um deles. Especialmente quando se fala em criar criancas, um tema que vc convenientemente deixou de lado.

Enfim, muito do que eu poderia falar eh senso comum e nao sei exatamente aonde vc esta tentando chegar.

[]s

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 12:38



Comentário de: Alex Castro Email

Paulo, a possibilidade de vc me convencer de alguma coisa está fora de questão. E não é disso que estou falando. Vc falou em relacionamentos que funcionam, o que naturalmente significa algum critério que indique o que funciona e o que não, e eu queria saber o quê. Só isso.

"O negocio eh que, vendo de fora, fica obvio que o que vc quer nao eh casamento. Eh exatamente o oposto. Casamento eh algo especifico e nao-obrigatorio. Se vc entra, eh porque quis."

Eu gosto muito de casar, e gostei muito de ser casado. Gostei de tudo, da cumplicidade, da amizade, do compromisso, da vida doméstica, dos planos a longo prazo. VOCÊ é que aparentemente acha que o seu TIPO de casamento é o único. É como o povo que diz que casamento gay não é casamento. Ora, claro que é casamento, mas é casamento gay. Seria como dizer que pizza de calabresa não é pizza: pizza pizza é de mussarela, etc.

Agora, a parte falaciosa do seu argumento eh que divorcios e traicoes invalidam a ideia do casamento. Oras, isso eh como dizer que falencias invalidam o capitalismo. Pelo contrario, isso so mostra que na grande maioria das vezes os casamentos "que funcionam" sao baseados na monogamia.

Não tem argumento falacioso nenhum: tem uma pergunta. Eu não acho que divórcio invalide a idéia de casamento. Não estou concordando com as premissas. Estou perguntando quais são as SUAS premissas pra determinar o funcionamento ou não de um casamento. Por exemplo, eu não acho que divórcio invalidem o casamento, assim como a morte não invalida a vida... Mas eu acho que, se ocorre adulterio em mais de 50% dos casamentos monogamicos, então é pq casamento monogamico não é algo que funciona, ou que, no mínimo, nao está correspondendo aos anseios dos participantes...

"O argumento historico tambem eh absurdo. A historia dos seres humanos eh curtissima, e dizer que antigamente nao se fazia X e sim Y nao prova absolutamente nada. Aposto que durante grande parte da historia vivemos sem um governo central e nem por isso seria melhor que hoje em dia os paises se desaparececem."

Hahaha, não tem argumento histórico nenhum, Paulo. Eu estou falando de aqui e agora. Nos EUA, se quiser, ou mesmo no Brasil. Onde uma parcela enorme da população vive casamentos que foge dessa "norma". Onde essa "norma" não é a "norma" pois não representa nem mesmo a maioria dos casos. Só isso. O seu tipo de casamento é tão válido como qualquer outro, e é apenas um entre tantos tipos, HOJE, no país onde você mora.


Quanto aos criterios de sucesso de um casamento, longevidade eh sem duvida um deles. Especialmente quando se fala em criar criancas, um tema que vc convenientemente deixou de lado.


Longevidade só é um critério relacionado com filhos se vc vier falar que o idela é os filhos serem criados por ambos os pais, o que também é uma falácia tremenda. Agora que já temos pessoas e mais pessoas adultas e bem criadas que são filhas de pais divorciados fica cada vez mais claro q ser criado por pais divorciados nao eh nem um pouco pior ou mais traumatico do que ser criado por pais casados...

Enfim, muito do que eu poderia falar eh senso comum e nao sei exatamente aonde vc esta tentando chegar.

eu quero chegar em... quais sao os criterios pra definir um relacionamento que funciona?

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 13:39



Comentário de: Lya

O foco da análise não deveria estar nas
instituições, mas sim em seus integrantes.
Não é o casamento monogâmico ou aberto que
funciona ou não, mas sim as pessoas dentro deles.
Eu, como boa baunilha que sou, só funciono em relações monogâmicas.
Já o Alex é doido. Pronto!
rsrsrsrs

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 14:20



Comentário de: Francisco von Hartenthal

Alex,

Dê uma olhada nestes livros: "Alternativas de relacionamento afetivo" e "Tantra, la sexualidad sacralizada", de DeRose.

Podem ser baixados gratuitamente no site www.uni-yoga.org.

Abraço!

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 14:21



Comentário de: FlaviaQ

Eu acho que um casamento que funciona, é um onde as pessoas se sentem satisfeitas com o que têm.
Se elas estão satisfeitas, por que procurar além daquilo que as satisfazem?
Como pessoa casada, eu sei que é impossível ter tudo o que se quer de uma pessoa só (até porque todas as pessoas são um tanto ambiguas), mas isso não significa que não esteja satisfeita com o que tenho.
Por isso, eu acho que o "funcionar", é um limite pessoal.
Eu acho que as pessoas acabam julgando quem tem casamento aberto por vários motivos. O primeiro é por costume, somos educados a ver o casamento como uma coisa monogamica e duradoura. Depois acho que é a insegurança, quando casamos, imaginamos construir alguma coisa com isso, dai se houver a chance de uma das partes se apaixonar, pode ser que abandone o barco e deixe o outro a ver navios...
Depois a inveja da ousadia do outro, a velha vontade de querer e não fazer.
Por ultimo a falta de compreensão mesmo. A pessoa está tão satisfeita com a escolha que fez que não entende como alguém pode não estar, chega até sentir uma peninha... Tadinho, não sabe escolher... fica pulando de galho em galho...
Sobre pular de galho em galho, eu não tenho nada contra, mas meu conceito de casamento, não é ir morar na mesma casa, dividir contas, viver o momento, ficar com a pessoa que gosta e tal. Pra mim casar é juntar forças pra atingir coisas que não alcançaríamos sozinhos. Nem que o objetivo seja garantir o danoninho na velhice.
E como alcançar objetivos que não se consegue sozinho não é fácil, a parceria tem que ser muito complementadora. Se o casal se complementa bem, acabam escolhendo vários alvos e ficar casado para sempre passa a ser uma consequência.
Como sempre eu não sei se me expliquei direito.

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 14:55



Comentário de: Paulo · http://fyiblog.wordpress.com/

Alex,
Primeiro que somente a taxa de divorcio eh muito menor do que imaginada. Atualmente nos EUA eh around 10%.

Segundo, medir o numero de traicoes nao invalida a tese de que casamento se baseia em monogamia. Muitas vezes as pessoas se reconciliam depois de traicoes, e isso nao significa que a traicao nao foi ruim ou que o casamento nao pode continuar a ser bom. Seria muito mais interessante ver a longevidade de casamentos monogamicos e compara-los com os abertos. Tem esse numero?

A comparacao com casamento gay eh absurda. Tudo que os gays querem eh igualdade perante a lei, nao provar que podem ser monogamicos. Alias, meu ponto sobre casamento continua: se vc quer fazer isso que vc faz, para que se importar com o nome? Nao eh casamento, porque na sociedade atual, casamento EH monogamico. Ou eu estou inventado isso?

Agora, o unico ponto em que vou invocar eh se vc insistir nesse absurdo de dizer que criancas criadas por pais divorciados nao tem problema algum. Eu passei pela experiencia e foi pessima. Leia esse livro aqui caso vc esteja realmente interessado:

http://www.amazon.com/Between-Two-Worlds-Children-Divorce/dp/B000W0K2BA/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&s=books&qid=1206382000&sr=1-1

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 15:04



Comentário de: FlaviaQ

Continuando o meu post anterior, eu tenho uma teoria sobre relacionamentos.

Eu acho que TODOS os relacionamentos são por interesse, desde o mãe/filho até o casado/amante, passando é claro, pelo marido/mulher.

Tudo é uma troca (seja emocional ou prática) fria e bem negociada inconscientemente.

A mãe cuida do filho porque quer passar seus gens e o filho fica com a mãe porque esta cuida dele, mas isso não exclui o amor.

Na minha opinião, o amor é o custo beneficio da troca, quanto mais vital ou vantajosa ela for pra cada um, maior o amor.

Se houver o amor, a pessoa está automaticamente presa a outra, daí está livre para ter outros relacionamentos onde obtenham o que esta faltando para si, sem ameaçar o primeiro.

Acho que a chave está em descobrir o que você pode esperar de quem e como tem que pagar em troca. Como toda troca é justa, ninguém sai ferido. E a relaçao fica sólida.

O que eu acho que acontece é que a mairia das pessoas não olha realmente para as suas necessidades ou as assume (ou se as conhece, nao se preocupa em saciá-las), criando relaçoes que são baseadas em coisas superficiais, daí a necessidade de trocar sempre, pois nunca está realmente satisfeito.


PermalinkPermalink 24.03.08 @ 15:25



Comentário de: Denni§

Eu acho incrível as pessoas que conseguem manter um relacionamento aberto, as pessoas que eu conheço que seguem esse tipo de realcionamento sáo ótimas, sensacionais todas com uma mente aberta incrível, gostaria de ser como elas, mais eu conheço meus limites e sei que não conseguiria mais admiro qeum consegue.

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 15:42



Comentário de: Alex Castro Email

bem, paulo, eu tb passei pela experiencia de pais divorciados e eu e minha irmã não tivemos problema algum. assim como a ENORME, gigantesca maioria dos adultos que conheço hj e são filhos de pais divorciados. não estou duvidando nem tripudiando da sua péssima experiências, mas o fato dos seus pais terem tido um divórcio difícil, traumático, etc, não quer dizer que divorcios sejam por definição ruins para os filhos... eu, por exemplo, como filho, fiquei muito mais feliz de ver meus pais separados, capazes de agora serem felizes e buscar sua felicidade, do que juntos, miseráveis e sem se amar. e isso não é o que estou falando agora, mas o que eu, aos 12, e minha irma, aos 10, falamos aos nossos pais na época para dizer que preferiamos que eles fossem felizes separados do que ficar juntos miseráveis - e ainda mais por nossa causa, deus me livre!

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 15:45



Comentário de: Alex Castro Email

Paulo,

Eu acho que se duas pessoas iniciam uma relação que tem no seu alicerce exclusividade sexual (eu só transo com vc e vc só transa comigo), e, em poucos anos, uma delas, ou ambas, já está transando com outras pessoas e rompendo o pacto, eu diria que são duas pessoas hipócritas e mau-caráter. E diria sim, que essa relação deles, do modo como eles a definiram, não funciona, não. Veja bem: não é que não funciona de acordo com a minha opinião de fora. Não funciona de acordo com o pacto que ELES mesmos fizeram.

E, se você pára e considera que praticamente todas as relações que adotam esse pacto monogâmico exclusivista caem nesse mesmo problema (um ou ambos são infiéis), você começa a perceber que o problema não é das pessoas, que não são elas que são hipócritas ou mau-caráter, afinal, são apenas humanas, que talvez seja o pacto que seja insustentável e impraticável.

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 15:51



Comentário de: FlaviaQ

Alex, o que é uma amante pra você?

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 16:07



Comentário de: FlaviaQ

Tipo, o que realmente acontece na sua vida? As vezes tenho a impressão que, na realidade, a coisa não é tão libertina quanto parece seus leitores imaginam.

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 16:15



Comentário de: Paulo · http://fyiblog.wordpress.com/

Alex,
De uma olhada no livro que eu indiquei. Nao eh algo individual, existem dados sobre como divorcio eh muito prejudicial para as criancas.

Sobre traicoes, primeiro que eu nao sei o quanto widespread (no pun) o problema realmente eh. Assim como as estatisticas sobre o divorcio, acho que esses numeros sao facilmente manipulaveis.

Mais: um pacto como esse sem duvida eh dificil de ser mantido. Porem, o fato de que as pessoas continuam assinando esse contrato (que novamente, eh opcional ainda mais hoje em dia) mostra que o objetivo continua apelando para grande parte da populacao por mais dificil que seja.

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 16:18



Comentário de: Luciana · http://minhapeleemelhorqueasua.blogspot.com

Gostei muito do seu blog e acho que você vai gostar do meu.Até tirei a musiquinha do Fantasma da Ópera que a que a muito custo tinha conseguido colocar lá...Tirando isso, acho que você vai gostar do visual clean do meu blog!!!Um abraço!!!

PermalinkPermalink 24.03.08 @ 23:22



Comentário de: Kitagawa

Acho que a pergunta inicial deveria
ser: o que define um relacionamnento? Acho que, assim como na arte, será relacionamento se ambas (ou talvez até
mais outras) partes assim o definirem.
Mesmo que se trate de uma cara que
visita uma prostituta toda semana e
inclusive a paga regiamente, se eles
acham que tem um relacionamento, quem
vai negar? E, claro, pode funcionar,
perfeitamente, basta ambos estarem
satisfeitos.






PermalinkPermalink 25.03.08 @ 02:11




Seria interessante se houvesse algum dado sobre a longevidade dos dois tipos de casamento, como alguém falou aqui por cima. Isso se partirmos do pressuposto que longevidade é sinônimo de satisfação das criaturas concubinas.

Na teoria, a tese liberal é super descolada, mas fico imaginando na prática, quando, por exemplo, o outro não atende às ligações no celular, daí chega e diz simplemente que tava "exercitando a liberalidade"? E no caso da sua Liloló, que prefere não saber, o que vc faz? Omite?

Pergunto por pura curiosidade, sem nenhum tom de censura, pliz.

PermalinkPermalink 25.03.08 @ 03:23



Comentário de: Luis

se a parceira está disposta a saber de tudo, é só contar. "estava com fulana(o). se não quer, provavelmente não vai perguntar.

PermalinkPermalink 25.03.08 @ 09:37




Alex, tava te lendo pra entender melhor isso, e, o texto sobre a prisão da segurança me esclareceu muita coisa.
Antes, eu vinculava casamento aberto às pessoas adeptas de sexo por sexo, aquele bem casual.
Eis que me surpreendo ao ver que contigo não é bem assim. E eu achava que uma coisa tava super-ultra-mega atrelada à outra.
Mais uma vez, revejo meus conceitos.
Achei bacana pq concordo que o ser humano é um universo rico demais a ser explorado e não me contento em ficar na superficialidade física. Pra rolar sexo eu tb preciso estar envolvida com aquele mundo pra despertar desejo, pra entrar e me sentir à vontade.

E concordo que é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Todo mundo já deve ter passado por isso e o que nos obriga a escolher é o comportamento socialmente aceito. Sempre bom abrir as idéias pra outras formas de se relacionar com o outro - e adoro óticas não-convencionais de se enxergar o mundo - por isso viciei nesse blog e quero sim comprar teus livros.

PermalinkPermalink 25.03.08 @ 13:36



Comentário de: José Carlos · http://www.darnomeaoboi.blogspot.com

Acerca do Relatório Kinsey já aqui referido: estudos estatísticos efectuados com uma amostra com elevada percentagem de presidiários, exibicionistas, pedófilos e turistas sexuais são tudo menos confiáveis. Digo eu, que não percebo nada disto.

(e por favor, não me vejam como o moralista que não sou. P'la mor de deus...)

Alex, que dados estatísticos você possui, acerca das relações heterossexuais?

PermalinkPermalink 26.03.08 @ 07:05



Comentário de: flight to antalya turkey · http://flight-to-antalya-turkey.quickplacenow.com/

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PermalinkPermalink 31.05.08 @ 02:47



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PermalinkPermalink 31.05.08 @ 08:04



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PermalinkPermalink 05.06.08 @ 01:57



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PermalinkPermalink 05.06.08 @ 08:25




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PermalinkPermalink 08.08.08 @ 02:39




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PermalinkPermalink 08.08.08 @ 03:48



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PermalinkPermalink 10.08.08 @ 00:24



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PermalinkPermalink 10.08.08 @ 02:54



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PermalinkPermalink 10.08.08 @ 04:47




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PermalinkPermalink 21.08.08 @ 08:22




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PermalinkPermalink 21.08.08 @ 08:58




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PermalinkPermalink 21.08.08 @ 09:34




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PermalinkPermalink 21.08.08 @ 10:12




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PermalinkPermalink 21.08.08 @ 10:55




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PermalinkPermalink 21.08.08 @ 11:48




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PermalinkPermalink 21.08.08 @ 18:27




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PermalinkPermalink 21.08.08 @ 19:11




comigo, relacionamentos fechados convencionais não funcionam. tentei duas vezes e não dá certo mesmo. em compensação, todos os muitos relacionamentos abertos que eu tive foram maravilhosos - inclusive o meu casamento, que está indo maravilhosamente bem, obrigada.
tonto é querer generalizar as coisas.
bjo, alex!

PermalinkPermalink 26.04.09 @ 15:13



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Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!


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  • Radical Rebelde Revolucionário
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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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