Como tantas outras coisas importantes, essa também foi Henry Miller que me ensinou: ninguém precisa viver algemado na máquina pra ser escritor. Com duas horas por dia, dá pra se escrever o que quiser. Basta fazer as contas: duas horas e duas páginas por dia, cinco dias por semana (pra nem dizer que trabalha todo dia!), dá 520 páginas por ano. Mesmo se você jogar fora 4/5 dessas páginas, mesmo que você passe 4/5 do tempo revisando as páginas velhas ao invés de escrever páginas novas, teoricamente dá pra se escrever um BOM livro de cento e poucas páginas todo ano, com um investimento mínimo de tempo, acordando somente duas horinhas antes da hora de sair.
A partir de agora, vamos fazer assim: minha semana de trabalho vai de terça a quinta. Então, vou escrever de sexta a segunda, quatro dias por semana, no mínimo duas horas por dia.
Já terminei a primeira novela do meu romance Empregadas & Escravas, que pretendo lançar em forma de single no meio do ano: um livrinho de bolso, baratinho, brochura. Foram 14 meses de trabalho, em três países diferentes, pra produzir cerca de 11 mil páginas de texto. Estou dando as últimas lambidas e, daqui a pouco, começo a escrever a segunda. Quem quiser ver a versão preliminar e opinar, escreva.
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