Em textos sobre raça escritos no século XIX há uma contraposição comum: enquanto a raça negra seria caracterizada por imaginação, sensibilidade e sensualidade, a branca, por inteligência, praticidade, ética e moral.
Sem chegar nem perto de validar esse esqueminha bizarro, fico cá pensando: minhas prioridades devem mesmo ser todas trocadas. Porque, se houvesse mesmo uma raça inteligente, prática, ética e moral, e outra imaginativa, sensível e sensual, eu não teria dúvidas em classificar a última de superior.

(Se tem interesse no tema, dê uma olhada no livro acima, LONGE o melhor sobre raça e Brasil publicado ultimamente. Pra saber mais, leia a empolgada resenha do Idelber. E depois, please, volta aqui e compra o livro pelo meu blog, que eu ganho uns caraminguás.)
Update
Escreveu o Kita:
Ha, lembro de um incidente surreal no bar da faculdade. Numa mesa bebendo cerveja tinha um negro (que tinha vindo da Africa mesmo), um branco e um japones (provavelmente um sansei como eu). De repente o negro levanta irado e começa a esbravejar, quebra cadeiras... o japones explicou pro "publico" que só tinha falado algo como: "no mundo é assim: branco inventa, japones trabalha e preto é bom de cama". Na hora também pensei que não era pra tão ficar ofendido, mas...
O comentário do bar foi tão preconceituoso e inaceitável quando os esquemas raciais do século XIX. Quem acha que eu, por um segundo que seja, concordo com quaisquer dos comentários, leia o texto de novo. Estou falando não sobre raças, mas sobre a priorização de qualidades.
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