Diga rápido: o que é pior? Que alguém se proponha a fazer um carro alegórico sobre o Holocausto (com direito a judeus mortos e um Hitler dançando sobre eles) ou que uma juíza se ache no direito de proibir essa barbaridade? (como sempre, a matéria do Globo vale pelos comentários)
Em tempo: quando se fala de censura, em geral se pensa no artista. Mas o artista é só um. O pior da censura é que ela fere os direitos do público de formar sua própria opinião. Em princípio, eu acho a idéia de um carro alegórico sobre o Holocausto de um mau-gosto enorme mas, agora, graças à censura judicial promovida pela Federação Israelita, eu nunca vou poder formar minha opinião, nunca saberei como teria sido essa barbaridade. Sim, eu entendo que alguém que perdeu o pai no Holocasto poderia se ferir com esse carro alegórico, mas essa é uma das desvatangens de se viver em uma sociedade livre. As vantagens compensam, confie em mim. Os direito do público de ter acesso à obra, mesmo que de terrível mau-gosto, devem ter preferência em relação aos direitos do ofendidos - exceto em casos de calúnia, difamação ou injúria.
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