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Holocausto no Carnaval Carioca

Diga rápido: o que é pior? Que alguém se proponha a fazer um carro alegórico sobre o Holocausto (com direito a judeus mortos e um Hitler dançando sobre eles) ou que uma juíza se ache no direito de proibir essa barbaridade? (como sempre, a matéria do Globo vale pelos comentários)

Em tempo: quando se fala de censura, em geral se pensa no artista. Mas o artista é só um. O pior da censura é que ela fere os direitos do público de formar sua própria opinião. Em princípio, eu acho a idéia de um carro alegórico sobre o Holocausto de um mau-gosto enorme mas, agora, graças à censura judicial promovida pela Federação Israelita, eu nunca vou poder formar minha opinião, nunca saberei como teria sido essa barbaridade. Sim, eu entendo que alguém que perdeu o pai no Holocasto poderia se ferir com esse carro alegórico, mas essa é uma das desvatangens de se viver em uma sociedade livre. As vantagens compensam, confie em mim. Os direito do público de ter acesso à obra, mesmo que de terrível mau-gosto, devem ter preferência em relação aos direitos do ofendidos - exceto em casos de calúnia, difamação ou injúria.

Indústria do Holocausto Carnaval  Almanaque do Carnaval  Modernidade e Holocausto

 

31.01.08


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Henrique Artur Wint · http://21horas.org

A censura nos rodeia de todos os lados, basta pararmos para analisar, o que geralmente só fazemos quando vemos em um grande portal...

Eu acho que muitas outras coisas merecem mais censura que um carro alegórico deste tipo.. mas essas outras coisas envolvem mais dinheiro do que 1 dia em uma 'pista' de desfile..

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 20:54



Comentário de: Gerson B

Você escreveu o mesmo que eu. A idéia é péssima. Mas não devia ser proibida.

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 21:04



Comentário de: João Ricardo da Silva · http://mercyzidane.blogspot.com

porque exceto em casos de injúria, calúnia ou difamação? e o que é trackback?

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 22:35



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com/

João Ricardo, injúria, calúnia e difamação são crimes contra a honra, tipificados bem bonitinho no Código Penal. Servem basicamente para você não possa sair dizendo por aí que seu vizinho é burro, ladrão ou corno, entendeu? Dizer essas coisas em voz alta não tem nenhuma utilidade social e pode prejudicar muito a pessoa que é alvo delas - exceto em caso de calúnia, que só vale se a acusação for falsa.

PermalinkPermalink 01.02.08 @ 00:08



Comentário de: azrael · http://verboetverbum.blogspot.com

a censura e uma coisa complicada, nao podemos deixar que se promova por ai o que a midia em geral queira ao seu bel prazer, mas tb nao pode deixar o estado boicotando toda a criaçao cultural...

no caso desse carro alegorico, talvez tenha sido uma decisao equivocada da Dra. Juiza mas tb tem de se levar em conta o impacto que isso poderia causar... certos vetos a criaçoes artiticas ou televisivas se baseam no respaldo à "segurança de quem ve" para "poupar" as pessoas....

mas ainda vai ter muita manga pra essa briga ai

PermalinkPermalink 01.02.08 @ 09:31



Comentário de: Te

Eu penso que o carro alegórico é uma ilustração para contar uma história. O povo que não lê ou não tem saco pra assistir documentários pode com um enredo de escola de samba saber mais sobre História. Mas tem gente que se prende ao fato do Carnaval ser considerado "uma festa profana". Se fosse numa peça de teatro talvez não houvesse censura.

Comentario do Alex: e pensa quantos outros grupos já foram representados em carros alegóricos sobre suas desgraças, batalhas, escravidão, etc...Imagina se o movimento negro quisesse vetar um carro alegorico que tivesse um escravo acorrentado!

PermalinkPermalink 01.02.08 @ 10:12



Comentário de: Dr Plausível

Não sei por que ainda há tanto bafafá entre judeus e nazistas. Deve ser briga de família ou algum tipo de marketing.

Niskier
Nisker
Hisker
Hister
Hitser
Hitler

Há pouquíssima diferença entre um nazista e um judeu, ou entre um nazista e um muçulmano, ou entre um judeu e um zen-budista. É tudo gente, e gente é um ser detestável por natureza.

Tinah q ser um carioca pra inventar um carro alegórico desses. A coisa mais maravilhosa do carioca e de seu carnaval — sua inconsciência praiana, seu talento inconseqüente pra boiar na superfície acima de todos os escuros e horrendos emaranhados de intrigas abissais do mundo real – é assim emborcado por Uma das religiões mais emaranhadas do planeta, q não resistiu a lançar das profundezas seus sargaços e tentáculos e puxar ao fundo uma simples molecagem de mau gosto.

Esse Hitler realmente foi um babacão. Por causa dele, agora há q impetrar à antisepsia judaica o direito de me privar de ter minha própria opinião, thank you very much.

Comentario do Alex: Senhora Doutora Juíza lendo isso, apesar de eu ter achado a comparação dos cariocas e judeus interessantes (mesmo não contemplando todos os judeus surfistas que conheço), quero deixar bem claro que eu não escrevi esse comentário, não apóio, não concordo, nada. Por favor, não apague esse blog. Se quiser, eu te dou endereço do Plausível e até vou com você dar o flagrante. Agradecido, atenciosamente, Alex

PermalinkPermalink 01.02.08 @ 12:03



Comentário de: Dr Plausível

HAHAHAHAHAHA

E olha q eu pesquisei, hem!

NISKIER, Sérgio: militante brasileiro
NISKER, Merrill: músico canadense
HISKER, John: fazendeiro em Gibson, Indiana, 1930
HISTER, Anna: esudante em Chigado; nome latim do rio Danúbio
HITSER, Hugo: imigrante alemão em Jersey City, New Jersey, 1880
HITLER, Adolf: presbítero nazista

Alguns desses dados achei em www.ancestry.com

PermalinkPermalink 01.02.08 @ 14:17



Comentário de: Ana

Jah fizeram desfiles e carros alegoricos com coisas proximas do holocausto (como vc mencionou acima). Alias a UNESCO tem um projeto Rota da escravidao, mas obviamente que a mesma agência nao poderia fazer um projeto intitulado Rotas da Shoah, tem coisas que funcionam com 2 pesos e 2 medidas. Enfim censurar carro alegorico é o fim da picada. beijocas.

Comentario do Alex: imagina se o movimento negro fosse promover cada carro alegórico que já teve a representação de um escravo acorrentado!

PermalinkPermalink 01.02.08 @ 16:24



Comentário de: Pracimademoá

O comentário-comparação que o Alex está inserindo em alguns posts é um tanto míope. As representações de escravos que ora tenham figurado em outros carnavais sempre foram concebidas e levadas a cabo por negros ou, no mínimo, com a participação e/ou aprovação deles. A imensa maioria da população das comunidades carnavalescas é negra. Então eles podem. É mais ou menos como um negro... desculpe, um afro-americano chamando outro de "nigger". Lá entre eles, pode. E nada melhor que um judeu para fazer uma boa sátira dos judeus. Mas quando um grupo minoria ou maioria se mete a retratar outro de alguma forma, tem que ter MUITO cuidado para fazer esse retrato parecer puxaç... desculpe, homenagem. No mínimo, uma homenagem. Menos que isso é ofensa. E que seja uma homensagem convincente.

Isso é tribalismo, gente, e é assim mesmo que funciona. Se der moleza para alguma tribo rival (todas são rivais a priori), corre-se grande risco de a brecha encorajar outros "abusos". É como aquela cena dos macacos no início de "2001" do Kubrick: se algum macaco do outro lado atravessar o riacho, porrada nele. O governo de Israel, sentado bem no meio de um cotidiano extremamente tribal, faz muito isso. Negro brasileiro é um pouco acomodado porque o brasileiro é um povo acomodado, mas negro americano dá moleza não.

Eu não vejo nada de surpreendente neste incidente. É assim que a raça humana funciona.

Comentario do Alex: a única questão é que a lei é para todos. Se fosse só a comunidade judaica querendo vetar, tudo bem. O problema é a juíza aceitar e proibir.

PermalinkPermalink 02.02.08 @ 07:52



Comentário de: Anónimo

E porque não uma sátira ao avião da TAM enfiado
no armazém da própria companhia?

PermalinkPermalink 09.02.08 @ 17:13



Comentário de: jose carlos b.arruda

1. REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !
A COMUNIDADE NEGRA AFRO-LATINA BRASILEIRA
APOIA E É SOLIDARIA AO POVO PALESTINO.VIVA A PALESTINA!
Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
Movimento Chàvista Brasileiro

Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che,Viva MalcolnX ,Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Fidel,Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
quilombonnq@bol.com.br



PermalinkPermalink 12.06.09 @ 01:14



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  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
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  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
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  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
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