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Malvada, Fútil e Exibicionista

Quando eu digo que gosto de mulheres malvadas, a maioria dos leitores simplesmente não entende o que quero dizer com isso. Não tem problema: o objetivo do comentário não é explicar o mundo para os desavisados, mas atrair os entendidos.

Eu me revelo justamente para descobrir quem vai bailar comigo e quem vai se encostar na parede. Muita gente me acha esquisito? Claro. Essa é a idéia. Não tenho medo de rejeição. Ser rejeitado pelas pessoas pequenas só faz bem. Os pequenos se afastarem de mim por conta própria me poupa o trabalho de espantá-los a pauladas.

Troco alegremente a rejeição dos pequenos pela aceitação dos grandes.

Ela
Talvez a melhor e mais fascinante mulher má da literatura, em um empolgante livro de ação à moda antiga.

* * *

Um dos últimos exemplares da revista da Mulher-Gato abre com uma loira gostosa e peituda falando numa webcam: ela está mostrando uma pobre menininha, também loirinha e angelical, amarrada e amordaçada numa cadeira. Ela se apresenta como Blitzkrieg, a mais nova, maior e mais malvada vilã de Gotham City e, para provar, vai matar a pobre e inocente menininha ao vivo, com transmissão pela internet:

"This little girl is going to die and there's nothing you can do it about it. Don't bother trying to figure out why she's the one. It was a totally random thing, believe me. See, this has nothing to do with her. This is all about me!"

Total e completo egocentrismo: só ela importa. A menina é menos que uma, somente um meio para seu fim, sua glória, sua vitória.

Blitzkrieg

A Mulher-Gato (a nova Mulher-Gato, aliás, toda atrapalhada) cai do telhado aos pés da vilã e ela pergunta, em uma daquelas perguntas cruelmente irônicas e bem-humoradas que deixa claro qual será o destino da heroína:

"Any last words for the million-plus viewers glued to their laptops?"

Nada mais sexy do que ironia de vilã.

Blitzkrieg

Quando a Mulher-Gato acorda, Blitzkrieg, óbvio, está se gabando do seu plano maligno: comprou aquelas luvas que emitem raios de um grupo terrorista e escolheu o nome Blitzkrieg por ser assim meio alemão e meio sinistro: "sounds sort of ominous". Não é lindo uma mulher que quer soar "ominous"?

Seu plano é simples: depois de estourar os olhinhos castanhos da menina pela nuca (sua palavras!), toda a cidade vai falar nela! E ainda pergunta: "um plano doce, não?" Eu quase posso ouvir sua voz, igualmente doce, falando palavras tão incrivelmente cruéis.

Blitzkrieg

O plano, apesar de simples (matar uma menina inocente ao vivo e ficar famosa) parece extraordinariamente cruel e leviano. Assim como a Madrasta Má e tantas outras vilãs, Blitzkrieg é extremamente vaidosa: adora saber que milhares de pessoas estão assistindo-a e pretende matar uma criança inocente só para que a cidade toda fale nela. E está empolgada com seu plano.

Blitzkrieg

A vilã anuncia para a câmera: sim, a pobre menininha ainda vai morrer, mas teremos um novo assassinato antes pra deixá-los com água na boca. Ela aponta suas luvas para a Mulher-Gato com um grande sorriso nos lábios e ainda faz pouco dos esforços da heroína para salvar a menina. Claramente sente prazer em que a Mulher-Gato morra sabendo que deu tudo errado, que ela fracassou e Blitzkrieg venceu e, pra melhorar, que a menina ainda assim vai morrer:

"Think you're pretty smart, don't you? All you did was speed things up. You die now. Then the kid gets it. Happy?"

Blitzkrieg

Mas a Mulher-Gato se desvia dos raios no último segundo e fica apenas muito ferida. Blitzkrieg se impressiona

("Still alive? I'm impressed!")

e diz que, como prêmio por ter sobrevivido mais um pouco e enquanto está se roendo de dor no chão, a Mulher-Gato vai poder assisti-la matando a pobre menininha:

"I'm gonna let you watch me kill your little friend."

Não basta matar as duas, heroína e menininha, a vilã ainda sente prazer em que Mulher-Gato vai ter que assistir a morte da criança que tentou salvar - e que isso vai ser uma das últimas coisas que verá. O sofrimento e frustração da pobre heroína alimentam seu ego. Para a vitória completa e egoísta da vilã, é necessário acabar com todos, não deixar testemunhas: no seu final feliz perfeito, ela sozinha é a dona do campo de batalha.

Nessa hora, naturalmente, ela comete o erro de toda vilã, dá as costas pra heroína ferida, a heroína puxa forças sei lá de onde e acaba com ela. Final feliz. Fim de história.

Blitzkrieg

Enfim, um gibi bem fraco. Mas eu, que coleciono e adoro vilãs, há muito tempo não via nenhuma assim tão exageradamente má, perversamente gostosa, deliciosamente fútil e absolutamente exibicionista.

* * *

Sim, confesso, eu sinto tesão por uma vilã assim como Blitzkrieg, mas ela não existe e, se existisse, seria um monstro que teria que ir preso. O tesão não significa que concordo com suas ações ou que acho que são recomendáveis, bem ao contrário. Meu tesão é por esse arquétipo (aliás, mais velho que andar pra frente) da femme fatale, da mulher má, da diva egoísta.

Por fim, trazendo a questão à realidade, meu verdadeiro tesão é pelas mulheres de carne e osso, lindas e inteligentes, tantas delas minhas amantes e amigas, que também são atraídas por esse mesmo arquétipo, que adoram a fantasia de ser essa mulher e de ter escravos apaixonados aos seus pés para usar e abusar, que gozam com a suprema liberdade de um egoísmo sem limites e de poder não se preocupar com nada nem ninguém, que se excitam ao se imaginar malvadas e poderosas, fúteis e vaidosas, gloriosas deusas do mal.

 Bórgia: Sangue para o Papa  Bórgia: Poder e Incesto
A verdadeira Lucrécia Bórgia com certeza não era tão má assim, mas a Lucrécia ficcional é o máximo.

* * *

Raquel diz que meu Elogio às Malvadas foi uma das coisas mais importantes que já leu e conta a seguinte história: de vez em quando, conversa com suas colegas sobre fantasias sexuais e galãs da moda. Entretanto, enquanto elas sonham com o que fariam com o Brad Pitt na cama, Raquel tem outros desejos inconfessáveis.

Sua fantasia era fazer o Brad Pitt se apaixonar por ela e, depois, humilhá-lo, obrigá-lo a largar sua carreira no cinema, abdicar de tudo só para tê-la, e ela só provocando-o, atiçando-o, e então, quando já não lhe restasse nada, só aquela paixão irreprimível por ela, ela riria na cara dele, diria que agora que ele não é mais um astro, não lhe serve, não lhe tem serventia alguma, o que vai querer com um pobretão inútil desses?, que vá pintar paredes, arranjar mulheres na zona, qualquer coisa assim, mas saia da minha presença agora!, e ele sairia, arqueado, derrotado, humilhado, e o que mais a excitava, nessa sua fantasia, era a idéia de acabar com a vida de um astro de Hollywood por puro capricho, sem motivo algum, e, melhor ainda, ele ter feito tudo voluntariamente, por puro tesão, um tesão que ele carregaria pra sempre, acumulado e frustrado! (No final, ela estava quase sem ar, olhinhos brilhando, voz arquejante.)

Na sua vida civil, Raquel é mignon, educada, quase tímida, se vira ao avesso pelos amigos, faz de tudo para agradar as pessoas. Em suas fantasias, porém, é uma deusa do mal, uma devoradora de homens, cercada por dezenas de escravos devotados que ela joga aos leões depois de abusar sexualmente, adorada e desejada por multidões apaixonadas e sempre frustradas, absolutamente egoísta e mentirosa, interessada somente em si mesma, em seu poder, em sua glória, em sua vitória, em seu final feliz.

Tudo o que ela não é.

 Femme Fatale
Melhor cena: os homens brigando no ar e ela olhando tudo excitadíssima, olhos brilhando, se deliciando no duelo dos machos por ela, verdadeira deusa primitiva esperando seu sacrifício de sangue.

* * *

Para fechar, um trecho do blog Bitchy Jones's Diary sobre a delícia de submeter um homem forte e independente. Quanto maior, mais poderoso, mais másculo, mais amante da liberdade, maior é o prazer de tê-lo sob suas botas:

Male submission is about heroic masculinity and male beauty.

... I’m a straight woman. Men and masculinity turn me on. Maleness. ... And nowhere is this male beauty expressed better than in male submission. Jack doesn’t like pain, doesn’t enjoy suffering at all. But he is hot and hard for being brave. Making noble almost futile sacrifices. Bondage and force. Wanting to contain and constrain. To own. To force. To crush and possess. To venerate. To wallow in. To touch. This is about beauty. Male beauty. Savage beauty. Sexuality so virile and strong it needs to be held back, diluted with chains and cages to make it palatable – otherwise it would be so overwhelming it would be like looking at the sun. It is everything there is and every part of the heart of me. And it’s worth it. Even now.

Se gostou, não deixe de ler The Complete Bitchy Jones, onde ela resume todas as suas idéias mais interessantes. Dica da Rebeca, uma de minhas amigas mais queridas e uma das mulheres mais imaginativamente perversas que já conheci.

 Condessa Vermelha
Uma das graphic novels mais sensuais de todos os tempos. Como não amar Elizabeth?

* * *

15 Personagens de Literatura que Eu Levaria para a Cama

 Mulheres Mais Perversas da História

* * *

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30.01.08


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Azrael · http://verboetverbum.blogspot.com

É um problema essa perversidade feminina, mesmo que seja uma fanatasia e que nao condiza com o "eu" normal do dia a dia nada obsta de um dia se manifestar.

Magoar, destruir, humilhar alguem por puro caprimo me é verminoso, o egoismo é o mais odioso dos vícios qdo usado para ferir.

Em suma, Sem tesão pelas malvadas =D

PermalinkPermalink 30.01.08 @ 22:10



Comentário de: Jorge

Fiquei pensando se um poderia acontecer a desgraça de cair nas garras de uma mulher dessa... mas não, eu sou um cara bonzinho - não teria a menor graça para elas.

também sem nenhum tesão pelas malvadas - nem pelas submissas ou boazinhas.

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 00:04



Comentário de: Beth · http://beattrice.wordpress.com

Entendo bem a sua leitora, sou exatamente assim. Um doce de mocinha, capaz de ficar nua para cobrir um amigo com frio, mas... Na fantasia eu posso tudo. Amo ser malvadérrima, porque malvada é pouco. Seu texto está muito bom, querido.

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 00:27



Comentário de: Fábio Rex Email

Eu nao levo a serio vilãs vestidas de roxo e amarelo. E com trancinhas.

Comentario do Alex: e voce acha que EU levo?!

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 00:55



Comentário de: Kitagawa · http://www.kitagawa.com.br

Bom, vc se perguntava porque as pessoas gostam tanto de filmes violentos. No fundo vc sabe, só não compartilha. Eu me pergunto cmo seria a relação com a mulher malvada nesse tipo de fantasia. Você é dominado e humilhado? Ou vc domina a dominadora? Ou vcs fazem amor num jardim florido? Pensando bem, não quero saber. Talvez haja uma aproximação com auqela sua amiga que ama um cara que a trata mal e ninguém consegue entender. Psicologia de boteco de cu é rola.

Comentário do Alex: realmente, alguns detalhes convém não abrir na frente das crianças. aliás, os comentários do Kita são longe a melhor coisa desse blog. Às vezes, eu acho que eu só escrevo blog pra saber o que o Kita vai dizer. E não estou sendo irônico. :)

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 01:00



Comentário de: Mell · http://www.poesiadeesgoto.blogspot..com

Se todo o cara gosta de uma mulher má eu não sei,mas que toda a mulher tem desejo de ser má, isso tem.
Não precisa ser ao extremo, quem nem a Femme Fatale de Gotham City.O lance é poder, é saber que tem um certo controle sobre o outro.Simples assim.
Tenho uma amiga que um dos seus melhores amigos é apaixonado por ela.Ela não quer nada com ele além de amizade.Mas adora o controle que tem sobre ele.Que faz absolutamente tudo o que ela quer.Sempre.
Todo mundo gosta de fazer pequenas maldades.
E sim, se fizessem comigo o que ela com ele, eu oa chamar o cara de filho da puta e ela certamente também.Mas sei lá, natureza humana...Acho que ela não consegue se controlar e não usar o poder que tem.

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 09:54



Comentário de: Kitagawa · http://www.kitagawa.com.br

"E não estou sendo irônico"
Vc está sendo ironico?

Comentario do Alex: se vc reparar bem, e vc repara bem, eu sou muito debochado, sarcastico, mas nunca faço ironia.

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 14:07



Comentário de: Cyntiab

Alex,

Vc ta' precisando ler a serie A Song of Ice and Fire. Eu descreveria como "O Senhor dos Aneis encontra Nelson Rodrigues": http://en.wikipedia.org/wiki/A_Song_of_Ice_and_Fire

Vale pela rainha ma', Queen Cersei, um primor de ruindade: e' amante do proprio irmao gemeo, com quem tem 3 filhos; manda matar seu marido, o rei, iniciando uma guerra `as vesperas do mais longo inverno do reino (no mundo mitico do livro, as estacoes podem durar anos) e muito mais. Loira linda e ma'.

Leia, pela malvada, e pelo livro, que e' fantastico.

Comentario do Alex: eu sou tao doente que vou ler mesmo. E, sorte minha, mas loira, linda e má é justamente a descrição perfeita da minha Liloló, ai que saudades dela...


PermalinkPermalink 31.01.08 @ 15:36



Comentário de: Andre Pavini · http://www.pavini.com.br

Texto maravilhoso! perfeito.. parabéns!

PermalinkPermalink 31.01.08 @ 16:48



Comentário de: Te

A Ava Gardner fez coisa parecida com a fantasia da sua amiga com o Frank Sinatra. Só não sei se ela fez voluntaria ou involuntariamente.

Comentario do Alex: coisa parecida o que?

PermalinkPermalink 01.02.08 @ 10:00



Comentário de: Carol Costa · http://www.interney.net/blogs/guindaste

Eu sempre amei ver como a Mulher-Gato tirava o panaca do Batman da linha. Guardei por anos um gibi em que eles apareciam atracados, num beijo delicioso, para, logo em seguida, ela escafeder-se pelos telhados.

Um viva para as meninas más!

Comentario do Alex: meninas más são uma delícia... :) Obrigado por comentar, adoro seu blog... :)

PermalinkPermalink 01.02.08 @ 12:07



Comentário de: Te

Segundo as fofocas da época e Mario Puzo em O chefão, Frank Sinatra se apaixonou pela Ava Gardner, largou mulher e filhos pra casar com ela ganhando a desaprovação da comunidade ítalo-americana (dos seus padrinhos inclusive) e depois ela teve casos com outros homens diante dele e de todo mundo. Ele ficou tão arrasado que não pôde mais cantar, caiu na bebedeira e sua carreira quase acabou. Mas ele superou tudo.
Mas talvez ela não tivesse culpa do que provocou. Ela não via nada demais no que fazia; ele, não. E no final da vida os dois ainda acabaram amigos.

Comentario do Alex: a ava era uma deusa.

PermalinkPermalink 04.02.08 @ 21:24



Comentário de: Te

Segundo as fofocas, o Frank Sinatra se apaixonou pela Ava Gardner e largou mulher e filhos pra casar com ela, ganhando a desaprovação da comunidade ítalo-americana. Depois ela teve casos com outros homens diante dele e de todo mundo. Ele ficou tão arrasado que não pôde mais cantar, caiu na bebedeira e quase acabou sua carreira. Mas ele superou tudo. E no final da vida os dois acabaram amigos.
Mas talvez a Ava Gardner não o fez sofrer assim por simples maldade. Ela apenas faça parte do imaginário das mulheres fatais.

PermalinkPermalink 04.02.08 @ 21:42



Comentário de: Te

Correção: faz parte do imaginário das mulheres fatais.

PermalinkPermalink 04.02.08 @ 21:44



Comentário de: JLM · http://www.jefferson.blog.br

Salve Alex,

Atualmente, para mim a vilã mais malévola, que tem me deliciado por estar sempre um passo à frente dos mocinhos e saber torturar, matar e dar olhares sem medo nem dó é a Gretchen, da 3ª temporada de Prison Break. De longe, os olhos azuis mais malvados do ano!

Poderia nem ter história que mesmo assim já valeu a temporada só por causa dela. Dá vontade de ver até onde ela é capaz de ir.

1 abraço.

PermalinkPermalink 07.02.08 @ 14:32




Seu mal educado, grosso da blogosfera. é o seguinte: alguns e poucos trechos que pertence a sua postagem, tem seus devidos créditos. E o restante que NÃO TEM NADA A VER COM O SEU.Você nao tem que abrir a boca pra reclamar.
Se quer reclamar pro google, reclame. Tambem tenho meus conhecimentos (conhecidos) nos EUA. Toma lá da cá. Se reclamar do meu, terá reclamaçao do seu.

E da proxima vez, SEJA EDUCADO. Sua mae nao ensinou nada sobre educação nao? Mas a minha me ensinou.
Um belo e maravilhoso dia pra você.
Att.

Diego A.A Junior

PermalinkPermalink 25.09.09 @ 07:05




Pensando melhor, vou tirar a sua parte do texto sim, num vou ficar colocando créditos e links direcionado a você que não se portar como homem educado e racional.
Que época você nasceu? na pré-história?


PermalinkPermalink 25.09.09 @ 07:06



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
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  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
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  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
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  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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