Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%.
O banner da promoção ainda não está pronto, mas já adianto aqui: até o final do ano, meu romance "Mulher de Um Homem Só" está sendo vendido a preço de custo, para estimular a literatura independente como presente de natal. O preço antigo era R$34,40, com frete incluído. De agora até final do ano, o novo preço é:
1 é R$25
2 é R$45
3 é R$60
(com frete incluído)
Compre agora, receba em até cinco dias úteis e seja um patrono da literatura independente no Brasil. Ou clique aqui para compras internacionais via Paypal.
Você mesmo preenche o valor do preço. Fique à vontade para pagar um pouco a mais, se quiser: a casa aceita e estimula as gorjetas. O livro está sendo vendido a preço de custo, então, se não for fazer falta no leitinho das crianças, seja generoso.
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Meu romance "Mulher de Um Homem Só", narrado por uma mulher, é minha humilde tentativa de entrar na cabeça de uma mulher, de falar como mulher, de ser mulher um pouquinho. Se esse assunto lhe interessa, se ficou curioso ou instigado, dê uma olhada e descubra se fui uma mulher convincente.
Algumas mulheres que gostaram: Alessandra Bonrruquer, Paula Lee, Mary W, Marina W, Ju Dacoregio, Isabella Ianelli, Fernanda França, Re Alves.
Para ler essas e outras resenhas, comentários e reações ao livro, visite a Seção Mulher de Um Homem Só.
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Três entrevistas minhas, sobre esse livro e sobre literatura de modo geral:
- Quanto Vale ou É por Quilo - Revista Bula
- Alex Castro: Um blogueiro liberal, libertário e libertino - Global Voices Online
- Alex Castro: Escritor e Mindfucker - Portal Literal
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Para quem gosta de folhear e cheirar, o romance pode ser comprado nas seguintes livrarias do Rio e de São Paulo:
São Paulo
- HQMix (livreiro Gualberto)
Pç Roosevelt, 142 (11-3258-7740)
Rio de Janeiro
Argumento do Leblon (livreira Ana)
Dias Ferreira, 417, Leblon (21-2239-5294)
Berinjela (livreiro Daniel)
Rio Branco, 185, lj 10, Centro (21-2215-3528)
Dona Laura Livraria (livreiro Philippe)
Vieira Souto, 176, Ipanema (21 2522 8362)
Baratos da Ribeiro (livreiro Maurício)
Barata Ribeiro, 354, lj D, Copacabana (21 2549 3850)
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Se você ainda está em dúvida se vale a pena, "Mulher de um Homem Só" também pode ser lido e folheado pelo Google Books. Mas só 50%, viu? Pra ler o resto, só comprando.
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Finalmente, deixe de fazer doce e compre:
Se eu voltar pro Brasil, as coisas que mais vou sentir falta dos EUA são Netflix e Interlibrary Loan - que, pensando bem, são dois métodos quase mágicos de fazer com que qualquer filme ou livro chegue rapidamente até mim.
A Amazon desde sempre tenta adivinhar e prever os gostos dos seus usuários. Já postei aqui no blog uma captura de tela particularmente perceptiva da Amazon, mostrando que ela, de fato, já me decifrou completamente:
Duas matérias relacionadas:
- Web-Browser History A Chronicle Of Couple's Unspoken Desires
- Amazon.com Recommendations Understand Area Woman Better Than Husband
Já o Netflix encampou esse desafio como parte integrante de sua missão empresarial. Há pouco tempo lançou até um prêmio para o time de engenheiros que elaborasse o melhor algoritmo para prever os gostos e desgostos dos seus usuários.
Matéria interessante explicando porque outras empresas deveriam fazer o mesmo:
- The Netflix Prize Was Brilliant: Google and Microsoft should steal the idea.
Enfim, tudo isso foi só pra dizer que hoje entrei no Netflix e eles tinham adicionado uma nova "categoria" de filmes às minhas recomendações. E o pior é que os putos acertaram: só um dos filmes não me interessa, dois eu quero muito ver e quase assisti no cinema, e o último eu não conhecia mas fiquei muito interessadíssimo depois de ler a sinopse.
De lambuja, na mesma tela, vocês ganham a última seção, com os filmes mais pedidos na minha região. Dá pra ver que New Orleans é cidade de cinéfilos cabeça - e algo andróginos.
Quinze peças assistidas em quatro dias e acho que me apaixonei de novo por Nova Orleans.
Quinta, 12 de novembro:
Alonzo’s Lullaby - Nana Projects, Baltimore
Splatterhouse Theater - La Nuit Comedy Theater ensemble dir. by Yvonne Landry, New Orleans
Sexta, 13 de novembro
Play. Music. Heal. - Acting Up (in Acadiana), Lafayette, LA
Manje - Gods and Gaters Theatre, New Orleans
He/She & Me: A Love Story - The Academy Theatre Featuring Sharon Mathis, Avondale Estates, Georgia
Sábado, 14 de novembro
Loup Garou - ArtSpot Productions and Mondo Bizarro, New Orleans
some editing and some theme music - Jean Ann Douglass, New York City
Rigorous Disco of Doom - Jazz Hand Job, Providence, Rhode Island
Bang the Law - Jonathan Freilich Presents, New Orleans
SUD SCREED - Scary Toesies, New Orleans
Domingo, 15 de novembro
Rock in Her Pocket - Alix Angelis, New Orleans
Bloody Noes’ American Dream - Bloody Noes, Rochester NY
After the War - New Noise, New Orleans
Tragedy + Distance - Reptilian Theater, New York/Orleans
Shipwrecked - Morella & The Wheels Of If & Choreographer Kettye Voltz, New Orleans
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Leia todos meus textos sobre teatro e também dê uma olhada na seção de livros de teatro do Submarino.
Email que acabei de receber sobre meu conto A Morte do Meu Cachorro:
Mês passado estive em Buenos Aires, daí vejo a placa "Callao" e imediatamente me lembro do diálogo, do conto, a garota corrigindo a pronúncia de "Callao". Fiquei ali imaginando em qual daqueles cafés eles teriam se sentado. Acabei de reler o conto, gosto muito desse conto... ele me dá um certo desconforto, mas ao mesmo tempo é uma coisa boa, bonita.
A Morte do Meu Cachorro faz parte do meu livro de contos Onde Perdemos Tudo.
Uma caminhada pelas ruas de Buenos Aires revela questões sobre amizade homem e mulher, as armadilhas da memória e as dores do começo da idade adulta.
Considero a melhor coisa que já escrevi. Sobre esse conto, eis o que disse o escritor Miguel Sanches Neto:
O conto mais bem realizado ... é o primeiro "A morte de meu cachorro". História de um momento em que um casal se separa, e cada um vai cuidar de sua vida. A velhice e a solidão são atingidas quando o narrador não é reconhecido por uma alma gêmea, obrigando-se a conviver com experiências que não são mais plenamente compartilháveis. Esse esvaziamento se dá num cenário que deveria ser palco de um reencontro. A amiga muda-se para Buenos Aires, o narrador segue para visitá-la, tentando vencer a distância espacial, que cumpre seu papel: "Lendo cada um sua seção do Clarín, Fiona e eu padecíamos de um silêncio ainda mais cancerígeno [sic]: o silêncio de quem tem muito a dizer, mas prefere calar; o silêncio da conveniência. Pra que discutir? Emudecer poupa dores-de-cabeça, explicações, embaraços. Sobra o nada". Esta elevação do silêncio a uma categoria cancerígena revela a forma dramática de representar alguns episódios. O conto não segue um fluxo narrativo contínuo, trabalha com flash-back e janelas, que são abertas para esclare cer coisas ou resumir passagens.
E na opinião do escritor Furio Lonza:
[A Morte do Meu Cachorro] é brilhante. Narração de primeira linha. É um blues na temática (pois todo blues conta a história de uma perda) e abarrocado na sua forma, com as codas lambendo delicadamente cada parágrafo, a espasmos, acrescentando informações e apagando outras, vai pra frente & pra trás com uma desenvoltura de gente grande. São lambidas de gato, portanto. O tema da perda de uma amizade, aliás, se não me engano, é novo na literatura brasileira (não me lembro de outro). O estilo é maduro, adulto, sem que o distanciamento interfira no mergulho. Ele estraçalha o sentimento, vai fundo, tem Machado na parada, no sentido de esmiuçar até a exaustão cada milímetro da situação. (...) Intocável, perfeito.
Sobre o livro, disse a divina Fal
que é uma das coisas mais lindas que eu já li na vida, assim, em todos os tempos.
Agora é a sua vez. Leia esse trecho e me diga:
Só a teimosia ainda me impele: presumir que eu seria capaz de escrever sobre Fiona foi uma temeridade, um desvario de velho carente. Não ando mais pelo Largo da Carioca; da próxima vez, faço um desvio pela Sete de Setembro.
Fiquei sem graça sim, é verdade - talvez a única verdade dita até agora. Houve um quinto sorriso, tão completo e tão sincero quanto o anterior. Sorriso também de corpo inteiro e todo meu. A história então, sob escrutínio, se esfacela:
Fiona me dá um aperto de mão mais caloroso, me fita com seus olhos incandescentes e sorri, fogosa:
- É muito bom mesmo você estar aqui comigo! - Estoura ela.
O sorriso, entretanto, não morre. Não, meus amigos, o sorriso continua lá. Gostaria de poder afirmar que ele permanecia congelado em seu rosto, mas naquele momento não havia nada congelado em Fiona: ela estava em ebulição, faiscando. Sejamos sinceros: seu corpo inteiro sorria pra mim.
Quem não suportou o calor fui eu: fracassei em gerir tamanho sorriso e cedi ante a pressão do seu carinho. Fiona me derrubou com uma erupção de amor.
Percebo agora o quão piedosa era a minha falecida versão conveniente dos fatos: eu não sabia o que fazer, não sabia em que buraco me enfiar. De que maneira poderia me defender daquela salva maciça de paixão sendo arremetida contra mim? O tal sorriso de corpo inteiro - há pouco desejado - era um fardo incômodo do qual eu precisava me livrar. Sem meios de corresponder aos sentimentos que Fiona disparava, eu ia fraquejando sob sua força.
Desse modo, e muito à revelia, preencho a lacuna do café-da-manhã: eu peguei o Clarín, eu comecei a ler, eu puxei o primeiro cigarro. Pobre Fiona, inocente ao menos dessas acusações, só fez tirar o jornal de seu colo e depositá-lo sobre a mesa. Vagarosamente, com mãos de relojoeiro.
O Clarín seria minha salvação, decidi, aliviado, e peguei um caderno qualquer do jornal. E enquanto eu abria as folhas, bloqueando minha visão de Fiona, tive um último relance de seu rosto. Ela sorria. Ainda.
Inexpugnável em meu refúgio de papel, não sei por mais quanto tempo Fiona sorriu. Por fim, deve ter desistido: afirmou um suspiro, acendeu um cigarro e escolheu uma parte do jornal pra ler. As facturas e os cortaditos, quando vieram, foram consumidos em silêncio.
Onde Perdemos Tudo, meu primeiro livro de contos, lançado diretamente na internet. São 5 contos, em 120 páginas, sobre o tema comum de perda.
O ebook, em formato pdf, custa R$10 e pode ser adquirido através do site d'Os Vira-Lata, que aceita todos os cartões de crédito, alguns de débito, depósito em conta e faz até boleto. Tudo pro negócio rolar. Você paga e, assim que cair o pagamento, eu te envio o livro por email.
Pra vocês sentirem o gostinho, dois dos contos estão online:
De Portas Abertas
Quando Morrem os Pêssegos
Ficou curioso? Instigado? Pô, dez reáu é uma merreca, vale a pena arriscar. Deixe de comprar uma bananada e torne-se acionista da novíssima literatura brasileira.
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Em 2010, devo lançar Onde Perdemos Tudo em forma de livro impresso, no mesmo molde de Mulher de Um Homem Só. Quem tiver comprado o ebook, vai poder comprar o livro por preço de custo.
Não deixe de clicar nas imagens pra ver em tamanho maior.
Arrufos
Óleo sobre tela, 89 X 116 cm, por Belmiro de Almeida (1887)
Reparem na rosa despedaçada no chão, no vaso quebrado na mesa. Mais ainda, reparem na plácida indiferença do homem, calmamente apreciando o cigarro que acabou de enrolar, uma mão enluvada, outra nua, pensando: "Odeio mulher histérica!"
Belmiro de Almeida é meu pintor favorito. Cada um de seus quadros conta uma história com começo, meio e fim.
A nova geração de pintores saudou Arrufos como se fosse uma revolução. Gonzaga Duque, que serviu de modelo para o homem, exclamou que, no Rio, ainda não se havia pintado um quadro importante como esse. Talvez por isso, causou um pequeno escândalo na sociedade carioca, entre patronos do museu e a aristocracia do Império.
Arrufos reside atualmente no Museu Nacional de Belas Artes, na Cinelândia, no Rio de Janeiro. Só ele já vale a visita.
Os Descobridores
Óleo sobre tela, 260 X 200 cm, por Belmiro de Almeida (1899), atualmente no Palácio do Itamarary. Foi restaurada há menos de dois anos.
Esse quadro, de 1899, foi encomendado pelo governo para celebrar os 400 anos de nosso descobrimento. Mas reparem como o contador de histórias Belmiro de Almeida simplesmente não consegue se render a um ufanismo bobo.
O momento que ele escolhe retratar do nosso descobrimento é patético de tão humano. Dois marujos, em terra, e a frota de Cabral indo embora no mar. Um cai ao chão. Outro observa os navios.
Quem são eles? Degredados, deixados para trás como punição? Marujos fugidos, que não agüentavam mais a vida a bordo? Ou será que foram abandonados por engano? O personagem à esquerda, caído aos pés da árvore, o que ele sente? Total derrota, ao ver que está sozinho naquela tela estranha? Ou total alívio, ao ver-se livre da rotina naval que o oprimia?
De qualquer modo, estão sós.
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Esse quadro atualmente está no segundo andar do Palácio do Itamaraty. Eu estava fazendo um serviço ali perto e decidi aproveitar para conhecê-lo pessoalmente, pois só tínhamos nos visto em livros.
Cheguei no palácio às cinco horas e eles já estavam fechando. O guarda, solícito, me informou os horários das visitas diárias e e eu disse que não, que era um estudante de arte e que precisava dar só uma olhadinha em um quadro que tinha sido informado que estava li. Aliás, minha informação tinha mais de 50 anos. Nesse meio tempo, o quadro poderia ter pego fogo, sido riscado por um adolescente louco ou ter mudado de residência quinze vezes.
Comecei a descrever o quadro: ele é grande, quase três metros de altura por dois de largura, são dois marujos da época do descobrimento no alto de um morro, vendo a frota do Cabral ir embora e-
Ah, disse o guarda, o senhor quer ver o quadro do Belmiro?
Fazíamos parte de uma irmandade. Ele não só soube na hora de que quadro eu estava falando, como ainda se referiu ao pintor com uma intimidade de velho conhecido: ah, o quadro do Belmiro?
Sim, claro, o quadro do Belmiro.
Ele me conduziu pelos belíssimos corredores e salas e antesalas do Palácio, já às escuras, e me levou até o quadro. Acendeu as luzes e ficamos lá, os dois, uns quinze minutos, embasbacados, apreciando o drama daqueles dois marujos.
Infelizmente, o quadro realmente não está em bom estado, as cores apagaram, o navio no canto superior esquerdo sumiu totalmente. Quem não conhecesse o quadro por outras reproduções, acharia que estavam fitando o mar vazio.
Não vale a visita, a não ser para conhecer o Sebastião, o guarda amigo do Belmiro.

Óleo sobre tela, 128 X 83 cm, por Belmiro de Almeida (1893), atualmente no Museu Nacional de Belas-Artes.
Já visitei os melhores museus do mundo. Sei que seria uma temeridade classificar qualquer quadro como o melhor de todos os tempos. Mas vou dizer o seguinte: "A Tagarela" é o meu quadro preferido. Isso é.
Todo ano eu vou visitá-la. Arrasto um banquinho, ou sento no chão mesmo, e fico olhando pra ela. Sei que está louca pra me contar uma fofoca quentíssima, mas não consegue se decidir. Por enquanto, ainda não falou nada. Não importa. Ela me fascina e me domina. Penso nela freqüentemente. Adoro o seu olhar, o seu sorriso, suas mãos apertadas, até a vassoura com a qual ela estava varrendo até um segundo atrás - até parar e decidir que, simplesmente, precisava me contar alguma coisa.
Estou esperando.
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O Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro, hospeda essa e muitas outras obras de Belmiro de Almeida.
Saindo com Camila pra tomar café da manhã na padaria francesa tradicional do French Quarter, Croissant d'Or e, depois, cinco peças do Fringe Festival, de peças loucas, alternativas e insanas. Mais tarde, posto umas fotos.
Grande peça de ontem: He/She & Me: A Love Story, questionando de maneira linda, engraçaca, comovente todas as nossas expectativas de gênero. Afinal, o que é ser homem e o que é ser mulher?
Programação de hoje: Loup Garou (peça sobre o Lobisomem encenada no parque, no meio do mato, muito bem recomendada), Geronimo, Rigorous Disco of Doom (orgia de sexo e terror encenada dentro de uma igreja!), SUD SCREED (teatro de bonecos bizarros) e mais uma em aberto.
Enfim, o dia está lindo, a Camila está esperando, fui. Saiam da internet vocês também.
Um leitor veio me dizer que o LLL apareceu aí em um ranking de blogs importantes. Como sempre foi um blog que seguiu meus caprichos, racismo, teatro, o que seja, sem se preocupar muito em jogar pra platéia, isso nunca tinha acontecido antes. Hoje, já não acompanho mais essas coisas. Tirei o contador, não sei mais os pageviews do blog, de onde vem os visitantes, nada. Prefiro nem saber. Fica uma coisa muito obssessiva.
E, agora, isso. "24º blog brasileiro mais importante", dizem. Como sou pobre, a primeira coisa que pensei foi: talvez consiga tirar algum dinheiro disso. Mas a segunda coisa que pensei foi mais interessante: a maioria dos blogs citados é de links, dicas, imagens, vídeos, etc. Blog mesmo, como eu entendo, de textos corridos, escritos direito, com começo, meio, e fim, têm poucos: eu, Ina, Gravatá, etc. Talvez seja eu que defina blog de forma muito restrita, sei lá, mas de acordo com meus critérios estou no top 5. Legal.
Agora, dá licença que tenho uma pilha de provas de espanhol pra corrigir. Os alunos estão aprendendo o imperfeito. De niño, yo iba a la playa con mis hermanos, etc.
Mulher bonita e inteligente tem que ser vaidosa. Se não for vaidosa, então, ou não é realmente bonita ou não é realmente inteligente.
Quem me conhece, sabe que costumo tirar os óculos em eventos sociais. Sabe como é, vaidade, pra ficar menos feio, essas coisas.
Um dia, fui tomar um café com uma moça que tinha acabado de conhecer e ela perguntou se eu enxergava bem sem óculos. Eu disse que não muito, mas que minha vaidade era maior que minha vontade de enxergar. E ela pediu pra eu colocar os óculos de novo, porque não fazia questão alguma que eu fosse bonito (e tirar os óculos não fazia tanta diferença assim!) mas fazia questão de saber que eu estava admirando sua beleza em todos os detalhes.
Estamos juntos há quatro anos.
Estou pra escrever sobre isso faz tempo, mas, sabe como é, tese, preguiça, romance, *bocejo*. Enfim, a Lady Rasta escreveu um texto dizendo, ou dando a entender, que o tal preconceito contra a classe média é como o preconceito contra os negros, e eu deixei uns comentários lá dizendo mais ou menos o que eu iria dizer no post. Então, quem quiser uma prévia, vai lá.
Hoje, sexta, 13 de novembro: Conferência 50 Anos da Revolução Cubana. O campus está cheio de estudiosos cubanos e cubanistas. Quero muito ir.
Segunda, 16 de novembro: Passeio virtual por Havana, com fotógrafo Héctor Delgado Pérez. Não entendi bem o que é, mas vou.
Terça, 17 de novembro: Palestra do insano do Zizek, "On the Uses and Misuses of Violence".Não perco.
Mas o melhor é o seguinte: teatro!
Esse fim de semana, Nova Orleans está recebendo o seu segundo Fringe Festival! Dêem uma olhada na doideira da programação. Larguei tudo, aluguei um carro e vou tentar ir a todas as performances que puder.
Meu amigo Henrique Cartaxo, da Unicamp, está organizando um debate sobre Ação Afirmativa e precisa de participantes, tanto contra quanto a favor. Leiam abaixo:
Vai acontecer um debate sobre "Ação Afirmativa na universidade e as reações da sociedade brasileira", no dia 24 de novembro, no estúdio da TV Unicamp em Barão Geraldo. É interessante que haja pessoas de fora da universidade participando do debate, favoráveis ou contrárias às Ações Afirmativas.
Leitores de Campinas que estejam interessados em participar, escrevam para hcartaxo no gmail. Obrigado!
Eu sinto assim quando venho ver os comentários:
Alex está palestrando e todos estão sentados na escuridão prestando atenção. Quando ele acaba o post, ligam-se as luzes, o palco vira ringue e td mundo começa a subir, puxando faca, garrafa, cadeira p ficar se espancando intelecutalmente. E sobra até pro cú do palestrante!
Acho tipo uma briga msm, um querendo ser mais esperto que o outro.
Perai! Me aguardem que eu to ajustando minha soqueira ainda!
Do leitor Jucélio.
Estudei História Militar. Escrevi pra Revista da Marinha. Já pensei muito sobre segurança e defesa. Saí dessa vida há mais de 15 anos. Não sei o que os milicos andam falando. Mas, enfim, o apagão me fez pensar o seguinte:
De nada adianta investirmos em nosso próprio submarino nuclear, em manter um porta-aviões, em comprar caças de última geração, se um único míssil em Itaipu, ou três fios cortados em Itaipu, derrubam o país? Não faz nem sentido termos um Ministério da Defesa: em caso de guerra, será mais rápido, mais seguro e mais prático simplesmente desligarmos Itaipu e nos rendermos.
Para saber mais, visite o site do Circo Voador.
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- quem bate no peito e diz se orgulhar de ter auto-crítica acabou de perdê-la - se é que já teve.
- Tenho tesão em mulher racista, conservadora, vaidosa, direitista, egoísta, elitista, mentirosa, reacionária, essas coisas. Sei lá. É tara.
- hj foi dia de tolerância zero. enrolei todas minhas meias. as sem-par, as furadas, as puídas, foram tds pro lixo. sem piedade. sou durão.
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- q chato ser tão incompetente q o único jeito de se sustentar é... arrumando emprego!
- alguem mais acha mt triste, e uma grande perda p/politica brasileira, a reinaldoazevedização do psdb?
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