Como Era Gostoso - TRANSMISSÃO AO VIVO

Bem, rapaziada do Interney. Está aberta a jornada desta noite. Logo mais, à meia-noite, teremos o início da peça "O Marido Virgem", em transmissão no Canal Brasil (sintonize o 66 na Net) e aqui no JdeM, em TEMPO (quase) REAL. Já voltamos com mais detalhes e o início da pelada cinematográfica.

- começou, fodeu. Estamos atrasados.

- mas o importante no momento é que iniciou com o aviso "ESTE FILME CONTÉM CENAS DE SEXO E NUDEZ".

- e já apavorando com uma trilha sambalanço marotíssima e um bróder que ainda não definimos o apelido tomando um sorvete. Mas tem cancha o homem.

- nada menos que Os Originais do Samba, saudoso grupo do ainda mais saudoso Antônio Carlos, aquele crioulo que fazia Os Trapalhões. Sacudindo o filme com "Do lado direito da rua direita".

- o chapa está azarando forte a mulherada. Mas até o momento, no placar: 0 a 0.

- depois do embaço que valeu pelos Originais, corte para uma praia deserta, casal vai se rachar no piquenique. A moça, naturalmente, está meio cabreira com a ausência de público.

- já descobri quem é a fera, ao que tudo indica, o protagonista da trama. É o NUNES DO FLAMENGO.

- não demorou nada e o Nunes do Flamengo já partiu para cima da loirinha na praia. No momento, ambos sarreiam sem crise.

- Nunes foi barrado pela donzela. Sua futura esposa, no caso.

- já cortou e pintou o Nunes do Flamengo e a sua conjugê sacando um apê com as respectivas famílias. A velharada vazou. Mais uma vez, se tudo correr dentro do previsto, o Nunes do Flamengo vai chu-chu-veirar na área.

- o camisa 9 do Mengão tenta, again, balançar a roseira. Eis que o estrado da cama cede e corta o embalo.

- poxa, mas o cara é insano mesmo. Está chargeando a futura companheira em um karmann ghia verde abacate. Surge um guarda e quebra o clima apontando uma lanterna vermelha na face de Nunes.

- próxima cena: chá de panela. Mas é brincadeira. Na prática, estamos transmitindo o mesmo filme da semana passada.

- por sua vez, Nunes do Flamengo quebra tudo em uma despedida de solteiro fantástica. Com direito a vestir uma espécie de bata verde estilo Merlin que é qualquer nota. E tomando um goró num castiçal. O cara conhece.

- "Eu estou uma fera. Salve-se quem puder", exaltou-se Nunes.

- filme bom é assim. Não teve cerimônia, choro, dama de honra, pajem, o cacete a quatro. Já pintaram os dois trajados do casório no aconchego da suíte do lar.

- "Como você se deixou abotoar tanto assim, meu amor? Isso só pode ser coisa de costureiro bicha". Tá dito pelo Nunes do Flamengo.

- enquanto a esposa vai para o banheiro se preparar para a consumação do ato, e revela os seios através da roupa transparente, Nunes prepara uma birita em ação frenética no quatro. Cada um, cada um.

- de quebra, borrifou um Bom Ar e renovou o desôdo para camuflar a asa.

- os dois molham o beiço e parece que agora vai ser socopontocom.

- "Nos lençóis macios, amantes se dão/ Travesseiros soltos, roupas pelo chão/ Braços que se abraçam, bocas que murmuram, palavras de amor, enquanto se procuram", descreveria o Rei, com propriedade.

- primeiro seio desnudo da peça e... e... e...

- Nunes sentiu o peso e não compareceu. Mas deixou um recado antológio pendurado em um barbante. "SAÍ PARA ME SUICIDAR. VOLTO PARA O ALMOÇO".

- quando liga uma tia lazarenta para saber se a rede foi balançada. A esposa loira foi contando, disfarçou mas detonou a moral do Nunes, revelou que ele não subiu do túnel para o gramado.

- é claro que as amigas estão botando pilha. Já rolaram sugestões de ovo de codorna e amendoim.

- "amiga" convidou Nunes para um bate-papo descontraído em sua casa. Aí tem.

- eis que o centroavante do Rubro-Negro carioca adentra ao apê da "amiga" e a encontra desprevenida, tomando banho. Quando surge a primeira retaguarda da película.

- agora temos dois corpos estendidos no chão. Será que confirmou? Ficamos na dúvida.

- boladona com o imbróglio eréctil vivido pela sobrinha, a tiazona levou-a para dar uma upgrade no visual.

- quando temos a comprovação que, sim, Nunes do Flamengo sapecou a amiga de Márcia (a esposa). Ou seja. O problema é mesmo dele para com a patroa.

- Nunes, ao reencontrar-se com Márcia para tirar a urucubaca, penteou a pelota, sacudiu o corpo, driblou e... NADA. Diz ele que tem problema “fisiológico, ideológico, psicológico”.

- desgraçado da idéia, o prejudicado foi levar um lero com um camarada, que sugeriu um cooperzinho, definido pelo chapa como "medicina moderna".

- enquanto o esposo tentou um cooper de forma patética em Copacabana, a esposa Márcia abriu a caixa-preta com uma amiga médica, que a princípio tirou o Nunes para viado. Depois, de tanto insistir, Márcia conseguiu convencer a fera de que seria interessante uma consulta.

- a médica botou as pernas de fora, começou a rolar uma dinâmica de dupla e os dois acabaram nus.

- resultado: a palavra-chave do Nunes é CANHÃO. Enquanto isso, a esposa já apelou para a macumba, preparada, claro, pela tiazona que não larga do pé.

- CANHÃO não sai da cabeça do Nunes. Vamos ver se funciona.

- eis que Nunes irrompe pela casa urrando igual um destrambelhado e intima a patroa para um vuco-vuco urgente.

- após toda a preparação costumeira (desôdo, bebidinha, esposa no banheiro colocando a camisola preferida), não deu em nada pela terceira vez. E ele está se entregando para a patroa (que só não consegue com ela), mas a dita cuja ainda não ligou o nome à pessoa.

- valeu por mais um cartazinho antológico deixado pelo ex-parceiro de Adílio, Andrade, Zico, Júnior e cia: "O TIRO DE CANHÃO SAIU PELA CULATRA. SAÍ PARA COMPRAR MAIS ESPOLETA".

- pois não é que a médica, muy malandra, se encontra com a esposa de Nunes e pede uma reconstituição do crime?

- e não pára por aí. A "doutora" quer riqueza de detalhes. Mas a Márcia refuga o lance lesbo. Rechaçada, a médica indicou uma especialista e toda uma nove hora para ver se o bicho vai pegar.

- quando surge uma tal de Daniele, uma cepa de uma francesa com um naipe meio de traveco. Sei lá, eu marcaria jogo aberto. Ela e Nunes entram no jogo da sedução.

- pelo que eu entendi vai funcionar mais ou menos assim: a tal francesa faz o aquecimento e quando o problemático do Nunes estiver pingando azeite entra em campo a dona de direito.

- em termos. Na real, a Daniele fica só sacaneando, deixando ele nervoso para levantar e derrubar a bastilha. E aí... bom, aguardemos.

- onde quer que ande pela casa, o coitado se depara com a francesa em trajes sumários e atitude provocante.

- eis que Márcia (a esposa) desce para "fazer a Loteria Esportiva" e pede ao marido que entretenha a hóspede. No que ele atende sem pestanejar e assim que a titular se evade do local passa a fustigar a representação azul.

- não demorou muito e o Nunes está tentando passar a bola no meio das pernas do Tiganá.

- mas caiu a casa. A patroa retornou e pegou os dois no bate-saco frenético.

- mais uma vacilação do Nunes fez Márcia convocar uma conferência com as parceiras para destrinchar o tema. O mulherio concluiu que a esposa deve fantasiar-se para pregar uma pegadinha estilo João Kléber no Nunes.

- Márcia passa um trote no esposo, e o camisa 9 não demorou nada para tombar no Teste de Fidelidade. A moral do fera: "Sou casado, mas não sou capado".

- agendado um tapa entre os dois em um hotel da Barra.

- esfuziante, Nunes partiu em alta velocidade no karmann para encontar a própria esposa tirando onda de Ivo Holanda.

- chegou no apê combinado, de luz apagada, bateu a canela no canto, a cabeça na cama e até prova em contrário parece que vai ter libertinagem. Pois o sarro se adona da tela.

- EIS QUE... É TOCO NELA, MALANDRO!

- Nunes está curado.

- ciente do golpe da chefa, sem respeitar o intervalo ele já fez menção de iniciar a segunda etapa. Mas, adivinhem?

- o bichão não apresentou sinais vitais.

- até que, toda uma moral e um conceito foi desnudado nesta que deve ser uma das últimas cenas.

- Nunes não sapecava a esposa em virtude de um trauma causado pela lanterna vermelha do guarda inconveniente, lá no começo do filme. Tá, mas e daí? E daí que a esposa portava um colar com uma pedra vermelha no pescoço que, ao ser avistada por Nunes, despertava o inconsciente. E aí já era...

- Aleluia! Colar maldito jogado pela janela é só bola na rede para o casal!

- Mas como a vida é muito dinâmica, o colar brochante aterrisou nas mãos de outro casal. Com ela vestindo a jóia, ele já sentiu os efeitos e nada de atrito.

- FIM DE FILME, FIM DE JORNADA. Vamos aos comentários e informações.

Apreciei "O Marido Virgem". Mais uma belíssima amostra do cinema-maroto verde-e-amarelo dos anos 70. Os detalhes vocês podem conferir aqui e aqui. E fiquem espertos, a qualquer momento podemos voltar com mais "Como Era Gostoso".

Permalink por André Pugliesi em 13.12.07 Email .
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Hoje é dia de "Como Era Gostoso"

Ponham a gasosa pra gelar, contactem seus guloseimeiros de preferência pois, à meia-noite desta quarta-feira, teremos mais uma transmissão AO VIVO da sessão "Como Era Gostoso" do Canal Brasil. Na Net é só sintonizar no 66, já na TVA e na Sky quem quiser saber que se vire.

No mesmo esquema da primeira. Basta clicar no botãozinho "atualizar" (ou dedilhar o F5) e você terá o prazer de manjar mais um filmaço em TEMPO (quase) REAL.

No cardápio a fita "O Marido Virgem". Novamente, o título nos poupa de ler a sinopse para sacar se vai rolar ou não entretenimento sadio. Lembrem-se, estacionou no Canal Brasil após transcorridas as 24 horas se deu bem.

Tá, mas daí você me questiona... "que tipo de panaca acompanharia um filme pela internet?". E eu te respondo: não faça perguntas difíceis.

Enquanto isso, a turma vai primeiro no blog do Sabbag e degusta a belíssima contribuição do chapa de Inteney ao tema (no caso, cinema verde-e-amarelo com putaria), com a dissecação do clássico "Rio Babilônia". Destaque para a participação do Nelson Piquet.

Coisa de Deus ou não, eu dei uma flagrada nesse filme recentemente, mas como estava demorando muito para a Cristiane Torloni aparecer pelada decidi abandonar.

E por fim, para se inteirar ainda mais da jogada, você segue para o blog do chefe Inagaki e toma uma caprichada lição básica dessa tão importante e menosprezada filmografia.

Permalink por André Pugliesi em 12.12.07 Email .
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Como Era Gostoso - TRANSMISSÃO AO VIVO

Voltando aos trabalhos com o que promete ser uma belíssima incursão pela cinematografia verde-e-amarela. Mas aqueles filmes que a massa gosta - sem essa de Cinema Novo, renascimento, nada disso.

E quem aprecia uma curtição audiovisual, uma fuleiragem, sabe que é só sintonizar no Canal Brasil (na Net, é no 66) depois da meia-noite, principalmente na programação "Como Era Gostoso". Não tem erro.

Só nessas películas altamente selecionadas, e no horário da madruga, é possível deparar-se com o Casagrande pelado, atuações mágicas do saudoso e falecido invicto Pedro de Lara, o onipresente David Cardoso e, já em outro seleção, manjar também que a Carla Camurati não tinha limites.

E hoje promete. Logo mais, teremos a oportunidade de assistir "Lua de mel e Amendoim". Com esse título, ainda não vi e já gostei. Em breve, outras informações atualizadas (via Google) sobre a diversão das próximas horas. E com a peça rolando, a resenha virá AO VIVO (ou EM TEMPO-REAL MAROTO). Para acompanhar, basta ir atualizando a página do seu navegador.

Aqui mesmo, pintaremos na área.

- o Google é mesmo fantástico. Em questão de segundos, saca o cartaz.

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=> e já está rolando. Detalhe: ESTE FILME CONTÉM CENAS DE VIOLÊNCIA E NUDEZ. Sendo assim, como esperávamos, apita o árbitro, bola rolando.

- iniciou muito bem. Prometeu e parece que vai cumprir. Primeira cena, um casal elegantemente trajado em evoluções psicodélicas estilo Hair no gramado de uma fazenda. Música bacana. E já sei que entre os atores estão a Rutnéia de Andrade e o Homem de Melo. Fechou a abertura de forma monumental: contra-luz no pôr do sol.

- corram todos para a frente da tevê. O Bigode (chamemos assim a fera que faz o papel masculino principal) está ESMERILHANDO. Começou conversando consigo mesmo. Está meio psicótico da cabeça com o fato de que vai casar com a Márcia, definida por ele mesmo como o "hímen de ouro".

- Márcia, dizem, é da TFP (Tradição, Família e Propriedade). Mas a irmã do Bigode tirou uma onda, mandou que a futura cunhada é sim da tríade "Tutu, Fogão e Pilantragem".

- PELAS BARBAS DO PROFETA. Quem está fazendo o vestido de noiva da Márcia? Lógico: Clodovil. Cabelinho meio indie-argentino, uma tremenda bicha nova.

- os pensamentos do Bigode (ou Alberto) em off são o destaque até o momento. E tem uma tiazinha da Globo (vou pesquisar) que já era velha na época, corridos os anos 70.

- Bigode partiu para o drible para cima da Márcia, chu-chu-veirou na área. Mas a Márcia não está nem aí com o basquete.

- "Alberto, você está propondo me levar a uma GARÇONIÉRE? Está pensando que eu sou uma daquelas vagabundinhas do seu escritório?", disse Márcia, desgraçada da cara.

- chá de cozinha da Márcia. Todas as moças memoravelmente trajadas, penteados estilosos. Claro, naquele naipe dos inesquecíveis seventies. E rolando papo de DESQUITE.

- ÔPA... creio que teremos a primeira CENA DE NUDEZ. Márcia terá que adivinhar quem deu os presentes. E daí, errou é caixa, vai ter que tirar uma peça de roupa. Já está de calçola.

- eis que a futura esposa do Bigode revela os seios, diminutos. Como eu disse, ligou no Canal Brasil depois da meia-noite se deu bem.

- corte para uma legítima TABERNA. Alberto e os bróders mamando uns chopes. E a moçada deixando o cara no veneno para "papar" a Márcia.

- olha o ensinamento: "mulher é igual violino, tem que saber tocar".

- próxima cena: o tão esperado casamento. E já na rodonave - um Puma vermelho incrível, com a Márcia trajando uma viseira amarela irada -, o Bigode recebeu de uns dos padrinhos um pacotaço de amendoim. "Amendoim torradinho, combustível para ajudar o foguete a subir". Está chegando a hora.

- o hotel em que os nossos heróis vão curtir a lua de mel se encontra tomado por uma trupe italiana que está filmando no Guarujá. Leitura: pederastia.

- Márcia foi para o banho. E o Bigode está numa ansiedade bombada para inaugurar a estrada. Porém, vacilando. Meteu um roupão branco e curto ridículo.

- IHHHHHHHHHHHHHH... TOMOU UM CORTE NERVOSO. A Márcia disse que ele não deita com ela se não tomar banho. Isso porque ele disse que tinha tomado um banho de corpo e alma antes da cerimônia. Pelo jeito o Alberto vai penar.

- eu bem disse que o roupão ia ter influência.

- foi no banheiro, nem ensaiou um banho "disfa" de pia e voltou cantando de galo. Encontrou a Márcia dormindo igual uma pedra. Partiu para as drogas, para esquecer. Comeu o pacotão de amendoim.

- resultado: pegou uma intoxicação e foi obrigado a tomar uma injeção no popozinho.

- pior: a Márcia ficou na cabreiragem... "você precisa de amendoim?". E ainda pagou uma sapo. Pobre Alberto. Bem que eu deveria imaginar que ele ia suar sangue até chegar às vias de facto.

- rapaziada, o Bigode está na bota mesmo. Quando fez menção de um sarro ser iniciado, a mãe da Márcia ligou e cortou o barato. A ligação caiu, novo sarro na parada. Mãe ligou de novo. Haja coração!

- Bigode sentiu o golpe, mandou a clássica: "Isso nunca me aconteceu antes". E como ele tem só sentado na chapa, ainda ouviu a esposa exclamar para a sogra: "Os problemas técnicos do Alberto voltaram!". Que fase!

- do amendoim para a cana, foi afogar a paumolescência no uísquezinho. E vai tombar o jipe da Márcia. Alberto, vulgo Bigode, encontrou uma italiana no bar.

- e digo-lhes, uma italiana morena bem jeitosa. E se diz "tan sola".

- rolou um malho rápido e foram para a praia. Bigode sacou a peita. Mas a italiana está muito malandra. Sei não.

- a italiana pôs o Bigode para latir antes de permitir que ele a deitasse na cama. Mas eu continuo votando que o Alberto vai decepcionar. O elemento está de cueca rosa.

- não deu outra, não rolou o bate-saco. E ele foi para os braços da amada, Márcia. Será que agora a roseira será balançada? Fica a pergunta.

- sem amendoim, de cueca rosa, sapato e meias levantadas pela canela, Bigode broxa gloriosamente mais uma vez. Pôs a culpa no calor, disse que "é alergia ao casamento". Humm, cheio de nova hora.

- eis que surge a italiana no quarto do casal, logo após uma champã. Deu merda.

- mandou bem a Márcia, insinuou que a italian deve conhecer algum truque de "levitação" que ela não sabe.

- Bigode foi ter com a brodagem. Mas escolheu mal o lugar, um banho turco. Quer diagnosticar a falha. Debate. Tem um tiozinho famoso, mas não lembro o nome. Só sei que de toalha parece aquele produtor do Borat, peludo pra cacete.

- quase uma hora de filme e apenas um seio desnudo. Neste quesito está fraco o "Lua de mel e Amendoim". Mas o contexto compensa.

- diagnóstico do sogro: a lua de mel foi por água abaixo por "falta de gás, o bujão estava vazio". Apavorou o lado do genro.

- a mãe do Bigode ficou de face com a insinuação que o pimpolho não compareceu.

- EIS QUE...

- enquanto a quizumba come solta entre a familiagem, o nosso Bigode, sim, ele mesmo, está no quarto CHARGEANDO a esposa. Com um detalhe: de tampões nos ouvidos para não escutar os apupos da galera. Fez bem.

- SAI QUE É SUA BIGODEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!

- cheio de moral que o bichão reviveu, foi lá, tirou onda na porta com a família e voltou para os lençóis. É agora ou nunca.

- FINALMENTE.

- PORRA, eis tudo. Alberto sacudiu o limoeiro, satisfez a patroa e... FIM DE FILME.

- e já coladinho, pintou na tela: BERENICE. Novo filminho começando. E muito bem. Uma retaguarda bem malhada, frondosa, agressiva, rebolando de biquíni padrão 70, em uma praia do Rio, belíssima trilha, pegada latina. Mas esse eu passo. Embora prometa igualmente. E ainda tem a Vera Gimenez no elenco.

- mas é isso turma, a primeira transmissão rolou aos trancos e barrancos. E é finalizada agora.

- Vamos para as considerações finais. "Lua de mel e Amendoim" foi uma ótima pedida. Mas vai levar nota 7 pois faltou um punch de moças nuas e palavrões. E claro, impossível descrever, AO VIVO, a potência da obra. Mas vale a folia e a experiência. Semana que vem tem mais, creio que com mais infra e novidades.

- Mensagem: curtam o Canal Brasil.

E pós-transmissão, alguns esclarecimentos que nem me liguei na pressa para começar o AO VIVO. O tal "Berenice" que chegou colado é tipo um "Lua de mel e Amendoim 2". E além da Vera Gimenez (a vó do Lucas) surge na tela a Renata Sorrah. E, pasmen, bem bacana, gata. Mas é aquela coisa, impossível dissociá-la da Heleninha "O Gole" Roitman - sem contar que deu uns pegas com o André Gonçalves. E tem o chapa (descubro que o nome dele é Carlos Mossy) que está sempre detonando nos filmes after de midnight do Canal Brasil.

Enfim, mais informações sobre o filmaço desta noite de quinta-feira, acessem o link logo abaixo. E, atenção, semana que vem tem mais. Selecionarei o filme e avisarei com antecedência.

LUA DE MEL E AMENDOIM

Permalink por André Pugliesi em 06.12.07 Email .
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De olhos bem abertos

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Pra ser bem sincero, sempre tive vontade de conferir o que acontece dentro daqueles famosos lugares onde rolam sessões corridas de sexo explícito a partir do meio-dia. Desde o tempo em que meu pai passava de carro do lado de um cine erótico na volta do colégio e eu via pela janela aqueles cartazes marotos. Tudo bem que naquela época um cinema pornô parecia ser tão interessante quanto ter um Playcenter no quintal de casa. Atualmente a minha concepção era totalmente diferente, claro, bem menos ingênua. Mas por mais certeza que nós possamos ter mesmo sem nunca ter ido, de que o que o pessoal apronta no escurinho não seja lá muito edificante, sempre fica aquela pontinha de curiosidade.

E como diz aquele velho chavão, melhor se arrepender de ter feito ao invés de ficar eternamente na dúvida de como poderia ter sido caso fizesse (é por aí). Sendo assim, resolvi ir num cinema pornô. E fui. E agora posso dizer... Não vá.

Por maior que seja a sua curiosidade, por maior que seja seu espírito de aventura, por maior que tenha sido a quantidade ingerida de cachaça e/ou substâncias estupefacientes, em hipótese alguma, jamais entre num cinema pornô, nem que seja pra fugir do satanás. Se por um acaso o destino maldosamente lhe oferecer uma entrada grátis numa sessão erótica como sua última atividade em vida, peça clemência, um picolé de limão, peça pra adiantar a morte mas não aceite que é pegadinha. Sério, não vá. Por favor, não vá. Sério.

Mas vamos voltar no tempo. Começar do começo.Eu necessitava tanto de uma matéria de altíssimo impacto, aquecer o sangue de jornalista do submundo que corre em minhas veias que acabei passando da conta. Baixou em mim o cabôco Zé Malícia e ordenou que eu finalmente matasse a curiosidade sobre o cinema pornô. Meu destino estava traçado, eu deveria escrever uma reportagem a respeito. E como eu definitivamente não sou de contrariar as forças do além, aceitei a empreitada. Mas com uma condição, que me fosse permitido convidar alguém para realizar tarefa de tamanha envergadura. Aliás, o medo era esse mesmo, o tamanho da envergadura que eu podia acabar encontrando nessa reportagem. Dessa forma pedi para que o cabôco Zé Malícia fechasse meu corpo, não sou bobo nem nada, e não é que ele negou? Disse que se fechasse meu corpo limitaria muito o meu campo de percepção do que acontece num cinema erótico. Filha da puta, me tirou pra viado. Mas me fiz de desentendido, afinal, sei que ser entendido nessas coisas não é bom sinal. Mas tudo bem, pelo menos eu não cairia na roubada sozinho.

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Não titubeei em convidar o Abud. Para quem não conhece, Rodrigo Mendes Abud é o presente e o futuro do jornalismo brasileiro. Rapaz de faro aguçado para reportagens polêmicas, certamente seria a companhia perfeita. Liguei na noite anterior para o Rodrigo, disse a ele que se tratava de uma matéria diferente, pra chacoalhar as estruturas da vadiagem, e que eu precisaria dos serviços dele para me acompanhar e bater umas fotos. Quando revelei que iríamos num cinema pornô o mesmo não se fez de rogado aceitando de prima. Amigos de longa data nem precisaria, mas era de bom tom frisar que se tratava de um convite profissional, e não uma cantada.

Nos encontramos às 16hs e seguimos para o Cine São João, centro de Curitiba, perto da Praça Rui Barbosa. Chegando ao local fizemos como manda o figurino. Discrição, movimentos pensados, mapeamento visual do ambiente e checagem das rotas de fuga. Por mais bizarro que possa parecer, era necessário se sentir bem, tranqüilo, à vontade, como se estivéssemos acostumados a sair do serviço e dar um pulo no São João pegar um filmote. Como ensina o Sebastião, numa relax, numa tranqulia, numa boa. Inseridos no contexto do local nos dirigimos ao guichê. E aí se deu a primeira polêmica da tarde. Já que era a primeira vez que eu assistiria um filme pornô com um monte de desconhecidos queria que fosse em alto estilo, classe A, com categoria, pagando meia!! E mesmo com um calhamaço de ingressos meia-entrada a dois palmos dos nossos narizes o bilheteiro bateu o pé afirmando que era preço único. Cinco reais. Protestamos, o cara explicou mal e porcamente qual a origem do bolo de ingressos meia-entrada mas não arredou. Como poderíamos precisar da ajuda dele a qualquer momento optamos pagar o preço estipulado.Passamos a roleta, subimos uma escadaria e avistamos um corredor vazio e extremamente sombrio. Aí amigo, quem tem, tem medo. Entre risadas nervosas e um mix de curiosidade e cagaço seguimos em frente. Não desistiríamos a poucos metros de completar a façanha.

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O Cine São João é grande. Corredores compridos, espaçosos, longe de ser um cinema meia tigela. A alguns metros da entrada da sala de projeção o nervosismo era intenso, mas graças ao bom Pai todas as nossas piores expectativas acerca do local caíram por terra. Tudo que a gente tinha pensado de mal não tinha nada a ver.Era muito pior. Um milhão de vezes mais desgraçado.
Vencida a última escada a realidade era acachapante. Entre bêbados, maloqueiros, travestis e figuras nem um pouco confiáveis, muitos senhores de idade. Antes de entrar é necessário passar por uma espécie de ante-sala, um hall de putaria, onde todos ficam se encarando com olhos de desejo.Entre a recepção e a sala havia uma cortina fina, suja, cheia de marcas de batom que vencida pelo vento nos proporcionava uma visão nem um pouco agradável. Aliás, visão é modo de falar, pois a grande verdade era que não dava pra enxergar porra nenhuma! E se tem um lugar pra enxergar porra é justamente um cinema pornô. Eu e o Abud ficamos pescoceando do lado de fora pra dar uma espiadela na película. Por diversas vezes tentamos vencer os enigmas da escuridão, mas precavidos que somos optamos por segurar a onda e, ao invés de não enxergar porra nenhuma, sentí-la ao sentar ou esbarrar na parede.

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Indignados com a precaríssima iluminação e temendo pelo pior fomos reclamar ao bilheteiro. - Aí bróder, não dá pra enxergar nada lá dentro.- Escuta só, a manha é entrar na sala e deixar a vista acostumar...Em dúvida se aquilo era um conselho ou a senha para o inferno não desistimos do nosso objetivo, conhecer um cinema pornô, e seguimos em frente. De volta ao ambiente de descanso nos deparamos com um véio de vestido colado preto, peruca ruiva descabelada e batom todo borrado. Aquilo feriu nossa moral. Foi um sinal para que freássemos nosso ímpeto de penetrar (enquanto espectador) na sala. Definitivamente o lugar dos amadores era pelos corredores do São João. Embora o clima de putaria fosse total só não imaginávamos que isso pudesse ser levado ao pé da letra. Nos aproximamos de um mocó para que eu ajustasse a máquina fotográfica pra bater sem flash, diminuindo substancialmente a chance de sermos linchados, e nos deparamos com a nádega desnuda de um ser postado de cócoras fazendo, o que calculamos, um trabalho de sopro para outro ser. Pensei em ir ao banheiro ajustar o flash mas fui impedido pela muáfa de mijo e que tais que bombava lá de dentro. Sem condições. Nem pra pentear o cabelo. E mais, muitas filas pra, abre aspas, urinar, fecha aspas.Mais uma vez voltamos para a salinha do pênis flácido.

E como estávamos lá a trabalho, e não a lazer, resolvi utilizar toda a minha perspicácia e faro jornalístico para realizar uma breve consulta de preços. Como eu não sou otário, e levando-se em conta que por pior que seja nos encontrávamos num local de hormônios em ebulição, utilizei todo o meu charme e a velha técnica sensual do chamado com os dois dedinhos para solicitar a presença do que parecia ser uma prostituta. Enquanto isso o Abud tentava distinguir o quê era o quê na telona grande do cinema. Chocado com ar carregado do local, qual não foi a minha surpresa ao bater um papo super agradável, recheado de simpatia e marotice com o que parecia ser uma prostituta. Sem delongas, segue o menu:- Chupeta: cincão (com camisinha).- Programa: deizão.Agradeci a presteza do que parecia ser uma prostituta e deixei o que parecia ser uma prostituta faturar. Agora o melhor, o que parecia ser uma prostituta andava pra lá e pra cá com um rolo de papel higiênico na mão. Gente coisa é outra fina. Aliás, pra fechar, o que parecia ser uma prostituta afirmou que era uma prostituta. Preferi não conferir a documentação pra não me surpreender, melhor sair de lá enojado com o cheiro de rola do que com a lembrança de ter visto uma em carne e pele a poucos centímetros de mim.

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Decididos a não arriscar a pele, ou pior, as pregas, entrando na sala de projeção, eu e Abud resolvemos dar um tempo no lounge pra sair fora. Cinco minutos por ali e nos sentimos como o Luke Skywalker em Guerra nas Estrelas naqueles bares no meio da galáxia com aliens de todos os filos.Muitos velhos, muitos caras de regata e bonezinho, muita malária, alguns sujeitos totalmente insuspeitos e toda sorte de travestis. Mas não pense que travesti lá é tipo Roberta Close, pra você ter uma idéia, no São João a Rogéria ia estar por cima da carne seca. Ou da carne dura, como queiram. O traveco mais jeitoso que passou por nós tinha silicone na cara. Sim, no rosto, boca deformada de silicone de camelô. Corpo idem, podre, caindo os pedaços. O pouco que conseguimos ver do filme de fora da caverna resumiu-se aquele básico de filme pornô. Close máximo de uma penetração. Graças ao bom pai era uma relação heterossexual. Como vimos apenas flashes do filme vou ficar devendo uma avaliação mais caprichada, se o roteiro era bem amarrado, se o filme tinha fotografia densa, diálogos precisos e enxutos etc. Agora, falando sério, ou melhor, falando mais sério pois tudo que eu disse é a pura verdade. É impossível sair de lá sem ficar um pouco deprimido. Eu sei que a vida não é fofinha, e que pra muita gente aquilo significa, vá lá, um pouco de diversão. Mas mesmo assim é terrível. Um submundo com tudo que tem direito.

Andamos por todo o cinema, são duas salas, e dá pra afirmar mesmo sem ter conseguido visualizar direito que o Cine São João é um cinema fantástico. Uma sala de projeção gigante, com o teto altíssimo, a tela fica lá no topo. E outra igualmente grande, parecida com as salas do Estação Plaza só que maior, as poltronas dispostas em degraus, como numa arquibancada de estádio de futebol. Para chegar a essa segunda sala você sobe uma escada que eu e o Abud até brincamos dizendo que nos sentíamos no Maracanã. Um puta de um cinema absolutamente abandonado. Paredes sujas pintadas de preto, várias portas com cadeados gigantes, infestado de mosquitos. As fotos que tiramos, na pressa pra que ninguém visse, saíram tremidas. Mas vendo bem, não são as fotos, mas a realidade é tremida lá dentro. Parece um lugar habitado por fantasmas. Quando fomos lá fazia um lindo dia de sol em Curitiba, e a sensação foi horrível, imagino o que devam ser aqueles corredores desertos do São João num dia de chuva, raios e trovoadas.

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Eu fico pensando se todas aquelas pessoas que encontrei lá tem mulher, filho, esposa, foram casadas, já namoraram, enfim. Você pode estar pensando, poxa, uns vão lá pra masturbar, outros pra serem masturbados, uns vão dar, outros comer e ponto final! Sim, pode até ser, mas é bem mais complicado do que parece. Só indo lá pra saber.Mas não vá.

Ao sairmos da sala eu e o Abud batemos um papo com o bilheteiro. O cara trabalha lá há dez anos, o espaço é alugado e quem banca o cinema é um empresário de São Paulo. Segundo o bilheteiro não dá prejuízo. São poucos funcionários (cinco, entre eles uma senhora de uns 70 anos), a projeção é em vídeo, não gasta luz (também, com aquele breu que é lá dentro) e a manutenção é quase zero. E se até hoje o cinema não virou um bingo ou uma igreja evangélica, como 98% dos cinemas do centro de Curitiba, é porque funciona. Segundo ele também os incidentes são muito poucos. Resumindo, muita gente ainda vai tocar uma no São João.

Permalink por André Pugliesi em 28.09.03 Email .
Categorias: Cinema, Comportamento , 1 comentário

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