Por que o Linux não deslancha

adamas02

por Adamastor da Silva
adamastor@gmail.com

O Linux é bacaninha: não trava, é de graça, tem tudo quanto é tipo de programa e quase não tem vírus. Apesar dessas qualidades maravilhosas, o sistema operacional não deslancha entre o populacho. Qual será o motivo?

Respondo logo de uma vez, pois não sou roteirista de Lost, e não gosto de fazer rodeios e enganar hordas de trouxas, digo, telespectadores. O que estraga no Linux são os seus usuários.

Prezado leitor, eu não sou especialista em computador. Sou um pobre advogado, mas, apesar disso, conheço um pouco de informática e da alma humana.

Todo usuário de Linux é um chato insuportável, daquele que não dá nem pra conversar.

Conto uma estória que ocorreu comigo e que explica melhor essa afirmação.

Certa feita, estava no consultório do meu dentista, aguardando a hora de sangrar. Após ler todas as "Caras" da bancada, puxei papo com outra visita do açougueiro.

O rapaz era system-chief-procedure (ou coisa do tipo) de uma multinacional. Cuidava da segurança, dos servidores e dos usuários. De repente, o cara pergunta qual o meu "ambiente operacional".

Eu uso o Windows XP, respondi. O quê? Você é muito trouxa em usar um sistema instável, cheio de bugs, feito por uma empresa que quer monopolizar o Universo e escravizar crianças hondurenhas em sua fábrica da morte!

Quase apanhei do sujeito. E olha que só falei uma frase, e nem o conhecia. Claro que ele usava o Linux, e fez questão de dizer qual era a sua distribuição, e me fez anotar tudo isso num papel, enquanto ele empunhava com ódio e olhar ameaçador o seu palmtop.

Voltando a nossa coluna: o usuário de Linux não aceita que alguém tenha uma opinião diferente da dele. O computador não é um instrumento, mas um fim em si mesmo, ou seja, quanto mais for burocrático, complicado (e exigir mais e mais comandos), melhor.

Ah, e precisa ser de graça. Por que usuário de Linux não gosta de pagar por software. Aliás, não gosta de pagar por droga nenhuma. Tudo tem de ser Creative Commons, GPL, essas coisas de gente pobre. Prefiro comprar tudo na Casa & Vídeo, pagando 12 vezes sem juros.

E não pense que terá paz se você ceder às ameaças dos linuxistas. A coisa talvez ainda pode ser pior.

Isso porque essa gente não é unida. Cada um professa seu culto à uma igreja, que é a tal da distro (distribuição). Cada empresa lança o seu pacote personalizado com programas de instalação, jogos e configurações. Os linuxistas odeiam distribuições com interfaces gráficas e fáceis de instalar. O ideal é que venha em 180 fitas K-7 de 60 minutos, com manuais em esperanto e linhas de comando em klingon. Aí a coisa fica divertida... para quem não tem mais o que fazer e f..der.

Portanto, leitores, enquanto a comunidade Linux não vacinar e adestrar os seus usuários, a plebe ignara jamais usará o sistema do pinguinzinho castrado.

Permalink por André Pugliesi em 18.04.07 Email .
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Com vocês...

adamas02

Ele é polêmico. Ele é ousado. Ele é polêmico e ousado. Ele é Adamastor da Silva. Carioca, advogado, solteiro, blogueiro, polêmico e ousado. Cronista nas horas vagas, estupenda contratação do Jornalista de Merda que, a partir da próxima terça-feira, surgirá neste espaço destilando toda a sua polêmica e ousadia como colunista de cultura.

Enquanto isso, vocês poderão saber um pouco mais sobre essa referência do mundo blogueiro (acessem Contos do Adamastor), lendo a entrevista abaixo, realizada há algum tempo atrás, não se sabe exatamente quando.

Você é o último escritor, ao mesmo tempo, macho, sensível e modelo?
Não sei. Sou realmente macho, mas não tenho esses lances de sensibilidade, de florzinha, de metáforazinha, de sentar no bidê, de usar duchinha higiênica. Sou da era mezozóica. Quanto a ser modelo, só se for de mau exemplo.

O sucesso no mundo virtual lhe proporcionou assédio feminino? Como você lida com isso?
O assédio sempre rolou, mas eu sempre paguei por isso.

Onde tem mais mulher, digamos, pouco bem apessoada? No mundo blogueiro ou advocatício?
No mundo blogueiro, obviamente. A barangada jurídica, como expôe a sua cara no fórum, sempre dá um trato. As gordas blogueiras, ao contrário, se protegem com nicknames fotos e com sufixo "-inha" (Carlinha, Suzaninha, Manhosinha), e assim, aproveitam o anonimato para deixar os pêlos pubianos crescer impunimente.

Quem te causou mais aborrecimentos? Dênis, o Pimentinha, o saudoso André LRG, o corajoso rapazola Milton Itsthem, os templários ou os usuários da Radeon 9700?
Quem me causa mais problema são aqueles spams de "aumente o seu pênis". Se eu souber quem me dedurou, juro que processo.

Além de cronista você também escreve críticas de cinema. Os textos ousados sobre Matrix e Senhor dos Anéis provocaram muita polêmica. Por que?
Eu escrevo sobre cinema por uma razão: qualquer idiota pode escrever sobre esses assuntos. Os textos sobre Matrix e a trilogia do anel de couro despertaram polêmica porque os fâs desses filmes são xiitas, e como se sabe, xiita não tolera uma piadinha.

É possível escrever sobre Direito sem partir para a sacanagem?
Sim, desde que você use expressões latinas. Alías, elas foram criadas justamente para isso.

É possível morar em Copacabana sem partir para a sacanagem?
Sim, se você morar com seus pais.

É possível namorar pela internet sem partir para a sacanagem?
Não. Há muita putaria na internet e isso desvia a atenção. Falando nisso, alguém aí tem umas fotos novas da Crissy Moran?

É possível falar do Flamengo sem partir para a sacanagem?
Sim, desde que se trate do Zico amarelando na Copa do México.

Qual o melhor pleonasmo de Adamastor da Silva?
Boa pergunta. Que tal "corrupção política"?

O melhor disco?
"Água Benta", Mussum. Tinha um também legal, do Chico Xavier, que eu usava pra assustar minha empregada.

Melhor livro?
Delphi para Leigos. Não entendi porra nenhuma e até hoje não sei programar uma linha dessa merda.

Melhor programa de televisão?
Fala que eu te escuto, ou, conforme a norma culta da língua, "Fale que eu escuto-te". Sempre torço pra ver se o pastor vai beber aquele copo d´água inteiro, mas não rola.

Melhor filme?
Aquele em que o Benji salta pra tomar um tiro no lugar do molequinho filho da mãe. Porra, eu sempre choro.

Seu melhor texto?
Eu ainda estou escrevendo. É a minha autobiografia não-autorizada.

Petição predileta?
Uma petição de exceção de pré-executividade, que é uma parada com nome pomposo e que você pode cobrar caro dos clientes que ficam impressionados com isso.

Comente esta definição sobre a sua pessoa, dada por Narinha (Bulhufas) : autista, esquizofrênico, irônico, cruel, e um pouco meigo.
É verdade. Mas eu também sou gentil e dócil como um pequeno sagui silvestre. Inclusive, com a linguinha tão rápida quanto.

Permalink por André Pugliesi em 13.04.07 Email .
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Bate que eu gamo

mac01

"Tudo em riba? Sóca a porrada!

Com o advento das lutas de vale-tudo o boxe ficou um tanto quanto esvaziado para a minha pessoa. O afastamento de Balboa e Apolo Doutrinador das lonas já havia me desmotivado consideravelmente, o tempo passou e a falta de desorganização ficou total. Convenhamos, a
graça de ver duas pessoas se enxugarem na bordoada atingiu níveis nunca dantes imaginados com a aparição dos embates em que tudo - quase tudo, vá lá - é permitido.

Popularizado, todo esse novo conceito transformou a milenar arte do pugilato numa prática quase infantil para os entusiastas da porrada moderna. Ninguém em sã inconsciência trocaria voadoras, joelhadas e cascatas de sangue por socos com luvas gigantescas intercalados pelo nefasto clinch. Em suma, o boxe passou a rivalizar em emoção com aquelas lutas com cotonetes gigantes em cima de uma trave.

Pensava assim até o dia em que me dirigi às dependências do número 629, da Rua 13 de Maio no centro de Curitiba, capital do Paraná. Responde por este endereço o teatro Lala Schneider, e é claro que eu não estava lá para assistir uma peça. Eram jogados cinco de abril de 2005 e lá eu iria para engrossar a audiência de uma luta de boxe e aprumar minha opinião a cerca desse esporte que tem gente que diz que não é esporte. Desta feita, Rodrigo Abud não me acompanhava, visto que se encontrava em lugar incerto e não sabido. Ao meu lado, Eduardo Santana, bróder e jornalista, e Hugo Pontoni, também jornalista e responsável pelos shots à meia luz que ilustrarão essa reportagem.

Na entrada, mandamos aquele carteiraço amigo para não pagar nada, afinal, apoiamos a causa do esporte amador. Isso descontando a visão privilegiada que teríamos mesmo tendo chegado muito depois de todas as pessoas que pagaram ingresso e disputaram uma cadeira bem posicionada.

Vem cá. Eu nunca tinha ido ao Lala e fiquei muito bem impressionado com suas instalações. Um teatro pequeno e aconchegante, em ótimas condições para abrigar um incêndio. E se encontrava tomado por uma platéia ávida por boas combinações de socos. Senhores e senhoras de idade, moços e moças, despombalizados em geral. Nós chegamos no desenrolar de uma luta amadora, prevista na programação, aprumamos os nossos por ali e passamos a degustar o combate. E foi preciso apenas uma muca certeira para todo um conceito cair por terra. Que bífa!

mac02

Uuuuuuuuuuuuuuuhhhhhhhh

Impressionado pela pujança do golpe, o óbvio ululante se adonou das minhas portas da percepção. Reitero: a turma xóxa a porrada sem lei. Assistindo pela televisão não se tem a real dimensão da potência das lapadas. Ao vivo são outros quinhentos. No caso das lutas amadoras, os participantes utilizam aquele simpático capacete protetor, o que eu acredito não deva fazer muita diferença na absorção dos tiros, influindo apenas se grau 10 ou 9 de enxaqueca nas duas semanas posteriores a luta.

De bem com a verdade do boxe, aos poucos fui me dando conta dos detalhes do espetáculo. Nada como uma parada roots. É claro que todos gostariam de dar um tapa na cabeleira do Don King em algum cassino de Las Vegas, especialmente aqueles que empregam um tutu na jogada. Mas o glamour da alta roda do boxe mundial certamente não tem o charme dos combates no underground. A começar pelo gongo manual, que recebe tratamento de diva nas mãos do responsável pelo tilintar obrigatório do esporte. Podes crer, amizade.

O combate amador preliminar se desenvolveu sem que houvesse um vencedor por nocaute, o que acirrou os ânimos dos presentes para as próximas lutas. Geral queria ver alguém beijando a lona haja o que hajesse. Nós também, claro. E essa expectativa tinha tudo para ser saciada nos próximos minutos, com a disputa principal da noite. E nada melhor para anuncia-lo que a música tema de Rocky, que invadiu o recinto bombada nos alto-falantes do teatro.

A hora e a vez do olho de tigre

mac05

Velho Maca sacando o hermano

De um lado, Macáris do Livramento, 44 anos, o vovô do boxe para os íntimos, 107 lutas, 104 vitórias e minguadas três derrotas. Seu oponente, o argentino Hiládio Gomes, 39 anos, o desafiante, dono de um cartel com 69 lutas, 51 vitórias e 18 derrotas.

Seria o embate da experiência e técnica de Macáris contra a malícia portenha de Hiládio. E bastaram algumas sapateadas sobre a lona para ficar bem claro que o argentino seria um adversário deveras manhento. Mas ao que tudo indicava o velho Maca não cederia à catimba do adversário. Soa o gongo.

Ainda na fase de estudos iniciais, percebeu-se que o gato Macáris caçaria o rato Hiládio, sem qualquer conotação homossexual ou preconceituosa. Mas apesar de postar-se na retranca - utilizando da arte do tango para compor sua ronda pelo tablado - Hiládio merecia todo o respeito de Macáris, que evitava lançar-se ao ataque esbaforidamente como bem faria Clubber Lang. Soltava alguns jabs, cruzados, apenas cozinhandinho. Aos poucos, os golpes do dono da casa iam encaixando, e a cada boa seqüência a torcida urrava em êxtase com a iminência de nuestro hermano deitar o cabelo. Literalmente, no caso.

Mas claro, se havia um Balboa canarinho de um lado, por que não poderia haver uma versão argentina do outro? Pois era o que a torcida incrédula constatava. Hiládio Gomes adotara a velha e manjada tática do Garanhão Italiano, agredindo sem parar a mão de Macáris com sua face. E quando a cidadela de Hiládio parecia vencida e o mesmo prestes a desabar, eis que ele permanecia ereto, sufocando o grito preso na garganta da rapaziada.

Até que no quinto round o caldo engrossou para a representação argentina. Macáris apresentou todo o seu repertório de golpes pilando Hiládio Gomes. A torcida ficou de pé e aplaudiu o quase linchamento que, não se sabe como, não configurou em nocaute. Sexto round e nada, lá estava Hiládio, faceiro, maroto, esquivando pendularmente das direitas e esquerdas possantes que furavam o sinal em sua direção. Eis que no sétimo round o Lala Schneider recebeu o que queria: tá lá um corpo estendido no chão! O de Hiládio, no caso.

mac09

Hiládio deita os mullets na lona

O juiz abriu a contagem e ultrapassados os dez segundos regulamentares decretou Macáris vencedor da luta por nocaute. Com todos saciados, o dono da festa puxou o microfone pra dar aquela maguilada tradicional.

Agradeceu o apoio inestimável dos patrocinadores e anunciou a próxima disputa da noite. Subiriam ao ringue Rosilete Santos - esposa de Macáris - e a argentina Anália Martinez.

E, como diria aquele, nocautear sempre é bom, agora, nocautear argentino é muito melhor.

Sai que é tua, Adrian!

Que estréia, hein amigo? Se não bastasse a brincadeira menino contra menino, teríamos agora uma menina contra menina. Haja coração! E em se tratando de um combate feminino não se poderia esperar outra coisa que não a macharada em polvorosa. Os apupos vindos da platéia refletiam em nervosismo no semblante de ambas as lutadoras. Enquanto Rosilete parecia sentir a responsabilidade de representar a torcida, Anália demonstrava estar um pouco assustada com a situação. Mas sabe como é, foi só a luta começar pra jiripóca piar e as damas partirem para as vias de facto.

mac15

Impossível puxar o cabelo

Rosilete, no embalo da massa, partiu para cima de Anália, que tentava a sorte em raros contra-golpes. A pequenina desafiante suportava bem os ataques da brasileira e os rounds foram passando sem que fosse possível prever um desfecho. Foi quando a voz da família brasileira entrou em ação e selou o destino da até então muralha inexpugnável Anália Martinez: a chón! Postado no córner - em dupla função, atuando como esposo e técnico - Macáris ordenou:

- Você vai ou não vai encher ela de porrada, Rosilete?

mac16

Pedido de marido é uma ordem

A platéia urrou com a frase, mas foi um gaiato qualquer que deu o impulso fundamental para o encerramento da luta, e fez o teatro explodir de vez ao complementar sabiamente:

- Rosilete, OUVE TEU MARIDO!

Ungida pela palavra amiga vinda das arquibancadas, Rosilete ajustou o
olho de tigre e pregou a mão em Anália que envergou, fez que foi, não foi, e acabou fondo parar na lona.

O amor vencia mais uma.

Permalink por André Pugliesi em 09.04.07 Email .
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Se liga na missão

Aprumado o layout novo, publicada e divulgada a primeira matériazinha, creio ser chegada a hora de, numas de Galvão Bueno, mandar...

"Bem, amigos do Jornalista de Merda! Falamos agora em definitivo do Interney Blogs".

Para quem não manja muito do passado do blog, farei aqui um pequeno histórico. Tudo começou em 2003, fruto de uma pira minha em fazer uma reportagem estilo "fui, vi e me fudi". Formado em Jornalismo um ano antes, "disponível no mercado", o jeito foi ir na manha mesmo, por conta, e fazer logo o que sempre gostei: contar uma historinha.

Para tanto, convoquei meu chapa Rodrigo Abud, o cara mais certo das horas incertas, e partimos para o Cine São João, falecida sala no centro de Curitiba que, em seus últimos suspiros, abrigou as famosas sessões corridas de filmes eróticos a partir do meio-dia. E assim, muy toscamente, cometemos a barbaridade intitulada "De olhos bem abertos".

E aí foi embora, desceu na banguela. Aprontamos mais algumas na fase blogger e, por motivos que não lembro mais, o JdeM começou a fingir de morto.

Foi quando entrou em cena outro bróder, registrado Jones Rossi. Bem à vontade com a camisa oito no costado, fez uso da canhotinha calibrada e deixou eu e Abud na cara do gol para retornar com as atividades.

Convocados então pelo chefe Pablo Miyazawa reaparecemos no coletivo de blogs Gardenal. Lá vivemos o "auge" (considerando que tivemos um), a chapa esquentou e foi excelente enquanto durou. Porém, chegou ao fim em virtude de uma lamentável pane técnica no site.

Aí ficamos largados, fingindo de morto novamente durante dois anos. Até que numa trama do conterrâneo Ricardo Sabbag com um dos Alexandre Inagaki (são vários) o JdeM reencarnou firme e forte, contando ainda com o precioso empurrão do Benett, na caricatura lá no topo, e do Edney e da Rafa (minha namorada) no ajuste do layout.

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Então segura que 2007 vai ser o ano em que eu e Abud vamos partir pro díbre, sem nenhuma preocupação com a defesa, como já indicamos nos primeiros minutos, com o relato do Pinho (que você lê logo abaixo).

Mais novidades virão, a começar pela segunda empreitada: reportagem sobre um desfile Hare Krishna no centro de Curitiba. Posso adiantar que foi fera, especialmente por conta da insólita participação do apelidado Schumi, que chamou a responsa de mestre de bateria do evento, desafiando a paciência dos simpáticos seguidores da tradição monoteísta.

schumi

À esquerda, Schumi e seu instrumento, uma tampa de bueiro tocada com um molho de chaves

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Para finalizar o informe, atendendo às mais de 100 cartas que nos foram endereçadas, adotaremos a partir de agora a salutar prática do comentário dos comentários. Serão respondidas todas as dúvidas, divagações, entre outras manifestações - menos xingamentos sem carinho.

Permalink por André Pugliesi em 03.04.07 Email .
Categorias: Blogosfera , 13 comentários

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