Bicho solto na areia

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"Abud, será que é preciso passar protetor na genitália?", pergunto, faceiro por tão curiosa ignorância e, ao mesmo tempo, temeroso com as possíveis conseqüências nefastas do que estava por vir. Afinal, cruzada a porta do vestiário - reparem, unissex - o sol comandava, reinando absoluto num céu azul alucinante.

Era sabadão, quase dez horas da manhã, e nossa brodagem em nome do jornalismo geraldino era retomada na Praia do Pinho, Santa Catarina, principal ponto naturista do nosso Brasilsão de Deus.

Pouco mais de 200 quilômetros em marcha ré, eu taxiava em frente à residência de Abud, em Curitiba, capital do Paraná, no início da manhã, saudado com o cantar dos pássaros, numa preguiça desgraçada. Quase nada perto da convicção de que a aventura pelado, com nada que se tem direito, seria muito boa.

Destino: nu

Cumprimos o pequeno trecho Curitiba-Camboriú na ponta dos dedos, embalados pelo mítico rock, este ritmo insinuante que faz a cabeça dos jovens. Se não fosse por uma disputa bem pegada com um tiozão e sua senhora, a bordo de um Fiat Hundred Forty Seven creme, poderíamos afirmar que a nova matéria se anunciava numa tranqüilidade incomum.

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Veloz e furioso

Pois foi só embicarmos na única entrada para o recanto naturista, estacionarmos na cancela - o parque peladeiro é dividido do “mundo normal” - para, enfim, sentir a adrenalina consumir as veias. Neste caso, reação um tanto previsível, considerando que em questão de minutos nos veríamos na responsa de chamar no Adão. Assim... tal e qual amarrar o tênis.

Sem demora, passamos as caras com a segurança que nos permitiu o acesso, facilitado pelo esquema armado na véspera. Faltava então, como obstáculo derradeiro, bater um papo com nosso contato na área: Alessandra, gerente da Pousada & Camping Praia do Pinho, estabelecimento que junto com um restaurante, reina absoluto na área.

Antes de última cancela já avistávamos, bem ao longe, corpos despidos flanando na areia. Contudo, nada comparável à cena que viria. Foi eu frear a rodonave, eis que surge de trás do muro, vindo em nossa direção, um 100% desinibido rapaz com seu pênis a pendular. Olhar absolutamente destreinado foi impossível não notar e, claro, se incomodar. Acabamos por cair numa risada extremamente nervosa, o estopim para uma possível queimada de filme que, certamente, despertaria desconfiança.

Sabendo disso, derrotamos rapidamente o choque, controlamos os impulsos e fomos digladiar com Alessandra. Prontamente, sacamos de nossas credenciais e intenções. "Olá, tudo bem? Eu sou o André, ele é o Rodrigo, somos jornalistas, essas são nossas carteiras. Sabe como é, deve pintar todo tipo de aventureiro por aqui. Viemos fazer a matéria que eu te falei ontem, lembra?", eu disse.

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Vista área do Pinho

Sem dar muita importância, e com um ar meio cabreiro, a jovem loura seguiu o combinado e convocou Valdir Nei de Melo, 49 anos, principal autoridade do local na posição de presidente da organização não-governamental Naturistas da Praia do Pinho (ONPP). Seria ele o responsável por nos acompanhar e mastigar as informações e regras da praia.

Com o mesmíssimo figurino que ostentava há cerca de cinco meses, ele nos recebeu. Corpo rotundo de tiozão, sacão balangando bonito e na pele castigada do sol a confirmação de que ali estava, sem dúvida, o general da quebrada. Tomado o primeiro jab no round anterior, assimilamos o golpe numa boa: sem crise nenhuma conversar com um total desconhecido despido e, conseqüentemente, de arma apontada (não engatilhada) para nós.

"E aí, Valdir? Seguinte, estamos fazendo uma reportagem sobre naturismo. Gostaríamos que você apresentasse o local, como funciona etc, certo?", iniciei. No que ele respondeu. "Sem problemas. Mas tem um detalhe, nesta faixa de areia em frente à pousada a nudez tem que ser total".

Vestidos com os óculos de sol

O aviso do presidente de que a partir de então teríamos que chamar no Adão era tudo o que nós queríamos ouvir. Viajamos para isso. Mas quando a bola está na marca da cal, com o Maraca lotado, jogados 47 do segundo tempo, é impossível não rolar uma aflição. Sem contar que, em nome da promoção, do registro jornalístico, facilmente conseguiríamos uma permissão para circular com o material ensacolado.

Com o intuito de amadurecermos a idéia antes de manobra tão ousada, pedimos um break ao nosso guia e, enquanto ele retornava para a areia, fomos tomar a decisão. No entanto, nem foi preciso o parlamento, pois, com grande sensatez, Abud mandou. "Foda-se, vamos nessa".

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Chamando no Adão pra posteridade

Foi nesse momento que nos deparamos com a primeira grande diferença do mundo naturista para o universo degradado, hostil, capitalista falido das aparências. Ao contrário do que geralmente acontece quando se vai desprevenido ao mar, não foi preciso descolar um mocózinho ou organizar a tradicional paredinha de toalha para trocar o modo underwear pelo bermuda (sunga não) ou biquíni. Dessa forma, fomos ao vestiário (unissex, faz total sentido), tiramos os tênis, meias, camiseta, bermuda, é um, dois, três e... pronto, óculos de sol e nada mais!

A sensação de ficar peladão em público é sinistra - vestiário é fichinha. Simplesmente, ali está você, com o aparelho genital na vitrine, e um monte de gente que sequer trocou um rápido cumprimento com a sua pessoa na escadaria do prédio, tomou um Minuano gelado na mercearia ou, sei lá, sentou ao lado no colégio - não que essas situações prosaicas sejam o suficiente para tirar a roupa na frente de alguém. No início, e em algumas bad trips no decorrer do período, é algo que parece ser a realização daqueles pesadelos em que se está nu, sem ter como se defender, no churrasco de quinze anos de formatura do primeiro grau. Contudo, voltemos aos fatos.

Era chegado o momento de Pugliesi e Abud invadirem o terreno da praia do Pinho. E, para tanto, íamos nos deparar com a segunda grande diferença do mundo naturalista. Como está na abertura desta reportagem, assim que ficamos só na carcaça, e diante dos potentes raios solares, inquiri: "Abud, será que é preciso passar protetor na genitália?". Que é necessário besuntar rosto, costas, dorso, braços e pernas todo mundo sabe. Mas alguém já ouvir falar por aí que é importante cobrir a aparelhagem se for mostrá-la ao sol?

Creio ser meio óbvio que sim. Porém, pelas barbas do profeta, não está escrito em lugar algum! Olhei no verso da embalagem e não tinha nada do tipo: "ao praticar nudismo, homens lambrecar o pênis, mulheres a vagina". Sendo assim, após a pintura básica, aplicamos uma demão ligeira nas nádegas e somente um tapa no guri. Vai que cai, melhor não mexer com o desconhecido. E assim, servidos ao óleo branco e portando apenas as lunas (exceto pelas chaves do carro, carregada na mão), fomos à procura de Valdir em seu habitat, literalmente, natural.

Formando o bonde nudista

Embicamos no corredor para a areia como se estivéssemos prestes a pisar o gramado do Estádio Azteca na final da Copa de 70 - pressão frenética com a iminência de trocar uns passes com o Crioulo. No entanto, bafejados pela sorte, avistamos a barraquinha de Valdir logo em frente, e lá nos abrigamos para um conveniente tempo de aclimatação. Eles que aguardem – ou imaginavam que ia ser fácil nos tirar pra baitola? (o que fazem dois marmanjos passeando desnudos numa área para casais?).

"Vou explicar pra vocês basicamente como é a divisão. Primeiro, lá no começo, do lado esquerdo (olhando para o mar) é livre, pode ficar ou não pelado. Pra cá das pedras é a zona de adaptação. E, da marca até o final, do lado direito, são permitidos apenas casais. E totalmente nus", mapeou Valdir, destacando que, em se tratando de um espaço público, as pessoas podem entrar e sair a hora e como quiserem. Entretanto, são aconselhados a colaborar, chamando no Adão e Eva ou, para manter a paz, ralar o peito. "Dificilmente alguém não compreende", completou.

Comum mesmo é a pilantragem querendo aproveitar a liberdade das vestes para se entregar aos prazeres do vuco-vuco. E neste caso, Valdir cresce pra cima de si mesmo numas de meganha e interpela quem estiver faltando com a ética. "Primeiro eu chamo a atenção, como no caso de uma ereção. Depois tenho que pedir para se retirar". Na manha, sempre, até porque, ali o desguarnecimento é geral.

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Não tem mistério

Ciente das regras básicas, formamos o bonde para dar uma geral nas areias do Pinho. E assim nós fomos, com Valdir elogiando a beleza natural do local, destrinchando um pouco mais do manual de conduta, salientando as ações da ong, enquanto eu e Abud só naquele maroto "nossa, que legal, é mesmo", ao passo que, em nossa mente, ressoava o grito "porra, tô nude!".

Mas sabe como é, malandro. Baita brisa refrescante nas partes, o sol como testemunha, o mar azul e convidativo... com o tempo você relaxa total. Até porque, todos compartilham da mesma condição, e esse é o segredo para ficar numa boa. Além do mais, ninguém fica mirando as partes pudendas alheias – não na hard face, pelo menos.

Foi quando estávamos bem sossegados, caminhando e molhandinho o pé na água, ansiosos pelo mergulho, que Valdir nos impôs uma tarefa insana: atravessar, pelas pedras, até o outro lado do recanto naturista, onde se pode tirar ou não a roupa. É sabido que transitar pelas rochas não é simples, tem o tão temido limo, os saltos, entre outros obstáculos perigosos. Agora, que tal fazer isso sem qualquer proteção?

A poucos metros da escalada, com Valdir à frente, já começou a briga por posição entre eu e o Abud. A colocação mais perigosa já estava assumida, a de maquinista, restava agora a briga para não ser o vagão do meio. E daí ficou tipo em largada de Fórmula 1, com os carros zanzando de um lado para o outro. Seria até antiético eu revelar quem ficou na intermediária, mesmo porque durante a longa jornada rolou uma alternância, sempre com o espaço mínimo rigidamente respeitado.

Concluído o desafio, deixo a dica para os rapazes quanto ao melhor procedimento para o salto nas pedras: se for dar um vôo extenso, da última rocha para a areia, por exemplo, antes colha a bolsa escrotal com as duas mãos, como se estivesse na barreira no jogo de futebol, e aí sim se jogue. Point totalmente escaneado, e verificado que do lado de lá só havia homens e um clima de flerte gay violento, poderíamos enfim salgar o couro.

Prazer vs. Observação

A prática da natação estilo como veio ao mundo é certamente o que há de melhor. As únicas contra-indicações são o surfe de peito (o popular jaca) no raso e a constante aparição dos "peixes-moicano", quando o pessoal ergue muito a nádega para furar a onda. Fora isso, é um espetáculo ficar lá, por horas, flutuando, literalmente livre, leve e solto.

Mas o prazer teria que ficar de lado em nome da apuração. Voltamos para a areia a fim de catalogar os tipos e, assim, concluir os trabalhos. "A maioria dos freqüentadores se encontra na faixa dos 35 aos 45 anos, são casais com a família, e vindos de Santa Catarina, principalmente, São Paulo e Paraná. Mas temos muitos jovens também", nos disse depois Anílton Bitencourt, um dos proprietários e administrador da Pousada & Camping Praia do Pinho (que compreende ainda um quiosque e o estacionamento).

Apesar do pouco comparecimento do público – nossa empreitada foi realizada uma semana após o carnaval, feriado que é o top de visitação na temporada – notamos exatamente isso, filmando o movimento confortavelmente sentados em uma toalha para evitar os siris. E aí completamos o álbum de figurinhas: tinha pomba cabeluda, careca, linguiça toscana, salsichão, pepino, peito grande, pequeno, farsante, tudo bem sortido para o gosto geral.

Todos convivendo pacíficamente. Não por acaso. "Para praticar o nudismo, a pessoa tem que ter cabeça aberta, bem resolvida, o que é mais comum nessa idade", apontou com precisão, novamente, Anílton, largamente experiente apesar dos 25 anos.

A propósito, o encontro com o grande empreendedor do nudismo foi bem engraçado. Fomos informados que ele estava no quiosque, sendo assim, eu e Abud nos dirigimos até lá. No caminho, dois homens vinham no sentido oposto: um cinquentão, pança notável, cabelos e barba compridos, aquele naipe hippie clássico; enquanto, quase ao lado, um gurizote com pinta de surfista e calçado em bermudas, chinelos e camiseta. Logicamente, fomos seco no tiozão, pensando ser Anílton. Ledo engano. O simpático manda-chuva não é adepto do pintofree, segundo ele, para manter um distanciamento profissional.

A fome já castigava, então fomos almoçar. E no restaurante fora da pousada (que possui um amplo refeitório) bate aquela bad trip do pesadelo. Pois lá, fora da faixa da areia, é cada um por si, e muita gente não fica pelada. Alguns vestidos normalmente, outros de toalhinha, e poucos em pêlo. O que acarreta cenas engraçadas. Como da família almoçando muy respeitosamente, sentada na mesa, ao passo que volta e meia um pênis margeia perigosamente o prato. Coisas da vida naturista.

Feita a digestão, partimos de peito aberto para mais uma longa salgada no esqueleto, para a refrescar final. O sol já sumindo, ventinho gelando, resolvemos que era tempo de cobrir o corpo e pegar a estrada. Quase dois anos passados da última reportagem, a nova fase estava definitivamente inaugurada. A lamentar, apenas o fato de não ter rolado o incrível vôlei de praia pelado. Quem sabe numa próxima oportunidade...

Mais, muito mais informações, acesse:

Praia do Pinho

Naturismo

Permalink por André Pugliesi em 27.03.07 Email .
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É muita treta

Bom, eu disse que segunda-feira o post novo estava no ar, mas não revelei qual segunda. Mas agora taí... na próxima, dia 26 de março.

Afinal, tem que caprichar. Sendo assim, apareçam na área para conferir a aventura na praia do Pinho, principal centro naturista do nosso Brasil varonil.

Permalink por André Pugliesi em 22.03.07 Email .
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O último reduto da maromba

Segunda-feira, enfim, novidades na área (sempre foi sério, mas agora é mais sério ainda). Enquanto isso, mais matériazinha bacana da "firma". Lá dos idos de março de 2006, sobre a academia "roots" de halterofilismo (não é "musculação") do gente fínissima Jorge Zahdi. Segue o relato, originalmente publicado na Gazeta do Povo no dia 19 de março.

“Aqui o cara vem para ficar forte”. Esse é o lema de Jorge Zahdi, 64 anos, proprietário de uma academia de musculação que parou no tempo. Localizada no porão de sua casa, na Rua Saldanha Marinho – sob o nome de “Condicionamento Físico Jorge Zahdi” (assim, em português, nada de sport, company, corpus, body, studio, training, physical, fitness, como é comum hoje em dia) – é o último bastião da maromba de raiz em Curitiba, sobrevivendo (muito) forte e rija em meio à invasão dos templos da malhação de alta tecnologia.

Os 19 anos de atividade completados neste mês – pouco se comparados aos 50 de exercícios ininterruptos do ex-Mister Curitiba e Paraná, iniciados por conta de uma atrofia no braço depois de um acidente – não revelam a idade real do empreendimento de Zahdi, instrutor de halterofilismo (e não personal trainer, como ele gosta de frisar) há quase quatro décadas.

Para entender do que se trata, é preciso visitar a pequena masmorra do suor, e sacar os aparelhos de ginástica da “idade do ferro”, principais responsáveis pela identidade amarelada da academia. Idade do ferro velho, no caso. Peças abandonadas, colhidas por Zahdi, talhadas e torneadas por especialistas na medida para ficar sarado, isso lá no comecinho dos anos 80. “Sou fã desses aparelhos medievais”, diz o “ferreiro”, bem-humorado.

E, mesmo com quase 30 anos de utilização, graças ao carinho e dedicação do dono, todos estão em condições perfeitas. Quem quiser fugir do agito das academias da moda e juntar-se ao legítimo underground do esporte para aumentar o “múque”, não terá com o que se preocupar. “Tem coisas moderníssimas por aí. Mas eu, pelo espaço que disponho, além do gosto pessoal, prefiro esse tipo de equipamento”.

Os gastos com a manutenção são mínimos. “É basicamente água (são dois chuveiros e um banheiro no minivestiário) luz e impostos”, revela Zahdi. Os atuais 30 alunos (nenhuma mulher), que pagam a mensalidade de R$ 65, garantem sem problemas a permanência no ramo do representante dos velhos tempos.

Puxar ferro de verdade, segundo Zahdi, apresenta rigorosamente o mesmo resultado da prática em aparelhos mais novos. “É apenas uma questão de opção. A única diferença é que o trabalho em barras desmembradas é menos suave”. Especialmente para as mãos, pois são protegidas somente por fita isolante (para não enferrujar com o suor), ao contrário do que acontece nas máquinas modernas, revestidas por uma grossa borracha.

De “última geração”, apenas uma bicicleta e uma esteira, além de quatro aparelhos comprados em loja, em 85. A trilha sonora fica por conta de um rádio simples, e varia de acordo com a preferência dos freqüentadores. Entretanto, geralmente está sintonizado na Ouro Verde FM, bem longe dos ritmos frenéticos dos espaços convencionais. “Não gosto de barulho, sou amigo do silêncio”, comenta Zahdi, que aprecia música clássica para treinar.

Nas paredes, além dos tradicionais espelhos, estão os atores Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenneger – em cartazes doados por um amigo dono de locadora – dois brutamontes míticos, um incentivo para a moçada não perder a pegada nos cansativos movimentos de repetição. A propósito, o atual governador da Califórnia foi Mister Olimpia, prêmio máximo para os fisiculturistas.

Porém o ídolo de Zahdi foi outro. O também ator e ex-fisiculturista Steve Reeves, Mister Universo em 1950, falecido em 2000, o primeiro parrudão a trocar os halteres pela telona. “Não gosto muito dos filmes de violência. Apesar disso, é uma satisfação ver homens que souberam usar a condição física para vencer na vida”, pondera.

Em plena forma aos 64 anos, e tocando com alegria o próprio negócio, Zahdi permite se escalar no time dos fortões de sucesso. “Graças a Deus tive sucesso no que eu gosto, reuni muitos amigos e consegui viver com o meu trabalho”.

Para Zahdi, o importante é ser inteligente

Combustível de muitos viciados em ginástica, o narcisismo é condenado pelo dono do Condicionamento Físico Jorge Zahdi. Para ele, conteúdo é fundamental. “O importante é ser inteligente”, disse. Porém, uma freqüentadora esporádica de sua academia, revelou uma porção da personalidade do professor que ele preferiu esconder.

“Ele é muito vaidoso”, contou Maria Lúcia Chueire Zahdi, esposa do instrutor, que prefere utilizar a esteira própria dentro de casa, no andar de cima. Aliás, o cuidado com o corpo de Zahdi foi responsável por despertar o interesse da assistente social de 43 anos. “Eu tinha pouco mais de 20 quando o conheci, e foi impactante”, declarou, sobre o físico avantajado do futuro marido.

Naturalmente, ele está sempre cobrando Maria Lúcia para que não descuide da forma. “Ele faz isso porque sabe da importância de cuidar da saúde”. Cuidados que também partem dela, responsável por preparar a alimentação balanceada do marido.

“Seu Jorge, quero ficar fortão. Como é que faz?”

Nos encontros com Zahdi para esta reportagem, aproveitei também para deixar um pouco a história de lado e partir para a teoria, já que a prática eu preferi ficar devendo, desconfiado do meu “múque” pouco treinado. “Então, Seu Jorge, quero ficar fortão. Como é que faz?”, mandei, cheio de deslumbramento com os Rambos e Rockys na parede.

O professor não se intimidou e passou as primeiras etapas da minha incursão no mundo da maromba de raiz. “Bom, teremos de fazer uma avaliação física, uma ficha biométrica e preciso saber quais são seus objetivos”, disse Zahdi. E emendou, do alto da sua experiência, revelando o segredo para ganhar corpo de Hulk. “Não pode ter pressa. É preciso ser persistente, dedicado”, ensinou.

Desanimei, mas mantive a posição de candidato a aluno. “Quanto tempo exatamente?”, questionei. Zahdi respondeu, citando uma recomendação curiosa que alguns clientes costumam fazer. “Não dá para saber com exatidão. Tem gente que vem fazer ginástica e pede o cuidado para que eu não deixe que ele fique muito forte, pois não pretende ser nenhum Mister Universo”, contou. complementando, ironicamente. “Eu falo para ficar despreocupado, pois é um pouco difícil isso acontecer de um dia pro outro”.

Sendo assim, joguei a bomba na mesa. Força de expressão, claro. “E os anabolizantes?”, disse, querendo deixar o professor em má situação ao invocar a praga que habita as academias. “Infelizmente, é muito comum em nosso meio, eu mesmo já vi. Quem lançar mão disso será cobrado com juros e correção monetária. Fatalmente terá problemas de saúde”, rebateu com categoria.

Diante de tanta dificuldade, para as pessoas normais. E diante de quase intransponível dificuldade, para os preguiçosos da musculação, como eu, perdi o encanto pela vida de ferreiro. Mas deixei no ar a idéia de usufruir da simpática masmorra de Zahdi. “Se um dia eu resolver treinar, virei aqui”.

Permalink por André Pugliesi em 09.03.07 Email .
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Uma legião de Rockys Balboa

Enquanto as novidades não pintam na área, matériazinha bacana da "firma". Com o lançamento do novo filme do Rocky, a turma que gosta de trocar uns sopapos (amadora e profissionalmente) entrou em polvorosa. Segue o relato, originalmente publicado na Gazeta do Povo no dia 18 de fevereiro.

Três são as características que todo boxeador gostaria de ter: o estilo de Muhammad Ali, a fúria cega de Mike Tyson e, talvez a mais desejada de todas, o olho de tigre de Rocky Balboa (a oratória de Maguila vem em seguida). Personagem vivido no cinema por Silvester Stallone – que voltou à telona no início do mês com o sexto filme da série, em cartaz no Brasil inteiro – o Garanhão Italiano é unanimidade no mundo do boxe.

Seus feitos monumentais nos ringues, os ensinamentos “de vovô”, a dedicação e, claro, as pataquadas, superaram há muito tempo o mundo da ficção – o primeiro filme, ganhador do Oscar é de 1976, e a franquia teve seu auge de popularidade nos anos 80 – e tornaram-se referências reais no esporte. A ponto de igualar Balboa aos verdadeiros mitos do pugilismo.

Prova disso é a comoção causada pelo retorno do personagem após 17 anos de luvas penduradas. Foi difícil achar um pugilista – amador ou profissional – que não tivesse assistido ao filme para acompanhar a reportagem. ao cinema. Quem não tinha visto, já havia degustado o desfecho da série antes mesmo da estréia, pela internet, ou através de um DVD “piratão”.

“Sou fanático pelo Rocky”, revela Rodrigo “Pardal” de Sousa, 24 anos, há dois trocando socos. Prestes a estrear na categoria amador, o meio-pesado (até 81kg) vê no ídolo a síntese do que um atleta de pugilismo precisa ser: humilde, dedicado e, principalmente, “comer superação” no café da manhã, no almoço e no jantar.

“No Brasil é complicado viver do boxe, não temos absolutamente nenhum apoio”, conta o curitibano, que sobrevive com o dinheiro contado que recebe lecionando a “nobre arte”. Mas como bem diria o mestre Balboa, “lutadores lutam”, e é isso que Pardal quer para tocar a vida.

Com histórias diferentes, mas admiração idêntica pelo pupilo do treinador Mickey, o ex-boxeador Macaris do Livramento, e o profissional Adonisio Negreti – que em março sobe no ringue pelo título do Paranaense categoria leve (até 73 kg) contra o campeão Renato Morais – acompanharam a Gazeta do Povo ao lado de Pardal para analisar a nova obra de Stallone.

“Os treinamentos que o Rocky faz sempre motivaram muito o pessoal. Creio que mais até do que as lutas, que não são muito fiéis ao que acontece”, comenta Macaris, do alto da experiência de maior lutador de todos os tempos do Paraná e dono de academia.

Realmente. As cenas de Balboa esmurrando sem dó um naco gigante de carne no frigorífico, correndo na neve, carregando troncos de árvore, pulando corda com destreza e precisão cirúrgica, dando um pique na praia com Apollo “Peito e Bigode de Carpê” Creed e (eca) fazendo “gut-gut” num copo de gema de ovo como quem bebe água no deserto motivam qualquer mortal.

Mas com um detalhe fundamental: embaladas pela indefectível trilha sonora, a clássica “Gonna Fly Now”, de Bill Conti e orquestra.

E na hora de trocar sopapos no tablado, “Eye of Tiger” (o tal olho de tigre), da banda Survivor, completa os temas clássicos de Rocky. Não há moleque dos anos 80, e amante do pugilismo de qualquer idade, que não tenha “partido para cima” de alguém (ou de algo) após ver esses trechos.

“É realmente de arrepiar. Não tem luta de boxe que não toque as músicas do filme. São temas que marcaram muito”, declara Negreti, 29 anos, vindo do Piauí para Curitiba, que “patrocina” o esporte que ama com a grana dos bicos como segurança. “Se fosse por dinheiro eu já tinha parado faz tempo, mas é por amor também”.

Falou em amor no boxe, falou em Macaris. Entre os três, o agora professor personaliza a faceta sentimental do “mais querido”, somada a paixão de quem está há mais de 20 dos 46 anos no ramo. E a inspiração tem origem parecida: uma mulher. Rocky e Adrian, Macaris e Rosilete (dos Santos, 31 anos, por enquanto ex-boxeadora, já que está prestes à ganhar Nicole, primeira filha do casal). “Sem dúvida é a mesma inspiração. Ela é minha companheira em tudo”, diz.

André Pugliesi

Permalink por André Pugliesi em 06.03.07 Email .
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Guenta firme...

Agora é apenas uma questão de tempo. O novo layout já está a caminho, a nova matéria já foi devidamente "apurada", a semana será mesmo de novidades.

Enquanto isso, matem o tempo fazendo um "remember" (ou leia pela primeira vez) na matéria do concurso "Bem Bolada", logo abaixo, espetacular e tradicional evento do carnaval curitibano. Essa é de fevereiro de 2004.

obs: destaque para a tosquêira das fotos, "preparadas" para um fundo branco, agora em fundo preto. Calma, logo a casa estará em ordem.

Permalink por André Pugliesi em 04.03.07 Email .
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Celebrando a Sacanagem

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Juliana Antonele, a mais completinha e vencedora da noite

Há 34 anos o Concurso Bem Bolada é a principal opção em matéria de putaria no carnaval curitibano. Literalmente. Para os fanfarrões de primeira viagem, e para aqueles que não são da área, o concurso elege a garota de programa mais bonita, gostosa, jeitosa, em suma, a moça mais completinha do carnaval na capital paranaense. Representantes de quase todas as boites de Curitiba e região metropolitana pisam e sambam na passarela em busca do título máximo do ramo.

Realizado no Crystal Palace, domingo de carnaval, o evento teve como vitoriosa a candidata Juliana Antonele, alegados 21 anos, representando a Sex Night Club. Entre toda sorte de tipos femininos, Juliana Antonele, sem dúvida, era uma das mais bonitas. No entanto, muito se comenta nos bastidores quanto à lisura dos resultados. Enfim, se é certo que o júri não transmite muita credibilidade, especialmente entre as concorrentes, pelo menos é composto da mais variada gama de personalidades. Constituíam o corpo de jurados do Bem Bolada 2004, gente do quilate de um Roberto Hinça, apresentador de tevê renomado, Jotapê, radialista e político nas horas vagas, contando ainda com um belo apanhado de figuras estranhas e jornalistas em estado avançado de embriaguez. A apresentação do evento ficou a cargo de Cândido de Oliveira, brilhante repórter do programa Ricardo Chab. Candinho, para os íntimos, mostrou enorme categoria na condução do concurso, fazendo às vezes de apresentador, animador de auditório e, quando necessário, comandou o rebolado das candidatas até o chão, tal qual um passista de escola de samba dos mais experientes. Só faltou o pandeiro.

Como de praxe, destaquei o intrépido jornalista Rodrigo Abud para me acompanhar na cobertura do evento. Abud, que de bôbo não tem nada, animou-se e aceitou prontamente meu chamado. Afinal, não é de se desperdiçar a chance de cobrir algo, ou alguma coisa, no funeral, perdão, no carnaval curitibano. Ainda mais numa festa de garotas de programa, onde as chances de cobertura, em cash ou não, aumentam consideravelmente. Abaixo, nossas impressões sobre o Bem Bolada 2004.

Chegando ao evento eu e Abud constatamos que, caso não rolasse o famoso trenzinho de carnaval, certamente as risadas estavam garantidas. Já na portaria do Crystal Palace a fauna humana exuberante e exótica dava o ar da graça, provando ser o Bem Bolada um evento para uma platéia selecionada. Em meio a um público majoritariamente masculino, destacavam-se tiozões exalando naftalina, jovens ouriçados e vovôs-garoto, não me perguntem como, muito bem acompanhados. Algumas moças sozinhas também decoravam o ambiente, todas com o pecado estampado na face. Mais adiante, no transcorrer do desfile, descobriríamos que não só a fauna, mas também a flora do local era bastante exuberante. Mas isso é assunto para algumas linhas abaixo.

Opositor que sou do corporativismo no jornalismo brasileiro, adentrei ao recinto sem fazer uso da minha carteira do Sindicato dos Jornalistas, a qual não possuo e nem faço questã. Paguei ingresso como todos os mortais, devidamente bonificado pelo recorte da Tribuna. Abud e eu concordamos que 10 mangos tratava-se de um preço justo para um evento de tamanha magnitude. Além do mais, quitando o ingresso estaríamos contribuindo para a manutenção do Bem Bolada como o bastião da marotagem no carnaval curitibano.

Passando pela revista, sentimos o bafo de zona que se adonava das dependências do Crystal Palace, fenômeno normal em se tratando da natureza do concurso. Em tempo, louve-se a disposição e o profissionalismo dos seguranças em apalpar uma rapaziada excitadíssima para apreciar as candidatas. Como bons pândegos, eu e Abud caímos matando na pista de dança, recepcionados pela tecnêra irada que bombava dos alto-falantes.

Depois de nos esbaldarmos com os hits eletrônicos mais cafajestes da night, bailamos ao som da banda residente do Crystal Palace. Não me recordo o nome do grupo, uma sub-banda de formatura, daquelas que tocam a nata das músicas lamentáveis do rádio para os mais novos profissionais consagrarem seu futuro desemprego. Lembro-me apenas de um belíssimo afro-brasileiro arrepiando, pra variar, no contra-baixo. Muita porcaria e algumas saudosas marchinhas depois, Cândido de Oliveira subiu ao palco para dar início aos trabalhos do Bem Bolada 2004.

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Candinho, a fogosa Kendrya e Madrinha abusada

Estrategicamente posicionados à beira do palco, não contávamos com a desorganização do evento. Com muita educação, é verdade, Cândido de Oliveira solicitou que a massa ereta que tomava conta da pista sentasse no chão para não obstruir a visão dos cafetões, digo, do pessoal das mesas que estava atrás. Diplomaticamente acatamos as ordens de Candinho, afinal, ainda assim teríamos uma bela visão do desfile. Mas tinha mais. Mostrando que tudo havia sido minuciosamente planejado, a organização ordenou que a plebe, digo, o pessoal sentado no chão se afastasse para dar lugar às mesas dos jurados. Com a mesa do júri à frente ficaríamos com a visão deveras prejudicada, não podendo relatar com fidelidade o desfile, sendo assim, fomos obrigados a descolar um espaço mais adequado.

Terminados os reparos logísticos, Candinho chamou ao palco Kendrya, uma menina muito extrovertida que as más línguas diziam ser prostituta. A moça subiu ao palco para divulgar seu ensaio de fotos ousadas para a revista Área Vip Brasil e, para o deleite da audiência, aproveitou o ensejo e proporcionou um preview do conteúdo editorial. Me senti num fim de feira, onde melões eram disputados avidamente e até um bacalhauzinho sobrou pra alegria turma.

Para entreter e aplacar a ansiedade do público, Candinho usou e abusou dos dotes sambísticos da Madrinha do Bem Bolada. Entre os mais diversos agradecimentos, a moça dançou sem parar no aguardo da preparação das candidatas. Há duas horas dançando desnuda ao lado de Candinho no palco, a Madrinha não escondeu a expressão de insatisfação ao ser convocada pelo apresentador a dançar mais um pouquinho. Ciente do descontentamento da estafada passista, mostrando incrível perspicácia e atenção aos mínimos detalhes, Candinho soltou a pérola da noite...

"Que beleza, já tá de topless..."

Depois dessa, restou a Candinho anunciar, com pompa e circunstância, os responsáveis pela escolha da legítima representante da noite curitibana. Com os jurados em seus lugares, a plebe espremida e as torcidas animadas, finalmente, foram chamadas as concorrentes.

Demorou, mas valeu a pena. Um sem fim de plumas, paetês, purpurinas, nádegas, seios e genitálias semi-desnudas descortinaram-se perante os olhos atônitos da platéia. Pura luxúria, marotagem e saliência. Um espetáculo erótico-carnavalesco empolgante e divertidíssimo.
E dá-lhe mexe-mexe, bole-bole, sobe-e-desce, desce-e-sobe. Todas as candidatas tiveram a oportunidade de exibir seus dotes artísticos e genitais para os jurados. Primeiro, coletivamente. Depois, em vôo solo. Sambaram à vontade. Afinal, para uma escolha de tamanha envergadura, faz-se necessária muita atenção nos mínimos detalhes. E para uma melhor visualização dos detalhes, algumas candidatas mais vagabundas, digo, desesperadas, digo, um tanto quanto exaltadas, não se contentaram em exibir apenas a malemolência no samba, exibindo-a também em outras partes do corpo. Aliás, se não fosse por essas meninas festeiras que apresentaram CIC, RG e comprovante de residência na passarela, o Bem Bolada não passaria de um concurso de beleza comum.

Eu nem precisaria dizer que a o público ia a loucura com as meninas mais afoitas. Inclusive, não posso deixar de destacar um bróder que estava ao nosso lado, trajando uma camisa social branca não muito passada, de vistosa cabeleira black que a todo momento ordenava com incrível intimidade:

Cândido, manda elas tirar a roupa!!

Finalizado os desfiles, as candidatas recolheram-se aos suntuosos camarins do Crystal Palace para aguardar a apuração dos votos. Não demorou muito e o resultado veio à tona sem grandes surpresas. Bianca, do Café Paris, foi eleita Miss Simpatia. A eleita para Segunda Princesa foi Patrícia Guedes, do Café Paris. Por último nos prêmios de consolação, Priscila Veiga, do Saara Café, faturou o título de Primeira Princesa. Interessante notar pelo resultado como os cafés de Curitiba estão a cada dia com atrações mais ousadas.

O tão aguardado resultado do Bem Bolada 2004 veio logo a seguir. Cercado pelos jornalistas, Candinho anunciou Juliana Antonele como a Bem Bolada do carnaval 2004. A moça, bastante contida e tímida, posou para as lentes dos fotógrafos, deu entrevistas, mas não atendeu ao apelo da platéia por um algo mais. Manteve-se vestida mesmo nos momentos de euforia pela conquista do título.

Chegava ao fim o tradicionalíssimo concurso Bem Bolada. Alguns reclamavam do excesso de pudor da maioria das candidatas. Eu e Rodrigo Abud ainda atordoados pela estréia no fantástico mundo da putaria momesca, deixamos para repercutir o concurso com mais calma e, tranqüilos, relatarmos a experiência para vocês.

Como já disse, exceto por algumas meninas mais acaloradas, não se confirmou a putaria generalizada que parecia ser a tônica do concurso. Como profundo conhecedor da folia brasileira, posso garantir que as chances de deixar o vovô, a vovó e a menina ingênua morrendo de vergonha com o carnaval são bem maiores em qualquer praia do Brasil. A profusão de danças sexuais e versos chulos no Bem Bolada é infinitamente menor. A diferença é que o Bem Bolada é um concurso onde a rapaziada deixa a hipocrisia de lado e celebra pacificamente a sacanagem há 34 carnavais.

Permalink por André Pugliesi em 04.03.07 Email .
Categorias: Comportamento , 3 comentários

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