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| Quarta, 24 de Outubro de 2007
O vazamento do filme "Tropa de Elite", o Radiohead dizendo que você pode pagar o quanto quiser ("it's up to you") para baixar o novo álbum deles, as discussões sobre a blogosfera realizadas pelos BarCamps e BlogCamps promovidos por todo o país, tudo está interligado a um novo cenário de mudanças que serão cada vez mais constantes daqui por diante.
A declaração de Wado me fez lembrar da experiência do pessoal do site de cultura pop Omelete. Há mais de sete anos no ar e com uma média de 700 mil visitantes únicos por mês, lançou sua versão impressa em março deste ano. Em entrevista concedida a Gustavo Miller para o jornal Estado de S. Paulo, a dupla de editores do Omelete, Érico Borgo e Marcelo Forlani, afirmou: "A revista deu mais status para nós. Muita gente que não acredita no poder da internet mudou de idéia assim que viu a versão impressa nas bancas de jornal". Borgo comentou ainda que, com a revista, muita gente que ignorava o Omelete passou a convidar o staff do site para lançamentos e eventos: "Graças a ela, parece que só agora perceberam que a gente existe. É louco, mas a gente está jogando as regras do mercado".
Julio Daio Borges, criador e editor do Digestivo Cultural, revista cultural eletrônica no ar desde setembro de 2000, é autor do artigo "Publicar em papel? Pra quê?". Nele, Julio fala especificamente do desejo que jovens escritores possuem de ter um livro publicado por uma editora, mas creio que suas palavras podem ser aplicadas a blogueiros, músicos, videomakers e quaisquer outras pessoas que encontraram na rede virtual a interface ideal para a divulgação de seus trabalhos:
Mas e se você não é nenhuma Madonna ou Radiohead? Bem, aí que tal se pautar nos cases de Lily Allen, cantora inglesa que ganhou reconhecimento por causa do seu MySpace, Ok Go, que graças ao clipe de "Here It Goes Again" no YouTube angariou fama mundial e mais de 23 milhões de visualizações de seu vídeo, Fresno, banda gaúcha que contabilizou mais de 250 mil downloads de suas músicas em mp3 no site Trama Virtual e hoje tem shows marcados em todo o Brasil, ou Terminal Guadalupe, que seguiu o exemplo dos canadenses do Barenaked Ladies e vende seu álbum mais recente "A Marcha dos Invisíveis" no formato de pen drive?
Na mesma matéria em que Matias e Ferla falam da música na era pós-CD, Adriano Cintra, frontman da banda brasileira atualmente mais conhecida no exterior, Cansei de Ser Sexy, afirma: "Quero mais é que as pessoas troquem minhas músicas. Dinheiro eu faço com editora e show. Não com venda de disco". E Gabriel, dos Autoramas, complementa: "Fazemos shows em lugares onde nossos CDs nunca chegaram e todo mundo cantou as músicas. Quando ficou mais fácil o acesso ao nosso som, a quantidade de shows aumentou muito". Inspire-se no exemplo do movimento punk: "do it yourself". O mundo definitivamente mudou, e eu me sinto muito bem com isso. P.S. 1: Publiquei no Overmundo um texto que fala especificamente sobre a mudança do status quo musical: "O CD Agoniza, Viva a Música!".
P.S. 3: O Digestivo Cultural promoveu uma série de quatro mesas de debate intitulada "A Palavra na Tela: Jornalismo, Literatura e Crítica Depois da Internet", com a intenção de discutir os impactos da internet na produção escrita do Brasil. O último encontro ocorrerá hoje, a partir das 19 horas, na Casa Mario de Andrade. Clique aqui para ouvir o áudio dos três debates já realizados e informar-se sobre como participar da mesa de discussões desta noite. P.S. 4: Edney e Knuttz já clicaram aqui e votaram em Pensar Enlouquece como Melhor Weblog em Português no prêmio The BOBs. E você?
Trackback:http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/5944 Posts similares: Comentários, Trackbacks: Nome: Lis Comunello · http://liscomunello.blogspot.com Do blog do Menezes venho para cá e encontro assunto afim. Melhor copiar as palavras dele: "Primeiro as damas. Pode soar antiquado, mas tem que ser assim. E digo mais: primeiro, e sempre, as damas. Sempre reconheci a minha (nossa?) inferioridade diante das mulheres, seres mais evoluídos, interessantes e inteligentes. Nem tente argumentar contra isso. Cresça, apareça e reconheça – é o melhor que você tem a fazer. Não perca tempo lutando contra o óbvio, sem contar a educação, a civilidade, a corte etc. Pelo que tenho lido e acompanhado em revistas especializadas (algumas das melhores do mundo), artigos e resenhas em jornais e sites, além de tudo o que tenho ouvido, as mulheres têm dominado a cena da música pop há, pelos menos, 10 anos. É claro que têm os fenômenos masculinos, as bandinhas imberbes, principalmente as que usaram a internet para algum tipo de buzz ou promoção. E nesse quesito, cada um tem a sua. É inútil falar dessa ou daquela. Diferentemente, as mulheres acontecem no mainstream, na mídia convencional. É mais um fenômeno que está para ser estudado. Os homens precisam da internet. As mulheres só precisam de uma boa coleção de canções lançadas em CD – o que parece não ser suficiente para os cuecas. Sinal dos tempos: o rock e o pop, também o blues e o jazz, sempre foram clubes e bares masculinos. As mulheres eram exceção. Na música, como em quase tudo, os sinais foram invertidos. Demorou." [...] Na íntegra aqui. Talvez seja tudo uma questão hormonal, Ina. rsrsrs... Beijocas Obrigado pela dica do post do Sergio Menezes, Lis. Um beijo! link 24.10.07 @ 02:24 Nome: Silveira Neto · http://www.eupodiatamatando.com Rapaz, e deviam abrir logo a franquia do filme tropa de elite mesmo. No Mercado Livre por exemplo há dezenas de produtos inspirado nos filme, bonés, camisas, bottons etc. Já o boneco do capitão nascimento, eu recebo emails quase diariamente de gente perguntando onde vende ele link 24.10.07 @ 02:31 Nome: Marcus · http://marcuspessoa.net Muito bom o post. Já o site da Bizz é uma porcaria, não chega nem perto da qualidade que a revista já alcançou em diversos pontos de sua trajetória, inclusive na última encarnação, e nem mesmo de outros sites de música que tem por aí. Não sei por que eles ainda o mantém; talvez porque a Abril pretende manter a marca Bizz através de edições especiais. Mas sei que uma outra editora está me negociações para retomar a publicação da revista. link 24.10.07 @ 03:44 Nome: Ricardo · http://www.laedevolta.com.br/blog Ina, Acho que foi no Jesus me Chicoteia que também li este argumento do lançamento de produtos do filme Tropa de Elite como forma de minimizar os impactos negativos da pirataria. Entretanto, considero esta uma visão simplista que ignora os reais problemas de nossa sociedade. Lembre-se por exemplo que brinquedos, bonés, e camisas também podem ser facilmente pirateados, se é que já não foram. Este é só um exemplo. Colocar uma barraquinha com produtos ligados a um filme na porta do cinema passa por tantas questões que caberiam num livro. A questão da pirataria como um todo, aliás, envolve dimensões econômicas, culturais, sociais e políticas e precisa ser tratada considerando todas elas. É claro que a mentalidade jurássica das gravadoras e produtoras precisa incorporar as inovações tecnológicas mas estas, por sua vez, muitas vezes ignoram a condição social da maioria da população brasileira. O dilema da inovação pressupõe que é mais lucrativo adicionar novas recursos e funcionalidades a produtos já existentes (por um preço mais alto) do que baratear o produto e ampliar o mercado a uma classe que pouco pode pagar e é muitas vezes tão exigente quanto a classe mais rica. Há ainda o lobby da indústria americana que pressiona governo e empresas brasileiras e faz encarecer o acesso ao cinema. Quem é que pode pagar R$ 12,00 para ir a uma sessão de cinema? E a lei de incentivo a cultura embora louvável acaba beneficiando principalmente grandes empresas capazes de montar suas próprias fundações para obterem os recursos. Posso estar enganado pois não acompanho este mercado mas parece-me que a produção de cinema no Brasil ainda continua nas mãos de poucos. Tudo isto ainda é agravado pela cultura brasileira. Um exemplo típico e clássico é o famoso "jeitinho". Como explicar o comportamento da classe média que compra DVDs piratas tendo recursos para comprar o original? Para estas pessoas, mesmo que todo o resto mude no Brasil, comprar piratas é quase uma droga, parece-me, que provoca o prazer de ter ludibriado algo ou alguém e ter se beneficiado sem ter sido "pego com a boca na botija". Claro que mesmo aqui estou simplificando os fatos e ignorando diversos detalhes (por exemplo o tráfico de drogas freqüentemente associado à pirataria, o fato da Internet ainda ser um tecnologia das elites, e o fato da pirataria dar emprego a muita gente que não consegue emprego no mercado formal). O assunto, de fato, deveria ser levado a autoridades para que se transformasse em políticas públicas incorporadas principalmente à educação. Não acredito em soluções fáceis ou baratas mas, a longo prazo, uma bela solução pode resolver problemas em cadeia e a pirataria estaria no bolo. Ricardo, com todo respeito creio que simplismo é ignorar algo que é inevitável: a informação circula livremente pela internet. Músicas, filmes, seriados de TV e livros são compartilhados via Torrent e eMule, e querer conter a troca de arquivos na rede, repetindo aqui uma analogia que fiz em meu texto no Overmundo, é algo tão utópico quanto tentar curar um ferimento a bala com band-aid. Não será processando internautas escolhidos a esmo aqui e acolá que a indústria conseguirá refrear esse processo. link 24.10.07 @ 06:06 Nome: Ester Beatriz · http://www.saberebomdemais.com Show de texto Inagaki!!!! O ponto que mencionou sobre o Radiohead disponibilizar downloads por alguma quantia, acho que deveria ser seguida por todos e inclusive para filmes. Acho que seria um grande passo pra dirimir a pirataria virtual. Sou totalmente a favor!! Ahhh, tomei outro baita susto com meu link aqui na lateral!!! Estou imensamente grata por tamanha honra!!!! Muito obrigada queridooo!!!Abração! Link mais do que merecido, Ester. Um beijabraço! link 24.10.07 @ 09:07 Nome: Jeferson Ulisses · http://www.pessoaincomum.blogspot.com É Alexandre... esta é a humanidade, onde poucos vêem oportunidades onde a maioria vê loucura... Ainda bem que com o passar do tempo esta maioria percebe que na verdade não é tão loucura assim (principalmente as grandes organizações, que percebem que deixaram de ganhar muito dinheiro), e se abrem à novas oportunidades, permitindo que os mais medíocres também usufruam do que é realmente bom... Abraços link 24.10.07 @ 09:23 Nome: Diego Goes Muito bom o post, Inagaki. Concordo plenamente quando você fala que o 'cd agoniza, viva a música!'. Nunca se ouviu tanto música como atualmente. Acho meio hipócrita os artistas dizerem que são contra a pirataria por que isso prejudica a carreira deles. Que nada! Faz é difundir ainda mais. Só ainda não entendi por que o preço do cd nunca cai, somente aumenta. Mesmo agonizando, o cd não quer demonstrar isso,rsrsrs. Abraço! link 24.10.07 @ 10:23 Nome: Fabrício · http://www.bacante.com.br Oi Ina Legal ver você comentar das dificuldades com assessorias de imprensa que alguns veículos criados na intenet têm. Com seis meses de Bacante, temos muito boa abertura em quase todas as assessorias e os artistas que trabalham com teatro. Há uma diferenciação clara, no entanto, quando vamos a festivais internacionais de teatro, pra onde jornalistas e críticos dos jornalões são convidados e têm passagem, hospedagem e entradas para todos os espetáculos. Já a gente banca tudo, menos as entradas (e mesmo assim não é tão fácil consegui-las). Não julgo as assessorias. Elas trabalham com retorno financeiro mensurável na forma de clipping e, via de regra, não sabem mensurar o retorno financeiro de um veículo na internet. No entanto, já passamos por situações tão absurdas (mas ressalto, não são regra) que deixo aqui um link pra uma resenha em que a assessoria pediu que fizéssemos a crítica, antes de ver o espetáculo, para aí sim mandar convites. http://www.bacante.com.br/resenhas/2007/08/capito-gancho-pop-star.html Sobre as discussões que estão rolando aqui, acho que seria exagero vender bonequinhos do capitão nascimento. Não pq um filme não possa ganhar com isso. Mas é que acho que no Tropa de Elite, vender bonequinhos seria aproximar ainda mais o filme do universo infantil. E não acho que seja um filme pra ser visto por crianças. Sobre a sua discussão com o Ricardo, acho que você está certíssimo ao afirmar que na internet (independente do fato de não chegar a todas as classes e de outros problemas de democratização do meio) a informação circula (e tem que circular!) livremente. Mas discordo com veemência quando você diz que o problema dos cinemas é a carteirinha de estudante. Acho que o modelo todo do cinema como adorno de shoppings e indústria que tem que dar muito lucro é meio bixado. Acho inclusive que o cinema mal começou a sentir as dores da potência da internet. Deixa a Banda alargar mais que a jurupoca vai piar pra eles também. Ainda sobre a carteirinha, no teatro definitivamente não é o problema. Ao teatro "indústria cultural" (com artistas da globo, lei rouanet e super produções) é super incômodo a presença das carteirinhas. Tanto que a globo abriu campanha nos foyers maldizendo as carteirinhas. http://www.bacante.com.br/blog/2007/07/tragdia-na-comdia.html Mas estou mais com um texto do Sério Roveri, dramaturgo excepcional aqui de São Paulo, que comentou tudo isso no seu blog. http://roveriblog.blogspot.com/2007/08/cinema-mais-barato-duvido.html Acho que a questão é bem mais ampla que isso, mas é por aí que vai minha opinião. Abração, Ina Fabrício, antes de mais nada valeu mesmo pelo comentário. Já vi que este post renderá uns debates bem bacanas. link 24.10.07 @ 11:17 Nome: Fabio Bracht · http://16bit.wordpress.com Rapaz, que aula de blog. Se todo mundo escrevesse que nem tu, essa evolução que tu diz já teria acontecido há tempos. Mandou muitíssimo bem, meus parabéns! link 24.10.07 @ 11:33 Nome: Ricardo · http://www.laedevolta.com.br/blog Ina, Obrigado pela resposta (e pelo tempo dedicado a ela). Acho que não me fiz entender no meu ponto principal. De maneira alguma questiono o poder da onipresença da informação através da Internet e os exemplos brilhantes como o do Radiohead. Meu ponto é justamente o fato desta possibilidade exarcebar divergências sociais, culturais, econômicas e políticas que estão sendo ignoradas. O licenciamento de produtos de Hollywood existe desde antes da Internet. Não é por isto que ela o faz e sim pelo fato de aumentar a renda associada a um filme, o que interessa também ao governo pois beneficia outros setores da economia. Entretanto, isto incorre em diversos custos e riscos que nem sempre empresas no Brasil estão dispostas a arcar em função da mesma pirataria que assola o filme (mas pelo menos o filme se pagou com o financiamento do governo antes mesmo de ficar pronto). Eu pensei em falar da indústria das carteirinhas também pois é uma observação válida e concordo contigo. Eu sei que a indústria americana também pressiona. Do contrário estaríamos vendo mais filmes de outras nacionalidades tão bons quanto ou melhor que os americanos. A indústria Indiana de cinema, por exemplo, é maior que a americana em termos de filmes produzidos graças a políticas de governo que incentivaram a produção nacional através de PPPs. O dinheiro nem sai mais do governo ou de impostos aqui. Independente do motivo, entretanto, o fato dos ingressos terem este valor absurdo simplesmente impede muitos de irem ao cinema ou alugarem um filme. É ou não um estímulo a pirataria? Sobre a Internet, nem tinha entrado na questão. Mas já que você tocou no assunto, vamos a minha opinião: Os números estão melhorando, é verdade, mas é demagogia falar que os raros cibercafés que existem em favelas (quando existem) proporcionam uma experiência similar a do acesso banda larga em casa. Não só pelo acesso em si mas pela condição que estas pessoas possuem. A falta de conhecimentos de inglês (e até mesmo do português), o pouco dinheiro para pagar o acesso por hora, a falta de senso de propósito (acessar a Internet pra quê?), a necessidade de trabalhar em jornadas triplas, e diversos outros problemas simplesmente podam na raiz muitas tentativas de inclusão digital. O resultado é que só 22% da população brasileira utilizam a Internet de alguma forma e só 3% são assinantes de serviço de banda larga. Neste cenário, os números de comércio eletrônico no Brasil devem ser ínfimos. Como implementar uma idéia como a do Radiohead aqui atualmente? Como estes, existem muitos outros motivos que motivam e habilitam a pirataria (meu comentário anterior cita mais alguns que você não comentou). E é a origem deles que precisa ser atacada, não para resolver o problema em si mas para, como você bem disse, tornar viável o acesso a cultura a todos. Enquanto isto, continuo achando que idéias de produtos para filmes é uma falácia para justificar uma aparente incompetência dos empresários que não souberam ganhar dinheiro com o filme nos novos tempos. Abraços, Ricardo Olá Ricardo, desta vez minha réplica virá em formato de tópicos. link 24.10.07 @ 11:59 Nome: Marco Aurélio - Revista Continuum Itaú Cultural · http://www.itaucultural.org.br Inagaki, veja a mensagem que deixei em inagaki2@gmail.com. Aguardo seu contato, queria te convidar para uma colaboração na revista Continuum, do Itaú Cultural, da qual sou editor. Abraços, Marco link 24.10.07 @ 13:02 Nome: Ricardo · http://www.laedevolta.com.br/blog Ei Ina, desculpa pelas palavras fortes usadas. Não quis ofender e acho que pisei na bola ao usá-las. Olha, eu concordo com o que você disse no texto e nos comentários mas acho que esta é só parte da resposta. Por isto questionei a solução dos brinquedos. Não que ela não vá ajudar mas sozinha talvez não mude muito as coisas. Não tenho números ou argumentos para discordar de seus fatos então vou absorvê-los por enquanto. Gostaria entretanto de ter mais tempo para saber se a pirataria está aumentando ou diminuindo no Brasil e se artistas estão mesmo sendo beneficiados com isto. No caso do technobrega, por exemplo, eles próprios avaliarem a experiência deles como positiva pode não significar muita coisa. Afinal eles podem não ter outro parâmetro de referência para buscar algo melhor. Eu nunca disse que a fonte de renda dos produtores de cinema deveria apenas ser oriunda das bilheterias. Aliás, dada a quantidade de patrocinadores que aparece no ínicio, eu acho que nunca foi. hehehe Só que apenas introduzir brinquedos no mercado também não vai resolver. Ou talvez resolva se estiver combinado a uma estratégia inovadora de comercialização do filme. É a mesma história do uso de Tecnologia da Informação nas empresas. Simplesmente comprar um monte de computador e instalar sistemas não tornará a empresa mais produtiva ou lucrativa. A empresa precisa mudar sua maneira de trabalhar ao usar a nova tecnologia para atingir estes objetivos. Encerro aqui. Não quero mais aborrecê-lo com este assunto. Abraços, Ricardo Ricardo, você não aborreceu não. Muito ao contrário, enriqueceu a discussão sobre a indústria cultural na era digital com suas observações. Se todos discordassem do que escrevo com argumentos como o seu, seria um prazer me envolver em debates dentro dos comentários. link 24.10.07 @ 14:22 Nome: Rafael Slonik · http://novo-mundo.org O pessoal do Garagem69 está dando CDs. Acho que até cabe citá-los por aqui. Com aquela história de falar mal deles e ganhar um CD, né? Xá comigo, tratarei do assunto em breve. Valeu pela dica, Pequeno Gafanhoto! link 24.10.07 @ 14:33 Nome: dafne · http://www.gafieiras.com.br olá alexandre, venho sempre no seu blog, mas nunca comentei nada. mas é que esse assunto muito me interessa. sou jornalista, trabalho bastante com músico e tenho um site, o Gafieiras (www.gafieiras.com.br), e acabamos de subir uma entrevista/conversa com alexandre matias, pedro alexandre sanches e ricardo alexandre (ex-bizz) sobre jornalismo, música e outras bossas. dá uma olhada lá. abraços e parabéns pello blog. Ótima matéria mesmo, Dafne, meus parabéns! Já havia recomendado a leitura dela no Twitter. =) link 24.10.07 @ 18:18 Nome: tina oiticica harris · http://attu.typepad.com/universo_anarquico/ Já votei-ha-ha. E voltei ainda em tempo parcial. Gostava tanto do REM. Sou uma anta jurássica, "salsinha" mas acredito que meu legado seria em CD-ROM com links vivos, como se fosse um blog. Acho que daria o maior samba ou indie rock, como queira. Já havia lido no feed e voltei pra dar pitaco no post. Quero que meu blog registre a língua brasileira e sua história em CD-ROM. O custo se o :mestre: de rede cooperar é de menos de 2 dólares e poupa árvores. Vamos ver desta vez, ein, Alexandre Inagaki? Thanks pelo voto e pela volta, Tina! link 24.10.07 @ 20:51 Nome: cris · http://infoideianahora.blogspot.com/ AMEIIIIIIIIIIIII SEMPRE POSSO ENTRO....ADOROOOOOOOO BJS link 24.10.07 @ 22:49 Nome: Brigatti Desculpa colocar água no ponche da festinha de vocês, mas... a banda toca num ritmo lento. Eu, como jornalista, não encontro o que procuro em blogs. Encontro em sites de publicações impressas consolidadas e um dos motivos é exatamente o que levou os caras do Omelete a migrarem para o papel: legitimidade. O conteúdo do Omelete impresso pode ser o mesmo do site, mas o mercado - e os profissionais que vivem em função dele - ainda enxergam com melhores olhos o que pode ser tocado. Retrógrado, mas real, gostem ou não. Porque o que se encontra ainda na maioria dos blogs é puro ego, achismo, repercussão do que já foi dito e sínteses do que já foi publicado na "velha" mídia que, acredito, está muito longe de ser substituída. As assessorias, por exemplo, podem não regular mais credenciais para sites, mas SEMPRE privilegiarão os veículos impressos consolidados, isso é fato. A capacidade dos blogs de causar ondulações nesse lago chamado opinião pública é mais limitada do que querem aqueles que se colocam como seus luminares. Por último, Julio Daio acha que vivemos o sonho socialista. Queridão, audiência de internet não dá dinheiro tampouco garante publicação - basta perguntar para o Bia e seu Sexo Anal, que é uma ótima obra, teve trocentos downloads e nem chegou perto de ser publicado por uma grande editora. É preciso comer muito feijão ainda para virar essa mesa. Brigatti, você que costuma ler blogs deve saber perfeitamente que há casos e casos. Citei nominalmente três veículos que fazem por merecer reconhecimento: Omelete, Jovem Nerd e Judão (que conseguiu, diga-se de passagem, credencial de imprensa para cobrir um evento no exterior como a Comic-Con). A carta aberta à Mostra de Cinema de SP que o site Cinética publicou (site de cinema devidamente "consolidado", diga-se de passagem) é apenas mais um capítulo desta história. E o caso é que a mesa vai virar, inevitavelmente. Não por causa dos milhares de sites e blogs amadores, miguxos e de qualidade tão sofrível quanto centenas de publicações impressas que eu e você encontramos em qualquer banca de revista perto de sua casa, mas pelos Omeletes, Judãos e muitos outros blogs e sites que fazem por merecer um reconhecimento maior. Em tempo: se infelizmente o Biajoni não foi publicado, basta recordar os muitos outros casos de escritores que veicularam seus trabalhos na internet e que foram publicados por grandes editoras, como João Paulo Cuenca, Ana Maria Gonçalves, Cecília Giannetti, Daniela Abade e Daniel Galera, para lhe mostrar que a interface virtual dá visibilidade, sim, a muitos autores de talento. O ritmo desta banda não é tão lento quanto você tenta demonstrar, Briga. link 25.10.07 @ 00:30 Nome: Humberto de C.Rezende Bem, o texto é interessante, mas há um equívoco quanto à produção audiovisual e literária. O alto valor agregado de um filme industrial e de valor competitivo no mercado não consegue ser pago com downloads a preços de pastel, ou ainda com doações "It's up to you" em lugar nenhum no mundo, muito menos no Brasil. Um filme de alto valor mercadológico está sim relacionado à um grande orçamento. Tanto para ser gasto em publicidade ( nisso desenvolvendo a indústria dos licenciamentos) quanto para a própria produção. A alta capacidade de influenciar o mercado, principalmente através da livre concorrência, do cinema americano se dá à alta capacidade de investimento sobre os títulos, produzidos com uma qualidade impecável. Tenho uma máxima que é, "qualquer filme americano ruim é bom de você assistir, por isso que já passou tantas horas vendo sessão da tarde." Um exemplo de filme de alto orçamento e que ainda virá a ser um grande sucesso de bilheteria é o "Golden Compass". Estimado em 150 milhões de dólares o filme tem até Urso Polar FALANTE! E não um cenário pobre de uma loja de velharias do Cheiro do Ralo. Não se pode comparar nunca a indústria audiovisual com a indústria fonográfica. A indústria fonográfica ganha no giro não da mercadoria, mas a mercadoria é a própria máquina de divulgação para o produto final que são os músicos nos shows. A indústria Cinematográfica o produto é o próprio objeto do download, sem remeter a nenhuma outra instância de consumo ou de transferência de pagamento pelo objeto. Há tentativas de se fazer a distribuição audivisual em outras plataformas, como o Joost. Mesmo assim,a publicidade entrecorta a linguagem do filme, e ainda não é suficiente para criar receita para o investimento em novas produções de alto valor agregado. O mesmo pensamento serve para os livros. O livro lido pela internet não gerará receita para que o escritor se dedique a novos livros e pesquisas. O videomaker vai passar a vida fazendo seus experimentalismos sem poder se profissionalizar porque todo o seu conteúdo só tem vazão pelo tubo dos bits. Não é que tudo isso não seja contornável, mas não há, ainda, uma solução para o audiovisual de alta qualidade e de padrão elevado com grande valor agregado para que se coloque na internet produtos em lançamento. Vamos ver sim, séries dos anos 70. Filmes brasileiros sem carreira mercadológica no Joost, ou micro episódios feitos de fundo de quintal no Youtube. Não devemos esquecer que isso tudo pode destruir a máquina de fazer sonhos sim, pois a Web 2.0 pode rebaixar à mediocridade a produção artística, como sugere Andrew Keen. Humberto, se você acha poucos os 6 a 10 milhões de dólares que o Radiohead arrecadou com o modelo de "doações 'It's up to you'", para citar sua expressão, eu realmente gostaria de saber qual o valor dos "pastéis" a que você se refere. link 25.10.07 @ 01:40 Nome: Chrystianne Leite Pimentel Oi, Ina. Conheci seu blog há apenas três dias, mas já posso dizer que seus textos, além de bem escritos, são um estímulo ao debate sadio de idéias. Eu, mais do que muitos dos seus leitores, que acredito serem mais jovens, vivo a fase "o fim do mundo como nós conhecemos". A diferença é que "ainda não me sinto bem com isso". Não porque seja contra a democratização da cultura e ao mundo de possibilidades que surgiu com a internet, mas porque tem sido difícil absorver tantas mudanças em tão pouco tempo. A questão da pirataria, por exemplo, ainda me deixa confusa. Há poucos dias, tive esse mesmo debate que você manteve com o Ricardo com meu filho, de 20 anos, e estudante de cinema. Pra quem, como eu, sempre aprendeu a seguir a lei, fica difícil comprar um cd ou dvd pirata sem dor na consciência. Mas tenho que admitir, realmente não dá pra tampar o sol com a peneira. A internet veio pra ficar e pra democratizar os conhecimentos... e quem não respirar esses novos ares, vai morrer sufocado. Em tempo: Pretendo usar esse seu texto para um debate em sala de aula. Tudo bem? Em tempo 2. Essa é a primeira vez que participo de um debate na web. Sinal dos tempos. Um abraço. Chrystianne, eu não compro CDs nem DVDs piratas. Mas não tenho nada contra quem faz isso, e tampouco sou "santinho": baixo, sim, filmes raros ou que estão fora de catálogo, em especial de diretores como Kenji Mizoguchi e Carl Dreyer, e episódios de desenhos que não encontro em lugar algum, como Dom Drácula ou Superaventuras. link 25.10.07 @ 09:18 Nome: Fabio Rocha · http://www.dabusca.blogspot.com Caraca, mas quanto anúncio! Mea culpa, Fabio! Ando fazendo experiências por aqui... link 25.10.07 @ 10:18 Nome: Julia Fontelles · http://tudooqueaprendi.blogspot.com Já cliquei e já votei! Boa sorte! Obrigado, Julia! link 25.10.07 @ 12:21 Nome: Julia Fontelles · http://tudooqueaprendi.blogspot.com Sobre o post e mais ainda sobre o comentário do Ricardo, não dá pra esquecer que além das carteirinhas de estudante, ainda tem os de mais de 60 anos que simplesmente não pagam nada. É a mania do governo de sempre repassar obrigações que são suas para os empresários. Agradam os aposentados com esses "presentinhos" e quem paga a conta é o pobre do empresário que quer se matar quando vê a fila do cinema cheia de joves e velhinhos já sabendo que metade não vai pagar nada e outra metade só desembolsa 50% do valor! Eu tb acho que não existe como frear o derrame de informações na internet, temos que criar é mecanismos para que se possa legalizar tanto quanto for possível e assim proteger os artistas, que agora só ganham dinheiro investindo em shows. Até Chico Buarque voltou aos palcos depois de tantos anos! Vender cds deixou de ser um bom negócio... link 25.10.07 @ 12:31 Nome: Gabriela · http://gabrielaz.blogspot.com Talvez o maior problema seja querer tentar analisar as produções atuais a partir da lógica que imperava antes da popularização de Internet, blogs, p2p e tudo o mais. Os tempos mudaram. Novos tempos requerem novas lógicas para serem compreendidos. Sábias palavras, Gabriela. E novas lógicas que constantemente são desafiadas e precisam ser revistas diante das novas tecnologias. link 25.10.07 @ 12:41 Nome: Nanci · http://existologopenso.wordpress.com Inagaki, interessante o que você falou sobre distribuição de música atualmente. Isso era uma tendência que eu acompanhava de perto quando tive um blog sobre música. Lembro que George Michael também disponibilizou suas músicas para download em seu site oficial. Isso fora os que você citou. Eu honestamente fico muito feliz com isso. CD é uma coisa cara, é fácil de piratear por aí e não dá retorno quanto à qualidade musical X vendagem. Se desse, o Latino seria "o cara" da música. Tenho muito orgulho de carregar meu MP3 player por aí com músicas devidamente "downlodeadas". Por isso que eu acho que esse é o caminho das pedras da música. Se salva quem melhor divulgar seu trabalho na Internê. Um abraço! link 25.10.07 @ 13:50 Nome: Ana Paula Ina, super concordo com seu post. e não sei se gosto mais do post em si ou do debate que gera nos comentários. Excelentes reflexões. E fiquei toda assanhada com a menção à Gaiola de Tuins aí do lado! Cara, é uma honra e uma emoção. Eu sou uma tuim ainda sem nick, mas daqui a pouco pouso lá na gaiola pra piar um pouco com as companheiras. abraços Ana, você estará em excelente companhia por lá. Um abraço! link 25.10.07 @ 14:21 Nome: JULIO CESAR CORREA · http://jccbalaperdida.blogspot.com Depois do susto, agora é tempo de adaptação. A fase do deslumbre está passando. O momento requer maturidade e não devemos descartar os meios convencionais. Eles ainda têm força e servem como complemento. gd ab link 25.10.07 @ 18:01 Nome: Evelyn Montesano · http://www.evelynmontesano.blogger.com.br Olá, é a primeira vez que visito esse blog e gostei muito. Parabéns!!!!! Incrível sua capacidade de falar sobre mil assuntos ao mesmo tempo e conseguir linkar todos. Num tempo em que as pessoas falam, falam e muitas vezes não dizem nada ser lógico e coerente como você e conseguir colocar um ponto final nos assuntos da forma que você faz é louvável. Sou atriz e modelo e tenho um blog profissional através do qual divulgo a minha carreira, iria gostar muito se você visitasse o meu blog e me deixasse um conentário. Ele está repleto de fotos, notícias de jornal e comentários de fãs e amigos. Um grande beijo, Evelyn Montesano. www.evelynmontesano.blogger.com.br link 26.10.07 @ 00:48 Nome: Luana Lacerda · http://www.dahoraonline.com.br/ Eu mesmo tenho diversos CDs da época em que eu comprava, mas hoje prefiro abaixa-los em mp3. Tenho o CD da minha música preferida, porém dá “muito trabalho” colocá-la para tocar, é mais fácil abaixa-la e ouvi-la em mp3, já que fico o tempo todo no micro. A música perdeu seu estado físico, as gravadoras têm que entender isto. link 26.10.07 @ 12:30 Nome: Bruno Alves · http://macaxeirageral.net Excelente texto, Inagaki! Cheguei aqui pelo título do post, que é de uma música do R.E.M. que adoro. Primeiro: também custo a acreditar que ainda não atinaram para a excelente oportunidade de negócios que poderiam ser gerados em cima do Tropa. Por isso os norte-americanos dominam o mundo do entretenimento... Segundo: essa choradeira de artistas contra a pirataria é ridícula. Certa vez, numa matéria de tv, vi gente como Alcione, Jorge Aragão e Zeca Pagodinho, entre outros, participando da destruição de cd's e dvd's piratas apreendidos. Meu primeiro pensamento foi: cacete, esses artistas são populares, tem um grande público, mas o preço dos seus produtos são inacessíveis para a maioria das pessoas - um dvd da marrom chega a custar 50 reais!!! Eles tinham mais era que discutir com suas gravadoras novas formas de baratear o produto, permitir downloads, sei lá. Aposto que ia ter mais resultado do que ficar vendo trator passar por cima de montanhas de mídias piratas e aplaudir no final. Ah, valeu pela dica do Wado. Fui lá conferir o som, gostei e já linkei no meu último post. Grande abraço!!! Valeu pelo feedback, Bruno! Aliás, Wado é um dos melhores compositores da nova geração. E excelente letrista: dá inveja criativa ver um verso como "uma raiz é uma flor que despreza a fama", por exemplo. link 26.10.07 @ 14:11 Nome: Andrea · http://boxdeideias.blogspot.com Você tocou em vários assuntos muito pertinentes e sobre cada um daria para ficar horas debatendo a respeito. Concordo com quase tudo sobre o que vc disse e acho ainda que a internet abriu frentes de mercado para muitos jornalistas, como eu. Os blogs, sites, fotologs, entre outros, são hoje a janela do mundo. Não é a toa que fico muito mais tempo navegando nos noticiários gerados pela web do que no jornal impresso que chega por baixo da porta. É a unificação da aldeia global chegando por aí. Bjs. PS: Fiz um link seu no meu blog. Obrigado pelo link, Andrea. E boa sorte: na condição de minha coleguinha de profissão, bem sei que a situação anda complicada... Um abraço. link 28.10.07 @ 00:26 Nome: Humberto de C.Rezende Ina, Acho que você não foi ao ponto da parte da discussão por mim proposta. Uma produção para sustentar todo um mercado industrial tem sim que ser de alto orçamento. Hoje em dia no Brasil há dois problemas básicos quanto às produções ruins, ou somente cults do cinema. A maioria delas não se paga em nenhuma das janelas de exibição. Uma delas é o cinema de autor. Não há uma diferenciação do cinema de autor e cinema comercial no país. Ambos são extremamente necessário. Mas um parque industrial cinematográfico e sustentável só é possível construir em cima de um cinema comercial. Vide Bollywood (cinema extremamente barato, mas comercial). E o outro fato é o cinema de baixo orçamento. A qualidade dos filmes de baixo orçamento deixa a desejar para a fruição do espectador, que simplesmente não a consome. Quantos filmes você vê de Bollywood, sendo um dos maiores centros de produção cinematográfica do mundo? Quanto à música, é válido observar o meu comentário. Ela sim pode ser compartilhada. Eu me inclinei no meu comentário anterior à produção literária e à produção audiovisual, e não à produção musical. COmo eu mesmo citei e repito aqui com outras palavras: o mp3 não é o produto final do músico. A performance é que paga o cachê. Com isso o argumento do Radiohead, que fizeram uma alta grana com doações entra dentro do esperado, ou ainda na classe dos Fait Divers. Duvido que Pato Fu consiga 1/2 e doações disponibilizando seus mp3 na internet ( a receita da banda virá somente de shows). Voltando às suas citaçõe de réplica ao meu comentário. Os filmes que você cita, os não blockbusters, não alimentam uma indústria de produção capaz de se manter. Os exemplos americanos que você cita são compreensíveis e dignos de nota, no entanto, são fenômenos. Fenômenos, mais do que capacidade de criação em série para se manter um vencimento de centenas de funcionários todo mês. OU cinema não pode ser um emprego? Quanto aos exemplos brasileiros e de baixo orçamento citados todos eles serviram para que o indivíduo fosse lançado para o MAINSTREAM da produção. Visibilidade. Quanto à isso não há como negar a possibilidade do Youtube e dos blogs. Web 2.0 dá sim possibilidade de divulgação, olha lá o Guilherme Zaiden, também. Concordo que orçamento milionário não substitui talento. É tudo conteúdo. "It is all about content" como é a máxima americana. Mas existe uma qualidade mínima de exigência que o consumidor de audiovisual necessita para que ele pague o produto e isso não se limita à uma câmera de alta qualidade vendida em qualquer esquina por 10 mil reais. Existe uma produção de adereços e de treinamento de profissionais que custa caro. MUITO CARO e que via internet ainda não se encontrou um modelo de negócio que permita isso, no audiovisual. Agora uma coisa é válida quanto ao Andrew Keen em relação ao Culto ao Amadorismo. Se o consumidor médio se inclinar totalmente para as plataformas via internet e não for encontrado um modelo de negócio para sustentar a indústria do AudioVisual(CINEMA) a máquina de sonhos se retrairá e viveremos de filmetes de fundo de quintal feitos com orçamento de mesada do papai. Adeus Star Wars ( de Facto como já disse G.Luccas em relação ao cinema), Olga ( filme brasileiro), Shrek e toda a sua saga. Quanto à literatura você nem sequer replicou. Aqui há uma possibilidade do "Pague o que quiser" funcionar, visto que não há um corpo de centenas de pessoas por trás da ESCRITURA de um livro. O autor ou autores podem se beneficiar sem a mediação da editora ou do papel impresso. Agora Cinema? É aqui que mora a questão central da minha preocupação e do meu ganha pão mensal. Um grande abraço, e um prazer em debater com você. Humberto, creio que você comete um equívoco ao afirmar que produções de qualidade são necessariamente ligadas a altos orçamentos. Não são filmes com ursos polares falantes que sustentam um grande estúdio, até porque blockbusters demandam altos custos com publicidade no cabo-de-guerra para que esses filmes vultosos consigam se pagar. Basta recordar o caso de "O Portal do Paraíso", produção que custou US$ 40 milhões, rendeu "ínfimos" US$ 3 milhões nas bilheterias e levou à bancarrota a United Artists em 1980. Outro exemplo: a finada Orion Pictures, que produziu "O Exterminador do Futuro" e "Platoon", filmes que não impediram a falência de mais um estúdio. Creio que é um raciocínio simplificador afirmar peremptoriamente que apenas longas com grandes orçamentos sustentam uma indústria cinematográfica. Se fosse assim, todo o cinema independente norte-americano não sobreviveria e não existiria Festival de Sundance. E isso pra ficarmos apenas no cinema dos EUA. link 28.10.07 @ 12:02 Nome: Társis Muito bom o post, Alê. E vou te contar. O próximo nessa lista de "foda-se" vai ser o Windows.. hohoho.. Abs! PS: Esse teus comments sem formatação continuam uma droga... Culpa do teu amigo Ediney? Tsc tsc.. Társis, mea culpa: preciso dar uma ajeitada na formatação destes comentários realmente... link 29.10.07 @ 16:30 Nome: Alexandre Cavalo · http://www.velhasvirgens.com.br O artigo do Alexandre é pertinente. Nòs das Velhas Virgens, liberamos as músicas no site a mais de 10 anos em sistema de rodízio. Quem tiver um pouco de paciência grava tudo sem precisar pagar o cd e isso nunca atrapalhou as vendas. Só aumentou o número de shows. Hoje com isso nós temos 100 shows por ano, uma Griffe de roupas com a marca velhas Virgens (que corresponde a 50% do nosso faturamento), todos os cds em catálogo, 3 dvds, vários CDrs e DVDr a preço de pirata pra quem quiser uma mídia barata, 2 livros, muitos acessórios (canecas, chaveiros, palhetas, abridores etc) e um site com mais de 50 mil visitações/mês. Tudo isso sendo vendido numa loja na internet criada por nós e na loja itinerante (levamos uma loja e montamos em todos os shows). Falo isso pra que quem trabalha com música possa visualizar o momento de muitas oportunidades em que vivemos. Claro que o CD tem sua morte mais que anúnciada, mas em nenhum momento vivemos tão bem de música como agora e parece que a tendência é melhorar. Fazemos nosso trabalho sem precisar necessariamente de uma distribuidora ou gravadora. Cuidamos de tudo no nosso negócio. Transformamos a banda das Velhas Virgens numa marca e numa empresa sustentável e rentável para todos os músicos. Persistência, trabalho e um bom show podem resolver a vida de um músico! Uau, show de buela! Bacana encontrar alguém do Velhas Virgens interagindo neste post: um ótimo exemplo de banda que mostra que não é preciso ter o suporte de uma gravadora para continuar produzindo sons de qualidade e mantendo um negócio merecidamente rentável. Parabéns, xará, a você e a todos do grupo! link 30.10.07 @ 12:30 Nome: Humberto de C.Rezende Ina, Um prazer concordar e discordar de você. Pretendo continuar nos debates. Discussão de alta qualidade. Fico MUITO FELIZ. Obrigado pela oportunidade de discussão e parabéns pelo blog. Valeu, Humberto. Espero que você continue concordando e discordando à vontade, é um prazer encontrar leitores esclarecidos que possuam a capacidade de incitar discussões sem perder as estribeiras, como costumeiramente acontece em blogs. link 30.10.07 @ 23:27 Post anterior: Eu, InterNey Blogs, Nerdcast e Marcelo Tas no The BOBs
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