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| Sábado, 7 de Novembro de 2009
"Ménage à trois" é uma singela expressão que, tomada ao pé da letra, significa "mistura a três". E que, basicamente, significa juntar em uma mesma cama (ou qualquer outro local à escolha do trio) três pessoas adultas para um relacionamento sexual. Sonho de consumo de muitos homens e mulheres dispostos a adicionar um pouco mais de pimenta em suas vidas, o ménage à trois já foi tema de diversos filmes, dentre eles Henry & June, Três Formas de Amar (cujo título original, "Threesome", eu teria traduzido como "Trelelê") e, mais recentemente, o brasileiro Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas, com Fernanda Torres e Luis Fernando Guimarães, produção devidamente resenhada por Marcelo Forlani no Omelete.
É isso, pois: um filme para entreter e dar uma desencanada do dia a dia, com ingresso baratinho e acesso fácil, perto de duas estações do metrô. Topam me encontrar para uma sessão pipoca, nesta segunda, dia 9, às 12:10, na sala 2 do Cinemark Shopping Pátio Paulista?
Quinta, 5 de Novembro de 2009
Escrever não é tarefa das mais fáceis. Colocar em palavras todos os pensamentos, emoções e sentimentos que nos vêm à mente requer disciplina, dedicação, uma certa dose de talento e da tal da inspiração, essa musa arredia que volta e meia nos foge do alcance, acenando de longe para o nosso desconsolo enquanto páginas permanecem em branco. Em outras ocasiões, me deparo com textos que parecem ter psicografado pensamentos que eu sequer sabia que tinham passado pela minha mente, tamanha é a capacidade de nos descreverem. Acontece com capítulos de livros, letras de música, diálogos cinematográficos. E eu, que já citei anteriormente o monólogo de Woody Allen em Hannah e Suas Irmãs, em que ele fala a respeito de como resolveu uma crise existencial revendo um filme dos Irmãos Marx, desta vez tomo a liberdade de pegar emprestadas as palavras que o mestre François Truffaut colocou na boca de seu personagem Bertrand Morane em O Homem que Amava as Mulheres.
* * * * * P.S. 1: Antes que alguém leve a ferro e fogo as palavras de Bertrand Morane e possa pensar que sou um incorrigível mulherengo, vale a pena ressaltar: sou, felizmente, um cara muito bem comprometido. P.S. 2: Para quem, feito eu, gosta de colecionar citações cinematográficas, recomendo fortemente uma visita a este site: Colin's Movie Monologue Page. P.S. 3: Já visitou a página de Pensar Enlouquece no Facebook?
Segunda, 2 de Novembro de 2009
Não é fácil a transição da infância para o mundo adulto. Que o diga Oskar, um pré-adolescente solitário e tímido de 12 anos, vítima de bullying na escola e filho de pais separados. Imerso em seu mundo particular, alimenta fantasias de vingar-se um dia dos valentões do colégio ensaiando ataques com sua faca, enquanto cola em um caderno recortes de jornais com notícias sobre crimes cometidos na região em que mora, o subúrbio de uma cidade sueca coberta pela neve. A partir desse plot, o diretor Tomas Alfredson faz de Deixa Ela Entrar um delicado filme sobre solidão e amizade. Possivelmente, quando for lançado em DVD, a maior parte das locadoras o catalogará como um filme de terror. Porém, apesar de certas sequências sanguinolentas (em especial o clímax numa piscina), creio que seria mais adequado classificar Deixa Ela Entrar como um drama focado nos temas universais: amor e morte, desejo e destruição. Trata-se de uma obra delicada, que pode até ser interpretada como uma fábula romântica pré-adolescente. Porém, quem atentar para o destino do personagem de Håkan, o senhor envelhecido que logo se mostra incapaz de sustentar os hábitos alimentares de Eli, poderá analisar o filme como uma parábola sobre a fugacidade dos homens diante da passagem inexorável do tempo. Deixa Ela Entrar é um filme sutil sobre o ritual de preparação de um adolescente; também para o amor, mas especialmente para as regras de conduta de um mundo no qual é preciso destruir para sobreviver, pois o afeto conviverá lado a lado com as pulsões de morte. A partir do momento em que o personagem de Oskar compreende e aceita as particularidades da situação, está selado o seu destino e o seu crescimento definitivo: um menino que deixa suas vinganças imaginárias e sentimentos de autocomiseração de lado, em nome da entrega definitiva à solidão, agora compartilhada, de outra pessoa. Em outras palavras: um ato definitivo de amor, com tudo que ele possa implicar de mais generoso e destrutivo. * * * * * P.S. 1: Foi um hiato de mais de um mês neste blog. Durante este período, andei trabalhando mais do que minha sanidade recomendaria. Mas foram dias bastante produtivos, relatados em meu Twitter ou na página que recém-criei no Facebook. Quem me acompanha por aqui já sabe, pois, onde me encontrar enquanto o blog junta poeira... P.S. 2: Como tantos outros filmes europeus, o sueco Låt den Rätte Komma In ganhará um remake hollywoodiano, a ser dirigido por Matt Reeves, de Cloverfield. P.S. 3: A página do IMDB de Deixa Ela Entrar, que cita várias informações extraídas do livro de John Ajvide Lindqvist, que deu origem ao filme, ajuda a compreender diversas situações e detalhes mostrados en passant no cinema. P.S. 4: Um texto meu neste estranho dia de Finados em que não choveu em São Paulo: "Morte e vida digital".
Domingo, 27 de Setembro de 2009
P.S. 2: Aos leitores do feed que não visualizaram o post doado por Rafael Losso, cliquem neste link. P.S. 3: O texto que escrevi para a campanha, intitulado "Filho, árvore, livro... Amor", foi publicado no blog Viva, de Tatiane Ribeiro. Outros blogs que estão participando da campanha: A Partir de 1,99, Amálgama, Avenida de Escândalo, Blog da Luisa, Blog do Maestro Billy, Blog do Rafa, Casa da Gabi, Dica do Dia, Haznos, Homem na Cozinha, Minas de Ouro, Não 2 Não 1, Papo Econômico, #prontofalei e Vi Shows.
Quarta, 26 de Agosto de 2009
Há tempos estou para escrever um texto sobre o ato de procrastinar. Mas se há uma coisa que a gente não costuma adiar é o hábito de postergar, enrolar, deixar certas tarefas para o dia seguinte. Outro dia mesmo, ao pensar sobre o assunto, acabei tuitando uma frase que sintetiza bem essa história: "Procrastinação é como masturbação. No começo é bom, mas depois vc percebe que só está fodendo a si mesmo". Tenho mais de quinze posts rascunhados. Por que não os finalizo e os publico duma vez? Um pouco por causa do perfeccionismo antiprodutivo que faz com que eu nunca fique satisfeito com certos textos, um tanto por conta das atribuições mais urgentes do dia a dia; sem esquecer da parcela substancial de culpa a ser imputada à síndrome de DDA que faz com que eu me distraia acompanhando o Twitter ou navegando aleatoriamente pela rede, ocupando-me com afazeres geralmente mais prazerosos e/ou descompromissados. E assim, acabo por parafrasear na vida real aqueles versos de Fernando Pessoa: "Ai que prazer/ não cumprir um dever./ Ter um livro para ler/ e não o fazer!". Ah, procrastinação, minha velha companheira que me torna displicente e pontualmente atrasado para quaisquer deadlines que necessito cumprir; o que fazer com você? Enquanto esse impasse permanece, sei que preciso marcar uma reunião com meu amigo André Marmota a fim de, enfim, criarmos o Clube dos Procrastinadores Anônimos. Amanhã a gente vê isso. * * * * * Leituras recomendadas: "Amanhã eu escrevo" (Rodolfo Araújo), "10 dicas para se livrar da procrastinação" (Eduardo Fernandes), "Desbaratando a rede de procrastinação" (Marco Polli) e "Amanhã eu faço" (Rafael Tonon).
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