DILMA E A VOLTA DA CPMF
04/11/2010
DILMA E A VOLTA DA CPMF
Em campanha, Dilma negou a volta do imposto. Em entrevista para a TV Bandeirantes, reiterou a negativa. No dia seguinte, em pronunciamento dúplice (primeiro Lula, depois ela), a coisa mudou significativamente. Foi assim:
Lula falou de uma oposição acirrada que enfrentou no Congresso. Para se ter idéia, APENAS PERDEU NA CPMF (imagine o que seria uma oposição amigável!). Daí, aproveitou para dizer que seria necessária a volta do tributo para melhorar a saúde - sim, aquela que, segundo Dilma em campanha, estava e está uma maravilha.
Chegou a vez da presidente eleita que, perguntada, fugiu com toda sorte de evasivas, chegando a ficar irritada diante da insistência de um repórter. Suas declarações, afinal, foram essas:
"Eu não pretendo enviar ao Congresso a recomposição da CPMF (...) não há uma necessidade premente (...) Mas, do ponto de vista dos governadores, eu estarei atenta às necessidades deles"
Para entender, vale ler isso.
É uma situação, no mínimo, engraçada. O que acontece com a saúde brasileira? Está ótima, como disse Dilma em campanha? Está péssima, como alegam os governadores aliados da mesma Dilma até ontem candidata? É necessária a volta do tributo como alega Lula ou não é "premente" como sugere a recém-eleita?
Há receita para a saúde, e isso nos informa até a mais oficial das imprensas a serviço do Governo. Um dos papéis do bom gestor é manejar despesas sem o caminho fácil e óbvio da instituição de tributos, sobretudo quando durante meses ele próprio (ela própria...) disse com todas as letras que tudo estava ótimo.
Talvez não estivesse ótimo. Ou talvez não seja uma gestora assim tão boa. Ou ambas assertivas sejam parcial ou totalmente corretas. Aguardemos.
transubstanciado por gravata às 04.11.10 - 15:46:42 | 3 comentários
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É claro que Dilma prometeu mundos e fundos: ou seja, nada, mas continuar fazendo do Brasil a Noruega que o país virou com Lula. Que se dane que você nunca viu isso: o programa governamental diz isso, e todos os blogs progressistas endossam. Apenas um canalha não-petista poderia pensar isso.
Mas, prometendo isso ou aquilo, a promessa do imposto ficou só para depois de ter sido eleita. Note-se: ela já afirmou isso em menos de uma semana depois de eleita! Geralmente, um governante dá um tempo, pra não ser tachado de hipócrita. Às vezes, demora quase que o mandato inteiro pra admitir a cagada. Dilma fez isso em 5 dias. O que virá em quatro anos? Não importa: a Carta Capital sempre dirá que o país está melhor. E quem somos nozes para discordar?
A verdade é que governar aumentando impostos é a coisa mais fácil do mundo. Que chimpanzé com paralisia infantil não consegue dirigir um país assim? Pra quem se matou levando sua cidade à bancarrota no Sim City, saiba o que gênios da política fazem: cheat. Fazem o cofre encher "por mágica". Dane-se que o imposto cobre o mesmo de um Eike Batista e da dona Teresinha mulher do pedreiro: o que importa é que "ferrou a classe média". Quem se importa que 60% do preço de um Playstation seja imposto, se é coisa da classe média? Mas quem lembra que 92% do preço da pinga 51 do seu Zé também é, oras, imposto?
Mas é o que o esquerdista pensa: aumentando suficientemente os impostos, dá pra dar uma mansão pra cada retirante por aí. Afinal, eles não sabem o que é produzir riqueza: acham que "distribuí-la" resolve todos os problemas. Como se a riqueza do mundo, desde a Idade da Pedra Lascada até o iPad, fosse a mesma.
"E daí?"
Daí que o Moinhos de Vento é um hospital PARTICULAR e CARO PRA DEDÉU. Imagina a situação da fila do SUS!
No ritmo que o Brasil está CPMF vai ser pouco...
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