A DEMISSÃO DO JORNALISTA DA ABRIL: OS FATOS E A LÓGICA

12/05/2010

A DEMISSÃO DO JORNALISTA DA ABRIL: OS FATOS E A LÓGICA

Um empregado da Editora Abril foi demitido, ontem, por emitir críticas no Twitter contrárias a uma das publicações da empresa. O fato repercutiu pela blogosfera, sobretudo quando o dito-cujo soltou o seguinte tweet:

Parece arbitrariedade descabida por parte da Abril, não é mesmo? Falou-se em censura, clamaram pela LIBERDADE DE EXPRESSÃO, e praticamente todos os veículos mantiveram os termos do primeiro parágrafo deste texto: houve "crítica". Mas, claro, não foi bem assim. Vamos aos fatos.

Em primeiro lugar, houve acusação de crime, e é imensa a distância entre análise negativa e IMPUTAR CONDUTA CRIMINOSA. Quem veiculou a notícia se esqueceu de publicar o que foi dito pelo empregado da editora, então vejamos:

(sim: "ranso"...)

Racismo é um crime enquadrado entre aqueles considerados hediondos e, portanto, inafiançável. Acusar alguém desta prática é igualmente grave. O autor dos tweets imputou essa conduta à empresa em que trabalha, sem prova alguma, correndo o risco de sofrer processo de calúnia. Para piorar, faz alusões mais do que diretas ao nazismo, nas duas mensagens.

Antes de prosseguir, uma pergunta bem simples, direta, objetiva, para a qual espera-se resposta honesta: QUAL EMPRESA DO PLANETA NÃO DEMITIRIA O EMPREGADO QUE FIZESSE ISSO PUBLICAMENTE? A demissão, em termos estritamente jurídicos, foi punição branda. O "correto" seria, além disso, processá-lo por calúnia. Saiu barato.

Mas sigamos.

A revista Veja tem muitos "desafetos" e "inimigos", e isso faz com que seus detratores ganhem aliados automáticos a qualquer momento. É aquela coisa de "o inimigo do meu inimigo é meu amigo". Isso acontece, por exemplo, quando a Igreja Universal ataca a Rede Globo, e alguns malucos anti-globais resolvem DEFENDER a seita, já que ela adotou tal adversária em comum.

Por mais que não gostemos de algo ou alguém, às vezes nosso 'desafeto' pode ter razão. Entendam, inimigos da Veja, supondo que vocês SEMPRE estão certos: desta vez a editora não errou. Quantas vezes vocês chamaram suas empresas de RACISTAS no Twitter ou qualquer espaço público ou de maior repercussão? Quantas vezes viram alguém fazendo isso e mantendo o emprego?

Há blogueiros denunciando a "falta de liberdade de expressão" e que trabalham em emissora pertencente a multinacional religiosa. Mas NUNCA SE VIU UMA ÚNICA NOTINHA DE RODAPÉ CONTRA BISPOS E AFINS - e muitos, muitos e muitos ataques à emissora concorrente. Isso, claro, porque a Corporação da Fé, proprietária da emissora, é evidentemente honesta. Se não os bravos blogueiros a atacariam!

No fim das contas, o jornalista foi infeliz, pois falou o que não devia num espaço evidentemente público (embora alguns invoquem a idéia de ser "conta privada"). Mas, ainda assim, sobrou-lhe coragem que para muitos faltam. E há uma confusão com o fato dele ser jornalista, como se isso garantisse "liberdade de expressão" em QUALQUER circunstância, até mesmo fora do exercício da profissão e, mais ainda, quanto à calúnia.

Esses que hoje atacam a Folha e a Globo, por exemplo, trabalharam durante anos e anos em tais empresas, com o rabo entre as pernas, ganhando o salário e fazendo tudo que o patrão mandava. A coragem só veio depois que levaram um pé na bunda, ou por incompetência ou coisa pior. E agora, na concorrência, "xingam" os ex-patrões como se, para isso, fosse necessária alguma coragem.

Podemos discutir se o jornalista demitido pelos ataques realizados no Twitter foi corajoso ou infeliz, mas alguns blogueiros "independentes", sem dúvida alguma, representam o máximo da covardia.

transubstanciado por gravata às 12.05.10 - 13:48:56 | 60 comentários

Comentários, Pingbacks:

Comentário de: Bender MCF http://www.mulhercervejafutebol.com/loja/

Aê, concordo. Jornalista que não sabe como se escreve ranço não interessa.

#Permalink 12/05/2010 @ 14:05:21


Comentário de: Alex

Lembra do (...)? Quase a mesma coisa, normalmente a coragem vem logo após o choque de realidade, normalmente uma realidade desempregada.

Abs!

(Gravz: Tirei o nome para evitar enguiço. Mas lembro, sim)

#Permalink 12/05/2010 @ 14:05:13


Comentário de: Helio Miguel http://twitter.com/heliomiguel

Acho que tá faltando um pouco de discernimento a muita gente no Twitter, de saber separar o que é pessoal do que é profissional.

O cara assina a conta do Twitter como editor da National Geographic, e usa a tal conta para acusar um produto do mesmo grupo editorial de crime grave. Que impressão que isso deixa?

Nem só isso... faz #FF irônico "indicando" seus colegas da Abril que assinaram a matéria da Veja. Pô, não concorda com a conduta deles, chama pra almoçar no refeitório da Abril e fala!

Por mais que eles e a Veja tenham feito uma bela de uma besteira na tal matéria dos índios, o editor "fez por onde".

Na boa, se ele discorda tanto da linha editorial de um veículo que pertence ao mesmo grupo que o emprega, então melhor sair mesmo.

#Permalink 12/05/2010 @ 14:05:44


Comentário de: Alice

Tudo premeditado. Estava querendo sacar o FGTS acrescido da multa.

#Permalink 12/05/2010 @ 14:05:16


Comentário de: Bruno http://sandubadequeijo.wordpress.com

Acho que o cara vacilou, foi humano demais que nem disse o rapaz do Boteco Sujo.

Mas em uma primeira olhada, a primeira coisa que pensei foi: que patético isso. Até por que o editor nem era da Revista Veja, mas de outra completamente diferente, e uma unidade de negócio exige a demissão de um funcionário de outro setor que nada tem a ver com o seu é ridículo.

Se a Abril tem capacidade de absorver revistas que tratem de universos distintos, também deveria abrigar opiniões diversas dentro de seu quadro de funcionários, não?

E também você exagera, né Gravz. Falar que o cara chamou a empresa de nazista é pegar a gota e transformar em balde dágua. Eu curti o personagem nazista do novo filme do Tarantino e nem por isso sou nazista.

(Gravz: Ele fez associação com o nazismo, e isso está escrito no tweet. O crime imputado - expressamente - foi o de racismo. Ah, sim, ele trabalha em outra revista, mas para a mesma empresa. É como ser empregado da contabilidade e xingar o marketing de racista, mas reclamar da demissão porque "é outro setor". Argumento ridículo. Quanto a ser "humano demais", ok, é um ponto de vista. Mas é preciso mais que isso em eventual processo penal de calúnia. Já ouvi aquela de "errar é humano", mas para crimes contra a honra, confesso, é a primeira vez. Aliás, o que você acha do Estadão?)

#Permalink 12/05/2010 @ 14:05:39


Comentário de: Roberto

Pra ser bem gentil, ele foi de uma ingenuidade infantil. Vou tentar explicar pra turma do "Contra Veja, vale tudo".

Se ele fosse, digamos, cargo comissionado (de confiança) da Assessoria de Comunicação do Ministério X e falasse que o Lula é um apedeuta bêbado na sua conta privada do Twitter... Tava errado o Ministro(a) que o demitisse?

Óbvio que não. Lealdade (ao menos em público) a quem lhe paga salário é o mínimo que se espera. Não é a toa que os blogueiros "independentes" não criticam as empresas ou os patrocinadores que os pagam.

Independência na escrita só pode ter quem não depende dela pra viver.

Eu mesmo trabalho numa organização pública (cujo dirigente maior não tem, de forma direta ou oblíqua, qualquer subordinação a nosso futuro ex-presidente). Critico livre e publicamente quem eu quiser. DESDE que não faça parte da minha organização.

Não porque eu seja covarde, ok? Eu não sou é suicida.

#Permalink 12/05/2010 @ 14:05:35


Comentário de: Roberto

Alice, cabe justa causa na demissão dele.

#Permalink 12/05/2010 @ 15:05:40


Comentário de: Amanda

Claro Gravataí! O repórter cometeu racismo. Você está coberto de razão, ele nem precisa passar por um processo judicial, por coleta de provas, por audiência com juiz, nada disso!

A Veja não precisa da Lei nem do processo ao qual todos nós mortais estamos submetidos.

Para a revista, basta demitir a pessoa, e a justiça está feita!

Parabéns por nos brindar com essa sua visão de justiça.

(Gravz: Nossa! Releia o texto, Amanda. O EDITOR - não era repórter - não cometeu racismo. Ele ACUSOU o repórter de ser racista e, sim, fez isso sem que houvesse QUALQUER processo judicial. Essa acusação que você faz para mim deveria ser feita ao cara que imputou racismo ao outro. Pois é. A lógica é essa! Ele chamou três repórteres de RACISTA, levando o xingamento a toda a revista e, por conseqüência, à empresa em que trabalha. Racismo é crime e o xingamento passa a ser calúnia. Para demitir não é preciso um "processo judicial". É poder potestativo do empregador. O "correto", em termos estritamente legais, era isso que você sugeriu... Entrar com ação penal privada CONTRA o jornalista, por conta da calúnia. Mas a editora não o fez, poupando-o do infortúnio. Apenas o demitiu. Saiu barato, bem baratinho. É essa minha visão de justiça. A sua é deturpada e nublada pela raivinha que tem de um veículo de comunicação. Vamos recapitular? FOI O CARA DO TUÍTER QUE XINGOU OS REPÓRTERES DE RACISTA, E O FEZ SEM PROVA ALGUMA, SEM QUALQUER PROCESSO JUDICIAL. A EMPRESA O DEMITIU E PODE MUITO BEM FAZER ISSO SEM O PODER JUDICIÁRIO, POIS AS VERBAS SÃO PAGAS NORMALMENTE, AINDA POR CIMA POUPANDO-O DE UM PROCESSO CRIMINAL. Qual exatamente foi o abuso? Na boa, né? Ou você é muito burra, ou tem ma-fé de sobra)

#Permalink 12/05/2010 @ 15:05:07


Comentário de: Bruno http://sandubadequeijo.wordpress.com

Não vejo por que é ridículo. Sua comparação é inválida, não é como a contabilidade xingando o marketing, é como se, na Unilever, a galera da Becel xingasse o da Hellmann's. O que seria uma estupidez gigantesca, claro, não tô dizendo que ele não tenha vacilado.

Do Estadão, acho o jornal super bonito e suas campanhas bem feitas.

(Gravz: Revistas não são EMPRESAS autônomas. São publicações distintas, mas todas DE UMA MESMA EMPRESA - ficam num mesmo prédio, mudando apenas os andares, exatamente como falei sobre 'contabilidade', 'marketing' etc. Jornalistas da revista A dividem refeitório com os da B, C, D etc. Todos são pagos pela mesma empresa, todos estão sob a mesma contabilidade, todos estão sob o mesmo RH e assim por diante. A empresa, vale repetir, é a mesma. E ele não "xingou". Vamos manter os pés no chão e a visão nos fatos... Ele ACUSOU DA PRÁTICA DE UM CRIME. E calúnia, como sabemos, é também um crime. Falei do Estadão por estar sob censura há tempos e vários dos que se rebelam contra uma demissão mais do que justa e compreensível ou silenciam ou até mesmo são FAVORÁVEIS à censura imposta ao jornal...)

#Permalink 12/05/2010 @ 15:05:22


Comentário de: Caroline Cezar http://www.pagina3.com.br/coluna/expressinha

Acho que apesar de ser da mesma editora, as linhas editoriais são completamente diferentes.

E acho que nada a ver esse negócio de separar vida profissional da pessoal, as pessoas deviam fazer escolhas de modo que tudo fique integrado. Vestir uma máscara aqui e outra acolá, tô fora, isso dá dor de estômago.

Pode ser que o Felipe tenha pegado pesado nas palavras que usou, mas não é de hoje que a Veja vem de mansinho com esse tipo de "jornalismo". Ele só foi mais direto.

(Gravz: Ele acusou a prática de um crime. Se é para ser "direto", então ele deveria saber segurar a onda, não apenas da demissão, mas também de eventual processo penal. O povo já foi contra ele ser demitido, imagine a hipótese de sofrer uma condenação pelo judiciário! De mais a mais, QUEM LEU A PORRA DA MATÉRIA? Eu li e não há qualquer TRAÇO de racismo. Nada, nem um "a", coisa alguma)

#Permalink 12/05/2010 @ 15:05:31


Comentário de: lilha

Mas fiquei com uma dúvida, como pode o cara ter imputado um crime à revista (ou à editora), se a pessoa jurídica não poderia ser sujeito ativo? Pelo menos neste caso de racismo.

(Gravz: Ele imputou diretamente aos três jornalistas, mandando, antes dessas msgs, um #FF maledicente. Nesse caso entraria a ação penal. Caberia à revista, por seu representante legal, as medidas judiciais cabíveis quanto aos danos morais e quejandos)

#Permalink 12/05/2010 @ 15:05:19


Comentário de: zzzz

"QUEM LEU A PORRA DA MATÉRIA? Eu li e não há qualquer TRAÇO de racismo"

Nuh... imagina se tivesse.

(Gravz: Bom, seu IP está aqui. E você está fazendo uma acusação grave. Por gentileza, traga o trecho em que alega ter havido "racismo" na reportagem)

#Permalink 12/05/2010 @ 15:05:16


Comentário de: zzzz

A pergunta é a seguinte Gravataí: porque os repórteres que fraudaram o depoimento do professor Viveiros de Castro saíram impunes? Se você acha que eles não fraudaram... tem alguma coisa muito errada no reino da Imprensa Marrom.

(Gravz: Se houve fraude ou coisa do tipo, deve haver punição, sem dúvida alguma. Se eu fosse o editor, seguramente puniria. Assim como não sou desonesto, como tantos, para dizer que NÃO demitiria quem sai por aí chamando a empresa de racista. Vocês falam isso porque têm raiva da Veja, é isso e ponto final. Pura bobagem)

#Permalink 12/05/2010 @ 15:05:39


Comentário de: Srta.T http://calmaqueficapior.wordpress.com

Tambem li a materia e nao tem nada de racista mesmo. Ai a mocadinha esquerdista cool pra caramba - que nao leu uma linha do texto - fez a maior mistureira no Twitter e disseram que o cara foi demitido por criticar uma materia que forjou depoimento de um antropologo. Ate descobrir que focinho de porco nao e tomada foi longe: misturaram a discussao que ta rolando por causa da materia falando sobre a distribuicao de terras a "indios" (que um antropologo disse que nao havia concedido entrevista e divulgou carta aberta por ai) com a referida materia. Porque coerencia e fatos nao importam pra militancia. Alias, comparar com o Holocausto e o recurso n. 1 do "vitimismo" desse pessoal, uma puta falta de respeito.

(sorry pela falta de acentos, meu note e provisorio e, por isso, e uma merda).

#Permalink 12/05/2010 @ 15:05:02


Comentário de: Luciana

O mais doido é o orgulho de ter criado o jornalismo de serviços. Não sei se criou, realmente, mas sei que perverteu completamente a expressão.

#Permalink 12/05/2010 @ 16:05:02


Comentário de: erick artmann http://ere-catu.blogspot.com

bom, todos sabemos q a Veja tem uma linha editorial de direita um tanto qto sensacionalista, defende interesses econômicos de pequenos e poderosos grupos, tem uma postura ética extremamente questionável e parcial pra dizer o mínimo (vide recente matéria de capa sobre o assassino do glauco e o daime). a impressão q eu tenho é q o cara desabafou, e sim, foi um pouco infeliz por usar termos pejorativos, xingamentos, em suma. o Twitter, como o orkut e os blogs em geral, são fóruns/tribunas livres, como praças públicas, mas nelas também estamos sujeitos ao julgamento e o cuidado ao expressar-se pode fazer a diferença, mesmo numa crítica informal. mas é complicado. se ele tivesse se referido à veja com certo eufemismo como usei, chamando a linha editorial de "questionável" ao invés de "idiota" ou "escrota", omitindo a comparação (aparentemente sincera e emocional) aos nazistas, teria feito diferença? na opinião pública, com certeza, mas fala sério, essa é uma liberdade de imprensa q não existe dentro da imprensa tendenciosa, e possivelmente algum tipo de consequencia ou perseguição aconteceria de qq forma. concordo q ao se expor dessa maneira, ele fez sua opção, ou pelo menos pagou pra ver; mas jornalismo sensacionalista também não tem muito bom senso e assim podemos dizer q o rapaz teve sua escola!
empresas gigantes com o abril e a globo tem pessoas boas trabalhando nelas pq essas pessoas freiam suas línguas na hora certa; além disso são empresas grandes demais e muitos de nós achamos q é melhor explorar isso a nosso favor... engolindo uns sapos de vez em... sempre?!
boa sorte ao felipe!

#Permalink 12/05/2010 @ 16:05:42


Comentário de: Taurus

Se a editora fosse minha também demitia: o cara erra ortografia, ataca a empresa que o emprega e tem conhecimento limitadíssimo de conceitos históricos e políticos. Não tem condições de escrever em revista nenhuma mesmo. A Abril tem todo o direito de demitir quem ela quiser. Empresas privadas tem liberdade para demitir e contratar quem elas quiserem. O PT não proibiu isso ainda.

#Permalink 12/05/2010 @ 16:05:06


Comentário de: Roberto

Gravz, eu acho que a Caroline tá certa. Quem não está de acordo com o posicionamento político/ideológico/moral da empresa onde trabalha deve realmente pedir demissão e procurar uma empresa de acordo com suas idéias.

Depois pedir pra Papai Noel um presente bem bonito por ter sido uma pessoa tão boa no ano...

#Permalink 12/05/2010 @ 16:05:48


Comentário de: erick artmann http://ere-catu.blogspot.com

acabo de ler a matéria e, como era de se esperar, extremamente tendenciosa, ideológica (de extrema anti-morales rs), mas não necessariamente racista. mas o felipe também não chamou necessariamente a matéria de racista, e sim a postura "recente" da revista veja. não sei o q dizer sobre a demissão, mas pode ser uma oportunidd pra se começar a desmonopolizar o mercado editorial. o curioso é q muita gente q le sempre caros amigos de vez em qdo le a veja e a época; mas qm le sempre veja e época lê de vez em qdo caros amigos???

(Gravz: Erick, vamos jogar a real, né? Ele chamou de racista, sim. Imputou racismo nos dois tweets. E é um crime. Você leu e viu que não há racismo. É contra Evo Morales? Sim. Mas isso é RACISMO??? Então os esquerdistas contra Obama são também "racistas"?)

#Permalink 12/05/2010 @ 16:05:21


Comentário de: Fabiana

O Felipe pegou pesado, e a Abril tem todo direito de demiti-lo. O que chama a atenção é que quando o caso é um "vice versa", a VEJA muitas vezes não respeita os direitos dos outros, o direito de resposta, como aconteceu recentemente no episódio com os antropólogos. Quer dizer, o rigor existe só de um lado.

(Gravz: Se houve direito de resposta negado, você está correta, deveriam conceder, sim)

#Permalink 12/05/2010 @ 16:05:49


Comentário de: Vítor Bonini

Nada mais hilario do que estas infantilidades dos criticos e repetidores de frases prontas ao PIG , mídia oligarquica , imprensa parcial , Veja , Estadão , Globo e por aí vai . Afinal , o máximo que conseguem é o repetir os chavões , sair com afirmações como a do Erick acima , com o "todos sabemos que .." e aí vem a decoreba . O interessante é que nenhum destes criticos consegue concatenar uma frase sequer para contrapor aquilo que afirmam ser falso ou parcial . Não ha argumentos creíveis ou fatos , apenas as palavras de ordem . A impressão que tenho é que para este grupo de pessoas , o atacar a tal mídia que não divulga nem apoia as suas estrambolicas crenças , gera algum tipo de inserção social , de poder revolucionário ( contra tudo que esta aí ) , por mais que suas posições carecam de alguma base ou lógica .
Neste caso específico, reagem como se caso o comentário no Twitter fosse de algum conhecido ou colega seu , teriam a mesma compreensão e passividade que exigem da Abril .

#Permalink 12/05/2010 @ 17:05:48


Comentário de: Serginho

Como assim, o cara usa a palavra "racista" e tem gente que ainda acha que ele não cometeu calúnia??? Putz grila, o que não faz a ideologia... com o racional das pessoas.

#Permalink 12/05/2010 @ 17:05:47


Comentário de: Bruno http://sandubadequeijo.wordpress.com

Dei o exemplo de Becel e Hellmann's por justamente serem da mesma empresa, terem o mesmo dono, o mesmo departamento de contabilidade e afins (no caso, Unilever).

Assim como Veja e NG são da Abril. Eu acharia tão estranho e desleal o diretor da Hellmann's pedir a cabeça de um fulano da Becel como um da Veja o de um sicrano da NG.

(Gravz: Ninguém sabe quem pediu cabeça de quem. O então editor da NG acusa TODO UM VEÍCULO - na pessoa de três repórteres - de ser RACISTA, incidindo em CALÚNIA. Em que planeta isso não geraria demissão? Cabe dispensa do empregado e processo penal. Saiu barato)

#Permalink 12/05/2010 @ 17:05:09


Comentário de: alexandre fonseca

Tempestade em copo d'água. Só dá IBOPE porque é a Veja. Se tenho uma empresa e um funcionário me critica em público, eu o demito imediatamente; é uma questão elementar de não dormir com o inimigo. Não precisa nem caracterizar calúnia. A demissão é um direito facultado por lei que pode ser exercido livremente. Se o Felipe não gostou (aliás, que diabo de jornalista é esse que mal sabe escrever?), que entre na justiça ou abra mais um blog-de-jornalista-demitido-ressentido; os exemplos abundam. Talvez assim pinte um patrocínio estatal.

#Permalink 12/05/2010 @ 17:05:34


Comentário de: Henrique

É... Os blogueiros independentes são covardes... Corajoso mesmo é tomar partido pelo mais forte.

(Gravz: Mais forte? Quem é o "mais forte"? Se você caiu de pára-quedas, dou um desconto, mas se acompanha de verdade o panorama da blogosfera política, ao menos saberá que o Imprensa Marrom não é ligado a governo, estatal etc., nem tem contratos milionários por aí... As noções de "mais forte" e "mais fraco" são complexas. No mais, tudo bem aí em MG, prezado Milen?)

#Permalink 12/05/2010 @ 17:05:39


Comentário de: Paulo http://www.twitter.com/paulobatista

Esse cara é um idiota preconceituoso.

#Permalink 12/05/2010 @ 18:05:01


Comentário de: Roberto

Cacete! O cara se diz jornalista e escreve dessa maneira?
Eu demitiria por desrespeito à inculta e bela.

#Permalink 12/05/2010 @ 18:05:50


Comentário de: Ademir

Concordo com vc quanto a esse caso do editor da NatGeo, mas não vi uma linha de quem critica os blogs lulistas sobre a intervenção do Magnolli contra os reporteres da FSP, chamando-os de "delinquentes" em editorial na própria FSP, se não me engano a Folha respondeu que era "pluridade de opiniões". Claro, Magnolli não é funcionário da FSP, mas a postura do jornal foi muito estranha ao não defender seus jornalistas.

#Permalink 12/05/2010 @ 18:05:09


Comentário de: marco loss

off topic:

Dilma, hj, dizendo q a 'civilização iraniana' (vide entrevista na RBS) tem armas atômicas pode ser posto na conta da imprensa golpista?

#Permalink 12/05/2010 @ 20:05:51


Comentário de: Vanusa

A Veja agiu como qualquer outra empresa. Inclusice muitad empresas teriam o direito de processarem funcionários por muitos motivos, mas preferem não terem de se expor, e outra, cabe a prórpia empresa avaliar os ganhos e os danos de uma empreitada no judiciário, que não é barata nem rápida.
Esse moço é desleal, qualquer empresa preza também, pela lealdade. Sesão fascistas ou racistas...ele mesmo deveria ter se demitido, posto que a profissão dele exige isenção e credibilidade, coisas que ele não acredita na Revista.
Muito bem feito pra ele, tenho plena convicção que pensará ,melhor antes de falar asneiras.

#Permalink 12/05/2010 @ 21:05:30


Comentário de: alexandre fonseca

Caramba, a ideologia dificulta tanto assim a compreensão de um caso tão elementar? Vamos desenhar: um funcionário do Mino Carta que venha a público e acuse gratuitamente a Carta Capital de ser, digamos, "uma revista desonesta e vendida aos totalitários de plantão" tem o direito de ficar magoado se for demitido? (A propósito, lembram-se do general Heleno, destituído recentemente do comando militar da Amazônia depois de criticar publicamente a política indigenista do governo?)
Cresçam, meus caros, isso não tem nada a ver com ideologia, é apenas bom senso: não se joga contra o patrimônio. Quanto ao Demétrio Magnolli, ele não deu uma entrevista ao Globo desancando a Folha: ele escreveu um artigo e o submeteu à própria Folha, que o publicou porque quis. Podemos até achar estranho, mas achar que é tudo a mesma coisa é desonestidade intelectual.
O Felipe tinha várias alternativas para manifestar seu descontentamento, mas atacar violentamente a revista de seus padrões em um meio público, achando que ninguém leria, e depois se dizer arrasado por ter sido demitido é apenas patético. Ele não foi preso nem condenado a receber cem chibatadas em praça pública: apenas perdeu seu emprego e está livre para procurar outro que seja mais compatível com o que acredita. A demissão foi inevitável e justa – e, Henrique, teria sido justa mesmo que fosse a General Motors demitindo um pé-rapado. Nem sempre o mais fraco tem razão.



#Permalink 12/05/2010 @ 21:05:38


Comentário de: George

Oi, Gravata!
Oi, internautas!
Numa democracia quem fala mal do patrão perde o emprego, em Cuba além de perder o'batente', vai para o calabouço e na China vai para 'o saco' e ainda tem que pagar a bala que leva na nuca.

#Permalink 12/05/2010 @ 22:05:36


Comentário de: Carol http://logica-inversa.blogspot.com/

Eu li a reportagem e não tem nada de racista lá.

A questão é que não se pode falar mal de certas minorias que a "esquerda-cool-hype-gente-boa" considera cobaias da teoria (mais que desacreditada) Rousseauniana.

Minha vó mandaria esse povo ir catar prego. Uma outra vó mandaria ir catar coquinho na descida. A Veja fez muito bem em só mandar para casa.

Um ditado antigo, que continua verdadeiro: "quem fala o que quer, ouve o que não quer".

#Permalink 12/05/2010 @ 23:05:55


Comentário de: Paulo Moser

Não sei porque esse Felipe Milanez parece tão desesperado por perder o emprego. Logo, logo ele vai poder ter um blog chapa branca, subsidiado por alguma(s) estatal(is) pra poder atacar o Serra, o ensino em São Paulo, a polícia de São Paulo, o saneamento em São Paulo, etc. Quem sabe até, consegue uma vaguinha na TV Brasil, com um salariozinho de uns R$ 50.000,00.

Pra que tanta tristeza ?

#Permalink 13/05/2010 @ 10:05:30


Comentário de: Gilberto

Leio quase todo dia este blog, mas se continuar com estas intimidações como: tenho aqui o seu IP, tudo bem ai em MG, vou parar de dar Ibope.

(Gravz: Calma, Gilberto. Hà pessoas que entram aqui e até ME XINGAM, quase que diariamente, e NUNCA foram intimidadas. Mas há alguns casos de "velhos conhecidos" que entram com provocações específicas, achando que não vou reconhecê-los, ou então alguns supostos anônimos com acusações graves. São casos que deveriam ou poderiam ser isolados, mas infelizmente acontecem vez por outra e, nesses casos, sou obrigado a explicar que não é festa do caqui)

#Permalink 13/05/2010 @ 10:05:07


Comentário de: alexandre fernandes

qual o problema de vc criticar publicamente a sua empresa ? é proibido isso agora ????????? a revista veja é a "santa sé", como seu candidato apelidou o banco central ?

(Gravz: É sério que vocês vão insistir nisso de "criticar a empresa"? Não foi uma análise! Ele IMPUTOU UM CRIME! A situação é muito diferente. Usou um veículo público para difundir esse tipo de coisa. Um crime! Diga algum caso em que isso aconteceu e não houve nada. Cite um único precedente de acusação congênere, por favor)

#Permalink 13/05/2010 @ 10:05:28


Comentário de: Victor

Gravata está achando que opinar no twitter vale como acusação formal de crime e gera processo judicial. Viaja nas comparações e nos enche de demagogia.

Concordo com o ex-editor sobre a matéria incinuosa da Veja.

Melhor pegar meu IP pois eu vou te xingar muito no twitter.

(Gravz: Sim, Victor, acusar no Twitter é o mesmo que falar na rua ou escrever num jornal - para efeito de tipificação de Calúnia. Procure seu advogado. Não é "demagogia" nem "viagem". Se quiser fazer o teste, experimente caluniar alguém e depois me conta o que houve - quando chegar a citação processual criminal)

#Permalink 13/05/2010 @ 12:05:24


Comentário de: Paulo Santos Cunha

Gravatai, você é um blogueiro independente?

(Gravz: Não, eu dependo do meu emprego, pois atuo na área em que cursei faculdade etc. Piadas à parte, sim, sou independente, pois não tenho vínculo algum com qualquer governo. Parece estranho ter esse tipo de relação e, ao mesmo tempo, fazer análises políticas, né? Mas cada um é cada um... Aliás, quando fico doente, como agora, o blog fica PARADO :))

#Permalink 13/05/2010 @ 12:05:53


Comentário de: zzzz

Eu penso que chamar índios de "macumbeiros de cocar" ou "novos canibais" é um desrespeito profundo e desmedido. Podemos passar um tempão argumentando se isso é racismo ou não, e te adianto que eu penso que é.

Pois então, a demissão do Milanez é totalmente justificável: ele pegou pesado contra o próprio patrão. Mas e o crime do cara? No que a estridência dele é diferente da do Reinaldo Azevedo? Porra, se os caras vão deixar os três jornalistas que escreveram aquele lixo de reportagem (desrespeitosa, fraudulenta, etc) sem qualquer puxão de orelha, porque não deixam o Milanez por lá? Ah... porque ele detonou a própria empresa, não porque chamou a reportagem de "racista", não porque comparou a Veja aos nazistas.

Se o cara foi ingênuo em fazer isso - como editor na NGB ele poderia fazer muito mais do que twittar - eu entendo a raiva dele. Não dá pra acompanhar os povos indígenas no Brasil e não se indignar com o tipo de tratamento que a Veja vem dando ao tema.

O que a matéria fez não foi exposição de controvérsia, não foi discussão de problemas: foi a criação de uma fantasia onde o governo atual vai transformar o Brasil numa grande terra indígena... Pergunte aos índios o que eles acham do Lula... não vai escutar boa coisa. Na questão fundiária, até o FHC demarcou mais!

No mais, pode guardar meu IP aí. Se vierem te processar de novo por comentários alheios pode passar pra eles.

#Permalink 13/05/2010 @ 13:05:11



Para os ingênuos de plantão o IDG publicou cinco dicas para evitar problemas com Twitter, tá no link acima.

Mas se vc leu e achou surpreendentes as dicas... Pessoa, você vai ter muitos problemas na vida!

#Permalink 13/05/2010 @ 13:05:39


Comentário de: Mariana

“O "correto" seria, além disso, processá-lo por calúnia. Saiu barato”.

Gravz, como advogado, você deveria saber que o crime em questão não é de calúnia, e sim de injúria. Essa confusão é comum quando, por exemplo, chamamos alguém de “ladrão”. Logo pensamos em calúnia, já que este tipo penal ocorre quando “imputamos fato criminoso a outrem”.

Mas veja bem a sutileza das coisas. Chamar alguém de “ladrão” não é imputar a esse alguém um fato criminoso. Seria se , por exemplo, uma motocileta tivesse sido roubada e eu acussasse o tal alguém de tê-la furtado. Isso é calúnia.

Agora, atribuir qualidade negativa a uma pessoa, chamando-a de “feia”, “burra”, “incompetente”, “ladra”, ou mesmo “racista”, é crime de injúria. (independe a pessoa em questão se sentir ou não ofendida, pois nesse tipo penal é a honra subjetiva que está em jogo – tanto que terceiros nem precisam ficar sabendo, ao contrário do que ocorre na calúnia e na difamação – basta que o agente tenha tido a intenção de ofender).

Enfim, são diferenças bastante tênues. Eu não vi os tweets, estou me basenando unica e exclusivamente no seu texto, talvez tenha tido todo um contexto para chamar a veja de racista (um fato específico e criminoso que, se vier a ser comprovadamente verdadeiro, também desqualificaria o crime, já que calúnia admite exceção da verdade)... Enfim, mas de qualquer modo, na minha opinião, seria crime de injúria. E, sendo assim, não teria havido crime algum, uma vez que não se fala em honra subjetiva em relação à pessoas jurídicas.

Talvez, poderíamos forçar a barra e enquadrar no art. 139 (difamação), mas neste, tal qual a calúnia, implica na imputação de “fato concreto ofensivo à reputação” (com a diferença de que, na calúnia, tal fato precisa necessariamente ser um ato criminosoe sim, o sujeito passivo, em ambos os casos, pode ser pessoa jurídica, já que ofendem a honra objetiva, ou seja, a idéia que terceiros fazem da suposta vítima – e por isso tais crimes se consumam apenas quando a 'notícia' chega aos ouvidos de outros, além da própria vítima).

Acho, portanto, que não houve crime. Se houvesse, não teriam deixado passar, aposto.

Por fim: “como se isso garantisse "liberdade de expressão" em QUALQUER circunstância, até mesmo fora do exercício da profissão e, mais ainda, quanto à calúnia”.

Claro que não podemos invocar os nossos direitos fundamentais como manto para cometer crimes, mas acho que ficou claro que não houve qualquer delito, não o de calúnia, pelo menos (não do modo que você contou). Mas, acho que sei o que você quis dizer, embora não tenha sido muito feliz no trecho “até mesmo fora do exercício da profissão”. Oras, claro que qualquer pessoa pode exercer sua liberdade de expressão, e não há necessidade de ser jornalista ou editor para isso! Rsrs... Mas claro: os direitos fundamentais são absolutos, mas entre eles – quando há aparente conflito – precisamos poderar, sem que um sempre se sobrassaia em relação a outro, sempre analisando cada caso... Acho que foi isso oque você quis dizer, enfim... Desculpe pelo comentário quilométrico.

=)

(Gravz: É calúnia. Os tweets estão neste texto. Houve "fato concreto" = a reportagem, que segundo o ex-empregado da editora seria RACISTA. Racismo é crime. Ele imputou esse crime à revista, no geral, e aos repórteres, em especial. E o fez de forma direta, nos tweets, e paralelamente há outros em que usa a hashtag #FF para identificar NOMINALMENTE os jornalistas autores da reportagem. Sinceramente, o que falta para tipificar calúnia? A menos, é claro, que o autor da ofensa consiga usar a exceção da verdade. Mas basta uma leitura simples da reportagem para ver que não há qualquer racismo, apenas postura contrária a Evo Morales. Desse modo, vale repetir, não foi como se dissesse "racista", assim aos quatro ventos e sem identificar o fato. Ele identificou, apontou, individualizou, apontou as pessoas [personalizou]. O que exatamente estaria faltando para a tipificação como calúnia?)

#Permalink 13/05/2010 @ 14:05:27


Comentário de: Claudio

Meus caros,
Vamos desenhar. Suponha, por exemplo, que um empregado seu diga que você bebe que nem um gambá. Você não o expulsaria do país? Mas, se não for nem empregado seu (ser só um jornalista), você expulsa do mesmo jeito. Afinal, o ponto é ter (e lutar para ter) poder para fazer estas coisas.
Saudações

(Gravz: De fato, Lula tentou expulsar o correspondente do NYT...)

#Permalink 13/05/2010 @ 14:05:13


Comentário de: pentefino

Correto, Gravata. O quer o iletrado escreveu, desde que empregado, é motivo para demissão sumária por justa causa, sem FGTS, sem prévio e sem seguro-desemprego, além de processo na esfera penal.
Assim é a lei.Nada a ver com liberdade de expressão.

(Gravz: Liberdade de expressão é uma garantia constitucional a ser exercida, por exemplo, no ofício jornalístico. Seria bizarra a hipótese da editora proibi-lo de escrever algo. Não foi o caso. Ele escreveu o que quis na revista, e até mesmo no twitter. Mas como fez uma acusação de crime, acabou pagando pelo teor do que disse. Se eu te acusasse de praticar um crime, você deixaria para lá em nome da liberdade de expressão?)

#Permalink 13/05/2010 @ 14:05:45


Comentário de: marcel

O incrível não é ele ter sido demitido, e sim ter conseguido emprego lá com esse pensamento e português deplorável.

#Permalink 13/05/2010 @ 15:05:06


Comentário de: Paulo Araújo

Caro

O que espanta não é a demissão, mas sim saber que a Editora Abril contrata gente que escreve "ranso" e "É como verem um filme de guerra...". Acho que foi demitido por isso. E o cara deve ser jornalista "dipromado".

Parece coisa de adolescente enfezado no "yorkut".

Bem feito. Tem gente que só aprende levando porrada.

#Permalink 13/05/2010 @ 16:05:22


Comentário de: Thiago

Olá, Dom Gravata!

Para essa galera que critica a Abril, você deveria fazer um mural de lamentações para eles, do tipo "Deixe aqui o seu protesto contra o FDP da sua empresa". Todo mundo trabalha com um FDP e tem poucas e boas para falar sobre ele. Seria interessante, não? Mas só vale postar um recado se deixar também os nomes tanto do autor do recado quanto da empresa que lhe paga salário... Acho que iria bombar... Tenho até um lema: "Quem bate cartão fala mal do patrão".



Thiago

#Permalink 13/05/2010 @ 16:05:28


Comentário de: Mariana

AH! Agora eu vi os tweets. leio o seu blog do PC do meu estágio e aqui não abrem figuras (ou demora um século). Agora eu vi o que o jornalista escreveu e, definitivamente, não se trata de calúnia.

Injúria, como eu disse, não contempla como vítima as pessoas jurídicas.

Talvez os jornalistas que escreveram a reportagem criticada possam sim ajuizar uma queixa-crime por crime de injúria. Mas os jornalistas, pessoas físicas, não a empresa, como você disse ("O autor dos tweets imputou essa conduta à empresa em que trabalha").

(Gravz: Antes desses, ele personalizou - identificando os jornalistas. Depois, falou que se tratava de racismo. A conduta racista seria em razão dessa reportagem. Racismo é crime. Ele NÃO IMPUTOU CRIME aos jornalistas? Ele chamou a revista de "criminosa" e, nesse caso, é o bastante para uma demissão, dentro das prerrogativas do empregador, de seu poder potestativo etc. Quanto à esfera judicial fora da Justiça do Trabalho, caberia aos que foram chamados de racistas fazer o quê? Processo de "injúria"? Ele apontou o fato - reportagem -, qualificou a conduta como "racista" - crime tipificado -, apontou nominalmente as três pessoas e... É INJÚRIA? E fez isso por escrito! Repito a indagação: para você, o que seria necessário para configurar "calúnia"? Não é mais o "imputar a outrem crime não cometido"? Agora precisa de algum agravante, alguma cerimônia, alguma outra coisa ou o problema é a revista Veja?)


#Permalink 13/05/2010 @ 17:05:15


Comentário de: zzzz

" O incrível não é ele ter sido demitido, e sim ter conseguido emprego lá com esse pensamento e português deplorável. "

Imagina, ele só conseguiu alguns prêmios pra revista... péssimo profissional!

(Gravz: Também acho que não se deve julgar por aí. Mas "ranso" é dureza, vai :))

#Permalink 13/05/2010 @ 18:05:02


Comentário de: Roberto Decanine

ei gravz! tá difícil defender o séquito,hein! os neo-liberais já sif... e agora o que resta! vc. precisa se defenir prá que possamos armar a artilharia não fique em cima do muro igual aos tucanos! saia em campo aberto prá ser julgdo como judas ou não.

#Permalink 13/05/2010 @ 23:05:48


Comentário de: Vladimir

Essse escroto que se dane. Um a menos. Mais um motivo para assinar a Veja.

#Permalink 13/05/2010 @ 23:05:46


Comentário de: Ben

"Eu costumava ignorar a idiota Veja". Ele por acaso disse isso na entrevista de admissão na empresa? Não cabe a um jornalista patrulhar os seus colegas de redação e denegrir a imagem da empresa que paga o seu salário.

#Permalink 14/05/2010 @ 07:05:22


Comentário de: Pedro Daltro

na mosca, gravz!

#Permalink 14/05/2010 @ 11:05:55


Comentário de: zzzz

Porra Gravata, o cara pode até escrever meio esquisito - sempre acho uns erros de grafia nas matérias dele - mas faz o que o trio da "farra oportunista" nunca vai fazer: escreve sobre a questão indígena com propriedade porque consegue escutar os índios.

Sinceramente, eu não sou a favor de nada a priori, odeio a Dilma, queria que o PT se ferrasse. Mas não é por isso que eu vou endossar essa histeria fraudulenta da Veja, e o absurdo que foi essa reportagem. Se os caras querem discutir a questão dos tais "quilombolas" e "índios ressurgidos" que o façam como uma exposição de controvérsia, não como uma denúncia fraudulenta.

Continuo lendo a Veja, só não sei se consigo mais acreditar no que a revista escreve. Isso é uma pena, porque os críticos do governo agora têm tanta credibilidade quanto os apoiadores: nenhuma.

#Permalink 14/05/2010 @ 11:05:17


Comentário de: Rafael B. Dourado http://www.sapobrothers.net

Há dois aspectos que acho necessário salientar aqui: Primeiro, o editor da NetGeo não é só um FUNCIONÁRIO, ele está num cargo de relevância, e isso torna tudo mais grave, já que todo profissional mais gabaritado passa a responder pela empresa - a tia do café, se dissesse a mesma coisa, não traria o mesmo impacto.

Segundo, que ele abordou um aspecto bem relevante: a revista que ele criticou publicou uma informação que ele apontou como falsa e que contradiz ideologicamente a revista que ele editava. Portanto, a empresa estava autorizando essa rivalidade. O fato da VEJA não ter uma "cara" em forma de pessoa que a defenda fez parecer uma crítica a empresa como um todo, mas sabemos que não é o caso. São departamentos da mesma empresa, brigando entre si.

E a Abril tomou partido, claro, do seu braço que considera mais relevante. Do contrário, poderia fomentar essa briga entre editorias. A postura que tomou deixou bem claro que a Veja não tem "autonomia" - o que a editora poderia alegar no caso de algum processo que venha, de fato, acontecer.

Não é prudente criticar a empresa onde se trabalha, mas se você é uma empresa que prega liberdade de expressão e persegue os resquícios da censura, agir da mesma forma é, no mínimo, incoerente.

Pensando bem, neste aspecto, não foi.

#Permalink 14/05/2010 @ 12:05:21


Comentário de: Alex

Se eu fosse no twitter e colocass algo como: "O produto X é uma porcaria" e X fosse da empresa que trabalho - só isto já seria suficiente prá eu ser mandado embora - imagina então sair falando em racismmo?

Bando de ignorantes... não fosse a Veja, com certeza esse povinho ia apoiar a decisão. Mas como é a tão odiada revista a cambada fica toda ouriçada.

#Permalink 14/05/2010 @ 12:05:00


Comentário de: marcel

"Também acho que não se deve julgar por aí. Mas "ranso" é dureza, vai"

Ele não achou dureza porque devia achar que estava correto.kkkk

Se fosse só isso estava bom, mas acento e concordância ele nunca deve ter visto.E pra jornalista é algo obrigatório.

Quanto aos prêmios, dúvido que ele recebesse, se não escrevesse com corretor.kkk





#Permalink 14/05/2010 @ 13:05:12


Comentário de: Mariana

Gravz, tanto na injúria quanto na calúnia, ou na difamação, é necessário que o agente especifique para quem a ofensa é dirigida.

Então, o fato dele 'apontar nominalmente' os jornalistas, não configura calúnia, porque isso é comum em ambos os crimes...

Ser por escrito ou não também é irrelevante na hora de classificar um ou outro crime. Ambos admitem a forma escrita.

Mas concordamos nisso: "caluniar é atribuir FATO CRIMINOSO (não verdadeiro) à vítima".

A discussão é se a conduta do jornalista demitido cabe em injúria (atribuir qualidade negativa), ou calúnia (atribuir fato criminoso).

Chamar alguém de LADRÃO é atribuir uma qualidade negativa. Falar que alguém furtou determinado objeto, é atribuir a esse alguém uma conduta criminosa.

No caso do jornalista/abril, é uma questão de interpretação. Acho que é só nisso que estamos discordando.

Pra mim, ele claramente chamou a REVISTA (pessoa jurídica) de RACISTA (no sentido de que a veja é racista; uma qualidade inerente a revista).
Pra você, ele disse que a REVISTA cometeu um ato RACISTA em determinada ocasião (publicação da reportagem e só. fato isolado).

Bom, é mesmo só uma questão de interpretação. Ainda acho que é injúria, mas sua posição não é absurda também... Vou perguntar pra algum professor. ;)

E não, claro que o problema não é a revista veja, rs... Só estamos discutindo uma questão puramente acadêmica. Tô (desculpe a palavra, detesto falar assim) 'cagando' pra veja, e pro jornalista infatil que foi demitido. Serião. ;D

(Gravz: Ele apontou racismo contra os índios. Não contra o índio fulano de tal, verdade, mas contra os índios. Ele imputou racismo, sim, apontando o fato, a titularidade e a vítima - os índios bolivianos. Não faltou elemento algum)

#Permalink 14/05/2010 @ 13:05:55


Comentário de: sebastiao neto

alguem leu diretamente do twitter dele?

Pelo que li, a queixa dele com a veja começou quando ele perdeu o premio Abril de Jornalismo pra revista. Depois começou os ataques e os RTs de outros tuiteiros falando mal da revista (26/04).

Deve ter afetado. Era só questão de tempo até ser demitido. A Abril devia tá esperando uma escorregada feia dele ou já tinha dado um alerta pra ele segurar a lingua.

#Permalink 14/05/2010 @ 16:05:07


Comentário de: Kosher-X http://flavors.me/kosherx

Se o irresponsável do ex-editor da NatGeo bananense é tão incompetente assim, a única contestação absurda que pode ser feita é:

"Por que esse néscio não foi demitido ANTES?"

É triste admitir, mas precisamos de mais conteúdo da VEJA na NatGeo, pelo visto. Eu preferia que não tivesse, mas em vista dos fatos, é a única conclusão lógica.

#Permalink 14/05/2010 @ 20:05:33


Comentário de: BEto

Olá!

Por acaso não foi por aquela matéria em que a Veja fez um raio x da população indígena da Bolívia?

Que pelo cálculo da revista, na Bolívia, 17% podem ser considerados índios, em sentido estrito.

E que o Evo não sabe como funciona direito os rituais das tribos?

Onde ele diz que tem racismo?



#Permalink 15/05/2010 @ 13:05:30


Este post tem 11 comentários aguardando aprovação...

Deixe um comentário:
Os comentários são moderados. Tenha calma

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.