BANCOOP: VACCARI CONFESSA ENCONTRO COM DOLEIRO E MENSALEIRO
04/04/2010
BANCOOP: VACCARI CONFESSA ENCONTRO COM DOLEIRO E MENSALEIRO
Uma reportagem de Veja, desta semana, traz o trecho mais importante do depoimento de Vaccari ao Senado Federal. Ele confessa ter encontrado o doleiro Lúcio Funaro, em reunião da qual também participou Valdemar da Costa Neto (em 2004). Trechos a seguir:
"Então vocês se encontraram? - O tesoureiro do PT confirma reunião com operador do mensalão, mas não revela o teor da conversa. O operador já disse que o tema era propina - Vaccari recusou acareação com Funaro para esclarecer acusação de suborno: "Tenho de consultar o partido" - Na semana passada, ao falar pela primeira vez em público sobre as suspeitas de desvios na Bancoop, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, não parecia aquele cidadão de pavio curto que, sem nenhum constrangimento, debita na conta de pais de família as fraudes financeiras praticadas pela entidade durante sua gestão (...) Em 2004, enquanto fazia as tramoias na cooperativa, Vaccari também recolhia dinheiro para o caixa do mensalão. Em depoimento ao Ministério Público Federal e à Procuradoria-Geral da República, o corretor Lúcio Funaro contou que o tesoureiro petista cobrava propina para intermediar negócios com fundos de pensão comandados por seus colegas de partido. E poderia certificar que isso é verdade porque ele mesmo, Funaro, ouviu a proposta do próprio Vaccari em uma reunião da qual participou também o deputado Valdemar Costa Neto, o mensaleiro do PR. Tergiversando, o tesoureiro confirmou o encontro com a tropa mensaleira, mas não esclareceu o que conversaram três figuras tão distintas na sede da cooperativa. Propina, obviamente, não era. Valdemar Costa Neto estaria interessado em um apartamento da Bancoop? Funaro é corretor, mas não de imóveis. A trinca, na verdade, teria discutido a criação de um fundo de pensão para os trabalhadores da CUT, e os porcentuais de 10%, 12% e 15% citados durante o encontro eram apenas simulações de benefícios. É improvável que um especialista como Funaro tenha entendido tudo errado, mas essa é a melhor versão que o tesoureiro Vaccari encontrou até o momento para tentar se safar (...) o tesoureiro disse que precisava consultar o partido. Como se vê, João Vaccari é um companheiro leal. Não faz nada, mas nada mesmo, sem antes consultar seus superiores." (grifos nossos)
Está confirmado e confessado: houve a reunião. Funaro, o doleiro, Vaccari, o tesoureiro, e Valdemar da Costa Neto, réu no processo do Mensalão. O que será que os três conversaram?
transubstanciado por gravata às 04.04.10 - 17:25:19 | 8 comentários
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"Em depoimento ao Ministério Público Federal e à Procuradoria-Geral da República, o corretor Lúcio Funaro contou que o tesoureiro petista cobrava propina para intermediar negócios com fundos de pensão comandados por seus colegas de partido. E poderia certificar que isso é verdade porque ele mesmo, Funaro, ouviu a proposta do próprio Vaccari em uma reunião da qual participou também o deputado Valdemar Costa Neto, o mensaleiro do PR"
Isso é o que a Veja disse, agora leia o que disse o Ministério público citado por Veja:
Resposta do MPF sobre o caso Bancoop:
19/03/10 - Documentação do inquérito do mensalão sobre Funaro não traz informações sobre tesoureiro do PT
O corretor Lúcio Funaro responde em São Paulo a processo por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
O corretor Lúcio Bolonha Funaro responde a ação penal 2008.61.81.007930-6, na 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
A denúncia que gerou a ação penal foi oferecida pelo Ministério Público Federal em São Paulo, em junho de 2008. Lucio Bolonha Funaro e José Carlos Batista respondem pelos crimes de quadrilha e por 33 infrações a artigos da Lei n. 9.613/98 (Lavagem de Dinheiro), em razão de fatos apurados nos autos da ação penal 470 (Mensalão), que tramita no Supremo Tribunal Federal.
Os documentos recebidos da Procuradoria Geral da República, que embasaram a denúncia, oferecida pela procuradora da República Anamara Osório Silva, em São Paulo, demonstram que, através da Garanhuns Empreendimentos, empresa de Funaro e Batista, se garantia a dissimulação da origem e do destino de valores que iam da SMP&B ao antigo Partido Liberal. As transferências chegaram ao valor aproximado de R$ 6,5 milhões.
São sobre essas operações de lavagem de dinheiro que trata o processo, que tramita normalmente perante à 2ª Vara Federal. A última movimentação processual constante é de fevereiro de 2010.
O MPF em São Paulo não pode confirmar se o depoimento de Funaro, concedido em Brasília, se deu sob o instituto da “delação premiada”. De toda forma, o MPF não revela informações, nem o teor desses depoimentos, em respeito à legislação pertinente.
Entretanto, tanto na documentação remetida pela PGR à São Paulo, que embasou a denúncia, quanto na própria acusação formal remetida à Justiça pelo MPF-SP, em resposta a inúmeros questionamentos da imprensa, é necessário esclarecer, não há nenhuma menção ao ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto, atualmente tesoureiro do Partido dos Trabalhadores.
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
Gravataí, a revista Veja não disse que Funaro citou Vaccari no tal processo? Muito bem, o MPF disse que é mentira da revista na nota acima.
O fato de Vaccari ter se encontrado com Funaro não muda nada. Se havia algo errado na relação entre Vaccari e Funaro, porque o doleiro não disse nada no processo? O MPF disse na nota que não há nada no depoimento de Funaro que icrimina Vaccari.
A revista Veja não publicou a nota do Ministério Público e continua enganando seus leitores.
Gravatai, posso inferir então que você ao concordar com a revista Veja, está dando a entender que o Ministerio Público Federal está protegendo Vaccari ou mentindo? Será que eu entendi corretamente.
A Sra. Judith Brito da Folha disse em encontro na Fecomércio que a imprensa (Veja inclusive) substituiu a oposição, que segundo Brito estaria fragilizada. Veja só - sem trocadilho - que interessante, a revista Veja faz uma denuncia constestada pelo Ministerio Publico em seguida a oposição representada por PSDB, DEM e PPS mesmo sabendo que o MPF desmentiu, convoca Vaccari para depor. Parece a tabelinha Pelé e Coutinho, um levanta (Veja) e outro cabeceia (oposição).
(Gravz: Vaccari CONFESSOU ter encontrado Funaro e Costa Neto. O que trataram na reunião? É a pergunta que faço, uma dúvida legítima. Você não está curioso?)
É simples, Vaccari e Funaro se encontraram, qual seria o assunto?
Ora, se foi algo ilegal o lógico seria Funaro ao depor no MPF apontar essas ilegalidades. No entanto, a procuradora Anamaria Osório disse que Funaro não se referiu em nenhum momento a Vaccari.
Ora, se Funaro não disse nada ao MPF, a Veja mentiu e usou o doleiro. Agora se não houve nada ilegal na conversa de Funaro e Vaccari, porque o petista tem que revelar a conversa?
(Gravz: Vamos lá... Vaccari CONFESSOU que houve a reunião, e nela estavam não apenas ele e Funaro, mas também Valdemar da Costa Neto. Qual seria, afinal, o TEMA dessa reunião? O que os três teriam em comum em 2004? Você realmente acha que não é uma dúvida legítima? Ah, sim, Vaccari não aceitou de imediato acareação, pois "consultaria o partido". Só eu acho isso estranho? Veja "mentiu"? Então Vaccari também "mentiu", porque CORROBOROU a existência de uma reunião. Resta saber o que foi tratado. Valdemar queria comprar um apartamento do Bancoop? Funaro também queria um? Era uma partida de buraco? Tranca?)
Já que você insiste, não há outra alternativa senão perguntar: O ministério Público mentiu quando diz que Funaro não se referiu a Vaccari?
(Gravz: Não sei, Paulo. Não entro nessa de "revista mentiu" ou "MPF mentiu" e assim por diante. Temos o fato inconteste de que VACCARI CONFESSOU TER HAVIDO UMA REUNIÃO. O que houve, afinal, nessa reunião? Estavam ele, Funaro e Valdemar da Costa Neto. Foi no ano de 2004. Resta saber o que foi conversado. O tesoureiro da Bancoop e, agora, do PT; um doleiro operador do Mensalão; um Mensaleiro, réu no processo. Não farei deduções precipitadas, mas... Enfim. Não custa ir atrás dessa informação, né?)
Senhor Paulo, sua argumentação vem no sentido de demonstrar que todos podem estar mentindo - menos o Vaccari. mas não se esqueça de que foi o próprio que admitiu ter havido a reunião entre ele, Funaro e Valdemar Costa Neto.
Se não são amigos de infância relembrando os tempos de escola... há algo muito errado nisso.
O que faz um doleiro?
O que faz um tesoureiro?
Daqui a pouco vão falar que estavam falando de futebol.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,petistas-pedem-convocacao-de-vaccari-e-blat-em-cpi,532088,0.htm
(Ufa! Achei um link que o Gravata confia!)
Os deputados estaduais de São Paulo, do Partido dos Trabalhadores, Antônio Mentor e Vanderlei Siraque, partiram para o ataque para desmascarar de vez os factóides, boatos e difamação a respeito das acusações eleitoreiras da tropa de choque de José Serra (PSDB/SP) contra o PT e a Bancoop.
Surpreenderam a tropa de choque demo-tucana de José Serra (PSDB/SP) que criaram a CPI eleitoreira da Bancoop na Assembléia Legislativa de São Paulo, e protocolaram, um requerimento de convocação do presidente da Bancoop no período 2005 a 2010, João Vaccari Neto, e do promotor de Justiça José Carlos Blat, que o acusa através da imprensa sem apresentar denúncia formal à justiça.
Os petistas querem ouvir os depoimentos já nesta semana. O requerimento será votado pelos membros da CPI estadual na próxima sessão, que acontece na quarta-feira, dia 7 de abril.
Paulo, meus parabéns pela brilhante percepção das palavras de Judith Brito sobre o a admissão de culpa pelo papel de oposição feito pela imprensa (partido fora-da-lei, pois está atuando sem registro no TSE
Alguém assistiu ao Knockdown que o Lula deu na mídia ontem na entrevista ao Canal Livre da Band?
A resposta ao Ricardo Boechat na indagação se o presidente não estava viajando demais foi ótima. Fiquei com vergonha por ele.
Mas o melhor para mim:
“Jornalista ouve mais censura dos seus “donos” do que do governo”
Deve ter doído! Cadê o Marcelo Madureira com os bilhetinhos??
E falar para o Casoy que acha chique os catadores de papel andando de avião, não tem preço.
Só um pequeno comentário. Em 2004, o Santos estava detonando no Brasileirão e isto É SIM MOTIVO SUFICIENTE PARA A REUNIÃO!!!!! Quem em sã consciência não se reuniria para discutir o brasileirão em 2004? Além do mais, isto é notícia requentada, não é mesmo? Estes caras não são pessoas comuns, para responderem por seus atos. São só uns aloprados.
Um abraço.
Essa foi entre as pernas.
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