NASSIF E EU: MUDANÇAS E MUDANÇAS

03/04/2010

NASSIF E EU: MUDANÇAS E MUDANÇAS

Sim, já mudei de opinião algumas vezes e provavelmente mudarei outras tantas. No PT, por exemplo, votei em diversas ocasiões. A coisa foi ficando feia após o Mensalão e, mais ainda, com o caso dos aloprados. Daí em diante, para mim, ficou difícil. Pode ser que vote, sim, em algum candidato petista - sobretudo nesses casos em que um segundo turno nos obriga a escolher entre o "menos pior" (e isso não é tão raro).

E é claro que já falei mal de tudo que é partido, já xinguei e tudo mais. Luís Nassif publica em seu blog alguns textos meus, antigos, nos quais falo mal disso e daquilo. O título é "os profissionais da difamação" - obviamente, o post, dentre outros tantos, será juntado ao processo que temos no Juizado Especial Cível (a figura do pedido contraposto existe para isso).

Mas vamos falar de opiniões ao longo do tempo.

Não entro nessa de "profissional de difamação" ou coisa do tipo. É bobagem. Apenas me limito a reproduzir trechos de colunas já publicadas por Nassif, na Folha de São Paulo, tratando das mais variadas personalidades de nossa política. Além de reproduzir e grifar, deixo a data e contextualizo politicamente. Boa leitura.

NASSIF E PT (E LULA)

"O bem e o mal do PT - Neste ano da graça de 1996, o mal maior do PT já foi seu maior bem: Luiz Inácio Lula da Silva. (...) Não aprendeu novos conceitos, não conseguiu se desvencilhar de velhos valores e, com um estilo acomodatício que lembra em tudo a contemporização existente nos partidos convencionais, impediu o deslanche do partido ao não se mostrar capaz de conduzir a travessia e não permitir o surgimento de outras lideranças nacionais. (...) O outro PT continua a brandir um radicalismo estéril. Não tem votos, não tem imaginação e não tem desprendimento. Seu único objetivo são os cargos e benesses do poder. Só sobrevive porque vive parasitariamente do PT moderno. O grave é que é esses setores passaram a ser estimulados dentro do partido como peça da estratégia de sobrevivência política de Lula contra as novas forças. (...) Mas Lula não ambiciona mudanças e não admite a aposentadoria. E, com isso, impede que o partido deslanche. Dentro dessa estratégia de sobrevivência, nos últimos tempos permitiu a veiculação das teses mais estapafúrdias -como o PT oferecendo um vice à candidatura de Itamar Franco ou apoiando o governador paranaense Jaime Lerner. Aparentemente, Lula não consegue admitir que o PT possa ser bem-sucedido sem ele. O operário que corria riscos em nome de uma bandeira não mais existe. A bandeira única de Lula chama-se Lula. E a barreira maior para o PT se firmar como o grande partido nacional chama-se Lula."

(aqui, aos 23/09/1996, sob o governo FHC, ano de eleições municipais)

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"Morte de um quase partido moderno - Quanto mais se sente perto do poder, mais do poder o PT se afasta. Os recentes embates na executiva deixaram a mostra o principal vício do partido: a incapacidade de pensar estrategicamente e de sobrepor às disputas internas as lutas maiores do partido. Até algum tempo atrás, grupos minoritários não tinham espaço dentro do PT, por excesso de desunião e ausência de projetos nacionais. Foi a perspectiva de tomada de poder que provocou uma aliança tática, que acabou por juntar desiguais, permitindo-lhes tomar o controle da máquina. (...) O vício da luta armada levou esses grupos radicais a considerarem como objetivo final a dominação ou destruição de outros grupos de esquerda. Foi assim que se apossaram da campanha eleitoral de Plínio de Arruda Sampaio, candidato à prefeitura de São Paulo, e a destruíram em pouco tempo –por incompetência e incapacidade de entender o eleitor. Eleitoralmente, esses grupos não têm a menor importância. Intelectualmente, limitam-se a repetir velhas lições mal aprendidas. Sua única fonte de poder é o controle burocrático que exercem sobre a figura pública de Lula. Mas desde a campanha anterior, Lula tem revelado uma falta de energia, uma ausência de confiança no próprio taco, que dificilmente pode-se acreditar que irá se livrar do abraço de afogado desses grupos radicais. Justamente por isso, setores que apoiaram Lula contra Fernando Collor de Mello e mesmo setores mais moderados do petismo tenderão gradativamente a se afastar do buraco negro dessa radicalização estéril. Mesmo se Lula vier a vencer as eleições o PT será um partido morto, constituído apenas por esses radicais, agora devidamente amestrados pelos cargos públicos que eles disputaram com tanto afinco."

(aqui, publicado aos 20/02/1994, sob o governo Itamar, período eleitoral PT x PSDB)

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"Um divisor de águas para o PT - O senador José Paulo Bisol não é vítima de conspiração ou massacre. A fogueira inquisitorial que o queima é a mesma da qual ele se valeu para assar os infiéis. A imprensa nada mais fez do que cumprir o mesmíssimo roteiro que seguia quando dava guarida às denúncias do PT e do próprio Bisol – e era erroneamente acusada de petista pelos atingidos. (...) Em sua entrevista ao repórter Carlos Eduardo Alves, da Folha, Bisol sustenta estar sendo vítima de uma armação dos donos do Estado brasileiro –como se os benefícios que auferiu, como juiz, não fossem prerrogativa de donos de Estado. Não há nada mais revelador desse espírito conquistador, do que a resposta dada por ele à pergunta: "O sr. acha que agiu corretamente ao aceitar empréstimos a que a maioria da população não teria acesso?". A resposta: "O PT, o PSB e qualquer associação ou agrupamento ou coletividade brasileira, funcionários do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, do Ministério Público, funcionários da Justiça... todos eles tiveram e têm esses empréstimos". É preciso mais? É sintomático que na questão do Orçamento, a integridade das idéias petistas, evitando emendas individuais, tenha sido preservada por aqueles parlamentares acusados de contemporizadores pelos radicais –como José Genoino e Paulo Delgado. (...) Ou Lula demonstra agora capacidade de administrar conflitos e de definir claramente o compromisso do partido com a cidadania e a nova ética, ou não se espere de seu governo –se a fogueira Bisol não liquidar antes com sua candidatura– mais do que a administração de favores àqueles que tornaram o Estado refém de seus privilégios..."

(aqui, publicado aos 18/07/1994, sob o governo Itamar, período eleitoral PT x PSDB)

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"O PT e a síndrome do escorpião - Caso queira permanecer como partido estruturado, depois das eleições, o PT precisa urgentemente analisar seus erros e rever sua postura em relação ao país. Não se pode obviamente diminuir o papel do Real nessas eleições. Mas o PT de Lula começou a cavar sua sepultura antes mesmo da troca de moedas. (...) Na base, o PT é evangélico, passional, facilmente ludibriável pelos populistas de plantão. No meio campo, dispõe de cidadãos consequentes, mas sem espaço de atuação. No topo, de dirigentes que ascenderam manipulando as bases e que passam a instrumentalizar o partido em seu próprio benefício. No fundo, o PT é muito parecido com o Brasil. Tem saltado aos olhos campanhas de dirigentes do partido, eleitoralmente inexpressivos, com gastos muito acima da média partidária. Não será coincidência se o financiamento provir de corporações estatais anacrônicas. O partido pagou a conta de ter substituído o discurso da cidadania pelo do corporativismo. Mas os dirigentes garantiram o seu. No fundo, as práticas políticas internas do PT são filhas diretas da mesma estrutura mental que gerou coronéis nordestinos e toda a tradição corporativista brasileira."

(aqui, publicado aos 21/09/1994, sob o governo Itamar, período eleitoral PT x PSDB)

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"Salvo pela derrota - No próximo dia 4 de outubro o PT será salvo pela derrota. Será a única maneira de superar a atual crise de adolescência e cumprir um grande papel político nos próximos anos. O PT foi o primeiro partido brasileiro criado a partir das organizações sociais, com o compromisso de montar estruturas não-governamentais de controle do Estado. O partido vicejava graças a um não-dogmatismo e a uma repulsa a qualquer forma de centralização e de interferência estatal. "O Estado é intrinsecamente um inibidor do desenvolvimento da sociedade", admite Luiza Erundina, uma de suas fundadoras. (...) Quando a campanha do impeachment mudou a ética pública, na hora de colher os frutos, de um dos pioneiros da nova ética, o partido passou a agir oportunisticamente. Julgando que a eleição de Lula eram favas contadas, abandonou os ideais parlamentaristas, descuidou-se da constituinte exclusiva, deixou para segundo plano as propostas de controle social sobre a saúde, trocou a cidadania pelo corporativismo. Se Lula tivesse vencido as eleições, esses vícios se estratificariam e o país teria de aguardar mais dez anos para aparecer outro PT..."

(aqui, publicado aos 30/09/1994, sob o governo Itamar, período eleitoral PT x PSDB)

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"O PT e a mula-sem-cabeça - O 9º Encontro Nacional do PT significou uma abertura nas posições dogmáticas do partido, mas ainda longe se definir com clareza sua tendência final (...) Em relação à privatização, o PT enrola-se no mesmo dilema da área externa, de não definir uma posição clara e não conseguir avançar além do discurso da negação. Declara-se contra o Estado-empresário, mas sem nenhuma convicção. Ao mesmo tempo diz-se a favor do monopólio estatal nas únicas áreas relevantes (petróleo e telecomunicações), e a única proposta objetiva em relação ao tema é proceder a uma auditoria e anular privatizações já ocorridas, sem registradas irregularidades. (...) O acordo entre Lula e as facções mais radicais foi obtido em cima de argumentos táticos, o velho vício autoritário da esquerda radical, de balizar as ações pela "correlação de forças". O recado que se passa é claro: aceitamos teses moderadas, mas apenas enquanto a tal correlação não nos for favorável"

(aqui, publicado aos 04/05/1994, sob o governo Itamar, ano eleitoral)

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"O fantasma do PT - À medida em que não aparecem nomes capazes de enfrentar a candidatura petista, o que pensa o PT entra na ordem do dia das análises de cenário. (...) Acreditam que a única maneira do Estado exercer papel regulador na economia é através de estatais –o que é um grosso equívoco. E julgam que a melhor política de distribuição de renda consiste em estimular a fabricação de produtos de terceira para consumidores de segunda –quando são produtos sofisticados, vendidos no mercado internacional, que garantem crescimento e geração de empregos bem remunerados. (...) A grande incógnita é Lula, apesar de sua envergadura como homem público e sua reconhecida idoneidade. Entregue o PT coeso a Lula e ele será capaz de enfrentar o mundo. Incumba-o de administrar um racha interno e ele trava. Além disso, em que pese sua inteligência, a visão que Lula tem dos problemas nacionais é mais intuitiva do que bem informada e mais recheada de preconceitos do que os sindicalistas da geração posterior. É esta postura que impede que se aceite tranquilamente a posição otimista dos intelectuais social-democratas do PT, de que a linha do partido já estaria decidida em seu favor."

(aqui, publicado aos 04/05/1994, sob o governo Itamar, ano eleitoral)

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"Os dilemas do PT - Pouco antes de iniciar a campanha eleitoral, ouvi de dois sólidos empresários modernos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) uma afirmação até certo ponto surpreendente: "Entre Lula e Fernando Henrique ficamos com Lula, porque pelo menos ele representa uma esperança de ruptura com este modelo existente". (...) Não os encontrei depois disso. Mas, se provavelmente aumentou seu desânimo com a candidatura FHC depois de suas últimas alianças, é duvidoso que continuassem mantendo as esperanças de que o PT representaria a ruptura com o estabelecido. No fundo, o PSBD é uma rocha de convicção perto das perplexidades do PT –e reside aí provavelmente a razão da queda de Lula nas pesquisas realizadas nos centros mais modernos. Pouco tempo de campanha foi suficiente para robustecer a sensação de que, no poder, o partido acabaria imobilizado por sua própria falta de rumos. O episódio Bisol foi tristemente sintomático. Primeiro, por revelar a falta de disposição de Lula de definir pendências internas do partido. Depois, por demonstrar o inacreditável poder de grupos que dominam a Executiva, de impor seus interesses internos sobre os interesses maiores do partido. (...) O grande compromisso com a cidadania foi substituída pela defesa da ampliação da ação do Estado, pelo fechamento do mercado, pela defesa das "conquistas históricas" das corporações. (...) enquanto o partido retomada a velha cantilena da crítica à ditadura militar –um fantasma que morreu há mais de dez anos e que só foi ressuscitado recentemente por obra de líderes do PT."

(aqui, aos 12/08/1994, sob governo Itamar, período eleitoral PT x PSDB)

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"As lorotas do deputado Paim - É falsa a informação prestada pelo deputado Paulo Paim (PT-RS) de que o relatório de auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) teria constatado a viabilidade financeira do aumento dos benefícios previsto no projeto de lei nº 02/95. A falta de senso crítico com que generalizadamente são aceitas as informações desse deputado, aliás, mereceria um estudo mais aprofundado. O deputado é um contumaz manipulador de informações. Mas suas jogadas são aceitas com uma certa complacência divertida, pelo prazer de vê-lo colocando em xeque o governo A ou B. (...) A maneira fácil com que se embarca sistematicamente nas petas do deputado Paim confirma uma velha verdade jornalística. Tome um relatório volumoso -desses que dá trabalho folhear- e coloque-o nas mãos de um deputado esperto -desses que conseguiram, sabe-se lá por que artes, entrar no circuito das pautas de jornais. E serão tiradas as conclusões que o deputado quiser tirar. Se espírito crítico fosse água, há muito o jornalismo brasileiro teria sido dizimado pela mais mortal das secas."

(aqui, aos 19/04/1995, sob governo FHC)

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"O sertão vai virar mar - (...) O dado pouco percebido é a maneira preocupante com que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vai gradativamente se excluindo do jogo político, e fugindo ao controle de suas lideranças mais sensatas. (...) Derrotados pela repressão, os grupos ultra-radicais foram se abrigar em diversas entidades, tentando conquistar seu controle político. Foi emblemática a tentativa recente de tomada do controle do PT por uma aliança de grupos ultra-radicais. (...) É por aí que entra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Há o risco concreto de que se torne o palanque ideal para a aglutinação dos ultra-radicais expulsos das instituições políticas urbanas. Não há nada que justifique a selvageria da polícia. Mas as excepcionais imagens da repórter da Globo foram claras, mostrando os sem-terra partindo para o confronto, armados de paus, foices e, alguns deles, de revólveres. Os gatilhos das metralhadoras foram acionados por comandantes irresponsáveis, mas também por lideranças que não se incomodaram em colocar velhos, mulheres e crianças na linha de fogo. Não se trata de transformar vítimas em algozes"

(aqui, aos 21/04/1995, sob governo FHC, sobre o caso Eldorado dos Carajás)

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"Sem voto e sem mensagem - O principal problema político do Brasil de hoje é a falta de um discurso político eficaz da oposição -entendendo-se como tal um conjunto de propostas alternativas claras e de largo alcance popular. (...) Assim, o cenário político das oposições, em períodos não eleitorais, acaba sendo ocupado pelos sem voto e pelos sem mensagem. Numa ponta, setores do Movimento dos Sem-Terra (MST) e outros grupos minoritários radicais de concepção revolucionária. O espaço dado pela mídia e a romantização das invasões têm permitido, inclusive, o aparecimento de aventureiros e radicais sem conta -como o caso dos grileiros que se apropriaram da bandeira dos sem teto de Itaquera. Na outra ponta, o espaço voltou a ser ocupado por setores dos anos 50, brandindo um discurso fortemente moralista e calcado em ícones nacionalistas dos anos 50. (...) Qualquer opinião contrária é colocada sob suspeita, e seus formuladores são "entreguistas" ou "corruptos"."

(aqui, aos 23/05/1997, sob governo FHC)

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"A derrota da reforma - (...) O caso PT e a CPEM - É evidente que há exploração política das denúncias por parte dos adversários do PT -como em toda denúncia contra qualquer partido político. Queimar Lula não é bom nem para o PT nem para a democracia. Mesmo assim, soa descabida a tentativa de desqualificar a denúncia e o denunciante -Paulo de Tarso Venceslau- com insinuações, sem nada de concreto, ao velho estilo das patrulhas políticas dos anos 70, e dos Rambos dos anos 90. 1) Paulo de Tarso era e continua sendo um valente lutador das esquerdas, que sempre manifestou dois tipos essenciais de coragem: a física, de sempre sair à frente nas grandes batalhas dos anos 60 e 70; e a coragem de consciência, de não subordinar suas convicções a patrulhamentos de grupos. 2) O ponto básico do CPEM não era apenas o fato de ter assessorado prefeituras do PT e de outros partidos. Quem tem conhecimento, tem o direito de vendê-lo pelo valor que julgar que vale. Ocorre que há um relatório da Boucinhas & Associados, encomendado pela própria Prefeitura de São José dos Campos, que demonstra que a CPEM recorria a falsificações de documentos, visando aumentar sua parte no bolo do município. Em um ano, chegou a levar mais de US$ 10 milhões, o equivalente a 10% da receita de São José. Enquanto preparar servidores municipais para desempenhar o mesmo trabalho do CPEM não exigia mais do que um dia de curso. 3) Essa empresa, que falsificava documentos para ampliar seus ganhos em cima das prefeituras, era vendida às prefeituras do PT por Roberto Teixeira, compadre e homem que emprestava sua casa ao presidente de honra do PT. 4) Lula e o PT poderiam alegar desconhecimento sobre as atividades da CPEM, mas só até o momento em que Paulo de Tarso fez suas denúncias ao partido. Depois da denúncia formulada, não havia como desconhecê-la. No entanto, foi varrida para debaixo do tapete. Se as denúncias agora estão sendo manipuladas por inimigos do PT, são outros quinhentos. Pretender avançar insinuações sobre as motivações de Paulo de Tarso, é covardia. Não se trata de homem de esquemas, nem de outros partidos. Trata-se de uma daquelas personalidades raras, solitárias, escoteiras. Ele e sua consciência, apenas."

(aqui, aos 12/06/1997, sob governo FHC)

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"O jornalismo de insinuações - O artigo do ombudsman da Folha, Mario Vitor Santos, sobre o caso Paulo de Tarso Venceslau é capítulo importante na grande luta atual da imprensa de reavaliação de procedimentos anacrônicos e de consolidação de novos valores. Militante histórico do PT, Venceslau tinha denúncias sobre pessoas próximas a Lula. Durante três anos, tentou tratar do caso internamente, no âmbito do partido. Não conseguindo, trouxe-o à tona. Suas denúncias vieram no momento em que o governo federal era alvo de outras denúncias e foram aproveitadas por adversários do PT para desviar o fogo do governo e centrá-lo no partido. A iniciativa de Venceslau é passível de julgamento político. Conhecendo a vida de Venceslau e sua luta interna para esclarecer o episódio, algumas das principais lideranças do PT evitaram julgamentos morais. Principal atingido pelas acusações, Lula buscou razões pessoais em sua atitude. Tratou-o como ressentido e personalista. Mas não avançou em condenação moral. Pouco importa. Nos dias seguintes, Venceslau foi submetido a um linchamento moral poucas vezes visto, baseado exclusivamente em insinuações."

(aqui, aos 24/06/1997, sob governo FHC)

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NASSIF E O PLANO REAL

"A manipulação dos crédulos - Depois de dez anos de pacotes econômicos, de fracassos reiterados de planos autocráticos, de manipulações de economistas preocupados unicamente em agradar a seus chefes políticos, insistir que basta ter fé para o Plano Real ser bem sucedido é de cabo de esquadra. Em economia, ceticismo ou fé não se constituem em postura filosófica ou em estilo literário. Pode-se ser mais ou menos otimista, mais ou menos cético, mas sempre tomando-se por base a análise dos fatos, não formulações idealizadas da realidade (...) Esse Plano Real não é íntegro, é oportunista; não é racional, é eleitoreiro; não é plano, é mera troca de moeda. Seus autores aceitaram participar desse jogo de cena, abrindo mão do compromisso com as reformas, porque há muito a economia, neste país, deixou de ser ciência, para servir apenas à manipulação da opinião pública, com objetivos eleitorais."

(aqui, aos 03/07/1994, sob governo Itamar)

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"Uma obra de arte política - O presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, é mais popular que o plano que o elegeu. Faz lógica. (...) Tudo isto não é suficiente para nublar a constatação de que o país caminha em direção às reformas, e que, felizmente, a coluna se equivocou sobre o fôlego e a vontade política do presidente da República -quando criticou acerbamente, no ano passado, o abandono das propostas de reformas pela campanha eleitoral. Fernando Henrique Cardoso mostrou uma determinação e uma visão estratégica que lhe permitiram montar a maior obra de engenharia política do país, desde o acordo PSD-PTB que garantiu a governabilidade do governo JK. (...) O pacto de FHC foi feito em cima das idéias das reformas e da modernização. Utiliza barganhas, ainda que de maneira mais moderada, mas (até agora) como instrumento para alcançar os objetivos propostos -as reformas. Seria farisaísmo julgar ser possível entrar na lama sem respingar. Mas só não se deturpará o processo, transformando mais uma vez meios em fins, se a imprensa prosseguir firmemente na denúncia da politização do Estado. A obra política fundamental foi ter conseguido recuperar a bandeira da modernização -desfraldada e, depois, comprometida pela arrogância política e pela corrupção do governo Collor- e articular amplos interesses em torno do tema. O país volta a ter um rumo, em torno do qual todos os setores da vida nacional precisam obrigatoriamente se situar, seja oposição ou situação. (...) O mais homogêneo apoio ao governo parte da imprensa, que passou a encarar o plano com o temor reverencial que os índios dedicavam a Caramuru. Na maior parte dos casos, não se entende a lógica do real nem se se dispõe de capacidade de analisar seus erros. Mas o apóia com a coesão de uma torcida organizada de futebol -ou de um linchamento público, como ocorreu com a recente greve dos petroleiros."

(aqui, aos 03/07/1995, sob governo FHC)

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NASSIF E O PSDB

"Serra e o desafio da Saúde - O presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador José Serra são amigos que não se bicam. Respeitam-se intelectualmente um ao outro, têm história política em comum e até se gostam. Mas trabalhar em conjunto é um suplício para ambos. Particularmente, FCH incomoda-se com a forma obsessiva com que Serra defende suas posições e ocupa espaços e, principalmente, o espicaça para a ação. (...) Serra traz, sobre seu antecessor Carlos Albuquerque, a vantagem de ter estatura política para defender adequadamente os interesses de sua pasta perante a área econômica. Também não terá dificuldades em se relacionar com a parte mais atuante do Sistema Único de Saúde (SUS). (...) Sendo bem-sucedido, esse jogo garantiria ao segundo governo FHC um espectro de aliança mais condizente com sua formação política. E a Serra, a possibilidade de lançar-se a vôos mais altos -provavelmente o governo de São Paulo, nas próximas eleições."

(aqui, aos 24/03/1998, sob FHC, ano eleitoral)

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"A viagem relevante de FHC - A visita do presidente da República Fernando Henrique Cardoso aos Estados Unidos tem tudo para se transformar em acontecimento diplomático da maior relevância. (...) Agora, tem-se um presidente intelectualmente preparado, um embaixador em Washington -Paulo Tarso Flecha de Lima- que conhece como ninguém a arte da promoção e da recepção diplomática e o fim da utopia argentina e mexicana no imaginário do mundo financeiro local. Melhor: não se vai atrás de esmolas dos organismos multilaterais. O que se pretende é "vender" as oportunidades do país para os investidores e para o governo americano. Pode ser que a visita se dilua na grande caixa de ressonância que é a mídia americana. Mas tem tudo para se transformar em um dos grandes momentos da diplomacia brasileira."

(aqui, aos 18/04/1995, sob governo FHC)

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"Aproxima-se a grande batalha - No segundo semestre será travada a maior batalha constitucional da moderna história do país, quando se tentará extirpar os elementos básicos de alimentação da fisiologia política, que marcaram desde sempre a vida nacional. Do resultado desta disputa dependerá não apenas o sucesso do governo, mas também as próprias chances do país de romper definitivamente com seu subdesenvolvimento político. As reformas do primeiro semestre ajudaram a quebrar monopólios públicos. (...) As análises de conjuntura política da ``Agência Dinheiro Vivo" indicam quatro frentes básicas de batalha para se alcançar essa modernização política (...) A decisão do governo de encarar essa luta no segundo semestre é significativa por vários motivos. Primeiro, por conferir perfil de estadista à atuação de Fernando Henrique Cardoso."

(aqui, aos 23/07/1995, sob governo FHC)

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"O Bismarck brasileiro - Quem acusa o ministro do Planejamento José Serra de beneficiar São Paulo, ou setores da indústria, não tem a mínima informação sobre sua natureza. Serra é essencialmente homem de Estado (não necessariamente um estadista), uma espécie de líder do lobby incumbido de defender as contas públicas. Não é pouco para um país em que nas obras públicas viceja o paradigma de Maluf (...) Serra continua acreditando firmemente no Estado como o grande condutor dos projetos econômicos. A partir daí, persiste em manter intocados os modelos centralistas do BNDES e do FGTS, e em preservar seu poder de arbítrio sobre os recursos e o modelo da privatização. (...) Ao contrário de tantos colegas ``estruturalistas" dos anos 70, Serra continua acreditando piamente nas reformas estruturais, e no papel do Estado na área social. O que é fundamental. Mas se não compreender a tempo a dinâmica das relações do Estado com a nova economia, irá desperdiçar uma grande carreira de homem público. E o Brasil não está em condições de desperdiçar as poucas vocações públicas autênticas de que dispõe."

(aqui, aos 26/07/1995, sob governo FHC)

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Enfim, realmente já falei mal e bem do PT, mal e bem do PSDB etc. etc. etc. Não fui o único, né? É isso aí. Não vale dizer que isso é um "ataque", tá? São trechos de colunas publicadas ao longo dos anos, todas elas escritas por quem me chamou de "profissional da difamação".

ps. - comentários ofensivos serão excluídos porque dá trabalho ficar editando, ok?

transubstanciado por gravata às 03.04.10 - 20:41:31 | 26 comentários

Comentários, Pingbacks:

Comentário de: João

Luís Nassif (...)

(Gravz: Pô, não vale xingar, aí não publico)

#Permalink 03/04/2010 @ 21:04:14


Comentário de: Paulo http://www.twitter.com/paulobatista

Esse Nassif é uma piada, há muito vive de suas teoriazinhas da conspiração...

(po, piada não é xingamento né;)

#Permalink 03/04/2010 @ 22:04:33


Comentário de: João

Gravataí

Respeito sua decisão de cortar meu comentário. Porém, não considero que ofendi o decadente jornalista em questão.
Definitivamente, quem conhece a trajetória (...) não pode esperar coerência alguma dos seus textos.

(Gravz: É que tá rolando processo judicial e tudo pode ser usado)

#Permalink 03/04/2010 @ 22:04:00


Comentário de: Rod

Esse post é simplesmente devastador, Fernando. Tem passagens memoravelmente elucidativas que esclarecem os fatos de agora, comprovando o que já inferíamos. Que será que os acólitos da seita petista dirão agora? Vão denunciar o indivíduo em questão?

Espero que esse processo possa vir a público no futuro. Será interessantíssimo lê-lo.

#Permalink 04/04/2010 @ 01:04:25


Comentário de: Silvio RJ

Sou leigo em casos de justiça e etc... Tenho duas dúvidas.

1 - Quando tudo estiver "resolvido" e julgado, todos os materiais do processo: textos do juiz, advogados, "provas" anexadas e etc... são disponíveis ao público? Ou apenas a sentença do juiz?

2 - Quanto tempo pode durar uma peleja dessas?

Abraços.

(Gravz: O processo é público, tudo está disponível sempre. Há uma audiência de tentativa de conciliação e, caso não haja isso, marca-se outra, aí sim, nessa próxima, levo a Defesa e também o Pedido Contraposto. Dura um bom tempo, acho, apesar de ser no JEC)

#Permalink 04/04/2010 @ 01:04:33


Comentário de: Ben

O Nassif tem quase o dobro da idade do Gravataí. Eu lia o seu blog no UOL. Depois que ele se mudou pro IG, passou a bajular o governo petista e me senti excluído. Mudou depois de velho?

#Permalink 04/04/2010 @ 07:04:27


Comentário de: Paulo Santos Cunha

Eu li a grande maioria desses artigos na pagina 3 do caderno Dinheiro da Folha de São Paulo. Muitos aqui são muito jovens, eu tinha 20 e poucos anos na epóca - decada de 90.
A epóca eu era eleitor de FHC, e pensava como Nassif em relação a FHC e Serra e tinha verdadeira aversão ao PT. O que sobressaia do PT era a luta interna, como a que prejudicou Erundina na prefeitura de São Paulo, dificuldades em coordenadar ações pragmáticas, uma forma utópica de ver a politica e uma disposição invejável para o confronto sem apresentar alternativas. Lula, sempre foi pragmático e defendeu as posições do partido, fossem elas mais radicais ou no final dos anos 90 e inicio de novo milenio mais moderada. Lula já disse que não estava preparado para governar a partir de 1989 e eu diria que também em 1994 e 1998 porque não tinha um partido preparado para lidar com o mundo novo saido da guerra fria.
A democracia interna do PT tinha seus méritos, mas o partido era um grande conselho, os seus filiados que administravam muncipios e estados não tinham como praticar atos corriqueiros de governo sem consultar as bases. Acompanhei isso minuciosamente e não há como tirar a razão de Nassif, o PT não estava preparado para governar, Lula era visto pelas classes médias como espelho desse "samba do criolo doido" que era o PT. Quando Lula chama para si a responsabilidade em 2002 e ganha certa autonomia alguns utopistas costumam dizer que o PT foi ferido de morte, enquanto eu acredito que Lula tomou a decisãõ correta, principalmente ao ter se colocado proximo ao Palocci e ter escrito a carta aos brasileiros. Mudou mais o PT e Lula, porque o Nassif não poderia ter outra opinião?
Isso mudou em 2002, Lula tomou as redeas do processo politico e disse ao partido que ou ele lançava uma plataforma da esquerda viavel, possivel, moderada como a européia ou não seria candidato. Para isso escolheu José Alencar como vice.
O que mudou meu voto, principalmente em 98 foi o "estelionato eleitoral" que FHC cometeu, a ótima adminstração do 1° governo deu lugar ao engodo, a desvalorização do real e derradeira crise brasileira em 1999 e por fim para coroar tudo o apagão. Tudo o que se disse em relação a FHC foi irremediavelemte perdido pelo apagão, eu digo sempre que os tucanos ficam tentando entender a rejeição a FHC e não entendem, basta lembrar que o Brasil racionou energia por um ano, como ocorre hoje na Venezuela. Não vejo como o Nassif poderia cobrir de elogios agora um governo que termminou desse jeito. Sobre os elogios a Serra, era natural, Nassif sempre se identificou com uma linha desenvolvimentista. Serra, caso o Gravatai não saiba juntamente com Belluzzo, Luciano Coutinho, Mercadante e outros sempre estiveram na linha de frente dessa visão economica progresssita, portanto Serra fez sim diferente quando passou a governar São Paulo. Enquanto ministro de FHC, mostrou sua face de enfretamento, ao quebrar patentes de laboratórios estrangeiros e criar uma politica modelo de combate a Aids. Mas as coisas mudam e em são Paulo governou como um trator. Não vi portanto nas criticas de Nassif ao PT e os elogios ao PSDB nenhuma incongruência. As criticas ainda que duras não tem o carater pessoal.Sobre o imprensa marrom não posso dizer nada, leio o blog a partir de 2007 e não tinha contato antes. Espero que o Bob jegg que tem os arquivos do imprensa marrom, continue apresentado o que você escreveu e assim vai ser possivel comparar.

(Gravz: Exatamente isso, Paulo. Já fui eleitor de Lula, votei nele algumas vezes, inclusive em 2002 e 2006. Ou seja, até mesmo após o Mensalão, mas ainda dando voto de confiança. Mas as coisas só pioraram no campo da ética e depois do indiciamento dos envolvidos e a não expulsão dos incriminados, não teve mais jeito. E quando publicava algum texto mais antipetista - coisa que já fazia em 2002, 2003 ou mesmo 2004 -, passei a ser linchado por vários comentaristas. Daí vieram alguns casos emblemáticos e o resto é história que todos conhecem. Sim, Paulo, mudamos de opinião sobre partidos e sobre políticos, é algo legítimo. Já escrevi bem e mal de muitos. E não é impossível que amanhã ou depois escreva mal e bem de outros tantos. Sou livre para isso, ainda bem. Nassif publica textos antigos meus e intitula o post da seguinte forma: "profissionais da difamação". Você concorda com isso? Eu acho um exagero, para dizer o mínimo.)

#Permalink 04/04/2010 @ 07:04:07


Comentário de: Flávio

O que é mais triste é a fraqueza do argumento do blog do Nassif: não importa se o currículo de um era falso! A grande defesa é: ahá, o do outro é mais falso ainda!

(Gravz: Em 2002, Fernando Rodrigues publicou um currículo de Serra e, em cima daqueles dados, escrevi um texto. Hoje, há outras informações e meu texto, por óbvio, estava incorreto. Mas, sim, escrevi com o que tinha em mãos. Há blogueiros mantendo a versão antiga até hoje ;) e ignorando a falsidade da Dilma, que mentiu sobre o CV em sites oficiais)

#Permalink 04/04/2010 @ 08:04:07


Comentário de: Rodrigo http://homemdoplano.blogspot.com

Prezado Tio Gravata

Acho que mudar é normal. Em quinze anos o país mudou, o PSDB mudou, o PT mudou, o mundo mudou. Teve gente que quando Lula assumiu em 2003 deu duas semanas para ele resolver os problemas da humanidade e depois se "desiludiu" saindo por aí vomitando Olavo de Carvalho. Fazer o quê, tudo bem, existem razões que só Deus, o RH e o gerente do banco conhecem.
Quanto ao Nassif, ele tem um blog pra se defender, aliás tem até um post recente falando sobre isto. Só digo que é muito fácil pegar 15 anos de escritos dele e *sem contexto histórico* espalhar tudo para jogar a pecha de comprado no Nassif, como se o Lula precisasse do Nassif, ou como se o governo não pagasse mil vezes mais às Folhas e Vejas da vida do que o contrato do Nassif e do Azenha.

[Pausa]Por falar nisso, quando é que você vai pedir pra EMS mostrar o contrato com a Sabesp, Tio Gravata?[/Pausa]

Agora, pelo menos o Nassif não apaga o que escreve e nem deixa de assinar, né Tio?

(Gravz: Sim, mudar é normal. Eu nunca tive coluna em grande veículo de comunicação, sempre tive um bloguinho lido por pouca gente. A relação aí é absurdamente desigual. Se acompanhar minha 'maré de mudança', verá que ela tem todo um encadeamento contextual. E NÃO JOGUEI PECHA DE COMPRADO. Jamais. Leia e releia. Apenas mostrei que, assim como eu, Nassif também já escreveu sobre políticos e partidos dando opiniões as mais diversas. Não entrei em mérito de contrato de fulano ou sicrano, também. Quanto ao mais, lá sei eu de contrato com EMS e Sabesp. Você fica entrando nessa firula e me pondo no meio, já disse que não tenho nada com isso, é bobagem você assumir a titularidade dessa acusação e pagar o mico sozinho. O blog foi inteiro apagado porque eu tava era de saco cheio e assumiria um emprego que não permitiria tocar o blog - avisei com antecedência o fim daqui e tudo mais. Acabou que pude voltar, mas já era tarde demais. E sempre assino o que escrevo, às vezes com pseudônimo, mas sempre tudo é assinado, sim. A lei permite, e quanto a isso estou muito seguro)


#Permalink 04/04/2010 @ 14:04:39


Comentário de: Daniel

Olhei o Nassif e achei que ele fez muito carnaval sem motivo em cima de voce. Assim como você mudou de opinião, ele tambem mudou, conforme voce demonstrou. Entao, um a um. Os politicos mudam de opiniao o tempo todo, neh... Soh nao ficou claro pra mim a sua posicao quanto a titulacao do Serra. Como o curriculo academico dele nao mudou de 2000 pra cá, ou voce em 2000 quis criar intriga, ou em 2010 voce resolveu aderir e pronto. Algo a declarar? O curriculo do Serra eh brilhante ou eh uma porcaria?

(Gravz: Foi o que disse acima. A informação de 2002 veio do blog do Fernando Rodrigues e somente em 2008, acho, chegaram os dados atualizados. Aí sim, todos tivemos as informações corretas. Eu errei, muitos erramos. Eu corrigi, nem todos corrigiram)

#Permalink 04/04/2010 @ 15:04:09


Comentário de: semnome

(...)

(Gravz: Ok, esse não vou apagar. Começaram as ofensas mais pesadinhas. Dados do camarada:

IP Address: 189.122.202.203
Hostname: bd7acacb.virtua.com.br
IP Country: Brazil
IP Country Code: BRA
IP Continent: South America
IP Region: Rio de Janeiro
Guessed City: Rio De Janeiro
IP Latitude: -22.9
IP Longitude: -43.2333
Organization: NET Serviços de Comunicação S.A.
ISP Provider: NET Serviços de Comunicação S.A.


Depois vcs passam a conta do processo pro bróder?)

#Permalink 04/04/2010 @ 17:04:29


Comentário de: ramiza


Mudar de opinião todos mudam. Reconhecer erros é que são elas. Isso é sinal de maturidade.
Quanto ao PT, meu sexto sentido foi reforçado pelo comportamento inadequado dessa falange. Ele só falhou (o sexto sentido) em relação ao ex-colunista da Folha. Talvez a psiquiatria(e não Freud) explique.

#Permalink 04/04/2010 @ 20:04:54


Comentário de: Wilson

Gravata,

Antes de tudo, parabéns pela pesquisa, que paciência, cara! A coluna sobre o Plano Real é de cabo de esquadra, não me lembrava dela.

Pois é, como já disse aqui outra vez, critério manco de julgamento é uma armadilha, afinal qual o nome que se daria no blog dele a uma mudança tão grande de opinião? Como ficaria ele nos critérios dele mesmo?

Como leitor de décadas de sua coluna na Folha, vi passo a passo o blog dele se transformar numa grande decepção, virou a igrejinha de uma esquerda muito limitada intelectualmente, a ponto dele ter que ensinar aos seguidores que programa de qualidade não é mais uma maldade neoiberal.

Pessoalmente, também acho que mudar de opnião sobre algo é normal e salutar, mostra que o sujeito está atento ao mundo à sua volta.

Um abraço.

#Permalink 04/04/2010 @ 22:04:07


Comentário de: Bob Jegg

Esquerdistas legítimos sobraram eu, o Sílvio, Rodrigo e Miro Carrara!?!? :D

#Permalink 04/04/2010 @ 23:04:08


Comentário de: Carlos

He he he!!! Nada como um dia depois do outro. Na verdade este post, Gravata, é sem comentarios, ele já fala por si.

#Permalink 05/04/2010 @ 08:04:03


Comentário de: Vinicius Duarte http://comfelelimao.wordpress.com

Você não encontrou dificuldade em pegar as colunas do Nassif em 1994. E eu não consigo achar UMA sua de 2008 pra trás.

Mudar de opinião é do jogo, amigo. Eu mesmo, quando vasculho a poeira do meu blog, ou até uns cadernos velhos meus, chego a me estarrecer com o que eu já escrevi. Parece que foi outra pessoa.

Você sabe muito bem de que lado eu estou nessa sua pendenga com o jornalista. Mas eu não me conformo com você querer apagar teu passado na marra. Só faz isso quem tem muita vergonha ou medo dele. E, mesmo assim, só piora as coisas, pois sempre há alguém capaz de desencavar um ou outro osso perdido. E a chance da reconstituição fidedigna do cadáver fica bastante prejudicada, dando margem a interpretações controversas.

Conclusão: você ter optado por eliminar os seus escritos pode acabar te custando mais caro do que a opção de tê-los mantido e defendido as contradições dentro de um contexto histórico ou ideológico. Nassif pode fazer isso agora. Você, não. E eu já te disse isso um monte de vezes. Agora, nego, aguenta.

(Gravz: Eu AVISEI que ia apagar o blog, sobretudo porque havia recebido uma proposta de emprego incompatível. Depois, uma nova proposta posterior acabou permitindo manter as duas atividades, mas aí... O BLOG JÁ ESTAVA APAGADO. Foi o que houve, infelizmente. E, a essa altura, perdi uma porrada de posts que seriam extremamente úteis. Já tive que reescrever uma porção de coisas que poderiam simplesmente ser linkadas. E os escritos, assim como os do outro blogueiro, podem ser achados por um desses mecanismos da web; a diferença é que eu não sei usá-lo, eles é que sabem. E você está certo, foi cagada, porque fica parecendo que quis eliminar tudo por algum motivo sorrateiro e isso representa falha de caráter, quando na verdade simplesmente tinha eliminado o blog para cuidar da minha vida profissional, mas depois vi que podia fazer as duas coisas sem problemas. Mas sempre que surgem com algum texto antigo eu republico numa boa)

#Permalink 05/04/2010 @ 11:04:42


Comentário de: BEto

Gravataí Merengue meu caro,
você não deve explicações a esse senhor.
Se há coisas na Justiça, sim, deve-se tratar de apresentar as razões e contrarazões.

Você está sendo processado infelizmente por alguém que só tem perdido confiança.

Você não ofende ninguém, não ataca ninguém, o que você faz é escrever sobre fatos, informações e comentar. Que palhaçada é essa por processar alguém que não concorda mais com as atitudes de um pardido? Pô, se você quer dar sua opinião desfavorável ao PT, ao PTB, ao PDT, ao PSDB, o que têm que ficarem te policiando? Palhaçada!!

#Permalink 05/04/2010 @ 14:04:32


Comentário de: Bob Jegg

Eu tenho um monte de arquivo do Gravata guardado no word. As brigas nas eleições passadas se davam muito por email e eu usava esses textos para rebater os tucanos.
Por isso que o Gravata chia quando publico os artigos antigos, a maioria que guardei é a favor do PT e/ou contra o PSDB. Havia artigos espinafrando os dois lados, mas só guardei os favoráveis. :D

Para quem não sabe ou tem preguiça ( Descontei :D) de usar alguns mecanismos:

http://web.archive.org/web/*/http://imprensamarrom.com.br/

http://web.archive.org/web/20060509021838/www.soninha.com.br/v2/col_grav.php

http://web.archive.org/web/20060408130048/http://gerentechuchu.blogspot.com/

http://web.archive.org/web/20070708105050/http://www.gerentechuchu.blogspot.com/

(Gravz: Opa! Legal isso! Tava vendo, p.ex., FEVEREIRO DE 2004! Eu descia a marreta no PT! E sempre falei que desde muito antes eu já falava mal do partido, mas todo mundo dizia que não, que só comecei a falar mal do partido em 2007! Valeu por disponibilizar o mecanismo, Bob! Agora vou fazer muitas pesquisas aí e resgatar textos interessantes)


#Permalink 05/04/2010 @ 14:04:47


Comentário de: Marco Aurélio Fedeli http://analiseseopinioes.blogspot.com

Eta turminha não???

Um blog em seu sentido primeiro é a exposição de fatos do dia, pessoais ou públicos. Logo a análise de um dia não pode ser tomada como valor absoluto pela limitação natural do tempo.

A avaliação de qualquer coisa, seja um projeto, um governo, um filme, não importa poderá ser diametralmente diferente se você limitar-se a um aspecto e de outro lado analisar o todo.

Por isso não problema algum nas opiniões do Gravatai, do Nassif e de qualquer outro que escreva em blogs, porque de qualquer um poderá se pinçar opiniões que seguramente são opostas agora em especial com o avanço do tempo.

O que se precisa observar com real e detida atenção é se as análises envolvendo principios e valores nao mudaram a depender do objeto analisado e isso é o mais importante e balisa de demonstração quanto se o emissor da opinião muda sua análise a depender do interesse de então.

É isso que conta.

Um exemplo mais do que claro é a mudança de postura do Gravatai quanto ao dissiê VEJA, amplamente apoiado por ele e objeto de postagens mas que teve um mudança de rumo quando uma conversa com uma das digamos assim, vítimas do ataque nassifiano permitiu o que tantos exigem da imprensa, o "outro lado", coisa que até aquele momemnto não existia porque a luta era contra a maquiavélica VEJA. E que se note, Gravataí não voltou nos itens contra Dantas, VEJA e cia; voltou atrás naquilo que inegavelmente estava errado no dossiê e como resultado foi atacado em verso e prosa.

Quanto a Nassif; não me parece importante realmente, que ele fosse um crítico do PT e agora seja um defensor do mesmo, ou que antes fosse rigoroso com o Lula e agora seja seu fã de carteirinha.

O que me incomoda é uma crescente crítica a veiculos que antes lhe empregavam que se torna guerra aberta após sua saída do mesmo, como ocorreu com a FSP e a TV Cultura. Ou mesmo a falta de uma análise objetiva da fusÃo da OI e Telemar quando seu blog analisa de musica e esportes até armamento bélico e assuntos religiosos. E por que não dizer da defesa intransigente do governo em todas, rigorosamente todas as denuncias que envolveram direta ou indiretamente o governo federal, umde seus atuais patrões via TV Brasil.

Se nesse aspecto, blogueiros como Gravatai e Reinaldo Azevedo seriam cooptados pela oposição, pela "direita", ou intereses "escusos"; por serem críticos, quem é "defensor" automaticamente seria cooptado pela situação, pela "esquerda" ou por interesses igualmente "escusos", não é mesmo?

Porque não é possivel que opiniões sejam "verdade revelada" opondo bons e maus.

#Permalink 05/04/2010 @ 15:04:03


Comentário de: Arthurius Maximus http://www.visaopanoramica.com

É sempre muito lucrativo (...)

(Gravz: Ê, laiá)

#Permalink 05/04/2010 @ 16:04:24


Comentário de: Silvio RJ

Cara, ao clicar no link blogs: Gravataí Merengue (aí na barra lateral esquerda) abre uma página de "braços" para monitores.

Perdeu o domínio ou foi seu erro mesmo?

(Gravz: Preciso atualizar isso aí. O meu é .com.br - aí está apenas .com)

#Permalink 05/04/2010 @ 21:04:14


Comentário de: gustavo

OI Gravata,

tem um texto antigo seu muito engraçado.

é o Nassif falando bem do governo FHC e vc falando mal, no estilo azul e vermelho do reinaldo azevedo, falando mal do governo e do texto do Nassif!

quem diria?

abs

#Permalink 06/04/2010 @ 14:04:19


Comentário de: Tylon Maués http://www.ressacamoral.com

Gravata, lendo esses teus textos antigos encontrei um ou duas vírgulas mal colocadas. Seria o período pré revisões de Hellen Guareschi vergonhoso pra ti?
Relaxe,tem gente que escreve até corretamente, mas ninguém entende nada de nada.

#Permalink 06/04/2010 @ 20:04:17


Comentário de: Bruno Kazuhiro http://perspectivapolitica.com.br

"Com esses textos do Nassif a acusação encerra o caso, Meritíssimo"

#Permalink 07/04/2010 @ 00:04:29


Comentário de: Humberto

Cuspiu pra cima...

http://www.agr.feis.unesp.br/fsp241100.htm



#Permalink 10/04/2010 @ 19:04:18


Comentário de: Silvio

Meu comentário sobre o mocorongo está aqui, aguardando sua liberação, certo?

#Permalink 15/04/2010 @ 20:04:11


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