POR QUE LULA FAZ TANTA LULICE?
15/03/2010
POR QUE LULA FAZ TANTA LULICE?
"Nunca na história deste país"... um presidente teve tamanha aprovação. Pois é, não adianta negar. E foi eleito democraticamente, após várias tentativas, dentre as quais duas derrotas no primeiro turno. Mas está aí: eleito, consagrado por uma popularidade inédita - e nem vou discutir aqui as formas pelas quais conseguiu esses índices.
Vamos às "lulices".
Antes, deixemos claro: lapso é lapso, escolha é escolha, equívoco é equívoco, decisão deliberada é decisão deliberada. Não vou falar aqui de tropeços a que todos estão sujeitos no calor de um discurso ou discussão, mas de ações de governo, especialmente no campo da política internacional.
A Falácia da Não-Interferência
Lula mente quando diz que não interfere na soberania dos outros. É uma mentira descarada. Seu governo fala contra as bases norte-americanas da Colômbia e fala em favor de Chávez e de Cuba. Quando se viu na situação de um cadáver vítima da ditadura castrista, usou a conversa mole. Mentira.
O governo Lula, por exemplo, liderou a força militar que ocupou o Haiti após a deposição do presidente socialista, eleito pelo voto popular. Quem o depôs? George Bush - guardadas as proporções, era como se tivesse participado da ocupação do Iraque. Tudo porque, na época, queria assento no Conselho de Segurança da ONU.
Quem é capaz disso, convenhamos, pode muito bem falar duas ou três palavras contra a violência cometida pela ditadura dos Castro. Em vez disso, foi visitar o ex-ditador - aquele que usa agasalho da Nike e mora numa mansão com ar condicionado e, pelo visto, não está sujeito ao racionamento de papel higiênico imposto ao resto da população (entre outras privações humilhantes).
Israel, Oriente Médio etc.
Nosso presidente se recusou a depositar flores no túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista, provavelmente sob orientação de Marco Aurélio Garcia ou Celso Amorim - uma bobagem ideológica. Se Lula é contra o sionismo, não deveria visitar Israel. Aliás, não deveria depositar flores no túmulo de Yasser Arafat, cuja história não consiste em atuações artísticas, como bem sabemos.
Aliás, vamos aos fatos: a área de Israel foi "dos judeus" durante um tempo, depois dos romanos, passando para o Império Romano do Oriente e, depois, para o Império Turco Otomano. Após a I Guerra Mundial, os ingleses se tornaram os "donos" e somente com o final da II Guerra é que dividiram entre judeus e árabes palestinos. NUNCA HOUVE DOMÍNIO TERRITORIAL ÁRABE-PALESTINO, portanto.
Daí, houve a "Guerra dos 6 Dias", provocada por Síria, Jordânia e Egito, mas descoberta a tempo por Israel, que a venceu e, depois disso, tudo ali se tornou uma encrenca dos diabos. Não adianta, pois, pegar os fatos como estão hoje sem analisar todo o passado - como fazem os "gênios" que aconselham Lula, permitindo que cometa suas lulices.
E, sim, o Irã. Até a Rússia já mandou chumbo contra o glorioso Ahmadinejad, acompanhando Estados Unidos, Europa e quase o resto do mundo. Esse "quase" fica por conta de Hugo Chávez e Lula. Na falta de qualquer argumento para defender o ditador, dizem que o "diálogo" é uma solução. Sim, sem dúvida, mas como esse "conversador" tem "papeado" com seu povo? Alguém viu as imagens do processo eleitoral?
Ahmadinejad nega o Holocausto, mas Lula recentemente soltou uma reprimenda. Disse que, ao contrário disso, foi um "grande legado para a humanidade". Sim, isso foi equívoco de discurso, pois "legado" é, necessariamente, uma herança no sentido positivo.
Para o mundo, até anteontem, ele era um forte candidato para a ONU, mas hoje a conversa é outra. Ainda assim, seus partidários insistem na comemoração da popularidade. Sem dúvida, é um índice louvável. Mas não custa lembrar alguns outros presidentes também populares: cito Garrastazu Médici.
O que a história fala dele, 40 anos depois?
Revisão: Hellen Guareschi
transubstanciado por gravata às 15.03.10 - 16:45:12 | 10 comentários
Comentários, Pingbacks:
Essa agora em Israel foi fantástica. Acabou. Nem começou e já acabou. Os israelenses não dão ouvidos a amadores. Metade do parlamento vazio.
Enfim ano que vem lhe sobra um carguinho na FAO em Roma. Espero que vá e não volte. Já deve ter acumulado patrimônio suficiente para se aposentar na Europa. Pena que não levará todos seguidores da sua seita.
1.Os palestinos, em que pese nao tenham sido soberanos das terras que habitam, viveram em regime de protetorado durante o imperio otomano e mandato ingles da Liga das Nacoes. Como bom aluno de DIP vc deve lembrar q protetorado e uma das especies de semisoberania tais como a commonwealth e o tratado de protecao militar do Japao(q sim nao possui forcas armadas, devendo ser protegido pelos EEUU), se aproximando do conceito de Estado. Logo, pelo menos desde 1500 os Palestinos efetivamente possuiam suas terras, devendo apenas pagar tributos ao imperador otomano.ja no mandato ingles, comecou a merda...
2. Os sionistas deliberadamente decidiram usar das mesmas e piores (pq os palestinos nao tem estuprado israelenses...)tecnicas de intimidacao para fazer prevalecer sua agenda. Veja bem!!Um povo obstinado que nao possuia a posse de suas supostas terras desde sabe Hashem qdo, com, 400 anos da suserania dos palestinos, entender que tem q voltar para sua terra, e comeca a matar gado, explodir casas, destruir plantacoes, para obrigar os atuais proprietarios dessas terras a "cederem" espaco para eles.
cont..
(Gravz: Você está MESMO comparando os protetorados modernos, como Canadá, com o que havia na Palestina sob o Império Turco-Otomano??? Por favor, espero que não...)
Vamos lá, a questão das bases colombianas, o assunto não incomodava apenas o Brasil, a então presidente do Chile,a moderada Michele Bachelet também fez referencia negativa as bases. Não porque, Chile e Brasil gostariam de interferir em assuntos internos da Colombia e sim porque a Colombia é membro da Unasul e do Conselho Sul-americano de Defesa, nesse caso a Colombia poderia ter comunicado antecipadamente ao Brasil e ao Chile sua decisão soberana.Do lado colombiano, o governo daquele pais reconheceu que não lidou bem com a
questão relativamente aos seus sócios, como Brasil,Chile e outros. Tanto é assim, que o proprio presidente Uribe,
em um gesto de grandeza, esteve no Brasil poucos dias após o anuncio das bases, para por a par ao presidente Lula com quem tem excelentes relações, o que havia ocorrido. Do lado norte-americano ocorreu o mesmo, autoridades norte-americanas e analistas de respeitáveis instituições como Peter Hakim do o Inter Americam Dialogue, reconheceram que os Estados Unidos e
a Colombia falharam ao não esclarecer
melhor esse assunto. Na ultima visita de Hilary Clinton ao Brasil, a propria esclareceu que faltou melhor comunicação na questão das bases, portanto essa é uma questão superada.
Sobre Cuba, é importante fazer algumas ressalvas, em 2009 os paises da OEA, a exceção dos Estados Unidos, mas incluindo a Colombia por exemplo resolveram retirar da Carta Inter americana as objeções que excluiam Cuba da Organização. O próximo passo, acordado por todos os paises a exceção dos Estados Unidos, mas incluindo os direitistas Canadá, Colombia e Panamá é o de fazer com quem Cuba retorne a OEA.
Na ultima reunião do Grupo do Rio foi acertada a criação da Comunidade Latino Americana de Nações, sem a presença de Canadá e Estados Unidos, Cuba foi aceita na organização inclusive com o voto dos direitistas Colombia, Panamá e Peru. Em relação aos direitos humanos em Cuba, basta o Gravatai acompanhar diariamente os jornais colombianos El Tiempo ou El Colombiano,por exemplo,
e vai verificar que o presidente Uribe também não se manifesta publicamente
sobre os DHumanos em Cuba. Na comunidade de nações latino-americanas existe uma clara percepção de que o regime cubano vai passar brevemente por transformações, para muitos analistas com a morte de Fidel, Raul Castro faria reformas no pais. Por que então os paises latino-americanos além de acolher de volta Cuba na OEA, dar-lhe assento na Comunidade latino americana de nações, se abstem em criticar a ditadura cubana?
Porque ninguém quer perder a oportunidade de ter influencia ou buscar oportunidades em Cuba quando houver mudanças no regime. Isso é um calculo que todas as chancelarias da America Latina fazem. Sobre Israel, tudo leva a crer que foi um mal entendido, em função de desencontro de agendas, nada além disso. Sobre o Irã, ha duas questões 1) o Brasil quer ser um dos principais provedores de produtos agricolas e manafaturados ao Irã. 2) A questão do uso da energia pacifica tem componentes interessantes, o Brasil e o Irã são signatários do TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear), o Brasil desenvolveu uma tecnologia para produção de uranio enriquecido com ultra centrifugas de ultima geração. O Brasil quer se tornar fornecedor global de uranio enriquecido, mas se a AIEA (Agencia Intern. de Energia Atomica) na eteira do programa iraniano, fizer pressão para a assinatura de um protocolo adicional ao TPN pode prejudicar os planos do Brasil.Ao endurecer com o Irã, todos os paises que tem programas pacificos como o Brasil e Argentina seriam fortemente pressionados a revelar parte da sua estratégia, abrindo suas instalações.
Não há nenhuma duvida da caracteristica pacifica do programa brasileiro, a AIEA fiscaliza nosso pais regularmente, fazendo a contagem do uranio utilizado nas ultracentrifugas que ficam em Rezende, estado do Rio, mas não tem acesso direto ( não olham diretamente para as maquinas que são escondidas por divisorias e deixam a mostra a entrada e a saida de uranio) porque as ultracentrifugas são segredo industrial Isso significa que ao endurecer com o Irã, que é signatário do TPN, isso vai refletir no Brasil, já que Estados Unidos e a Europa vão querer que o Brasil dê o exemplo e abra completamente suas instalações nucleares.Isso poderia compremeter a busca brasileira por novos mercados, já que a energia nuclear está voltando com força como fonte de geração de eletriciade e energia.
Por isso o Brasil defende o programa nuclear pacifico do Irã, se os iranianos estiverem mesmo proximos de produzir um artefato nuclear, então não vai restar outra alternativa senão condenar o regime iraniano e aplicar-lhe sanções, do contrario a estratégia do Brasil é correta e por isso defende o dialogo como o pais persa.
Mediar o conflito no Oriente Médio, ao aproximar-se do Irã é uma outra questão e depende de fatores mais complexos.
(Gravz: Vamos por partes. Sim, VÁRIOS países têm opiniões sobre questões de OUTROS países. Lula, porém, sai pela tangente quando se trata de Cuba e alega "não se meter em temas de nações soberanas". Bobagem. Assim como todos, ele também se mete, mas SE OMITE quando é para tratar da ditadura castrista - na verdade, ele apóia, mas tem vergonha de reconhecer publicamente. É isso e apenas isso. Você certa vez falou da quantidade de países participantes da ocupação do Haiti. Se for para falar em números, veja quantos estiveram na primeira fase do Iraque ou Afeganistão, p.ex. Isso desonera os EUA ou Inglaterra? Enfim... E quando vocÊ diz "programa nuclear pacífico", ao fazer referência ao Irã, presumo que esteja contando alguma piada)
Se em 2003 eu tivesse escrito que Saddan não tinha armas de destruição em massa você também ia dizer que era piada.
O Irã com o dinheiro do petroleo vem desenvolvendo um complexo sistema de defesa com tecnologia propria, misseis de medio e longo alcance por exemplo, são armas dessuasivas capazes de fazer enormes estragos em caso de resposta a um ataque israelense. O que eu posso lhe dizer e por isso você deveria se inteirar melhor sobre o assunto é que no clube nuclear formado por: Estados Unidos, Russia, Ucrania, China, India, Paquistão, Israel, Reino Unido, França e Coréia do Norte não há um unico pais signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, já o Irã assinou esse tratado.
É muito complicado, para o Irã se aventurar nessa area, porque vai contra a carta da ONU, se fizer vai ter problemas eternamente. O Irã conta com o fato de que mesmo Israel tendo um arsenal nuclear, pode dessuadir o estado judeu de realizar um ataque, aprimorando sua tecnologia de missies que podem chegar a quase 3 mil kilometros de distância e atingir Tel-Aviv, Jerusalem, e todos os estados arabes como a Arabia Saudita(sunita) que é inimiga do Irã(xiita). O Irã usa a tatica da desinformação e faz parecer que busca aceleradamente a possibilidade de vir a ter capacidade de construir um artefato nuclear, o que em minha opinião dificilmente vai ocorrer já que o Irã não dispoe de grandes reservas de uranio, e vai sempre depender de China e Russia para prover esse uranio.
Nessa questão nuclear, apenas Estados Unidos e Russia desenvolveram tecnologias inovadoras na area,a China nos anos 70 também fez progressos, todos os outros paises que vieram a ter capacidade nuclear a obtiveram a partir dessas duas potencias, Franca, Reino Unido e Israel a partir dos Estados Unidos e os outros paises a partir da Russia e mais recentemente da China. Um Irã nuclear teria que ter a benção de Russia ou China, acho pouco provavel.
- Israel tem uma constituição aceita internacionalmente?
- Que critérios foram adotados para a divisão territorial na faixa de Gaza?
- Para negociar com Israel, só tendo bomba atômica e partilhando do sionismo? Por isso a ONU não consegue?
- Theodor Herzl já buscou a paz por maneira outra que não o bombardeio, o assassinato?
- É possível que o parlamento israelense tenha sionistas em seus quadros?
- Quem é o segundo maior financiador do exército israelense? E do palestino?
- É verdade que os ingleses mantiveram campos de concentração de judeus durante sua dominação?
- No seu entendimento foi justa, portanto, a divisão de terras decidida pela Liga das Nações. Afinal... Jerusalém é de quem? Pra que dividir?
Muito grato se puder responder. Se o Paulo Cunha puder me ajudar, também aceito.
3.o que em sintese queria dizer, mas deu preguica de escrever tudo d novo e q a) os palestinos eram posseiros da terra a pelo menos 400 anos b) houve conivencia, no minimo do Imperio Ingles q fez vista grossa a escalada de imigracao e ataques terroristas ANTES de Hitler sequer sonhar em chegar ao poder c) a agenda sionista continuaria INDEPENTENDEMENTE DE HAVER OCORRIDO O HOLOCAUSTO e d)o mundo poderia nao ser melhor, mas teria menos problemas pelo menos de ordem economica se o Estado de Israel nao existisse. mas isso requeriria um novo comentario
1. Com a guerra dos 6 dias, Egito, Siria, Jordania se prepararam para o revide. A guerra do Yom Kippur foi muito mais crucial e proxima de uma 3a guerra mundial do q a crise dos misseis em Cuba. Por muito pouco " conselheiros militares" da Uniao Sovietica nao viraram tropas de ocupacao no canal de Suez, a epoca ocupado pelo exercito israelense.
2. A articulacao da OPEP, q d fato acabou com a guerra gerou a quebra do tratado de Bretton Woods, ao tornar inviavel o sonho americano e europeu de consumo com a paridade-dolar ouro.
3. Some-se para o golpe de misericordia da economia a queda do Xa, que deu o ultimo salto no barril, ultimando a elevacao dos juros, que levou a moratoria e quebrou o Brasil, Mexico, entre outros...
4. De fato que o mundo poderia nao ser melhor, mas teria menos problemas economicos se o Estado de Israel nao existisse.
PS: so pra constar, nao axo q um Estado Palestino resolveria o problema de um povo num nivel tribal.
PS2: qto ao Ira, eh importante frisar 2 coisas: todos os paises com que faz fronteiras, a excecao do Iraque, possuem bomba atomica. Regimes de excecao como a China e o Paquistao possuem bomba e nem por isso os EEUU invadiram o msmo.
PS3: Alias o Paquistao em si tem 1 historico de fomento a atividade terrorista (q eh a grande alegacao americana para o Ira nao possuir a bomba)infinitamente superior ao do Ira. Ao que consta o Ira abertamente sustenta a Siria, o Hezbollah e o Hamas. O servico secreto paquistanes sustenta alem do Taliba, a maior pedra no sapato dos EEUU hj, atividades subversivas de 1 sem numero de organizacoes terroristas na india,com envolvimento direto em todos os tipos de crime, asilando o maior criminoso indiano em seu territorio, bem como possivelmente o Bin Laden. Nem por isso os EEUU cogitam invadir o Paquistao ou sequer apresentar sancoes...
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