VEJA: PEDÁGIO PETISTA, O ELO BANCOOP/MENSALÃO

13/03/2010

VEJA: PEDÁGIO PETISTA, O ELO BANCOOP/MENSALÃO

Ao que parece, Bancoop e PT foram precipitados nessa história de "atacar a mídia golpista" quando saiu a capa da última Veja. Isso porque, na reportagem desta semana (por Alexandre Oltramari e Diego Escosteguy), a coisa ficou definitivamente complicada, em razão do depoimento da testemunha Lúcio Funaro. Leiam trechos e logo mais volto pra bater aquele papo firmeza:

"O pedágio do PT - Além de desviar dinheiro da Bancoop, o tesoureiro do partido arrecadava dinheiro para o caixa do mensalão cobrando propina - O corretor de câmbio Lúcio Funaro prestou seis depoimentos sigilosos à Procuradoria-Geral da República, nos quais narrou como funcionava a arrecadação de propina petista nos fundos de pensão: "Ele (João Vaccari, á esq.) cobra 12% de comissão para o partido" - O novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é uma peça mais fundamental do que parece nos esquemas de arrecadação financeira do partido. Investigado pelo promotor José Carlos Blat por suspeita de estelionato, apropriação indébita, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no caso dos desvios da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), Vaccari é também personagem, ainda oculto, do maior e mais escandaloso caso de corrupção da história recente do Brasil: o mensalão - o milionário esquema de desvio de dinheiro público usado para abastecer campanhas eleitorais do PT e corromper parlamentares no Congresso (...) Em 2003, enquanto cuidava das finanças da Bancoop, João Vaccari acumulava a função de administrador informal da relação entre o PT e os fundos de pensão das empresas estatais, bancos e corretoras. Ele tocava o negócio de uma maneira bem peculiar: cobrando propina. Propina que podia ser de 6%, de 10% ou até de 15%, dependendo do cliente e do tamanho do negócio. Uma investigação sigilosa da Procuradoria-Geral da República revela, porém, que 12% era o número mágico para o tesoureiro - o porcentual do pedágio que ele fixava como comissão para quem estivesse interessado em se associar ao partido para saquear os cofres públicos. - "Ele (Vaccari) chamava o Delúbio de 'professor'. É homem do Zé Dirceu. Faz as operações com fundos grandes - Previ, Funcef, Petros..." - A revelação do elo de João Vaccari com o escândalo que produziu um terremoto no governo federal está em uma série de depoimentos prestados pelo corretor Lúcio Bolonha Funaro, considerado um dos maiores especialistas em cometer fraudes financeiras do país (...) Em um dos depoimentos, ao qual VEJA teve acesso, Lúcio Funaro também forneceu detalhes inéditos e devastadores da maneira como os petistas canalizavam dinheiro para o caixa clandestino do PT. Apresentou, inclusive, o nome do que pode vir a ser o 41º réu do processo que apura o mensalão - o tesoureiro João Vaccari Neto. "Ele (Vaccari) cobra 12% de comissão para o partido", disse o corretor em um relato gravado pelos procuradores. Em cinco depoimentos ao Ministério Público Federal que se seguiram, Funaro forneceu outras informações comprometedoras sobre o trabalho do tesoureiro encarregado de cuidar das finanças do PT:

• Entre 2003 e 2004, no auge do mensalão, João Vaccari Neto era o responsável pelo recolhimento de propina entre interessados em fazer negócios com os fundos de pensão de empresas estatais no mercado financeiro.

• O tesoureiro concentrava suas ações e direcionava os investimentos de cinco fundos - Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econômica), Nucleos (Nuclebrás), Petros (Petrobras) e Eletros (Eletrobrás) -, cujos patrimônios, somados, chegam a 190 bilhões de reais.

• A propina que ele cobrava variava entre 6% e 15%, dependendo do tipo de investimento, do valor do negócio e do prazo.

• O dinheiro da propina era carreado para o caixa clandestino do PT, usado para financiar as campanhas do partido e subornar parlamentares.

• João Vaccari agia em parceria com o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares e sob o comando do ex-ministro José Dirceu, réu no STF sob a acusação de chefiar o bando dos quarenta.

"...Funaro mantinha uma relação lucrativa com Valdemar Costa Neto. Na campanha de 2002, o corretor emprestara ao deputado 3 milhões de reais, em dinheiro vivo. Pela lógica que preside o sistema político brasileiro, Valdemar passou a dever-lhe 3 milhões de favores. O deputado, segundo o relato do corretor, foi cobrar esses favores do PT. É a partir daí que começa a funcionar a engrenagem clandestina de fabricação de dinheiro. O deputado detinha os contatos políticos; o corretor, a tecnologia financeira para viabilizar grandes negociatas. Combinação perfeita, mas que, para funcionar, carecia de um sinal verde de quem tinha o comando da máquina. Valdemar procurou, então, Delúbio Soares, lembrou-lhe a ajuda que ele dera à campanha de Lula e pediu, digamos, oportunidades. De acordo com o relato do corretor, Delúbio indicou João Vaccari para abrir-lhe algumas portas. Para marcar a primeira conversa com Vaccari, Funaro ligou para o celular do sindicalista. O encontro, com a presença do deputado Costa Neto, deu-se na sede da Bancoop em São Paulo, na Rua Líbero Badaró. Na conversa, Vaccari contou que cabia a ele intermediar operações junto aos maiores fundos de pensão - desde que o interessado pagasse um "porcentual para o partido (PT)", taxa que variava entre 6% e 15%, dependendo do tipo de negócio, dos valores envolvidos e do prazo. E foi didático: Funaro e Valdemar deveriam conseguir um parceiro e uma proposta de investimento. Em seguida, ele se encarregaria de determinar qual fundo de pensão se encaixaria na operação desejada. O tesoureiro adiantou que seria mais fácil obter negociatas na Petros ou na Funcef. Referindo-se a Delúbio sempre como "professor", Vaccari explicou que o PT havia dividido o comando das operações dos fundos de pensão. O petista Marcelo Sereno, à época assessor da Presidência da República, cuidava dos fundos pequenos. Ele, Vaccari, cuidava dos grandes. O porcentual cobrado pelo partido, entre 6% e 15%, variava de acordo com o tipo do negócio. Para investimentos em títulos de bancos, os chamados CDBs, nicho em que o corretor estava interessado, a "comissão" seria de 12%. Funaro registrou a proposta na memória, despediu-se de Vaccari e foi embora acompanhado de Costa Neto. Donos de uma fortuna equivalente à dos Emirados Árabes, os fundos de pensão de estatais são alvo da cobiça dos políticos desonestos graças à facilidade com que operadores astutos, como Funaro, conseguem desviar grandes somas dando às operações uma falsa aparência de prejuízos naturais impostos por quem se arrisca no mercado financeiro. A CPI dos Correios, que investigou o mensalão em 2006, demonstrou isso de maneira cabal. Com a ajuda de técnicos, a comissão constatou que os fundos foram saqueados em operações fraudulentas que beneficiavam as mesmas pessoas que abasteciam o mensalão. Funaro chegou a insinuar a participação de João Vaccari no esquema em depoimento à CPI, em março de 2006. Disse que Vaccari era operador do PT em fundos de pensão, mas que, por ter sabido disso por meio de boatos no mercado financeiro, não poderia se estender sobre o assunto. Sabe-se, agora, que, na ocasião, ele contou apenas uma minúscula parte da história. A história completa já havia começado a ser narrada sete meses antes a um grupo de procuradores da República do Paraná. Em agosto de 2005, emparedado pelo Ministério Público Federal por causa de remessas ilegais de 2 milhões de dólares ao exterior, Funaro propôs delatar o esquema petista em troca de perdão judicial. "Vou dar a vocês o cara do Zé Dirceu. O Marcelo Sereno faz operação conta-gotas que enche a caixa-d'água todo dia para financiar operações diárias. Mas esse outro aqui, ó, o nome dele nunca saiu em lugar nenhum. Ele faz as coisas mais volumosas", disse Funaro, enquanto escrevia o nome "Vaccari", em uma folha branca, no alto de um organograma. Um dos procuradores quis saber como o PT desviava dinheiro dos fundos. "Tiram dinheiro muito fácil. Rural, BMG, Santos... Tirando os bancos grandes, quase todos têm negócio com ele", disse. O corretor explicou aos investigadores que se cobrava propina sobre todo e qualquer investimento. "Sempre que um fundo compra CDBs de um banco, tem de pagar comissão a eles (PT)", explicou. "Vou dar provas documentais. Ligo para ele (Vaccari) e vocês gravam. Depois, é só ver se o fundo de pensão comprou ou não os CDBs do banco." O depoimento de Funaro foi enviado a Brasília em dezembro de 2005, e o STF aceitou transformá-lo formalmente em réu colaborador da Justiça. Parte das informações passadas foi usada para fundamentar a denúncia do mensalão. A outra parte, que inclui o relato sobre Vaccari, ainda é guardada sob sigilo. VEJA não conseguiu descobrir se Funaro efetivamente gravou conversas com o tesoureiro petista, mas sua ajuda em relação aos fundos foi decisiva. Entre 2003 e 2004, os três bancos citados pelo corretor - BMG, Rural e Santos - receberam 600 milhões de reais dos fundos de pensão controlados pelo PT. Apenas os cinco fundos sob a influência do tesoureiro aplicaram 182 milhões de reais em títulos do Rural e do BMG, os principais financiadores do mensalão, em 2004. É um volume 600% maior que o do ano anterior e 1 650% maior que o de 2002, antes de o PT chegar ao governo. As investigações da polícia revelaram que os dois bancos "emprestaram" 55 milhões de reais ao PT. É o equivalente a 14,1% do que receberam em investimentos - portanto, dentro da margem de propina que Funaro acusa o partido de cobrar (entre 6% e 15%). Mas, para os petistas, isso deve ser somente uma coincidência... Desde que começou a negociar a delação premiada com a Justiça, Funaro prestou quatro depoimentos sigilosos em Brasília. O segredo em torno desses depoimentos é tamanho que Funaro guarda cópia deles num cofre no Uruguai. "Se algo acontecer comigo, esse material virá a público e a República cairá", ele disse a amigos. Hoje, aos 35 anos, Funaro, formado em economia e considerado até por seus desafetos um gênio do mundo financeiro, é um dos mais ricos e ladinos investidores do país. Sabe, talvez como ninguém no Brasil, tirar proveito das brechas na bolsa de valores para ganhar dinheiro em operações tão incompreensíveis quanto lucrativas. O corretor relatou ao Ministério Público que teve um segundo encontro com Vaccari, sempre seguindo orientação do "professor Delúbio", no qual discutiu um possível negócio com a Funcef, mas não forneceu mais detalhes nem admitiu se as tratativas deram certo. VEJA checou os extratos telefônicos de Delúbio remetidos à CPI dos Correios e descobriu catorze ligações feitas pelo "professor" a Vaccari no mesmo período em que se davam as negociações entre Funaro e o guardião dos fundos de pensão. O que o então tesoureiro do PT tinha tanto a conversar com o dirigente da cooperativa? É possível que Funaro tenha mentido sobre os encontros com Vaccari? Em tese, sim. Pode haver motivos desconhecidos para isso. Trata-se, contudo, de uma hipótese remotíssima. Quando fez essas confissões aos procuradores, Vaccari parecia ser um personagem menor do submundo petista. "Os procuradores só queriam saber do Valdemar, e isso já lhes dava trabalho suficiente", revelou Funaro a amigos, no ano passado. As investigações que se seguiram demonstraram que Funaro dizia a verdade. Seus depoimentos, portanto, ganharam em credibilidade. Foram aceitos pela criteriosa Procuradoria-Geral da República como provas fundamentais para incriminar a quadrilha do mensalão. Muitos tentaram, inclusive o lobista Marcos Valério, mas apenas Funaro virou réu-colaborador nesse caso. Isso significa que ele apresentou provas documentais do que disse, não mentiu aos procuradores e, sobretudo, continua à disposição do STF para ajudar nas investigações. Em contrapartida, receberá uma pena mais branda no fim do processo - ou será inocentado. Durante a semana, Vaccari empenhou-se em declarar que, no caso Bancoop, ele e outros dirigentes da cooperativa são inocentes e que culpados são seus acusadores e suas vítimas. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o tesoureiro do PT disse que o MP agiu "para sacanear" e que os 31 milhões de reais sacados na boca do caixa pela Bancoop teriam sido "movimentações interbancárias". Os documentos resultantes da quebra do sigilo bancário da entidade mostram coisa diferente. Entre os cheques emitidos pela Bancoop para ela mesma ou para seu banco, o Bradesco, "a imensa maioria", segundo o MP, continha o código "SQ21" - que quer dizer saque. Algumas vezes aparecia a própria palavra escrita no verso (veja reproduções). Se, a partir daí, o dinheiro sacado foi colocado em uma mala, usado para fazer pagamentos, ou depositado em outras contas, não se sabe. A maioria dos cheques nominais ao banco (que também permitem movimentação na boca do caixa) não continha informações suficientes para permitir a reconstituição do seu percurso, afirma o promotor Blat. "De toda forma, fica evidente que se tratou de uma manobra para dificultar ou evitar o rastreamento do dinheiro", diz ele. Na tentativa de inocentar-se, o tesoureiro do PT distribuiu culpas. Segundo ele, os problemas de caixa da cooperativa se deveram ao comportamento de cooperados que sabiam que os preços iniciais dos imóveis eram "estimados" e "não quiseram pagar" a diferença depois que foram constatados "erros de cálculo" nas estimativas. Ele só omitiu que, em muitos casos, os "erros de cálculo" chegaram a valores correspondentes a 50% do preço inicial do apartamento. Negar evidências e omitir fraudes. Essa é a lei da selva na política. Até quando?" (grifos nossos)

Cá Estou
Em primeiro lugar, quando falarem em "Zé Pedágio", a partir de agora, vai ser preciso explicar o tipo de pedágio. É rodovia ou propina? E qual é o Zé? Qual o partido? A piadinha parecia boa, mas agora ficou tétrica, né? Mas vamos às coisas (bem) mais sérias.

Outra desculpa sempre usada é aquela história do 'timing'. Dizem algo como "isso é porque a Dilma está subindo nas pesquisas". Desculpem, mas o grande segredo para nada acontecer é manter a honestidade. Quem pratica atos corruptos não tem direito de reclamar do momento em que eles são descobertos.

Queriam o quê? Revelar mutreta só depois de novembro?

E se alguém falar em "factóide" depois dessa, pelas barbas do profeta (viva Silvio Luiz!), né? Algumas pontas do Mensalão estavam soltas - e até dos aloprados -, de modo que cedo ou tarde algo do tipo acabaria aparecendo. E apareceu. Nada aí é "requentado" e muito menos "factóide".

Por fim, a estratégia petista de malhar a mídia já deixou de ser algo ridículo e caricato (como tática defensiva), transformando-se num semi-chavismo ainda na base da tentativa de "matar o mensageiro".

O partido que aponta conspirações midiáticas mirabolantes não diz nada sobre as contratações realizadas pela estatal televisiva controlada pelo governo federal. Aí enrosca o meio-de-campo, pois dá direito de usar essa tese contra o próprio PT - e, curiosamente, contra quem adora adotá-la.

O atual tesoureiro do partido, Vaccari, deve explicações. Não adianta mais fugir por meio de desculpinhas, fazendo papel de vítima. José Dirceu, diuturnamente citado em toda notícia, também poderia explicar uma coisa ou outra. E não seria ruim se Delúbio Soares desse sua palavra a respeito do tema.

Já o PT, e os que legítima e honestamente acreditam no partido, faria bem se, em vez das falácias do tipo "vamos punir se houver algum responsável", expulsasse de vez "responsáveis", em vez de elegê-los à diretoria do partido logo em seguida.

Não adianta, depois, dizer que é perseguição, campanha midiática ou coisa do tipo. Poderiam ter expulsado uma meia dúzia lá em 2005, em vez de alçá-los à condição de heróis ou vítimas. Hoje, tudo estaria tranqüilo. Vejam o que aconteceu...

E vale repetir: quem é corrupto não pode reclamar do momento em que a mutreta é descoberta. Se fosse honesto, nada apareceria nunca.

transubstanciado por gravata às 13.03.10 - 13:21:57 | 25 comentários

Comentários, Pingbacks:

Comentário de: Nilton

Pois é, pois é...
Mas não tinha um partidinho que propagava aos 4 ventos que não roubava e não deixava roubar? Gostaria de lembrar quem eram, mas a minha memória não anda boa.

#Permalink 13/03/2010 @ 15:03:19


Comentário de: Moisés Aguiar Senra

BANCOOP: Justiça nega pedido de Blat por falta de prova. Qual intenção da Veja requentar estes factóides?
BANCOOP: Justiça nega pedido de Blat por falta de prova.

A verdade é que não tem prova nenhuma, como sempre especulações e acusações feitas por verdadeiros bandidos (José Carlos Blat, Lúcio Funaro, inclusive a própria Veja). (pesquisem a vida desses bandidos no Google)

Esse doleiro Lucio Funaro (Ele não esta preso porque esta beneficiado pelo habeas corpus e os papéis apresentados na delação premiada, já foram julgado pelo juiz como falsos), “Funaro é um bandido” inclusive já trabalhou “para Anthony Garotinho e Ricardo Sérgio”, ex-diretor do Banco do Brasil e considerado operador de grupo tucano.

José Carlos Blat tem extensa biografia de sua passagem pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) de São Paulo, de onde foi afastado em confusas circunstâncias até hoje nebulosas.
A Corregedoria o investigava por tentativa de livrar-se de multas no DETRAN; a apreensão de um carro oficial do Gaeco dirigido por um criminoso e fora de São Paulo; e ações suspeitas que o relacionariam a desmanches de veículos roubados. Blat foi acusado, ainda, de como participante de uma força-tarefa antipirataria, proteger o contrabandista chinês Law Kin Chong (preso em São Paulo em 2002), centrando a investigação somente contra pequenos contrabandistas, deixando Law livre para atuar. (comprovem no Google)

Aqui esta a prova: O juiz Carlos Eduardo Lora Franco não só negou atendimento ao pedido de Blat (de bloqueio das contas da BANCOOP e de quebra dos sigilos de Vaccari) como determinou ao Ministério Público que "apresente as razões, as justificativas para tal medida no inquérito".

Em sua sentença o juiz adverte, também, que o contexto eleitoral “reforça ainda mais a necessidade de cautela e rigor no exame dos requerimentos formulados, justamente para que tal atmosfera política não venha a contaminar a presente investigação ou, noutro sentido, que esta não venha a ser utilizada por terceiros para manipulação da opinião pública por propósitos políticos”.

O magistrado questiona, ainda, os procedimentos de Blat, que faz uma série de afirmações sem demonstrar em quais provas estas se sustentam

(Gravz: Pelo visto, as provas estão aí, né? Surgiram muitas coisas novas. Ah, sim, o doleiro parece ser dureza. E viu com quem tava enroscado? Com o PT. Esses novos elementos farão qualquer magistrado aceitar pedidos do MP e afins. Mas a petistosfera pode continuar esperneando. É um direito garantido pela constituição. Só não acho bonito fazer isso enquanto há tantos bancários prejudicados pelo esquema)

#Permalink 13/03/2010 @ 16:03:23


Comentário de: Paulo Santos Cunha

o blog imprensa marrom se transformou em outra sucursal da revista Veja. Essa matéria de hoje de Veja tem clara não vai precisar de muito esforço para ser dsacreditada. Afinal, Funaro é um sujeito sem credibilidade, um mentiroso contumaz e que obteve delação premiada, o que torna seu depoimento irrelevente.

Fico até com pena do Gravatai tucano do PPS, de nada adianta prezado Fernando você repercutir mentiras porque elas são desmentidas imediatamente. Agora a noticia não é mais das petistosfera. É do jornal O Globo. A mentira de Veja foi tão escandalosa que até o Globo ficou constrangido.

De O Globo
Justiça nega bloqueio de contas da Bancoop
Decisão também pede informações ao Ministério Público sobre quebra de sigilo bancário de João Vaccari Neto

Leila Suwwan e Soraya Aggege

SÃO PAULO. A Justiça de São Paulo negou o pedido de bloqueio das contas da Bancoop e solicitou mais informações ao Ministério Público Estadual para decidir sobre a quebra do sigilo bancário de João Vaccari Neto, presidente licenciado da cooperativa dos bancários e novo tesoureiro do Partido dos Trabalhadores. Em seu despacho, o juiz levou em consideração a proximidade de Vaccari com a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) e demonstrou temor de contaminação política e manipulação eleitoral da investigação.

Apesar disso, o juiz Eduardo Lora Franco autorizou a abertura de todas as informações financeiras do “FDIC Bancoop 1”, um fundo de investimento usado pela cooperativa para captar cerca de R$ 46 milhões no mercado em 2004. Há suspeita de que os recursos possam ter sido desviados para campanhas petistas. Os maiores investidores desse fundo foram três fundos de pensões de empresas estatais — Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica Federal).

O despacho do juiz aponta para a falta de embasamento do pedido de quebra de sigilo de Vaccari e solicita uma exposição das razões que levaram o promotor José Carlos Blat a solicitar apenas na semana passada as informações bancárias do tesoureiro do PT — o argumento dos advogados de defesa é de que Vaccari não era gestor da Bancoop no período investigado (2002 a 2004), apesar de ter cargo de diretoria antes de assumir a presidência, em 2005.

O juiz criticou a divulgação antecipada do pedido na imprensa.

“Não se pode desconsiderar a repercussão política que presente investigação passou a ter”, inicia o juiz, lembrando que faltam apenas sete meses para as eleições e que “uma das pessoas de quem foi requerida a quebra de sigilo estaria sendo indicado como possível integrante da equipe de campanha da virtual candidata do partido”.

O Juiz defende cautela e rigor na análise de requerimentos “Tal contexto, porém, apenas reforça ainda mais a necessidade de cautela e rigor no exame dos requerimentos formulados, justamente para que tal atmosfera política não venha a contaminar a presente investigação ou, noutro sentido, que esta não venha a ser utilizada por terceiros para manipulação da opinião pública por propósitos políticos”, diz a decisão da Justiça.

O pedido de bloqueio de todas as contas da Bancoop foi negado pela Justiça para evitar que toda a cooperativa fosse paralisada, prejudicando outras obras e tendo em vista que um acordo judicial já foi celebrado na esfera civil.

Procurado, Blat não quis comentar a decisão da Justiça.

Afirmou que continua trabalhando na análise dos dados recebidos há duas semanas.

As informações, citadas nos pedidos à Justiça, foram questionadas pelo juiz. Ele solicitou uma planilha com detalhes dos cheques descontados na boca do caixa para comprovar que as transações em dinheiro superam a cifra de R$ 18 milhões ou mais de 40% da movimentação da Bancoop. Segundo Vaccari, essas movimentações não eram saques e sim transações interbancárias.

Uma das testemunhas da investigação, o ex-chefe de segurança da Bancoop, Andy Roberto Gurczynska, afirmou ter feito a escolta de funcionários que teriam feito os saques.

— O juiz se portou com absoluta isenção. Foi cauteloso, e o único ponto em que cede, que é a movimentação do FDIC, está regular e vai ser positivo para nós — disse o advogado Luiz Flávio D’Urso.

(Gravz: Você está bravo comigo, Paulo? Não fiz nada, não sou mensaleiro etc. Bom, se fosse, você não ficaria bravo, né? :D - mas, voltando à notícia, talvez valesse uma leitura. Não sei se Funaro é mentiroso contumaz. Em caso positivo, o time é grande, e boa parte dele está na direção do partido que você defende. Ainda assim, há documentos, não é mesmo? E há toda uma investigação. E, convenhamos, DE ALGUM LUGAR SURGIU O DINHEIRO DO MENSALÃO - o PT, até agora, não disse. Você sabe de onde veio? E o dinheiro dos aloprados, de onde saiu? Se puder ajudar com essas dúvidas, já seria de bom tamanho. E também seria bom responder PARA ONDE FOI O DINHEIRO DA BANCOOP? São perguntas que não pretendo conectar, veja bem, apenas calhou de aparecerem em seqüência - apesar de haver algumas pessoas ligadas aos dois casos...)

#Permalink 13/03/2010 @ 18:03:03


Comentário de: ramiza


Pensei já ter visto tudo neste mundo mas brasileiros defendendo ladrões por questões ideológicas é o fundo do poço. A fauna é mais civilizada.

#Permalink 13/03/2010 @ 20:03:45


Comentário de: Paulo Santos Cunha

O dinheiro do mensalão do PT, dos aloprados veio do mesmo lugar do Mensalão Tucano do Azeredo (lembra a Lista de Furnas - que a PF disse que é verdadeira e tinha dinheiro para FHC, Serra, Alckmin, Aécio e deputados peemedebistas, tucanos e demos); lembra ( ou será que vc já esqueceu) do mensalão do DEM. E a planilha do Bresser de 1999? A planilha do Bresser mostrava milhoes de reais dados aos tucanos como doação de campanha sem terem sido declarados ao TSE (na verdade "dinheiro não contabilizado" eufemismo para Caixa 2) o nome dos doadores da Lista do Bresser tinha Camargo, Andrade, klabin e etc. E aquela historia que o Alckmin teria perdoado a divida em impostos e multas da Schincariol, em troca do pagamento das dividas do comitê nacional tucano?
A imprensa publicou, só que esses assuntos não voltam, mas ficam vagando que nem fantasma na net. Mas, aqueles que se referem ao PT sempre ressurgem em epóca de eleição. Me lembrei do ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero, ligado ao PSDB, que teve o mesmo azar do Casoy e foi pego com a boca na botija em 1994.Naquele que ficou conhecido como o escandalo da Parabólica,Ricupero,em entrevista para Rede Globo ao jornalista Carlos Monforte, imaginando que a câmera estava desligada disse:"Eu não tenho escrúpulos: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde" e continuou... "Claro, Monforte. Isso é bom para mim, é bom para o Real e é bom para o Fernando..
Ao tomar conhecimento do incidente, o candidato à Presidência, Fernando Henrique, minimizou: "Se o ministro disse alguma coisa, a responsabilidade é dele, não minha".
Lembrei da aria "Nessun Dorma" de Putini em sua obra prima Turandot, para presentear os amigos tucanos do blog

È só trocar principe dos sociologos ou rei sol por "principessa", mas dá na mesma...

Nessun dorma! Nessun dorma! Tu pure, o Principessa,
nella tua fredda stanza
guardi le stelle
che tremano d'amore e di speranza...
Ma il mio mistero è chiuso in me,
il nome mio nessun saprà!
No, no, sulla tua bocca lo dirò,
quando la luce splenderà!
Ed il mio bacio scioglierà il silenzio
che ti fa mia.
Voci di donne
Il nome suo nessun saprà...
E noi dovrem, ahimè, morir, morir!
Il principe ignoto
Dilegua, o notte! Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle! All'alba vincerò!
Vincerò! Vincerò!

Como diz Puccini na letra da aria:
Ma il mio mistero è chiuso in me
"SEU NOME NINGUÉM SABERÁ"

Claro! A imprensa não publica! rsrsrrs

Um link do Pavarotti cantando!
http://www.youtube.com/watch?v=VATmgtmR5o4

Bom fim de semana!

(Gravz: O mensalão do Azeredo foi denunciado e tem processo rolando. Tem mais é que punir todo mundo que for culpado e tá certíssimo! Mas não venha com essa evasiva de "a fonte é a mesma", pois não há QUALQUER GRAU COMPARATIVO entre um esqueminha regional e um negócio de amplitude nacional, financiando vários partidos e tendo pessoas do PT como gerenciadoras. E a tal "lista de furnas" já foi desmascarada há tempos. Ao acusado, sem dúvida, assiste o direito de "negar", como vem fazendo o tesoureiro do PT. Mas sem que a Bancoop traga à público sua movimentação financeira - e ainda por cima COMEMORE a guarda do sigilo bancário -, convenhamos, tudo fica difícil. Os imóveis foram pagos e não foram entregues. Para algum lugar esse dinheiro foi. Cadê? E, agora, surge a acusação de que o tesoureiro poderia ter intermediado um esquema de propina, cujo dinheiro teria destinação pouco louvável... E aí temos que, na outra ponta, um esquema foi abastecido por grana, e de algum lugar ela veio. De onde? Mas é isso, pode continuar mandando link do Youtube...)

#Permalink 13/03/2010 @ 21:03:45


Comentário de: Marco Loss

Pelo Santo Daime! Esse tal PSCunha teve seus momentos engraçados, mas agora destrambelhou geral. A pergunta era: de onde veio o $$ do mensalão? Aí virou uma salada q mistura desde a parabólica do Ricupero, em 94, até 'planilha Bresser". E as perguntas continuam esperando resposta: de onde veio o $$ do mensalão? P/ onde foi o $$ da Bancoop? São perguntas simples e diretas.
"Respostas para a seção", como se escrevia nos jornais de antigamente.

(Gravz: Pois é. Ele não sabe, ninguém sabe. E também não sabe para onde foi o dinheiro do Bancoop, ninguém sabe. Só o pessoal do PT é que tem essas informações, mas Paulo prefere defendê-los a saber da verdade)

#Permalink 14/03/2010 @ 00:03:03


Comentário de: Jorginho

O Gravata, tucano direitista do PPS, já foi melhor...

Quando ele escrevia sobre todos os partidos, quando ele nao era anti-PT, quando ele era mais imparcial, quando ele nao recebia dinheiro dos tucanos; quando ele nao era simplesmente um repetidor da Veja...

Essa notícia é velha e requentada; isso acontecia no governo Sarney, Itamar, Collor e, PRINCIPALMENTE, no governo FHC; tudo comecou com os tucanos; isso é golpismo midiático; a Veja estampou uma foto do Cazuza morrendo; e velha mídia está morrendo e precisa de escândalos; a mídia tem raiva do PT por que o presidente é torneiro mecânico; a mídia está com medo das pesquisas e da certeza da eleicao da Dilma; etc, etc, etc.

Quanto ao que vai na reportagem, NENHUMA RESPOSTA. Repito:

NENHUMA
RESPOSTA
!!!

Eu imaginando que seria impossível arranjar evasivas depois dessa, mas subestimei a capacidade de misturar assuntos e culpar o PSDB do Paulo Santos Cunha. Parabéns, Paulo.


#Permalink 14/03/2010 @ 07:03:04


Comentário de: Jorginho

Duas coisas:
1) está sendo engracado ver o pessoal que fala em PIG, jornaloes, mídia golpista, morte da mídia tradicional falar do "espírito revolucionário e constestador" do Glauco. Onde é mesmo que ele publicava as suas geniais tirinhas?! Ah, sim, no "PIG".

2) Para o Paulo Santos Cunha e Bob Jegg rebater:
achei esse interessante post comparando as declaracoes do Marco Aurélio Garcia sobre os mais variados países:

http://www.braziu.org/2010/03/13/e-mesmo/

Será que dá mesmo pra defender ou relativizar o que se disse?! E agora?!
Eu consigo ver 4 pesos e 67 medidas! 2 e pouco para esse pessoal...

Lá vem a boa e velha ladainha de sempre...

(Gravz: E onde trabalhava o próprio pessoal que fala em PIG?)

#Permalink 14/03/2010 @ 07:03:32


Comentário de: Bob Jegg

Caramba!!
O blog tá bombando. Tem dia que tem até mais de uma atualização.

Gravatinha, você foi naquele convescote promovido pelo Instituto Millenium??
De lá sairam as instruções:
1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.

2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.

3) Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.

4) Elevar o tom de voz nos editoriais.

5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.

6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.

7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.

8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.

Antes você dava tempo para desmentirmos as matérias, agora você publica uma mentira atrás da outra. Tô meio tonto, sem beber.

A Veja fica dando trela pra doleiro bandido. O tiro pode sair pela culatra. Traz de volta ao noticiário a conexão com o escândalo sobre informações privilegiadas de José Serra para Naji Nahas, que daria lucro de 80 milhões com ações da CESP. Lucio Funaro é o doleiro de Naji Nahas. A interceptação telefônica que consta do relatório da PF - Operação Satiagraha - página 192, mostra Nahas conversando sobre ganhar 80 "paus" (milhões de reais) com ações da CESP. Nahas diz, sem meias palavras, que "soube pelo próprio Serra, a confirmação de que a CESP seria privatizada".

Gravata, nem tem sobrado tempo para visitar os sites de humor, mas nem sinto falta. Vocês estão superando kibeloco e Jacarebanguela. Olha essa pérola do Estadão hoje: "A equipe do PT tentará a todo custo popularizar a imagem da ministra" :D :D Imagina se conseguem!

Esses marqueteiros do Serra tão muito previsíveis. Em 2006, Geraldo Alckmim só sabia falar: "De onde veio o dinheiro?" Agora, em 2010: "Pra onde foi o dinheiro?"

Ah, esqueci de falar sobre o post. Acordei tarde hoje e já estava desmentido. Droga, o prazo de validade das mentiras estão muito curto.

(Gravz: Pára com isso, Bob. Qual a "mentira" desse caso? Dizer que a testemunha é desqualificada? Pra onde foi o dinheiro do Bancoop? De onde veio o dinheiro do Mensalão? O dinheiro a que Alckmin se referia era o dos aloprados - que, até hoje, os petistas não sabem responder. Hoje, há o Bancoop. Surgem mais pontas soltas e é "proibido" falar porque isso irrita petistas? Pára, né)

#Permalink 14/03/2010 @ 08:03:40


Comentário de: Paulo Santos Cunha

Pela ordem:
De onde veio o dinheiro do mensalão do PSDB /Valerioduto Tucano/Lista de Furnas?
De onde veio o dinheiro da planilha do Bresser?
De onde veio o dinheiro do Mensalão do PT?
De onde veio o dinheiro do Mensalão do DEM?
De uma mesma fonte: bancos, empreiteiras e etc
Para que foi usado esse dinheiro?
Para pagar despesas de campanha do Azeredo, Serra, Alckmin, FHC e deputados tucanos, demos e peemedebistas no mensalão tucano junto com a grana da planilha do Bresser.
O mesmo ocorreu com o PT que também pagou despesas de campanha suas, PTB e PL e também aconteceu com os demos que usaram para despesas de campanha.
Sobre a lista de Furnas a PF disse que a mesma é verdadeira. O dono do cartorio onde está assinatura do autor da lista, confirmou que é do signatário.
Sobre Azeredo não é um esqueminha não, minimizador Gravatai tucano do PPS. Eu que sou de Minas, conheço a maioria dos nomes do valerioduto mineiro e foi um "esquemão" de compra de votos na eleição como "nunca antes na historia desse pais", sem contar que o esqueminha financiou a campanha nacional tucana com dinheiro para Serra, Alckmin, Aécio e FHC. Não se esqueça Gravatai tucano do PPS, que o vice-presidente da DNA propaganda e sócio de Marcos Valério, Clésio Andrade foi eleito vice-governador de Minas Gerais como companheiro de chapa de Aécio. Como é que um politico inexpressivo como Clésio foi eleito vice na chapa de Aécio? Justo o sócio do Marcos Valério, não é muita coincidência?
Esqueminha né...
O esquema de todos os mensalões, sem trocadilho, tem DNA tucano.
Sobre o Bancoop, você Gravatai tucano do PPS que gosta de "desencavar" processos judiciais na internet porque não acha a "DEMOLIDORA" decisão do juiz que "DESMORALIZOU" o promotor Blat e a
Revista Veja?
O juiz disse direta e indiretamente que as acusações tem viés politico eleitoral,a maioria dos pedidos do promotor nã otem fundamento, o pedido de quebra de sigilo não tem objeto definido e o bloqueio das contas da Bancoop prejudicaria o TAC realizado entre o MP e a cooperativa.
Demolidora a decisão do juiz e desmoralizadora para a tucanosfera.

(Gravz: Não foi decisão demolidora, mas sim SEM esses elementos - que estão no STF. A petistosfera tratou como uma "vitória", comemorando a desgraça dos que sofrem sem seus apartamentos do Bancoop. Uma pena, mas quem espera algo diferente? Quando a documentação do STF chegar ao juiz, acho que a coisa fica relativamente feia, né? Daí quero ver essa blogosfera 'independente' fazer festa com a desgraça alheia, dos trabalhadores que dizem defender. Ah, sim, vc não respondeu ao que perguntei. Voltou com mais 50 perguntas. Entendo sua fuga, vc não tem as respostas. Só os dirigentes é que têm. Mas ainda assim você os defende. É tragicômico)

#Permalink 14/03/2010 @ 10:03:21


Comentário de: Fabiana

Vou destoar novamente... Esse concurso de badalheiras entre tucanos e petistas é inacreditável, cada um tentando "minimizar" suas maracutaias. Requentado ou não o fato é que tudo leva a crer que existiu desvio de dinheiro do Banccop para a campanha do PT. Da mesma forma minimizar a lista de Furnas, a lista do Bresser, o mensalão tucano e do DEM (que ao que tudo indica irrigou campanhas além de Brasília...) é inconcebível. Corrupção é questão de princípio. O professor Luizinho nao é menos mensaleiro porque desviou só 20 mil... E tenho certeza, se Azeredo na época estivesse no poder federal em vez do estadual faria seu esquema nacional... Os esquemas de corrupção municipais ou estaduais são tão graves quanto os federais. Corrupção é injustificável, sempre.

(Gravz: Fabiana, eu concordo com vc. Brigar por quem rouba mais ou quem rouba menos é uma briga idiota. Tem que prender todo mundo que roubou e ponto final)

#Permalink 14/03/2010 @ 10:03:47


Comentário de: Vlad

É uma roubalheira sem tamanho, e muito da mal feita, Gravz. Poderiam pelo menos ter entregado o apê do presidente, mas até pro copanhero sobrou. Será que foi pra deixar claro que ele nunca sabe de nada? Um disfarce?

Como ainda muito se fala e pouco se prova nesse país - ao ver a Veja citar tantos amigos, lembrei-me da Soninha durante campanha à prefeitura de São Paulo, dando uma declaração que, acredito, fez o Maluf ganhar alguns votinhos - eu prefiro esperar pra ver no que dá. Que a Veja requentou a marmita pra aquecer as turbinas pro ano eleitoral, isso todo mundo sabe. O e-mail sobre o "passado terrorista da Dilma" deve repercutir mais ao menor sinal de que ela passou, de fato, o "azarado" Zé Pedágio nas pesquisas. Por sinal, quem diria que ela empataria, hein!?

Sempre é um bom momento para discutirmos o uso do termo "terrorista". Se formos seguir o exemplo da nação que você tanto admira, os EUA, pedir desculpas depois de matar civis parece suficiente - e mui louvável. Aliás, eles devem voltar a fazer isso em breve, e pelo menos a nova legião de junkies americanos deve aplaudir - quite a surprise, for they're not lost as the poor people of Cuba! Em vez de "drones", poderiam chamar os brinquedinhos de "doves", uma homenagem ao Nobel da Paz que defende a guerra justa (no teritório dos outros, claro!)

Ademais, como sempre, sinto falta da MARINA SILVA, 43, sua candidata, aqui no blog. O discurso dela no Dia Internacional da Mulher quase me fez crer que ela tinha voltado pro PT... Precisa avisar que não é bom tocar no nome de um adversário (ou de seu aliado) quando se faz um discurso? Ou o Lula já fechou que, além de subir em alguns palanques do PMDB, vai subir nos do PV também? No Acre, pelo menos, não é isso que ouço falar...

Que tal falar um pouco sobre a proposta do TSE, sobre os partidos fornecerem informações detalhadas sobre a origem das doações carimbadas? Mais do que documentos num cofre perdido no Uruguai, acho que há aí uma séria ameaça à República! Ou, que tal, os royalties de petróleo! Ou o projeto Ficha Limpa? Nunca antes na história desse país se falou tanto em transparência! Mas não vou dizer que é mérito deste governo, afinal, no governo de FHC também era ass.. ops. Um grande abraço, saudades do blog.

#Permalink 14/03/2010 @ 11:03:14


Comentário de: Paulo Santos Cunha

Fernando Gravatai Merengue tucano do PPS,a Veja fica desencavanco coisas sobre o PT para ajudar Serra, mas acaba complicando, porque as pessoas acabam procurando sobre o assunto e encontram outras coisas...
Por exemplo, sobre esse Funaro e sua turma, tem umas historias esquisitas, como essa:

Doleiro da Veja retoma escândalo José Serra/Naji Nahas, de 80 "paus" na CESP

O doleiro da Revista Veja, fonte de sua reportagem de capa, Lucio Funaro, traz um efeito colateral para a candidatura José Serra (PSDB/SP), ao trazer de volta ao noticiário a conexão com o escândalo sobre informações privilegiadas de José Serra para Naji Nahas, que daria lucro de 80 milhões com ações da CESP.

Nos autos da operação Satiagraha, Lucio Funaro (preso na operação), é apontado como suposto doleiro de Naji Nahas. Funaro aparece como suspeito de fazer operações ilegais conhecidas como "dólar cabo", para fazer remessas de dinheiro para o exterior, por caixa 2.
A interceptação telefônica que consta do relatório da PF - Operação Satiagraha - página 192 , mostra Nahas conversando sobre ganhar 80 "paus" (milhões de reais) com ações da CESP. Nahas diz, sem meias palavras, que "soube pelo próprio Serra, a confirmação de que a CESP seria privatizada".

O caso acima caracteriza crime do colarinho branco, pois Serra teria passado informações confidenciais sobre uma empresa com ações negociadas em Bolsa de Valores, a um investidor (Naji Nahas), antes de torná-la pública a todo o mercado.

Pois é Gravatai tucano do PPS, Dantas, Nahas, Funaro, é estranho como a Veja é próxima dessa gente.
E vc Gravatai, acredita mesmo que o Serra falou isso para Nahas?
Eu costumo desconfiar dessa gente, principalmente de delação premiada e vc?

(Gravz: Você inventa uns nomes para mim que, na real, já tão começando a ficar engraçados. Chama logo de Darth Vader e pronto :D - Mas vamos lá. Sim, há casos em que as pessoas mentem. E você não pode misturar INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, na qual um ESPECULADOR solta uma ESPECULAÇÃO, e TESTEMUNHO SOB JUÍZO, que depende de N CONFIRMAÇÕES PARA RECEBER OS BENEFÍCIOS LEGAIS. Não adianta chegar e falar mentira, pois para ser beneficiado pela "delação premiada", é preciso que tudo se confirme, invariavelmente por documentos ou fatos irrefutáveis. Em suma: Nahas ganha grana com ações e PRECISA que seus palpites tenham credibilidade. O que faz? Diz: "ouvi de fulano". E como isso foi descoberto? Numa INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. Como descobriram a podridão PT/Bancoop? Num DOCUMENTO DE TESTEMUNHO OFICIAL, OBTIDO EM JUÍZO, ASSINADO E CORROBORADO POR FATOS E/OU PROVAS - em caso contrário, ele não ganha o benefício. E você quer mesmo comparar? Sério, Paulo, não entra nessa de se tornar uma caricatura)

#Permalink 14/03/2010 @ 13:03:44


Comentário de: Roberto C P

A falta de respeito desses seguidores ideologicos do PT em relação às familias prejudicadas pela Bancoop demonstra o que eles querem é o poder à qualquer custo.
Paulo, pense antes de fazer deboche colocando link de opéra, respeite pelo menos as pessoas que tiveram a saúde e as finanças abaladas por essa cooperativa.

#Permalink 14/03/2010 @ 14:03:15


Comentário de: Paulo Santos Cunha

Gravatai tucano do PPS, o tal relatório que Veja teve acesso sobre o depoimento do tal doleiro Funaro, não teve nenhum desdobramento.
Os depoimentos colhidos a 5 anos não gerou nenhum indiciamento ou teve qualquer desdobramento. Isso significa que ao contrario do que vc disse, o ministerio publico não obteve as provas prometidas ou desconsiderou o depoimento de Funaro porque não é verdadeiro.
Porque veja só Gravatai, passados 5 ANOS,JOAO VACCARI NÂO FOI CHAMADO PELO MP PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS SOBRE AS DENUNCIAS DE FUNARO.
Gravatai cadê as provas?

(Gravz: Esse inquérito tá no STF, e até hoje mesmo no caso do Mensalão tem depoimentos sendo tomados. Leva tempo, mas as coisas vão acontecer)

#Permalink 14/03/2010 @ 15:03:14


Comentário de: Ronaldo

Uai, Gravz

Você está operando o milagre de fazer com que os cumpanheiros petistas trabalhem de verdade. Taí o plantão extra da tropa de choque cativa do blog.

Chega a ser divertido ver o empenho da tropa. Nem sabem o que dizem, recebem o texto, fazem o copy and paste e pronto. Só mesmo os vocativos é que sofrem alguma variação ;)

Abraço.

#Permalink 14/03/2010 @ 18:03:33


Comentário de: Felipe Machado

ELE SABIA!!!

Lula admite que Jefferson o alertou sobre mensalão
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da Folha Online

Hoje na Folha O presidente Lula vai reconhecer pela primeira vez que ouviu em março de 2005 do presidente do PTB, Roberto Jefferson, o alerta sobre o esquema para a compra de congressistas aliados, o mensalão. A informação é de Kennedy Alencar, em reportagem publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Isso acontecerá em resposta a questionário do Ministério Público Federal que consta de processo no STF. O mensalão foi revelado em entrevista de Jefferson à Folha três meses depois.

O presidente responderá que não conhece pessoalmente o publicitário Marcos Valério --operador do maior escândalo de corrupção do governo petista. Dirá que o publicitário nunca esteve na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência.

Lula afirmará que pediu investigação informal ao então ministro Aldo Rebelo e ao líder do governo na Câmara na época, Arlindo Chinaglia. Segundo Lula, recebeu a resposta de que não havia provas.

#Permalink 14/03/2010 @ 21:03:43


Comentário de: Bob Jegg

Pito do Juiz no promotor:
"O Ministério Público e o Poder Judiciário são, antes que tudo, instituições de Estado, e não de governo. Assim, é imprescindível que sua atuação fique acima de circunstâncias ou convicções políticas.

E não basta que cada integrante destas instituições exclua internamente suas convicções políticas de influência em suas atuações. É imprescindível também que fique absolutamente claro, para toda a sociedade, que suas atuações são isentas de outros interesses que não os decorrentes de suas próprias atribuições institucionais."
Deve ter doído!

Engraçado que no "porque no te callas?" a mídia ovulou e virou capa de tudo quanto é portal e jornal. Agora para achar essa reprimenda do juiz dá um bom trabalho.

Faz um post sobre o Ibope que vazou. :D

(Gravz: Quer mesmo que eu fale sobre o Ibope? Parece que vazou errado, né? Mas, enfim, o juiz não tem os documentos em posse do STF)

#Permalink 14/03/2010 @ 22:03:00


Comentário de: Alex Melo http://www.twitter.com/alxmlo

É entraçado.... eu comemoro quando alguém do DEM ou do PSDB é pego em falcatrua e acaba preso ou no mínimo respondendo processo.
Já os petistas, comemoram quando alguém é pego em falcatrua e consegue liberação na justiça.

Essa é a verdadeira definição de justiça petista: Prendam todos os que criticam o governo, mas se for alguém do PT roubando e deixando pessoas na falência, estes só estavam fazendo a coisa certa, que é enriquecer quem trabalha no Partido, então é absurdo que tenham que prestar contas, quanto mais serem levados à justiça. Cadeia quem merece é a mídia-ultradireitista-golpista, fascita e nazista que fica descobrindo que a gente tá roubando.

E agora querem eleger o Avatar de Lula prá presidência.

#Permalink 15/03/2010 @ 08:03:56


Comentário de: Rodrigo http://homemdoplano.blogspot.com

Quando é que vossa senhoria vai passar a adotar o vermelho e o azul, "Tio" Gravata?

Comento:

Primeiro, eu acho que se um promotor vazasse 8000 páginas de um processo, este blog, alguns de seus comentaristas e o Gilmar Mendes já estariam falando em estado policial. Mas como defender tesoureiro do PT não dá tanto "prestígio" quanto defender Daniel Dantas, então é melhor pegar no pé da retórica do juíz De Sanctis ou dos erros de português do Protógenes do que comentar o envolvimento do promotor do caso Bancoop com bicheiros (cooptado? :) ) ou que faz um pedido sem pé nem cabeça e ainda toma pito do juíz, por exemplo. :)
Eu não sei se o cara do PT é inocente ou não é, pelo visto o pessoal já resolveu o caso, mas só acho que as vítimas do Bancoop estão sendo vítimas novamente na mão de um promotor oportunista que enrolou três anos um processo pra fazer um pedido absurdo, dando mais importância à Veja do que ao juíz, só para uma imprensa ávida para turbinar uma candidatura em crise.
Aliás, o Ministério Público de São Paulo é a prova de que, quando o PSDB fala em "aparelhamento do estado", ele fala com conhecimento de causa.
Eu ia falar mais, mas tem muito tempo até outubro. Cansei. :)
Ah, ouvi dizer que o pessoal do PPS andou comendo do panetone do Arruda. Então, bom apetite...

#Permalink 15/03/2010 @ 11:03:03


Comentário de: kadu

Só para informar aos mais ignorantes, não existe "mensalão do DEM", sendo este apenas um truque de linguagem do petismo que predomina em nosso jornalismo, apesar de um ou outro editorial. Isso ocorre por "ideologia" ou por medo do sujeito ser acusado de pertencer ao Pig (e quem tiver alguma dúvida de que é assim, basta imaginar como a nossa imprensa amestrada trataria o DEM se descobrisse que ele participa de um foro com quadrilhas de traficantes e ditaduras assassinas).

Existiu mensalão de um governador que, por ter feito isso, precisou se desfiliar antes de ser EXPULSO do partido. O DEM pode ter todos os defeitos do mundo, mas em termos éticos está anos-luz à frente de quem promovem saques organizados em tudo o que consegue por as patas e SEMPRE protege os que são apanhados com a mão na massa, seja porque estes apenas executaram uma tarefa partidária, seja porque ele pode entregar outros esquemas se for abandonado e nem sempre é possível ter a sorte das testemunhas morrerem em série.

E, ainda num assunto ligado ao golpe contra as famílias que economizaram para ter a casa própria, nossos jornais anunciam que o "sindicalista primário" que fez cara de coitadinho na TV, pediu desculpas e disse que "não sabia", agora, chamado às falas pela justiça, admite que foi informado do Mensalão pelo Jeferson.

Claro, nós sabemos que ele não precisava ser informado por ninguém de fora para saber. Mas de qualquer modo é a admissão daquele seu teatro ridículo, cinco anos depois. Deve ser isso que o paulosantoscunhismo chama de "evolução" do PT. Neste ritmo, daqui há uns 200 anos eles chegam ao nível moral do DEM.

#Permalink 15/03/2010 @ 15:03:03


Comentário de: luiz

esse tal de paulo é uma figuraça!!
quantos haldols ele toma por dia
ele ém a coisa mais engraçada desse blog
eu me divirto com ele
mas será que ele existe mesmo?

#Permalink 15/03/2010 @ 17:03:42


Comentário de: João

A desculpa preferida ainda é dizer que a veja é boba, chata e feia, como as notas oficiais do tesoureiro. Pior, só um juiz usar como atenuante a condição de o cara cuidar das contas de um candidatura presidencial - ou deveria ser mais um agravante.

#Permalink 15/03/2010 @ 23:03:31


Comentário de: Silvio

Não, Fabiana, discordo de você. No momento, nada leva a crer que houve desvio de dinheiro da Bancoop para campanhas do PT. Sequer há provas disso. O Procurador Blat há três anos dá entrevistas a jornalistas a respeito da Bancoop acusando o PT, mas não apresenta provas, e só agora formalizou denúncia à Justiça, que rejeitou solicitando que seja indicado onde estão as provas, que o Promotor Blat, a VEJA e Imprensa Marrom afirmam convictamente que existem.

Quanto ao depoimento Funaro, este foi em 2005, e de lá pra cá, a denúncia foi apresentada e depois aceita pelo STF, mas Vaccari nunca foi indiciado. O que os Srs. juízes e promotores estão esperando?


#Permalink 16/03/2010 @ 00:03:46


Comentário de: Silvio

Não vai liberar os posts? Faz um tempão que estão aqui.

#Permalink 21/03/2010 @ 23:03:43


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