MST LEVADO A SÉRIO
06/10/2009
MST LEVADO A SÉRIO
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, ou simplesmente MST, começou a ganhar manchetes no início da década de 90 e, naquela época, havia muito romantismo nas abordagens — quase sempre positivas, aliás. Era a "luta pela terra", tal e coisa.
Lembro-me de um lançamento conjunto, de nome Terra, que consistia em álbum de fotografias, mais conjunto de ensaios (ou era livro?), e até álbum com quatro músicas, respectivamente, de Sebastião Salgado, José Saramago e Chico Buarque, e isso já em 1997. Estava na faculdade.
Mais ou menos na mesma época, a Rede Globo lançava telenovela em que uma sem-terra tinha caso amoroso com o protagonista. Era ainda a fase das abordagens românticas, não tínhamos notícia ou dimensão do que havia no MST e as discussões eram todas na base de uma dicotomia tacanha: fascistas x socialistas. Era quase impossível apoiar os inimigos da causa campesina, pois, 'do outro lado', estariam, muito claramente, os latifundiários.
Mas e agora?
Há alguns anos, o MST pratica atos que exigem novos sinônimos para a palavra "vandalismo". São crimes, mesmo. O caso de ontem, dos milhares de pés de laranja arrancados por um trator, é apenas um dentre vários. Mas, ainda assim, há uma espécie de tabu. Qualquer discussão sobre o tema AINDA recai naquela antiga dicotomia tosca. Parece que somos os fascistas desafiando aquela (falsa) ideia de um movimento romântico e (falsamente) legítimo.
Desculpem, mas toda e qualquer dose de legitimidade do MST vai pelo ralo quando eles partem para a ilegalidade. Não há qualquer reivindicação justa — e creio na justiça de alguns pleitos — que prospere mediante ações ilegais, violentas etc.
A ocupação de uma propriedade privada "improdutiva" já é discutível, por conta dos diversos sentidos que se dá para a improdutividade (às vezes, é uma terra, por exemplo, disputada em juízo e na qual não se possa plantar por conta disso). Mas quando invadem uma fazenda e arrasam uma plantação, tudo da forma mais violenta, não há mesmo o que dizer. Sobretudo quando tal prática não é exceção, mas regra.
E ir contra o MST, na forma como o movimento age atualmente, não é "ser contra a luta pela terra", mas ser contra a violência e a ilegalidade. Exatamente porque, ao cometer esse tipo de barbaridade, os líderes do movimento não apenas usam camponeses como massa de manobra, mas também a opinião pública — e parcela da imprensa —, manipulando-os com essa conversa mole de "estamos lutando por um pedaço de terra".
Recentemente, foi ENTERRADA a "CPI do MST". O Congresso teria instrumento para ir atrás das doações públicas, dos métodos, ouvir responsáveis e preparar um material importante para o Ministério Público, colaborando assim com as investigações já em curso. Mas tudo foi abortado por razões mais ou menos imagináveis.
Mas é isso. Tentem falar sobre o MST com aquele pessoal que se diz "politizado", mas no fundo é única e tão somente partidarizado. Simplesmente não haverá conversa. Após todo o relato de crimes e absurdos, financiamentos e práticas ilícitas, dirão: "é a luta pela terra" (como se alguém fosse contra esse direito, no sentido lato).
Talvez o tabu imposto sobre o tema decorra exatamente da falta de possibilidade de defesa. Porque, sob qualquer ponto de vista ou argumento, fica mesmo difícil dar razão às ilegalidades do MST. Nesse caso, a única saída é apelar para palavras de ordem e frases feitas.
Revisão: Hellen Guareschi
transubstanciado por gravata às 06.10.09 - 15:50:14 | 48 comentários
Comentários, Pingbacks:
O engraçado desse história toda, é que a Globo nunca foi responsabilizada pelo que aconteceu nas últimas eleições do Rio, que gerou várias prisões, diga-se de passagem. Um forte abraço, parabéns pelo texto, obrigado pela atenção!
Ou em verdade o MST deseja a implementação de um revolução moista? Neste caso o que acontece com o assentado? vira inimigo de classe ou vira escravo do movimento? sendo obrigado a integrar cooperativas controladas por sem terras? obrigados a repartir seus ganhos com o MST? Oueles repassam a terra e voltam para o cilco de violência no campo?. Dúvidas que ainda não vi resposta.
Realmente, dada a romantização obtida pelo MST, tal movimento se tornou inimputável.
Nos EUA, aquela ilha de miseria e desgoverno, cujas leis condenaram um povo a pobreza por seculos, se um ladraozinho do MST resolve entrar na fazenda do John Smith, eh direito do John Smith enfiar chumbo no ladraozinho.
Simples, nao? Se voce entrar na minha propriedade sem ser convidado, eu tenho direito de tomar a tua vida.
Se seja lah quem for que plantou aqueles pes de laranja tivesse enfiado bala naqueles vagabundos, se dependesse de mim no juri, eu absolvia 100 vezes.
Pergunta para mim se existe MST ou terra "improdutiva" nos EUA...
E nem vamos entrar na questao ecologica, boa parte do que sobrava da Mata Atlantica foi destruida para nao parecer "improdutiva".
Sei nao. Eu acho que se algum vagabundo achar por bem entrar na minha terra ou propriedade, eu tenho o direito natural de tomar a vida dele.
(Gravz: Note, Silvio, que não sou contra o direito à terra. O problema é a metodologia do MST. Qualquer pessoa de bom-senso sabe que o movimento, muito por conta de alguns líderes e menos pela verdadeira busca de seus integrantes legítimos, rumou há algum tempo para o caminho da ilegalidade. Aí não tem como)
(Gravz: Levei um susto com a primeira frase, aí dei risada)
Mandei um comentário TOTALMENTE diferente do que foi publicado com meu nome. O que aconteceu?
O sistema permite que, sem querer, você aprove um comentário com nome do outro?
(Gravz: Epa, como assim? Não entendi)
A questão é que aquela terra em litígio é da União e foi grilada pela Cutrale. O próprio Incra já a reinvindica pra reforma agrária.
"Invadiram" a área pra acelerar o processo. Pode ser ilegal, mas o que fazer quando se sabe que a Justiça é morosa e tendenciosa? Deveriam ficar morando a beira de rodovias, sem causar incômodos a ninguém pra sempre? É isso? Por favor.
Num país como o Brasil, com poucos ricos
que se enriqueceram por meios ilícitos e criminosos durante a história, em meio a tantos miseráveis, é mais do que natural e até desejável que exista um movimento que reinvidique terras griladas ou improdutivas de latifundiários.
Lamento profundamente gente que adora esculhambar movimentos sociais, cujo grosso trata-se de um amontoado de pé-rapados, e que não gastam uma linha pra criticar os senhores do poder dessa país.
E nos EUA não tem MST porque não tem sem-terra.
E Make Love, not War.
Abracius.
O Censo Agropecuário 2006 traz uma novidade: pela primeira vez, a agricultura familiar brasileira é retratada nas pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE).
Foram identificados 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar que representam 84,4% do total, (5.175.489 estabelecimentos) mas ocupam apenas 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos agropecuários brasileiros.
Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura familiar responde por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4 bilhões) desse total. Mesmo cultivando uma área menor, a agricultura familiar é responsável por garantir a segurança alimentar do país gerando os produtos da cesta básica consumidos pelos brasileiros. O valor bruto da produção na agricultura familiar é 677 reais por hectare/ano.
“Isso mostra a representatividade, o peso deste setor para a formação da nossa economia e da produção primária no País. Com isso, a agricultura familiar demonstra capacidade em gerar renda, em aproveitar bem o espaço físico e contribuir para a produção agrícola brasileira”, afirma Daniel Maia.
Os dados do IBGE apontam que em 2006, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite , 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil.
Outro resultado positivo apontado pelo Censo 2006 é o número de pessoas ocupadas na agricultura: 12,3 milhões de trabalhadores no campo estão em estabelecimentos da agricultura familiar (74,4% do total de ocupados no campo). Ou seja, de cada dez ocupados no campo, sete estão na agricultura familiar que emprega 15,3 pessoas por 100 hectares.
Dois terços do total de ocupados no campo são homens. Mas o número de mulheres é bastante expressivo: 4,1 milhões de trabalhadoras no campo estão na agricultura familiar. As mulheres também são responsáveis pela direção de cerca de 600 mil estabelecimentos de agricultura familiar.
O Censo Agropecuário 2006 revela ainda que dos 4,3 milhões de estabelecimentos, 3,2 milhões de produtores são proprietários da terra. Isso representa 74,7% dos estabelecimentos com uma área de 87,7%.
Os critérios que definem o que é agricultura familiar foram determinados pela Lei nº 11.326 aprovada em 2006. Eles são mais restritivos do que os critérios usados em estudos feitos anteriormente por outros organismos como a Fao/Incra e universidades brasileiras que estudaram o setor. A Lei 11.326 determina que quatro módulos fiscais é o limite máximo para um empreendimento familiar. Determina também que a mão-de-obra deve ser predominantemente da própria família e a renda deve ser originada nas atividades da propriedade e a direção também tem que ser feita por um membro da família.
Como assim nao tem sem terra nos EUA? Nao tem sem terra em lugar nenhum. "Sem-terra" eh uma construcao social, que existe apenas na cabeca das pessoas.
Vamos refletir, Gravata, porque voce esta caindo em uma armadilha retorica. Nao existe nenhum direito a terra. Repito: "Nao existe nenhum direito a terra." Nem em nossa constituicao nem em nenhuma constituicao que eu conheca. "Direito a terra" eh jabuticaba de militante que quer roubar de quem trabalhou. Jabuticaba podre.
O que se convenciona chamar de "sem terra" sao apenas pessoas pobres que foram radicalizadas por um movimento ideologico que lhes oferece algum conforto emocional. Pessoas que poderiam estar trabalhando produtivamente na industria ou nos servicos. Mas que estao acampando na beira da estrada e depredando a propriedade dos outros.
Eu, por exemplo, hoje tenho terra. Comprei com o dinheiro que ganhei trabalhando. E vagabundo nenhum vai tentar tirar, a nao ser que queira tomar biboco.
Em outras palavras, se toda a terra na agricultura fosse ocupada pela agricultura familiar, haveria uns 15 milhoes de estabelecimentos agropecuarios a mais. Se cada um empregasse 2 adultos trabalhando, seriam 30 milhoes de trabalhadores agricolas vivendo de roca... Em outras palavras, nos estariamos de volta ao Brasil de 1910.
Meu deus, por que em meu pais nao existe um unico esquerdista com QI acima de 100?
(Gravz: Como assim?)
O primeiro comentário com o meu nome não é meu e o comentário que enviei não foi publicado.
Você está chegando ao nível da Veja e dos defensores incondicionais do atual governo. PARABÉNS!!!
POr exemplo, o relatorio do Incra está errado? A terra não é grilada? A Cultrale cultivou por mais de 10 anos em terras da União, lucrando com isso, mas em situação ilegal? A 5 anos atrás ninguém se preocupou em falar sobre terras griladas por grandes empresas? Não comove? Ver a reforma agraria constitucional não ocorrendo, mas empresas tomando e se aproveitando das terras publicas que serviriam para isso não faz ninguém chorar ou se debater de revolta?
FICA FIRME MEU CAMARADA !
(Gravz: Uma comentarista avisou agora, mas parece bem estranho isso, não? Vou ver)
Mas o principal é que outros países fizeram reformas agrárias e isso foi importante NOS SÉCULOS PASSADOS, onde não havia mecanização ou ganho de escala e as exigências eram muito menores (nos EUA era só pegar o carroção, passar pelos índios, etc). Hoje, a moçada quer eletricidade, asfalto, e por aí afora. Quer dizer, a idéia mesma de reforma agrária é coisa do passado; teria sido importante, mas não foi e as coisas mudaram. Há trinta anos atrás também era importante ter curso de datilografia, mas quem não fez não precisa mais fazer.
O João citou alguns dados favoráveis à agricultura familiar, mas faltou falar da rentabilidade, no qual ela perde longe. E isso é importante para o caso brasileiro, onde o lucro da agricultura sustenta a balança comercial e movimenta o resto da economia (quem duvidar que vá para uma cidade agrícola na época da colheita).
Não nego que a familiar é importante mesmo que só sustente as famílias envolvidas e se dedique a suprir a população local, mas:
a) Precisamos de mais agricultura familiar? Há algum risco de desabastecimento que só ela possa suprir? É claro que não. Então se é para aumentar algo, é melhor aumentar a grande agricultura, que vai empregar muita gente (e muitas vezes é melhor ser empregado do que pequeno patrão)e beneficiar e indiretamente muito mais gente. Ou seja, NÂO PRECISAMOS (MAIS) DE REFORMA AGRÁRIA, e sim de mais agro-negócio. É simples assim: este negócio de reforma agrária é só um slogan do passado.
b) Mesmo que decidíssemos incentivar a agricultura familiar por questões culturais (tipo plantadores de arroz no Japão), precisaríamos perguntar se há pessoas vocacionadas para isso, pois a coisa não é tão fácil assim. E aí nós vamos ver que não é o que acontece, pois os próprios candidatos a assentados são, na maioria, um misto de iludidos com oportunistas. Assim, DEPOIS DOS BILHÕES GASTOS EM REFORMA AGRÁRIA, QUAL É O RESULTADO CONCRETO EM TERMOS DE PESSOAS QUE VIVEM DISSO? E QUAL SERIA O RESULTADO SE O INVESTIMENTO TIVESSE SIDO DIRECIONADO PARA A INDÚSTRIA (POR EXEMPLO)?
c) E, finalmente, mesmo que fosse bom realizar a reforma agrária, qual é o sentido de fazer isso através de uma entidade completamente viciada como o tal MST? É claro que nenhum, exceto o ideológico, dos que o vêem como um instrumento da "revolução popular" ou coisa parecida.
(Gravz: Até agora não entendi isso, mas beleza. Vamos ver)
(Gravz: Qual comentário? Só se for homônimo, xará etc. Onde isso?)
Fiz outro comentário que NÃO foi publicado, por isso acredito que você, sem querer, liberou um comentário de alguém com o meu nome.
Não trata-se de homônimo é um erro mesmo.
Caso ainda não saiba de qual comentário estou falando leia-o abaixo:
" Comentário de: Rafael Costa
Uma grande dúvida assola minha mente quando penso no MST e congeneres: eles querem a reforma agrária ou não? Explico a dúvida, nos moldes de nossa legislação quando ocorre a desapropriação para fins da reforma agrária, o sem terra passa a se tornar "com terra", antigamente era chamado de "colono", ou seja passa a deter a posse e propriedade (se bem que eu acho que resoluvel ou limitada quanto à alienação) da terra que irá explorar, logo ele passa a ser proprietário de algo e pode auferir a renda da terra, com a produção agricola, arrendamento(se a legislação permitir) e valorização do bem (se a alienação for possivel). Em termos marxistas o sem terra passa a ser dono do meio de produção e pode converte-se em integrante da classe dos "proprietários de terra" "kulaks" "burgueses do campo". Nesta ótica seria o MST um movimento capitalista? Um movimento burguês, visando a criação de uma classe média campesina?
Ou em verdade o MST deseja a implementação de um revolução moista? Neste caso o que acontece com o assentado? vira inimigo de classe ou vira escravo do movimento? sendo obrigado a integrar cooperativas controladas por sem terras? obrigados a repartir seus ganhos com o MST? Oueles repassam a terra e voltam para o cilco de violência no campo?. Dúvidas que ainda não vi resposta.
"
(Gravz: Seu comment sumido, de fato, não vi. Nâo sei o que houve. Esse aí é de homônimo. Chequei email e IP, não é malicioso nem de má-fé. Coincidência, mesmo)
Tenho a mesma estranheza de postura em relação as ações tentativas constantes do MST , da base aliada e dos militantes em relação a transparencia do uso das dezenas de milhões de reais do dinheiro poblico repassados ao MST . Qual é o problema ? Afinal o MST não propala ter o monopolio da boa intenção na defesa dos interesses dos mais pobres ? Por acaso se recusar a prestar contas sobre o uso do dinheiro publico não é um antagonismo a esta dita postura social ?
Por ultimo , se formos seguir a linha de raciocínio oficializada pelo MST como razão para a invasão, saque e destruição na fazenda da Cutrale ,ou seja ,ações contra a empresa correndo na justiça e suposta grilagem de terras publicas então , partindo do mesmo principio de que o MST também já foi denunciado por desvios de verbas publicas pelo ministério publico e que as invasões e depredações são ilegais aos olhos da lei , então nós , aquelesa que não concordamos com estes descalabros, também podemos invadir acampamentos, sedes , ONG´s e assentamentos improdutivos do MST , saquear , destruir e vandalizar o que encontrarmos pela frente ?
Camilo disse: 8/10/2009 às 8:57
Nassif, conseguiste o endereço do Gravataí?
Se você puder responder, sua ação contra ele será criminal ou cível?
Responder
luisnassif disse: 8/10/2009 às 9:00Consegui, sim. Obrigado.
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/08/fora-de-pauta-290/?allcomments#comments
(Gravz: Ele PUBLICOU meu endereço no blog, um dos comentaristas, o "Anarquista", veio até meu prédio e perguntou por mim. Tenho tudo isso gravado, registrado etc. O próprio Nassif interagiu com tal comentarista. Publicou, aliás, não apenas o endereço residencial, mas também telefones etc. Todo mundo viu, tenho print e a página salva. Não sei qual o motivo desse post, mas enfim...)
Ah! A gente já entendeu que vc é o Charles Bronson do agronegócio, agora troca o disco.
Ou é p/ dá presente p/ dia das crianças.
Ou vai te processar pq vc usa apelido.
http://spanish.martinvarsavsky.net/general/grandes-multas-para-blogueros-en-usa-si-no-cuentan-que-les-pagan-por-bloguear.html
(Gravz: Li quando saiu em inglês, depois em português pelo AdNews. Acho uma medida ótima, transparente. É chato chegar a esse ponto, ou seja, o intervencionismo do governo. Mas é bom que haja transparência entre anunciante e blog - e anunciante e imprensa como um todo)
"Reforma agrária" é uma coisa que ainda fazia sentido no início do século XX, com boa parte da população no campo e agricultura manual. Hoje só serve para sustentar os picaretas do MST.
E, na linha do Ben, por que a fixação com a terra, se hoje ela é apenas mais uma forma de atividade econômica? Por que não dar então um boteco ou uma lojinha para cada um? MSB? MSL? é isso pessoal, vamos invadir as baladas e os shopping centers, quebrar os copos, rasgar as roupas. E exigiremos que o governo nos sustente.
Repassar mais de R$ 150 milhões em 15 anos de movimento, fora o dindin estrangeiro , dezenas de milhões de prejuizos em invasões e depredações , manifestações e roubos e dwevios de dinheiro publico para ações politico/ideológicas , para gerra nem que seja 20 assentamentos existosos ( o que obviamente é dificil de acreditar ) pode ser uma relação custo beneficio aceitável do teu ponto de vista , mas é um verdadeiro absurdo na opinião de quem tenha um mínimo de bom senso e civilismo .
Calma, calma, passou, passou, internete amiga, amiga...
Você já ouviu falar em ironia?
Claro que seria ridículo pedir que o governo desse uma loja para cada "sem-loja" do país, mesmo para aqueles que chegaram a abrir uma e fecharam, que são centenas de milhares.
E se você expandir o conceito para os serviços e a indústria, trocando "loja" por "boteco" ou "pequena indústria", continuam sendo centenas de milhares e continua sendo uma barbaridade.
Mas se você chegar ao setor agrícola, que é uma atividade como as outras, e trocar "loja" por "terra", não só tem quem defenda o absurdo como ainda considere que os "sem-x" agrícolas podem quebrar o que quiserem, devem ser sustentados pelo governo, etc.
Essa era a ironia da história. Desculpe não ter sido claro.
É que faltou aquele toque meio tcha-rans de ironia.
Falta de capacidade do escritor, a gente temos nossas limitações. Bom final de semana.
Então, tá. Da próxima vez que alguém bater no meu carro e o juiz demorar para dar ganho de causa para mim (no caso de eu estar certa) eu vou na casa da pessoa roubar o dinheiro dela. É isso aí!
Em tempo, se houver algum jurista por aí: SE a Cutrale estiver mesmo usando terras da união ilegalmente, não vale conceito de uso-capião? Ou isso só vale quando é sem terra invadindo?
No mais, até agora ninguém mostrou (e nunca vi divulgado na imprensa) os índices de produtividade dos assentados. Só exige-se produtividade dos médios e grandes. Nunca dos assentados.
Por fim (eu tenho um problema com números que surgem do nada): se os governos (FHC e Lula) alardeiam que assentaram tanta gente, por que diabos a cada ano aparecem mais "militantes" no movimento? O número não deveria diminuir? (Sim, deveria).
Mas... como o mesmo cara que disse que pode invadir porque a justiça é lerda disse que ele foi no assentamento e todo mundo é "gente boa e trabalhador" eu vou me fechar na minha insignificância de mocinha urbana e doar meu dinheiro para os "gente boas" quietinha (vou precisar escrever ironic mode: on, nessa?)