STALINISTA: UM HITLERISTA COM O DIREITO A SENTAR-SE À MESA (AO MENOS NO BRASIL)

30/09/2009

STALINISTA: UM HITLERISTA COM O DIREITO A SENTAR-SE À MESA (AO MENOS NO BRASIL)

É tudo muito simples, óbvio e objetivo: um hitlerista, declarado como tal, imediatamente vai preso por conta das teses obrigatoriamente atreladas ao ícone que dá origem ao sufixo "ista". Ninguém é "hitlerista" sem endossar Adolf Hitler e, dessa forma, não é possível que o seja sem glorificar o genocídio dos judeus, a loucura da eugenia, a ditadura e toda forma de supressão democrática etc.

Isso também no Brasil. Não há qualquer debate, seminário, palestra, evento, artigo ou até programa de rádio ou TV com mínima possibilidade de respaldo e seriedade do qual participe um "hitlerista".

Tal fato merece aplauso e faz todo o sentido.

A "liberdade de expressão" pode e deve ser ampla, mas sua circunscrição jamais atinge aqueles que têm como finalidade eliminá-la do universo do direito. Para ilustrar: é como "votar num ditador" ou "eleger um monarca absolutista".

Esses são alguns dos casos em que a liberdade se torna relativa, exatamente para que ela própria seja mantida. Quem pretende acabar com os direitos e garantias de uma sociedade democrática não tem a prerrogativa de exercer esses mesmos "direitos e garantias". Simples assim.

Falemos, pois, do stalinista.

Inapelável e inequivocamente, ele endossa Joseph Stalin, senão seria "qualqueroutracoisaista". Mas, no Brasil, ao contrário do hitlerista, o fanático seguidor do ditador soviético é tratado como uma espécie de seguidor meramente metodológico, teórico e administrativo. Quase como um gestor público com pendores para a sociologia.

Enquanto — por questão lógica, clara e óbvia — ninguém permite a um demente que defenda Hitler sem tirar de suas costas o peso dos genocídios e demais crimes, qualquer maluco defende o stalinismo sem precisar responder pelos milhões de crimes e mortes do facínora da extinta URSS.

Num debate, simpósio ou plenária, é absolutamente "normal" haver na bancada, entre um trotskista e um leninista, também um stalinista, acenando para as pessoas como se estivesse na condição de defensor de teoria meramente acadêmica. E ainda ganha aplausos em razão da "pluralidade" — os trotskistas já perdoaram aquele incidente com a picareta.

Stalin, para começo de conversa, não era contra o nazismo. Viu-se na obrigação de guerrear com a Alemanha quando Hitler traiu o "Pacto Ribbentrop-Molotov" (de não-agressão), assinado em 1939. Ribbentrop e Molotov eram os ministros do exterior, respectivamente, da Alemanha e URSS. Mas aí os nazistas resolvem pisar na bola em 1941 e, SOMENTE APÓS ISSO, Stalin vai pras cabeças.

Mas stalinismo e hitlerismo, em termos "administrativos", nunca foram muito diferentes. Em termos de vítima, é verdade, Hitler perde, pois Stalin matou cerca de 20 milhões com sua ditadura.

Antes mesmo da Segunda Guerra Mundial, Stalin foi responsável pelo episódio denominado Holodomor, a "fome genocídio", que assolou a Ucrânia e parte do Cazaquistão. As vítimas chegaram a quase 3 milhões de pessoas. O método consistia basicamente em cortar o abastecimento de comida desses países. Uma crueldade talvez sem precedentes na história do mundo. Enfim, é preciso (como de fato ocorre) livros e livros para relatar tudo que foi feito de abominável pelo ditador em comento.

Mas, por incrível que pareça, muita gente ainda aceita que alguém se considere stalinista, sente-se à mesa e debata "de igual para igual".

Não, meus caros, isso não é ser de esquerda, nem progressista, nem nada do tipo. Isso é ser criminoso, isso é compactuar com genocídio, e não difere em nada daquele que compactua com Hitler. Só mesmo no Brasil — ou em lugares atrasados e idiotas — para darem assento e respaldo para esse tipo de gente.

E ainda há quem ria dos defensores do criacionismo, de quem seja contrário ao aborto ou algo assim. Discordo de todos eles e muitas vezes discuto de quase brigar, mas sempre no campo das ideias. De todo modo, não conheço nenhum desses que respalde genocídio.

Revisão: Hellen Guareschi

transubstanciado por gravata às 30.09.09 - 15:46:33 | 33 comentários

Comentários, Pingbacks:

Comentário de: Fábio Mayer http://fabiomayer.blogspot.com

Bem...

...no Brasil basta o cara dizer que é de esquerda, para receber salvo conduto por todas as m... que tenha feito na vida, vide Césare Battisti.

Mas se o cara disser que apóia o governo Lula, além de poder fazer a m... que quiser, ainda tem uma LEGIÃO se pessoas o defendendo, sob o critério de que defendê-lo é preservar o governo Lula.

#Permalink 30/09/2009 @ 16:09:09



"Stalin, para começo de conversa, não era contra o nazismo. Viu-se na obrigação de guerrear com a Alemanha quando Hitler traiu o "Pacto Ribbentrop-Molotov" (de não-agressão), assinado em 1939. Ribbentrop e Molotov eram os ministros do exterior, respectivamente, da Alemanha e URSS. Mas aí os nazistas resolvem pisar na bola em 1941 e, SOMENTE APÓS ISSO, Stalin vai pras cabeças."

Discordo. Não pela ética dos dois ditadores, atente para isso antes de me chamar de stalinista lulo-petista.
Ao contrário do que vc disse, Hitler garantia a propriedade privada, mesmo coordenando as industrias, elas continuavam na mão da classe dirigente em pacto comm o partido nazista.
O nazi-fascismo em seu estatismo não elimina as classes sociasi para criar outra ordem, mantém a mesma, porém reduz atrito. Isso explicartia pq stalin seria contra o nazismo, e não pelo progrmas de limpeza, já que o lider soviético tinha seus pecados nessas áreas.

O pacto de não agressão foi acertado para que as duas nações pudessem se preparar para uma enfrentar a outra.
Hitler tentou angariar apoio da inglaterra contra a urss, mas em vão. E estalin fez um tratado de não agressão com o japão para lutar num só front.

Acho que vc foi equivocado nesse análise, apesar de eu concordar que a figura de stalin foi sinistra.

(Gravz: Na verdade, MUITOS teóricos nazistas tinham pendores socialistas - mas aí é menos culpa de Stálin e mais vocação daqueles outros para ideário semelhante)

#Permalink 30/09/2009 @ 16:09:26


Comentário de: Victor Barone http://escrevinhamentos.blogspot.com/

Excelente. Matou a pau.

#Permalink 30/09/2009 @ 18:09:09


Comentário de: kadu

É exatamente isso. Mas não é só o HitlerxStalin. Imagine se alguém sair por aí se dizendo defensor do Pinochet. No entanto, temos inúmeros defensores do Fidel. E tem gente que ama o barbudo e quer intervir contra o "golpe" em Honduras. É um absurdo completo.

O Brasil está torto. O lado criminoso da direita foi anulado (ou ao menos não se pronuncia). Mas o da esquerda continua a pleno vapor e ainda se intitula a "verdadeira esquerda", tratando gente como Gabeira, Roberto Freire, etc, como traidores. Como aliás faziam os malandros do outro lado no tempo da ditadura, qualquer um que não rezasse pela sua cartilha era "cumunista". Agora o xingamento é: "direitista".

E isso é uma lástima, pois admiro os países onde há posições de esquerda e direita e o pessoal consegue conviver e os dois lados são obrigados a se aperfeiçoar para conquistar ou manter o poder.

#Permalink 30/09/2009 @ 19:09:20


Comentário de: kadu

E sobre Hitler e a propriedade privada, ela existia sim, mas sempre como uma concessão do estado. Na prática, ele reunia a ditadura socialista do nacional-socialismo com uma gestão mais eficiente da economia, pois o cara cuidava da empresa dele, mas o estado controlava a situação.

E esse era um modelo muito mais eficiente que o soviético (cubano, coreano), tanto que foi adotado (com diferenças, claro) pela China e é admirado pelos demais. E não tenha dúvida que a Venezuela já está perto disso.

Aliás, foi o Adolfinho quem criou o esquema de entrar no poder legalmente e ir desviando, desviando, ... Quer dizer, ele deveria ser o verdadeiro patrono dos nossos bolivarianos.

#Permalink 30/09/2009 @ 19:09:33


Comentário de: kadu

Mesmo fora de lugar, um último comentário sobre Honduras. Suponhamos que o governo brasileiro não soubesse mesmo que o Zé ia pra lá, ok. Mas o que justifica deixar o cara de dono da embaixada e ficar repetindo uma versão do "eu não sabia" que é "eu já pedi pra ele se comportar"?

Escolha a pior opção:
- Lulamorim estão mentindo e na verdade querem incentivar o confronto.
- Ou são uns bobos que não conseguem controlar a própria embaixada.

Imagina se isso vai acontecer numa embaixada dos EUA, da França ou de qualquer outro país com um governo sério. Então, que aqui dentro os de sempre o defendam, tudo bem; mas com essa palhaçada toda o Lula escancarou seu primarismo tacanho para o mundo.

#Permalink 30/09/2009 @ 20:09:08


Comentário de: Luciana

Resumindo: esse negocio de esquerda e direita é balela, coisa de quem precisa de auto-afirmação.

O que importa é o respeito pelo outro, vergonha na cara e competencia. Nisso tudo, o Brasil esta bem carente.

#Permalink 30/09/2009 @ 22:09:43



Hummm... O Kadu fez um esforço p/ limpar a barra do empresariado alemão que até me comoveu.

#Permalink 30/09/2009 @ 23:09:21


Comentário de: Silvio

Entendo que a liberdade deve plena, ampla de fato, ao contrário da nossa Lei, que defende a liberdade de expressão e ao mesmo tempo determina que é crime a apologia ao nazismo. Não que eu tenha simpatia. Pelamor! Muito pelo contrário. Simplesmente acho que o hitlerista, o stalinista e o liberal devem ter direitos iguais de expressão. É o ônus pela democracia. Caso contrário, não existe igualdade de direitos.

#Permalink 01/10/2009 @ 01:10:36


Comentário de: Silvio

Nada como um dia depois do outro. O liberalismo econômico levou o mundo a dezenas de crises sistêmicas, carregando milhões para baixo da linha de pobreza, sabe-se lá quantos para debaixo da terra, sendo a última, essa que nos abate agora. E foi a partir de uma delas, a de 1929, que se formaram as circunstâncias que levaram o cara do post ao poder na Alemanha. No entanto, os próceres do liberalismo gozaram, nos últimos anos, de amplo espaço na mídia em geral, onde foram festejados como arautos do progresso econômico, ao contrário dos que defendiam maior regulamentação do mercado e mais participação do Estado, estigmatizados pela imprensa, rotulados de nacionalistas, populistas, assistencialistas, ou mesmo de comunistas.

#Permalink 01/10/2009 @ 02:10:41


Comentário de: Ben

Para quem comeu o pão que o diabo amassou na antiga cortina de ferro, os fins não justificam os meios e o inferno está cheio de boas intenções. As suas vidas não melhoraram depois que os porcos tiraram o poder dos humanos.

#Permalink 01/10/2009 @ 07:10:31


Comentário de: Fredson

Essa União Européia...deve tá sendo influenciada pela Petistosfera!!!! Será que RA ouviu isso?

http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/roseann-kennedy/ROSEANN-KENNEDY.htm

#Permalink 01/10/2009 @ 09:10:41


Comentário de: Rafael Costa Silva de Brito

Gravs,

Apesar de semlhanças teóricas, o nazismo e o comunismo na prática não se assemelham, nem quanto à objetivos e nem quanto à modelos administrativos. E no caso específico de Stalin a coisa é muito mais diversa. O nazismo buscava o objetivo de implantar a Grande Alemanha - O espaço vital alemão - calcado em itens como pureza de raça, hierarquização de raças humanas, escravidão de inferiores e eliminação de raças indigna (judeus, ciganos e outros). O nazismo possuia uma estética própia e pretendia hegemonia racial e nova moral. Todo o esforço de industria e produção era voltado para a concretização dessa esética e refundação da Grande Alemanha e império ariano, não olvidemos que até uma nova religião era pretendida pelos nazistas. Tal ideologia é umas da coisas mais detestáveis já pensadas pelo homem, levando mesmo a suspeitamos que se o mal absoluto existe, este esteve com os nazista.
Apesar do comunismo querer subverter a natureza humana e construir uma sociedade sem classes e sem propriedade privada e mesmo estatal (já que a Ditadura do proletariado era algo transitório ao comunismo final), Stálin não era um teórico marxista, nem leninista e muito menos comunista. Suas ambições eram para a construção da Grande URSS, capaz de competir e superar o mundo capitalista, criar o homem soviético, e esse detalhe é importante, o novo homem soviético era restrito aos russos brancos. Stalin sistematizou três grandes massacres contra a população da URSS, mas não o fez em bases cientifícas e sim como mero impulso ou loucura para implantar a grande URSS. Primeiro exterminou a classe dos Kulaks (pequenos proprietários de terras e invarialvelmente menos miseráveis que os miseráveis), por fuzilamento, trabalhos forçados e coletivização forçada de terras. O objetivo dessa medida? exterminar um possível oposição ao regime. Segundo buscou a exterminação das nacionalidades soviéticas, com o objetivo de esmagar o nacionalismo de bálticos, ucranianos, bielo-russos, cazaques, tadjiques, ubzeques, etc. Sendo que os ucranianos sofreram em dobro, mas quem contou quantos povos e etnias do contro da ásia desapareceram? Esse ponto é racial. E por último eliminou, em modo paranóico, quase toda a intelectualidade e inteligência de seu corpo de engenheiros, médicos, oficiais militares, políticos e burocracia do primeiro escalão. Mas, como dito, esses massacres não tinahm planejamento algum, aconteciam ao bel prazer da loucura de Stálin. Seu grande plano de metas era calculado por chutes! ele determinava um valor de meta para a industria e mesmo que este fosse impossível de ser realizado, era cobrado com a morte ou prisão de quase todos os envolvidos no "fracasso". Chegou-se a um ponto de descalabro administrativo que os principais projetos de engenharia e planejamento estatal era realizado nas prisões e nos gulags, já que não sobrava nenhum cientista, engenheiro ou burocrata competente que não tivesse sido acusado de traição e/ou sabotagem do regime. Stálin comandava a URSS apenas com sua loucura, regaindo a inimgos reais ou imaginários, limitando toda a ideologia do regime à sua própria adoração e ao seu projeto da Grande URSS e do novo Homem Soviético (russo branco, por óbvio). Koba era um louco e governava com base em sua própria paranória. Hitler era um louco, mas a eficácia administrativa de seu nazi-facismo tornava o caos e a carnificina dentro da URSS em algo surreal.
Enfim, os regimes só eram iguais em uma algumas coisa, racismo, carnificina dos cnsiderados indignos e na refundação do homem.

#Permalink 01/10/2009 @ 09:10:14


Comentário de: kadu

Jean,
"Empresariado" é um coletivo, e este negócio de julgar que as pessoas devem se expressar como classe não é muito a minha praia e sim de quem gosta de ver os indivíduos como gado a ser tangido.

Há, e havia na ocasião, empresários e empresários. Muitos estavam felizes da vida com o esquema, outros não. Eu só me referi ao esquema imposto, não à opinião dos que estavam nele.

#Permalink 01/10/2009 @ 12:10:57


Comentário de: Vítor Bonini

Excelente tema .
na verdade , acredito que o cerne desta diferença de tratamento para diferentes ideologias e líderes genocidas , venha da estranha passividade e silencio para com uma suposta infalibilidade e inquestionabilidade dos dogmas esquerdistas . Por mais que em 90 anos de esquerdismo esta ideologia não tenha um exemplo concreto sequer de bem estar social, normalidade democratica , progresso continuado e um mínimo de sucesso conprovado sobre as teorias que propalam , eles continuam se portando como se ungidos por algum ser supremo , suas idéias e postuas são inquestionáveis . Obvio que para isto , há todo um manual , uma lista de frases prontas e rótulos bem decorados para atacar quem tenha a petulancia de confronta-los , além da ideái do glamour de algum adolsecente se apresentar como socialista . Se ainda por cima usar uma camiseta do Che Guevara , uma mochila surrada , barba por fazer e boné preto com a estrela vermelha , aí é batata . Ele incorpora o guerrilheiro matador de capitalistas neoliberais e quem o contestar não passa de um porco burgues capitalista a serviço do satanico neoliberalismo predador de pobres .
Tem muito mais a haver com comportamento , autoafirmação , inclusão social e a venda de uma imagem do que algum tipo de embasamento ou conexão com a realidade ou os fatos .
É fashion , é inn .

#Permalink 01/10/2009 @ 12:10:38


Comentário de: Tomé

Você tocou num ponto essencial e o Reinaldo Azevedo já resumiu em uma frase: Não podemos conceder a eles, em nome dos nossos princípios, o que eles não nos concederiam, em nome dos deles.

O odioso relativismo moral que impera hoje em dia define que não existem opiniões melhores que outras, apenas diferentes. A partir daí justifica-se a presença de notórios picaretas, facínoras e criminosos em qualquer debate público em nome da "diversidade". Tudo vira uma questão de ponto de vista. Tudo é relativo.

Nosso poder constituinte originário foi muito feliz ao excluir o nazismo do debate público. Devemos começar a debater agora a exclusão do comunismo e seus símbolos. Eles já foram proibidos e, para mim, deveriam ser novamente. Um sujeito que evoca Stalin, Fidel, Mao, Che e a foice e o martelo como norte moral é potencialmente um genocida em massa. O que o separa disso é apenas uma questão de oportunidade, não de princípios.

#Permalink 01/10/2009 @ 12:10:10


Comentário de: Pablo Vilarnovo http://vilarnovo.wordpress.com

Rafael Costa - Releia o seu (excelente) texto e poderá ver as semelhanças entre os regimes nazistas e socialistas. E há outros pontos como: a) centralização econômica; b) fim da divisão entre poderes; c) culto ao líder; d) exército subordinado não a nação mas ao líder; e) supressão das liberdades individuais; f) partido único.

Jean - Stalin em nada fez na URSS para se defender de um ataque alemão. Aliás os alemães já vinham utilizando a URSS para realizar treinamento de tropas bem antes do acordo de 39. Faziam isso para fugir do tratado de Versailles. O apoio alemão na Guerra Civil espanhola foi todo ensaiado em território soviético.

Aproveitando do acordo a URSS invadiu não só a Polônia, mas como a Finlândia, países bálticos, Romênia, Ucrânia e vários outros países.
Não é a toa que quando os alemães chegaram foram saudados como "libertadores" em muito desses países.

Stalin só acreditou que os nazistas estavam atacando alguns dias depois. Alguns autores sugerem semanas depois. Mes com toda informação enviada pelos serviços de inteligência soviéticos que a muito alertavam para o ataque alemão eminente. Hitler precisava de petróleo, pois o fornecimento do Oriente Médio havia sido barrado com o revés do Afrika Corps de Romel (A rapoza do deserto) e pelo controle do Mediterrâneo pela Real Marinha Inglesa. O petróleo estava no Cáucaso sob controle soviético...
Era só somar dois mais dois.

#Permalink 01/10/2009 @ 15:10:41


Comentário de: Pablo Vilarnovo http://vilarnovo.wordpress.com

Aliás, uma das coisas mais patéticas que eu li foi um artigo do inimputável Oscar Niemeyer sobre um livro chamado "O Jovem Stalin". Ele publicou um artigo em vários jornais (afinal de conta é Niemeyer - O Inimputável) onde afirmava que o livro "fazia justiça a figura de Stalin", que "reabilitava a figura do grande líder soviético, tão deturpada e injustamente combatida pelo mundo capitalista."

Bom ele não deve ter lido o livro. O livro nos mostra a história de um jovem agitador a até se tornar um assassino sanguinário que assinava sentenças de mortes às centenas...

Mas como Niemeyer é inumputavel...

#Permalink 01/10/2009 @ 15:10:39


Comentário de: Pablo Vilarnovo http://vilarnovo.wordpress.com

Aliás, a Lituânia aprovou um decreto que manda destruir todo o qualquer símbolo da ocupação soviética naquele país, assim como da ocupação nazista.

Além disso, foram além. Eles criminalizaram a exibição desses símbolos. Tanto os nazistas quanto os comunistas.

Os comunistas gastaram muito dinheiro comprando a simpatia de muitos. Pelo menos a Lituânia mudou um pouco isso.

#Permalink 01/10/2009 @ 15:10:07



kadu - Quanto a questão do sistema imposto e aderência a ele, batemos na triste percepção que não houve resistência desse grupo seleto de indivíduos para subida de Hitler, já que a proposta militarista renderia em lucros e anti-comunista significaria segurança para sua fortunas.

Agora, permita-me ficar sem esse chororô sobre gado versus classe em prol de uma inocente individualidade. Pois as pessoas só reclamam quando atribuições coletivas são feitas para a classe média ou a “zelite”, mas para o populacho está liberado a pintura como massa amorfa e sem cérebro.

#Permalink 01/10/2009 @ 18:10:22



"Jean - Stalin em nada fez na URSS para se defender de um ataque alemão. Aliás os alemães já vinham utilizando a URSS para realizar treinamento de tropas bem antes do acordo de 39. Faziam isso para fugir do tratado de Versailles. O apoio alemão na Guerra Civil espanhola foi todo ensaiado em território soviético."

Pablo, isso não desfaz o acordo de não agressão. Poderia ser só uma troca de favores entre as duas ditaduras ou um agrado da URSS para alemanha que estava tentando se reencompor. E isso não indica uma conspiração.

Quanto a stalin se recusar a acreditar sobre o golpe, gostaria de ver a fonte e a natureza do texto, tb.

#Permalink 01/10/2009 @ 18:10:27



"Não podemos conceder a eles, em nome dos nossos princípios, o que eles não nos concederiam, em nome dos deles."

Traduzindo:

Bom mesmo é uma ditadura católica com máximo de liberalização economico do Estado, mas controle das manifestações das idéias pelo estado e banimento da esquerda total; com cada um em seu lugar de nascença e sem esse negócio de mobilidade social de modo a recuperar um Brasil que nunca existiu.

Reinaldo Azevedo tb é utopia.

#Permalink 01/10/2009 @ 18:10:55


Comentário de: kadu

Jean, sua "tradução" do RA me lembrou aquele cara que foi traduzir uma peça do português para o inglês
E aí uma personagem convidava: "entre!"
E a tradução: "between!"

Quanto aos nazistas, acho que você está se referindo a "grandes empresários" onde, claro, devido à visibilidade, ou o cara dançava conforme a música ou dançava. Mas os grandes sempre se imiscuem com o governo e muito mais se ele for autoritário. Conheço gente que se relaciona com a Venezuela e o grande tchan é botar um bolivariano de alto nível de sócio. Como deve ser na China e outros lugares ... e até foi um pouco aqui, embora mais restriro, na nossa ditabranda.

#Permalink 01/10/2009 @ 19:10:23


Comentário de: Tomé

Errado, boboca. Utopia só na sua mente corroída pela novafala de Orwell. Você, como qualquer revolucionário, já ama o Grande Irmão e nem percebe.

Qualquer liberal-democrata vê a alternância de poder como algo positivo. Isso é um dos princípios basilares da democracia e do estado de direito.

Só que isso não inclui (ou não deve, ao menos) facínoras que querem utilizar o sistema apenas para destruí-lo. Portanto, comunistas e nazistas estão foram da jogada. Estão fora porque seu ideário, se implementado, comprovadamente produz opressão, violência e miséria. São ideologias essencialmente criminosas e devem ser tratadas como tal. O nazismo é corretamente criminalizado no Brasil, mas o comunismo, como diz o gravata, tão sanguinário e criminoso quanto aquele, tem cadeira cativa no debate público.

"Ah, então você quer eliminar a esquerda". Nada disso. Esquerdas como as tradicionais social-democracias europeias, como os trabalhistas ingleses e o SPD alemão podem (e devem) fazer parte do jogo político. Jamais votaria neles, mas não teria medo de viver sob sua administração. Podemos incluir o partido democrata americano no bolo, embora ele esteja sendo aparelhado por uma súcia revolucionária ultimamente.

Qualquer coisa diferente de um sistema democrático que oponha social-democracia e liberal-democracia, incluindo apenas alguns vieses minoritários mais ao lado de um ou de outro (tal como os verdes, a democracia-cristã etc), simplesmente não serve. É preciso concordar com determinados princípios, caso contrário o próprio conceito de nação se esvai. O PT NÃO faz parte desse grupo. É uma legenda revolucionária e cleptocrática, contida em seus intentos pelas instituições que pretende derrubar e desmoralizar aos poucos.

Repito: Tudo isso só é utopia na cabeça de celerados. O que eu defendo não difere em nada dos sistemas de todos os países prósperos e livres, seja no Ocidente ou no Oriente.

#Permalink 01/10/2009 @ 20:10:34



Comentário de: kadu

“Jean, sua "tradução" do RA me lembrou aquele cara que foi traduzir uma peça do português para o inglês
E aí uma personagem convidava: "entre!"
E a tradução: "between!"”

Ta legal, quando eu assumo que os nossos princípios só são válidos conforme a qualidade das pessoas e não para todo mundo, o que é que temos?

“Quanto aos nazistas, acho que você está se referindo a "grandes empresários" onde, claro, devido à visibilidade, ou o cara dançava conforme a música ou dançava. Mas os grandes sempre se imiscuem com o governo e muito mais se ele for autoritário. Conheço gente que se relaciona com a Venezuela e o grande tchan é botar um bolivariano de alto nível de sócio. Como deve ser na China e outros lugares ... e até foi um pouco aqui, embora mais restriro, na nossa ditabranda. “

É claro, mas eu vejo também que boa parte se devotou ao estabelecimento de certas ditaduras na forma de organização política como foi a nossa DITADURA e aos do Nazi fascismo.

#Permalink 01/10/2009 @ 21:10:39



“Errado, boboca.”

Será, cabeça de melão?

“Utopia só na sua mente corroída pela novafala de Orwell. Você, como qualquer revolucionário, já ama o Grande Irmão e nem percebe.”

Incrível como os direitistas citam anarquistas quando querem, né?

“Qualquer liberal-democrata vê a alternância de poder como algo positivo. Isso é um dos princípios basilares da democracia e do estado de direito.”

Como Reinaldo Azevedo não é liberal-democrata ele reclamou quando alternaram o partindo e etnia do governo dos EUA.

“Só que isso não inclui (ou não deve, ao menos) facínoras que querem utilizar o sistema apenas para destruí-lo. Portanto, comunistas e nazistas estão foram da jogada. Estão fora porque seu ideário, se implementado, comprovadamente produz opressão, violência e miséria. São ideologias essencialmente criminosas e devem ser tratadas como tal. O nazismo é corretamente criminalizado no Brasil, mas o comunismo, como diz o gravata, tão sanguinário e criminoso quanto aquele, tem cadeira cativa no debate público.”

O gravata falou stalinista, não comunista. Tendencioso feio.

“"Ah, então você quer eliminar a esquerda". Nada disso. Esquerdas como as tradicionais social-democracias europeias, como os trabalhistas ingleses e o SPD alemão podem (e devem) fazer parte do jogo político. Jamais votaria neles, mas não teria medo de viver sob sua administração. Podemos incluir o partido democrata americano no bolo, embora ele esteja sendo aparelhado por uma súcia revolucionária ultimamente.”

Maldito negão socialista! Deve estar ligado aos viados e aos comunistas! hahaha

“Qualquer coisa diferente de um sistema democrático que oponha social-democracia e liberal-democracia, incluindo apenas alguns vieses minoritários mais ao lado de um ou de outro (tal como os verdes, a democracia-cristã etc), simplesmente não serve. É preciso concordar com determinados princípios, caso contrário o próprio conceito de nação se esvai. O PT NÃO faz parte desse grupo. É uma legenda revolucionária e cleptocrática, contida em seus intentos pelas instituições que pretende derrubar e desmoralizar aos poucos.”

Vide o fato de vivermos numa ditadura petista e que vc está num esconderijo passando essas informações heróicas para o Brasil e o mundo.

O papo de sempre. O importante da democracia é que SOMENTE UM grupo concorra e ganhe.

E que minha turma, no seu direto divino, coloque limites seguros para a democracia.

“Repito: Tudo isso só é utopia na cabeça de celerados. O que eu defendo não difere em nada dos sistemas de todos os países prósperos e livres, seja no Ocidente ou no Oriente. “

É utopia sim.
Vc quer uma democracia viciada, limitada com várias reservas conservadoras e direitos restritos, pelo menos por enquanto, aqui no Brasil o é.

Mas me diga quem é ideologicamente mais sexy? O urbano Reinaldo Azevedo ou o mais rural Olavo de carvalho?


#Permalink 01/10/2009 @ 22:10:55


Comentário de: Tomé

Quem deve provar os seus pontos é você, bobalhão. Mostre que algum país civilizado tem um sistema diferente desse que eu descrevi. Você jamais conseguirá provar que o que você defende produz bem-estar e liberdade. A menos que recorra a rematadas bobagens, repetidas por muito tempo por seus pares e já devidamente desmoralizadas, como afirmar que "os países escandinavos são socialistas".

Essas bobajadas de rótulo, de tentar se colocar na posição do interlocutor para inventar para a plateia o que ele estaria pensando é muito velha. Vocês passaram anos tentando encurralar os inimigos (vocês não têm adversários, mas inimigos) no debate político com essa tática e deu certo por algum tempo. Não dá mais, mané. Agora, a reação é a altura.

No mais, se você chama um sistema que opõe liberal-democracia (direita) e social-democracia (esquerda), alicerçado sob os freios e contra-pesos de Montesquieu de "democracia viciada", problema é seu. Isso não é uma palhaçada para deturpados venderem sua visão de mundo e instalarem utopias que comprovadamente causam sofrimento em centenas de milhões de pessoas. Aliás, é cômico imaginar o que seria uma "democracia não viciada" na cabeça dessa gente. Provavelmente um misto de Cuba, China, Venezuela e outras "maravilhas" dessa estirpe.

Criminalização do comunismo prá ontem!

#Permalink 02/10/2009 @ 09:10:10



Não desvirtue a conversa, mariquinhas.

Eu não tenho que provar nada, ainda mais em prol do Stalinismo que como deixei claro eu desaprovo e não faz parte da minha agenda, como vocês desesperado na posição de direitista aloprado está tentando polarizar.
A minha condenação foi clara sobre seu ponto de vista que é do Reinaldo Azevedo e que foi da gestão Bush. Aquela que dizia que os princípios não se aplicam a todos, que sua validade varia conforme a qualidade do sujeito.

Em termos de direitos, não se estende ao cidadão se ele é islâmico ou de ascendência perigosa, podendo ser isolado sem julgamento em nome da segurança.

Ou outras opiniões sobre o divino não devem ser respeitadas, afinal os “ateus não podem ser patriotas”, logo pessoas a serem passíveis de desconfiança.

Críticas também não são possíveis na sua democracia aleijada. E coisa de quem conspira contra a união estúpida.

Na sua democracia doentinha bancos não devem ser controlados mesmo que afundem a economia, os verdes não devem interferir no meio ambiente em nome do grande capital, grupos sociais não devem militar porque deus já colocou no seu devido, negros não devem ser presidentes mas sim ficar em casa comendo melancia.

Aliás, somente nos seus delírios de democracia castrada, por isso cristã, você deve imaginar as raízes do satanismo de onde veio tudo que ameaça o ocidente,comunismo, ecologismo, homossexualismo, islamismo, judaísmo( Judaísmo não pode mais, né?) intercalada numa teia sinistra contra a família nuclear.

(Porque considerar o governo Obama socialista revolucionário é coisa de doidinho do KKK que acha que negros são marcianos...)

Eu digo não há exceção em democracia, ou você permite a organização política livre ou vira um chavismo ou franquismo mais maquiado.

Acho, Coroinha do mês, que você deveria sair um pouco da guerra fria. Cuba e china não são mais referenciais para ninguém que se preste da esquerda. O negócio é Holanda e, exatamente, Escandinávia com seu maldito estado laico.
Pode me pintar de vermelho castrista a vontade. A cor não pega.

Questão importante:
“Não dá mais, mané. Agora, a reação é a altura.”

Quer dizer você vai entrar na briga de salto alto?

#Permalink 02/10/2009 @ 17:10:17


Comentário de: Silvio

Aos homens de bem, anti-comunistas em geral, recomendo os artigos do renomado professor Hariovaldo de Almeida Prado:

http://hariprado.wordpress.com/

#Permalink 03/10/2009 @ 00:10:13


Comentário de: Armando http://Obina

"Stalin, para começo de conversa, não era contra o nazismo. Viu-se na obrigação de guerrear com a Alemanha quando Hitler traiu o "Pacto Ribbentrop-Molotov" (de não-agressão), assinado em 1939. Ribbentrop e Molotov eram os ministros do exterior, respectivamente, da Alemanha e URSS. Mas aí os nazistas resolvem pisar na bola em 1941 e, SOMENTE APÓS ISSO, Stalin vai pras cabeças."

Nossa! Que simplificação grosseira da história!
A questão aí não é tanto ser contra ou favor do nazismo. A questão é: a necessidade de fortalecer o Estado nacional frente à provável guerra por vir.
Nos anos 30, justiça seja feita, os soviéticos tentaram construir uma aliança antifascista (a guerra civil espanhola foi um exemplo), mas que foi inviabilizado pela postura "não-intervenção" da França e da Inglaterra - veja os exemplos da própria guerra civil espanhola e o tratado de Munique e a invasão da Austria pelos alemães sem disparar nenhum tiro. No caso, a intenção de evitar uma guerra por parte da Inglaterra de Chamberlain escondia também a esperança de a Alemanha e URSS se enfrentassem e, de preferÊncia, os dois fossem para vala.
Stálin, que era extremamente cauteloso nas questões externas - talvez isso tb explique o terror de Estado stalinista, pelo medo de perder o poder -, estava preocupado em preparar o país para guerra ao assinar o acordo de não-agressão com a Alemanha. Então, não foi a questão idelógica (uma familiaridade entre o nazismo e o comunismo) que norteou a assinatura do tratado, mas sim por questões pragmáticas, relacionado também com as posições de neutralidade da FRança e da Inglaterra. E isso foi vital para a derrota posterior dos nazistas, já que 80% das baixas na segunda guerra foram dos soviéticos.
Eu sei que no seu texto vc procurou colocar no mesmo patamar o nazismo e o comunismo stalinista, como se fossem regimes idênticos. Tá certo que em algumas coisas eles se equivaliam, mas eram distintos justamente na questão racial. O nazismo tinha todo um ideário racial sistemático e, durante a guerra, todos os esforços foram revertidos para ideal. E o racismo nazista encontra as suas fontes não no comunismo, mas no imperialismo europeu do Século XIX (supremacia da raça branca). Hannah Arendt demonstra isso em seu livro Origens do Totalitarismo, embora esse trecho é esquecido pelos conservadores.


#Permalink 03/10/2009 @ 11:10:01


Comentário de: Danilo Albergaria http://palidopontobranco.blogspot.com

Este post é uma velha ladainha. Eu ia escrever alguma coisa mas daí vi a desconstrução do Armando e me dei por satisfeito.

É uma simplificação grosseira e não é nada nova, isso é que é o pior.

#Permalink 04/10/2009 @ 09:10:54


Comentário de: João

O nazismo e o comunismo, de fato, não podem ser postos no mesmo patamar. O primeiro não teve tanta competência na arte de matar - e ainda sobreviver no ideário politicamente correto como a busca de "um outro mundo, mais justo" hehe

Mais legal que isso, só atribuir as grandes crises econômicas ao liberalismo, quando todas elas se originaram de intevrenções estatais/governamentais, até joje, com a casa branca lançando dinheiro e exigências para que as imobiliárias fannie mae e freddie mac dessem início ao abuso de crédito sem lastro que formou a bola de neve.

#Permalink 04/10/2009 @ 13:10:08


Comentário de: Silvio

Fannie Mae foi privatizada em 68, e Freddie Mac em 89, e ambas foram estatizadas durante a crise do ano passado. Se houve abuso, isso aconteceu quando estavam sob controle privado. Qualquer escola econômica sabe que o sistema econômico moderno é acometido periodicamente por crises sistêmicas, provocadas por fatores endógenos. O capitalismo é natural e excludente na essência, mas entraria em colapso sem a existência de pobres. Com a chegada do desenvolvimento para 1 bilhão de chineses, o país se tornou forte consumidor de matéria-prima, gerando alta demanda de commodities, energia e alimentos. Ano passado, o petróleo chegou a custar 140 dólares o barril. É fácil notar que o sistema entraria em colapso definitivo com outros 4 bilhões de pobres desfrutando da mesma riqueza gozada por americanos e europeus. Por outro lado, a exploração do homem pelo homem ocorre desde a nossa existência. As noções de liberdade, igualdade e fraternidade tem pouco mais de 200 anos. O ser humano ainda é muito primitivo para viver algum tipo de socialismo.

(Gravz: Beleza. Enquanto não evoluímos para o estágio Mutante - ou não ocorre a colonização pelos ETs -, o negócio é viver pelo capitalismo, mesmo)

#Permalink 06/10/2009 @ 01:10:55


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