PESOS E MEDIDAS: GOVERNO PETISTA DISTRIBUI REVISTA COM PALAVRÕES PARA CRIANÇAS
31/07/2009
PESOS E MEDIDAS: GOVERNO PETISTA DISTRIBUI REVISTA COM PALAVRÕES PARA CRIANÇAS
Vão pedir a cabeça do Governador? E agora? Como é que fica? Vão fazer um "Trivial do Palavrão do Chico Bento"? Que dureza... Não, não é o caso. Porque esse tipo de erro realmente acontece. E, vejam só, a gestão petista de Jacques Wagner foi célere: culparam uma funcionária terceirizada. A notícia está aqui, trechos a seguir:
"Escolas públicas da Bahia recebem revista didática com palavrão - Para evitar a reimpressão de 50 mil exemplares, foi usado um carimbo. - Secretaria da Educação responsabilizou funcionária terceirizada. - Dez mil professores da rede pública da Bahia receberam uma revista didática, do personagem Chico Bento, da Turma da Mônica, com um palavrão. O governo do estado disse que foi um erro e tentou corrigir com um carimbo o problema sem cancelar a distribuição. - O carimbo foi a saída encontrada pela Secretaria de Educação para não imprimir novamente 50 mil revistas que ainda não tinham sido distribuídas. - De acordo com a secretaria, o erro foi cometido por uma funcionária terceirizada que diagramou a revista. Ela diz que retirou a história de um site e que não percebeu o palavrão..." (grifos nossos)
Não, não acho que o governador Jacques Wagner seja uma criatura maligna que distribui material inadequado. Não acho que seja o caso de iniciar um debate sobre a "falência do ensino" e blablabla. Isso é o que os petistosféricos fazem quando aparece algum tipo de mancada desse tipo.
Esses erros, infelizmente, acontecem. E agora foi a vez de uma gestão do PT. Ao contrário deles, em vez de iniciar um debate hipócrita, apenas lamento o fato. Mas não caço bruxas inexistentes como se fingisse buscar uma melhoria do ensino.
Enfim, é isso.
transubstanciado por gravata às 31.07.09 - 16:26:45 | 19 comentários
Comentários, Pingbacks:
Independente de partido político, o que é estranho nestes casos é:
1 - Há quem produza coisas assim com pelo menos um jeito de didático, talvez se achando modernoso, sei lá.
2 - Os funcionários das secretarias aprovam livros esporadicamente, sabendo que eles serão dados a milhares de crianças, e não tem a capacidade de LER com cuidado uma ou duas vezes. É muita falta de vontade de trabalhar. É por isso que o serviço público em geral deixa MUITO a desejar, imagine como tratam outras coisas.
As acusações que o coronel Renan vai levar ao Conselho contra Virgilio tão ou
mais graves do que contra o coronel
Sarney. Arthur Virgilo "manteve por 2 anos funcionário fantasma fazendo pós-graduação na Espanha como se estivese lotado no Senado ganhando 12 mil reais por mês, o que pode agravar a situação de Virgilio que é réu confesso é o fato de haver nesse caso conivência ou conhecimento de Agaciel; recebeu como emprestimo depois que seu cartão de crédito foi recusado em hotel de luxo em Paris cerca de 10 mil reais de Agaciel Maia principal "pivô" do escandalo dos atos secretos, alem de pegar 10 mil de Agaciel, Virgilio mentiu que pagou o "empréstimo" com a restituição do Imposto de renda, só que naquele ano Virgilio não teve restituição; nomeou sem trabalhar seu professor de jiu-jitsu para o seu gabinete e por fim utilzou 741 mil reais da verba do Senado para as despesas médicas da mae.
Não se trata de defender atos imorais e ilegais do coronel Sarney e sim perguntar ao kadutucano e a Gravatai tucano do PPS porque Sarney e não Virgilio?
A imprensa protege Virgilio, as noticias na grande imprensa é que o coronel Renan vai reataliar Virgilio. Ora, retaliar significa nesse caso
acusar injustamente o outro, o que pela lista de ilegalidades cometidas por Virgilio não é o caso.
Essa historia de assessor na Espanha é o fim da picada. Assessor ou assessora que não trabalha todo mundo sabe que existe como a Filha de FHC, Luciana
disse que "trabalhava em casa" porque o trabalho rende mais. A Filha de FHC, nomeada a pedido do pai segundo as
más linguas por Heraclito Fortes, não dava expediente no Senado e sim em casa.
Ah mas eu não deixo barato.
E agora, quero ver as manifestações contra o governador petista. Afinal, pau que bate em chico....é ou não é?
Não, não será, e sabem por quê?
Porque falta coerência e sobra adoração à seita do pentagrama vermelho, atualmente mais para lullocollorismo.
"Há uma cena em "Entreatos", documentário sobre a campanha de Lula às eleições de 2002, em que o candidato afirma não acreditar na existência de 50 milhões de famintos no Brasil - número propalado nos discursos petistas. Ele considerava muito, e tinha razão.
Àquela altura, Lula e equipe preparavam o lançamento do Fome Zero, programa que se revelou um fracasso. Não demorou muito para o governo recém-empossado descobrir que o melhor seria partir dos programas sociais herdados dos tucanos - Bolsa Escola, Gás, etc. Surgiu, então, o Bolsa Família, uma aglutinação das linhas assistenciais existentes. A marca lulista começou a ser dada na ampliação desmesurada do programa. Ficara para trás a descrença naquele número mítico. A popularidade alcançada com a veloz ampliação do Bolsa Família seria traduzida em votos na eleição de 2006, e assim o programa virou instrumento-chave na administração lulista.
De acordo com o IBGE, em 2005, a proporção de brasileiros abaixo do peso - medida de desnutrição - era de 4%, um ponto percentual a menos que os 5% considerados normais pela OMS. Era possível localizar este grupo de, no máximo, 8 milhões de pessoas para tratá-las, se fosse o caso. E com isso os bilhões economizados poderiam melhorar a educação, a infraestrutura, etc. Mas o lulismo preferiu ganhar votos da pior forma: pelo populismo."
Sumiram todos os comentaristas açodados.
Previsível.
Lula já declarou há tempos como agir quando há uma notícia desfavorável.
Deixa quieto.
Assim esquecem ou nem se dão conta.
hahahaha.
Exagero: "Mortos como moscas nas ruas".
Quanto ao post, essa questão da qualidade do que andam distribuindo aos alunos da rede pública, me parece que começou com a crítica de O Globo, publicada alguns anos atrás, aos livros didáticos distribuidos pelo MEC. Foi daí que começou essa "guerrinha", um lado apontando os erros do outro, e vice-versa.
uhahshahah
duvido que vc publique
Falaw tio, mas legal eh assim Fla x Flu.
Gravaçoes da Folha 1999, mostram como FHC conseguiu aprovar a emenda da sua reeleição.Ouça a degravação dos trechos.
Chicão: - O Ronivon o cê pegou o dinheiro do Serjão?
Ronivon: É claro, cê acha que eu sô LESO?
O dinheiro em questão são 300 mil que receberam de Sergio Motta, então operador politico de FHC e ministro das comunicações.
Outra degravação da FOlha também de 1999, mostra como FHC queria que Daniel Dantas ganhasse a disputa contra a Telemar.
André Lara Resende: presidente?
FHC:oi André.
ALR: presidente preciso da sua ajuda nesse negocio da telemar e oportunity, se precisar de uma bomba posso contar com o sr?
FHC: pode.
André pede a FHC para favorecer o Oportunity frente a Telemar.
O PT e a oposição naquela epóca não conseguiram realizar uma CPI para saber sobre os 300 mil da reeleição e a tal "bomba" de FHC em favor de Dantas.
O Plano Real realmente foi um sucesso,
estabilizou preços, baixou a inflação, mais isso não durou nem 4 anos. Malan e FHC contra a vontade Serra que discordou sempre da politica economica de FHC, deixaram o real se manter em paridade com o dolar e fizeram POPULISMO CAMBIAL com o câmbio valorizado artificialmente.
Em 1998 na campanha politica Lula e o PT diziam que FHC se ganhasse desvalorizaria o Real, FHC dizia que não e ao ganhar a eleição no começo de 1999 DESVALORIZOU O REAL e cometeu ESTELIONATO ELEITORAL.
A partir dai foi um deus nos acuda com empresas quebrando ou ficando endividadas e o Brasil foi mais uma vez ao FMI. Para coroar o mandato FHC e sua equipe espetacular produziu a maior prova de incompetência da administração publica brasileira de TODOS OS TEMPOS: O APAGÃO.FHC saiu do governo com menos de 30% de aprovação, na propaganda eleitoral do Serra em 2002 e do Chuchu em 2006 FHC praticamente sumiu.
O povo não lembrava mais do plano real de 1994 e 1995 e sim do estelionato eleitoral de 1999, as privatizações suspeitas e o APAGÃO. O Bolsa Escola atendia 900 mil familias não fazia diferença, o Bolsa Familia é maior e focalizado. Segundo pesquisa da FGV o bolsa familia contribuiu para apenas 3% do total dos votos que o presidente Lula recebeu no 2° turno em 2006.
Mas os erros - da tirinha com o palavrão e os livros com palavrões (e erros geográficos) - não são iguais.
A extensão dos erros no caso paulista é muito maior. No caso da Bahia, pelo menos até agora, é muito mais localizado.
Não que isso faça a antiga secretária estadual da educação de São Paulo uma criatura maligna, mas mostra uma falha muito grande no processo.
A falha no caso da Bahia também deve ser apurada, no entanto, pelo menos por eqto, não se equipara ao problema em SP: no qual cinco livros tiveram que ser retirados por inadequação à faixa etária, e a inadequação do texto não foi porque houve adulteração do texto original.
[]s,
Roberto Takata
Prezado Paulo, quando eu falei que o Lula devia agradecer aos tucanos estava me referindo ao controle da inflação, aos mecanismos administrativos, ao Real (que, você bem lembrou, o povo às vezes esquece), aos cartões das Bolsas e a tudo aquilo que, juntamente com o bom momento da economia mundial, permitiu o Brasil evitasse a tragédia que seria o Lula depender das próprias idéias e nos fez passar por este período sem maiores prejuízos além de um aumento brutal de despesas e uma ineficência sem precedentes na infra-estrutura comandada pela falsa doutora dos 3%.
Mas agora você está me dizendo que até nos esquemas com o Daniel Dantas o PT só estava seguindo o FHC? Puxa vida, se for assim realmente você encontrou algo em que o Lula conseguiu superar o antecessor. Afinal, mesmo que a história dos 300.000 seja verdadeira, o que é isso comparado aos esquemas do PT? Essa mixaria um petista leva na cueca. E a ajuda que o FHC se dispôs a dar? Nunca saberemos porque parece que ficou só na intenção, mas será que ele conseguiria fazer algo maior do que deixar alguém fechar um negócio fora da lei e depois mudá-la para se adaptar a este negócio específico, como fez o Lula no caso BrOi? Da família então nem se fala, enquanto a filha do FHC estudou e arrumou um empreguinho, o guri do Lula abriu uma empresa atrás do zoológico e já conseguiu um sócio com 10 milhões.
E por aí vai. Então não seja tão modesto, em algumas coisas o PT é realmente insuperável.
Mas saiba que vc não está sozinho: o três pontos também não publica nenhum comentário meu!
E os dois parecem ser tão destemidos...
Mas eu tenho que admitir: vc venceu! nunca mais tento publicar nenhum comentário aqui.
abs!
(Gravz: Ei! Eu só não publico ofensas e xingamentos A TERCEIROS, quando isso é passível de processo etc. De resto, pode comentar o que quiser. Há figuras aqui conhecidíssimas, que vêm a todo momento contestar, questionar, e até xingar. O espaço é democrático, poxa!)
Aproveitando o horário de almoço e rebatendo a ilha da fantasia do Paulo:
1- O grampo sobre a privatização da telefonia mostrava agentes públicos DEFENDENDO OS INTERESSES PÚBLICOS. Foi entre o André Lara Resende e o Mendonção (e não com o FHC). Claro, a folha botou manchetes garrafais inverídicas e ninguém leu a transcrisão do telefone. Mas os dois buscavam a entrada de um novo grupo no leilão de privatização PARA NÃO DEIXAR O OPPORTUNITY DISPUTAR SOZINHO (neste caso, este pagaria o preço mínimo).
2- O grande problema da primeira gestão FHC foi a política fiscal expansionista. Não foi o câmbio.
3- O suposto erro do câmbio congelado é a coisa mais engraçada do mundo. O plano real dá certo. Acaba com uma inflação ultraestratósférica (mais de 1000 % ao ano) que durou 15 ANOS e o povo vêm dar pitaco. Houveram diversas políticas anti-inflacionárias que deram errado antes. Qual a garantia que, caso houvessem mexidas no câmbio, o plano daria certo? Tudo bem, há as opiniões dos economistas responsáveis pelos planos fracassados anteriores (todos eles achavam que não teria problema mudar a política câmbial), mas um pouco de humildade aqui faz bem.
- O câmbio não foi desvalorizado em 99, o Brasil quebrou no final de 98 e entramos em forte crise no início de 99 (que levou junto o cãmbio). A condução extremamente eficiente do processo posterior pelo Armínio Fraga, junto com a decisão política de se implementar um ajuste fiscal digno deste nome nos salvou (e introduziu, finalmente, este regime virtuoso de metas de inflação e superávit fiscal).
- O ajuste fiscal (juntamente com o restante da política macroeconômica) foi mantido pelo governo lulla até 2007, explicando porque ficamos relativamente ilesos na atual crise mundial. A má notícia é que, a partir do ano passado, o governo lulla abriu mão de qualquer responsabilidade fiscal e deverá entregar um país em difícil situação fiscal a seu sucessor (sem, entretanto, expandir os investimentos públicos).
- Dados os claros resultados bons da política econômica (implementada pelo FHC mas mantida pelo lulla, os méritos são dos dois), é inacreditável que alguém ainda fale contra a política econômica do FHC. Isto dá o tom irônico da coisa. O Serra é contra. Ele também acha isto tudo errado e o pior, ele acha que sabe o que fazer (não são apenas bravatas, como disse o lulla). Os (bons) economistas brasileiros estão de cabelo em pé. O verdadeiro lulla é o Serra, e a política econômica a ser implementada por ele pode ser péssima para o país.
- Quanto ao bolsa-família, basta o modelo do eleitor mediano. Realmente foi política implementada pela Dona Ruth. O programa do PT é contrário a este tipo de programa (uma vez que é focalizado e não universal) e perdemos cerca de um ano e meio na bobagem midiática do Fome Zero. É normal que o PT busque se apropriar deste programa (e faça propaganda que os outros partidos irão acabar com ele), mas ninguém vai diminuí-lo ou acabar com ele (mais uma vez, modelo do eleitor mediano). Seu estudo da FGV está errado. O PT deixou de ser um partido urbano para virar o partido dos grotões miseráveis (fortemente localizados no norte e no nordeste). A distribuição dos votos de lulla pelo país é igual à distribuição do bolsa-família. Mais uma vez, isto não desqualifica nem o programa nem a estratégia eleitoral do PT, só a estratégia de comunicação dos tucanos, que é para lá de ruim.
É isto. É só uma análise sucinta da evolução das políticas econômica e social no país. Muito mais pode ser dito, lógico.
Saudações.
Fiquei falando de política econômica e esqueci do post. Não podemos desqualificar uma gestão devido a estes erros, lógico. Podemos também lamentar a falta de cuidado (não são tantos livros assim para que se faça sempre uma análise cuidadosa). Mas tenho dois pontos:
1- O primeiro é o forte preconceito contra os quadrinhos. Estes ainda são vistos como arte menor dedicada ao público infantil. Daí os erros de São Paulo e do MEC, em caso mais recente (imagino um ASPONE qualquer pensando: "São quadrinhos? Então é para o público infantil"). Nestes dois casos, uma pergunta não me saiu da cabeça. Será que os livros seriam destruídos ou doados a bibliotecas públicas (os livros não continham nenhum erro nem nada, só eram destinados a um público inadequado, o que, claro, é lamentável). Neste caso, parece óbvio que a segunda opção é melhor.
2 - No caso bahiano, existe um complicador. Que eu me lembre, o Chico Bento não fala palavrões. Me parece que ocorreu uso inadequado do personagem (a Maurício de Souza deu permissão para este tipo de coisa?) e adulteração da obra. Como já se sabia que o público-alvo eram crianças, isto me pareceu bem mais grave. Acredito (não sou jurista) que a Maurício de Souza possa, inclusive, ganhar uma boa indenização por isto. Mais, com adulteração da obra, esta tem que ser inevitavelmente destruída, não é isto?
Saudações
Em SP houve alguma punição?
(Gravz: Aí que está o grande erro. Se houve, mesmo, demissão na Bahia, foi uma tremenda barbaridade, pois houve um erro bobo. Por que não demitem, p.ex., o secretário de segurança diante da falha miserável quanto a isso? Ou palavrão em gibizinho é mais sério?)
Sério, ô!
Vc não sabe quantas bocas sujas isso multiplicará...
Não sou dos que querem a cabeça de Serra pelos erros no material distribuído. Nem de Wagner, não tem nada a ver.
Mas, como professor, fico indignado. Acho que a coisa funciona mais ou menos como tudo relacionado a educação no Brasil: há os conchavos com editoras, há os caras que serão selecionados, há os responsáveis pela seleção, mas esses últimos não entendem nada de educação, não leem o material, nem revisam porra nenhuma, porque provavelmente só vão carimbar algum papel de aceite e ficar discutindo política partidária, falando mal dos adversários. Educação não é feita por gente que entenda de educação. Os cargos são loteados por razões meramente políticas, e há muita incompetência e muito favorecimento indevido em tudo o que os governos contratam, de editoras a ONGs, de consultorias a materiais para escolas.