GREVE NA USP: BREVE OBSERVAÇÃO TÉCNICA

09/06/2009

GREVE NA USP: BREVE OBSERVAÇÃO TÉCNICA

A politização de um povo é algo louvável. O partidarismo, ao contrário, é uma coisa distinta; e deplorável. De transgênicos a software, de liberdade sexual a aborto, muitas bandeiras científicas ou libertárias acabam ganhando chancelas partidárias que não lhes cabem.

É o caso, agora, dessa greve na USP.

A Polícia Militar, ao entrar na Universidade de São Paulo, não age por ordem do Poder Executivo. Na verdade, CUMPRE UMA ORDEM JUDICIAL. Como o próprio nome diz, trata-se de ordem expedida pelo Poder Judiciário.

E não há falar em "ditadura", pois isso emana de Devido Processo Legal, e todos os demais princípios constitucionais.

Cabe ao Executivo impedir que a PM atenda à Ordem Judicial? Não. Se o fizer, aí sim seria uma ditadura, aí sim atropelaria a Constituição, aí sim passaria por cima de todo estabelecimento democrático.

Isso vale para a Greve da USP. Assim como, de certa forma, também vale para o criminoso italiano que o Ministro da Justiça mandou soltar, mesmo tendo sido condenado pelo Poder Judiciário de seu país e - vejam a bizarrice! - condenado pelo nosso próprio Ministério (mas, com uma canetada, Tarso o salvou).

Não, o Poder Executivo não tem a prerrogativa de revogar uma ordem judicial. Isso vale para gestões do PSDB, PT, PV etc.

Vale esclarecer esse ponto para (tentar) evitar as discussões inócuas. Muito embora, infelizmente, várias delas partam de quem talvez conheça perfeitamente a divisão dos poderes (ou função, como preferem os constitucionalistas mais atuais).

Em tempo: Não, não sou a favor de violência policial. Não sou a favor de bomba de gás lacrimogêneo nem nada do tipo. Não é uma defesa do ATO, mas uma explicação sobre a EXPEDIÇÃO DA ORDEM e das LIMITAÇÕES acerca de sua revogação. Simples assim.

transubstanciado por gravata às 09.06.09 - 18:29:38 | 29 comentários

Comentários, Pingbacks:

Comentário de: Paulo Santos Cunha

Vc é mesmo advogado ?
A PM invadiu o campus da USP á partir
de um pedido do governo do estado de São Paulo ao poder judiciário !
Ou seja, Serra pediu e o juiz atendeu e é por isso que a PM invadiu o campus lembrando os piores tempos da ditadura.
De ditabranda em ditaserra São Paulo vai a breca !
Viva o blog da Petrobras !

(Gravz: O pedido partiu da reitoria, que é independente)

#Permalink 09/06/2009 @ 18:06:34


Comentário de: Paulo Santos Cunha

Gravatai trata seus leitores como idiotas!
A ordem para a PM vem do poder judiciário instada pelo poder executivo !
Ou seja, Serra pediu a um juiz que autorizou a entrada da PM no campus da USP.
Se foi o proprio Serra que pediu como é que ele vai querer evitar ?
Serra é despreparado e não serve para governar, lembram da greve da Pol. Civil e o confronto com a PM ?
E esse sujeito quer ser presidente do Brasil, "Xô urucubaca! Pé-de-pato bangalô três vezes" .
Não quero nem pensar!

(Gravz: Ninguém é tratado como idiota, nem quem publica o mesmo comentário duas vezes com palavras diferentes, Paulo. A ação é movida pela reitoria, que tem independência e autonomia. Veja o caso, por exemplo, dos Correios. Houve uma série de desmandos. A empresa é subordinada ao Lula. Você diz, então, que tudo ali é "culpa" do Lula? Duvido. Você me faz de idiota por isso? Também não é o caso. Pense bem, reflita e veja que nem tudo é assim tão simples. Abs)


#Permalink 09/06/2009 @ 19:06:43


Comentário de: lukas darien

entendo e concordo com você. Mas você deve concordar também que há sim um fluxo de influência entre os poderes. No caso, a intervenção policial partiu de uma postura do admistrador da USP (o governo de SP) - ou o juiz simplesmente resolveu intervir? Acredito que não.

E sobre o caso do italiano, não tenho conhecimento jurídico suficiente, mas acredito sim que a intervenção foi pejudicial à democracia, mesmo sabendo que não temos um judiciário dos melhores.

(Gravz: Pus lá, bem claramente, que sou contra a violência. Óbvio que sou contra. Mas não dá pra aceitar essa coisa de "culpar o executivo" quando se atende a uma ordem do judiciário. Não faz sentido, poxa)

#Permalink 09/06/2009 @ 19:06:39


Comentário de: daniel http://www.danielaraujo.net

- que ótimo, então os alunos devem estar muito satisfeitos de estarem apanhando democraticamente.

- Falar que partidarizar é "deplorável" e depois fazer essa dancinha ridícula para demonstrar que o governador do PSDB é um cara "democrático" que não interfere com a policia descendo o cacete nos manifestantes, e aproveitar prá desancar o ministro do PT num caso que não tem NADA a ver com o assunto é o quê, então? Palhaçada, viu? Típico de pseudodefensores da democracia que se acham no direito de estabelecer quem pode se manifestar e quem não pode.

(Gravz: Fui contra a violência, Daniel. Quem "partidarizou" foi o pessoal do Twitter - você deve ter vindo de lá, sabe do que estou falando. Quanto ao mais, o que acha disso? http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/01/371425.shtml Um abraço)

#Permalink 09/06/2009 @ 19:06:38


Comentário de: Ariett http://ariett.blogspot.com

Essa foi decepcionante. Porque a explicação do ato é uma defesa. Mesmo que você diga que não.

Algumas vezes, eu concordo com você. Hoje, foi uma das vezes que não.

Sou estudante da USP, concordo com alguns pontos dos protestos dos estudantes, outros não. Mas nada justifica uma professora minha levar uma bala de borracha. NADA! Se a bala veio do Judiciário ou do Executivo, eu não sei.

Só sei que alguém com mais poder que eu precisa impedir.

(Gravz: Não, Ariett, não é uma defesa de invasão nem de nada. Não li o processo, não tenho como opinar. Eu expliquei, tecnicamente, que a entrada da polícia vem da ordem judicial. No Twitter, convoca-se protestos contra o governador ou coisa que o valha. E o executivo não tem nada a ver com isso e não pode fazer nada. É o mesmo que protestar contra o Legislativo diante de uma sentença judicial da qual se discorda. Ser contra uma manifestação desse tipo é "apoiar" a sentença ou apenas esclarecer as coisas?)

#Permalink 09/06/2009 @ 19:06:20


Comentário de: Paulo Santos Cunha

A reitora Suely não decide sobre a invasão de Policia no campus para bater em funcionários e alunos, é uma politica deliberada de Estado através do governador Serra.
O mesmo Serra que botou a PM para brigar com a Policia Civil foi quem pediu ao poder judiciario autorização para a PM invadir o campus.

(Gravz: Paulo, sério, veja isso corretamente. A Universidade tem autonomia e independência, e isso inclui a prerrogativa de propor ações judiciais. Ninguém pediu pra ninguém bater nos outros. E eu sou, sim, contra a violência. Seja a da USP, seja a da PM da Bahia de Jaques Wagner)

#Permalink 09/06/2009 @ 19:06:41



Eu entendi e concordo.

A reitoria da usp pode estar de namorico com o serra, como toda reitoria em relação ao governo de são paulo, mas parece que se procedeu conforme a lei.

Agora, a violência é problema do modo operante da pm em si.

Que sim acho que está contra a lei.

(Gravz: Sim, sou contra a violência, você também. Acho que todos somos. No mais, não tem como ser contra, é a lei. Mas a rapaziada cai matando como se fosse culpa minha ou sua)

#Permalink 09/06/2009 @ 21:06:23


Comentário de: Gisele

A Universidade tem autonomia e independência, mas o reitor é nomeado pelo governador. Quanto ao estrito cumprimento da ordem judicial, claro que você está formalmente correto. Os funcionários, estudantes e funcionários têm o direito de protestar e a reitora também tá no papel dela de administradora. Mas como ela não tem legitimidade, precisa usar desse tipo de expediente autoritário: "vou chamar meu pai pra bater em você".

(Gravz: O reitor é nomeado mediante lista tríplice que vem da congregação de professores. No post da "lógica", que você reputou como sofisma, falei de Ministros. E eles são indicados pelo Presidente da República de forma discricionária. E, sim, concordo com o direito ao protesto. Não sei até que ponto concordo com a interrupção forçada das aulas de TODOS. Mas definitivamente sou contra a violência policial)

#Permalink 09/06/2009 @ 21:06:58


Comentário de: Daniel

Eu vi as bombas de efeito moral e a garotada correndo pra lá e pra cá. Achei muito divertido, mas seria melhor com a cavalaria.

As verdades dessa história toda são:
1) O Serra detesta a reitora;
2) A reitora odeia os sindicalistas e os alunos;
3) Os alunos gostam de baderna;
4) E o tal do Brandão adora manipular os alunos para fazer baderna. É como juntar a fome com a vontade de comer.

O resto é tijolo e bomba de efeito moral!

Em 2007 o Serra protelou o uso da PM na USP. Tolice! O dialogo que os estudantes e sindicalista querem é falar o que quiserem e ouvir o que eles querem ouvir, qualquer coisa diferente é taxado de autoritarismo. Qualquer semelhança entre essa situação e a de uma mãe coruja e seu filho mimado e consumista não é mera coincidência.

Quem odeia a PM é playboy com "consiência social".

Abraço

(Gravz: Não estava lá, não vi nada a fundo. Falei aqui tecnicamente e já levei porradas partidárias :))

#Permalink 09/06/2009 @ 22:06:00



Belo post.

Parabéns à quem quer que seja que tenha pedido essa ordem judicial. Se tem alguém autoritário e anti-democrático são os estudantes que violam os direitos alheios de ir e vir, trabalhar e estudar, enfim.

(Gravz: Sim, Paulo. Os alunos têm direito à livre manifestação. Cabe à reitoria procurar o Poder Judiciário - em vez de expulsá-los à força. Uma vez com a ordem, eles saem. Para reverter isso, eles procuram também o Judiciário e conseguem ordem judicial. É assim que funciona)

#Permalink 10/06/2009 @ 01:06:22


Comentário de: Lauro Mesquita http://guaciara.wordpress.com/

Gravata, até concordo que os policiais "estavam" lá por ordem judicial, mas dizer que os atos de violência deles são cumprimentos de ordens do judiciário é forçar a barra.

E o problema da ação dos policiais na USP não é a presença deles na universidade e sim do abuso da força.

A polícia militar tem seu comando diretamente submetido ao executivo paulista. E se for pra reclamar com alguém sobre essa ação abusiva, a pessoa mais indicada é o governador do Estado.

A polícia militar de São Paulo é pródiga em tomar esse tipo e atitude e se a culpa não é só do governo Serra, a responsabilidade é dele também, que é quem no final é o poder máximo da PM (o comandante responde ao governador).

Outra coisa, a ordem judicial partiu da reitora da USP e foi uma das ações mais imbecis que eu já vi na vida.

A greve estava sem nenhuma apoio dentro da universidade, era dar mais duas semanas e morria de inanição. A ordem judicial, instada pela reitoria, para a PM montar guarda no campus causou tanta repugnância na comunidade acadêmica que de pronto estudantes e professores, solidarizaram-se e entraram em greve.

Numa boa é uma sucessão de trapalhadas que mostra a inépcia dos indicados pelo Serra de governar (seja a PM ou a universidade). É muito cabeça de bagre.

(Gravz: Ah, Lauro! Como é? Os "indicados pelo Serra de governar"? Ele não indica, poxavida! O juízo emite uma ordem e a PM vai. O Poder Executivo NÃO TEM CULPA. É isso. Não estou compactuando com o resultado, estou dando uma explicação técnica. Você mesmo reconheceu que a PM estava lá em obediência a uma ordem judicial)

#Permalink 10/06/2009 @ 02:06:09


Comentário de: Lauro Mesquita http://guaciara.wordpress.com/

Gravata reconheci isso mesmo, mas também deixei claro é que o problema foi o abuso de força. O método utilizado pela força policial. O problema é a maneira como a polícia procede em SP, polícia incompetente cujo comando é nomeado pelo poder executivo estadual. Entendeu?

Outro problema que eu deixei claro foi que a ação movida pela reitoria foi de uma burrice absurda. A reitora tb é nomeada pelo governador, escolhida entre os candidatos de uma lista tríplice.

Os dois foram nomeados por Serra, os dois são responsáveis pela barbeiragem e pela violência cometida na USP hoje.

(Gravz: Agora é que não entendo mesmo. Você diz "os dois são responsáveis", mas antes a responsa era do governador. Já falaram dos soldados do exército que levaram um menino à morte quando o entregaram à facção rival no Rio de Janeiro; soldados do exército, que está sob o comando do Presidente da República. É culpa do Lula? Não, não é. Quanto à ação judicial, a reitora é OBRIGADA, sob pena de - não o fazendo - incorrer em prevaricação. E a reitora é nomeada pelo Governador por FORÇA DE LEI. Ele nomeia dentre uma lista tríplice elaborada pelos professores - é diferente de nomear um Ministro, o que se faz por conta, risco e gosto. Abs)

#Permalink 10/06/2009 @ 03:06:05


Comentário de: Lauro Mesquita http://guaciara.wordpress.com/

Repito (caso não tenha me feito entender bem): a ordem judicial partiu da reitora da USP e foi uma das ações mais imbecis que eu já vi na vida.

A greve estava sem nenhuma apoio dentro da universidade, era dar mais duas semanas e morria de inanição. A ordem judicial, instada pela reitoria, para a PM montar guarda no campus causou tanta repugnância na comunidade acadêmica que de pronto estudantes e professores, solidarizaram-se e entraram em greve.

(Gravz: A ordem judicial parte do juiz. A reitora entra com ação - porque é obrigada, sob pena de prevaricação. A ordem não é para a PM "montar guarda". Sério, Lauro, não é nada disso. È reintegração de posse, não tem nada de PM montando guarda em "ordem" que emana da reitoria. A 'parte autora' apenas requer a reintegração. O Poder Judiciário defere o pedido e determina a força coercitiva. Cabe à outra parte obedecer à ordem. Querendo, pode também recorrer. É assim que funciona no Estado Democrático de Direito. Você não acha nem um pouquinhozinho errado, por exemplo, a resistência à Ordem Judicial? É como se os estudantes - e sobretudo a grande maioria que não tem nada a ver com a USP - não tivessem qualquer capacidade de raciocínio para compreender que se trata de uma determinação do poder judiciário)

#Permalink 10/06/2009 @ 03:06:20


Comentário de: Vinicius

Bom dia.

Hoje venho discordar, de você em primeiro lugar e especialmente do comentário do leitor Daniel.

Bom, acredito que a politica adotada pela PM em relação aos estudantes é absurda, como seria também caso tivessem adotado essa política com uma manifestação pacífica de trabalhadores fora do campus da USP. Porém, o pedido de reintegração de posse partiu da reitora que foi escolhida pelo Serra. Sabendo disso me parece absurdo dizer que ele não tem nada a ver com isso. Acho que tem sim e não é pouco.

Agora quanto ao leitor Daniel, quem não gosta da PM é playboy? A poucas semanas "comemorou-se" o aniversário de 3 anos dos ataques do PCC em São Paulo. Como vingança a polícia varreu as favelas da cidade executando sumariamente jovens que eles julgavam e condenavam a um tiro na nuca. Será que enquanto eles estavam de joelhos aguardando o tiro, ou as familias desses jovens gostam da PM? Acho que estes não se enquandam nos "playboys" certo?
A polícia do Brasil sempre foi autoritária com todo mundo, mas MUITO pior com os pobres, a diferença é apenas quando eles cutucam pessoas que conseguem se fazer ouvir é que surgem as discuções.
Bando de baderneiro só pode ser piada né? Não sei se você teve a oportunidade de estudar na USP, ou em alguma outra universidade pública, mas quando se entra em uma dessas instituições as "badernas" são a única forma de se reivindicar algo para melhorar a qualidade de escolas já sucateadas. E graças as grandes greves seja no Brasil seja fora dele é que hoje trabalhadores tem alguns dos seus direitos respeitados. Ou você acha que os empregadores/governantes cedem sem que seja feita pressão?

Obrigado.
Vinícius

(Gravz: Sim, eu estudei na USP. Fiz alguns meses justamente na FFLCH, depois saí para cursar apenas Direito. E não vi, desculpe, isso de "varredura" de favelas, Vinicius. Os atos violentos são isolados, e quando começa a partidarização seria como culpar o Presidente da República pela eventual corrupção de um fiscal da receita federal - já que o órgão é subordinado a um, a outro até que chega à Presidência. Não é intelectualmente correto)

#Permalink 10/06/2009 @ 03:06:33


Comentário de: JARES

MUITO ME ADMIRA ESTUDANTES COM POSTURAS CARLISTAS.VIOLENCIA É VIOLENCIA E ACABOU. A PM ESTÁ A SERVIÇO DE QUEM?

(Gravz: Carlistas? A PM está cumprindo uma ordem do Poder Judiciário)

#Permalink 10/06/2009 @ 08:06:07


Comentário de: Livio

A maioria dos comentários, parte a partir das consequências.
Este episódio inequivocamente resultou em DESASTRE. Mas de que outra maneira termina um confronto entre uma força repressora e outra força reinvindicatória (e repleta de "radicais" e "aloprados").
Mas a partir do confronto, a força extrapolou e MUITO, atingindo por exemplo, pessoas que nada haviam de "agitadores".
Também fui estudante da USP, sempre me opus aos "radicais de centro acadêmico", mas é inaceitável ver professores sendo agredidos, seja por alunos, ou por policiais.
Pior, fica a nítida impressão de uma linha de ação baseado em confronto, e na força, ao invés de qualquer espaço de negociação. Em relação a consequencias desastrosas (e nem levando em conta as particularidades), é impossível não lembrar o PAU entre polícia civil e militar. E do confronto em Paraisópolis. Quem vai ser o próximo a apanhar?
Responsabilidade de agitadores? Da reitoria? De incompetência de um pelotão que supostamente, atuaria com força em último caso e apenas o necessário?

(Gravz: Recebi um email, recentemente, mas não tenho ainda autorização para publicá-lo. Conta exatamente como foi todo o processo. E, aviso, não foi como você relatou)

#Permalink 10/06/2009 @ 09:06:32


Comentário de: Vítor Bonini

Em primeiro lugar , a PM na USP não impediu a livre manifestação , assembleias nem acampamentos .Impediu a invasão de prédios publicos ( o tal patrimonio do povo que os baderneiros dizem defender ). Para se ter uma idéia , a invasão e depredação da reitoria de 2005 custou aos cofres publicos mais de R$ 360.000,00 . A da semana passada , R$ 10.000,00 .
Em segundo lugar , considerando o universo de algo em torno de 15.000 funcionarios e 80.000 alunos da USP , os agitadores representam menos que 1% deste universo . Tanto que , diante da baixa adesão , tiveram que convocar companheiros de outras universidades publicas para engrossar as suas filas.
Em terceiro lugar , esta balela de exigir democracia e liberdade , negando estes mesmos direitos a quem discorda , é prova inquetionavel da imoralidade destes movimentos . Ou será que vão negar as barricadas com móveis e outros objetos para impedir a circulação , o trabalho e as aulas de quem não aderiu ao movimento ?
No frigir dos ovos , tanto este movimento como o da Apeoesp na semana passada , ambos com baixíssima adesão , nada mais são do que a cobrança da fatura de Lula , na sua campanha politica e contra Serra , aos sindicatos pelos mais de R$ 168 milhões entregues no ano passado sem necessidade de comprovação de gastos , cargos e outras benesses , sempre com o dinheiro publico .
Anexo dois vídeos que deixam bem claro o viés democratico dos manifestantes :

http://www.youtube.com/watch?v=4CkSvNCTIww
http://www.youtube.com/watch?v=5Mai4S36a4g

#Permalink 10/06/2009 @ 11:06:45


Comentário de: Odracir Silva

Sei laa, ne... pelo q eu me lembro da ultima greve, os estudantes invadiram a reitoria e fizeram um belo estrago por laa. C/ este historico, tem mais ee q chamar a policia... se nao fizessem isso, a reitoria seria chamada de inepta.

(Gravz: Nem seria inépcia, mas sim prevaricação)

#Permalink 10/06/2009 @ 13:06:03


Comentário de: Claudio

Meus caros,
Só um pequeno comentário sobre as opiniões acima. Um pequeno grupo de fascistas (que conhecemos tão bem, eles existem em todos os lugares) decidem utilizar de violência e interromper, na marra, as atividades da USP. Não dá para ser ingênuo com estes caras. Este tipo de movimento sempre se utiliza de extrema violência contra as pessoas contrárias. Não conheço o caso, mas aposto alto que ocorreu assim também desta vez. O número de relatos de pessoas que, de forma violenta, têm seus direitos negados em situações assim (muitas vezes por fascistas COM O ROSTO ESCONDIDO) é sempre muito grande. O pior é que as atividades que são interrompidas TÊM ALTÍSSIMO CUSTO SOCIAL. O dinheiro gasto na USP NÃO PODE SER GASTO PARA DIMINUIR A FOME DOS MISERÁVEIS BRASILEIROS. Dinheiro público têm dono e sua utilização implica em altíssimo custo social em um país miserável como o Brasil.
Assim, não se pode esperar duas semanas como alguém comentou. Isto é uma afronta. Se é assim, eu proponho que se dê aos pobres duas semanas de salários dos grevistas (afinal, sempre se pode esperar duas semanas). DEVE-SE RESPEITAR A COISA PÚBLICA!!!!! A COISA PÚBLICA NÃO É DE QUEM GRITA MAIS ALTO E CARREGA PORRETES!!!!!! A COISA PÚBLICA É DO POVO!!!!!!
Assim sendo, ao primeiro sinal de que grupelhos fascistas intencionavam proibir o uso normal dos bens públicos (USP incluída), o administrador destes bens deve imediatamente utilizar os instrumentos democráticos a disposição para coibir este EXEMPLO LAMENTÁVEL DE PRIVATIZAÇÃO DE BENS PÚBLICOS NA MARRA E NO CASSETE!!!! Foi isto que a reitora fez.
Por fim, a polícia chegou batendo ou foi recebida violentamente pelos grupos fascistóides? Ela não poderia reagir em defesa da sociedade? Isto não é normal quando GRUPELHOS CONFRONTAM A POLÍCIA BUSCANDO PRIVATIZAR BENS PÚBLICOS????
Agora, como em qualquer democracia, abusos policiais devem ser severamente punidos, não conheço este caso, MAS ISTO NÃO IMPLICA COIBIR A POLÍCIA DE UTILIZAR ALGUM MÉTODO VIOLENTO REATIVO EM DEFESA DA SOCIEDADE!!!!
Saudações.

#Permalink 10/06/2009 @ 14:06:55


Comentário de: Ariett http://ariett.blogspot.com

A Reitoria é independente no papel. Na prática, ela é subordinada, SIM, ao governador. Você sabe disso, né? Se não sabe, deveria.

E mais: misturar mensalão com greve na USP é de uma estupidez sem tamanho. Quer dizer que o fato de eu ser contra a PM na USP quer dizer que eu seja a favor do mensalão? Porque eu sou contra os dois.

(Gravz: Caramba, Ariett! Não precisa me chamar de estúpido! Fiz uma comparação lógica. O governador é tratado como "culpado" por uma ação judicial promovida pela reitora - sendo que, se não promovesse, ela incorreria em prevaricação. Mas, para os petistas que fazem essa acusação, Lula não tem NADA A VER COM O MENSALÃO. É uma análise lógica, somente isso. Você tentou transformar meu silogismo em sofisma, mas fiz o favor de remontá-lo para não atrapalhar as coisas. Agora, se quiser, pode tentar responder. Um abraço. Ah! Ia me esquecendo. Ela não é "subordinada" ao Governador. Mostre-me essa hierarquia. Adoraria ver)

#Permalink 10/06/2009 @ 14:06:42


Comentário de: Pablo Vilarnovo http://falaai.zip.net

Gravata, se me permite o abuso irei responder ao Ariett que colocou um ponto bem interessante e de quebra discordar um pouco de você.

Uma pessoa bem inteligente falou certa vez que: "A árvore da liberdade deve ser regada de quando em quando com o sangue dos patriotas e dos tiranos. É o seu adubo natural."

Guardadas as devidas proporções o ato da PM em usar a força não né inválido.

Todos nós somos submetidos às leis vigentes no país. Todos. O Estado diz-se que tem o monopólio da violencia.

O ato da PM foi em resposta a uma violência praticada primeiramente pela minoria grevista. Minoria sim, pois nem de longe representam os estudantes da USP.

Quando sua professora decidiu por conta própria participar desse ato ela assumiu as consequências do mesmo. Quando ela decidiu desobedecer a uma determinação da justiça ela assumiu seus riscos. E esses riscos incluem tomar tiro de bala de borracha.

A PM usou, e deve usar SEMPRE, a força LEGALMENTE NECESSÁRIA (ou seja, não usar um helefante para matar uma formiga), para que uma determinação da justiça seja cumprida. Tem-se a fábula no país que Universidades, principalmente as públicas, são "zona neutra" onde tudo pode, onde o poder coercitivo do Estado não pode chegar.

Está na hora de pararmos com isso. Isso se valeu durante a ditadura onde as universidade se tornaram refúgios para os que a combatiam. Mas a ditadura acabou. Existe um Estado de Direito de fato.

A polícia estava alí não para defender o Estado e sim para acabar com uma violência. E isso está na lei N. 7783 de Junho de 1989 no artigo 6, item 2 parágrafo 3:

"As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa."

A reação da polícia (e olha que já há provas que não foi iniciada pela polícia) e TOTALMENTE JUSTIFICADA em um Estado de Direito.

E sua professora no momento que tomou bala de borracha sabia disso, ela abandonou o Estado de Direito e praticou uma violência aos outros estudantes.

Já vimos diversas vezes como os grevistas tratam os estudantes que não aderem a suas greves.

Novamente digo, o ato da polícia não foi para proteger o Estado, a reitora, o Serra e mais ninguém além do direito constitucional dos próprios estudantes.

#Permalink 10/06/2009 @ 19:06:16


Comentário de: ramiza

"A Universidade tem autonomia e independência, mas o reitor é nomeado pelo governador." Só é nomeado depois da escolha dentro da Universidade. A USP é totalmente idependente em relação aos seus atos, só é 'dependente' no quesito orçamento mas gastam da maneira que querem. Deveria ser menos independente. E esses 'alunos' e funcionários fazem todo ano a mesma santa bagunça. Com a diferença que agora é época de eleições, então, a 'ordem' é badernar. Vem muito mais por aí.

#Permalink 10/06/2009 @ 19:06:09


Comentário de: Gustavo

Queria saber de onde vem esse mito que polícia não entra em campus...
E pra evitar que a burguesinha de esquerda da fefeleche seja estuprada por um proletário de direita na saída do período noturno, é bacana chamar a polícia pra proteger os cidadãos e cidadãs?

#Permalink 10/06/2009 @ 19:06:50


Comentário de: Carolina

Eu não consigo entender essa associação imediata entre a presença da PM no campus e o período da ditadura. Aquela época passou, a conotação da polícia naquele contexto era completamente outra. Ontem a polícia agiu no estrito cumprimento do dever legal. Foi agredida, como vem sendo desde que foi chamada, e reagiu. Exatamente como acontece em estádio de futebol. A grande maioria vai lá pra se divertir, mas se meia dúzia resolve encrencar, o que a PM tem que fazer? Ficar olhando o tumulto se formar?

Tenho acompanhado essa greve, como tenho acompanhado as tantas greves que aconteceram desde 2001, quando comecei a minha vida acadêmica. Estava ontem na hora do confronto não na condição de manifestante, mas na condição de pessoa que tentava voltar pra casa e estava impedida pelo fechamento do Portão 1. A manifestação estava transcorrendo numa boa, mas meia dúzia de baderneiros que eu me recuso a chamar de estudantes começaram a apedrejar a PM. Era pra PM ter feito o que? Deixado virar ainda mais bagunça? Não fez mais que a sua obrigação de polícia. Contenção de baderna.

Simples assim. Me poupem desse papo de polícia da opressão contra manifestantes que lutam pela democracia e pela liberdade. Essa conversa fazia todo o sentido do mundo há 40 anos atrás. Hoje a história é completamente outra. Preguiça dessa gente que insiste nessa associação que não existe.

PS: depois que a PM foi hostilizada no campus no ano passado, durante a invasão da reitoria, as condições de segurança na Cidade Universitária piorarm consideravelmente. Não tem mais ronda da PM no campus, e isso aqui virou terra de ninguém. Andar a noite por aqui é um ato de bravura. Um absurdo. Aí quando arrebentam o vidro do carro pra roubar o som, esse mesmo pessoal que grita FORA PM reclama do asurdo que é essa falta de segurança. Patético.

#Permalink 10/06/2009 @ 20:06:19


Comentário de: ramiza


Que fique claro. Nenhuma das universidades estaduais é subordinada ao governo do estado de SP. Como já disse, só se submeteram à 'subordinação' no quesito orçamento. Quem gere esse orçamento é a universidade, sem interferência do governo.

#Permalink 10/06/2009 @ 22:06:19


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

"O reitor é nomeado mediante lista tríplice que vem da congregação de professores."
Quem vota para reitor não são só os professores e nem só a congregação. Ela só é uma parte do colégio eleitoral. Quem vota no primeiro turno é a chamada Assembléia Universitária, composta pelo Conselho Universitário, pelos Conselhos Centrais e pelas Congregações das Unidades
No segundo turno só vota os dois conselhos e a congregação fica de fora. O conselho universitário é :
I - o Reitor, seu Presidente;

II - o Vice-Reitor (indicado pelo reitor)

III - os Pró-Reitores;(indicados pelo reitor)

IV - os Diretores de Unidades (indicados pelo reitor e aprovados pela secretaria da educação)

V - um representante docente de cada Congregação, eleito por seus membros

VI - um representante dos Museus, eleito pelos seus Diretores (indicados pelo reitor)

VII - um representante dos Institutos Especializados, eleito pelos seus Diretores (indicados pelo reitor)

VIII - um representante de cada categoria docente, eleito por seus pares

IX - a representação dos alunos de graduação em número correspondente a dez por cento do total de docentes do Conselho Universitário, eleita pela respectiva categoria (no congresso dos estudantes da USP -- entidade superior ao DCE)

X - a representação dos alunos de pós-graduação em número correspondente a cinco por cento do total de docentes do Conselho Universitário, eleita pela respectiva categoria (eleita pelo processo da APG -- associação de pós graduandos)

XI - três representantes dos servidores não-docentes da Universidade, eleitos pelos seus pares (De acordo com normas do Sintusp que eu desconheço)

XII - um representante dos antigos alunos, eleito por seus pares (desconheço o processo)

XIII - um representante da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (indicado pelo governador de Estado)

XIV - um representante da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo
XV - um representante da Federação do Comércio do Estado de São Paulo
XVI - um representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
XVII - um representante das Entidades Associadas (Secretaria da Educação e sindicatos patronais)
XVIII - um representante das Classes Trabalhadoras do Estado de São Paulo. (Não sei como isso é feito).
A lista é encaminhada para o governador e ele escolhe um dos três. essa reitora ´recente, sem partidarizar em nada, é uma lástima

#Permalink 11/06/2009 @ 04:06:59


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

Postei um texto enorme aqui explicando o processo de composição da Assembléia Universitária e ele não foi publicado. Bem, não é a congregação que escolhe o reitor, mas a assembléia universitária. No primeiro turno votam os diretores das congregações, membros do conselho universitário e dos conselhos consultivos. No Segundo turno é só o CO e os CCs.
Os professores e a maioria da comunidade universitária não participa da decisão

(Gravz: Foi publicado sim, Tiago. Há moderação de comentários, mas os publico assim que posso. Já está no ar. A reitora foi escolhida pelo Alckmin mediante lista tríplice. Ela foi a mais votada pela congregação)

#Permalink 11/06/2009 @ 15:06:27


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

No caso da Suely, ela foi a mais votada sim. Setores da Adusp apoiaram a candidatura, inclusive. Provavelmente é a pior reitora da USP em anos.

#Permalink 12/06/2009 @ 01:06:44


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

Você tem razão em moderar os comentários depois de passar pelo que passou. Abraço e me desculpa

(Gravz: Ah, sem problemas. E pode comentar sim! Às vezes demora, mas sempre aprovo e, quando é o caso, ponho alguns comentos logo abaixo)

#Permalink 12/06/2009 @ 01:06:26


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