AHMADINEJAD NO BRASIL? QUEM CONCORDA COM ISSO?

29/04/2009

AHMADINEJAD NO BRASIL? QUEM CONCORDA COM ISSO?

Sério: alguém apoia isso? Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã, alega que não houve Holocausto na Segunda Guerra e, além disso, defende a singela ideia de remover Israel da face da Terra. Em seu país, mulheres são espancadas ou mortas pelos mais torpes motivos, homossexuais são presos e também mortos pelo governo pelo "crime" de ser o que são, entre outras atrocidades.

Lula o convidou ao Brasil.

Não se trata aqui de respeitar ou não a religião dos outros. Todos temos o direito a professar qualquer que seja a fé, mas os defensores da Declaração Universal dos Direitos Humanos não discordarão de mim quanto à supremacia de algumas garantias, não é mesmo? Não há nada que justifique espancamentos, apedrejamentos, mutilações de clitóris e outros absurdos.

E, agora, somos obrigados a receber esse déspota? Não, não acho que sejamos. Nossa juventude politizada, bem como a blogosfera engajadíssima, fez e faz todo tipo de abaixo-assinado preocupado com a política internacional. Um bom exemplo é o negócio de "Fora, Bush". Ok, maravilha.

E agora?

As críticas ao ex-presidente dos EUA eram quase todas mais do que procedentes, mas todas são café minúsculo perto do que há contra Ahmadinejad. Nos Estados Unidos, há imprensa, é possível ser gay, mulheres não são apedrejadas e, acreditem, até mesmo a extinta Base de Guantánamo seria um paraíso perto dos presídios iranianos.

Claro que isso causaria um transtorno diplomático, mas Lula tem aí uma grande chance política: condenar abertamente a falta de democracia no Irã. Não se trata apenas de uma possibilidade, mas do DEVER de nosso presidente.

Porque o absurdo a que está submetido o povo iraniano vai além de qualquer ideologia, transcende a bobagem esquerda/direita. São espancamentos, apedrejamentos, prisões arbitrárias, ameaça de projetos nucleares amalucados, inexistência de liberdade de imprensa...

Lula tem uma chance. Resta saber se a usará com alguma sabedoria, ou fará "média" em nome de um protocolo que não devemos ter com quem desconhece os mínimos preceitos protocolares da vida humana.

Quanto à turma do "Fora, Bush!", deles não espero nada. E até não duvido de eventuais faixas do tipo "Seja bem-vindo, Ahmadinejad!", ou, na falta disso, comentários em blogs, relativizando a situação do Irã, pondo a "culpa" na cultura etc. etc. etc.

Como se as mulheres de lá gostassem de levar pedradas, como se os gays amassem ser espancados e mortos. Como se os jornalistas iranianos estivessem mesmo dispostos a não escrever nada além do que mandam os governantes e líderes religiosos. Como se o povo estivesse disposto a viver nesse inferno.

Mas é sempre assim. Os grandes defensores das ditaduras, que além de tudo falam acerca da "felicidade" dos que vivem sob tal regime, estão sempre em outros países, bem longe das "benesses" do governo autoritário que defendem, falando em nome de um povo subjugado (e sem procuração deste).

Fora, Ahmadinejad!

Revisão: Hellen Guareschi

transubstanciado por gravata às 29.04.09 - 14:39:59 | 47 comentários

Comentários, Pingbacks:

Comentário de: Má R. http://www.maetosemroupa.blogspot.com

Fora, Ahmadinejad! (2)

#Permalink 29/04/2009 @ 14:04:13


Comentário de: Roberto

Completamente off-topic, mas interessante: o jornalista de serviços resolveu inaugurar a lavanderia de reputações da ministra-candidata. O post sobre a tal ficha criminal do DOPS é prova clara do "pau-mandado" que se tornou.
Mostra bem que as piadinhas do chapeleiro sobre a relação entre os dois tinham fundamento.

(Gravz: Ixi, não vi)

#Permalink 29/04/2009 @ 15:04:14


Comentário de: Metheoro

OLHA,

O lance é: ser contra o Bush (EUA), Rede Globo, Revista Veja e Igreja Católica... é tudo café pequeno, pq todo mundo é de certa forma.

Quero ver as pessoas serem contra o irã mermo, todo mundo caga no pau de medo dos terroristas. Sim, estou generalizando.

#Permalink 29/04/2009 @ 15:04:32


Comentário de: paulo santos cunha

Gravata vc que é oposicionista e filiado ao PPS e membro da peessedebeosfera não se cansa de ser ridiculo !
O Brasil possui interesses economicos em relação ao Irã e o povo daquele país merece respeito, mesmo que o seu lider seja um despota.
O Brasil e o Itamaraty não devem dar palpites na politica interna ou nas bobagens que boquirrotos como o presidente do Irã ou Chavez dizem por ai.
O que interessa é que em 2006 o comercio as exportações brasileiras para o Irã somava pouco mais de 600 milhoes e hoje já chega perto de 2,5 bilhões.
Em primeiro lugar vem o Brasil, vc oposicionistas são ridiculos!

(Gravz: Não sou filiado a partido algum, paulo, você insiste nesse argumento ridículo. Aliás, já trabalhei em gestão petista - também sem ser filiado - e lá vi cada coisa... Publiquei aqui, inclusive, um pouco do ocorrido :))

#Permalink 29/04/2009 @ 17:04:34


Comentário de: Ben

Essa atitude significa ser conivente com os delitos cometidos por aliados. Significa só enxergar os erros cometidos pelos adversários. Significa não ter princípios éticos.

#Permalink 29/04/2009 @ 18:04:46


Comentário de: Bob Jegg

Gravatinha, sua lógica está torta.
Se não visitarmos estados e recebermos chefes de estado que defendem a ideia de remover Israel da face da Terra (todo oriente médio, países muçulmanos e mais uns agregados). Países que mulheres são espancadas ou mortas pelos mais torpes motivos (África e a ex-mulher de Pimenta "Estadão" Neves). Países contrários ao movimento GLBT (Vaticano e dep. Bolsonaro). Países que não respeitam direitos humanos (China e o gov higienista se SP)...etc
Estaríamos condenados a Alca, como queria FHC, e quebrados mais uma vez.
Se não for pedir muito, traduz o comentário do Roberto pra eu? Não sou profundo conhecedor da viuvasdefhcfera para entender.
brigadú

(Gravz: A "minha" lógica está torta? Honestamente, não imaginava que aparecesse alguém defendendo o Irã. Mas, de fato, havia me esquecido de você. Li no blog do Zé Dirceu que um desmiolado publicou no site do PT um texto dizendo que o Presidente do Irã estaria "certo" sobre Israel, pois eles - israelenses - estariam criando um "estado religoso". Ora! Não estão, mas, se estivessem, quem é o Irã para reclamar? Praticamente todos os países muçulmanos são países reliosos! Quanto aos demais exemplos, vamos ponto-a-ponto:

a) mulheres mortas e espancadas - não deveríamos receber nenhum presidente de país que aceita morte e espancamento como LEI (não confundir com fato episódico de homicídio que foi CONDENADO pelo sistema legal vigente no país);

b) movimento gay - não deveríamos aceitar países que MATAM gays pelo fato de serem gays, e não aqueles que têm leis mais ou menos criteriosas quanto aos movimentos (no Brasil, mesmo, eles não podem casar);

Não sei se você realmente não entende as coisas ou se faz de bobo pra tentar fazer graça. Espero que seja a segunda opção, honestamente
)

#Permalink 29/04/2009 @ 20:04:57


Comentário de: alexandre

a diplomacia mundial é uma grande hipocrisia e isso sem dúvida incluiu o Brasil. Só um pequeno exemplo : por que ninguém decide por um embargo à China ? o empresariado local iria chiar ! Aliás, a entrada da Venezuela no mercosul é apoiada por entidades empresariais. Tem uma frase do Eric Hobsbawn que é genial e mostra como a diplomacia mundial é hipócrita : " invadir o Iraque é fácil, quero ver é invadir a Rússia ou China " . E finalizando, sou contra a vinda do presidente do Irã !

(Gravz: Concordo contigo, alexandre)

#Permalink 29/04/2009 @ 20:04:51


Comentário de: Motumbo

Vixe, que a estupidez dos comentarias de serviços não tem fim. Então não devemos nos meter em assuntos internos como apedrejamentos de adúlteras e homosexuais?! É isso mesmo ou eu entendi errado?

Caralho, Gravata, mas esse Paulo Cunha do Pinto é o pior, o pior. O cara ainda justifica com cifras sobre comércio!!! Isso é que é prestar serviços.

#Permalink 29/04/2009 @ 23:04:13



TSC.

Complicado.

Se a questão fosse apenas lidar com o que o moço representa, mandar passear resolveria o problema.

Entretanto, quando mais ele se aproxima do ocidente, de um Obama disposto a negociar etc, mas ele se enfraquece. O diabo que ele precisa parase justificar é menor.

Penso que quanto mais recepetividade dos Estados ocidentais o Irã receber, legitimando como nação, porém, com ressalvas sobre as questões relacionadas aos direitos humanos, críticas diretas, seria o melhor modo de combater a opressão.

Ou seja, fazer entender aos iranianos que flexibilizar poderia ser mais lucrativo do que endurecer.

Simplesmente excluí-lo iria dar gás contra o demo ocidental.

Já a questão nuclear: Sou contra o Irã ter, assim como sou contra todo mundo ter. Todavia, ninguém é bonzinho, acho que seria mais eficaz além do apoio do EUA prometido pelo fim da busca da bomba, Israel também topar um controle externo como sinal de boa vontade.


#Permalink 30/04/2009 @ 01:04:18



Israel não é um Estado religioso pq boa parte da população é materialista, mas os extremistas ortodoxos, muitos sustentados pelo governo,são o pé no saco de todo mundo lá.

#Permalink 30/04/2009 @ 01:04:41


Comentário de: Ricardo Costa

Gravata, quando ele chegar aqui, vc joga um sapato nele...heheheh

#Permalink 30/04/2009 @ 02:04:46


Comentário de: Roberto

Bob Jegg, que nome cristalino este teu.
Acho que por causa dele não vai dar nem para desenhar o que eu quis dizer.
Ah, sobre ser "viúva deste ou daquele tonto": minha única militância é minha família. Mas não tiro de ninguém o direito de ser "manépulado" por este ou por aquele que só querem tirar o nosso couro e não toleram críticas.

#Permalink 30/04/2009 @ 08:04:40


Comentário de: Ton y José

Amigo o presidente do Irã não é pior e nem melhor que o Primeiro Ministro de Israel que invade e massacra palestinos na Faixa de Gaza no Massacre de Sabra e Chatila, no Líbano.
Campos de Concentração não existiram apenas na Alemanha, na California também, para Japoneses que se atreveram a arrasar Pearl Harbour, Tora,Tora,Tora......
Alemães, Comunistas e Italianos foram perseguidos por Vargas aqui no Brasil.
Alemães desenvolveram a bomba atomica e levaram o homem a Lua, mas os americanos foram bonzinhos, testaram a bomba no Japão, 2 vezes ainda.
O atual líder do Irã, tá na média dos atuais lideres mundiais,todos despreparados , fracos ,analfabetos, mas se acham O CARA, veja a lista Chaves, Obama, Raul Castro,Rafael Correia, Evo Morales, Lula, Cristina Kirchner, pelo menos é bonita, e claro, O CARA do primeiro de abril de Obama, o grande estadista Lula.

#Permalink 30/04/2009 @ 09:04:54


Comentário de: kadu

Eu só não vou na manifestação porque nunca consigo dizer o nome do cara direito (é uma vantagem que ele tem, pois gritar "fora búxi" é muito mais fácil).

Mas que ele merecia uma sapatada, merecia. E espero que saia mesmo alguma coisa, pelo menos para ver um protesto que não é dos mesmos do sempre.

#Permalink 30/04/2009 @ 15:04:05


Comentário de: Beatriz http://www.aprovados.net

Concordo com o Ben. Agindo assim, estamos sendo absolutamente coniventes com essas atrocidades. Precisam ser definidos claramente os aliados e os não-aliados. Em minha singela opinião, eles jamais seriam países "amigos" do Brasil.

#Permalink 30/04/2009 @ 17:04:32


Comentário de: Vladimir

Sobre terem dito que o holocausto não existiu, é uma tirada de corpo de vez do conflito (talvez "massacre" seja a palavra mais adequada) entre israelenses e palestinos? Se não aconteceu holocausto, não houve migração forçada à Palestina? E se os palestinos perderem o apoio da comunidade árabe, quem resta?

É complicado falar em reais defensores da declaração universal dos direitos do homem ali. Os Estados não são laicos, não seria essa a maior dificuldade? E a situação piora quando se sabe que o documento foi firmado enquanto ocorria o grande conflito envolvendo israelenses e povos árabes, um conflito provocado pela incompetência da ONU e que por ela não se fazer respeitar não se resolve até hoje.

Concordo com o Jean. Não é através da exclusão que faremos mudar o comportamento do governo e povo iranianos sobre essas questões. Talvez uma visita a outros países traga uma reflexão aos governantes, aproximando seus governos de um conceito clássico de democracia, que é o que todos sob esse regime tem procurado.

#Permalink 30/04/2009 @ 20:04:35


Comentário de: Silvio

Tem um filme iraniano, que se passa todo dentro de um carro, mostra um pouco da vida daquele país, através de uma motorista divorciada que dá carona a várias outras mulheres, incluindo uma prostituta. Os relatos evidenciam a opressão sofrida pelas iranianas, cidadãs de segunda classe em seu próprio país. Uma delas, abandonada pelo namorado, tem uma crise emocional e, no final, mostra os cabelos cortados bem curtos. O filho da motorista é mal-educado e a destrata toda vez que entra no carro. Mas a impressão que o filme dá é que o país não é tão repressor quanto pensamos. A produtora do filme, a motorista, é bonita e cria o filho pequeno, ao invés do ex-marido, e se mostra sempre maquiada ao volante.

#Permalink 30/04/2009 @ 21:04:19


Comentário de: Bob Jegg

Gravatinha,
acho que o medo do eminente confisco de suas poupanças (segundo seu ético PPS) afetou seu raciocínio.
Defendo o povo do Irã e não o Ahmadinejad. E ele representa o país. O Brasil precisa abrir o leque de relacionamento e comércio internacional para não ser atingido por crises pontuais. A prova que isso é correto estamos vivendo nesse momento. O Brasil é o mais bem preparado entre os emergentes (segundo a revista petralha The Economist), justamente por não ter um comércio focado na economia dos EUA.
Gravata, meus bisavós eram Libaneses e conheço bem o que é aquilo. Não concordo com as leis deles (algumas dessas atrocidades estão na Bíblia). Minha bisavó foi enviada com seus dotes (Umas jóias e um espelho de cristal - pobre é uma m...) para casar com meu bisavô que ela nem conhecia. Acredita numa coisa dessa?
Não defendo as posições muçulmanas contra Israel na totalidade, mas Israel até quando quer ser bonzinho é desconfiável. Um exemplo foi a Operação Moisés (resgaste dos judeus da Etiópia no Sudão). Sabia que para não levar todo mundo foi feita uma seleção de idade por Israel? Coincidentemente, as pessoas que nasceram nos períodos de seca e fome da Etiópia foram deixadas para trás. Simplesmente para não darem prejuízos ao sistema de saúde devido as carências nutritivas na época de crescimento. Fizeram uma secção familiar, impingindo o conceito de sub-raça aos que passaram fome.
Na questão gay tenho a mesma opinião sua, mas seria o caso de não receber o Papa no Brasil, já que ele declarou que os gays são pecadores?

Roberto, desculpe-me pela agressão gratuita. Sempre leio seus comentários e os acho bem equilibrados dentro de uma visão contrária a minha. O termo foi só para provocar o Gravatinha. Errei o alvo.

(Gravz: Será que seus ancestrais estavam na leva dos que precisaram fugir do Líbano para não morrer sob o jugo dos sírios muçulmanos? Muitos libaneses cristãos vieram parar no Brasil assim, mas hoje os netos, talvez por ignorância, acabam defendendo a Síria [???].

Quanto ao Papa, bem lembrado. Ele não foi recebido como líder religioso, mas como representante de um Estado independente, tanto que Lula fez questão de não lhe dar a deferência de liderança espiritual católica [aquela coisa de beijar o anel]. E acho que o presidente fez bem quanto a isso. Como governante do Vaticano, o Papa não manda prender nem impede um gay de entrar em seu país. Não há Lei no Vaticano que preveja essa penalidade. Pode procurar e/ou sofismar à vontade. Essa defesa idiota que você faz do facínora iraniano é incrível, mas o problema é só seu...
)

#Permalink 01/05/2009 @ 06:05:39


Comentário de: django

Ta vc queria oque, que o Lula nao recebesse o tal fulano aqui, kkkkk.
A Globo iria estampar ate no cu do jornaleiro. PRESIDENTE LULA PROVOCA GUERRA ENTRE BRASIL E IRA E A PORRA DO ORIENTE MEDIO, ALTO E BAIXO....!
Gravata, pelo amor de DEUS, se alguem tem que ser contra é o povo, a manchete nos jornais seria melhor, agora vc acha que o LULA ou qualquer outro presidente vai botar o rabo a LEILAO pra imprensa, vc ache que o LULA é o CHAVES?
kkkkk, é se fosse a SONINHA a presidente vc acha que ela não iria recebe-lo, EITA ........

(Gravz: Não, django, não queria isso. Mas é bom esclarecer que o CONVITE PARTIU DO PRESIDENTE LULA. Não foi uma iniciativa da diplomacia iraniana. O texto deixa isso claro. Mas você ignorou essa parte pro seu comentário fazer sentido. Não custa nada esclarecer para que você passe um pouco de vergonha diante da ridicularização de sua falácia)


#Permalink 01/05/2009 @ 11:05:09


Comentário de: Paulo Santos Cunha

O Irã era uma monarquia ao tempo do Xá Reza Palhevi, com a Revolução islamica em 1979 deu-se inicio ao regime dos iatolás que são clérigos religiosos.
É da tradição do oriente médio, as teocracias e existem lideres fortes como o Bashar Al Assad ou o iraniano Ahmadinejad que não são aliados dos Estados Unidos, mas há outros outros aliados dos Americanos na região como o Rei Abdullah da Jordânia onde não há eleições,no Egito onde Hosni Mubarak vence sempre com quase 100% dos votos e está a vinte anos no poder ou a familia real Saudita que comanda esse pais desde sempre e são aliados dos EUA.
Israel tem apenas o verniz de país democratico a moda ocidental, mas na verdade é um "estado religioso" como os seus vizinho arabes, em Israel a vida civil se confunde com a religiosa, por exemplo não há casamento civil, apenas religioso, muitas instituições do "Estado" se confundem com as religiosas, alguns outros atos civis ligados ao judiciario, ao executivo ou ao parlamento Knesset são subordinadas as leis religiosas contidas na Torá.
Não vejo nada demais em que Israel e paises arabes sejam influenciados pelo Alcorão ou a Torá, estranho seria o contrário em face da cultura.
O que não pode é haver fanatismo,
para alguns lideres da direita religiosa israelense ligadas ao partido Likud ou a ultra-direita do Shas, os arabes (palestinos) foram deserdados desde de 1948 em diante das areas onde viviam, como Jerusalem oriental, Gaza, Sinai e colinas de Golã - areas que estão fora daquilo que a Onu autorizou -
por vontade de Deus ! É isso mesmo, os arabes perderam seus territorios por vontade de Deus e colonos judeus continuam construindo casas no território que por direito é dos arabes por vontade de Deus !
Muita gente em Israel crê que a area em que se encontram é do seu direito por ter sido dada por Deus conforme mostra o pentateuco - na biblia cristã são os 5 primeiros livros -
Gravata vc quer fanatismo maior do que isso?
Portanto, fanáticos existem dos dois lados, a difernça é que um lado tem a bomba e o outro não !
É evidente que existe muita gente em Israel e no Irã que não concordam com as bobagens do que fazem e dizem seus lideres, mas não podemos esquecer que
Israel deve ter desde 1990, entre 180 a 200 artefatos atômicos, com isso é a única potência nuclear da região,tem a melhor força aerea em função dos acordos com os EUA onde nenhum candidato vence as eleições sem o apoio da comunidade judaica morte-americana.
De mais a mais, porque o Irã não pode ter um artefato nuclear?
Alem de EUA, Russia, França, Grá-Bretanha, , Ucrania, Israel, India, Coréia do Norte e Pasquitão também possuem, mas até hoje apenas um país utilizou essa arma contra civis, os EUA !
A diferença é que Paquistão (ditadura) e India são aliados dos EUA e Coreia do Norte (ditadura) e o Irã(teocracia)
inimigos.
Portanto resumir a questão do lider iraniano as bobagens que ele diz como aniquilar Israel ou sobre a inexistencia do holocausto para justificar a sua não vinda ao Brasil é como eu disse,ridiculo !
Por um argumento semelhante a esse, o Brasil não poderia receber Obama já que os Estados Unidos foram o unico pais que matou pessoas usando armas nucleares.
O mundo é mesmo estranho, dois pesos e duas medidas.
Não cabe ao Brasil dizer o que o Irã, Cuba,Coréia do Norte, Paquistão, China,Sudão devem fazer e sim o povo desses paises é que devem decidir.
Por exemplo, desde a decada de 60, a ditadura cubana deu a cada adulto do pais um fuzil para "enfrentar o inimigo" e eu pergunto: ao invés de enfrentar um inimigo externo que nunca apareceu, porque o povo cubano se sujeita até hoje a restrições de liberdade de imprensa, liberdade de culto , de ir e vir e não usa essas armas para depor o governo dos irmãos Castro?
Só o povo cubano vai poder dizer quando a ditadura acabar e parece que vai ser breve !
Quanto mais a comunidade internacional tentar isolar o Irã mais dificil será exercer sobre seus governantes algum controle por parte das instituições multilaterais.
E como estamos falando do oriente, palestinos e judeus, nada melhor do que o proprio Jesus dar a resposta:

Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do outro
E Jesus disse-lhes:
Adverti, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus.”
Como você vai apontar o erro dos outros se você não enxerga os seus?

Essa é a pergunta sem resposta !

(Gravz: Os "meus"? Não me lembro de ter apedrejado mulher alguma, nem e ter espancado ou mandado matar gays. O Irã faz isso. É "tradição"? Em Israel não há essa "tradição". E quero que se lasquem os "aliados" dos EUA. Qualquer país democrático que se preze não pode ter relações com essas ditaduras horrorosas)

#Permalink 01/05/2009 @ 13:05:54


Comentário de: Paulo Santos Cunha

Bem se vê que o sr. Gravatái costuma falar sobre o que não sabe !
Na ultima ofensiva israelense contra os palestinos Israel além de usar armas de fosforo branco que matam por asfixia, mandou seus soldados atirar indiscriminamente em mulheres e crianças, bombardearam comboios com ajuda humanitária e ambulãncias e atacaram de forma consciente instalações da ONU que continham estoques de alimentos, isso são relatos dos proprios soldados israelenses arrependidos do que fizeram e vazado as organizações humanitárias e a imprensa internacional.
Os lideres israelense devem ser denunciadas ao Tribunal Penal Internacional nos próximo mesmes e uma investigação vem sendo realizada na ONU.
Tudo isso feito em nome da religião, já que o jornal esquerdista israelense Haaretz disse que soldados israelenses disseram que rabinos incentivaram os soldados a empreender uma guuera santa contra os "infiéis" seguidores do Islã, conforme noticiou a Folha de São Paulo 30 dias atrás.
Aliás, vejo que vc não faz a minima ideia do que fala, se um hoimossexual for ao muro das lamentações, principalemte se estiver travestido eu temeria pela vida do mesmo, sem contar as cusparadas que levaria.
Fui a Israel em 2003 e conosco havia um padre católico com o cruxifixo, e um judeu ortodoxo se aproximou e cuspiu sobre o cruxifixo, portanto Gravata, essa história de vc ficar seguindo seu mestre tucano reinaldo azevedo não vai te levar para lugar algum.


#Permalink 01/05/2009 @ 19:05:12


Comentário de: Paulo Santos Cunha

Ditadura horrorosa como vc disse é uma figura politica, o presidente Lula vai receber o lider dos iranianos que não são responsaveis pelos atos dos seus politicos que estão no poder.
É o mesmo que acusar os EUA de "toruturadores" porque Bush inventou Abu-Grab e Guantanamo.
O povo do Irã merece respeito !

(Gravz: Não CONVIDAR o Ditador do Irã é uma atitude de RESPEITO ao povo do Irã, antes de tudo. Afinal, quem sofre com ele não somos nós, mas os pobres moradores de lá)

#Permalink 01/05/2009 @ 20:05:51


Comentário de: Janice

Você deveria levar mais a sério sua profissão e parar de trabalhar para criminosos da imprensa atuando a serviço de bandidos do colarinho branco.

Soube que há uma investigação para explodir e o seu nome aparece nela, com destaque. Possivelmente haverá pedido de prisão. Você sabe bem do que se trata.

(Gravz: Opa! Não tenho a menor idéia do que seja, "Janice". Você poderia dizer, ora! Já que está aí na Florida, do IP 71.2.48.223, usando a embarq coporation :))

#Permalink 01/05/2009 @ 20:05:23


Comentário de: Andre Kenji http://www.andrekenji.com.br/weblog

No Irã o Presidente, independente de quem seja, não tem poder de verdade. O Supremo Líder, Ali Kamenei, que de fato comanda o país.

No site da rede de TV ABC tem a entrevista que George Stephanopoulos fez com Ahmadinejad para o programa This Week domingo passado:

http://abcnews.go.com/Technology/Podcasting/

Ele simplesmente não fala coisa com coisa, parece que é uma entrevista com surfista querendo fazer papo-cabeça. Os únicos momentos que ele meio que dá uma dentro é quando pergunta a razão de um fato histórico como o Holocausto ser uma coisa sagrada e quando critica Obama por ter boicotado a convenção sobre racismo da ONU.

Ele é mais um potencial parceiro para Renato Aragão que a reencarnação de Hitler.

(Gravz: O Holocausto não é uma "coisa sagrada", mas sim um fato histórico aterrador - a menos, é como vejo, e como noto que a grande maioria vê [exceto as vítimas e seus descendentes que, por motivos óbvios, vêem com dor especial]...)

#Permalink 01/05/2009 @ 23:05:21


Comentário de: Andre Kenji http://www.andrekenji.com.br/weblog

Em tempo: Ali Kamenei que é o ditador do Irã. Ahmadinejad não só é eleito como tem poder limitado.

(Gravz: Ah, sim... Tem isso. E foi um erro técnico de minha parte. Mas o Presidente do Irã, por fazer parte desse sistema ditatorial, não difere muito dos presidentes que tivemos durante a ditadura brasileira. Quem mandava, de fato, eram as Forças Armadas, mas de quando em vez havia alguém que tinha voz para representar o "poder". A parte 'menos pior' é que nunca tivemos um Aiatolá)

#Permalink 01/05/2009 @ 23:05:38


Comentário de: Raatz http://anivelde.net/blogdoraatz/

Diplomacia não é Fla Flu. É preciso ser pragmático. Essa ideia tola de não falar com inimigos foi trazida por Cheney, Bush e companhia, em 2002.

O Itamaraty condenou o discurso de Ahmadinejad na ONU, mas uma aliança com o Irã interessa ao bloco dos emergentes e pode dar mais poder de barganha ao brasil em discussões importantes no cenário mundial.

(Gravz: O Itamaraty não participou das sanções ao Sudão, p.ex. - enquanto boa parte do mundo o fez. E uma coisa é ROMPER com o Irã, outra coisa é CONVIDAR SEU PRESIDENTE para que visite o Brasil)

#Permalink 02/05/2009 @ 13:05:50


Comentário de: Silvio

Fiquei pensando nesse absurdo de convidar o Ahmadinejad para tomar café em casa, ao mesmo tempo em que é bajulado por todos os líderes dos países centrais (o Lula, não o Ahmadinejad), e só posso entender que se trata de estratégia diplomática, barganhar com ambas as partes, além de faturar politicamente com a figura de mediador.

(Gravz: A menos que ele diga algo como "ok, já penso em permitir que Israel exista na face da Terra", não consigo imaginar algum tipo de mediação positiva)

#Permalink 02/05/2009 @ 16:05:12


Comentário de: Silvio

Nem precisa dizer, mas vai dizer. Tomar café com Ahmadinejad sem falar em Israel? Outro absurdo foi aquela conferência entre países da América do Sul e países árabes. Você se lembra?

(Gravz: Lembro, mas ESSA não achei tão ruim. Nesse caso, foi algo aceitável do ponto de vista diplomático. Mas convidar apenas o Irã, assim do nada, parece meio sem propósito)

#Permalink 02/05/2009 @ 18:05:18


Comentário de: Tzevi

Incrível como o Lula pode chegar a esse nível.
Ahmadinejad é ridículo, anti-semita, racista e terrorista! (Sim, terrorista! Quem apoia esses imbecis, também faz parte deles!)

Para que convidar? Ah é ! O Lula morre de medo ... tanto é que ele nem se pronunciou contra o avanço nuclear e o antissemitismo da parte dele.

Sou contra a visita deste homem ao Brasil, afinal, o país já tem muita gente que não presta, pra que trazer mais um?

abraços !


#Permalink 03/05/2009 @ 17:05:56


Comentário de: django

De fato nao li todo o texto, mas vergonha do que véio?
Vc só ficou irritado porque eu falei da Soninha, fica tranquilo, ela continua chatinha e feinha, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

#Permalink 03/05/2009 @ 20:05:08


Comentário de: filho da persia

sou iraniano e morou no brasil a 7 anos,
por incrivel que parce hoje os brasileiros tem + noçao sobre o que e o irã , pois na minha chagada ao 7 anos no brasil, pocas pessoas sabiam sobre coisas boas e ruins do irã , de qulquer forma gostaria que uma das jornalistas fazem estas perguntas ao ahmadinejad, porque ele na lugar de cuida da vida dos iranianos que nem sao arabes!!! ele aponta tanto no israel e quer ser o salvador da vida dos palestinos? ele e presidente do palestino ou do iran? porque dinheiro do nosso petrolio(do iran) e gasto no libano para hezbollah e os jovens iranianos sem trabalho e com dificuldades economicas?
si ele e tao bomzinho que defende, antiracistmo! porque matam e torturam seguidores de outros religioes no ira?(sufi s e os bahaies)
por que nao existe liberdade para os jornaies e jornalistas?

(Gravz: Pois é, meu caro. Você veio do Irã e, como tal, está gabaritado para fazer essas críticas. Note que muitos brasileiros, que nunca pisaram lá, defendem o país com unhas e dentes... Fico feliz com sua visita ao blog. E mais feliz ainda com o esclarecimento sobre o fato de que iranianos não são, mesmo, árabes; tanto que Irã significa "Arianos" ou "Terra dos Arianos", não é isso? Um abraço)

#Permalink 03/05/2009 @ 21:05:45


Comentário de: Ricardo amadeu

Sou a favor da postura do presidente do Irã. Se Israel não aceita a existência da Palestina, que mal há em não aceitar a existência de Israel?

(Gravz: Você realmente acha isso ou foi só uma piada?)

#Permalink 03/05/2009 @ 22:05:55


Comentário de: Bob Jegg

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/05/03/e030525581.asp

Manifestação contra visita do presidente do Irã acaba em Ipanema

JB Online

JB ONLINE - Acabou a pouco minutos uma manifestação na praia de Ipanema, na Zona Sul, uma manifestação contra a visita do presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, prevista para o dia 6, próxima quarta-feira. Cerca de 100 pessoas acompanham a caminhada que tem como objetivo levar uma mensagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele transmita ao visitante.

Cartazes contra o terrorismo, homofobia e racismo era levados pela orla do bairro enquanto palavras de ordem eram para chamar a atenção da população. A manifestação, organizada pela Juventude Judaica com o apoio de outros movimentos, começou com uma concentração em frente à Rua Vinicius de Moraes e depois seguiu em caminhada até a Rua Teixeira de Melo, onde fizeram uma leitura de trechos da Declaração dos Direitos Humanos e acionaram uma sirene para um minuto de silêncio em homenagem aos mortos em todos os regimes totalitários do mundo.

12:16 - 03/05/2009

O Estadão falou em 1000 pessoas, o JB falou em 100.
Empresta a Hellen Guareschi para fazer a revisão de textos do JB.

#Permalink 04/05/2009 @ 10:05:36


Comentário de: Marcelo

AMIGOS, O HOLOCAUSTO FOI UM DESASTRE SIM E EXISTIU, MAS, VEJAM O QUE FAZEM COM O POVO DO ORIENTE MÉ;DIO. OS ESTADOS UNIDO SÃO CONTRA AQUELE POVO E QUEREM O PODER NA REGIÃO, ALIÁS NO MUNDO. MAHMOUD É UM GRANDE HOMEM, UM LIDER QU SE IMPÕE AO PODER AMERICANO.

#Permalink 04/05/2009 @ 14:05:03


Comentário de: Vladimir

Acho que o escrevi pode ter ficado confuso, então recomendo um artigo: http://islamicaforum.blogspot.com/2007/06/relaes-ir-e-mundo-rabe_17.html

Abraço!

PS: Parece que adiaram a visita do presidente, mas eu ainda sou favorável.

#Permalink 04/05/2009 @ 17:05:13


Comentário de: Rafael Costa

Muito legal poder ler a opinião de um iraniano e, desconfio, há mais defensores do AHMADINEJAD no Brasil do que no Irã.

#Permalink 04/05/2009 @ 18:05:44


Comentário de: Bob Jegg

http://www.idelberavelar.com/archives/2009/05/a_histeria_da_direita_com_a_visita_de_ahmadinejad.php

Gravatinha, gostei da ponderação do Idelber. Traduz aquele monte de textos que ele colocou lá que tô com preguiça.

(Gravz: Você gostou mesmo sem traduzir? Bom, deve ser por isso que gostou. É como gostar do Irã: sem morar lá, é ótimo!)

#Permalink 04/05/2009 @ 21:05:10


Comentário de: titanic http://folha online

O convite continua de pé, o dirigente iraniano alegou que não pode deixar o país devido as campanhas eleitorais no Irã.
Ele não cancelou apenas a visita ao Brasil, cancelou para toda a América Latina, também visitaria outros países.
Apesar do cancelamento da viagem do dirigente, as reuniões entre os empresários brasileiros e iranianos, vão acontecer normalmente como programado.
Não há nenhum motivo para que o Brasil não receba um dirigente de um país com o qual tem boas relações diplomáticas e comerciais, da mesma maneira que receberia um dirigente israelense.
O Brasil, tradicionalmente tem uma posição pragmática em política externa e não dá palpite nas políticas internas dos países.
Normalmente coloca suas posições quando vota na ONU.
Brasília - O Ministério das Relações Exteriores confirmou há pouco o cancelamento da visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil.
Na mensagem comunicando o cancelamento da visita enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo embaixador do Irã , Mohsen Shaterzadeh, o presidente iraniano agradece o convite do governo brasileiro e diz que está muito interessado em poder concretizar a visita e desenvolver as relações bilaterias em todos os campos.
Mahmoud Ahmadinejad pediu o adiamento da visita para uma data depois das eleições presidenciais marcadas para daqui a um mês.
Segundo informações da agência oficial de notícias do Irã, também foram canceladas as visitas à Venezuela e ao Equador.

#Permalink 11/05/2009 @ 19:05:59


Comentário de: Mlima

Discurso do Presidente Ahmadinejad, do Iran, na
"Durban Review Conference" (20-24/4/2009), Genebra, Suíça*
20/4/2009, PressTV, Teeran - http://www.presstv.ir/detail.aspx?id=92046



Ilustre presidente da Conferência, ilustre secretário-geral da ONU, ilustre Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos. Senhoras e senhores.

Estamos reunidos para dar prosseguimento à Conferência de Durban contra o racismo e a discriminaçao racial, para definir mecanismos que permitam pôr em ação nossas campanhas humanitárias e religiosas.

Ao longo dos últimos séculos, a humanidade tem passado por grandes sofrimentos e dores terríveis. Na Idade Média, condenavam-se à morte pensadores e cientistas. Depois se seguiu um período em que se praticaram a escravidão e o comércio de seres humanos. Inocentes eram capturados aos milhões, separados de suas famílias e entes queridos, para serem levados à Europa e à América, sob as piores condições. Período de trevas, em que a humanidade também conheceu a ocupação, a pilhagem e os massacres de inocentes.

Muitos anos passaram-se antes de que as nações erguessem-se e lutassem pela liberdade, pela qual sempre pagaram preço muito alto. Perderam-se milhões de vida na luta para expulsar os ocupantes e estabelecer governos nacionais independentes. Mas não demorou para que saqueadores do poder político impusessem duas guerras à Europa, que também varreram como praga parte da Ásia e África. Essas guerras terríveis custaram a vida de 100 milhões de pessoas e provocaram devastação massiva em todo o mundo. Se a humanidade tivesse aprendido o que havia a aprender daquelas ocupações, dos horrores e crimes daquelas guerras, já haveria um raio de esperança para o futuro.

Os poderes então vitoriosos autodesignaram-se conquistadores do mundo, ignorando ou subvalorizando direitos de outras nações e impondo leis de opressão e de arranjos internacionais.

Senhoras e senhores, consideremos por um momento o Conselho de Segurança da ONU, que é uma das heranças deixadas pelas duas guerras mundiais.

Que lógica há em o Conselho de Segurança assegurar apenas a alguns o direito de veto? Como essa lógica se harmonizaria com valores humanitários ou espirituais? Não seria lógica sempre discrepante dos princípios de justiça, de igualdade de todos ante a lei, do amor e da dignidade humana? O direito de veto não lhes parece sempre discriminatório e injusto, não implica sempre violação de direitos humanos e humilhação da maioria das nações e países?

O Conselho é o mais alto corpo político de decisores do planeta, para salvaguardar a paz e a segurança mundiais. Mas como se pode esperar que realize a justiça e a paz, se a discriminação está ali convertida em lei e a própria a lei é constituída mediante coerção e arbítrio, não pela justiça e respeito aos direitos de todos?

A coerção e a arrogância estão na origem da opressão e das guerras. Embora hoje muitos racistas condenem em seus discursos e slogans a discriminação racial, alguns países muito poderosos tem sido autorizados a decidir sobre suas políticas, baseados apenas em seus interesses e no próprio juízo. Assim têm podido facilmente violar todas as leis e todos os valores humanitários.

Logo depois da II Guerra Mundial, alguns daqueles países recorreram à agressão militar para arrancar de suas casas toda a população de uma nação inteira, sob o pretexto de que os judeus sofriam horrivelmente; aquelas nações enviaram migrantes refugiados para toda a Europa, para os EUA e para outras partes do mundo, e estabeleceram um governo totalmente racista na Palestina ocupada[2]. De fato, em compensação pelas terríveis consequências do racismo na Europa, ajudaram a implantar no poder, na Palestina, o mais cruel e repressivo regime racista.

O Conselho de Segurança ajudou a estabilizar o regime ocupante e apoiou-o durante os últimos 60 anos, dando-lhe pleno direito de cometer todos os tipos de atrocidades. É lamentável sob todos os aspectos, que alguns governos ocidentais e o governo dos EUA tenham-se comprometido na defesa desses racistas genocidas, enquanto a consciência dos homens e mulheres livres em todo o mundo condenavam a agressão, as brutalidades e o bombardeio contra civis em Gaza, Palestina. Os apoiadores de Israel têm defendido esses crimes e têm silenciado contra esses crimes.

Amigos, ilustres delegados, senhoras e senhores. Onde estão as causas radicais dos ataques dos EUA contra o Iraque ou da invasão do Afeganistão?

Não é outro o motivo que levou à invasão do Iraque, se não a arrogância do então governo dos EUA e a pressão crescente dos mais ricos e poderosos que visam sempre a expandir sua esfera de influência. Aí estão os interesses da poderosa indústria de armamento, destruindo uma cultura de mil anos, nobre em todos os sentidos, de longuíssima história. Tentam eliminar a potência e a ameaça direta que os países muçulmanos impõem hoje ao regime sionista, ao mesmo tempo em que defendem o regime sionista e querem assenhorear-se das fontes de energia do povo iraqueano?

Por quê, afinal, quase um milhão de seres humanos foram mortos ou feridos e mais outros milhões foram convertidos em exilados e refugiados? Por que, agora, o povo iraqueano sofre perdas que já alcançam as centenas de bilhões de dólares? E por que o povo dos EUA teve de ver consumirem-se bilhões de seus dólares, como custo dessas ações militares? A ação militar contra o Iraque não terá sido planejada pelos sionistas e seus aliados no governo dos EUA, cúmplices todos dos países fabricantes de armas e dos senhores da riqueza do mundo? A invasão do Afeganistão terá, por acaso, restaurado a paz, a segurança e o bem-estar econômico naquele país?

Os EUA e seus aliados fracassaram na missão de conter a produção de drogas no Afeganistão. O cultivo de narcóticos multiplicou-se, depois da invasão. A pergunta necessária é "quem responderá pelo que fizeram o então governo nos EUA e seus aliados, naquela parte do mundo?"

Representavam ali os países do mundo? Receberam de alguém algum mandato? Foram autorizados pelos povos do mundo a interferir em todos os lugares do globo – e sempre mais frequentemente na nossa Região? Não são a invasão e a ocupação exemplos claros de autocentrismo, racismo, discriminação e violência contra a dignidade e a independência de tantas nações?

Senhoras e senhores, quem é responsável pela crise econômica pela qual passa o mundo? Onde começou a crise? Na África? Na Ásia? Ou começou nos EUA, contaminando em seguida toda a Europa e os aliados dos EUA?

Por longo tempo, usaram seu poder político para impor regulações econômicas desiguais na economia internacional. Impuseram um sistema financeiro e monetário sem adequado mecanismo de supervisão internacional sobre nações e governos que nada podiam, no sentido de conter tendências ou políticas. Sequer permitiram que outros povos supervisionassem ou monitorassem suas próprias políticas financeiras. Introduziram leis e regulações que agrediam todos os valores morais, exclusivamente para proteger interesses dos senhores da riqueza e do poder.

Mais ainda, apresentaram uma definição de economia de mercado e competição que nega muitas das oportunidades econômicas que poderiam ser acessíveis para outros países do mundo. Também transferiram seus problemas a outros, enquanto ondas de crises repercutiam sobre a própria economia, gerando milhares de bilhões de déficit no orçamento. E hoje, estão injetando centenas de bilhões de dólares tirados de seu próprio povo e de outras nações, para ajudar bancos, companhias e instituições financeiras falidas, o que torna a situação cada vez mais complicada para sua própria economia e para seu próprio povo. Estão pensando simplesmente em manter o poder e a riqueza. Não dão nenhuma atenção aos povos do mundo, sequer ao próprio povo.

Senhor presidente, senhoras e senhores.

O racismo nasce da falta de conhecimento sobre as raízes da existência do homem como criaturas escolhidas por Deus. Também é produto de desvio do verdadeiro caminho da vida humana e das obrigações da humanidade na criação do mundo, que leva a falhar nos deveres de conscientemente servir a Deus; nasce tambem de não saber pensar sobre a filosofia da vida ou o caminho da perfeição que são os principais ingredientes dos valores divinos e humanitários. Assim, essas ignorâncias restringiram o horizonte do olhar humano, tornando-o superficial, e tomando, como instrumento de sua ação, só os interesses mais limitados. É por isso que o poder do mal ganhou forma e expandiu seu domínio, ao mesmo tempo em que privou outros de todas as oportunidades justas e igualitárias de desenvolvimento.

O resultado foi o surgimento de um racismo sem limites que é hoje a mais grave ameaça que pesa sobre a paz internacional e tem comprometido todos os esforços para construir a coexistência pacífica em todo o mundo. Sem dúvida, o racismo é o principal símbolo da ignorância; tem raízes históricas e, de fato, é signo de que o desenvolvimento de uma sociedade humana foi frustrado.

É, portanto, crucialmente importante denunciar as manifestações de racismo em todas as ocasiões e em todas as sociedades nas quais prevaleçam a ignorância e pouca sabedoria. A consciência e a compreensão geral da filosofia da existência humana é o principal objetivo e princípio da luta contra manifestações de racismo. E revela a verdade: os seres humanos são o centro da criação do universo. A chave para resolver o problema do racismo é o retorno aos valores espirituais e morais e, afinal, implica voltar a servir a Deus Todo-Poderoso.

A comunidade internacional têm de iniciar movimentos que visem a ampliar a consciência coletiva, sobretudo nas sociedades em que o racismo e a ignorância prevaleçam; só assim pôr-se-á fim ao avanço dos danos causados pelo racismo, que é perverso.

Caros amigos. Hoje, a comunidade humana enfrenta um tipo de racismo que macula a imagem de toda a humanidade, no início do terceiro milênio.

O sionismo mundial personifica o racismo que é falsamente atribuído a religiões mas, de fato, abusa dos sentimentos religiosos para esconder sua horrenda face de ódio. Contudo, é importante que não percamos de vista os objetivos políticos de alguns dos poderes mundiais, dos que controlam os imensos recursos econômicos e os lucros, no mundo. Mobilizam todos os recursos, inclusive a influência econômica e política – e a mídia em todo o mundo –, para tentar ganhar apoio para o regime sionista e para ocultar a indignidade e a desgraça daquele regime.

Não se trata aqui de simples questão de ignorância. Ninguém pode pôr termo a esses horrores mediante campanhas consulares e diplomáticas. É preciso trabalhar com muito empenho para deter os abusos praticados pelos sionistas e seus apoiadores políticos e internacionais, e para fazer respeitar o desejo e as aspirações dos povos. Os governos antissionistas devem ser encorajados e apoiados com vistas a erradicar esse racismo bárbaro e para que se reformem os mecanismos internacionais hoje existentes.

Não há qualquer dúvida de que todos os senhores aqui presentes têm perfeito conhecimento da conspiração movida por alguns governos e pelos círculos sionistas contra as metas e os objetivos dessa conferência.

Infelizmente, houve declarações e declarações de apoio aos sionistas e seus crimes. É dever e responsabilidade dos respeitáveis representantes de todas as nações desmascarar essa campanha que corre na direção oposta a todos os valores e princípios humanitários.

Deve-se reconhecer e declarar que boicotar uma reunião como essa, e tentar degradar a excepcional capacidade política internacional que aqui se acumula, é perfeita manifestação de apoio aos racistas e é escandaloso exemplo de racismo. Para defender direitos humanos, é fundamentalmente importante, em primeiro lugar, defender os direitos de todas as nações do mundo, de participar em condições de igualdade no processos de tomar toda e qualquer decisão, sem qualquer tipo de pressão que venha de apenas alguns poderes mundiais.

Em segundo lugar, é necessário reestruturar as organizações internacionais existentes e suas respectivas constituições e acordos. Essa conferência, portanto, é como um campo de testes. A opinião pública, hoje e no futuro, julgará nossas ações e nossas decisões.

Senhor presidente, senhoras e senhores. O mundo está passando por mudanças profundas e muito rápidas. Relações de poder consideradas estáveis já se mostram frágeis, muito fracas. Ouve-se o "crack" dos pilares dos sistemas mundiais. As principais estruturas políticas e econômicas estão em ponto de colapso. No horizonte, já aparecem crises políticas e de segurança. O agravamento da crise da economia mundial, para a qual não se vê futuro melhor, demonstra que estamos sob a força de uma maré de mudanças globais. Tenho repetido e enfatizado que é necessário que o mundo abandone a rota errada em que caminhou por tanto tempo, e na qual ainda insiste.

Também tenho alertado repetidas vezes contra as terríveis consequências de qualquer desatenção a essa responsabilidade crucial.

Aqui, nessa importante conferência, entendo que já possa declarar a todos os líderes do mundo, aos pensadores e a todos os povos de todas as nações do planeta aqui representados, e que anseiam por paz e bem-estar econômico, que aquela ordem injusta que comandou o mundo já chega, hoje, ao fim de sua caminhada. É fatal que aconteça, porque a lógica desse poder imposto sempre foi a lógica da opressão.

A lógica do governo compartilhado e dos negócios planetários deve-se basear nos mais nobres anseios que há em todos os seres humanos e na supremacia de Deus Todo-Poderoso. Portanto, operará tão mais eficientemente quanto mais se façam ouvir todas as vozes de todas as nações. A vitória do bem sobre o mal e a construção de um sistema mundial justo é promessa que Deus e seus mensageiros fizeram à humanidade. Esse sistema mundial justo tem sido objetivo partilhado de todos os seres humanos e de todas as sociedades ao longo da história. Realizar esse futuro depende de conhecer o espírito da criação e a força da fé dos crentes.

Construir uma sociedade global é, afinal, alcançar o alto objetivo de estabelecer um sistema global comum do qual participem todas as nações do mundo, ouvidos todos em todos os processos de decisão, com vistas a esse mesmo objetivo.

Capacidades científicas e técnicas e tecnologias de comunicações criaram novas vias de entendimento para a sociedade mundial, entendimento partilhado e disseminado; essa é a base essencial para um sistema comum. Cabe, doravante, aos intelectuais, pensadores e construtores de políticas, em todo o mundo, assumir a responsabilidade de cumprir esse seu papel histórico, com firme crença de que esse é o caminho a seguir.

Quero também destacar o fato de que o liberalismo e o capitalismo ocidentais não se mostraram suficientemente potentes para perceber a verdade do mundo e dos homens como são. Sempre tentaram impor objetivos e rumos que eram só deles, a todos. Sem qualquer atenção a valores humanos e divinos de justiça, liberdade, amor e fraternidade; sempre viveram em intensa competição, pensando mais, sempre, em interesses materiais, individuais e corporativos.

É tempo de aprender com a experiência e iniciar esforços coletivos para enfrentar os desafios que aí estão. Nessa mesma linha de argumento, quero chamar-lhes a atenção ainda para duas questões importantes.

Primeiro, que é absolutamente possível melhorar a situação em que o mundo vive hoje. Mas deve-se observar que, para tanto, é indispensável que todos os povos e países cooperem, com vistas a construir mundo melhor para todos, fazendo render o máximo possível, para todos, todas as capacidades e os recursos com que o mundo conta hoje.

Participo hoje, presente nessa conferência, porque tenho a firme convicção de que as questões que aqui se discutem são importantes. E porque é dever de todos, e é responsabilidade comum de todos, defender os direitos de todas as nações contra o racismo sinistro, aqui, e solidários aos melhores pensadores do mundo.

Em segundo lugar, considerada a ineficácia do sistema político, econômico e de segurança hoje vigentes, é indispensável voltar a considerar os valores humanos e divinos, a verdadeira definição do homem e da humanidade, baseada na justiça e no respeito aos valores de todos os povos, em todo o mundo. Para isso, é necessário denunciar os erros e vícios dos sistemas que até hoje governaram o mundo; e é necessário que tomemos medidas coletivas para reformar as estruturas existentes.

Para tanto, é crucialmente importante reformar imediatamente a estrutura do Conselho de Segurança, com imediata eliminação do discriminatório direito de veto; e é preciso mudar os sistemas financeiro e monetário mundiais. Claro que, quanto menos se compreenda a urgente necessidade de mudar, mais nos custarão os adiamentos e atrasos.

Caros amigos. Andar na direção da justiça e da dignidade humana é como seguir o fluxo rápido das águas de um rio. Tenhamos sempre em mente a potência do amor e do afeto. O futuro prometido para todos os seres humanos é patrimônio valiosíssimo. Temos de nos manter unidos para construir outro mundo possível.

Para que o mundo seja melhor lugar, cheio de amor e bênçãos, mundo onde não haja nem ódio nem pobreza, mundo abençoado por Deus Todo-Poderoso, que levará à realização de todas as perfeições dos seres humanos, temos de nos dar as mãos em amizade e solidariedade, e trabalhar para realizar esse mundo melhor.

Agradeço ao presidente da Conferência, ao secretário-geral e a todos os ilustres participantes, a paciência com que me ouviram. Muito obrigado.



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NOTAS DE TRADUÇÃO

* 21-24/4/2009. É "conferência de revisão", prosseguimento da "World Conference against Racism, Racial Discrimination, Xenophobia and Related Intolerance" que foi iniciada em Durban, África do Sul, em 2001, chamadas respectivamente "Durban I" e, agora, "Durban II". A conferência de revisão foi organizada para estimular a ativação do que ficou definido como objetivos, na "Durban Declaration and Programme of Action"; visa a estimular o prosseguimento de ações, iniciativas e soluções práticas. Sobre a Conferência de Revisão, ver http://www.un.org/durbanreview2009/. Em http://www.un.org/durbanreview2009/pdf/Draft_outcome_document_Rev.2.pdf pode-se ler a versão de documento a ser discutido nessa conferência de revisão.

Interessante observar que, entre 2001 e 2009, o mundo mudou muito dramaticamente. Em 2001, ainda não havia no mundo a clara consciência de que Israel opera como Estado racista, no coração do Oriente Médio. Hoje, o assunto já está em discussão, de fato, em todo o planeta – sobretudo depois do massacre de Gaza pelos israelenses e da ascenção ao governo de Israel, em eleições recentes, de partidos e políticos que manifestam clara ideologia racista. Nesse contexto é que se deve entender o 'boicote' à conferência de revisão. Os EUA de Obama e vários aliados europeus dos EUA 'boicotaram' a reunião. O presidente do Iran atacou diretamente o racismo sionista. Todas essas circunstâncias fazem desse discurso documento histórico importante.

[2] Hoje, a FSP publica versão diferente desse trecho: "Após a Segunda Guerra, eles recorreram à agressão militar para deixar uma nação inteira sem lar, sob o pretexto dos sofrimentos judeus e da ambígua e dúbia questão do Holocausto". Essa versão está publicada em FSP, 21/4/2009, "Ahmadinejad tumultua conferência da ONU", matéria assinada por Marcelo Ninio, de Genebra, em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2104200901.htm [só para assinantes]). Também na nota publicada hoje em O Globo (em http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/04/21/governo-brasileiro-externara-reprovacao-ao-discurso-de-ahmadinejad-contra-israel-755364490.asp), e que, segundo o jornal, teria sido divulgada pelo Itamaraty, há referência a comentário sobre o Holocausto, que haveria nesse discurso. Na versão publicada pela PressTV (BBC no Iran), em inglês, aqui traduzida, não há qualquer referência ao Holocausto.

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#Permalink 14/06/2009 @ 18:06:04


Comentário de: GUSTAVO LEONARDI

O pior é o Lula permitir que esse MONTRO entre no Brasil.

Fora Ahmadinejad !!!!!!!!!!

#Permalink 16/10/2009 @ 16:10:24


Comentário de: GUSTAVO LEONARDI

O pior é o Lula permitir que esse MONSTRO entre no Brasil.

Fora Ahmadinejad !!!!!!!!!!

#Permalink 16/10/2009 @ 16:10:01


Comentário de: lian

O presidente do Irã não é um despóta,ele ´um radical contra a política assasina de Israel.A propósito quero dizer ao dono do blog que o Irã com os acôrdos comerciais com o Brasil,propiciára uma entrad maior do nosso país na Ásia.Ou ele pensa que EUA não está declinando faz tempo.Sobre Israel,cada um tem o direito de opinar sobre o Holocausto.Particularmente acho que aconteceu,não de 6 milhões mas houve.

#Permalink 19/11/2009 @ 15:11:01


Comentário de: jack

Tenho vergonha de termos um governo que chegar a esse nível.
Ahmadinejad é um fascista, , racista e terrorista! O Brasil esta preste a a ficar entre as maiores nação do mundo, não pode aceitar a intolerância e a falta de FALSOS VALORES.

#Permalink 22/11/2009 @ 11:11:33


Comentário de: João Paulo

Me decepciona o unilateralismo de certos comentários. Gostaria sinceramente de saber se, caso Ariel Sharon viesse ao Brasil, os anti-racistas que se manifestam contra Ahmadinejah também se manifestariam contra Sharon? Caros Ilustrados, sem demagogia. A sabedoria de Israel é bem maior do que esses montes de críticas mal organizadas à vinda de um chefe de Estado. Mais ponderações e menos ideologia é um atitude urgente!!

#Permalink 22/11/2009 @ 23:11:14




Gravataí: eu apoio e exijo respeito a Ahmadinejad enquanto chefe de estado. Ainda chamei à reflexão em meu blog com uma postagem sobre isso.

#Permalink 23/11/2009 @ 07:11:37



Gravatai,
concordo com o absurdo de tudo isso, mas depois de tê-lo convidado não acho que o presidente Lula tenha ainda alguma chance de opor-se ao regime imposto por Ahmadinejad. A esta altura, o iraniano vai ter seus ouvidos bem protegidos pra sair daqui sem um pingo de indignação diante dos protestos. No momento, importa, na verdade, que o Brasil firme-se numa posição pacífica, mas faça jus a justiça em que acredita. E que Deus nos ajude nessas relações com o oriente!

#Permalink 23/11/2009 @ 10:11:46


Comentário de: Marcos Pina http://www.jexpoente.com.br


Nossa,

acho tão hipócrita a ideia desta visita do "homem" ao Brasil. Vem aqui fazer sua política absurda. Onde quer chegar? Esse cara é fissurado!!!!!
Onde está a veracidade de sua eleição? Me preocupo com o futuro da humanidade com gente como essa no poder!!! Aqui tem muita gente que não presta, mas, se eu quiser ser gay O PROBLEMA É MEU!!!!!! Idiota o cara que pensa que pode vencer os princípios da humanidade ARMAS NUCLEARES é para os fracos.... n ós temos a VIDA!!! MUITO MAIS IMPORTANTE QUE ISSO!!!! o seu povo Ahmadinejad, não seria mais importante??? pode me responder,,,, eu sei que um dos seus escravos irá LER ISSO;....... RESPONDA..... EU SOU LIVRE PARA PODER TE RESPONDER...!!!



#Permalink 23/11/2009 @ 23:11:30


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