ASSIM CAMINHA A... NÃO, NÃO É A HUMANIDADE
15/04/2009
ASSIM CAMINHA A... NÃO, NÃO É A HUMANIDADE
Sou favorável às manifestações populares e, claro, acho que o povo tem mais é que se manifestar, mesmo. Algumas dessas iniciativas, por exemplo, são tão criativas e engraçadas que chamam muito mais atenção porque inusitadas do que por sua finalidade (como as do moço do megafone, p.ex.).
Mas às vezes o povo exagera (e, por 'povo', leia-se: sindicatos e afins -, os "afins" de sempre...). A rapaziada passa um tico do limite. A ver.
Fizeram, por exemplo, uma passeata contra a crise, o que equivale, pela lógica, a um grande passeio contra furacões e terremotos. Ou, para manter o fenômeno marítimo de Lula: um "jogging coletivo anti-marolinha".
E isso não é coisa só dazisquerdas. Asdireita ou azoposição também dão dessas, como no caso do acidente da TAM. Aproveitaram um amontoado de cadáveres e foram fazer baguncinha contra o governo. Não deu nem tempo de chegar em Congonhas e já haviam descoberto que de mil culpados, o Governo não estava nem perto da lista. Vexame.
Agora, mais uma: passeata contra, entre outras coisas, O VESTIBULAR. Tá, tá, ok. Mas o que poriam no lugar? Pergunto isso porque já fiz a mesma pergunta para uma respresentante do MSU (Movimento dos Sem Universidade). E até hoje ninguém me respondeu.
Como colocar alunos nas faculdades? Qual método usar?
Dois ou um? Palitinho? Adedanha? Campeonato de tênis de mesa? Duelo de iPods? Alguém aqui consegue imaginar algum tipo de sistema meritocrático (epa!) mais razoável do que o vestibular?
Eu, honestamente, não.
Sim, sei, às vezes a pessoa não está num bom dia. Paciência. Por isso que há a chance de fazer a mesma prova infinitas vezes. No caso da análise curricular, por exemplo, os alunos estariam expostos à desigualdade dos colégios: e sabe quem ganharia a vaga? Os ricos, pois pagariam para tirar boas notas nos colégios de araque.
Cotas para negros? Cotas para pobres? Cotas para portadores de vitiligo? Sabemos que isso cria um ambiente de segregação insuportável. Vejam o caso da moça que, comprovadamente mestiça (mulata) e aceita no sistema de cotas, foi posteriormente EXPULSA porque "nunca sofreu discriminação preconceituosa" (???).
A Lei não fala nada sobre isso, mas uma comissão fascista a expulsou mesmo assim, pois na opinião deles - que, vale repetir, não obedece à Lei -, seria preciso não apenas ser afrodescentende, mas também ter "sofrido".
Enquanto isso, "caminha a humanidade". Mas no sentido mais deplorável do termo. No sentido da passeata sem sentido. No sentido sem rumo. No sentido semovente. Como gado. No sentido desumano.
transubstanciado por gravata às 15.04.09 - 17:49:25 | 15 comentários
Comentários, Pingbacks:
Bravo!
A questão é a reforma(colossal) no ensino básico e médio, depois a gente proseia sobre o vestiba.
O cara tem que tá pronto para se articular intelectualmente no segundo grau.
Que que adianta acabar com o vestibular agora?
Sorteia entre os de média x de currículo?
Acho melhor gastar o tempo pensando como ter salas de quinze alunos, com educação estumlante e ampla, apoio no caso de problemas sociais do estudante em seguir às aulas fazê-lo um leitor, etc. do que passar na faculdade.
Pq se essas questões forem resolvidas a abertura de vagas será decorrente do desinvolvimento da sociedade e aí sim dá p/ pensar em modificar o vestibular.
Ainda assim, temos que deixar de ser naîve... O "guverno" pouco se importa com as "pulíticas" educacionais... Essas são largadas na mão de gente extremamente incompetente e nomeada.
O "guverno" só quer saber (e sempre quis) saber do populismo! Infelizmente vivemos num país em que analfabetos e semi-analfabetos e analfabetos funcionais somam 95% da população! (estou sendo otimista)
As pessoas que são realmente capazes de exercer seu livre-pensamento devem ser uns 0,01%. Se tanto!
Democracia sucks. Alguém por favor invente algo melhor?
Ou vai me dizer que você não é contra a um exame em que se cobra decoreba e não apredizagem. Em que se valoriza o aluno alienado que não questiona e engole sem mastigar ao invés do que questiona e procura a razão de ser de todo aquele conteúdo?
O vestibular, da forma como é concebida atualmente, é mais um dos vários processos de formação de nossa população acrítica e irracional.
Quando é que vão olhar para o professor de escola municipal (sim, lá na realidade local) dando aula e se esgoelando numa sala com 45 alunos-adolescentes? seria um bom começo né? é irritante, quanto mais óbvias as vias de solução mais distantes elas vão ficando, que burrice.
Concordo também com o Jean que a bronca maior é no ensino básico. Estamos cansados de ver casos de roubo, depredamento, crimes mil dentro das universidades, muitos cometidos pelos próprios estudantes, mostrando que a 'educação' definitivamente não é classificada por uma prova. Mas, novamente, fazer o que?
Já que a culpa da crise é minha tb, já que sou branca de olhos azuis!
Não sei quem citou a política ou os politícos, mas a verdade em relação a isso é uma só: a culpa não é da esquerda ou da direita, e, sim, de todos. Aqui em São Paulo, por exemplo, temos um dos piores índices de aprendizado. Nosso ensino médio, obrigação estadual, é fraquissímo. E quem manda em SP a mais de 10 anos? O PSDB.
Abrçs
O Lula, que é um de seus frutos e, ao mesmo tempo, sabe explorar muito bem a bovinice nacional, é realmente o presidente perfeito para esta época.
Por outro lado gostei da proposta do Ministro da Educação (pois é, vez por outra acertam) em acabar com o vestibular. Não que eu ache que o ENEM é melhor como prova (continuará o decoreba, tenham certeza disso) mas uma prova unificada para todo o Brasil mostrará mais claramente as deficiências entre os Estados na Educação pública.
Agora faço uma aposta com qualquer um aqui: segundo o Ministro um aluno que fizer o ENEM poderá optar por entrar em uma universidade pública em qualquer lugar do país de acordo com sua pontuação.
Alguns podem dizer que isso já era possível bastanto o aluno fazer o vestibular onde quisesse. Mas a facilidade que esse método novo proporciona é novidade.
Não preciso nem explicar que os alunos do Sul-Sudeste possuem mais chance de ocupar os melhores lugares. Preciso? Não preciso né!? Ok? Ok!
Agora a aposta: não irá demorar muito para que alguém proponha cotas regionais, ou seja, determinado número de vagas nas universidades públicas deverão ser ocupadas por residentes além das cotas já existentes.
Pule de dez, como se diz no turfe...
Vc critica quem quer acabar com o vestibular sem ter clara idéia do que colocar no lugar. Esquece-se da proposta óbvia: expandir o acesso de modo que todos tenham meios de cursar o ensino superior. O fhc, malemá, fez isso com o ensino fundamental (ainda que jogando as crianças em lixões - marta não foi muito diferente, exceto pelos ceus).
Daí vc critica a cotas raciais, dizendo que isso criará discriminação. Criará? Eu te pergunto: oq fazer para ACABAR com a discriminação? Por favor, "educação, melhores condições de vida, emprego" são palavras vazias de eleição. Vamos pensar coisas concretas: as cotas raciais são imperfeitas, mas são ao menos concretas.
Ou o capim não está produzindo energia suficiente para teu cérebro (sic)?
E se uma prova para avaliar o conteúdo de quem vai entrar não é o problema em si, bem, uma prova como geralmente é feita no Brasil, aonde os alunos de todos os cursos enfrentam provas parecidas, aonde há excesso de conteudismo(O fato de grande parte dos alunos não lerem a absurda lista de livros, por exemplo, seguindo resumos), e pior, com uma prova que *molda* o Ensino Médio do país você tem um problema e tanto.
Em São Paulo, considerando que a prova aprova os alunos de três universidades que representam quase 10% do ICMS isso é uma preocupação importante sim.
(Gravz: Entendo sua oposição ao sistema paulista, Andre, e a respeito. Não vou criar caso com isso agora. Mas e se o aluno de SP quiser prestar vestibular na Paraíba? E se um aluno goiano quiser prestar vestibular em SP? Suponho que tenha pensado nisso, não?)
Teu comentário parece bom, mas é péssimo. Resume o pensamento atrasado da atual elite esquerdista no Brasil.
Essa turma que pretende ensinar a ser "crítico", antes de ensinar aquelas coisas básicas como matemática, português, história (não a dos marxistas), geografia etc.
Não se preocupe, essa gente já está acabando com a decoreba no vestibular, é só ver algumas questões estúpidas que eles colocam para verificar o lado crítico do aluno.
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