DITABRANDA II - A TORTURA NO BRASIL É "MENOS HEDIONDA" QUE EM CUBA?

12/03/2009

DITABRANDA II - A TORTURA NO BRASIL É "MENOS HEDIONDA" QUE EM CUBA?

Defensores de Cuba que protestam contra o termo "Ditabranda" são como espancadores profissionais fazendo protesto contra a violência; são como organizadores de rinhas de galo fazendo protesto contra uso de animais em atividades esportivas

Há um argumento recorrente: falar da "ditabranda", usando Cuba como contraponto, é golpe baixo. Ok. Então vou usar aqui um golpe baixo e falarei da ilha-presídio onde reina a família Castro. Tratem de proteger as canelas.

Notei a fúria com que manifestantes foram à porta da Folha de São Paulo reclamar do uso da expressão "ditabranda".

Minha opinião quanto ao editorial já eu já dei, mas repito sem problema algum: a Folha errou feio. Não existe tortura branda. Não existe supressão "branda" de direitos. Não existe nada de "brando" num regime totalitário. Tal nomenclatura não varia de acordo com o saldo de mortos. Um protesto, qualquer que seja, é legítimo.

Desde que - e, sim, É LÍCITO haver um "desde que" - não seja patrocinado por quem aplauda justamente uma ditadura. É como um grupo de espancadores profissionais fazendo protesto contra a violência. É como organizadores de rinhas de galo fazendo protesto contra uso de animais em atividades esportivas.

Pra dizer o mínimio, é inaceitável.

Menos, claro, para os que ali estavam e defendem Cuba. Talvez porque, para eles, o direito à vida e à liberdade seja relativo e varie de acordo com a posição geográfica de um país ou a nacionalidade de uma pessoa.

A tortura, no Brasil, seria "mais hedionda" do que em Cuba? O assassinato de dissidentes, por uma ditadura brasileira, seria "mais imperdoável" do que em Cuba?

Centenas de mortos num regime ditatorial brasileiro, mesmo aqui sendo um país continental, formam um quadro mais grave do que centenas de milhares de mortos numa pequena ilha como Cuba, por meio da ação de um regime igualmente ditarorial? As perguntas não têm fim.

Querem outro exemplo? A pena de morte.

Pergunte a um pró-Cuba o que ele acha da pena capital no Brasil. Certamente, afirmará ser contra, inclusive para crimes contra a vida. Mas, curiosamente, apóia o fato de que Fidel tenha matado milhares que cometeram o pecadilho de tentar fugir da ilha ou se pronunciaram contra o regime. Em suma: um criminoso brasileiro permanece vivo mesmo depois de matar cinqüenta pessoas; um cubano merece morrer porque tentou sair do país ou cometeu "crime de opinião".

Essa é a lógica que permeia a cabeça do "pró-Cuba", e muitos deles vão à porta da Folha gritar "Abaixo a Ditabranda". E é exatamente por isso que não os respeito e tenho a plena convicção de que a eles não assiste direito algum em fazer parte desse protesto.

Pior do que uma palavra equivocada, como a "ditabranda", é considerar uma legítima Ditadura - no caso, DITARRIGIDÍSSIMA - como se fosse um regime justo. Isso sim é uma estupidez hedionda. E, contra esses imbecis, não é permitido fazer protesto algum, esse tipo de opinião é teratologicamente considerada válida.

É isso. Simples assim.

* * *

NÃO ME ENCHAM O SACO: FABIO KONDER COMPARATO E A UNIÃO SOVIÉTICA
Alguém garimpou, escavou, foi atrás, contratou um detetive e, enfim, ENCONTROU uma frase de Fabio Konder Comparato dizendo que Cuba, vá lá, não é assim uma coisa tão feia. Ok. Pois encontrei uma TESE (caso tirem do ar, avisem; salvei o PDF) do mesmo professor na qual, em certo trecho, ele LAMENTA o fim da União Soviética. O motivo? Leiam com seus próprios olhinhos:

"O acesso dos Estados Unidos à condição de potência hegemônica mundial, após o esfacelamento da União Soviética, tornou muito difícil a reorganização das relações internacionais num sentido comunitário." (grifo nosso)

Que tal? Sem aquela maravilha da URSS, vejam só!, não há relações internacionais "num sentido comunitário". Que beleza! Então, esqueçam a parte do "ele simpatiza com Cuba". Stálin, ok? Troquem Fidel por Stálin...

E, façavor, não me encham o saco mais com isso. A menos que achem uma frase solta de 2007, vá lá, dizendo "a URSS era feia". Arre!

transubstanciado por gravata às 12.03.09 - 01:18:57 | 40 comentários

Comentários, Pingbacks:

Comentário de: Roberto Takata http://neveraskedquestions.blogspot.com

Só que, ao que parece, Konder Comparato havia, sim, criticado Cuba - na própria Folha.

"[A]o apontar em sua entrevista a experiência política cubana como exemplo a ser seguido pelos países subdesenvolvidos, especialmente o Brasil, o ilustre professor [François Chesnais] prestou um desserviço àquela nobre causa. A mundialização humanista, pela qual lutamos, funda-se no respeito integral à democracia e aos direitos humanos, caminhos que, infelizmente, não tem sido seguido pelo governo cubano."
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0106200411.htm
-----------------

[]s,

Roberto Takata

(Gravz: Estou falando de quem defende Cuba, Roberto. O texto bate nessa e apenas nessa tecla. E quanto a isso, que tal uma olhada nos AUTORES do abaixo-assinado? Dentre os subscritores do tal documento constam: Emir Sader; Oscar Niemeyer; Francisco de Oliveira; Ivana Jinkings... Tá disposto a ir atrás dos textos deles? No mais, o texto se refere aos que foram à porta da Folha - inclusive blogueiros "independentes" e tecem loas freqüentes a Cuba :))

#Permalink 12/03/2009 @ 02:03:04


Comentário de: Júlio

Você devia respeitar um pouquinho mais o pessoal que foi na passeata, uma vez que uma parte das pessoas que ali estava foi direta ou indiretamente vítima da ditadura. Você foi vítima da ditadura? Eu também não, mas deve ser muito ruim, donde cabe o devido respeito a quem protesta contra termos como "ditabranda". Além do mais, o protesto também era um ato em solidariedade aos professores, em repúdio à grotesca resposta da Folha que, você reconhece, errou feio. Em relação a isso, o mico da Folha virou um gorila, com a circulação na internet de uma carta publicada no próprio jornal, de autoria de Comparato na qual ele afirma: "A mundialização humanista, pela qual lutamos, funda-se no respeito integral à democracia e aos direitos humanos, caminho que, infelizmente, não tem sido seguido pelo governo cubano". fonte: http://www.rodrigovianna.com.br/

(Gravz: E você não acha que as pessoas que defendem o regime cubano deveriam respeitar um pouquinho mais as vítimas das atrocidades de lá? Você foi vítima de Fidel Castro? Eu também não, mas deve ser muito ruim, donde cabe o devido respeito a quem protesta blablablabla - pronto, usei sua lógica. E, se lesse com atenção meu texto antes de fazer esse garimpo atrás de uma declaração anti-Cuba do Comparatto, veria que o conteúdo não é contra ele, mas sim contra quem DEFENDE Cuba.)

#Permalink 12/03/2009 @ 03:03:49


Comentário de: Júlio

O conteúdo é contra quem defende Cuba, mas se baseia em uma passeata cujo objeto de protesto não tem nada a ver com Cuba?
Não fui vítima de Fidel Castro, e ai você, apesar de condenar a Folha, tá desviando o foco, afinal o protesto é relativo ao uso da expressão "ditabranda" no contexto brasileiro (Fidel nunca foi ditador do Brasil) e em repúdio à grosseria. Não tem nada a ver com Cuba, que aliás só foi citada na resposta grotesca - que você mesmo condena - a uma pessoa que condena as mortes naquele país.

(Gravz: Cuba não foi citada. Procure a resposta. Cuba NÃO foi citada. Eu cito Cuba, aqui, e pus no início do texto. Faz sentido, sim, citar essa ditadura. Se alguém apóia a morte de um cubano, não faz sentido protestar contra o uso de um termo no Brasil. É isso. Não há ditadura branda. Não há Estado assassino perdoável)

#Permalink 12/03/2009 @ 03:03:16


Comentário de: Roberto Takata http://neveraskedquestions.blogspot.com

Prezado Gravatai Merengue,

O comentário era mais sobre uma resposta sua a alguns comentários de outro post:

"É sabido que o Prof Comparatto apóia o regime cubano e, desse modo, não pode mesmo falar sobre democracia quando se trata de ditadura ou ditabranda"

[]s,

Roberto Takata

(Gravz: Ah, sim! Recentemente, todo mundo resolveu "romper" com Cuba. Pablo Milanés, Saramago e, agora, Comparatto. Mas este texto é sobre quem foi à passeata. Ache os escritos atuais de Emir Sader, se puder. Abs)

#Permalink 12/03/2009 @ 05:03:54


Comentário de: Royal Salute

Excelente texto. Mas não parece verdade que os pró-cuba seriam contra a pena de morte aqui no Brasil. Os ultra-pró-cuba que conheço, e não são poucos, TODOS eles são favoráveis ao tiro na testa dos que cometem crimes graves.

(Gravz: Nada, são contra. E, nesse ponto, são extremamente humanitários, sim. Mas, quando se trata de Cuba, a vida humana tem um valor bem menor)

#Permalink 12/03/2009 @ 07:03:11


Comentário de: Marlos Ápyus http://www.apyus.com

Morre um bom marido, dos mais corretos, pai família, trabalhador, etc. E aí um grande amigo do finado, em seu velório, resolve discursar. Cheio de bom humor, diz que perdeu, se comparado com o Papa, um amigo dos mais safados. Eu entendo o recado que aquele é realmente um homem correto. Mas a viúva, graças ao momento trágico que vive, achará um insulto o que disse o amigo. Olhará apenas para o significado da palavra "safado" e ignorará o seu contexto (a comparação com ninguém menos do que o Papa).

Inventei essa história. Apenas para dizer que só discordo em parte de ti quando diz que a Folha errou. Ela usou um termo inadequado, que atingiu algumas viúvas da ditadura. Isso foi um erro. Mas dentro do contexto o termo é verdadeiro. E magoou justamemte os pró-Cuba porque a máscara coube direitinho. E eles responderam o chamado direitinho. Quando soube que a Folha usou o termo "ditabranda", sabia que estava provocando aqueles direitistas que eram a favor do regime argentino e chileno (praticamente apenas uns raros militares), mas principalmente a esquerda brasileira que tanto paga pau a Cuba, e que compreende desde o skatista fumando maconha com a blusa de Che ao doutor universitário que se notar qualquer traço "direitista" no seu trabalho, esculhamba a sua tese. Enfim... O protesto é pura má-vontade ideológica. Qualquer pessoa de bom senso, com um mínimo de conhecimento histórico, ouve o termo ditabranda e sabe do que se trata. Mas se eu sou vascaíno e ouço o termo "ditamiranda", saio às ruas fazendo protestos contra os flamenguistas. Por que os flamenguistas merecem um protesto? Não. Porque tudo que busco na vida é um motivo para protestar contra os flamenguistas.

(Gravz: É mais ou menos por aí. E usam as vítimas como um "escudo justificativo" para a própria ira)

#Permalink 12/03/2009 @ 07:03:57


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

Você viu isso?
http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/otavinho-mentiu-comparato-criticou-cuba

Acho que é bom tomar cuidado na hora de comprar a convers alheia. A Folha, mais uma vez, mentiu.

(Gravz: A enésima pessoa que põe isso aqui. Jesus. Leu o texto, tiago? O meu, no caso. Falo de quem foi à tal manifestação e DEFENDE Cuba. Não duvido que Comparatto já tenha condenado o regime castrista. Todo defensor de Fidel deve ter um textinho ou parágrafo ou LINHA falando mal do regime. Pode até ser. Mas Emir Sader e alguns outros conseguem a façanha de não ter NEM ISSO)

#Permalink 12/03/2009 @ 09:03:03


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

De resto a comparação de ditaduras da folha ignora violências e um princípio semântico fundamental. Ditadura nenhuma é melhor que a outra, ditadura só piora, não melhora. A ditadura é um horror e não acaba nunca aquele inferno, agora, a ditadura brasileira atrasou o país, criou uma inflação horrível, impossibilitou um debate de alternativas mais ricas e ampliou a concentração de renda e a miséria aqui. As tragédias cubanas são um horror que não acaba mais, dá para postar até o fim da vida sobre isso, agora, aqui a coisa não foi bolinho.

(Gravz: Isso eu falei, tiago. Nisso concordamos. Do que você está falando, meu caro?)

#Permalink 12/03/2009 @ 09:03:20


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

Quando falei que a ditadura é um horror me referia à monarquia dos Castro.

(Gravz: Ah, ta)

#Permalink 12/03/2009 @ 09:03:20


Comentário de: Gustavo - spike

Bem, pelo menos com relação ao Chico de Oliveira, posso afirmar que ele nunca fez nenhuma defesa ensandecida da ditura cubana. Publicou inclusive textos com críticas muito duras a Cuba, China e União Soviética.

No mais, quantos gatos pingados estiveram presentes no tal protesto contra a Folha? Eu não vi nenhuma notícia, foto ou relato sobre o "evento" nem nos blogues "independentes-de-esquerda-mas-com-din-din-público".
Será que esse debate não está extrapolando a importância que realmente tem?

(Gravz: Tinha uma turminha, sim. E repercutiu em vários blogs pró-Cuba. Por isso achei engraçado. É como se, em blogs pró-KKK saíssem protestos anti-racismo)

#Permalink 12/03/2009 @ 10:03:36


Comentário de: ademir

Quem são esses blogueiros "independetes"?
O Eduardo Guimarães, que organizou o protesto, seria um deles? Gostaria de saber quem são. Muitas vezes as acusações nos blogs ficam nessa lingagem sifrada..."blog do esgoto", "ratazana", "blogueiro a soldo de..."

(Gravz: Não é linguagem cifrada. São independentes, ué. Se você não consegue identificá-los, é porque não consegue enxergar a independência :))

#Permalink 12/03/2009 @ 10:03:29


Comentário de: Felipe

Gravata,

A manifestação é legítima sim! Todo mundo com um pingo de caráter deveria ir ao prédio da Folha protestar contra o lixo que o jornal se tornou.
Independente de filiação partidária ou ponto de vista ideológico. Cuba merece a crítica com toda razão, mas ela é forçosamente colocada dentro do contexto para amenizar a estupidez do diário.
Sua lógica me diz o seguinte: Todo o PFL que foi Arena deveria ser proibido de concorrer a uma eleição direta, pois seria muita hipocrisia...
Abs

(Gravz: Não, não é "forçosamente" colocada dentro do contexto. E, se o PFL e o PP que foram Arena fossem proibidos de concorrer, o PT que apóia Cuba (e apoiava China e URSS) também o seria. Assim como o PC do B que apoiou Mao Tsé-Tung. E o PCB que apoiava a URSS. E assim por diante. Sobraria pouca gente. Vítimas da ditadura podem SIM fazer manifestação. Apoiadores de OUTRA ditadura - e ainda vigente! - NÃO PODEM FAZER MANIFESTAÇÃO ALGUMA. São como membros da KKK fazendo protesto contra o racismo. Ninguém coloca nada "forçosamente". O ridículo é que se escancara)

#Permalink 12/03/2009 @ 12:03:37


Comentário de: Leandro

O (...) de serviços já está começando a admitir que o Totógenes tenha se passado.

Olha a pérola: "O massacre do Protógenes absolveu-o de abusos que possa ter cometido".

"Genial", não? Vale tudo pra agradar a manada petista.

(Gravz: Como? Que massacre? E que lógica é essa? Descobre-se que ele abusou. Identifica-se o abuso. Denunciam. Daí, uma vez tudo descoberto e denunciado, seu defensor que até então negava os abusos, diz "é, ele abusou, mas já que falaram, então ele está absolvido"? Ele seria condenado caso ninguém falasse nada? Essa é a "lógica"? Isso merece um texto...)

#Permalink 12/03/2009 @ 12:03:39


Comentário de: Khaled

Quem quer atestar a imparcialidade na defesa dos direitos humanos dos que assinaram o manifesto contra a Folha é só tentar descobrir quantos dos mais de 7 mil assinantes - a grande maioria petistas e afins - manifestaram qualquer posicionamento contrário às seguintes ações do governo brasileiro:

- Frequentes abstenções do Brasil em votações de resoluções na ONU contrárias às violações dos direitos humanos em Cuba, China, Irã e Rússia.

- Apoio do Brasil em 2003 à punição da ONG Reporter Sem Fronteiras por protestar contra o fato da Líbia presidir reuniões sobre direitos humanos na ONU.

- Apoio de Lula ao governo do ditador Bongo no Gabão,no poder desde 1967.

- Apoio constante do governo Lula à ditadura sudanesa , sempre se posicionando na ONU contra a responsabilização dos governantes do país pelos massacres de Darfur. Agora em março de 2009, por exemplo, o Brasil criticou a ordem de prisão emitida pelo Tribunal de Haia contra o presidente do Sudão, Omar al-Bashir. Pelo explicíto apoio àquela ditadura, o governo petista foi criticado pela Anistia Internacional.

(Gravz: Essa do Gabão é de lascar. Mas há um outro fato importante... As lágrimas jorradas pela morte de muçulmanos na Palestina e o silêncio pelos MILHÕES de muçulmanos no Sudão. A vida de um muçulmano palestino vale mais do que a de quem nasce no Sudão)

#Permalink 12/03/2009 @ 12:03:26


Comentário de: Diego Camara http://ocrepusculo.com

Este povinho é nada mais que meia dúzia de gatos pingados comunistas que querem se utilizar da população para fazer manobras políticas.

Maria Victória Benevides teve a coragem de dizer, ao publicar um artigo na "neutra" Carta Capital, que as acusações contra ela e o Doutor Comparato são manobras políticas da Folha para diminuí-los, já prevendo uma possível derrota PSDB-DEM nas eleições presidenciais de 2010. (???)

Tem gente que é tão cega ao ponto de ler isso e não ver nada de errado. Não sabia que os doutores eram militantes petistas ou possíveis candidatos da situação... pensei que eram doutores que "pregavam a neutralidade e o bom senso"

Já foi tudo deixado as claras para aqueles que querem ver... a manobra política não foi contra a "ditabranda" ou a Folha, apenas um pretexto.

Sobre a manifestação, foram 500 gatos pingados em volta de bandeiras do MST, PC do B, Luísa Erundina e outros políticos de "esquerda" que transformaram a "ditabranda" da Folha em palanque, infelizmente.

(Gravz: Levar bandeira de partido e de políticos para um negócio desse chega a ser piada. Aí, de fato, a coisa fica desmerecida quanto ao caráter humanitário. Mas, enfim, nunca houve muito caráter humanitário quando se tem entre os cabeças gente como Emir Sader)

#Permalink 12/03/2009 @ 13:03:36


Comentário de: Flavia M.

Eu sou a favor sempre do "walk the talk", ou seja que se faça o que se fala. Um dos pilares fundamentais da democracia é a liberdade de expressão.Correndo o risco da pieguice,mas expressando uma opinião pessoal como diria Voltaire:“Não concordo com o que dizes, mas defendo até a morte o direito de dizê-lo”.
Logo, uma manifestação deste tipo contra um jornal é um tipo de ato ditatório porque está indo contra a liberdade de expressão.

E citando Voltaire novamente, para ambos os lados, os manifestantes e os colunistas que escreveram o termo infeliz:

"Não será uma vergonha que os fanáticos sejam zelosos e que os sábios se desmazelem ?"

e finalmente

"Uma discussão prolongada significa que ambas as partes estão erradas"

Abraço!

(Gravz: Essa última premissa faz com que o errado estique a discussão em busca de um "empate por pontos" ;))

#Permalink 12/03/2009 @ 15:03:37


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

Posso ser a enésima pessoa que postou isso, mas foi você que disse que o doutor Comparato é pró-Cuba ( http://www.interney.net/blogs/imprensamarrom/2009/02/25/ditabranda/#c347868 ).
De onde você tirou isso? Ainda espero pela fonte.

Sobre o nível de violência da ditadura militar brasileira é bom lembrar que a ROTA é um produto da ditadura, o esquadrão da morte também. Lembremos também que ainda em 1964, os sindicalistas urbanos e rurais foram presos, torturados e assassinados.

(Gravz: Tem razão, tiago. Mea culpa. Mea maxima culpa. Ele lamenta o fim da URSS, aquele regime simpático. Leia o adendo ao post e passe vergonha por si próprio. E agora? Enfiará a cara em qual buraco? No mais, o PP, verdadeiro partido da Ditadura, ocupa ministério do Governo Lula. Delfim Netto é conselheiro de Lula e assina coluna na Carta Capital. De novo, procure um buraco aí. Abs)

#Permalink 12/03/2009 @ 15:03:32


Comentário de: J Carlos

Pois é, e o Eduardo Guimarães, o líder da ONG MSM e da manifestação em frente a FSP, está até hoje defendendo a sua "dulce dictadura". Pérolas do post dele de hoje, intitulado "Play it again, direita":

========================

"Acho que não devemos referendar essa teoria absurda da Folha entrando em seu jogo de querer obrigar os que repudiam a ditadura brasileira a apresentarem atestados ideológicos contendo críticas a supostas ditaduras que ocorreram em outros países.

E por que digo “supostas”? Ora, porque não podemos criticar regimes que não vivemos e sobre os quais as informações são distorcidas, o que impede que se tenha certeza sobre qualquer coisa do que dizem sobre a situação em tais regimes.

Claro que a opinião da grande mídia sobre Cuba tornou-se, para ela, inquestionável. Até por isso, ela não permite debates aprofundados sobre o país."

======================

E continua:

=====================

"O fato é que fica difícil, para quem não conhece Cuba e não viveu sua história, acreditar em tudo o que diz uma mídia que impede um debate franco entre defensores e críticos do regime cubano.

Conheço gente que esteve na ilha que diz maravilhas de lá e gente que diz horrores. "

=======================

É ou não a incoerência em pessoa?

(Gravz: Já imaginou tudo isso sendo gritado em um megafone? E de Israel ele fala isso também?)

#Permalink 12/03/2009 @ 16:03:39


Comentário de: JOse

E ai, Grav ?

Dói ler os comentaristas.
Como é ? Ditabranda não pode ?
Sim, vamos falar : qualquer assasinato é ruim.
MAs, historicamente, comunista é mais assassino que qualquer um. Ponto.

Segundo os tais, 424 morreram sob a DitaD.

E A QUASE TOTALIDADE QUERIA A DITADURA COMUNISTA NO BRASIL !!!

(Dos perseguidos mortos, quais queriam a volta da democracia constitucional representiva com voto direto e multipartidaria ?)

Ora, se o Marcola enfrenta o Beiramar, isso não o torna um santo.

O Estado Brasileiro era responsavel por quem tinha a custódia. Ponto.

Quanto ao resto das cassações de liberdadem realmente era ditabrandissima.

Como dito em um outro artigo da FSP: Que ditadura vc conhece que tinha uam Funarte (do nobre AMorim); que tinha uma embrafilme ?

Que tinha varios jornais, telejornais, e etc ? Que aceitava critica, desde que num nivel que eles mesmo propunham (era censura, mas diferente de outras ditaduras - de comunistas, entao, vixe ! )

Das 424 em 20 anos, da +/- uma a cada 2 meses.

E olha que entram ai justiçamentos, atropelamentos, enfrentamentos aà bala, doenças e ataques cardiacos dos perseguidos.

Do jeito que falam parece que foram todos em tortura...

Fabio Konder é um notorio torcedor de palavras e defensor de Cuba. Pode ter falado em algum caso: - Ai nao, Fidel, ai fica feio...Depois de 500 mortes, ele diz uma semi-quase-meia critica ? Faz-me rir...

Quanto à Arena : Poxa, leiam os posts antigos do Gravata.

MEIA ARENA ESTA do LADO de LULLA !

E lembro da foto da Kombi de Maluf / Marta..rss

Abraços

(Gravz: Tinha esquecido da kombi Maluf/Marta!)

#Permalink 12/03/2009 @ 17:03:17


Comentário de: Flavia M.

Desculpem, talvez seja muita ingenuidade minha. Mas eu não consigo entender como algumas questões que são completamente humanas podem ter de repente nacionalidade e acessórios.
Dou um exemplo: Stalin e Fidel delataram seus companheiros e melhores amigos - como entregar um amigo a morte pode ser bonito em Cuba e feio em outro país?
Gravz,acho que é isso que você fica pt, não? Pq dois pesos e duas medidas?
Uma historinha verídica de butequim, que acho que cabe aqui (desculpe tomar espaço):
Não sou jornalista, nem intelectual, ou qualquer coisa glamorosa, mas por conta de meu trabalho ando bastante por este mundo.
Uma das empresas na qual eu trabalhava tinha sua sede nos Estados Unidos. Com um dos meus colegas de trabalho lá conversava muito sobre história, e afins. Para minha surpresa ele me contou que conhecia um cara, americano, que trabalhava com negociações de sindicato do lado dos trabalhadores (olha a ironia!) que tinha sido um dos boinas verdes que capturou um importante ícone da Revolución cubana, sendo mencionado em diversos livros sobre o assunto.
Tenho a coragem de dizer que fiquei super curiosa de conhecer a figura, que no mínimo tinha sido testemunha de um evento histórico.
Meu amigo me prometeu que quando eu retornasse ao seu país nos apresentaria o que de fato aconteceu. Saímos para jogar boliche. O cara era um tiozinho de cabelo branco do tamanho de um armário. Seu relato: "O que você quer saber? E completou - não sei por que tanto interesse das pessoas nesse assunto. A figura estava assustada, defecou e urinou nas calças quando o abordamos, estava implorando para que não o matássemos, foi mel na sopa. Eu tinha 23 anos, não tinha idéia do por que queriam tanto aquele cara que estava totalmente acabado, ele nunca poderia fazer nada daquele jeito, nem os caras que estavam com ele. Quem quer que o financie (!) tinha cortado sua comida e rádio há algum tempo e eles estavam doentes. Os caras não podiam fazer nada. Os soldados locais ficaram com eles e tinham ordens de não matá-lo, mataram mesmo assim, para dar exemplo. Depois que mataram, tivemos que fugir dali escondido deles. Fomos espalhados pelo mundo e não podíamos voltar para os Estados Unidos por 2 anos. Eu fui para o Rio de Janeiro, olha a tatuagem que fiz lá." (parecia tatuagem de presidiário).
Ao falar do Rio ficou mais entusiasmado do que ao falar da operação militar que participou. Tem mais detalhes, mas ficaria cansativo demais.(ZZZZZZZZZ)

Lemos coisas sobre diversos assuntos todos os dias, muitas coisas sobre essa figura histórica já foi escrita e eu já sabia, mas sempre escutar o testemunho vivo tem um efeito diferente. Saí com uma moral da história: não tem ideologia ou celebridade que segure o cagaço da morte. É a lei dos 6 segundos, o instinto de sobrevivência.

Td bem que na minha opinião o q cara passou foi o Karma dando o troco...mas...um erro de uma pessoa não justifica um erro nosso.

Acredito que está história caiba aqui talvez por ter também a seguinte moral: morrer, ter medo, entregar seu melhor amigo, e finalmente ditadura não têm nacionalidade. Em minha opinião Direitos Humanos não têm raça, credo, cor, classe social, partido político ou nacionalidade.

Abçs!!!

(Gravz: Você bateu no ponto correto. Não gosto disso de dois pesos e duas medidas)

#Permalink 12/03/2009 @ 18:03:36


Comentário de: ramiza

"Apoiadores de OUTRA ditadura - e ainda vigente! - NÃO PODEM FAZER MANIFESTAÇÃO ALGUMA. São como membros da KKK fazendo protesto contra o racismo. Ninguém coloca nada "forçosamente". O ridículo é que se escancara)"

Você disse tudo Fernando. O organizador do tal protesto teve o desplante de dizer que a ditadura de Castro é doce. Doce!!Eu me pergunto o que se passa na cabeça dessa gente que não consegue raciocinar. São uns coitados.

(Gravz: Doce é morrer no mar, né? Deve ser por isso)

#Permalink 12/03/2009 @ 19:03:17


Comentário de: Khaled

Quero ressaltar que não vejo nenhum problema em se comparar regimes políticos de exceção, inclusive na mensuração da violência. Na verdade fazer essas análises comparativas é uma obrigação de qualquer profissional das áreas de história, filosofia política, relações internacionais e sociologia. Mesmo no Direito se diferencia a pena de alguém que mata 10 pessoas daquele que mata 1. É absurdo que muitos que trabalham nesses campos venham com o discurso de que ditaduras não se comparam,que são todas igualmente ruins. Para quem se pretende profissional afirmar isso é uma atitude intelectualmente patética, mesmo não sendo sincera. Nesse caso o que temos de fato é um cinismo sem limites. Ditaduras são todas ruins , mas não igualmente ruins. O regime sanguinário e despótico de Fidel, muito pior que a ditadura brasileira, é menos violento do que era por exemplo o regime genocida do Khmer Vermelho no Cambodja . Se alguém igualasse os dois numa análise muitos desses manifestantes teriam chiliques e provavemente o PT faria um manifesto em defesa de Cuba. E também deve-se lembrar que um mesmo regime ditatorial passa por fases distintas. É obrigação de qualquer um que estude seriamente o regime soviético, por exemplo, saber das diferenças entre o período totalitário do Stalinismo e a fase pós-Kruschev. De qualquer forma, no caso desse ideólogos petistas e filo-petistas sabemos que eles só estão reclamando da comparação quantitativa porque o resultado desta é extremamente desfavorável para a esquerda. Alguém acha que esse discurso viria à tona se os mortos em Cuba fossem 400 e os mortos no Brasil 90 mil?

(Gravz: Já pensou?)

#Permalink 12/03/2009 @ 19:03:40


Comentário de: Roberto Takata http://neveraskedquestions.blogspot.com

"Ah, sim! Recentemente, todo mundo resolveu 'romper' com Cuba." - depende de quão recente é esse "recentemente". O texto de Konder é de 2004, bem antes do editorial da Folha e da acusação de cinismo e mentira.

Quanto ao:
"O acesso dos Estados Unidos à condição de potência hegemônica mundial, após o esfacelamento da União Soviética, tornou muito difícil a reorganização das relações internacionais num sentido comunitário."

Não se trata de uma defesa da URSS e sim de que os EUA como potência hegemônica tornou difícil a reorganização para criar uma comunidade internacional com sentido humanístico. Como apenas os EUA mandam não há muito incentivo a uma harmonização diplomática. O que não quer dizer que se defenda a tese de que com a polarização EUA x URSS isso fosse fácil ou mesmo mais fácil.

Leia-se, p.e.:
Fábio Konder Comparato 1989 -
PLANEJAR O DESENVOLVIMENTO: A PERSPECTIVA INSTITUCIONAL. In: Odália, N (org.) Brasil: o desenvolvimento ameaçado, perspectivas e soluções. Ed. Unesp.
"Na União Soviética, como o demonstra o atual problema armênio,
ela tem sido entravada pelo caráter autocrático do regime comunista." p. 84

[]s,

Roberto Takata

(Gravz: Em 1989, o regime comunista já estava abertíssimo. A coisa estava feia na época do Stálin; mesmo Nikita Kruschev já era anti-Stalinista... De mais a mais, este texto é menos anti-Comparato e mais anti-Sader e demais pessoas que defendem Cuba. Como não há o que falar do post, o jeito é garimpar alguma coisa que Comparato falou contra ditaduras de tinta vermelha. Acho uma saída boba, porque o que está aí, no post, é irrefutável. Quem defende uma ditadura e um genocídio não pode fingir indignação com o emprego de uma palavra. É isso e simplesmente isso)

#Permalink 12/03/2009 @ 20:03:22


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

Eu não procuro buraco nenhum, nem procurarei, Não estou envergonhado de nada e só uma cabeça dualista que acha que quem não concorda está contra.

Eu só falei que a ditadura provocou muito mais violência que a violência contra os grupos armados. Mencionei a ROTA e os grupos de extermínio (do tipo Esquadrão da Morte) porque acredito que foi a duração da ditadura que criou essas instituições nefastas no Brasil.

Fora isso, não falei nada nem de governo, nem de oposição. Não entendo porque sempre o seu papo fica no "nós contra vocês". Eu enfatizo, não estou contra você, estou contra a falsificaão e os reducionismos da história que um jornal criou. Acho sim que você comprou uma conversa fiada. Porque a Folha ao jogar esse boi no rio de piranha fez porque falou o que queria e escutou o que não queria. Não sei porque cargas d'água você acha que falar do Fábio Comparato é estar contra o que dizes. Aliás, nem sei porque comprou essa conversa fiada.

No novo texto que você postou (que nunca será apagado, está no site de uma Universidade, em uma publicação da instituição) eu não vi defesa nenhuma da URSS e nem do totalitarismo. Se você ler o texto com atenção, ele se parece mais com um socialismo carola, uma crença na união entre os povos, muito ingênua diga-se de passagem, do que uma aposta no sistema soviético. Ele fala da ONU o tempo todo, fala em direitos humanos o tempo todo.

Se você lesse o artigo inteiro, e não só os grifos, notaria que ele é saudoso é do New Deal. Fala do Roosevelt com a boca cheia. A crítica ao equilíbrio monopolar não fala do fim do pesadelo soviético, fala antes é de uma aposta que o país mais poderoso do mundo tinha na ONU e nas relações internacionais.

Nós vimos o que aconteceu nos Estados Unidos desde o Reagan (Quando a URSS já estava capenga, só faltava cair) notamos que eles não estão nem aí para nenhuma instância internacional. Me desculpa, mas isso não é defesa do estalinismo.

Olha o que o sujeito fala e me diz se é defesa de algum sovietismo:

"Tal como no plano constitucional dos Estados,só a democracia assegura a organização da vida internacional com base no respeito integral à dignidade
humana. Como não perceber que o reconhecimento dos direitosfundamentais dos povos e dos direitos da própria humanidade exige, para sua efetividade, a instituição conseqüente de um governo democrático mundial?"

Você viu os autores em que ele apoia a tese dele?
Madison, Jaspers, roosevelt.
Você acha que eles são defensores do totalitarismo? O texto é ingênuo, coisa de doutrina, que sempre é baseado em um ponto de vista filosófico idealista. Parece o Feuerbach, não o Stalin.

Portanto, me desculpa e sem ofensa, mas você apelou. Quis mostrar que estava certo e achou qualquer coisa. Desculpa de novo, mas não foi dessa vez.

Por fim, só quero deixar claro que quando eu contra-argumento com você não é pra te ofender, não é para ser hostil (como você foi) é apenas porque acho que vale a pena debater. Então, se te ofendi, mil desculpas. Não cuspa marimbondos, tenho a maior simpatia por você.

(Gravz: Exatamente, tiago, ele fala em nome da democracia, dos direitos humanos, da paz, do amor e, quero crer, em dado momento solta uma pombinha branca. Porém, naquele trecho, ressalva a importância da URSS para preservar a comunidade, tal e coisa. Está lá. É uma frase pinçada? Sim, é. Mas está lá. Frases são frases. Elas ficam registradas. Abs)

#Permalink 12/03/2009 @ 21:03:45


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

Confundi, o site é da justiça federal, não de uma Universidade, mas, por favor, nao se irrite!

(Gravz: Certo :))

#Permalink 12/03/2009 @ 21:03:31


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

Esqueci a última pergunta:
Por que eu devo sentir vergonha? Por que te pedi para mostrar de onde voc~e tinha tirado o que falou? Não acho isso motivo de vergonha. Aliás, não quero envergonhar ninguém também. Respira fundo querido.

(Gravz: É só uma maneira de falar. Mas por que respirar fundo? Essa não entendi)

#Permalink 12/03/2009 @ 22:03:22


Comentário de: tiago mesquita http://guaciara.wordpress.com

Respire fundo para não se irritar. Continuo sem vergonha do que disse e espero que você também se sinta como eu. Mas não vi defesa do sistema soviético, sim uma desilusão do autor com os Estados Unidos depois da queda. Ele vê o sistema de mediação internacional abandonado.

(Gravz: Assim como na frase em que ele 'condena' Cuba, sem chamá-la de ditadura [notou?], ele lamenta a inexistência do bloco soviético para fazer frente aos EUA)

#Permalink 12/03/2009 @ 22:03:17


Comentário de: Roberto Takata http://neveraskedquestions.blogspot.com

"Em 1989, o regime comunista já estava abertíssimo."

1989 é o ano do texto, mas não é uma crítica que se refira somente à União Soviética de então.

"Acho uma saída boba, porque o que está aí, no post, é irrefutável."

Não é uma saída boba, nem mesmo é uma saída. O que estou postando é que Fábio Konder Comparato faz uma defesa dos direitos humanos sem olhar para a coloração ideológica do regime. Ele é defensor do socialismo? Sim. Mas não faz com que seja defensor dos abusos cometidos por regimes socialistas.

Como eu disse antes, a lembrança era em relação àquela resposta que você deu para comentários de outra postagem.

(Quanto à irrefutabilidade, não há o que refutar. É uma opinião sua. E como tal se respeita. Pode até se discutir opiniões, mas não é questão de refutar. Como é opinião dos petistas que acham que quem não fala mal do PSDB não tem moral para falar mal do PT. Eles não estão errados, também não estão certos. É a visão deles. Isto é, não se trata tanto de fatos quanto de valores.)

[]s,

Roberto Takata

(Gravz: Como defender o socialismo - e digo isso mirando um intelectual, não os mais bobos que não sabem o que defendem -, sem defender os abusos? Que raio de socialismo é esse que independe de um estado policial opressor? Onde já houve isso?)

#Permalink 12/03/2009 @ 22:03:10


Comentário de: Bob Jeff

Pera lá, Gravatinha.
O Tio Rei, numa edição mal-intencionada do post do Eduardo Guimarães, disse que a ditadura cubana é doce. Se vc ler o original do blog cidadania verá que não foi isso que o Eduardo quis dizer.
A manifestação do MSM foi contra a FSP (Força Serra Presidente) sobre o uso do termo DITABRANDA no seu editorial e não pró Cuba.
Vc viu o depoimento do ministro Tarso Genro no senado? Há 150 refugiados cubanos no Brasil, inclusive foi concedido asilo político para 4 atletas no PAN. E Tarso ainda declarou: "Eu não acho que Cuba seja um regime democrático. Há muitas décadas venho discutindo isso na própria esquerda brasileira. Agora tem normas de direito interno, as relações internacionais e tem também o aspecto humano".
Não sei porque meus comentários dão erro em outros posts, mas gostei de ver Tio Rei, José Dirceu, Veja e Gravatinha no mesmo barco contra o Protógenes.
Que São Serapião faça esse comentário ser publicado.
Amém.

(Gravz: Faça você uma edição bem-intencionada e eu a publico aqui. E estou a favor de Protógenes. Quero que investiguem o Cardeal da Dilma. Abs)

#Permalink 12/03/2009 @ 23:03:51


Comentário de: Flavia M

É curiosa a tendência de compartamentalizar a história. O New Deal trouxe no seu bojo grupos fascistas americanos, falemos de Roosvelt ou o atacamos por isso? Eu sempre achei esquisito acharem o Roosvelt tudo isso. O New Deal foi uma inspiração para algumas das políticas intervencionistas do regime totalitário nazista. Nunca vi com tanta ênfase discussões apaixonadas exceto entre meus avós, a ditadura de Getúlio Vargas,quanto a dos militares herdeiros de Castelo Branco ou torturas divulgadas, como a da famosa Olga Benário. Jogamos para debaixo do tapete os judeus deportados na era getuliana.Esquecemos que os primeiros anos da República Brasileira foi de uma ditadura militar, e que - eu pasmo!!!oh! - Rui Barbosa, foi parte dela e que o governo atual não faz tal debate nas cartilhas escolares, aliás esquecemos o que é ser cidadãos, extirpamos das escolas Educação Moral e Cívica.Mesmo os "terroristas" Danton e Robespierre tem seus méritos em nossos livros. Nenhum chileno joga pedras nas políticas de desenvolvimento de sua recente ditadura. Vamos mais atrás? Senhores feudais, monarquias, democracias gregas classistas. Churchill? contra o anti semitismo mas imperialista em terras indianas? Do começo dos tempos até o século XIX, ditadura das armas e da terra (mesmo para os gregos - Esparta X Atenas)depois, democracia?Será? Vivemos em constantes ditaduras. O que variam são os métodos de tortura. Mas acho que o que eu realmente quero dizer é que nada é absolutamente sem legado, para o bem ou para o mal. Conscientemente ignoramos aquilo que chamamos de Evolução. Isso, deixamos Darwin explicar, mas ainda ficamos incomodados por sermos parentes dos macacos. Desculpem, talvez eu seja de uma espécie que não consegue ser branco e preto. E em um mundo com uns 7 bilhões de humanos em contrapartida com os 500 do começo dos tempos, vendo recursos escassearem e se tornarem virtuais, sou a favor dos Direitos Humanos, é o que civiliza e escraviza o meu vizinho de Paraisópolis que teria todo o direito de dizer que os meus recursos são os deles (se estivessemos na Pré-História, não existiria direito a propriedade, seria cultura de coleta), assim como possibilita me expressar neste post. Somos 70% mais civilizados que nossos antepassados da idade média. (um livro interessante? - Os Alemães do sociólogo Norbert Elias). A vida nunca foi tão valorizada como nas últimas décadas, imaginem, 7 bilhões de pessoas se matando?Uff, apaixonado demais? Não Gravz, não quero, um megafone! ;-) Só quero aproveitar o que as gerações anteriores deixaram de legado, do bem e do mal. Ok, um scotch com duas pedras de gelo também, hey vocês, Tiago, servidos? Vai, tá bom, uma cachacinha com mel...(PS: uma das bebidas mais populares nos USA é o mojito)

(Gravz: Exatamente! Adoram mojito por lá. E assim que democratizarem a ilha, tanto irão liberdade e tecnologia para lá quanto charutos e afins para os EUA)

#Permalink 12/03/2009 @ 23:03:59


Comentário de: Júlio

Olha, acho que este espaço tem um potencial de ser bem melhor do que um Reinaldo Azevedo ou PHA, só pra citar os extremos. Abaixo, um excerto de um texto publicado no Observatório da Imprensa, por Eugênio Bucci.
"Tenho notícias de que ele [Comparato] e Maria Victória, entre outros, já em 1989, assinaram um documento que foi entregue a Fidel Castro condenando os fuzilamentos de militares cubanos por suposto envolvimento com o narcotráfico. "
Caso este testemunho do ex-aluno de Comparato seja verdadeiro, o caso do citado professor não se aplica à tua frase de que "Recentemente, todo mundo resolveu "romper" com Cuba". Me alinho com o teu leitor Tiago Mesquita quando ele diz que "quando eu contra-argumento com você não é pra te ofender, não é para ser hostil, é apenas porque acho que vale a pena debater". Nesse sentido, se me permites a critica, acho que você poderia cuidar mais para não ser leviano, como foi com Comparato, e até quem sabe assumir o erro. Nós que discordamos de você não necessariamente somos comunistas fanáticos, petistas de carteirinha, etc. Esse veneno ideológico não faz bem a ninguém.

(Gravz: Bucci tem o documento? Ou esse negócio de falar em gravação e exigir o "audio" só vale de um lado?)

#Permalink 13/03/2009 @ 01:03:11


Comentário de: Marlos Ápyus http://www.apyus.com

Aqui eu deixo uma dúvida. Se a Folha tivesse escrito no editorial algo como “perto do que ocorreu na China de Mao, o que ocorre em Cuba é uma ditabranda”, Esse mesmo pessoal reagiria da mesma forma?

(Gravz: Sua dica virou post)

#Permalink 13/03/2009 @ 07:03:18


Comentário de: julio guilherme

primeiramente fiquei satisfeito com sua volta. acho que isso é uma cachaça, uma vez que tomou gosto..., nas enfim, entendo que a reação pelo ditabranda é exagerada, não entro no mérito se a opção da folha foi boa ou ruim, apenas acho que ela tem o direito de se expressar normalmente e da forma que entender adequado. mas a reação é inegavelmente de víes autoritário. se concordo leio, se não, não leio, é uma opção individual. não cabe a mim, e aqui mora o principal, tentar calar os de que discordo. esse é o centro da discussão. além do que, acho a definição do Gen Figueiredo melhor, disse ele certa vez que aqui no Brasil não houve bem uma ditaDURA, mas uma ditaMOLE. por favor gravata SALVE-ME DOS REACIONÁRIOS.

(Gravz: Foi um regime autoritário, sim. Já houve piores, claro. A Folha errou. Mas há um carnaval em cima disso, promovido por quem tem raiva do jornal e viu aí a chance de fazer alguma coisa com algum subsídio)

#Permalink 13/03/2009 @ 09:03:55


Comentário de: Daniel http://www.danielaraujo.net

"Apoiadores de OUTRA ditadura - e ainda vigente! - NÃO PODEM FAZER MANIFESTAÇÃO ALGUMA."

cara, a gente não vive nem em uma ditadura nem em uma ditabranda e nem em uma ditamole. Qualquer um, por mais estúpido e cretino que seja, pode se manifestar contra o que quiser. Por quê você é contra esse direito? É preferível um apoiador de Cuba protestando contra a ditabranda do que um suposto "apoiador da democracia" tentando impor quem pode se manifestar e quem não pode. Esses textos tentando enfiar Cuba numa história com a qual a ilha caribenha não tem nada a ver (a ditabranda) são péssimos, mas essa frasesinha destacada acima consegue ser ainda pior.

(Gravz: Não, não pode. Não pode. Não pode e não pode. Quem apóia um regime autoritário não pode fazer manifestação em favor da democracia. É óbvio demais para ser explicado. Quem não entende isso não pode - também não pode - participar DESTA discussão. Abraço)

#Permalink 13/03/2009 @ 12:03:16


Comentário de: Daniel Nascimento

Cara, você está com um grave problema de hermenêutica e visivelmente preocupado em defender mais suas ideologias do que os fatos em si. Tanto que usaste a ridícula técnica de pegar uma frase fora do contexto patra desqualificar algo. Titio Reinaldo deve se orgulhar de você.

O Prof. Komparato em nemhum momento do texto lamenta, no sentido de afirmar que o regime comunista era exemplar, o fim da URSS. Ele, simples assim, como você gosta de dizer, diz que o fim da URSS deu carta branca aos EUA para se imporem hemogenicamente sobre o mundo. Acabou um contraponto. Se esse contraponto era bom ou não, elçe nem entra no mérito da questão. Fica pra cada um.

Agora é simplista demais dizer "troca Fidel por Stalin". Demonstra uma incrível visão míope e reacionária da história. A URSS não foi só Stalin, ao contrário de Cuba que é só Fidel. E embora o regime tenha continuado duro, no sentido de liberdades individuais, nenhum outro governante pós Stálin foi cruel como ele.

Stálin foi, sem dúvida, um déspota, assassino. Porém associar os simpatizantes do que representa o socialismo, URSS e Cuba - o contraponto - aos erros de Fidel, Stálin, Mao, etc é o mesmo que dizer que quem é simpático ao capitalismo e aos EUA é cúmplice e favorável a Bush, Hitler, Mussolini, Berlusconi e aí vai.

(Gravz: E o que representa o socialismo? Os capitalistas são sempre associados ao que existe no mundo prático. Os socialistas não aceitam quando são associados aos regimes oficiais. Injusto, né? Ficam com a parte poética, refutam a parte da matança. Os capitalistas assumem as glórias e ponderam sobre aquilo que precisa ser melhorado. Desculpa, mas socialistas são teóricos chorões e um povinho café-com-leite que não sabe discutir)

#Permalink 13/03/2009 @ 16:03:00


Comentário de: João

Tem outro trechos biitos...

"Com o abandono previsível e inevitável da experiência
comunista em todo o mundo, a alternativa
que se descortina lentamente diante de nossos olhos
é bem vincada: ou a humanidade se deixa conduzir
à dilaceração definitiva, na direta linha do apogeu
capitalista, ou tomará afinal o rumo da justiça e da
dignidade, seguindo o luminoso caminho traçado
pela sabedoria clássica."

(Gravz: Cada país tem o Noam Chosmsky que merece)

#Permalink 13/03/2009 @ 19:03:16


Comentário de: Roberto Takata http://neveraskedquestions.blogspot.com

"Gravz: Como defender o socialismo - e digo isso mirando um intelectual, não os mais bobos que não sabem o que defendem -, sem defender os abusos? Que raio de socialismo é esse que independe de um estado policial opressor? Onde já houve isso?"

Sim, já houve. A social democracia é uma forma de socialismo. Foi implantado com sucesso na Europa em vários governos. Ela visa ao socialismo não pela revolução ou opressão, mas sim pela participação democrática e convencimento da população acerca de suas teses.

[]s,

Roberto Takata

(Gravz: Esse povo defende Cuba e joga na cara dizendo "você já foi a Cuba?". Então é minha vez. Alguém já foi pra Suécia? Eu já. E também pra Dinamarca. Há grandes corporações privadas etc. etc. etc. Se aquilo é socialismo, então ótimo, mas na verdade é uma DESCULPA usada pelos latinoamericanos para dizer que o "socialismo" funciona. Porque há uma economia relativamente planejada, e só. Não é socialismo, nem passa perto. É capitalismo, mesmo. Tem até rei!)

#Permalink 16/03/2009 @ 01:03:59


Comentário de: Daniel http://www.danielaraujo.net

Acho que não estou entendendo nada mesmo. Achei que numa democracia todo mundo podia se manifestar, inclusive os incoerentes. Mas pelo jeito não podem, provavelmente mereçam o paredón por tentar.

Muito mais perigosos que os desavisados que apoiam uma ditadura e atacam outra são os espertinhos que, disfarçados de "apoiadores da democracia", resolvem definir limites para a mesma. Começa assim: quem apoia Cuba não pode se manifestar contra X e Y. Em breve, quem tiver X afinidade ideológica, ou pertencer a Y etnia, ou a Z classe social, não pode se manifestar para nada. E assim por diante.

Ou todo mundo pode se manifestar, ou não é democracia. "Não existe supressão "branda" de direitos." Se você quer viver e defender uma democracia, tem que aprender a conviver com quem você não gosta, com idéias diferentes e tal e coisa, e aceitar que eles têm sim direito de se manifestar.

Coitada da democracia. Deve ser por ter defensores tão medíocres que ela sofre tanto por aí.

(Gravz: Um exemplo simples, Daniel. Numa "democracia", é proibido defender o Nazismo. Sabia? Pois é, é proibido. Não se pode sair por aí com uma suástica, bradando em favor de Hitler. Acho que você não sabia disso. Se soubesse, não escreveria essa sucessão de bobagens. Leia mais, estude mais etc. O motivo é simples: toda manifestação de pensamento é permitida, exceto quando ela tenha por objetivo justamente extrapolar os limites da própria democracia. Daí, por exemplo, a proibição de uma "marcha em favor do linchamento", entre tantas outras. Simples assim. Abraço)

#Permalink 16/03/2009 @ 20:03:22


Comentário de: Daniel http://www.danielaraujo.net

Duas coisas:
-Deixa eu entender: voce está tentando comparar os manifestantes na frente da FSP aos nazistas? Eita, isso é pior que jogar um "ditabranda" num editorial. Não me consta que esses manifestantes estivessem tentando tolher a democracia de nenhuma maneira, nem segregando nenhuma parcela da população. Isso foi você quem fez, aqui, ao "estabelecer" que quem supostamente defende uma ditadura não pode se manifestar. A manifestação não era a favor de nenhuma ditadura ou do fim da nossa democracia. Não tinha nada a ver com Cuba ou com o Nazismo. Isso tudo você inventou e entortou os fatos para conseguir encaixar tudo.

-Apelou prá Hitler, perdeu :)

(Gravz: Viu? Era essa a questão. A lógica serve tanto para o verso quanto para o anverso. Não, Daniel, OBVIAMENTE não comparo os manifestantes com "defensores do nazismo". É claro que não. E nem mesmo um idiota notaria isso - exceto um idiota de má-fé. Comparo um defensor de Cuba a um defensor do nazismo. Isso, sim. E, não, não é apelação alguma. É o que deixa o pró-Cuba num mato sem cachorro. E aí resta a fuga do debate)

#Permalink 17/03/2009 @ 00:03:43


Comentário de: Rafael

Olha, quando se trata de Comparato, uma regra é bastante simples: leiam apenas o que ele escreve sobre direito comercial, porque ele é realmente um mestre na área. Agora os pretensos escritos políticos dele após a conversão ao socialismo são puro lixo planfetário...

Todos sabem no Largo São Francisco que o caríssímo Prof. Comparato ganhou fortunas defendendo os "grandes capitalistas" pra só depois de velho voltar-se os "ideais" do socialismo...

#Permalink 19/03/2009 @ 17:03:33


Este post tem 1 comentário aguardando aprovação...

Deixe um comentário:
Os comentários são moderados. Tenha calma

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.