DITABRANDA
25/02/2009
DITABRANDA
Na minha opinião, a Folha errou, Não acho que o Regime Militar havido no Brasil tenha sido brando, embora sua violência fosse menor que a de outros países, mesmo alguns da América do Sul como Argentina e Chile. Isso porque não existe tortura branda, não existe assassinato brando, não existe supressão branda da liberdade. Pronto, é isso.
Foi um erro? Na minha opinião, sim. Mas é claro que causa espanto quando vejo os defensores de Cuba - que até hoje defendem a ilha-prisão - bradando contra esse termo. Eles não têm o direito de brigar com o jornal. Mas não têm, mesmo! Porque, havendo um "ditadurômetro", por óbvio o regime castrista figura entre os mais sanguinolentos.
E então vejo Emir Sader, notório entusiasta da DITADURA Cubana liderando um abaixo-assinado na Internet porque a Folha ousou empregar o neologismo "ditabranda". Ridículo. Ele não está só. Quantos amantes da selvageria de Fidel não aproveitaram para vociferar contra o jornal? Não consigo contar.
Fico com Cuba porque foi-se o tempo da União Soviética e da China, mas há uns velhinhos aí que, tempos atrás, aplaudiam Stálin e Mao. E estão lá também assinando sem dó nem piedade o "absurdo" de se usar uma expressão jocosa para representar os anos de chumbo de nosso Regime Militar.
Mas em tempo algum refletem na imbecilidade da defesa de um regime facínora e genocida pelo simples fato de empunhar uma bandeira de determinada cor. Isso é sofrível. Hitler e Mussolini também alegavam defender a "justiça social". Todo genocida alega isso. Todo. Não há exceção.
E todos eles, é claro, contam com entusiastas.
Os verdadeiros democratas não aceitam aqueles que matam pessoas para justificar bons indicadores de saúde, educação ou algo do gênero. Nada justifica a supressão de garantias básicas. Nada.
Exceto para os que apóiam ditaduras. E estes não podem liderar abaixo-assinado para reclamar de uma expressão equivocada. Não podem falar em nome da democracia. Não podem nem levantar a voz para falar em "democracia".
Não é isso que querem.
transubstanciado por gravata às 25.02.09 - 07:58:22 | 56 comentários
Comentários, Pingbacks:
Os "porquês" fidelistas eu já conheço, mas pq a folha inventa dessas?
Querendo polêmica de graça?
(Gravz: Pois é, não concordei com a Folha. Mas não concordo com os fidelistas. Empate)
E não sei quanto aos entusiastas que defendem cuba, mas a petição que eu li só condenava o editorial ("equívoco") da Folha. Não apoiava Cuba não.
(Gravz: A petição condena o editorial, sim. Os signatários são famosos defensores de Cuba)
Ficar falando que Cuba está certa, ou errada, prá nós é relativamente fácil. Criticar ou elogiar, estando há quilômetros de distância do local e sem viver a realidade da ilha virou lugar-comum no Brasil.
Eu conheço gente que foi a Cuba e critica, assim como gente que foi, e elogia bastante. Prá tirar a prova dos nove eu acho que só mesmo morando lá. E aí, por mais "apaixonante" que seja o regime, um dia vão pisar no seu calo, e aí vc vai ter que engolir o sapo... ou então, corre o risco de morrer no paredón!
E eu acho uma hipocrisia sem tamanho defender lá, e falar mal daqui. Deve ser porque aqui o couro do povo doeu no pau-de-arara (tem hífen?)...
(Gravz: Eu sou contra qualquer ditadura. Cá, lá, acolá etc. E defendo qualquer democracia. É uma questão de princípio. Não importa a distância, não importa o local. Todo mundo tem direito de permanecer vivo por defender suas convicções políticas)
A Folha agiu de modo estranho, realmente não entendi, não é do perfil dela "abrandar" ditaduras, seja qual for.
(Gravz: Concordo, o jornal errou ao usar o termo)
Então quer dizer que para repudiar esse editorial infame da FOLHA,tem se por obrigação prévia ter repudiado também o regime castrista??? E mais: Não ter repudiado o regime castrista significa ser favorável à ele??? Huuuummmm...
E a FOLHA ainda começa a nota da redação
se autopromovendo dizendo que respeita a opinião dos leitores. RESPEITO??? POIS na próxima vez que a FOLHA falar de "respeito ao leitor" é melhor sair correndo!!!
(Gravz: Desculpe, mas nesse particular a Folha não está totalmente equivocada. É sabido que o Prof Comparatto apóia o regime cubano e, desse modo, não pode mesmo falar sobre democracia quando se trata de ditadura ou ditabranda)
(Gravz: Mas é do jogo...)
A Folha errou e muitos dos que reclamaram sofreram, de fato, com a ditadura.
A crítica é legítima mesmo dos que defendem o socialismo, assim como, aqueles que os criticam também tem a mesma legitimidade.
Ou seja, a Folha errou feio e deve ou se retratar, ou aguentar quietinha a crítica de quem quer que seja.
Abs
(Gravz: Na minha opinião, a Folha errou. Agora, se ela deve ou não se retratar, a conversa é outra, porque é uma questão de opinião. O jornal - em editorial - pode emitir a opinião que quiser e, desse modo, deve saber lidar com as opiniões contrárias. Exceto, é claro, quando surgem os oportunistas que apóiam regimes ditatoriais e condenam o termo 'ditabranda'. É muito pior apoiar uma ditadura do que usar um termo equivocado. Assim, não aceito esses oportunistas subscrevem abaixo-assinado mas ao mesmo tempo apóiam e aplaudem publicamente regimes facínoras)
O que tem a ver Vladimir Herzog com Josef Stalin? Provavelmente Stalin foi o 1° ditador do Brasil.
O que tem a ver José Serra fugindo para o Chile com lider da União Soviética Leonid Brejnev? Provavelmente Brejnev foi 2° ditador do Brasil !
O que tem a ver Fernando Henrique Cardoso, Caetano Veloso, Chico Buarque, Leonel Brizola, Darcy Ribeiro,Arthur Virgilio, Aloisio Nunes Ferreira
que fugiram para o exterior com o regime de Fidel Castro ? Provavelmente Fidel foi o 3°ditador do Brasil!
A verdade é que Fernando Henrique, José Serra, Almino Afonso não fugiam de ditadores como Fidel,Mao e Brejnev e sim de coitadinhos "bobos" como Medici, Costa e Silva, Delegado Fleury, Geisel, Newton Cruz, pessoas que ficaram conhecidas pela brandura do seu comportamento.
A "corda" inventada que matou o jornalista Vladimir Herzog não foi enviada por Fidel Castro e sim providenciada pelos mesmos coitados que esconderam ossadas em Perus e no Araguaia.
Ditabranda significa um tapa na inteligência de cada um de nós, mas o pior foi cobrar de Fabio Konder Comparato e Maria Vitória Benevides que simplesmente esquecessem o que foi a "DITADURA" como se fosse possivel passar uma borracha em tudo. Cada um tem o direito em uma democracia de defender o que quiser, até mesmo uma ditadura estrangeira como Benevides e Comparato fazem, o que não pode é o jornal ofende-los porque esses não esqueceram das marcas dos cassetetes, dos desaparecidos, da tortura e das receitas de bolo.
A pergunta que fica é a seguinte:
" Quando é que Fidel Castro foi ditador no Brasil que não me lembro ?"
(Gravz: Sabe quando, Paulo? Nos Jogos Panamericanos. A mando da ditadura de Fidel Castro, o Ministro Tarso Genro, esse mesmo que agora tenta soltar o assassino Battisti, enviou dois atletas que pediam asilo. Taí um exemplo)
Um erro grosseiro não justifica o outro, não existe empate. Tenho 55 anos vivi os anos de chumbo, conheço a historia, era jovem, mas como estudante tinha acesso aos jornais, pergunte ao Estadão qual branda foi a censura, pergunte aos estudantes da época.
Amigo não foi. A folha atacou a honra e a memória de gente morta. Agrediu a todos os brasileiros, embora jovens como voce pouco lhe importam.
Outro assunto, que a folha utilizou para desviar o ATAQUE que fez a memória dos DEMOCRATAS Brasileiros, foi a questão dos professores, pura balela.
Voce como jornalista, poderia ser mais contundente. Esta perdendo boa chance.
(Gravz: Não sou jornalista. E, como pode notar pelo texto, não concordei com o termo usado pela Folha. Não faz sentido cobrar de mim algo que não fiz. Quanto ao mais, concordo, um erro não justifica o outro e EXATAMENTE POR ISSO não sou da turma que combate uma ditadura e apóia outra. Isso, pra mim, não faz sentido. E para você?)
(Gravz: Sim, sem dúvida seria. Mas, mesmo assim, sou contra o termo)
- Cuba é uma ditadura execrável!
Agora, te pergunto: era mesmo necessário me qualificar como seu interlocutor para ter o direito de debater contigo?
É este o tema do debate da Folha, meu caro! Independente do que se pense de outro regime,há que se execrar a ditadura brasileira (todas). Vc está voltando sua artilharia para seu único alvo político: a esquerda!
(Gravz: Eu sou mais de esquerda que você, desconsiderando coisas como a tomada pelo estado dos meios de produção e outras bobagens autoritárias. Posso apostar que sou muito mais progressista. O problema da esquerda brasileira é o monopólio da estrelinha vermelha. Há "esquerdistas", aqui, sem compromisso ecológico, que mal reconhecem direitos para homossexuais, que desprezam liberdades individuais e assim por diante. E ainda se acham 'de esquerda' porque votam no PT. E, não, não faz sentido isso de 'interlocutor'. Se prestou atenção, fui contra o termo adotado pela Folha, assim como sou contra quem defende a ditadura cubana. E, condenar aquela bobagem é condenar a 'esquerda'? Isso mostra quão ridículos são os que se acham esquerdistas...)
Ao contrário: não cansam de incensar os maiores ditadores e monstros daqueles regimes de morte como Fidel Castro, Mao, Stalin e Lênin.
O atual "Ministro da Justiça" (Tarso Genro) chegou ao ponto de escrever sobre o monstro Lênin encontrando-lhe um coração (Tarso achou um coração em Lênin: os milhões de russos trucidados por aquele facínora procuram até hoje).
É assim que as esquerdas medem as coisas. É porque eles acham que esquerdista não pode morrer. Afinal, eles tem um mandato divino para julgar os homens e a sociedade. Morreram 500 e poucos terroristas, nenhum deles inocente, numa guerra entre militares e terroristas armados até os dentes. Oras, quem entra numa guerra tem que saber desde o princípio que pode morrer nela. Mas os esquerdistas não sabem disso até hoje (ou fingem que não sabem e quem paga a conta das indenizações bilionárias são os brasileiros que nada devem a essa gente).
Fato: a ditadura brasileira perto das ditaduras comunistas que esses terroristas defendiam e defendem foi nada. Foi branda, suave e muito amiga ainda por cima porque os esquerdistas ainda tiveram liberdade para dominar as universidades públicas aonde se encrustraram e não saem nem com a peste.
(Gravz: O problema é que, no Brasil, a 'esquerda' ainda é comunista. Ser comunista é compactuar com o genocídio. Nâo tem nada a ver com ser progressista)
Fui eu quem "provocou" vc a falar sobre este tema em outro post. Até concordo com sua análise, mas o que me preocupa são as insistentes comparações com o regime brasileiro e Cuba. O que disse o editorial da Folha é que o Brasil experimentou uma ditabranda, e ponto. Isso é um absurdo inaceitável sob todas as formas. Querer comparar com as ditaduras sanguinárias de Cuba, URSS, China é fugir do assunto, amenizar o ponto mais grave do texto. Afinal, é o maior jornal do País varrendo a história para debaixo do tapete. Esse negócio de "quem matou mais" também é ridículo. Não existe um ditadômetro. Aliás, uma ditadura envolve, além das mortes (sem dúvida sem aspecto mais grotesco), a falta de liberdade, a ausência de democracia, o medo de se expressar, a ausência de alternância no poder, etc. Acho que a discussão seria muito mais salutar e importante se fosse centrada no neologismo vergonhoso inventado pelo editorial. Relativizar isso com comparações a outras ditaduras é, na minha opinião, dar asas a essas inferências infelizes como a da Folha e entrar numa discussão de "quem matou mais" que pouco acrescenta. Toda ditadura deve ser combatida, em Cuba ou na Lapônia, sem relativismos.
(Gravz: Sim, e fui contra o termo. Assim como sou contra quem compactua com ditaduras, e as aplaude, mas curiosamente se ofende com a adoção dessa palavra)
(Gravz: Já sei, as mortes em Cuba são culpa dos EUA!)
É impressionante ver os grandes intelectuais defensores de Cuba e dos socialistas latinos vindo bradar como loucos com o erro da Folha.
Principalmente os doutores da USP como Maria Victória Benevides, que é muito bem conhecida por ter uma dúzia de pesquisas na USP sobre o PT e movimentos de esquerda, sempre com a boa e velha "neutralidade" que lhe é empregada.
O pior de tudo é ver pessoas que eu considerava sensatas, como Idelber Avelar, defendendo este tipo de gente e atacando jornalistas simplesmente pela publicação da Folha. Parece que eles se esquecem de algumas premissas, talvez não saibam muito sobre jornalismo:
1- Editoriais representam apenas a opinião de seus autores e do jornal onde são publicados
2- Se é opinião, a Folha tem o TOTAL direito de achar que a Ditadura no Brasil foi uma "ditabranda". Isso chama-se liberdade de expressão. Seria errado se isto estivesse escrito como notícia, mas editorial é opinativo
3- Editoriais nem sempre são escritos por jornalistas. Muitas vezes são escritos por intelectuais e doutores que compactuam com a linha editorial de um jornal.
Estes "intelectuais" precisam de umas aulas de composição jornalista, ou não sabem ver a diferença entre uma notícia e um artigo...
(Gravz: Vão dizer que digo isso por ele ser meu amigo, mas o Idelber tem o direito, sim, de defender sua opinião, ué. Não vejo problema)
Regime era dotado de uma bondade tão extremada, mas tão extremada mesmo, pelo nosso educacional, ao ponto de o ter nomeado sem concurso, exclusivamente por ter convencido general avalizador de ficha dos ingressantes de que ele era o mais competente academicamente possível para o cargo.
(Gravz: Deve ter disso, mesmo)
Se são duas coisas diferentes, não permita que sejam discutidas no mesmo texto. O que voce consegue com isso é parecer a quem lê que voce compactua com esse erro. Desta forma voce esta involutariamente(Talvez) se colocando contra a memória de quem morreu lutando contra a Ditadura. Não compre essa briga.
(Gravz: Ah, ta... Entendi. Então quando eu faço um texto sobre o Mensalão, não posso permitir que discutam corrupções tucanas num mesmo texto? Na boa, Marcello... São assuntos interligados. Quando um cubanófilo como Emir Sader lidera um abaixo-assinado por conta de uma EXPRESSÃO, convenhamos, é claro que não dá para deixar de lado a simpatia pelo regime castrista)
Mas o Grupo Folha não apoiou a ditadura Militar, inclusive emprestando veículos para as operações da OBAN? Também não é senso comum que a Folha da Tarde - periódico do Grupo Folha - serviu como porta-voz da ditadura durante os anos mais duros da repressão?
E a FSP pode falar de democracia, mas o Comparato, não. Interessante. Mesmo que aquele veículo tenha sido, no mínimo, "brando" com as torturas e execuções e este último tenha construído relevante trabalho na defesa de direitos humanos aqui.
Como você definiu mesmo sua posição em relação à democracia?
"Eu sou contra qualquer ditadura. Cá, lá, acolá etc. E defendo qualquer democracia. É uma questão de princípio. Não importa a distância, não importa o local. Todo mundo tem direito de permanecer vivo por defender suas convicções políticas".
Mas no entanto manda calar-se quem não pensa de forma semelhante. Que pitoresca postura democrática.
E sabe quem defendia a ditadura militar apontando para a ditadura alheia? Nossos militares.
E a Folha da Tarde.
E você. Que beleza de democrata!
(Gravz: Eu não sou o Grupo Folha. Eu sou eu. Eu não emprestei meu carro pra ninguém. E você, apóia Cuba?)
(Gravz: Foi uma resposta dura, é verdade, mas mostrou que não faria sentido tal debate diante dos interlocutores)
Agora, on topic, eu acho que o editorial da Folha errou menos por comparar a ditadura militar brasileira com as rivais na América Latina e mais por ter deixado de lado a tal de "Bolsa Ditadura". Aqui, basta você ter perdido o emprego em um veículo de comunicação crítico ao governo na época que isso lhe garante uma indenização milionária e aposentadoria paga por recursos públicos.
Eu gostaria de ter acesso a uma planilha que mostrasse quanto uma família que teve um ente querido morto pela ditadura recebeu como indenização e quanto a União paga hoje pra quem ficou um mês na cadeia (qualquer semelhança com nosso presidente é mera coincidência).
(Gravz: Pois é, meu caro, um ponto-chave seria a bolsa-ditadura que, a julgar pelas indenizações, era duríssima. Mas, verificando o montande pago aos mais pobres mortos na época - seja pelo governo ou pelos que o combatiam -, era branda ou algo do gênero. A depender do Cony, da própria FSP, era duríssima. Para Ziraldo, então, era puro aço)
É isso.
Quando voce condena Cuba, tem toda a razao. Mas quando dah um baita noh no pingo dagua e usa a fala infeliz do Friasinho como "escada" para atacar seus fantasmas da esquerda, voce assume uma posicao tao panfletaria quanto a de seus inimigos. E escrever besteira nao eh uma exclusividade do Emir... Que o diga o Friazinho!
Mino Carta era até poucos dias o queridinho das esquerdas e a "alternativa" a VEJA. No entanto bastou criticar o governo no caso do bandido italiano condenado, Cesare Battisti; para ser bombardeado pela turminha saudosa do conjuntinho boina, barba, estrela vermelha.
Cito o caso do Mino Carta, apenas para demonstrar que para um certo grupo de como chamarei, pensadores, a constância é uma qualidade posta em prática. A constância com que batem indicriminadamente em quem canta fora do tom exigido por essa turma, não importando ser amigo ou inimigo é de deixar o queixo caido.
E ai, na semana anterior ao carnaval, eu um verdadeiro grito de pré-carnaval, o que ocorreu?
A FSP, notória, no ponto de vista dessa troupe, como sendo membro fundador de um tal de pig; fez um editorial sobre a vitória de Hugo Chavez nas suas ultimas eleições, na qual ele levou o, como direi, direito de se reeleger ad eternun no cargo de presidente, como fazia Fidel, sendo que lá a eleição pró-forma era indireta, com ele como candidato único e na Venezuela, supostamente serão eleições majoritarias livres, com supostamente, vários candidatos.
Em dado momento do editorial, houve um brevissimo comentário chamando os sucessivos governos militares que o Brasil sofreu na década de 60 e 70 do século passado como ditabrandas, num trocadilho com o termo ditadura; porque esses governos embora ditaduras na acepção da palavra, permitiam uma certa liberdade politica e acesso ao judiciário.
O artigo em nenhum momento foi uma defesa da ditadura militar, mas uma comparação entre essa e outros governos que apareceram na américa latina, autoritários em seus projetos de poder, encabeçados como origem por Alberto Fujimori no Peru.
O artigo porém, por ter usado o termo "ditabranda" está sendo alvo da furia iracunda da mesma turminha que desceu o porrete no Mino Carta.
O festival de chiliques por conta do termo usado, claro, com o agravante de ser num texto crítico a Chavez, o segundo queridinho desse pessoal (o primeiro é Fidel, obvio); poderia ser hilário se não fosse simplesmente triste pela ausência de inteligência do debate.
Essa turma encabelada por Emir Sader, que gosta de abaixos assinados e quem os apoia, fazem isso porque acham que assinando recebem uma aura de moralidade superior ao alvo do ataque sem ser preciso demonstrar atráves de raciocinio lógico o erro da tese sob ataque se é que existe erro.
Ora, convenhamos, se o artigo em sí não era uma análise sobre o período militar; mas um artigo sobre o autoritarismo, então a reação quase lisérgica ao texto por conta de uma miserável palavra é rídiculo.
Segundo, o artigo posiciona o termo "branda" na comparação não com outras ditaduras sul-americanas, mas compara a situação da organização política e social então permitida com a criada em outros governos totalitários, isso posto na percepção de que o governante acumulou poder em sí ou no seu cargo em detrimento de outro, baseado no desejo popular e cita a gênese desse tipo de autoritarismo com Fujimori no Perú e cujo exemplar máximo hoje seria Chavez na Venezuela. No entanto, até o presente momento não li artigos rebatendo a análise contida no texto mas uma séria de discursos, digamos assim, contra o termo "ditabranda".
Terceiro, a história prova e para verificar basta apenas saber ler, que a ditadura militar brasileira, matou menos que as ditaduras então vigentes na américa. Mas é bom notar; se tivesse matado apenas uma pessoa e ainda assim com um tiro acidental, o governo de então ainda seria uma ditadura na acepção da palavra por conta da falta de democracia plena e limitação das liberdades civis. Ora se ninguem tivesse morrido, por esses fatores ainda seria uma ditadura. Dizer que o governo de então embora ditatorial era uma ditabranda porque partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça...não implica em dizer que não houve erros, excessos, crimes, etc, ou relativizar as mortes ocorridas; até porque tanto as mortes, torturas, etc; como o número de ocorrências são uma questão de fato e não de gosto.
Quarto, também é questão de fato e não de gosto, que os que lutaram contra a ditadura militar, tinham por objetivo; a) derrubar o governo; b) instalar um governo do "povo" e c) o poder de decisão seria do grupo a ou b a depender do tipo de socialismo que o grupo a ou b defendia, já que uns até hoje são adeptos das idéias de Kruschev ou Stálin, outros liam com afinco o livrinho vermelho do Mao, muitos foram treinados em Cuba. Uma vez perdida a guerra física, passou a ocorrer uma luta pela mente; gerando com ajuda da mídia a idéia dos "lutadores pela liberdade", os bons contra os maus, etc. Esse vitimismo, que em alguns tem enorme sentido e o peso da verdade dos fatos, (como é caso da família do jornalita Herzog, morto enquanto estava detido), em outros por pura malandragem (como é caso de Lula), criou a fábrica de pensões vitalícias, demonstrando que essa guerra de imagem foi vencida pelos "vencidos" e talvez essa seja a principal mola propulsora dos chiliques em torno de uma palavra.
Quinto, ainda que aceite-se como eu aceito, a questão de que a mera comparação aritmética de vítimas de um regime não permitem absolver ninguem, ela serve para identificar um vício, que na verdade é um método. Um repórter da FSP escreveu contra o editorial por conta do uso dessa palavra e tocou na questão da aritmética dizendo que baseando-se apenas nela, Hitler que matou 6 milhões de judeus poderia ser considerado por alguns como suave perto dos 20 milhões que morrerão sob as ordens de Stálin. Ocorre que o repórter erra no uso da aritmética e erra ao atacar aquilo que o texto não dizia. Até porque Stálin só matou muitos mais porque ficou mais tempo no poder e Hitler não. Stálin matou os que se opunham ou supostamente se opunham ao seu regime e Hitler queria uma pureza da "raça" com a eliminação de etnias inteiras principalmente judeus. Significa que motivos diferentes tornam um ou outro mais palatável? Significa apenas que o homem, não importa sua ideologia, quando dotado de poder supremo é capaz das piores atrocidades possiveis, justificando-as como admissiveis apenas no caso dele, por se sentir moralmente superior aos outros. Em outras palavras, ainda que Hitler não tivesse matado um único judeu, ainda assim ele seria um monstro sanguinário, um ditador frio, a talvez mais próxima encarnação do demônio que já tenha ocorrido no planeta, e isso porque ele não perseguiu unica e exclusivamente judeus, mas porque decerta forma perseguiu quase todos os outros seres humanos do planeta.
Da mesma forma, mesmo que Stálin tivesse matado "apenas" 20.000 e não 20 milhões, isso não o tornaria um ser humano mais sádio que Hitler.
Por isso a pura e simples aritmética não é o que está em jogo nesse caso mas o método por trás do discurso.
É inegável que assim como Stálin em relação a Hitler, a ditadura de Fidel matou muitos mais que as ditaduras sul americanas hoje a décadas extintas. Isso não significa que aquelas eram mais virtuosas que essa. Mas é questão de fato novamente e não de gosto que o governo cubano é homicida e é uma ditadura.
É nesse ponto que se registra a questão do método. Os mesmos que estão tendo ataques e desmaios por conta do "malvado" artigo da FSP são os mesmos, exatamente os mesmos, que piscam um dos olhos para a ditadura cubana e fazem de conta que não enxergam, o número de mortos, torturados, exilados, etc, mas enxergam apenas o, pelo menos em tese, avanço da medicina cubana; como se isso de alguma forma atenuasse os erros do regime que são exatamente os mesmos de qualquer outra ditadura de esquerda ou de direita.
Vá você, falar do "milagre brasileiro", de itaipú, ou sei lá do quê e logo uma turma vem babando pra cima lembrando da tortura e mortes. Cite o nome Cuba e não conseguirá pronunciar mais nada porque será interrompido por um discurso interminavel sobre a beleza da ilha; a altivez do povo cubano frente ao vizinho branco e malvado, os EUA; a medicina que não é nem mais de primeiro mundo mas extraterreste; a paixão do povo pelo Fidel.
Sobre a repressão, tortura e mortes, dirão que boa parte é propaganda americana.
E assim vai seguindo a vida nesse carnaval de 2009 com os enredos oscilando entre os escombros da crise, a chamada marolinha por Lula, e os chiliques dessa turma. E nós atrás desse trio elétrico vestindo a fantasia de palhaços.
Tudo de ruim que a ditadura brasileira produziu foi importada de Cuba.
A censura que tivemos no Brasil foi importada de Cuba, a tortura também e etc.
Gravataí Merengue é o tipico papagaio de pirata do "TIO",fala sempre as mesmas bobagens do "Rei" e da turma do primário mal feito.
Os dois unicos cubanos que pediram asilo no Brasil no Pan foram o jogador da seleção cubana de handebol, Rafael Capote, que abandonou a equipe de seu país, na Vila do Pan, no Rio de Janeiro, e foi para São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e Michel Garcia da Seleção de basquete que foi para o interior de São Paulo jogar basquete, ambos já conseguiram inclusive a sua cidadania brasileira e felizmente fugiram da ditadura de Fidel e Raul !
Ou seja, se dois outros cubanos que pediram asilo na mesma semana conseguiram, porque os dois boxeadores não ?
O estranho é o porque da imprensa só falar dos dois boxeadores e esquecer seletivamente dos dois que ficaram ?
Na verdade a oposição e seus membros como o Gravataí usam da tática hitlerista de repetir uma mentira mil vezes..só que não adianta, quanto mais mente mais Lula e Dilma sobem.
Chora Gravataí !!!
Mas o que eu acho execrável é quem acha coisas boas e ruins nas ditaduras,e verdade seja dita, os esquerdistas costumam fazer isso com frequência,no entanto só fazem com as ditaduras de esquerda, lógico.
Se formos por esse caminho sem escrúpulos de achar coisas boas em ditaduras, poderão ser achadas também nos regimes de Pinochet, de Hitler, cujas economias dos países cresciam a passos largos.
O problema é que geralmente quem aponta o dedo, está com o mesmo sujo.
Uma ótima leitura é o livro de peter gay, "o cultivo do ódio". No capítulo, "os cesares modernos", encontramos as dificuldades dos pensadores liberias democráticos em configurar um sistema político que permitisse a participação de todos sem descambar na famigerada "ditadura da maioria", onde as minorias são privadas de opinião e de participação.
penso o seguinte: infelizmente, a paixão ideológica faz com que as pessoas sempre olhem para a grama do vizinho em vez de sustentarem argumentos racionais. Os petistas, por exemplo, quando estavam na oposição sempre se apresentavam como arautos da ética, da moralidadade, etc., no entanto, hoje, quando são pilhados cometendo algum desvio ético sacam logo o argumento de que os tucanos faziam o mesmo quando estavam no poder.Esse é o jogo do poder, não se justifica,mas é o que acontece. Quanto ao editorial da Folha, o que houve foi uma ditadurabraba,mesmo.
Porém, ele não tem o direito de falar mal de uma classe inteira por não concordar com o que a Folha disse em seu editorial, o que é uma atitude ridícula de alguém que apenas demonstra raiva ou desconhecer os módulos das diferenças entre alguns jornalistas podres e alguns que fazem um trabalho decente.
Há intelectuais esquerdistas, direitistas e aqueles que estão nem aí para nenhum dos lados, como há jornalistas também.
A sensatez dele terminou por causa disto, de resto, respeito tanto a possibilidade dele expressar sua opinião como a da Folha de achar o que quiser, mesmo não concordando com nenhuma das duas.
Neste ponto, lhe considerei mais sensato em suas colocações. É muito fácil tentar puxar o tapete de alguém se escorando em um grupo de pessoas como fez Emir Sader, nada mais nada menos ele, Comparato e Benevides estão usando as pessoas que sofreram com a ditadura brasileira para ganhar alguma coisa, provavelmente tentar enfraquecer o jornal, alguma notoriedade ou sei lá o que.
O objetivo real, eu desconheço.
(Gravz: Opa, valeu. Se venho aqui dar meus pitacos, não faz sentido negar mensagens de quem discorda. Sempre publiquei, e deixo passar até gente me chamando de idiota!
O Caetano é o nosso maior democrata pois me parece que consegue escutar diversos lados, entrar e sair de todas. ele não fica com muita murrinha "ideológica". Sei que você gosta dele. Pergunta se ele se considera um verdadeiro democrata. Talvez. Tem hora que dá vontade de sair prendendo e torturando todo mundo. É só olhar pra cara do Renan Calheiros. É, mas não pode, tem de ser na conversa, no voto, nos "movimentos" que talvez isso ainda melhore. Viva Caetano Veloso e Antônio Cândido e muitos outros... Tom Zé que pisou na bola e mostrou um rancor meio bobo mas que é um cara muito interessante e é um artista maravilhoso. Essa guerra de blogs vai ficando bobinha que nem o rancor do Tom Zé. É tudo muito humano. Não pode é vir alguém em nome do que seja querer fechar a internet. Grande abraço, verdadeiro democrata.
(Gravz: Os gays, em Cuba, eram levados a campos de concentração, e trabalhavam como escravos. Outro tiro no pé. Vocês nunca aprendem, né? Nâo estudam, vêm pra cá feito uns bocós e acontece isso...)
Você tem razão, preciso estudar mais. Passei a acompanhar o site Generation Y e vou atrás de outro que fale da Venezuela. Tem alguma dica? Não quero incomodá-lo. É ruim ser classificado assim: "Vocês nunca aprendem." Fui colocado entre os "vocês". Bocó é até um adjetivo simpático, melhor que babaca. Talvez você quizesse dizer babaca mesmo, né não? Te julguei mal. Achei que podia ter sido melhor recebido, você teve até o trabalho de me responder, embora de forma não muito amiga. Te critiquei o fato de você se referir a ferdadeiro democrata, avaliação que não faço de mim mesmo. Acho que isso é aprendizado. Burro cê não é. Mas que tá precisando de uma sessão de relaxamento, isso tá. Eu também fiquei chateado com a derrota do São Paulo. Aliás, acontece isso o que? Não sei qual de nós dois está sendo mais bocó. Pelo menos presenciei mais de perto o que se transfomou essa "guerra" Lulistas x antilulistas; Vejista x antivejistas e etc e tal.
Esse blog não está te fazendo bem. Não te conheço pra afirmar isso, mas seu humor é péssimo.
Só pra terminar e já vou tarde: Se na década de 70, nos EUA, um pais democrático, assumir a homosexualidade era terrível ( se não viu, vai assistir Milk, não é pra comparar com Cuba não, nem tem como, o filme é bom por si), imagina se declarar gay sabendo que podia ir para campo de concentração passar o resto da vida fazendo trabalho forçado. Devia ficar todo mundo segurando o fiofó, controlando os gestos, falando grosso... é só uma brincadeira pra não dormir de mal humor pois não é nada bom ser chamado de bocó ignorante.
Se cuida cara, ficar assim na defensiva com esse comentários não vale à pena. Nada vai melhorar dessa forma agressiva. Fui alijado do seu blog. Mas valeu, vou continuar visitando de vez em quando. Mas pra comentar sem ferir meu pezinho vou ter de estudar mais. Gosto de nome do blog, Imprensa Marrom, mas não leva ao pé da letra.
Gravata,vc não viu a entrevista no Esporte Espetacular???
Caiu por terra tudo o que vc alardeou aqui,provavelmente à reboque da imprensa "isenta".
Perdeu,playboy!!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O Brasil está ótimo para alguns. A ditadura foi ótima para alguns. O crime maior da ditadura foi além das mortes e torturas recebidas com honra por quem se sacrificou. O crime maior foi que num momento em que o Brasil se preparava pra implantar um regime de mudanças com as reformas de base (que não beneficiariam somente alguns)isso foi usurpado através da violência. Na época em que as mudanças estavam pra ser começadas alguns protegeram seus interesses.
Essa é a ditadura que foi defendida quando usou-se o termo "ditabranda". Este é o fato.
As tais reformas de base não foram contempladas até hoje, talvez por medo desse fantasma da didatura, que por ser tão nostálgica para alguns, torna-se sempre uma possibilidade real.
Mas até "manifestações" para tentar controlar o que a Folha escreve esses cínicos e mentirosos agora fazem.
Qto aos boxers de Cuba, a Lúcia Hipólito pediu desculpas (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/post.asp?t=desculpas-publicas-ao-ministro-da-justica&cod_Post=165050&a=431), depois da matéria do Esporte Espetacular (http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM974527-7824-EXCLUSIVO+BOXEADOR+CUBANO+REVELA+DETALHES+DA+SUA+FUGA,00.html).
O que vc acha disso Gravata?
Assim como não ha semi gravidas , não deveriam existir os semi indignados .
E ainda se autoproclamam paladinos da justiça social . Vergonhoso.
Ficar na internet com blá blá blá é bom.
Quem sofreu é que sabe.
Não sou favorável a Cuba, acho que tudo que ela fez com os gays (aliás, muitos aponharam a revolução) uma das maiores tragédias da humanidade. Mas que folha foi injusta com os seus interlocutores, isso foi.
E não tem essa de dizer que não tem nada a ver, de que Cuba não tem ditadura mas um regime diferente, tampouco ficar falando que foi apelação do jornal falar no assunto. Embora ache que o jornal tenha errado em parte ao usar o famigerado ditabranda, ele acertou em cheio ao cobrar desses intelectuais uma mesma postura diante do regime cubano. Essas pessoas que criticam a ditadura militar mas nada falam a respeito de Cuba (quando não a defendem e exaltam) são verdadeiros hipócritas, mostram que no fundo não são contra a ditadura mas apenas contra quem estava à frente dela. Ou vai me dizer que nunca passou pela cabeça desses revoltosos instaurar aqui uma "ditadura do proletariado"?
Apenas para falar também dos tais boxeadores cubanos citados acima, só me respondam, quem fez a entrevista? A Globo, descarada parceira do governo, que certamente ganha alguma coisa para falar bem ou esconder os podres do governo. Não me convenci de que o governo brasileiro, cheio de simpatizantes de Cuba, não tenha tido participação na deportação dos boxeadores pra lá. Duvido que eles queriam voltar, ou não teriam fugido da delegação na época, sabendo que se voltassem seriam humilhados e impedidos de praticar o esporte, exatamente como aconteceu. E se lá é tão bom, por que eles fugiram de novo? Pelo menos agora eles estão em um país onde eles vão ter a liberdade de fazer o que gostam.
E digo mais: se a justiça brasileira fosse tão diplomática e foi correta ao mandar os cubanos de volta, o que me dizem do Battisti? Um assassino condenado na Itália e que foi recebido de braços abertos pelo nosso país... O governo só o protege porque ele é comunista, porque simpatizam com a sua causa. Aposto que se fosse um americano fugido dos EUA acusado de matar negros, o governo brasileiro mandava ele de volta rapidinho. É o que podemos esperar da nossa esquerda, que apóia "movimentos sociais" como o MST e as FARC...
Por aí a gente te idéia do nível do debate.... pffffffffff
(Gravz: Jorge, seu comentário deu origem a um post, o mais recente. Vi pelo seu blog que você defende Cuba. O que há de simpático nos genocídios de lá? Você acha bonito? Adoraria saber sua opinião a respeito daquilo. Abs)
Certo fez O MOVIMENTO DOS SEM MÍ
IA protesto democrático contra o "revisionismo" dissimulado que a FSP quer impor, talvez querendo atenuar seu apoio e atuação na DITADURA BRASILEIRA, cedendo veículos para transportar os "inimigos do Estado", anunciando antecipadamente morte de presos e até financiando operações do regime militar! será saudades ou folha,assim como em 64, tem um PROJETO diferente para o Brasil !Taí outro exemplo de apoio da FSP
“Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca ouve. E de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social - realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama. O país, enfim, de onde a subversão - que se alimenta do ódio e cultiva a violência - está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa, que reflete o sentimento deste." Octávio Frias de Oliveira, 22 de setembro de 1971”.
Qual a diferença entre a sonegação de impostos do deputado dono de castelo e do borracheiro da esquina que não emite nota fiscal pelo serviço?
O cidadão que poda uma árvore na cauçada sem autorização e o desmatador de vários alqueiras na amazônia?
O empregador que não assina a carteira é igual ao empregador que mantém funcionários em regime escrávo?
O MST é igual as FARC?
Os sequestros e roubos a bancos durante as ditaduras e os cometidos pelo crime organizado são iguais?
E O MAIS IMPORTANTE, A TORTURA QUE INFELIZMENTE AINDA OCORRE NOS DIAS DE HOJE É MENOS IMPORTANTE QUE A QUE OCORREU NA DITADURA?