O SOFTWARE LIVRE NUNCA DARÁ CERTO: SAIBA O PORQUÊ
23/02/2009
O SOFTWARE LIVRE NUNCA DARÁ CERTO: SAIBA O PORQUÊ
Não, nunca dará. Como hoje e ontem, no máximo usarão aqui e ali. Mas NUNCA haverá supremacia, NUNCA será o padrão de ninguém e isso - vejam só! - não tem tanto a ver com a qualidade (embora ainda sejam em sua maioria bem ruins, chatos e de uso complexo). Vejamos...
Princípios
Software Livre é aquele cujo código-fonte é aberto, para modificações por quem bem entender. Seu antípoda é o chamado "software proprietário", cujo código não permite essa funcionalidade. Tudo visto assim, parece simples: um é "bom", outro é "mau".
Mas não é bem assim. Como toda e qualquer empresa de toda e qualquer categoria do nosso glorioso Planeta Terra, as empresas de software protegem seus direitos. Em alguns casos, como no DIREITO À VIDA, há regras universais que permitem a relativização das proteções empresariais (vejam o caso dos genéricos, da indústria farmacêutica etc.).
De todo modo, músicos (gravadoras/produtoras), escritores (editoras), roteiristas (cinema e TV), e até quem cria receitas para a indústria de alimentícios ou de bebidas e assim por diante. O leque de criadores é praticamente infinito e é fundamental que haja: a) lei protegendo o direito à obra criada, bem como à exploração financeira daquilo que se criou; b) estímulo econômico para que mais gente crie, fomentando o mercado.
Os defensores do SL acreditam que isso torna o mercado estagnado. A história do mundo prova o inverso: a competição acerca de quem elabora o produto mais eficiente, melhorando as características do outro, faz com que todo e qualquer mercado técnico evolua. E ela deve vir sempre associada à livre-concorrência e outros pormenores.
Toda a ciência ocidental - inclusive aquela que permitiu a idéia do Software Livre - é constituída de idéias de superação e competição criativa (que não tem nada a ver com luta fratricida ou algo assim). A suposta colaboração (que é um eufemismo para esconder a idéia de estagnação a longo prazo) simplesmente tranca o conhecimento humano - em vez de supostamente difundi-lo.
O que realmente impulsiona a humanidade a um trabalho dedicado não é APENAS a vocação, mas também a idéia de recompensa; e essa idéia é obviamente material (afinal, a satisfação pessoal já consta do princípio da vocação). Quando se tira boa parte da recompensa, retira-se automaticamente um dos maiores estímulos.
E aí entra um problema grave: a indústria de "software proprietário" CONTINUA ativa. E ela CONTINUA comprando boas idéias de bons desenvolvedores. As opções são: satisfazer a vocação e não ganhar nada ou satisfazer a vocação e ganhar milhões. Adivinha o que a grande maioria dos adolescentes escolhe? Pois é.
Essa conclusão nos leva ao tópico a seguir.
Feminismo Caricato e Software Livre: Um Paralelo
Há um feminismo caricato, minoritário no movimento feminista, que é refutado e rechaçado por boa parte das militantes. Ele consiste num ódio aos homens, mas um ódio tão doentio que praticamente tende a nos eliminar do mundo. Claro, esse grupo é exíguo e não é levado a sério pela esmagadora maioria das feministas.
No Software Livre, porém, o grupo dos que adorariam ACABAR DE UMA VEZ POR TODAS COM O SOFTWARE PROPRIETÁRIO não é uma minoria. Não, eles não são minoritários. E isso decorre muito da conclusão do tópico anterior, pois sabem que a luta é desigual. Porque também sabem que seu modelo é a expressão inequívoca da falência lógica perto do outro.
Qual a solução? Ora, elimina-se o inimigo. Claro que não há a menor possibilidade disso acontecer, mas revela muito do traço "democrático" dos que debatem esse tema. Experimente dizer que você usa Windows - não precisa nem falar que é melhor ou dizer que é para mais alguém usar. Diga apenas que VOCÊ usa, e já receberá xingamentos.
Quando alguém diz que usa Linux, o máximo que recebe é um sorriso do tipo "ok, você é quem sabe". E pronto.
SL: Direita e Esquerda
Uma vez, dando entrevista sobre música "engajada", Caetano Veloso fez uma brincadeira sobre Baden Powell e isso virou uma piada corriqueira, pelo menos no meio musical: - Os acordes de Baden são de direita ou de esquerda?
A idéia é simples, e serve para ridicularizar quem ideologiza tudo. Há coisas que são TÉCNICAS, não se prestam para entrar na dicotomia tosca e burra que assola nosso país idem. O mesmo aconteceu com os transgênicos, que são um tema eminentemente técnico, mas cujo combate coube a sindicatos historicamente filiados "às esquerdas" e o resto, como sabem, é história.
O raciocínio para "esquerdizar" o SL tem a profundidade de um pires, que é a mesma daquela dos sociólogos que em geral se tornam seus paladinos: "o código aberto não fomenta a ganância dos mercados e serve para partilhar o conhecimento, sem fazer prevalecer o capital". Ok. Pausa para o Hino Nacional cantado por Fafá de Belém e todos abraçando árvores.
Agora, vamos falar sério. O software que "move capital" é aquele que recolhe mais tributos (ou seja, abastece o Estado!), gera mais empregos (ou seja, garante maior inclusão e distribui renda diretamente!) e jorra dinheiro no mercado por meio de sua venda e da venda de seus royalties.
Além disso, há o INVESTIMENTO. Por mais que as empresas de softwares comprem muitos aplicativos de uma vez (gastando fortunas em royalties), há casos e casos e casos daquelas que INVESTEM em desenvolvimento - gerando empregos, distribuindo renda, recolhendo tributos... Ser contra isso é ser "de esquerda"? O legal é não ter isso? Ok...
Claro que eles não fazem a explanação completa, e nem é porque são efetivamente tão burros, mas preferem esconder isso em razão do chute no castelinho de areia em que consiste seu raciocínio esquerdopático originário.
SL x Software Gratuito
Como alguns já se armaram nos parágrafos anteriores, sugiro guardarem a faquinha de manteiga ideológica. Eu sei que Software Livre não implica necessariamente na gratuidade, mas sim na funcionalidade da abertura do código-fonte. Mas é FATO que a grande maioria dos SLs são gratuitos, sim; e o fato de ter o código aberto permite a alguém modificá-lo sem vendê-lo.
Além disso, o grande dinheiro proveniente dos royalties não entram nessas transações e eles TAMBÉM são tributados (vão para o Estado) e entram na economia de um jeito ou de outro.
O empobrecimento de uma categoria, em suma, sempre repercute negativamente no mercado. Isso é de uma obviedade que chega a ser dolorosa. Os desenvolvedores que poderiam ganhar milhões, mas ganham zero ou vinte reais, não ficam apenas eles próprios mais pobres, mas ferram com todo o mercado. E isso nos leva ao tópico seguinte.
Uma Coisa é Uma Coisa...
Sim, a regra de ouro! Ela TAMBÉM vale para o SL. Como vocês sabem, trabalhei na Secretaria de Comunicação da Gestão Marta e, vejam que coisa!, estava lá quando Richard Stallmann (o "pai" do Software Livre) foi chamado para dar palestras aqui em São Paulo.
Foi reservado hotel para ele mas, juro!, ele quis dormir NO CHÃO DA CASA DE UM CARA. Sem brincadeira. Ele não queria o luxo de um hotel (e não era hotel de luxo!). É esse tipo de vida que ele PREGA E VIVE. Ele realmente é assim.
Agora, e os que defendem as idéias de Stallmann?
Eles dormem nos chãos por aí? E quando eles viajam para o Canadá, Barcelona e afins? Será que pregam a pobreza coletiva dos desenvolvedores de softwares, para que deixem de receber milhões de royalties vivendo apenas da manutenção de PCs? Pois é...
Falar é tão fácil. É realmente uma moleza pintar o Bill Gates como um demônio para um adolescente brilhante, tentando fazer com que ele desista de ganhar milhões para supostamente abalar a Microsoft. Mas, quando se trata dos próprios luxos, aí é outra coisa.
Bill x Steve
E agora o pessoal do SL tem um problema pela frente, e dos graves. Antes, o Darth Vader era Bill Gates, mas agora surge um novo problema no horizonte. Parece que a coisa está ficando feia para o lado de Steve Jobs. Perto deste, Gates é um sujeito até que bonitinho.
Isso porque as plataformas da Apple são de segurança máxima, tanto as de software quanto de hardware! Isso mesmo: NÃO PODE NEM MEXER NO EQUIPAMENTO QUE DÁ UMA TRETA SARRACENA. Jajá, surge o movimento Hardware Livre!
Pra piorar, a loja de aplicativos do iPhone tem feito novos milionários, alguns bem jovens, o que OBVIAMENTE motiva muitos outros a programar e, assim, também ganhar seus milhões (e isso é ótimo!). Imaginem a ira da turma da abnegação financeira...
Pois é, pois é. Aguardem, meu caros. Bill Gates é coisa do passado. A moda agora é Steve Jobs ser verbalmente linchado.
Enfim
Não briguem comigo. Escolham uma ponta de faca e a esmurrem à vontade, mas por favor não briguem comigo. A menos que encontrem alguma falha factual no que eu disse, claro. Em caso contrário, por favor, dispenso brigas.
transubstanciado por gravata às 23.02.09 - 16:34:57 | 36 comentários
Comentários, Pingbacks:
Muito bom!
Até que fim você um texto digno de você.
Colocou muitos problemas válidos, só não concordo que o SL chegou a um beco sem saída. Não me refiro a questão política, mas como ferramenta tecnica.
Eu acredito que o SL vai se tornar um recurso básico de pequenas prestadoras de serviços para grandes aglutinadores de capital, que vão se tornar geradores de conteúdo e produção artística.
Ou seja tercerizaçãode recursos.
(Gravz: Isso varia muito, Jean. Pode ser, mesmo. Assim como os fabricantes podem baratear o custo da venda de alguns aplicativos, como a Microsoft fez com o Windows, para aumentar o número de compradores regularizados. Não acho que o SL vá 'morrer', ele apenas nunca dará certo como modelo hegemônico. Porque enquanto a turma faz um discurso focado apenas em seduzir o usuário, e ainda falha porque são softwares jogo duro, o desenvolvedor não vê vantagem alguma em trabalhar anos a fio pra não ganhar nada)
É um grupo que faz barulho, mas não representa o grosso do movimento pelo SL.
E no meio de campo há a questão da pirataria.
No melhor dos mundos, meio que tanto faria software livre ou software proprietário, já que de um lado teríamos pessoas abnegadas a produzirem serviços e bens para o bem comum, enquanto que de outro lado teríamos pessoas íntegras que não obtruiriam a livre concorrência. No mundo real, meio que tanto faz já que os obstáculos são mais ou menos equivalentes.
Mas é errado imaginar que o SL não move a roda da economia. Há milhões de dólares em grana investida no suporte e no desenvolvimento de soluções para empresas baseadas em SL. O dinheiro que a empresa economiza com royalties fica livre para ser aplicado em outros produtos.
Por outro lado, na comunidade desenvolvedora, os custos para o desenvolvimento das soluções podem ser minorados - até se tornarem marginais. Há vários modelos - alguns inclusive utilizado por softwares proprietários de distribuição gratuita - que permitem gerar ganhos.
A Wired compilou vários modelos de negócios baseados na distribuição gratuita de bens e serviços.
http://www.wired.com/techbiz/it/magazine/16-03/ff_free
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[]s,
Roberto Takata
(Gravz: Não estou dizendo que não move a roda, estou dizendo que esse movimento é menor ou às vezes ridículo comparado ao outro. E grandes companhias já encontram soluções para a pirataria, como diminuir sobremaneira o custo dos programas, como a Microsoft fez com o Windows, para ficar num exemplo)
O seu argumento está baseado em um ponto errado. Você está julgando um segmento importante da computação, tanto acadêmica quanto comercial, baseado nos seus seguidores mais xiitas. É como julgar o esquerda pelo PCO (PSOL é light demais), os alunos universitários pela UJS, os muçulmanos pelos homens-bomba ou a igreja católica pela Opus Dei.
Concordo em gênero, número e grau que os Linuxetes são chatos. Eles estão para o PCO como os Macnetes estão para os P.I.M.B.A.
Mas medir o potencial do software livre a partir deles é besteira. Analisando apenas o PCO, pode-se chegar a conclusão de que a esquerda nunca chegaria em lugar nenhum no Brasil.
O que você parece desconhecer é que existe um modelo de negócios para software livre (geralmente baseado em suporte técnico e soluções para empresas). Software livre não é uma brincadeira da mulecada na universidade. Por exemplo, muitos dos meus amigos trabalham em uma divisão de Software Livre da Nokia, que basicamente adapta versões do Linux para celulares e Internet Tablets. Além disto, em vários segmentos, principalmente acadêmicos, os melhores programas são SL.
Trabalho com Linux a alguns anos, e uma coisa que pude perceber é que dos últimos anos para cá ele tem se tornado cada vez mais fácil. Ainda dá trabalho, mas nada comparado com uns 5 anos atrás. Ainda não posso tirar o Windows do meu Laptop (principalmente por causa desse Office novo), mas o uso muito menos.
(Gravz: Claro que sei desse 'modelo de negócios'. Mas também há um outro modelo de negócios que consiste na VENDA de idéias desenvolvidas. E ele gera MILHÕES para o espertinho que criar um bom software. E aí? Como convencer esse sujeito a NÃO proteger sua criação e não ficar com milhões, obrigando-o a trabalhar para o resto da vida prestando serviços de assessoria de informática para empresas, renunciando à própria genialidade? Isso soa tão xiita quanto o PCO. A Nokia adapta versões de SL? Legal. O Iphone estimula usuários a criarem APPs e a GANHAREM GRANA com a vendagem - recentemente, um menino ficou milionário com isso. Adivinha quais aplicativos são mais divertidos, evoluídos e bacanas? E adivinha qual escolha um menino fará, hoje, quando quiser bolar um software para celular, sabendo que de um lado ele não ganha nada, de outro ele tem a chance de ficar milionário?)
Por enquanto somente sugiro que você use o Firefox (livre, e bem melhor que o sucedâneo não-livre) e assista esta palestra: http://randomfoo.net/oscon/2002/lessig/free.html
Eu acho que faltou uma distinção no seu texto: há aqueles, como Linus Torvalds (que diz fazer suas apresentações no PowerPoint), criador do Linux, que veem o SL como uma metodolgia de desenvolvimento - há uma frase famosa que representa esse pensamento: "given enough eyeballs, all bugs are shallow". Isto é, se o código-fonte for aberto, maior será a qualidade do software. Eu discordo disso porque não é o que se vê (como regra geral; Firefox está nas louváveis exceções), mas não é o ponto.
A segunda vertente, de malucos como o Stallman, acredita que a qualidade do programa é o de menos: o que importa é a liberdade do usuário de modificar o código para satisfazer suas necessidades. Deixando de lado a utopia bizarra que é alguém sair fuçando no kernel do Linux para arrumar um bug ou acresentar uma feature, há todos os problemas que você apontou no seu texto.
Para mim, o software proprietário tem um defeito fundamental bem simples. Para mim, uma pessoa cujo emprego depende da qualidade do que ele produz sempre será mais responsável e dedicado do que um hobbysta. Quando o leite das crianças tá em jogo, nego pensa duas vezes antes de fazer malfeito...
Menor, mas não insignificante. Em menos de 10 anos, o Firefox abocanhou 20% do mercado de navegadores. O Linux tem cerca de 10% do mercado de S.O.
"E grandes companhias já encontram soluções para a pirataria, como diminuir sobremaneira o custo dos programas, como a Microsoft fez com o Windows, para ficar num exemplo"
Não chega a ser solução. Embora seja um paliativo. Pagar derreal no camelô ainda é mais negócio para o usuário final (aquele que não está preocupado com leis) do que pagar 200 reais no Vista.
"Como convencer esse sujeito a NÃO proteger sua criação e não ficar com milhões, obrigando-o a trabalhar para o resto da vida prestando serviços de assessoria de informática para empresas, renunciando à própria genialidade?"
Há centenas de milhares - provavelmente milhões - de sujeitos que estão convencidos disso. A comunidade desenvolvedora do Linux é muito maior do que a comunidade desenvolvedora de soluções MS. Embora ganhar milhões seja um objetivo tentador, o fato é que não há espaço para que todos ganhem milhões - mesmo gênios não ficam milionários apenas na base de seu talento nato para a informática. A maioria dos desenvolvedores que trabalham com softwares proprietários ganham salários mais terrenos: algumas dezenas de milhares de dólares anuais.
Colocando na balança a diferença não é tão grande: os milionários são em número proporcionalmente pequeno de modo que não desloca muito o equilíbrio.
Considerando-se que os custos de se trabalhar com software livre é menor - não há custos de royalties e de marketing -, pode acabar compensando.
Então há viabilidade nos negócios - tanto é que há empresas trabalhando assim.
Apenas, de fato, não se deve ver a questão do ponto de vista de exclusão competitiva, mas sim de atender a demandas específicas.
[]s,
Roberto Takata
Na verdade, não vejo essa dualidade no mundo real. Uma solução eficiente de software pode unir aspectos proprietários e SL: não existe, por exemplo, programa decente de edição e composicao de vídeo em SL - o infame Jahshaka é um lixo. Então a gente tem que recorrer aos grandes: Adobe, Apple, Discreet, etc. Mas existem excelentes opções de programas secundários em SL, como tratamento de imagem, gravação de CD/DVD, tracking de movimento, etc. Então, uma produtora pequena pode montar seu leque de programas misturando as duas coisas e economizar uma fortuna em royalties, gastando mais só com o que nao tem uma opção SL. E isso ocorre muito. Onde está a dualidade aí? Fazer isso é de esquerda ou de direita? Não entendo, você diz que tem coisa que não deve ser "ideologisada" e em seguida desperdiça dois parágrafos tentando desancar supostos defensores de esquerda do SL.
Obrigada pela oportunidade.
Bjsss
Para atualizar seu blog você usa o B2Evolution. Para todos os meus trabalhos uso o Wordpress. Também acho estranho que a Automatic pague 30 funcionários para desenvolver o Wordpress e distribua-o gratuitamente. Mas ao mesmo tempo entendo a lógica da manutenção que é o pilar que sustenta esta empresa. Vamos a ela então:
1) Meu objetivo é desenvolver o software mais perfeito que eu consiga desenvolver. Ele não será perfeito, mas precisa chegar o mais próximo da perfeição.
2) Distribuo gratuitamente meu software e cobrarei apenas uma mensalidade pela manutenção do mesmo.
3) Se meu software for perfeito, não precisarei dar manutenção. Como ele não é perfeito, precisarei então. Contudo, quanto mais próximo da perfeição ele estiver, menos eu preciso trabalhar para mantê-lo funcionando.
4) Meu time de desenvolvimento é muito bom, mas é impossível a ele identificar todas as falhas existentes em meu software. Daí que surge a importância da comunidade que usa este software livre identificando falhas e por vezes já trazendo a solução. Ou seja... Por meu software ser livre, fica cada vez mais fácil aproximá-lo cada vez mais da perfeição.
5) Sim... Fechar o código e concentrar os ganhos apenas com desenvolvimento, ganha-se proporcionalmente mais. Mas só proporcionalmente. Há um universo bem maior precisando de manutenção e não é interessante a uma empresa abrir mão disso.
6) Para ficar num exemplo mais concreto, usarei o meu próprio: desenvolvo sites em Wordpress que me tomam um mês de trabalho e cobro pelos mesmos 3 salários mínimos. Ou seja: em um mês, ganho três salários. Contudo, cada cliente me paga meio salário de manutenção todo mês. Ao ponto de ao final de um ano, com um único site, eu ganhar 3 salários com desenvolvimento e 6 com manutenção. Se tomarmos com base um período maior, como 2 anos, teremos 3 salários de desenvolvimento e 12 de manutenção. Enquanto o desenvolvimento pára na venda, a manutenção só pára o dia que o software deixa de ser utilizado. Um software muito bem desenvolvido (e alguns deles, como o Wordpress, por ser desenvolvimento por gente do mundo todo, consegue ser muito bem resolvido) é utilizado por muito tempo e dá muito pouco trabalho a quem presta sua manutenção.
7) Mas admito que um modelo mais justo seria um meio termo entre o proprietário e o livre. Por exemplo: suponhamos que o Windows abra o código, que eu faça minha customização e o venda a meus clientes. O ideal, penso, seria que eu repassasse à Microsoft parte dos ganhos que obtenho com a venda do produto que eles desenvolveram, em forma de comissão (e até mesmo agradecimento por me liberar sua cria).
Grande abraço.
Se você não sabe o Google é o produto final do software livre e quando você digita algo no google está indiretamente utilizando SL, porque todos os servidores do Google são Linux.
A Microsoft aumentou a segurança do Windows copiando as boas idéias do Linux e o Linux tem se tornado mais "amigável" copiando o bom design gráfico do windows e MAC. Viu como ambos os modelos se ajudam!
Quem fabrica o Office é a Sun Microsystems, e não acho que ela faça isso por ideologia. Acredito que seja alguma maneira de ferrar com a Microsoft mesmo. Ou seja, o software livre pode ser usado por algumas empresas na tentativa de destruir a concorrência.
hehehhehe!!!
Os pugilistas cubanos falaram o que todos sabiam, ou seja, eles NÃO pediram para voltar para Cuba foi o governo brasileiro que os enviou a força para à ilha-prisão.
Se a turma do Software Livre ideologisa softwares, tem gente no governo que ideologisa vidas humanas.
Mesmo privatizada a Embraer continua tendo como acionista o governo Federal que possui uma "golden share" ou seja pode vetar a venda de ações da Embraer para empresas estrangeiras.
O projeto FX da FAB que tem o caça F3 Rafale da francesa Aerospatiale como provavel ganhador deve ser construido pela Embraer e a empresa tem na FAB seu principal cliente militar.
Portanto Lula tem não só o direito mas a obrigação de questionar as demissôes e pedir para a Embraer explicar publicamente com relatórios a real necessidade de demitir os funcionários.
Sobre a compra do A319 que os tucanos e demos chamam de "Aerolula" foi uma opção da FAB por uma aeronave que tivesse autonomia suficiente para alcançar no minimo a Europa e tem também razões economicas brilhantemente elencadas pelo Roberto Takata.
Ao contrario do que o Gravataí apregoa, voar em empresas comerciais como a TAM por exemplo é um chamariz para grandes comitivas, já que o menor avião da TAM que faz Europa e EUA é o Airbus A-330 que tem capacidade para + de 250 passageiros.
A epóca a Embraer não possuia um avião em condições de suprir a demanda da FAB, porém no final de 2008 a Força Aerea Brasileira anunciou a compra por parte do governo Federal de 2 Embraer 190 para substiuir os Boeings 737 (Sucatinha) que atende o presidnete da república dentro do território nacional, ou seja tudo a seu tempo e dentro de uma perspectiva racional já que o mundo da aviação pauta-se por escolhas que levam em conta um sem número de variaveis.
Não faria mal se o prezado Gravata buscasse as informações que prestei aqui, no site de revistas de aviação como a Flap Internacional ou a Aeromagazine.
É melhor do que dizer bobagens !
Gosto muito dos seus textos, e concordo com a maioria deles, mas vou ter que descordar desse.
Primeiramente, acredito que os defensores radicais do software livre, esse que ridicularizam os usuários de software proprietário e etc, são a minoria. Porém uma minoria que tem sua imagem associada a todo o grupo, assim como as feministas radicais em relação aos grupos feministas, ou os muçulmanos radicais em relação ao povo muçulmano.
Quanto à competitividade do software livre, posso citar - sem pensar muito - 4 bons exemplos.
Primeiro o mais famoso, o navegador Firefox. Em alguns países da europa ele ja ultrapassa a marca de 50% dos usuários.
Segundo o OpenOffice, que não é tão difundido como o firefox, mas que já garantiu o seu espaço.
Saindo um pouco dos programas destinados aos usuários finais, temos o servidor http apache, que está por tras de cerca de 50 porcento das páginas da internet, segundo dados de janeiro de 2008 do Netcraft.
Finalmente, temos uma grande quantidade de software livre rodando nas empresas de desenvolvimento de software, e que são muito superiores em qualidade do que a maioria dos concorrentes proprietários.
Já à respeito da natureza financeira, o software livre pode ter muitas formas de se manter, além da prestação de serviço de manutenção. Existem casos de produtos mantidos por publicidade, outros que são livres mas que vendem documentação e treinamento, Alguns que são livres, porém são vendidos (liberdade não implica em gratuidade), ainda produtos que tem a versão para uso pessoal livre, enquanto o uso corporativo é cobrado.
Espero que não leve a mau meus comentários.
pode vender, sim, mas o código deve continuar aberto. é o caso da red hat, suse, etc.
e quanto ao mercado,sem comunismos ou economismos e economiasmas,não tenho pena dele não...ele se adapta,e o usuario também...o lema de um
Agora o Linux é outra história.. falta-lhe padronização o que impede de angariar adeptos criando uma confusão de pequenos padrões que afugentam os usuários.
Um aspecto anedótico é que a Campus Party, encontro dos radicais digitais, tem patrocínio dos espanhóis da Telefônica. Algo como um encontro de economia solidária e microcrédito patrocinado pelo Bradesco.
Vai lá:
Pela esquerda: é tudo invenção das grandes corporações. A legislação sobre copyright é alterada cada vez que o Mickey Mousa fica perto de cair em domínio público.
Pela direita: quem foi que disse que ao dar o monopólio de uma idéia (mas não de todas, só de algumas) aumenta-se a taxa de inovação para toda a sociedade? E se for justamente ao contrário?
procurando na Internet por argumentos contrários ao SL, para analisar o que outras pessoas pensam sobre o assunto, encontrei o seu texto.
Bom, uso somente linux desde 2004, e, realmente, já não consigo voltar mais para o Windows. Também resolvi defender a filosofia de SL desde de 2006, quando passei a compreender melhor as suas implicações sociais. (Acho que poderia ser considerado então um defensor xiita de SL, não?!
É importante dizer que a maioria das pessoas utiliza software proprietário em seus desktops, mas, devo frisar, sem adquirir uma licença legal. Isso demonstra que há um dilema sério no mercado: ao mesmo tempo que gostam de um software e resolvem utilizá-lo (o que valoriza esse produto), não querem respeitar o autor, pois infringem a licença de uso (proprietária) que o autor escolheu para o seu produto.
Na verdade, esse dilema é decorrente da aplicação de um modelo tradicional e antiquado de negócio (voltado para compra e venda de mercadorias concretas) para o mundo digital. No mundo digital, se você faz uma cópia de um software (ou de qualquer outra informação digital), esse processo não apenas mantém o original inalterado e ainda disponível para uso, como também consume uma quantidade irrisória de matéria prima. Então, cobrar (caro) por cada cópia idêntica de um objeto digital como se ele tivesse sido reconstruído do zero é obviamente um contra senso. Embora esse modelo tradicional tenha funcionado bem nos primórdios da era da Informática, ele já não é mais aceito hoje, quando as pessoas têm acesso quase irrestrito à informação. Assim, cresce a pirataria, como uma forma de repúdio inconsciente ao modelo antigo de aquisição não apenas de software, mas também de vídeos e de músicas. E veja: quanto maior a força do modelo tradicional, maior a pirataria, pois a mesma é uma decorrência natural da inadequação desse modelo.
Nesse contexto, quando discutimos software livre, não estamos falando de um produto específico, mas sim de uma licença diferente, cujos princípios diferem do modelo tradicional (inadequado). Qualquer software, inclusive o próprio MS Windows, pode virar um SL de um dia para a noite. Basta trocar a sua licença proprietária por uma que garanta as quatro liberdades básicas preconizadas por Stallman, além de liberar o seu código fonte para permitir o estudo e a reutilização do mesmo.
Se SL é a melhor solução ou não para o problema do modelo tradicional, isso é algo que ainda estamos longe de descobrir. Contudo, as licenças de SL vêm sendo utilizadas amplamente no mundo da Informática e derivações das mesmas existem agora para outros elementos digitais, como vídeos e músicas (tais como as licenças Creative Commons).
O interessante disso tudo é que o governo brasileiro também entendeu que licenças de SL são importante para o desenvolvimento da nação. Veja por exemplo o site: http://www.softwarelivre.gov.br
Órgãos do governo, inclusive, estão disponibilizando software desenvolvido internamente, agora com licença de SL (www.softwarepublico.gov.br). Os benéficios dessa ação são claros:
1) favorecer o reaproveitamento do software por outros setores do próprio governo e pela iniciativa privada (o que é um ganho social); e
2) tentar conseguir mais parceiros para auxiliar na melhoria e na manutenção do produto.
Abraços
Hugo
2 - Se não fosse a pirataria qto vc estaria pagando num DVD original hein? Lembra dos CD de 40,00 do Peral Jeam? E isso fazem anos!
3 - É graças a essa pirataria que o povo vem tendo acesso aos filmes fora do mundinho de Hollywood.
4 - Os defençores de SL não são contra o Gates, mas contra sua política monopolista de venda de produtos casados. Bem, vc sabe, venda casada é crime!! Essa sim foi a grande inspiração dos Software livre.
5 - Dormir no chão??? Defender a pobreza??? Que merda de história é essa??? Demagogia barata! O que se defende é preço justo! Não precisa ser pobre, mas também não precisa ser o mais rico do mundo como Gates!¨
6 - A motivação é grana? Balela!!! Se vosse assim Gates ja tava nas cordas a tempo!!! Vocação é o primordial sim! Prazer em realizar, o sucesso é concequência e o reconhecimento é a grande recompensa.
7 - O Radiohead, - não se esqueça! - disponibilizou seu album grats na net onde cada um pagava o que achava que deveria pagar. Resultado: as pessoas deram em média nos EUA U$ 8,05. Pouco? Não se comparar com o que ganhariam com a venda por uma produtora que é menos de 10%. Além de não ter a liberdade de fazer suas músicas como bem entendem. Los Hermanos rompeu com a abriu por conta disso.
8 - O que se propôe aqui é a mudança de ideologia sim, não se aproveitar já que é de graça, mas de pagar o que vc acha que realmente vale. Oportunismo faz parte da cultura capitalista, isso é fato. Não se trata de que isso seja bom ou ruim, simplesmente é um fato.
9 - Se é a maioria que quer o fim do Software livre, isso quer dizer que a sociedade quer assim.
10 - Obviamente não se acabará com as grandes empresas de Software pago pois elas se renderão e seguirão o mesmo caminho sem volta do SL (isso pra mim tb é um fato).
11 - SL nã é tubutado? Tudo o que as pessoas ganharem em algum momento irão gastar em algo (cara, carro, viagem, bebida...) tudo isso é tributado! Além do imposto de Renda. Então essa disculpinha não cola...
12 - Mac seguro, IPHONE??? Que piada! No ML ta cheio de IPHONE desbloqueado pra vender. Pra ver que coisa louca! Um moleque de 17 anos desbloqueou seu IPhone e acabou sendo contratado pela empresa! Viva a esses rackers!
13 - Realmente brigar com esse cara que escreveu esse artigo ridículo não da mesmo. Não se descute com um avestruz. Simplesmente o ignoro.
Isso é o que eu penso...
O texto não merece comentário, pois para refutá-lo basta verificar em qualquer site de finanças os lucros anuais e valor de mercado das principais empresas que trabalham com software livre.
Respondendo a este comentário em específico:
"Para mim, uma pessoa cujo emprego depende da qualidade do que ele produz sempre será mais responsável e dedicado do que um hobbysta. Quando o leite das crianças tá em jogo, nego pensa duas vezes antes de fazer malfeito..."
Eu já trabalhei com desenvolvimento de software proprietário, e posso afirmar com conhecimento de causa que "quando o leite das crianças está em jogo" os desenvolvedores fazem qualquer porcaria que resolva o problema dentro do prazo. Poucas pessoas vão ver o código, e quem for vê-lo talvez esteja sob as mesmas condições, então frequentemente ninguém se importa com a qualidade do código.
Eu mesmo já ouvi de um gerente de projetos que não deveria corrigir alguns problemas que achei no código pois não estavam no cronograma. Como todo o acesso ao código era engessado por processos documentados, corrigir aquele problema em específico não estava nos planos, mesmo que fosse tomar apenas 15 minutos do meu tempo.
Código fechado acaba sendo mais difícil de dar manutenção, o que causa, por exemplo, a lentidão com que empresas de código fechado liberam mesmo correções de segurança.
Já no mundo do código aberto, as pessoas tem seu mérito julgado pela qualidade do código que contribuem. Também tem código ruim no mundo do software livre e aberto, mas isto em geral não dura muito tempo. Geralmente existem algumas centenas de pessoas olhando o código e dando palpites, ajudando em pequenas e grandes modificações.
Muitos projetos deliberadamente atrasam releases ou decidem não liberar determinadas features apenas porque o código não estava bom o suficiente. Como uma das principais motivações é fazer um código bem feito, não tem pressão de gerente ou do mercado influindo nas decisões.
Acho que tu precisas aprender a diferenciar qualidade aparente de qualidade inerente, ou qualidade explícita de qualidade implícita.
A qualidade aparente, ou explícita, é aquela garantida no software proprietário pelos Unit Tests e planos de testes que um testador segue à risca e vê se o programa se comporta externamente da maneira como deve.
O testador aperta alguns botões e o plano diz que o software deve fazer isso e aquilo. Se o software faz, está aprovado. Isto não atesta nada sobre a qualidade ou eficiência do código e dos algoritmos usados. Isto não garante a manutenibilidade do código.
A qualidade inerente, ou implícita, é aquela professada pelas boas práticas de programação, revisão constante de código e uso de algoritmos eficientes e corretos na implementação do projeto.
Projetos de software livre que atingem uma certa popularidade atraem mais desenvolvedores e desenvolvem um conjunto de práticas a serem seguidas. Todos os desenvolvedores tem acesso a todo o código, e podem revisar a vontade até que estejam satisfeitos com a sua qualidade, já que seu mérito e valor próprio será julgado pela qualidade do código em que trabalham.
Espero que este comentário ajude a alinhar melhor as idéias relacionadas a qualidade de código e ao comportamento dos desenvolvedores.
Nesse caso específico acho que mistura alhos com bugalhos e não chega a lugar nenhum. Vamos lá:
A começar pelo título: O SOFTWARE LIVRE NUNCA DARÁ CERTO.
Como assim ? O software livre está dando certo. Linux - que não é sinônimo de software livre, mas é um software livre - é cada vez mais utilizado. É a base de vários sistemas comerciais e também é cada vez mais usado por usuários "normais". Isso pra ficar só no Linux, sem falar de todo um outro universo de software livre.
Daí você diz que nunca haverá supremacia e nunca será padrão. Bem, tirando o exercício de futorologia nessa sua previsão eu diria que o objetivo do software livre não é e nunca será ser supremo, diria até que o objetivo é quase que o contrário disto. O objetivo é a liberdade de conhecimento. E isso não tem a ver com supremacia... Quanto a ser padrão. O que você entende por ser padrão ? Padrão é o que define a compatibilidade entre diferentes fabricantes/desenvolvedores sejam eles SL ou comerciais. Se dependessemos somente da MS, somente o IE poderia ser usado para navegar na Internet, somente o WORD poderia ser usado como editor de texto. Graças a deus isso não acontece. Ou melhor graças à mulitiplicidade de desenvolvedores (entre eles os de SL).
Acho que você passa ao largo da grande questão. SL não é o antípoda do software proprietário. Os dois podem - e provavelmente vão - conviver por muito tempo, talvez para sempre (agora sou eu que estou fazendo exercício de futorologia). E tem espaço pros dois. Apesar de serem vistos como inimigos, essa é uma visão extremamente limitada. Na minha opinião pessoal, o software comercial vai sempre existir. E isso não tem nada a ver com uma possível "extinção" do SL.
A grande questão é o conhecimento. O software propietário é fechado. Quando eu compro um computador, eu compro um processador (CPU) que é uma máquina poderosíssima. Posso usar essa máquina de diferentes maneiras, para diferentes objetivos. Dado o poder desse processador, pode-se usar para praticamente qualquer coisa (e se usa). Roteador, controle de máquinas (aviões, carros, chão de fábrica tanque de guerra etc), e também como PC (computador pessoal).
No caso específico do PC, a vastíssima maioria dos usuários não está nem interessada no tal do processador. Eu quero é navegar na internet, enviar email, escrever um texto, guardar minhas fotos digitais etc. O problema de um sistema operacional proprietário é que ele fecha quase que completamente o acesso ao poder do processador (isso não é necessariamente verdade, mas no caso do Windows é
Qualquer um pode pegar o manual da Intel - ou da AMD - e desenvolver uma outra maneira de se utilizar aquele processador. Mas é um trabalho sobre-humano, impossível de se fazer sozinho com em apenas uma vida. O software livre permite isso. Obviamente esse conhecimento não é trivial, mas está aí disponível pra qualquer que se disponha a isso. E é um conhecimento disponível em camadas. Você vai até onde quiser -ou conseguir - ir.
A questão do software livre não é uma questão comercial, é uma questão de conhecimento. É uma questão de democracia de conhecimento.
Você só tá olhando pra ponta do iceberg, e tá olhando do lado errado.
[]s,
Rodrigo
Software Livre não só dará certo, como JÁ DEU!
Veja só... O mundo É OpenSource:
Os frameworks mais utilizados do mundo: Struts, JSF, Hibernate, Ruby on Rails, CakPHP, Django, entre muitos outros
As linguagens: PHP, Ruby, Python, o próprio JAVA(A SUN está tornando o JAVA OpenSource)
Servidores: Apache, JBoss, etc..
Sistemas operacionais: Linux, FreeBSD, SYMBIAN!
Bom saber seu nome.. assim nunca te contrato
Mas o modelo do Software Livre já deu certo. Se usuários mais leigos não gostam de Linux, as empresas que trabalham com Internet adoram. O servidor web Apache domina o setor. O Firefox é um sucesso. Em minha casa não se usa mais o Office, só o BrOffice. Em alguns casos é melhor usar o software pago. Em outras, o Software Livre é mais vantajoso.
Já contribuí com diversos projetos de Software Livre. Não porque gosto de desperdiçar minha vida sendo bonzinho com os outros. Mas melhorei alguns softwares que me são muito úteis hoje, e graças a outros desenvolvedores que pensam como eu temos bons produtos disponíveis por aí sem custo algum.
Date: Wed, 04 Mar 2009 12:23:15 GMT
Server: Apache/2.2.6 (Unix) PHP/5.2.5
X-Powered-By: PHP/5.2.5
Content-Language: pt-br
Keep-Alive: timeout=5, max=100
Connection: Keep-Alive
Transfer-Encoding: chunked
Content-Type: text/html; charset=ISO-8859-1
200 OK
Além claro de que usa algumas bibliotecas de software livre em seu site...
Bom texto.
Takata,
Então a "comunidade desenvolvedora" do Linux é maior que a da MS? Amiguinho, levante da cadeira e saia para ver o sol!
Os softwares que movimentam o mundo hoje são todos baseados em MS. A esmagadora maioria dos softwares desenvolvidos para automatização de processos internos (RH, relatórios, qualidade, etc) é MS. Assim, a esmagadora maioria dos desenvolvedores é MS.
O Linux ocupa a parcela que antigamente era única do Unix (infra).
Muito se compara a confiabilidade do Windows em comparação ao Linux. Pois reparem vocês mesmos (sim, vocês tem uma máquina MS!) que a cada versão estes aplicativos e SOs estão mais estáveis. Eu mesmo tenho minha máquina rodando há meses sem parar, reiniciando apenas quando o SO baixa atualizações (que maravilha!).
Bah! Vão namorar!!!
Tenho uma escola de informática em Fortaleza-Ceará. Em nossa metodologia ensinamos as pessoas a usarem categorias de softwares e não softwares...complicou?.. então veja:
Quando você vai tiar a habilitação (CNH) você faz um curso de legislação para a categoria que pretende. Dentro desta categoria - B por exemplo, você poderá guiar quaisquer veículos pertencentes a mesma. Ok, então ensinamos SO não Linux ou Windows. Ensinamos Editor de textos e não Writer (BrOffice) ou Wrod (Office Microsoft).
Nossos alunos entendem bem a diferença entre Software Livre e Proprietário e o que querem é aprender a usar o micro. Beb, mas o que tudo isto tem haver com o assunto?...
A cada dia que passa, mais e mais alunos procuram a nossa unidade onde a propaganda boca-a-boca esta surgindo efeito - fora alguns anúncios nos classificados.
Então Software Livre pode ser sim fonte de renda. Não são só os desenvolvedores que podem ou devem lucrar com isto. O Software Livre está ai para que as pessoas possam apostar em suas inovações e não somente desenvolver. O mercado está cheio de exemplos de pessoas que disseram:"O veículo nunca vai tirar o lugar do cavalo"... "Nem mesmo Deus afunda o Titanic"... "Todas as pessoas podem comprar carros de qualquer cor, desde que seja um Ford (Na época a Ford só vendia carros na cor preta e não apostava que os consumidores gostariam de outras cores para os veículos) e hoje temos os resultados.
Espero vê-lo no futuro como mais um caso de negação famosa.
Lucas Filho
http://www.open-ce.com
Teu fundamento de que o SL nunca vai dar certo se resume a que o Programador escolhe os milhões ao inves de nada ou 20 reais.
1) Eu mesmo sou Programador de Sistemas em linguagens como PHP. (que é uma linguagem livre)
E todos meus trabalhos são com a lisencia GNU/GPL.
2) A maioria dos meus amigos(que trabalham com SL) e eu temos bons salários.
3) Cada vez mais o povo está utilizando SL, um deles uma distro de GNU/Linux, Ubuntu.
4) Nas escolas cada vez mais estão se utilizando SL e ensinam a compartilhar as Ideias sem barreiras.
5) No mundo de SL, há seguidores de Entidades como em qualquer movimento de Ideologias, mas não quer dizer que todos ou parcialmente seguem o estilo de vida da tal entidade.
Então podemos dizer que como RMS vive e se relaciona com as pessoas não influencia na ideologia que ele prega.
6) O SL não dará certo agora ou o ano que vem, mas o que se vê é, cada vez mais existe SL instalado nas maquinas e mais crianças(que serão os génios da próxima geração) estão usando-o e aprendendo de forma legal e barata.
7) A cada ano mais Empresas usam SL, acho que todos sabemos porque.
Bom, fiquei com preguiça de continuar, mas acho que você está sendo superficial. Deveria ter pensado em mais pontos de porque não pode dar certo.
Acho que não precisa colocar aqui todos os SL que utilizo no dia a dia.
E que talvez você também. Pensa que faz 3 anos atrás tinham menos pessoas que sabiam o que era SL.
Também gostaria de colocar aqui que, você como Blogger poderia ter utilizado este Tópico para ter boa audiência nova.
O SL é um tema muito falado agora. Entende o que quis dizer?
Se acha que poderia falar mais sobre este assunto, por favor, responda este comentário e assim continuaremos até chegar a um ponto em comum, a menos que não esteja disposto a falar de este assunto com uma pessoa que se ganha a vida com SL
Abraços e obrigado por ter se tomado o tempo de falar sobre o assunto que PODE não dar certo.
(desculpas por meu português, mas graças ao dicionário do Firefox consegui cometer o mínimo de erros possíveis)
PS: Nossa sociedade está des-balançada, por causa de pessoas que utilizam métodos para reter grande parte do dinheiro no mundo. Você gosta do mundo como está? Pois é.
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