NOTAS GERAIS
17/02/2009
NOTAS GERAIS
Chávez
Quando Hugo Chávez foi derrotado nas urnas, a petistosfera bradou o caráter democrático do líder venezuelano: ele sabia perder. Era, enfim, uma virtude do sujeito. Depois, vejam só!, convocaram novo referendo e mais uma vez fizeram a tal pergunta (talvez com outras palavras, nem sei). E agora, sim, Chávez pode se reeleger até sabe-se lá quando.
Não, ele não respeita instituições. Caso perca uma eleição, logo faz um referendo para tentar reverter. E, se perder, faz outro. É assim que funciona. Daí vem um pau-mandado do PT e diz "é melhor do que determinada manobra legislativa". Não, não é. Os legisladores são eleitos dentro do sistema de democracia representativa. O QI de camundongo do sujeito, que fala para outros roedores da claque, não presta para analisar isso.
Chávez, ao contrário, muda as regras de um país como Sílvio Santos mudava as regras da "Casa dos Artistas". E, quando calha de perder, não há problema: segue convocando novas eleições até ganhar. Uma hora vai, e assim por diante. É piada.
Battisti
O que dizer? Tarso Genro, CONTRARIANDO A DECISÕES DO MINISTÉRIO, fez o 'canetazzo' achou por bem soltar um criminoso com quem tem afinidades ideológicas. Dali em diante, alegou que não tinha mais o que fazer e não se pronunciou mais. Sobrou para o STF que, caso queira seguir a legislação do Brasil, e não de Botsuana ou de Guiné-Bissau, mandará o dito cujo para a Itália. A menos que Lula interceda, criando assim um incidente e tanto.
A parte chata disso tudo é o apoio partidário que dão à barbeiragem do Ministro. Ridículo. Mino Carta, coitado, foi PERSEGUIDO por ter usado a lógica para atacar a canetada. Acabou largando blog e tudo mais, tamanho o patrulhamento. Não é fácil! Não são todos que têm vocação para ser "de serviços".
Dilma em Campanha
Não é errado Dilma estar em campanha, desde que use seus horários de folga para tanto - ainda que faça plástica e tudo mais. Tudo isso é válido e faz parte do jogo democrático. Erradíssimo é fazer parte de tudo que é caravana do Governo Federal, incluindo viagem para o Vaticano e, agora, para os EUA. Passa a virar piada.
Outra bobagem é transformar a Casa-Civil, pasta óbvia e eminentemente política num Ministério "técnico", só para tentar gabaritá-la para a presidência. Uma manobrinha que funciona com o povão, mas não deixa de ser um golpe de marketing.
E é isso aí.
transubstanciado por gravata às 17.02.09 - 23:44:47 | 12 comentários
Comentários, Pingbacks:
Battisti? Mas você não era contra as indenizações dos torturados? Não era contra a abertura dos arquivos? Pois é, um dia, depois o outro.
O voto do Chavez só vale um voto! Alguns preferem consrirações com 6 milhões de participantes...
(Gravz: Tá tudo bem, Rodrigo? Serra não tem PAC. O PAC Federal é o Orçamento da União, no que cabe à parte de infra-estrutura. Serra, pelo que vi, tomou MEDIDAS CONCRETAS em relação à crise. O pau-mandado da TV Brasil diz que "demorou 5 anos". Pra alguém que está em processo de transação em execução, convenhamos, é temerário falar em solução para qualquer que seja a crise, já que não sabe cuidar das próprias contas. O Governo Federal o que fez? Eu não sei. Lembro do Lula falando que era bom gastar, mas não muito. E só. Aguardo ainda medidas concretas. Se souber de alguma, me avise. Na Venezuela, houve GOLPE, o chamado "golpe branco", que é quando se convoca referendo para decidir o que já foi decidido - mas em momento de camamidade ou crise. E Battisti, bom, aí foi golpe do Tarso Genro, mesmo. Canetada de um Ministro com agenda ideológica própria. Enfim, mais alguma coisa?)
"Serra, pelo que vi, tomou MEDIDAS CONCRETAS em relação à crise."
Na verdade ainda não tomou nenhuma medida. E nem poderia, o anúncio foi feito semana passada. E também é, como o PAC federal, a gestão de recursos do orçamento - de outro modo é que não poderia, já que os gastos devem estar listados no orçamento: adiantar o máximo possível a utilização dos recursos para o primeiro semestre, visando a aquecer a economia.
Ainda acho essa briga PT x PSDB uma bobagem sem tamanho.
O que importa é o que e como está sendo feito.
[]s,
Roberto Takata
(Gravz: Cinco meses, claro. E, sim, todos os gastos são atrelados ao Orçamento, isso é uma obviedade, mas estou dizendo o que o Governo Federal fez de CONCRETO - sem tergiversar. Até agora - a sério -, nada)
(Gravz: Sim. A Manada da Mamata)
Fez pouco (em parte porque muitas obras demandam tempo para a conclusão, embora não seja apenas isso - há muitas obras em atraso), mas também não é que nada tenha feito:
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PAC completa dois anos com 11% das obras concluídas
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u498702.shtml
Veja a execução orçamentária do PAC em 2008 até o fim de outubro
http://noticias.uol.com.br/especiais/pac/ultnot/infografico/2008/12/12/ult6031u7.jhtm
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[]s,
Roberto Takata
(Gravz: O Governo Federal tem seu orçamento, bem como o estadual paulista. Ponto. Quero saber o que o Governo Federal fez PARA CONTER A CRISE. Nada. Nada. Nada. O governo estadual paulista estudou e, em cinco meses, apresentou medidas concretas. Luís Nassif condenou a "demora", tirou sarro etc. Mas o Governo Federal não fez NADA. Naaaaaaaaaaada. Cortou gastos? Sim, cortou. E só... Piada, né?)
(Gravz: Sim, você bateu na tecla correta, Flavia. São os cargos com poder de decisão e com verba)
(Gravz: O PAC não tem problema algum, exceto pelo fato de ser a execução das obras de infra-estrutura, sob um nome marketeiro e com malandragens. Um bom exemplo é a apropriação de obras alheias, como ocorre em estados e municípios. Um Estado X põe 70% da verba, o governo federal põe o restante, e tá lá com a rubrica "PAC". É sacanagem, é marketing. Não é uma coisa honesta, pô)
(Gravz: É um cargo político, mas não... ELEITORAL. Há uma difernça ABISSAL entre fazer política e fazer CAMPANHA. E na fronteira dessa diferença há as responsabilidades legais)
Bem-vindo...
(Gravz: Canetarso! Excelente! E obrigado
(Gravz: Sim, André, a inauguração é um 'problema', digamos. Mas há casos e casos. Inaugurar obra que EXISTE, por exemplo, tudo bem. Duro é quando montam palanques, placas e todo o show e a obra simplesmente NÃO É REAL)
Agora, fazer reunião de prefeitos com palanque, fotomontagem pra ser papagaio de pirata com Lula e Dilma como existe na Disneyland que você tira foto com a foto do pateta ou do mickey, não é inauguração de obra nem parolagem lícita. É marketing eleitoral mesmo.
Inaugurar, não obras mas o projeto, a primeira pá de terra cavada de uma estrada e fazer menções a "mãe do pac", numa alusão pouco sutil ao "pai dos pobres" que era usado com Vargas também é marketing eleitoral.
O PAC, todos os sensatos sabem, é o nome bonito do que se propos fazer em cinco anos e que está no orçamento. Seria "aceleração" se fosse dinheiro e projetos além dos que estão no orçamento.
E se considerarmo o atraso das obras, logo se vê que o orçamento está longe de ser concluido como o "aceleramento" é um fracasso na própria gênese da palavra.
Se você considera que sob o nome ou vá lá, estigma de "PAC" estão elancadas praticamente tudo que está se fazendo no país, mesmo que isso tudo seja com 70% de recursos vindos dos estados e municipios, estatais e empreendimentos privados; o PAC é quando muito uma peça de marketing. Só isso!
Se existe algo positivo nele, talvez seja a centralização da gestão dele no ministério. A centralização é boa porque dá uma visão geral e não fica pulverizada entre ministérios; mas a Casa Civil não é a mais adequada porque não é um orgão técnico mas político.
Se fosse pra ser séria a qustão do controle, se fosse aceleração na acepção da palavra, se não fosse mero cumprimento do orçamento federal atrelado aos orçamentos estaduais e municipais; a gestão deveria ser detinada a uma especie de gabinete especial, como foi feito com a crise energética em 2001 cujas decisões era tomadas na área de energia a parte o qu pensavam as agências e o ministério mas minas e energia.
Só nesse caso, veria o PAC como algo diferente em termos de prática de gestão. Como não é assim; ele é o que é. Peça monstruosa de propaganda e marketing para a próxima eleição. Foi assim antes de 2006 e está sendo assim agora para 2010.
(Gravz: Aquele negócio da fotomontagem foi demais)
(Gravz: Não, não é campanha antecipada. Seria se ele pusesse um Secretário de Estado para ficar de papagaio de pirata, discursando e tirando fotos ou, pior ainda, em montagem fotográfica ou coisa assim. Reunião do chefe do executivo estadual com prefeitos, ou do chefe do executivo federal, na boa, não é campanha. Pode-se usar como fato? Sim, claro. Mas não é. Jogar alguém que está 'na alça da campanha' é golpe baixo. O Lula estar na reunião não tem nada de mais. A Dilma estar lá é risível)
(Gravz: Claro que não são casos iguais, André. Em Brasília, armou-se um verdadeiro circo, com direito a fotomontagem e fala da "candidata")
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