15/03/2011

JÁ CONHECEM...

...o IMPLICANTE?

Achei bacana :)

transubstanciado por gravata às 15.03.11 - 20:00:13 | 2 comentários

19/02/2011

SOBRE O PROCESSO JUDICIAL: NASSIF X EU

Acabou: IMPROCEDENTE.

A ação movida pelo blogueiro Luis Nassif contra mim chegou ao seu fim prático - não há mais recursos judiciais disponíveis neste processo, mantendo-se, portanto, a sentença que determina o seguinte:

"A ação e o pedido contraposto são improcedentes (...). No caso em exame, cinge-se a controvérsia em verificar se houve, efetivamente, ofensa à honra e à dignidade do autor em razão das afirmações veiculadas pelo réu em seu blog. Analisando o teor das declarações do requerido, verifica-se que o réu não agiu com o dolo, com o intuito específico (elemento subjetivo) de agredir moralmente o autor, pois não extrapolou o limite do animus criticandi ou animus narrandi, na medida em que noticiou fatos.

Claro, assim, que o réu ficou adstrito ao limite do animus narrandi, razão pela qual não se vislumbra nenhuma ofensa à vítima. Desta forma, restou clara a inexistência dos pressupostos do dever de indenizar, restando, ausente, pois, o dever de indenizar (...) POSTO ISSO e pelo mais que dos autos consta, julgo IMPROCEDENTES o pedido principal e o contraposto, nos moldes da fundamentação supra. Custas e honorários indevidos, na forma do artigo 54 da Lei n° 9.099/95." (grifos nossos)

É isso. Pedido improcedente. Vamos aos fatos.

Histórico
Criei um blog chamado "BNDES Nassif" cujo tema central era o acordo judicial sem garantias reais realizado entre Luis Nassif e BNDES - a ação foi promovida pelo banco após inadimplemento. As partes (BNDES e Nassif) fizeram um acordo no qual uma parcela do valor executado não precisa ser pago caso o outro montante tenha suas prestações mensais honradas. Vale reiterar: além do valor dividido em dois "subcréditos", também não foi oferecida qualquer garantia real (bens imóveis, móveis etc.).

A ação judicial de Nassif contra mim tinha como objeto a reparação de supostos danos morais - antes dessa, houve uma outra ação que pedia ao Google tirar o blog do ar. Aquela, ele venceu e o blog foi removido. Na outra, porém, a sentença já trazida mostra o que houve. Ou melhor: NÃO HOUVE. Naquele blog não havia qualquer ofensa à honra. Ponto. Está decidido e não cabe mais recurso.

Depois de publicada a sentença, apresentaram uma medida recursal/contestatória de nome "Embargos de Declaração", que busca apurar omissões, contradições ou outras divergências técnicas processuais. Os embargos foram julgados e seus termos não foram acolhidos.

Assim, o blogueiro interpôs Recurso Inominado - cabível no Juizado Especial Cível. Mas o recurso NÃO FOI CONHECIDO. Desta feita, prevalece a sentença e não cabe mais qualquer medida neste processo.

Minha vez, portanto.

Repercussões Paralelas
Foram anos - realmente ANOS - sendo chamado de "difamador" por muita gente da blogosfera, tuitosfera e quejandos. Agora, DEFINITIVAMENTE PROVADO, não sou um difamador. Nem cometi qualquer ilícito. Nem houve dano moral. Nada.

A sentença judicial diz com todas as letras: " o autor, pois não extrapolou o limite do animus criticandi ou animus narrandi, na medida em que noticiou fatos". A expressão é do próprio magistrado: "FATOS".

Quando Nassif noticiou o caso (ainda não havia a ação judicial), muita gente o repercutiu como se os argumentos mais ferrenhos contra mim fossem todos verdadeiros. Não eram. Está provado que não eram. Vejam, por exemplo, a imagem a seguir (ela representa um pouco do que foram aqueles dias no tuíter):

Esses são alguns dos que retuitaram a mensagem original, cuja acusação é comprovadamente falsa. Não houve "jogadas sujas". Reparem que a lista tem seus notáveis, como o rapaz do Blog do Planalto, um editor do Estadão e até escritor oriundo de uma das ilhas mais importantes do litoral fluminense.

Nenhum deles, na época, se prestou a divulgar minha versão. Retuitaram os termos acusatórios contra mim e ficou por isso. Bom, não ficou por isso, né?

Claro que na hora da euforia (ou raiva) dá vontade de mover processo contra todos que endossam uma acusação falsa. Pensando com mais calma, porém, entendo que isso seria exagerado. De minha parte, pedido de desculpas (devidamente comunicado e com igual visibilidade do endosso à acusação) e divulgação DESTE post bastariam para não haver litígio. Creio que todos concordarão com a razoabilidade disso.

Prestem atenção: houve quem mudasse a redação original do tuíte acusatório para adotar a acusação em suas próprias palavras. Outros, acredito, talvez mudem a posição de até meia hora atrás, segundo a qual "RT sem comentário é endosso". Será que essa postura doutrinária quanto ao Twitter seria mantida perante o Poder Judiciário?

Outro que me acusou foi Idelber Avelar, falando em "difamação". Bom, Idelber, eu NÃO cometi o crime a mim imputado por você, pois simplesmente NÃO há/houve fato que subsidiasse a acusação. Não vou mentir: esperei um bocado por este momento, pois não é nada agradável ser acusado injustamente de um crime.

(fato curioso: de lá para cá, e mais recentemente, o próprio Idelber, que me acusou da difamação e teve seu post espalhado por aí, acreditem, também levou porrada de quem ele defendeu...)

E muitos e muitos outros reproduziram tal calúnia, além de acusações em geral, comprando como verídica uma tese que agora foi desmentida no processo judicial. Tenho tudo devidamente salvo para servir de prova em juízo.

Mas insisto: isso pode e até mesmo DEVERIA ser resolvido sem a necessidade de ações penais, civis etc.

Enfim
Agora tenho respaldo jurídico para narrar os fatos referentes ao BNDES e Nassif, expostos no outro blog. É mais do que óbvio que tratarei do tema, mas SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE com documentação (cópia do processo do banco contra o blogueiro, termos do acordo etc.) para respaldar qualquer tópico.

É isso.

Mas não me despeço sem antes mandar um beijo para todos aqueles que me xingaram durante esse período e por conta desse fato. Alguns de forma escondidinha, entre outros expedientes não exatamente louváveis. Deve ser péssimo ter uma alegria baseada num desastre alheio, mas ainda mais horrível deve ser quando a tal "desgraça" é revertida dessa forma, fazendo-os passar por idiotas. Outro beijo.

E, agora sim, vamoquevamo.

transubstanciado por gravata às 19.02.11 - 23:11:20 | 37 comentários

07/02/2011

EM BREVE...

Aguardem... ;)

transubstanciado por gravata às 07.02.11 - 12:50:16 | 9 comentários

04/02/2011

MAIS UM APAGÃO

O Governo Federal é dado a passar vexames - ainda que às custas do malefício da população. Um deles, sem dúvida, é o caos do setor elétrico, que de quando em vez resolve PIFAR em diversas cidades de vários estados. A bola da vez foi o Nordeste.

Por enquanto, poucas informações (e ainda chamam a imprensa de PIG...), mas a parte boa virá nesta sexta-feira: A DESCULPA. Quando pré-candidata, Dilma SE ESCONDEU depois do apagão. Mandou o Ministro Lobão (afilhado político de Sarney) falar com a imprensa. Como insistiam, ela falou e foi um desastre.

O vídeo a seguir faz uma recapitulação das trapalhadas dilmísticas e lorotas ditas naquela época. O que vão dizer agora?

Uma simpatia, né? Poderia, ao menos, ser competente.

transubstanciado por gravata às 04.02.11 - 03:07:05 | 1 comentário

02/02/2011

FURNAS: JORNAL VALOR TENTA REESCREVER A HISTÓRIA

PT e PMDB disputam a presidência de Furnas, provavelmente porque cada qual acredita em sua capacidade de conduzir melhor os rumos do país - jamais essa disputa estaria atrelada a favorecimentos e afins. Tenho certeza disso, tanto quanto consigo montar um satélite e colocá-lo em órbita.

Partidos aliados disputando cargos? É a história da política brasileira, sem grandes novidades - especialmente a partir de 2003, valendo lembrar o caso Correios/Gtech, por conta do qual - e agora finalmente - Valdomiro Diniz, ex-roomie de Dirceu, figura oficialmente como RÉU em processo criminal de acusações múltiplas (concussão, corrupção ativa e passiva etc.).

Mas sigamos.

O Jornal Valor Econômico publica hoje uma reportagem no mínimo estranha. O 'máximo' não posso dizer, sob pena de parecer exagerado nas acusações. Leiam excerto publicado no site:

"Crise em Furnas pode afetar nomeações para o 2º escalão - A crise política na estatal Furnas Centrais Elétricas e a decisão da presidente Dilma Rousseff de nomear uma diretoria estritamente técnica para acabar com a influência do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na empresa, como adiantou o Valor na edição de ontem, mudou completamente a correlação de forças na disputa pelo segundo escalão do setor elétrico. Flávio Decat, aliado de Dilma e tido como nome certo para presidir a Eletrobras, poderá ser convocado para presidir Furnas, o que seria facilitado por ser um funcionário de carreira da empresa. Para as demais diretorias, seriam nomeados pessoas "que trabalham com Decat há 30 anos", segundo informaram fontes que acompanham de perto as negociações." (grifos nossos)

Hum... O preferido pelo PT seria um "técnico", "funcionário de carreira", ALIADO DE DILMA (guardem essa), e citam até pessoas que trabalham com ele "há 30 anos", prováveis indicadas para compor demais diretorias. O outro que postula a vaga, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), convenhamos, não chegaria perto desse perfil, né?

Não, não é bem assim. Ambos não são tão diferentes no universo político, e isso não por méritos de um, mas DEMÉRITOS do outro. Vamos aos fatos - e não essa versão omissa publicada no Valor Econômico e reproduzida nos blogs de sempre (aqueles cujos titulares tiveram ou têm contratos com o Governo Federal, com ou sem licitação).

Aos fatos: FLÁVIO DECAT, o "técnico", aparece em gravações como indicado de FERNANDO SARNEY (que o chama de amigo, tornando bem complicada a alegação dele ser "aliado de Dilma") para ocupar cargo estratégico no Governo Federal! Obviamente, ele conseguiu a vaga. Hoje, a FSP menciona as escutas LEGAIS E PERMITIDAS PELA JUSTIÇA - feitas pela Polícia Federal - que contêm os seguintes diálogos (publicados em outubro de 2009, em reportagem de Andrea Michael, Andreza Matais e Hudson Corrêa):

"Sarney ajudou filho a "atacar" setor elétrico, revela grampo - Fernando queria encaixar amigo em estatal; "Manda passar lá no Senado", disse senador - Presidente do Senado e seu filho não quiseram falar das gravações de conversas que podem configurar tráfico de influência no setor elétrico - Gravações da Polícia Federal mostram que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não estava alheio às investidas do filho mais velho, Fernando, sobre órgãos públicos do setor elétrico -ações que, para os policiais, configuram crime de tráfico de influência. Numa conversa, o senador orientou Fernando a arrumar emprego para aliados no comando da Eletrobrás, estatal ligada ao Ministério de Minas e Energia. Noutro diálogo, o filho do senador avisou que, feitas essas nomeações indicadas pelo pai, ele iria "atacar" os apadrinhados, com o objetivo de liberar verbas de patrocínio a entidades privadas ligadas à família -o que de fato aconteceu. Os grampos -obtidos com autorização judicial- fazem parte da Operação Faktor, antes chamada de Boi Barrica, que levou ao indiciamento de Fernando por quatro crimes. A apuração de tráfico de influência ainda não foi concluída pela PF. Pelo Código Penal, o fato de pedir vantagem, mesmo não consumada, já configura crime (...)

'Manda passar lá'
Negociações para preencher cargos na Eletrobrás começaram em fevereiro de 2008, um mês antes da definição da nova diretoria pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia), aliado de Sarney e alçado ao cargo em janeiro de 2008. Em 14 de fevereiro Fernando pediu ajuda ao pai para acomodar, na Eletrobrás, seu amigo Flávio Decat -engenheiro com o qual Fernando trocou vários telefonemas interceptados. "Quero orientação a respeito daquele meu amigo lá do Rio que está aí esperando um chamado seu, da Roseana. E eu preciso de uma orientação", disse o filho. "Manda passar lá no Senado. Às 17h30 no meu gabinete", respondeu Sarney. Três meses após a conversa com Sarney, Decat ganhou emprego na estatal: Lobão anunciou a criação da Diretoria de Distribuição para abrigá-lo. Outra indicação de Sarney que contentou Fernando foi a do engenheiro José Antônio Muniz para presidente da Eletrobrás. Assim que soube da nomeação, em 4 de março de 2008, Muniz ligou para Fernando e se reuniu com Sarney. "Deu certo", festejou Muniz. "Tô sabendo já. Como diria aquela frase do Galvão Bueno: eu já sabia. Estou satisfeito que tudo deu certo, que vai ser bom para o Lobão. Vai ser bom para todos", respondeu Fernando, que a seguir falou do encontro com Sarney: "Então tá bom. Amanhã vou estar aí. Se hoje [você] não falar com papai, amanhã a gente fala". Dias após a reunião, Fernando falou com Anelise Pacheco, assessora da presidência da Eletrobrás: "Já acenei com ele [Muniz] que aquela área nós temos interesse em ter sob controle. E ele disse que sem problema. Me pediu uma semana, dez dias para sentar na cadeira e tal. Depois da Semana Santa, nós vamos atacar. Mas já pensei nisso. Tá tudo pensado", disse Fernando em 14 de março. "É porque a menina da Roseana está me ligando para ver os programas que pode fazer", disse Anelise. "Nós chamamos, conversamos longamente e um dos pontos acertados foi este", tranquilizou Fernando. Meses depois, entre agosto e dezembro de 2008, a ONG do Maranhão da qual José Sarney é presidente de honra recebeu, sem licitação, R$ 590 mil da Eletrobrás como patrocínio para fazer festas no Estado -uma delas, realizada pela governadora Roseana Sarney (PMDB). Em julho deste ano, a Folha revelou que R$ 130 mil do total repassado pela Eletrobrás foram destinados a uma empresa da então assessora de Roseana. A PF também captou, em junho de 2008, uma conversa em que Fernando pediu a Augusto César Araújo, também assessor da presidência da Eletrobrás, que "resolva a vida" de uma amiga liberando dinheiro para eventos que ela agencia: "Acho que é mais fácil vir por meio dessas produções culturais do que um emprego formal". (grifos nossos)

Nem adianta dizer "isso é coisa da Folha", porque SÃO GRAVAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL. O "técnico", vejam só!, é chamado de AMIGO por Fernando Sarney, que não apenas lhe consegue um emprego, mas faz com que CRIEM UMA DIRETORIA ESPECIALMENTE PARA ABRIGÁ-LO. E o filho de Sarney, como mostram as gravações da reportagem, emplacou vários outros nomes. Provavelmente por coincidência, é claro, a fundação de Sarney recebeu R$ 590 mil da Eletrobrás - e nem há o que dizer sobre o "resolva a vida" lá da outra amiga.

Mas a história (oficial) quase sempre é mais fundada em versões que fatos. O Valor Econômico, que não publicou estes últimos, não viu problema algum em imprimir aquela reportagem segundo a qual o preferido do PT (e AMIGO de Fernando Sarney, que o indicara anteriormente) seria única e tão-somente um "técnico" - a conversinha, como sói, foi repetida pela petistosfera.

Papelão.

Deve ser vergonhoso quando os fatos desmentem tais versões de forma tão humilhante. Isso, claro, quando se tem alguma vergonha na cara.

transubstanciado por gravata às 02.02.11 - 15:26:39 | 4 comentários

30/01/2011

DITADURA BOA E DITADURA RUIM

Não sei vocês, mas eu sou contra TODO TIPO DE GOVERNO AUTORITÁRIO. Pouco importa quem sejam os "aliados" ou que tipo de bandeira o ditador use como subterfúgio para subjugar seu povo. Se não há democracia ou liberdade, não consigo compactuar - tanto menos defender. Infelizmente, porém, não é o que acontece com parcela da militância brasileira.

A bola da vez é o Egito, que vive sob um regime autoritário há três décadas. Todo mundo em sã consciência é favorável à derrubada desse governo, DESDE QUE SEJA INSTALADA UMA DEMOCRACIA. Vamos ver o que fará a "Irmandade Muçulmana" (é quem lidera os protestos) na hipótese de lograr êxito. Seria definitivamente um ótimo exemplo para o Oriente Médio, região não exatamente abençoada quando o assunto é "voto direto" e "direito a fazer oposição". De todo modo, não custa apostar.

O problema é que há muito militante brasileiro torcendo pela, hm, "vitória revolucionária" no Egito pelo fato de que o atual governo - sim, uma ditadura que merece acabar - seria aliado dos EUA, atuando no conflito Israel x Palestina. E isso fica patente quando OS MESMOS MILITANTES (sempre brasileiros...) não apenas são lenientes, mas em alguns casos até ENTUSIASTAS de outras ditaduras.

Recentemente, o Irã foi palco de uma espécie de golpe mal escamoteado, gerando protestos pelo mundo. Os que hoje defendem a Irmandade Muçulmana no Egito, pra quem não se lembra, eram naquela época contra as manifestações iranianas oposicionistas. A coisa ia do silêncio obsequioso, passando pela troça até chegar ao suposto "debate sério", tentando ora demonstrar que ali há uma democracia (???) ou qualquer outro argumento igualmente estúpido.

Cuba, sempre Cuba, também não pode jamais ser esquecida. É uma ditadura que prende e mata, mas é DEFENDIDA COM UNHAS E DENTES por boa parte dos militantes que exigem a derrubada do ditador do Egito. Não consigo entender tamanha preocupação com o povo do Nilo enquanto há tanto descaso - deles próprios - para com nossos irmãos latinos da ilha-presídio.

Podemos também citar a Venezuela, sem dúvida alguma, já que até velhinha de Taubaté (não sei seu autor) sabe que se trata de um regime autoritário. Nossos militantes, porém, defendem o governo opressor. Como fazem com Cuba. Como fazem com o Irã. São aquela gente que se diz "feminista", mas não dá um 'pio' diante da prisão e possibilidade de apedrejamento de Sakineh.

Há aqueles patrocinados por estatais ou de alguma maneira muito bem remunerados para não melindrar o partido que lhes financia. Mas é incrível quando alguns energúmenos REALMENTE defendem ditaduras X, Y, Z e atacam A, B e C. O motivo? Suposta ideologia, cor da bandeira etc.

Não espere que esses patetas algum dia sejam contra a ditadura cubana, porque nunca serão. Nem contra a opressão sofrida pelo povo venezuelano ou as mazelas do Irã - além de muitos outros casos que são "deixados de lado" pelo alinhamento dos ditadores (alegam esquerdismo - em pleno Século XXI -, são contra os EUA, são contra Israel etc.). Isso basta para ganhar o silêncio ou a simpatia de nossos militantes.

No fundo, para eles, o grande erro do ditador do Egito não consiste em seu autoritarismo, mas na tonalidade ideológica que ele poderia ter adotado. Se o regime egípcio fosse contra Israel e os EUA, as manifestações de hoje seriam repudiadas como foram as do Irã, Cuba, Venezuela etc.

Vale reiterar: aguardemos as eleições diretas que a Irmandade Muçulmana vai convocar, na velha tradição democrática do oriente médio, sobretudo aquela porção dominada por forças religiosas extremistas.

Ainda assim, é ponto positivo tirar um ditador do poder e, quem sabe?, mandá-lo para a prisão. Eu defendo, claro, aguardando um segundo passo democrático. É o mesmo que desejo a Cuba, Irã, Venezuela e tantos outros. E os militantes brasileiros? Por que repudiam algumas, mas idolatram outras ditaduras?

Acho que todo mundo sabe, né?

transubstanciado por gravata às 30.01.11 - 16:04:02 | 13 comentários

26/01/2011

ABAIXO A OPOSICINHA!

A democracia é construída sobre uma porção de pilares, alguns óbvios como "liberdade e igualdade", outros um tanto mais complexos como as tais funções (poderes) do Estado e sua independência/não-interferência. Outra característica que constitui toda e qualquer democracia é a variedade de pensamentos políticos manifestados por meio de partidos, aos quais os cidadãos devem ter livre direito de inscrição.

Nesse sentido, é natural a existência de uma legenda governante (situação) - ou aliança, que seja - e outras (ou outra, vai saber) na condição de força oposicionista. Isso não é apenas uma conseqüência lógica do Estado Democrático, mas algo saudável para seu funcionamento. Sem esse equilíbrio, leis e decisões deixam de ser discutidas, não há mais debate e, no fim das contas, não há nem mesmo uma democracia propriamente dita - nos termos mais óbvios.

Escrevi, semana passada, sobre a importância de uma oposição forte. Isso não significa, de forma alguma, aquela coisa truculenta que o PT fazia anos atrás, de pedir a cabeça do Presidente da República em passeatas ou votar contra medidas fundamentais como o Plano Real, LRF e, vale lembrar, até mesmo a CF/1988 e o apoio a Tancredo Neves no Colégio Eleitoral. Porque, de fato, isso não é oposição política, mas ser CONTRA O PAÍS.

Uma verdadeira força oposicionista defende suas bandeiras partidárias e convicções éticas, cobrando a administração pública diante do fato mais óbvio do planeta: os partidos de apoio estão lá para operações-abafa, não para fiscalizar a sério coisa alguma. Nesse sentido, é sempre necessária a existência de forças político-partidárias que não se alinhem ao poder - qualquer ele que seja.

Quem é contra? Ninguém. Mas, circunstancialmente, e de forma marota (mas pouco delicada e definitivamente muito burra), alguns militantes governistas pesam a mão ao não apoiar a idéia de existir oposição em regimes democráticos. Não por acaso, atualmente, são os mesmos militantes que apóiam potentados libertários como Venezuela, Cuba e Irã, entre outros lugares maravilhosos para quem deseja se opor aos regimes vigentes.

O que realmente causa espanto é esse tipo de autoritarismo ideológico-partidário encontrar eco NA PRÓPRIA OPOSIÇÃO. É compreensível que datilógrafos financiados por estatais (com ou sem licitação) falem o que seus verdadeiros chefes mandam e/ou querem que digam, mas é no mínimo teratológico quando integrantes do que DEVERIA ser uma força opositora acreditam que é preciso ser fraco para ser forte, morrer para ficar vivo etc.

Assistimos a um processo pelo qual a oposição, no Brasil, pretende se transformar em "oposicinha", e a razão única é, por enquanto, seu único cálculo. Por óbvio, os únicos que concordam com isso - além dos gênios calculistas pseudo-opositores - são os da própria situação que, por não serem idiotas, concordam com o fato de que é interessante não ter ninguém fiscalizando seus deslizes.

O militante petista usa um eufemismo (oposição propositiva) para algo dócil, obediente, calado. Mas todos sabem como eles eram quando não estavam no poder. Para a democracia funcionar, é necessário fugir daquela loucura do PT falando "fora!" para quem foi legitimamente eleito, mas também é inaceitável que se permita uma "oposicinha" palerma.

Senão em nome da democracia, ao menos por raciocínio eleitoral: o povo não gosta de gente palerma.

transubstanciado por gravata às 26.01.11 - 22:25:36 | 11 comentários

22/01/2011

OPOSIÇÃO X OPOSIDÓCIL

O governo briga por cargos: PT e PMDB, de forma pública, enquanto PSB corre por fora. Há forças de todos os tipos, sejam eleitorais ou aquelas com poder de pressionar o congresso, ou ainda os detentores de cargos no executivo - sim, incluído o federal (alvo da disputa maior e objeto deste texto, afinal de contas).

Curiosa, porém, é a "briga" da oposição. Não há cargos para disputar, não há fisiologismo ou interesses heterodoxos e pouco alinhados ao espírito mais afeito à República como no caso governista, mas ainda assim é possível identificar não apenas falta de alinhamento (isso é sempre bom bom, pois certa pluralidade, dentro de um único propósito, ajuda a produzir bons resultados - e somente autoritários são contra isso).

O grande problema é quando uma parcela dos "opostos" resolve - sabe-se lá por meio de qual estratégia - DEFENDER O GOVERNO AO QUAL DEFERIA FAZER OPOSIÇÃO. E, por óbvio e claramente, quem apóia essa maluquice são os próprios governistas - os filiados, com ou sem cargo, ou até mesmo sub-profissionais da escrita, cujos contratos com órgãos públicos podem ou não ter sido assinados mediante licitação.

Evidentemente, fazer oposição não significa fazer birra, mas fiscalizar determinado governo e a ele se opor na questões programáticas, ideológicas, éticas e... ÓBVIAS. Um exemplo simples e inescapável é, sim, a tragédia da serra fluminense. Isso porque boa parte dos recursos federais destinados a esse tipo de catástrofe, em vez de ir para SC ou RJ, foi para a BAHIA.

Curiosa e coincidentemente, estado do qual fazia parte o ministro que cuidava disso na época. Curiosa e coincidentemente, a atual presidente (só diz "presidenta" quem é petista ou ainda não tem coragem de sair do armário do PT) era a mais importante ministra daquele governo, e se elegeu APENAS por conta dele. Curiosa e coincidentemente, o atual governador do Rio de Janeiro, que deveria tirar as pessoas das encostas, também se elegeu sendo apoiado pelo governo federal que não repassou corretamente as verbas.

E, claro, por curiosidade e coincidência, todo esse pessoal que escreve "presidenta" NÃO QUER UMA OPOSIÇÃO QUE COBRE DO ATUAL GOVERNO QUALQUER RESPONSABILIDADE PELO ABSURDO DE NÃO TEREM FEITO OS REPASSES DE FORMA MINIMAMENTE ACEITÁVEL.

Querem uma "oposidócil".

Dizem que isso é mais inteligente, mas é bobagem. Isso é burro. Tanto é burro que quem defende isso é o próprio governo, por meio de seus puxa-sacos remunerados. A tese deles é essa: a melhor forma de algo existir é esse algo sumir. E há gente comprando isso como se fosse verdade. Receita existencial prescrita pelo inimigo! Só no Brasil, mesmo...

transubstanciado por gravata às 22.01.11 - 19:14:22 | 11 comentários

13/01/2011

ENCHENTES E POLÍTICA: TRAGÉDIA EM VÁRIOS SENTIDOS

São Paulo alagou, como sempre alaga, por conta das chuvas de verão. Por mais que seja uma cidade impermeável, e ainda que haja os tais piscinões e demais obras, é claro que as autoridades devem, sim, ser responsabilizadas - isso é diferente de crucificá-las ou aproveitar tragédia para fazer palanque. Para muitos, porém, essa é a chance e os escrúpulos (se é que existem) vão pro espaço.

E então houve o que houve na região serrana do Rio de Janeiro. Não se trata de um lugar impermeável, nem há córregos abarrotados de sofás e dormitórios completos jogados pela população, ou rios com armários e carcaças de carro. São pessoas que constroem nas encostas dos morros em regiões onde SEMPRE chove no verão - e as autoridades, que têm poder para tirá-las dali e obrigação de dar-lhes moradia [teriam verba para isso - leiam mais adiante], não fizeram nada.

Na tragédia deste ano, morreram mais de 300 pessoas.

O "indignômetro" de muita gente, de forma curiosa, não sobe ou desce mediante número de mortos ou ação/inação de administradores públicos. Como sabemos, a escala varia de acordo com os partidos e/ou alianças dos responsáveis. Sérgio Cabral, governador do Rio, é aliado do PT - nesse caso, a desgraça mal chega a ser COMENTADA pelos que até anteontem praticamente pediam para que Kassab se jogasse nas regiões alagadas.

São idiotas úteis, obviamente - ou gente paga para isso, seja de maneira direta ou por contratos firmados com estatais (havendo ou não licitação por "notória especialização"). São incoerentes. E mentirosos, pois escondem alguns fatos importantes. Vamos a eles.

Como se sabe, desgraças desse tipo são tratadas de forma PREVENTIVA. E o que fez o Governo Federal? Repassou o dinheiro praticamente todo para... A BAHIA! Isso mesmo, para onde NUNCA acontece nada disso. O RJ ficou com quantia risível. Mas por que a Bahia? O Ministro que cuidava do repasse era de lá, mas isso deve ser apenas uma coincidência, por óbvio...

Isso diz muito sobre o silêncio obsequioso dos "governistas" diante da calamidade na serra fluminense - e, vale dizer, são os mesmos que queriam (e querem ainda) afogar gestores de outros estados. Essa seletividade é patética e inaceitável e os fatos os desmoralizam.

Sim, É ÓBVIO QUE DEVEMOS COBRAR E MUITAS VEZES RESPONSABILIZAR OS GOVERNANTES. É até mesmo um dever de todos os cidadãos. Mas isso não implica em crucificá-los. É preciso verificar os atos, omissões, tudo isso. Independentemente da filiação partidária - exatamente para evitar esse tipo de vexame dos que malharam Fulano e agora não sabem o que fazer quando o aliado Sicrano se encontra nessa situação.

E bem sabemos que essa gente não está nem aí para vítimas. Eles querem mais é que tudo se exploda. O negócio é fazer da tragédia um motivo para exploração político-partidária. O que lamentam no RJ não são os mortos, mas uma chance eleitoral perdida em SP.

transubstanciado por gravata às 13.01.11 - 16:55:50 | 8 comentários

06/01/2011

FILHOS DE LULA E PASSAPORTE DIPLOMÁTICO: A ÚLTIMA DAS PALHAÇADAS

Ao menos por enquanto, ou que saibamos. Mas aos fatos: o Itamarati, no dia 29 de dezembro, renovou o Passaporte Diplomático dos dois filhos de Lula por QUATRO ANOS. Tal benefício é permitido por lei apenas a autoridades - e filhos etc. -, mas NO EXERCÍCIO DE SEUS CARGOS. Dois dias após a emissão desse documento, Lula não era mais o Presidente da República e os dois cidadãos não teriam mais motivo algum para gozar de tal prerrogativa.

Por que diabos o Itamarati renovou por QUATRO ANOS o "status diplomático" dos filhinhos de Lula, a dois dias de acabar seu mandato?

Uma coisa é votar no PT, gostar do partido e apoiar algumas pessoas de lá. Mas não é possível que alguém defenda esse tipo de coisa - tirando os militantes que precisam de ajuda para suas necessidades fisiológicas (ou os que são pagos pelo governo, diretamente ou por meio de contratos milionários com estatais, com ou sem licitação).

Prole Serelepe
Os sapequinhas em comento são agora sócios de duas holdings, e viajarão o mundo com passaportes diplomáticos (pois é, não passam pela alfândega...).

Um deles, vocês devem lembrar, era guia do Jardim Zoológico (acho que do setor da Ariranha), daí sua empresa recebeu aporte milionário do grupo Telemar - o mesmo grupo que, anos depois, recebeu uma dinheirama do BNDES, mais empréstimo recorde do Banco do Brasil e ainda viu mudarem as regras da telefonia por decreto presidencial e decisão da Anatel - assim foi possível criar a Supertele BrTOi.

Não sei se é jogo ser o "Filho do Brasil", mas os "netos" têm uma sorte e tanto, viu?

transubstanciado por gravata às 06.01.11 - 17:21:11 | 13 comentários