01/09/2010
FRANCENILDIZARAM TODOS NÓS
Tudo começou com o caseiro Francenildo (ao menos assim foram descobertos): foi aquele sujeito que entregou um esquema do ex-Ministro da Fazenda, Antonio Palocci (atual coordenador da campanha de Dilma), e teve seu sigilo bancário violado por agentes do governo. Os culpados estão por aí, livres e soltos. Francenildo foi esquecido.
Agora, agentes da Receita Federal, órgão subordinado ao Ministério da Fazenda, foram descobertos violando o sigilo de políticos do PSDB, com o requinte de um último episódio absurdo: a própria filha de José Serra foi espionada pelos funcionários do governo, e por meio de uma procuração falsa. Os crimes foram praticados no final do ano passado, quando o quadro eleitoral era outro, e alguns dos documentos chegaram a circular - segundo reportagens - no chamado "núcleo de inteligência" de campanhas eleitorais.
A Corregedoria da Receita comprova o fato. Os crimes existiram e foram cometidos CONTRA adversários políticos. Um órgão da administração, portanto, foi usado para bisbilhotar criminosamente os cidadãos que "ousam" se opor ao partido que detém o comando do Estado. Que nome se dá a isso? Quem pode admitir uma coisa dessas? Isso não é democracia, em hipótese alguma.
Em qualquer país relativamente sério e minimamente democrático, esse tipo de coisa seria investigada em profundidade (ou melhor: não aconteceria...). Mas, aqui, "corrupção no governo federal", para a imprensa, é uma espécie de "morrem seis na Cisjordânia" - é grave, gravíssimo, porém não sensibiliza mais os jornalistas, e nem ganha destaque ou manchete. E, como pregam os militantes do PT, isso não ganha eleição.
E o importante, como se vê, é mesmo "ganhar", não importa qual método seja empregado. No final do ano passado houve essa miríade de violações de sigilos fiscais. Também sairia um livro com acusações. Antes, uma pletora de multas por conta de crimes eleitorais. Pelo visto, tudo isso compensa, ou deve compensar. Sem dizer o que foi feito ainda antes.
O truque é chamar de "factóide" ou "escândalo menor", estabelecendo como régua qualitativa ou medição quantitativa as proporções que o próprio PT estipulou, na prática, aos grandes escândalos. Se antes vigia o "eles também fizeram", talvez hoje usem como desculpa um "já fizemos pior e não deu nada" e, no fim das contas, podem estar certos: não acontece nada, mesmo.
Foi-se o tempo do aparelhamento-moleque, o aparelhamento-de-várzea, o aparelhamento-de-amor-à-camisa-vermelha, o aparelhamento-que-jogava-bola-no-campinho-de-terra, aquele negócio da companheirada na estatal só pra levar uns capilés e doar vinte purça pra legenda.
Bons tempos, né?
Agora, funcionários da Receita Federal fuçam nas declarações de quem se opõe ao partido do governo. E, como nunca dá nada, vale tudo: dirigentes partidários, empresários, familiares... Não acabaram com os direitos de cidadão do pobre Francenildo? Pois, hoje, francenildizaram todos nós.
transubstanciado por gravata às 01.09.10 - 15:46:26 | 2 comentários
01/09/2010
DILMA E ZÉ DIRCEU
Mas o negócio é ficar indignado com "guru", né?
transubstanciado por gravata às 01.09.10 - 13:42:05 | Alguém?
27/08/2010
ALOPRADOS 2006 E 2010: A ESTRANHA LÓGICA DA PETISTOSFERA
Em 2006, um grupo ligado a campanhas petistas foi pego em flagrante tentando comprar dossiê contra candidatos tucanos e ATÉ HOJE ninguém explicou a origem do dinheiro. Surgiu então o nome "aloprados", qualificação dada pelo próprio Lula. Neste ano, 2010, servidores da Receita Federal foram flagrados violando o sigilo fiscal de adversários políticos do PT, além de empresários e demais pessoas. São os "neoaloprados".
Nos dois casos, a lógica da petistosfera funciona da seguinte maneira: a descoberta dos crimes é "boa para a oposição" e, eles assim raciocinam, os oposicionistas poderiam estar por trás disso tudo. Seria uma conspiração, um golpe, algo do tipo. Tentam passar essa versão, mas é falácia. Provavelmente, nem eles devem acreditar nisso. Mas jogam essa bobagem para ver se algum militante acredita ou, no máximo, usam a lengalenga como única desculpa cabível - a outra seria meramente confessar o delito.
Porque nos dois casos houve crime, além da tentativa de algo mais grave. SE NÃO HOUVESSE A DESCOBERTA E A AÇÃO DAS AUTORIDADES, a coisa seria muito mais feia. Como foram pegos, invertem a lógica e desenvolvem um raciocínio segundo o qual, teratologicamente, as vítimas se tornam culpadas pelo fato de que os culpados foram desmascarados e, nesse sentido, podem sofrer prejuízos políticos diante do que cometeram.
Uma dica: não façam mutretas.
Eles falam, na maior cara de pau, que a estabilização econômica foi obra das gestões petistas, mesmo tendo o partido votado CONTRA o Plano Real, a LRF e todas as demais medidas responsáveis pela economia tal como se encontra. Não custa nada, portanto, modificar um pouquinho a história quando eles próprios são os que se enroscam na condição de réus. Até o Mensalão, acompanhado por todos e CONFESSADO pelos partícipes, chega a ser negado por blogueiros não exatamente comprometidos com o universo das coisas reais.
E agora isso: cerca de 140 contribuintes têm seus sigilos fiscais VIOLADOS de forma criminosa, mas o caso é tratado como "mentira", "factóide", entre outras alcunhas depreciativas, como se fosse um caso menor. Mesmo depois do relato daquela reunião entre o chamado "grupo de inteligência" e o delegado aposentado da PF, tratando de quebra de sigilo telefônico e outras tarefas, ainda assim as coisas são meramente negadas, como se fosse uma grande teia conspiratória. Não, não é.
A parte estarrecedora, aliás, é que não precisam disso. O partido vai bem nas pesquisas e muito provavelmente, pelo que nota nas datas das violações e das reuniões heterodoxas, as coisas foram feitas quando nem tudo era um mar de rosas. Agora, com boas perspectivas eleitorais, inverte-se a lógica como se tudo aparecesse num passe de mágica oportunista, não de investigação da corregedoria da própria Receita Federal.
Como se um criminoso, depois do flagrante, do devido processo e TODAS AS PROVAS MATERIAIS CONTRA SI, tentasse alegar inocência dizendo que tudo isso beneficiaria eventual adversário que... ELE TENTOU PREJUDICAR POR MEIO DO CRIME QUE SERIA PRATICADO.
A petistosfera às vezes converte alguns intelectuais, batizando-os à sua maneira, mas não é justo isso que tentam fazer com a boa e velha lógica aristotélica, que é universal e não se filia a partidos. Quem faz algo errado, e é apanhado em flagrante, paga pelo erro. Se não tiver coragem de assumir, que silencie, no máximo. Simples assim.
Mas a vítima não pode ser culpada pelo ato com que tentaram atingi-la - muito menos por quem tentava praticá-lo.
transubstanciado por gravata às 27.08.10 - 15:28:50 | 10 comentários
25/08/2010
COMENTÁRIOS À CARTA DOS BLOGUEIROS "PROGRESSISTAS"
É difícil saber, no Brasil, o que significa ser "progressista". Pode ser isso e/ou isso, pois os dois blogueiros em comento nesses posts são signatários do manifesto resultante do encontro havido em São Paulo. Quanto ao documento produzido, vale comentar o conteúdo:
"I – Apoiamos o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), de iniciativa do governo federal, como forma de inclusão digital de expressiva parcela do povo brasileiro extemporaneamente alijada de um meio de comunicação de massas como a internet no limiar da segunda década do século XXI, o que é inaceitável e incompatível com os direitos fundamentais do homem à comunicação em um momento histórico em que os avanços tecnológicos nessa área já são acessíveis a qualquer cidadão de qualquer classe social nos países em estágio civilizatório mais avançado. Apesar do apoio ao PNBL, os Blogueiros Progressistas declaram que, mesmo entendendo a iniciativa governamental como positiva, julgam que precisa de aprimoramento, pois da forma como está ainda oferece pouco para que a internet possa ser explorada em todas as suas potencialidades. A velocidade de processamento a ser oferecida à sociedade sem cobrança dos custos exorbitantes da iniciativa privada, por exemplo, precisa ser ampliada ou não realizará aquilo a que se propõe."
Tópico interessante, de fato. Acho que todo mundo apóia. Creio ter faltado uma pequena observação: a metodologia pela qual o Plano será posto em prática, evitando beneficiar empresas ligadas a determinados políticos, como já foi divulgado pela tão odiosa "velha mídia". Se nenhuma velha raposa partidária for beneficiada pelo PNBL e ele, de fato, apenas beneficiar a população, é sim uma boa.
* * *
"2 – Defendemos a regulamentação dos Artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que legislam sobre a comunicação no Brasil e, entre outras coisas, proíbem a concentração abusiva dos meios de comunicação de massa e que dispõem sobre os sistemas público, estatal e privado."
É o parágrafo quinto do artigo 220 da CF/88 que versa sobre "monopólio e oligopólio" nos meios de comunicação, nos seguintes termos: "§ 5º - Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio."
O que é monopólio? Simples e até elementar: uma mesma empresa (ou grupo empresarial) possuir diversas marcas num mesmo mercado. O que temos na TV? Concorrência entre Globo, Record, SBT, BAND e Rede TV. Não há "monopólio", embora exista, de fato, larga vantagem da TV Globo na grande maioria das faixas de horário. E esse mesmo raciocínio se aplica para jornais e revistas: Folha, Estadão, O Globo, Diários Associados; Veja, Época, IstoÉ etc.
O grupo de blogueiros muito provavelmente confunde "monopólio" e "veículos que não elogiam o governo da forma como gostaríamos". Os conceitos são extremamente distintos e, quanto a isso, é caso para dar boas risadas quando o tema chegar à observação de um adulto que conheça minimamente esses conceitos não exatamente sofisticados. Mas como a idéia era, além de tudo, fazer protestinho, taí, fica o "protesto".
Mídia má! Fora Bush! Abaixo o FMI! Etc. Ok.
* * *
"Por omissão dos Poderes Executivo e Legislativo na regulamentação da matéria e sob sugestão do eminente professor Fabio Konder Comparato, os Blogueiros Progressistas decidem mover na Justiça brasileira uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) com vistas à regulamentação das leis que determinam profundas alterações na realidade da comunicação no Brasil supra descrita e que vêm sendo solenemente ignoradas."
Sendo ADIN por Omissão ou Mandado de Injunção, a competência pela propositura cabe:
"I - o Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III - a Mesa da Câmara dos Deputados; IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; VI - o Procurador-Geral da República; VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; e IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional"
Em qual dos grupos os "blogueiros" se enquadram? Confederação sindical? Entidade de classe de âmbito nacional? Talvez peçam uma forcinha para alguém, mas esse não é o maior dos problemas. Vamos aos fatos.
MONOPÓLIO, como dito, é um conceito EMPRESARIAL e não IDEOLÓGICO/PARTIDÁRIO. Qual seria exatamente a alegação? Há "apenas" cinco emissoras de TV? Única e tão-somente 3 ou 4 semanários? 5 jornais impressos DOMINAM o mercado nacional? Isso não prospera.
Como se depreende do próprio nome, "monopólio" refere-se a hegemonia e, até mesmo se fossem DUAS companhias haveria subsídio para debate. Mas são bem mais e a ADIN por Omissão nascerá morta. É incabível quanto à "insatisfação ideológico/partidária" em decorrência da linha editorial dos veículos que têm maior número de leitores - até porque, bem sabemos, há também uma miríade de publicações, e até emissoras, com teor altamente governista e chapa-branca.
* * *
"3 – Combatemos iniciativas que tramitam no Poder Legislativo tais como o Projeto de Lei de autoria do senador mineiro Eduardo Azeredo, iniciativa que se notabilizou pela alcunha de “AI-5 digital” e que pretende impor restrições policialescas à liberdade de expressão na rede mundial de computadores, bem como as especulações sobre o que se convencionou chamar de “pedágio na rede”, ou seja, a possibilidade de os grandes grupos de mídia poderem veicular seus conteúdos na internet com vantagens tecnológicas como capacidade e velocidade de processamento em detrimento do que for produzido pelos cidadãos comuns e pelas pequenas empresas de comunicação."
Vale lembrar que o "PL do Azeredo", nos seus trâmites finais, recebeu DEZ emendas do Senador Mercadante - mas curiosamente essa observação não foi feita pelos "progressistas". Normal. O Marco Civil Regulatório, do Ministério da Justiça, também não chega a ser um PRIMOR no que tange à liberdade do internauta (oi, internautas), mas não chegou a ser mencionado. Normal, também.
Mas o que realmente seria isso de "especulações sobre o que se convencionou chamar de..."? Qual é efetivamente o pleito? Querem mais capacidade de processamento? Querem mais velocidade? Isso já não está disponível para quem quiser comprar? Pergunto tudo isso com sinceridade.
* * *
"4 – Reivindicamos a elaboração de políticas públicas que incentivem a veiculação de publicidade privada e oficial remuneradas nos blogs, bem como outras formas de financiamento que efetivamente viabilizem essa forma de comunicação representada pela Blogosfera Progressista, de maneira que possa ser produzida por qualquer cidadão que disponha de competência para explorar seu potencial econômico e comercial, exatamente como fazem os meios de comunicação de massas tradicionais com amplo apoio do Estado por meio de fartas verbas públicas que, com freqüência, são repassadas sob critérios meramente políticos e que ignoram a orientação constitucional que determina pluralidade na comunicação do país."
Resumindo: GRANA. O Governo faria como? Criaria a POSTEBRAS, estatal destinada ao financiamento de blogs, depois de seu conteúdo passar por um crivo ideológico e partidário? REALMENTE falaram sério ou é uma semi-piada como a ADIN para matéria omissa? Faiçavor!
E quem define os "progressistas", para efeito de receber tal verba? Se precisar de certidão negativa junto ao Poder Público, sabemos, talvez possa complicar para uns e outros - mas sempre há a hipótese de INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO...
Quem defende um regime ditatorial que apedreja mulheres, por exemplo, creio que não possa ser chamado de progressista. Mas sei que essa minha opinião provavelmente não conta - por isso a dúvida.
* * *
"5 – Cobramos dos Poderes Executivo e Legislativo que examinem com seriedade deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) como a da criação do imprescindível Conselho Nacional de Comunicação."
Agora entendi os "parabéns" que a Dilma deu no tuíter. Mas ela não assinou, talvez apenas rubricou, então dá tempo de voltar atrás.
* * *
"6 – Deliberamos pela instituição de um Encontro Anual dos Blogueiros progressistas, que deve ocorrer, sempre que possível, em diferentes capitais para que um número maior de unidades da Federação tenha contato com esse evento e, em algum momento, com o universo da blogosfera."
zzz...
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"7 – Lutaremos para instituir núcleos de Apoio Jurídico aos Blogueiros Progressistas, no âmbito das tentativas de censura que vêm sofrendo sobretudo por parte da classe política e de grandes meios de comunicação de massas."
Um bom começo seria ajudar Gabriel Azevedo, que vem sendo perseguido por Helio Costa em Minas Gerais. Os progressistas, salvo raras exceções, fizeram silêncio sepulcral em função disso. Outro exemplo é Raquel Camargo que já sofreu processo da petista Luiziane de Fortaleza e, agora, de Marta Suplicy (já retirado). Casos assim não são efetivamente acompanhados pelos "progressistas". Estranho...
* * *
E mais não disseram. Parece que houve discussão quanto à expressão "blogosfera colaborativa" ou apenas ao termo "colaborativo". Mas a parte da grana foi aprovada. Nem tudo é discórdia entre os "progressistas".
transubstanciado por gravata às 25.08.10 - 15:47:52 | 15 comentários
23/08/2010
PIADAS COM CANDIDATOS: QUEM É AUTORITÁRIO?
Os programas televisivos não podem usar trucagem ou qualquer recurso de áudio e vídeo para degradar ou ridicularizar candidatos, nem veicular propaganda ou opinião favorável a eles. Isso é determinado pela Lei Federal de número 9.504 de 1997 (como qualquer outra, foi aprovada pelo Congresso Nacional). Vejamos:
"Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:
(..) II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito;
III - veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes;" (grifo nosso)
Muito pode e deve ser dito sobre esse dispositivo da chamada "Lei Eleitoral", mas há pontos básicos que precisam ser estabelecidos:
a) A NORMA É AUTORITÁRIA, pois programas humorísticos são parte necessária de qualquer país democrático, não fazendo qualquer sentido a validade de um dispositivo desse gênero;
b) É preciso saber a opinião, ao menos, dos candidatos à Presidência da República e, também, de seus partidos;
c) Em caso de piadas e troças, o Tribunal não agirá por livre e espontânea vontade, pois o judiciário é inerte, cabendo ao próprio partido mover ação em busca de 'direito de resposta' e, A PARTIR DESSE MOMENTO SABEREMOS QUEM SÃO OS QUE DEFENDEM A NORMA AUTORITÁRIA.
Não se trata daquela velha máxima do "fazer os direitos", mas sim uma forma de descobrir quem são os candidatos ou partidos que compactuam com esse tipo de lei. Mais ainda: de todos os que concorrem à Câmara ou Senado, quais já se pronunciaram CONTRA isso? Fica aí mais um critério para escolher seu candidato. Cobre isso. E fiscalize, depois, o cumprimento.
Brecha
A norma é vaga e dá margem a inúmeras interpretações ao fazer estranha diferenciação entre "programação normal" e "noticiário". Classicamente, dentro de qualquer ponto de vista mais razoável, os programas de notícias fariam parte da "programação normal".
Por que motivo, entretanto, o legislador os diferenciou? E por que motivo, portanto, os programas de humor também não poderiam fazer parte de alguma exceção - isso valendo, aliás, para atrações de produtoras independentes e todas aquelas que, por qualquer motivo válido, não façam parte do que se poderia denominar "programação normal".
Essa diferenciação, vale salientar, não consta de parágrafo ou alínea, não é um mero detalhe, mas sim parte do "caput", ou seja, aquilo que NORTEIA a interpretação do artigo. Serve, portanto, para DESTACAR o noticiário - presumindo exceções. Cabe consulta ao TER ou TSE para saber o que NÃO seria "programação normal".
Hipótese Legal
Mesmo cumprindo a norma dentro de TODOS seus rigores estapafúrdios, os programas humorísticos ainda teriam uma saída que poderia levar os candidatos a um ridículo muito pior. Mas muito pior, mesmo. Bastaria colocar um aviso no meio da programação.
Esse aviso poderia ser algo do tipo: "EM ATENÇÃO À NORMA ELEITORAL, O QUADRO A SEGUIR NÃO SERÁ HUMORÍSTICO, NÃO CONTERÁ TRUCAGENS, NÃO DEGRADARÁ E NEM EXPORÁ NINGUÉM AO RIDÍCULO. POR FAVOR, TELESPECTADORES, MANTENHAM-SE SÉRIOS E NÃO DÊEM RISADAS". Em seguida, apenas trechos de programas, pronunciamentos ou demais cenas não exatamente louváveis.
Ao fim, outro aviso: "ENCERRA-SE O MOMENTO SÉRIO E TODOS AGORA PODEM VOLTAR A RIR, NOVAMENTE CUMPRINDO A LEI ELEITORAL QUE PROÍBE A RIDICULARIZAÇÃO DOS CANDIDATOS POR TERCEIROS".
Tiro no pé dos políticos autoritários. E de bazuca. Ainda assim, defendo de certa forma a transgressão, pois seria interessante descobrir qual candidato acionaria um humorista para que não lhe fizesse troça. Quem é contra a democracia, afinal? Espero que ninguém. E fica a sugestão aos concorrentes ao legislativo: MUDEM ISSO.
transubstanciado por gravata às 23.08.10 - 17:09:30 | 8 comentários
19/08/2010
A #DILMENTIRA DO MUNDO REAL
Quantas lorotas vocês conseguiram contar? Parei na oitava, aí me perdi. Mas petista fica feliz porque tá bem na pesquisa, né? Bom, a Roseana Sarney também está. No fim das contas, no que diferem as candidatas?
transubstanciado por gravata às 19.08.10 - 15:22:56 | 14 comentários
16/08/2010
SINDICALISTA ENTREGA A RAPADURA DO PT
Até "Caso Lunus" Entra na Parada...
Wagner Cinchetto, ligado a duas centrais sindicais, resolveu abrir o bico, contando o funcionamento de parte do chamado 'esquema de espionagem' usado pelo PT em 2002. A revista VEJA (reportagem de Policarpo Jr. e Otávio Cabral) publicou entrevista que vale ser lida:
Qual era o objetivo do grupo?
A idéia era atacar primeiro. Eu lembro do momento em que o Ciro Gomes começou a avançar nas pesquisas. Despontava como um dos favoritos. Decidimos, então, fazer um trabalho em cima dele, centrado em seu ponto mais fraco, que era o candidato a vice da sua chapa, o Paulinho da Força. Eu trabalhava para a CUT e já tinha feito um imenso dossiê sobre o deputado. Já tinha levantado documentos que mostravam desvios de dinheiro público, convênios ilegais assinados entre a Força Sindical e o governo e indícios de que ele tinha um patrimônio incompatível com sua renda. O dossiê era trabalho de profissional.Os dossiês que vocês produziam serviam para quê?
Fotografamos até uma fazenda que o Paulinho comprou no interior de São Paulo, os documentos de cartório, a história verdadeira da transação. Foi preparada uma armadilha para “vender” o dossiê ao Paulinho e registrar o momento da compra, mas ele não caiu. Simultaneamente, ligávamos para o Ciro para ameaçá-lo, tentar desestabilizá-lo emocionalmente. O pessoal dizia que ele perderia o controle. Por fim, fizemos as denúncias chegarem à imprensa. A candidatura Ciro foi sendo minada aos poucos. O mais curioso é que ele achava que isso era coisa dos tucanos, do pessoal do Serra.Isso também fazia parte do plano?
Como os documentos que a gente tinha vinham de processos internos do governo, a relação era mais ou menos óbvia. Também se dizia que o Ciro tirava votos do Serra. Portanto, a conclusão era lógica: o material vinha do governo, os tucanos seriam os mais interessados em detonar o Ciro, logo… No caso da invasão da Lunus, que fulminou a candidatura da Roseana, aconteceu a mesma coisa.Vocês se envolveram no caso Lunus?
A Roseana saiu do páreo depois de urna operação sobre a qual até hoje existe muito mistério. Mas de uma coisa eu posso te dar certeza: o nosso grupo sabia da operação, sabia dos prováveis resultados, torcia por eles e interveio diretamente para que aparecessem no caso apenas as impressões digitais dos tucanos. Havia alguém do nosso grupo dentro da operação. Não sei quem era a pessoa, mas posso assegurar: soubemos que a candidatura da Roseana seria destruída com uns três dias de antecedência. Houve muita festa quando isso aconteceu.Nunca se falou antes da participação do PT nesse caso…
O grupo sabia que o golpe final iria acontecer, e houve uma grande comemoração quando aconteceu. Aquela situação da Roseana caiu como uma luva. Ao mesmo tempo em que o PT se livrava de uma adversária de peso, agia para rachar a base aliada dos adversários… Até hoje todo mundo acha que os tucanos planejaram tudo. Mas o PT estava nessa.Quem traçava essas estratégias?
O grupo era formado por pessoas que têm uma longa militância política. Todas com experiência nesse submundo sindical, principalmente dos bancários e metalúrgicos. Não havia um chefe propriamente dito. Quem dava a palavra final às vezes eram o Berzoini e o Luiz Marinho (atual prefeito de São Bernardo do Campo). Basicamente, nos reuníamos e discutíamos estratégias com a premissa de que era preciso sempre atacar antes.O então candidato Lula sabia alguma coisa sobre a atividade de vocês?
Lula sabia de tudo e deu autorização para o trabalho. Talvez desconhecesse os detalhes, mas sabia do funcionamento do grupo. O Bargas funcionava como elo entre nós e o candidato. Eu ajudei a minar a campanha do Lula em 1989, com aquela história da Lurian. Eu e o Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, ex-dirigente da Força Sindical) trabalhávamos para o Collor e participamos da produção daquele depoimento fajuto da ex-namorada do Lula. O grupo se preparou para evitar que ações como aquelas pudessem se repetir - e fomos bem-sucedidos.De onde vinham os recursos para financiar os dossiês?
Posso te responder, sem sombra de dúvida, que vinham do movimento sindical, principalmente da CUT. Se precisava de carro, tinha carro. Se precisava de viagem, tinha viagem. Se precisava deslocar… Não faltavam recursos para as operações. Quando eu precisava de dinheiro, entrava em contato com o Carlos Alberto Grana (ex-tesoureiro da CUT), o Bargas ou o Marinho.Quem mais foi alvo do seu grupo?
O plano era gerar uma polarização entre o Serra e o Lula. Por isso se trabalhou intensamente para inviabilizar a candidatura do Garotinho, que também podia atrapalhar. Não sei se o documento do SNI que ligava o vice de Garotinho à ditadura saiu do nosso grupo, mas posso afirmar que a estratégia de potencializar a notícia foi executada. O Garotinho deixou de ser um estorvo. E teve o dossiê contra o próprio Serra. Um funcionário do Banco do Brasil nos entregou documentos de um empréstimo supostamente irregular que beneficiaria uma pessoa ligada ao tucano. Tudo isso foi divulgado com muito estardalhaço, sem que ninguém desconfiasse que o PT estava por trás.
O Estadão publicou reportagem no dia seguinte, procurando os envolvidos, mas sem muito êxito (trechos a seguir):
"Sindicalista denuncia arapongagem do PT em 2002 - Antigos companheiros do presidente Lula formaram um núcleo de arapongagem em 2002 para espionar e promover ataques a adversários do petista que, na ocasião, disputava pela quarta vez consecutiva o Palácio do Planalto. A denúncia é do sindicalista Wagner Cinchetto. Ele afirma ter integrado o grupo que teria como principal estratégia atribuir à campanha de José Serra (PSDB) a autoria de ações clandestinas. Uma dessas investidas, afirmou Cinchetto à revista Veja, foi a polêmica operação da Polícia Federal que, naquele ano, recolheu na sede da empresa Lunus R$ 1,34 milhão, dinheiro vivo e sem origem declarada que seria do caixa 2 da campanha de Roseana Sarney (PMDB), hoje governadora do Maranhão e então pré-candidata à sucessão de Fernando Henrique Cardoso. "O Lula sabia do núcleo e deu autorização", afirma Cinchetto. "Tinha um plano para detonar a campanha da Roseana", disse ele ao jornal O Estado de S. Paulo, ontem. "A gente tinha uma pessoa infiltrada na operação Lunus. Orientamos para ligar ao Palácio do Planalto para dizer que tinha dado tudo certo. Ficou a impressão digital do Serra. Quando a Roseana atacou o Serra o grupo festejou, teve comemoração. O PT estava nessa. Todo mundo acha que os tucanos planejaram." O sindicalista conta que "quem dava a palavra final às vezes eram o Berzoini (Ricardo Berzoini, ex-presidente do PT) e o Luiz Marinho (prefeito de São Bernardo do Campo)". "Quando a gente precisava de dinheiro falava com o Carlos Alberto Grana, tesoureiro da CUT, ou com o Marinho e o Bargas (Oswaldo Bargas, ex-secretário do Ministério do Trabalho)." (...) O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que considera inverídicas as declarações de Cinchetto à revista Veja. "Não tenho nada a declarar. Não conheço esse senhor (Cinchetto), nunca o vi. Veio da Força Sindical, rival da CUT", limitou-se a comentar. Procurado pelo Estado, o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) não deu retorno à ligação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo." (grifos nossos)
Os Fatos e o "Método da Desqualificação"
As acusações são sérias e, depois de tantos anos, curiosamente são todas muito verossímeis. De 2002 para cá houve Mensalão, Dossiês os mais variados, quebras de sigilo e uma pletora de casos nos quais alguns se meteram em enrascadas usando até mesmo órgãos do Estado para violar direitos de adversários.
Para aferir a veracidade inapelável da narrativa de Cinchetto, seria preciso instaurar o devido processo, ouvir todas as partes e assim por diante. Berzoini, por exemplo, não quis falar com o Estadão. É um direito que lhe assiste, sem dúvida, mas evidentemente não colabora com a situação. O presidente do PT diz o seguinte "não tenho nada a declarar" - a velha frase que, no fim das contas, consiste numa declaração e tanto.
Daí surgem os defensores de sempre, de um jeito ou de outro ligados ao partido ou a administrações geridas pelo PT, mediante contratos firmados por licitação ou havendo dispensa. Em tais blogs, quem cai sob investigação é o sindicalista. E a imprensa. E, se não tomarmos cuidado, eu e você, também.
A parte curiosa é a seguinte: HOUVE UMA CONFISSÃO. O dito-cujo não se revela um santo, ao contrário, alega ter feito parte de um esquema bara-pesada no tabuleiro magistral de xadrez de 2002. E já tinha bagunçado o coreto em 1989. Ele próprio traz suas credenciais, o que seria até mesmo inócuo quando se trata de algo como a "delação". Não que tal prática seja bonita de se ver, mas em alguns casos só se conhece alguns detalhes quando alguém resolve abrir o bico.
As evidências e os fatos estão TODOS contra o PT, e a culpa é exclusivamente do partido porque de 2002 para cá só se meteu em encrencas usando exatamente métodos como os relatados pelo sindicalista - alguns até piores, diga-se. O mínimo que se esperaria, portanto, seriam respostas contundentes. Mas pelo visto fugiram - e puseram os mesmos de sempre para desqualificar testemunha, imprensa e os inimigos imaginários da "revolução" (o partido está no poder há 8 anos, mas na hora do aperto sempre se faz de vítima como se fosse um pobre-coitado).
Não que alguém com um mínimo de inteligência ainda caia nisso, mas na falta de qualquer desculpa, é o que resta. A outra opção seria confessar.
ps - se querem saber minha opinião, A PF TINHA MAIS É QUE DESBARATAR O DINHEIRO ILEGAL DA ROSEANA SARNEY, MESMO! Mas o que não pode é atribuir uma ação - agora oficial e definitivamente legítima - a esta ou aquela campanha. Ou melhor, segundo o sindicalista, talvez seja obra 'daquela' campanha. Mas, como digo, vale apurar. Os petistas, até sábado, garantiam que era obra de uma campanha. Agora, quem sabe, dirão que foi uma operação normal da Polícia Federal.
transubstanciado por gravata às 16.08.10 - 15:14:17 | 5 comentários
12/08/2010
ENTREVISTAS NA TV E O CHORO PETISTA
O Jornal Nacional entrevistou Dilma, Marina e Serra, fazendo perguntas contundentes a todos eles. Até então, os três candidatos só haviam participado de joguinhos de comadres, salvo raras exceções. Mas os petistas não se conformaram e abriram o berreiro, começaram a chorar diante do fato de que não se pode fazer perguntas inconvenientes para sua candidata.
Dilma foi indagada, por exemplo, sobre o crescimento pífio do Brasil na América Latina e respondeu que a Bolívia cresceu mais por ser "pequeno". Quando William Boner citou a Rússia, país continental (cuja área é composta metade por gelo), não soube responder e isso foi tratado como "desrespeito" e "agressividade". Mas qual a agressão?
A candidata foi poupada de temas como Mensalão, dossiês e tantas outras patifarias, não que isso fosse agressivo, mas seguramente seria mais incisivo. Não abordaram tais tópicos. Ela usava um argumento X em determinada resposta e, como é papel do entrevistador, foi confrontada mediante o mesmo argumento. Isso está longe de ser um exemplo de violência verbal.
O problema é que estão acostumados com os joguinhos de cartas marcadas, aqueles com ex-jornalistas, blogs e afins. Não foi o que houve e a candidata, em seus supostos "bons momentos" conseguia no máximo fugir da pergunta para fazer discurso genérico. Deu no que deu.
Cobraram, enfim, que Serra também recebesse questões delicadas. E foi o que aconteceu. O candidato tucano foi perguntado sobre a inexperiência de seu vice, a presença do PTB na chapa, o preço dos pedágios, entre outras coisas. E respondeu a tudo isso.
Sobre o vice: destacou sua experiência, pois exerceu mandatos parlamentares (tendo a delicadeza de não citar o fato de que Dilma nem mesmo tem isso em seu currículo); acerca dos pedágios, mencionou a Ayrton Senna, cujos valores foram REDUZIDOS após nova concessão, lembrando que as rodovias federais prosseguem como "estradas da morte", e assim por diante.
Os vídeos são públicos e estão à disposição de todos para que comparem os candidatos e seus desempenhos (vejam abaixo). Sim, ambos foram perguntados sobre temas espinhosos e, sim, Serra foi melhor. Paciência, ora. Não adianta chorar ou culpar isso ou aquilo.
Um dado curioso é a entrevista recente de Lula à TV Record, na qual nenhuma questão incômoda foi proposta. Ficaram naquela lengalenga bajulatória e, como sempre, as lágrimas presidenciais de costume. Os mesmos petistas que choram de raiva do êxito de José Serra nas entrevistas do JN são os que divulgaram o jogo de comadre com o chorinho de Lula na TV Record.
É o choro de raiva e a lágrima de crocodilo, cada qual servindo para sua finalidade. Lula é bom no que faz, sem dúvida alguma. Mas essa militância precisa ser menos bocó e, ao menos, aprender a lidar com a falta de traquejo de sua candidata. Ela está bem nas pesquisas, está pendurada "no cara".
Talvez o segredo seja Dilma aparecer cada vez menos nos programas. Fica aí a dica. Porque ele é bom de TV. Mas vocês - e ela - são péssimos.
transubstanciado por gravata às 12.08.10 - 15:24:09 | 25 comentários
09/08/2010
DILMA E A BAIXADA SANTISTA
De novo, obra do mestre @exilado
transubstanciado por gravata às 09.08.10 - 22:18:35 | 6 comentários
08/08/2010
ESSE É O NÍVEL DE LUIS NASSIF
Neste sábado, o blogueiro Luis Nassif protagonizou uma cena absurda no Twitter. Em seu espaço na web, ele usa um expediente curioso, tratando por "troll" tudo e todos, chegando ao ponto de dizer que há uma "rede" preparada para conspirar, organizada por fulano ou sicrano, e assim por diante. Vez por outra, aponta o nome de alguém que ousou desafiá-lo e o pobre-coitado é massacrado pelos comentaristas.
Tudo até ontem era feito de forma relativamente esperta, embora manjada: troca de farpas pelo Twitter, texto "revelando" o suposto troll (basta discordar para ganhar tal qualificação) e, em seguida, uma saraivada de xingamentos por parte de quem comenta no blog. Isso, é claro, provoca receio nos demais adversários ideológicos, pois poucos têm vontade de passar por esse tipo de aborrecimento.
Mas ontem foi demais. Um sujeito publicou o tweet a seguir (apagarei o nome por questões jurídicas, já que as ofensas talvez ensejarão processo de reparação de dano moral):

Vejam as respostas de Luis Nassif, que já foi do conselho editorial de um jornal de grande circulação (hoje ele o ataca diuturnamente):




A essa altura, nem daria mais para fingir ilusão com seriedade e alto nível, não é mesmo? Mas a parte espantosa vem agora, quando Nassif diz que O OUTRO seria o troll:


Entenderam a tática? Uma pergunta, de fato incisiva, é rebatida com alegações acusatórias e tacanhas sobre a vida íntima do outro, no mais baixo nível que se possa imaginar. E O TROLL É O OUTRO! E os trolls somos nós...
Acusações
O rapaz que acusa Luis Nassif fala em partido pagando e, nesse caso, o blogueiro também pode alegar ter havido excesso. Segundo o Diário Oficial, como divulgado por Folha e O Globo, a empresa de Nassif foi contratada sem licitação pela estatal federal que controla a TV Brasil, por cerca de R$ 1,2 milhões de reais. Mas o twitteiro se excedeu ao falar em vinculação partidária da forma como o fez.
De todo modo, nada justifica a reação de Luis Nassif. A Folha de São Paulo, mesmo, chama o blogueiro (na manchete!) de "jornalista pró-governo" e, ao que se sabe, não há até agora qualquer processo judicial por conta disso.
E vamos torcer para que também não venha algum ataque baixo sobre a sexualidade do jornalista.

