
Marcos Donizetti, em seu blog, falando sobre a patrulha politicamente correta que atinge até mesmo o tipo de depilação escolhido pelas mulheres para suas partes íntimas:
"Não é estranha essa modernidade que nos diz "seja você mesmo, sua individualidade é o que vale" mas que pune qualquer atitude, comportamento ou opinião que te afaste da média? Vamos pensar: você pode ser você mesmo quando isso leva ao egoísmo e à competitividade. Sua individualidade é "respeitada" quando serve de argumento para os homens de marketing que querem explorar nichos de mercado, mas na realidade você deve se submeter a regras e códigos de conduta que tentam padronizar até mesmo o tesão e os fetiches?"
Leia o texto completo clicando AQUI.
Aliás, ridículo quando homens ficam reclamando de beldades que posam para a Playboy e optam por não fazer aquela depilação estilo menina que não entrou na puberdade ainda. Mulheres adultas têm pêlos, ora bolas!
É só falar em feminismo que já surgem os comentários do tipo "mas homens e mulheres são diferentes". Nada contra, até porque eu mesma consegui, num mesmo post, ser ponderada a respeito de Maria Mariana e reconhecer a importância do feminismo. Mas quando leio sobre as óbvias diferenças entre homens e mulheres como justificativa para dizer que o feminismo é desnecessário não tem como não lembrar do post de Marjorie Rodrigues:
"(...)quando Fulano diz “mas homens e mulheres são diferentes”, parece que o defensor da igualdade de gênero está querendo ir contra uma coisa que é óbvia. Só que o buraco é mais embaixo, claro.
O autor da frase não está apenas apontando as diferenças entre homens e mulheres. Dado que, oi, elas não são visíveis? Não são tão óbvias? Por que é preciso apontá-las? Ora, vamos pôr os pingos no is: se o que se está discutindo é a diferença de poder entre homens e mulheres na sociedade, se o que se está discutindo é discriminação, então a frase perde toda essa carga ingênua e passa a ser determinista.
Este “diferente” não significa apenas diferença. Trata-se de uma naturalização, uma biologização da discriminação. Só que dita de forma mais aceitável. É a hipocrisia mais clichê: o cara não vai falar que o sistema reprodutor das mulheres as torna inferiores — se ele disser isso com todas as letras, todo mundo vai dizer que ele é um escroto, pois trata-se de um discurso escancaradamente machista. E, no Brasil, a gente tem bastante medo de escancarar o preconceito. Discriminamos de forma efetiva, sabemos que estamos discriminando… Maaaas, se alguém perguntar, a gente nega até a morte. Adotamos um discurso cor-de-rosa.
Então, para não ser escancaradamente escrota, o que a pessoa faz? Troca o “inferiores” pelo “diferentes”. Voilà. Mas o significado da frase é a mesma. Está nas entrelinhas. Uma coisa é dizer que “homens e mulheres são diferentes” quando se está discutindo biologia somente. Outra coisa é usar a frase quando se discute a configuração de poder na sociedade."
Leia o texto na íntegra.
Mais bem explicado impossível. Não estamos discutindo biologia, nem propondo a masculinização das mulheres. Se não fosse o feminismo talvez eu nem estivesse expondo minhas opiniões aqui nesse blog.
Eu fui uma das que ficou tiririca da vida com as declarações de Maria Mariana (ex-confissões de adolescente, atual "confissões de mãe"). Desejei até que ela tivesse uma boa depressão pós-parto só para aprender a não julgar o que não conhece e não falar besteira.
Mas depois que li esse post no Cristalk (Maria Mariana, seus quatro filhos e um mercado) consegui enxergar as coisas por um ângulo um pouquinho diferente. Não que eu passei a achar certo ela dizer que quem passa os nove meses da gravidez comprando roupinhas pro bebê acaba tendo depressão pós-parto, nem é isso que Cris afirma no post. Mas ela faz uma reflexão legal sobre o mercado de trabalho, as relações entre homem e mulher quando têm filhos e sobre como a rotina é desgastante demais para a mulher. Mas, leia lá que vale a pena.
Além disso, Maria Mariana criou um blog para falar do livro e das polêmicas que giraram em torno dele por causa de suas declarações. Em um dos posts, ela fala justamente sobre a história da depressão pós-parto, afirmando claramente que a repórter usou frases isoladas e fora de contexto para promover sensacionalismo. O “shopping” foi um pequeno exemplo dentro de um extenso pensamento! E não fiz nenhuma afirmação a este respeito. Declarei como uma suposição! Não sou médica, nem escrevi livro sobre este assunto! Destacando esta frase, a revista me colocou numa posição muito desrespeitosa para com as pessoas que sofrem deste mal., afirmou Maria Mariana.
E já que estamos falando dos papéis femininos na sociedade, acho que esse texto de Marcia Neder, diretora de redação da Revista Cláudia, vem bem a calhar. Depois que o li passei a perceber como é um retrocesso quando as mulheres rejeitam o título de "feministas".
Feminista, sim, com muito orgulho!
Toda vez que eu vejo uma jovem executiva ambiciosa, competente, pavimentando o seu caminho para o topo tenho aquela sensação de não ter lutado em vão. Mas, se ela torce o nariz, cheia de desprezo ao ser chamada de feminista, como se fosse alguma espécie de xingamento medieval, reação cada vez mais comum, tenho um ataque de indignação! Por que tantas jovens de hoje estão desrespeitando aquelas que lhes abriram as portas? Será que acham que os avanços que temos caíram do céu? Quando escuto então que elas não são "feministas", são "femininas", confesso que me desce verdadeira ira.
Não é feminino - e feminista! - buscar os próprios direitos, ter leis que nos protegem da violência doméstica e põem o agressor na cadeia? Não é feminino - e feminista! - ganhar o próprio dinheiro, ser independente para investir ou gastar? Não é feminino - e feminista! - ser dona do próprio corpo, viver plenamente a sexualidade e decidir quando ser mãe? Não é feminino - e feminista! - ver mulheres deputadas, senadoras, governadoras, até presidentes da República? Não é absolutamente feminino - e feminista! - querer ganhar salário idêntico ao dos homens quando na mesma função, igualdade que ainda não alcançamos no mundo inteiro?
A discriminação não acabou, as batalhas não foram todas vencidas, há muito o que fazer. E são as novas gerações que terão que enfrentá-las. Para isso, vão ter que conhecer e valorizar o trabalho das pioneiras, que pagaram um preço altíssimo pelo que as mulheres jovens de hoje têm como líquido e certo. Vão ter que ter orgulho dessa palavra e de sua carga simbólica, que deveria ser uma medalha no peito de todas nós.

Quando escrevi o post sobre as sapatilhas de plástico Zaxy, como uma alternativa para quem gosta do estilo Melissa mas não quer gastar muito, não imaginei que surgiriam meninas dispostas a defender suas Melissas com dentes e unhas (dos pés!). Há quem não aceite as "genéricas" de forma alguma. Uma menina chegou a comentar que quem não pode ou não quer pagar caro por uma Melissa que não use e pronto, mas que também não vá atrás de imitações.
Mas acontece que a Zaxy não é exatamente uma imitação, já que é fabricada pela Grendene, mesma empresa que fabrica a Melissa. Aliás, a Grendene é uma marca tradicional, com várias linhas de calçados, portanto a qualidade da Zaxy está garantida. Pode até ser uma "prima pobre" da Melissa, mas é pobre, porém limpinha.
O que eu também não sabia é que existem meninas tão apaixonadas por Melissas a ponto de escreverem blogs específicos sobre o assunto e manterem álbuns no Flickr apenas para postar fotos de seus sapatinhos de plástico tão amados. Existe todo um mundo girando ao redor da marca (quase uma sociedade secreta) o que já está me convencendo que ela é mais do que uma marca, é um estilo de vida! Há também garotas que vendem Melissas novas ou usadas através de blogs, flickers e fotologs.
Eu que nunca fui tão fã assim da Melissa, acabei me rendendo aos modelos uns mais lindos que os outros que andei vendo por aí. Resista se puder...

Para trocar/comprar Melissas novas ou usadas:
Adri M.
Para as apaixonadas:
Melissando - blog com novidades e dicas sobre Melissa
Fábrica de Sonhos
Viciadas em Melissa
E para quem não se importa em usar as "genéricas":
Clube da Melissa Genérica
Semana passada recebi em minha casa uma revista muito legal da Melissa, anunciando a nova coleção Afromania.

É uma Melissa mais linda que a outra e dá vontade de ter quase todas.
Quem quiser, pode visualizar ou baixar a revista Plastic Dreams aqui.
Mas os preços das Melissas não são muito convidativos, então adorei saber que a Grendene (empresa da qual a Melissa faz parte) possui uma outra linha, digamos assim, mais "popular" de sapatinhos de plástico. É a Zaxy, com sapatos boneca tão graciosos quanto as Melissas, porém com preços mais acessíveis (por volta de 40 reais).

Pena que a variedade de modelos não é tão grande; só há dois modelos, na verdade, mas pra quem gosta das sapatilhas de plástico é um ótimo achado!
Juliana Dacoregio