Categoria: Rasgação de seda

27.08.09

Blogar vai me levar longe: 3626 km para ser mais precisa

15:29:11, Categorias: Blogosfera, Turismo, Rasgação de seda  

Comecei o blog de forma despretensiosa e meio timidamente, publicando um texto aqui, um poeminha ali, uma imagem legal acolá. É mais ou menos assim com todo mundo que começa um blog: meio sem jeito, com medo de se expor e de forma despretensiosa. Porém aos poucos se passa a escrever com mais regularidade, preparar os textos com cuidado, visitar outros blogs e aí, pronto, se pega gosto pela coisa. Blogar me trouxe muitas coisas legais, como ter a oportunidade de publicar textos que antes restritos apenas a meus diários, receber o retorno dos leitores que se identificam com que escrevo, conhecer outros blogs, ler coisas novas e diferentes que talvez eu nem soubesse que existe se eu não estivesse envolvida nessa tal de blogosfera, a experiência de ler a opinião das pessoas sobre meus textos e, principalmente, as amizades e contatos que fiz com gente de vários cantos do Brasil.

Mas dentre todos esses retornos que o blog me deu eu nunca poderia imaginar que manter um blog, ainda mais um blog anti-religião como este, poderia me levar para um pedacinho do paraíso! É irônico e parece mentira, mas é a mais pura realidade. Há algumas semanas recebi um e-mail da Dáblio Comunicação convidando-me a participar do Projeto Porto Cai na Rede, realizado pela Secretaria de Turismo de Ipojuca e pela Associação de Hotéis de Porto de Galinhas, que levará 40 blogueiros a Porto de Galinhas para conhecer e divulgar as praias e atrações do lugar.

É claro que eu não pensei duas vezes em aceitar o convite! Pra quem não sabe, eu moro em Criciúma e a praia mais próxima daqui é a nada convidativa Praia do Rincão, com seu mar agitado, de água gelada e quase sempre suja. Portanto, é só falar em piscinas naturais, águas claras e quentinhas que eu viro uma interiorana, daquelas que parecem nunca ter visto o mar! Sério, vou fazer fiasco naquele mar sem ondas e com a temperatura da água entre 26 a 28 graus, mesmo no inverno.

Só o fato de ter a chance de conhecer a praia eleita por 8 anos consecutivos pela Revista Viagem e Turismo como a melhor praia do Brasil já seria motivo suficiente para topar a parada! Nesse caso, um título não é apenas um título. Ele significa um lugar belíssimo e cheio de atrações turísticas, hotéis com toda a infra-estrutura necessária para receber turistas do mundo inteiro, praias com larga extensão de areias claras e fininhas, colônias de corais, águas calmas e regiões propícias para o surf, construções históricas, restaurantes, lojas, vida noturna e esculturas de galinhas muito bonitinhas espalhadas por toda a cidade... Dá pra recusar um convite desses?

Além de todos esses motivos, também não poderia deixar de participar, pois me senti honrada de ser uma das blogueiras selecionadas, entre tanta gente boa, para participar desta ação arrojada e inovadora envolvendo blogs e internet.

Portanto, se você imaginou que blogar não fosse te levar a lugar nenhum, aqui está o exemplo de que você está enganado. “Mas, como assim Ju? Você é que foi convidada, não eu!” Arrá! Aí é que são elas: além dos 40 blogueiros selecionados, mais 3 convites serão distribuídos entre aqueles que fizerem os posts mais legais com o seguinte tema: “Porque eu deveria ir para Porto de Galinhas no Porto Cai na Rede”.

Para ter mais informações e saber direitinho como participar, fique ligado no blog e no Twitter do Porto Cai na Rede, visite o site oficial de Porto de Galinhas e dê uma olhada nas fotos da prévia que alguns blogueiros de Recife tiveram a oportunidade de curtir. Tenho certeza que com essas imagens inspiração é o que não vai faltar!

Permalink 649 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (12)

17.07.09

O narrador também engana

16:18:08, Categorias: Blogosfera, Livros, Rasgação de seda  

Primeiro achei o Murilo um bocó e a Julia uma sem noção parasita. Mas, pera aí... Quem me contou a história toda foi Carla, a mulher de Murilo que é amicíssimo de Julia desde os tempos de colégio. Carla casou aos 18 anos por impulso. Talvez mais para sair de casa do que por vontade de viver com Murilo. Sabe quando a guria encasqueta de provar pra todo mundo que pode se virar sozinha, ser uma ótima dona de casa, que não é filhinha de papai coisa nenhuma, que não precisa viver na barra da saia da mãe? Sabe quando para fazer tudo isso ela decide-se pelo caminho mais arcaico, o casamento? Foi mais ou menos assim com Carla.

Então, como vou confiar numa mulher dessas quando ela faz a caveira da melhor amiga do marido? Ainda mais quando a amiga do marido é uma artista, com todos os encantos e os dramas que essa condição traz. Julia é um pouco parasita, sim, mas, vejam bem, ela cuida da filha de Carla para que Carla possa ir à faculdade! Ela gasta horrores na loja em que Carla trabalha para que Carla possa ter uma polpuda comissão. Mas Carla não perdoa. Só perdoa porque precisa da babá e mesmo assim faz pouco do talento, dos dramas e da profundidade de Julia.

Ora, Julia é uma artista, confusa, volátil, insegura e ególatra como toda artista. (As exceções só confirmam a regra. Quando se trata de artistas as generalizações se aplicam muito bem. Artistas são caricatos por natureza.) Já Carla... Qual o talento de Carla? Vender roupas, estudar, cuidar de marido e de filho. Quer dizer, cuidar do marido, mas falar mal dele o tempo todo. Carla não consegue nem entender uma conversa mais filosófica, Carla acha que cama não é lugar para se discutir religião (cama é lugar para se debater qualquer coisa quando se está apaixonado. Quer momento mais íntimo do que um casal nu filosofando sobre cultura, religiosidade, sonhos e história de vida depois de transar? Desculpe, Carla, mas eu acho lindo e o Murilo pode até ser meio chato, mas não havia motivo para você ficar brava daquele jeito na lua-de-mel!). E Carla se preocupa com o caráter do pai da filha dela por causa de uma conversa sobre suicídio que ele teve lá na adolescência! Murilo era adolescente e metido a intelectualóide, só tinha 15 anos, ora bolas... E no fim das contas ele não incentivou suicídio nenhum (talvez sem querer tenha até ajudado a evitar, se bem que Libeca não ia se matar coisa nenhuma, falassem o que falassem), mas Carla não perdoa.

Porque Carla é a típica esposa arrependida que casou pelos motivos errados. Mas quando ela lhe contar a história toda talvez você discorde de mim. Não sei porque me identifiquei tanto com Carla num primeiro momento se eu, definitivamente, estou muito mais para Julia nessa história.

Quer saber do que estou falando?
Carla, Murilo e Julia são os personagens de Mulher de Um Homem Só, o novo livro do ótimo escritor e blogueiro Alex Castro. Um livro cujo único defeito é não ter mais umas cem páginas contando mais e mais da história desse triângulo amoroso.

Obs.: Alex Castro tem um dos melhores textos argumentativos que já li e as opiniões dele são muito parecidas com as minhas em diversos assuntos. Foi um dos primeiros blogs que comecei a ler com assiduidade e, mesmo ele blogando desde 2002, creio que já li quase todos os posts porque cada vez que entrava no blog dele ficava horas lendo os posts novos e os antigos, não só no LLL, como também no Sobre Sites. Sou fã mesmo!

Permalink 641 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (3)

21.07.08

Os importantes e a essencial

23:32:00, Categorias: Rasgação de seda  

O Dia do Amigo foi ontem, mas não encontrei tempo para escrever sobre o assunto. Inspiração não me falta, já que tenho poucos "grandes amigos", mas cada um deles renderia um livro de contos, um romance, duas novelas e três minisséries. Então, não importa que o Dia do Amigo tenha sido há quase dois dias. Preciso falar umas duas ou três palavrinhas sobre os amigos mais presentes em minha vida hoje.

Preciso falar da garota linda que me faz lembrar, sem precisar dizer uma só palavra, que não é vergonha alguma estar sempre bem vestida e arrumada como se estivesse pronta para um evento. Aquela com quem eu convivo bastante há uns dois anos, mas mesmo assim ainda me deixa admirada com sua beleza e com o número de palavras que ela consegue falar por minuto. Fala tanto que me deixa tonta, às vezes. Ela fala muito! Muito sobre tudo e mais ainda sobre ela mesma. Mas quando é preciso me ouvir, ela ouve e presta tanta atenção que, tempos depois, lembra, com detalhes, de coisas que eu falei e nem eu mesma lembrava. É a prova viva de que nem sempre os muito falantes são maus ouvintes.

Vou falar com atraso do dia do amigo porque também não poderia deixar de falar do cara que assiste Jô Soares comigo on-line. Eu comentando daqui, ele comentando de lá, os dois falando mal da vida alheia, julgando deus e o mundo e rindo muito com as besteiras que sempre surgem quando dividimos nossas insônias via msn. O amigo a quem recorro quando quero saber algum detalhe sobre determinado filme ou ator. Aquele que faz poemas a jato em homenagem aos amigos e em homenagem às festas que os amigos dão.


Não importa que o dia do amigo tenha sido ontem, pois uma amiga que está sempre pronta a me acompanhar em qualquer aventura ou roubada merece ser lembrada todos os dias. E não pense que ela topa qualquer parada porque seja o tipo de garota doidona e super extrovertida. Nada disso. É bem na dela, uma amante de Drummond, um pouco tímida, que me acompanha na balada fashion, no jantarzinho tranqüilo ou naquele passeio de carro pra fumar e chorar as pitangas. Ela não tem nada de rata de praia, mas foi comigo para um programa de índio, numa pousadinha com sérias restrições orçamentárias, tornando-se assim uma das fadas madrinhas do meu encontro com o príncipe encantado. É aquela amiga que fala baixinho, suave, mas que durante minhas crises existenciais não hesita em falar firme e me fazer lembrar o quanto sou forte e tenho sorte na vida. É uma das pouquíssimas pessoas a quem empresto meus livros, pois é a que mais compartilha comigo meu amor pelas letras.
Tem também aquela que posso passar meses sem ver ou conversar, mas que quando encontro é tudo igual: o mesmo carinho, a mesma admiração mútua, a mesma cumplicidade, e aquela generosidade da parte dela em me dar bons conselhos profissionais e a satisfação genuína que demonstra ao me ver feliz. Uma amiga que trabalha demais, mas que quando consegue reservar um tempinho para mim, a dedicação dela àqueles momentos é total e o astral dela vai lá em cima.
Há mais amigos e amigas que passaram por minha vida e marcaram outros tempos. Há alguns nem tão íntimos assim, mas que admiro e com quem aprendo.
Mas, se alguns amigos são importantes, existe uma que é essencial.
É a única que sempre esteve comigo e sempre estará. Aquela que me acha bonita chorando, mas é a maior beneficiada quando estou feliz. Aquela a quem tive que aprender a aceitar e amar, mas a quem dou muitos puxões de orelha. Aquela que, às vezes, sente ganas de me sacudir e dizer "pára com isso", mas que comemora com grande entusiasmo cada pequena vitória minha. Aquela que nunca vai deixar de me acompanhar numa ida ao cinema e que sempre vai entender por que chorei naquele momento nada emotivo do filme. Aquela que, no espelho, retribui meus beijos e entende tudo que meus olhos estão dizendo. Aquela que me diz… "É muito bom ser você"!

Leia também: Se você acha que a educação é cara, tente a ignorância

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24.05.08

A Mulher da Minha Vida

13:06:00, Categorias: Rasgação de seda  


A minha mãe

Hoje é aniversário da minha mãe.
Para os parentes a minha mãe é a Tetê. Para o meu pai ela é a Tê.
Na época de colégio ela era a Marta Thó. A Marta Thó era linda e divertida.

A minha mãe é a única mulher entre quatro irmãos. Eu também sou a única entre irmãos homens. Quando minha mãe era adolescente ela tinha que fazer todo o serviço de casa. Ela não queria que eu vivesse nada parecido, por isso nunca me mandou fazer nenhum trabalho doméstico. Se está certo, ou não, NÃO CABE A VOCÊ, nem a mim, julgar.

A minha mãe já foi de motoneta para Laguna, escondida da mãe dela.
A minha mãe se fingia de morta pra assustar o imãozinho caçula, e só "acordava" quando ele já estava chorando desesperado.
A minha mãe já preparou uma rã que o irmão dela caçou. Quando minha vó chegou do trabalho eles deram para ela comer e disseram que era frango.
A minha mãe era amiga de meninos. A minha mãe andava de carretilha. Um dia ela se ralou inteira andando de carretilha (ou de bicicleta, não lembro) e ainda apanhou quando chegou em casa.

A minha mãe se achava feia quando menina. Mas ficava feliz porque imaginava, "quem é feia quando é criança, fica bonita quando cresce". Ela ficou linda!
A minha mãe brincava de fazer comidinha com morangos e terra. O sonho dela era ter dinheiro pra comprar bastante bolacha recheada. Hoje ela não gosta de bolacha recheada.

A minha mãe perdeu o pai quando tinha uns 11 anos. Eu não falo sobre isso com ela, porque acho que ela ainda fica triste e mesmo que eu tenha curiosidade sobre o assunto a minha vontade de não vê-la triste é maior do que a curiosidade.
A minha mãe era muito, muito grudada com a mãe dela. Eu sou muito grudada com a minha mãe.
Quando minha avó morreu minha mãe virou pra mim chorando e disse "agora eu sou órfã". Até hoje me corta o coração.

Eu sei mais inglês que a minha mãe. Mas a minha mãe sabe um pouco de francês, italiano, espanhol, latim, alemão… Acho que ela é capaz de se comunicar em qualquer língua. Ela nunca fez nenhum cursinho. Mas já bateu papo em inglês com um italiano durante uma viagem de trem.

A minha mãe não se aperta em lugar largo.

A minha mãe largou as companheiras chatas de viagem e foi sozinha conhecer o Coliseu. A minha mãe foi a Roma e viu o Papa.

A minha mãe já foi professora. Eu sou a filha da "tia Marta".
A minha mãe nunca me bateu. Só lembro de uma vez quando eu fiz uma gritaria porque nosso cachorro entrou no meu quarto e queria brincar comigo. Eu fiz um escândalo tão grande que ela achou que o armário tinha caído em cima de mim. Ela só me bateu de assustada. Ah, o cachorro apanhou também.

A minha mãe entende todos os meus medos. TODOS!
A minha mãe nunca debochou de mim. A minha mãe nunca fez pouco caso de mim.
A minha mãe ficava deitada comigo até eu pegar no sono.

Eu já fui a três shows do Roberto Carlos com minha mãe. No último gritamos "lindooo" e fizemos o maior "auê"! A minha mãe foi comigo no show dos Beatles Cover.

Não tem conversa: a minha mãe não gosta de filmes densos. E pronto! Ela gosta de água com açúcar e agora sempre que vejo um filme assim já lembro dela.
Eu lembro dela em milhares de situações.

A minha mãe me ensinou a sair sempre bem arrumada. A minha mãe me ensinou a não ter vergonha de gostar de ficar bonita.
Quando eu era criança eu achava que unha vermelha e comprida era unha de mãe. E cheirinho de tempero na mão é cheiro de mão de mãe.

A minha mãe tem um ditado meio esquisito que serve pra qualquer coisa:
"assim como são as pessoas são as criaturas".

A minha mãe quase foi enfermeira da Cruz Vermelha.
A minha mãe é muito boa com números. Ela sabe "de cor" as placas de todos os carros que a gente já teve, e os números de telefone também.
A minha mãe me ensinou a dirigir.
A letra da minha mãe é linda. E ela desenha bonecas muito bem.

A minha mãe sempre acha que é mais forte que eu e que as compras de mercado mais pesadas é ela que tem de carregar (apesar de termos quase a mesma altura e o mesmo peso).
Dá pra contar nos dedos as vezes em que vi minha mãe chorar.
A minha mãe É mais forte do que eu.

Eu já me perdi em Goiânia com a minha mãe. Mas a gente achou o caminho.
A minha mãe não se aperta em lugar largo.
Eu já subi a serra com a minha mãe dirigindo.
Eu já andei de ônibus de linha (e que passava pela linha vermelha, a região mais violenta) no Rio de Janeiro com a minha mãe. Estávamos indo ao Barra Shopping!
Eu já fui pra Brasília de carro (pegando a maior chuva) com a minha mãe.
Eu andei de chalana com a minha mãe.
Com a minha mãe eu conheci Porto Seguro, Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo, Gramado e o Paraguai.
Eu e minha mãe atravessamos a Ponte da Amizade, à pé, agarradas uma na outra, como se estivéssemos com medo de cair.
A minha mãe sente arrepio na sola do pé quando dirige na ponte que liga o continente à ilha de Florianópolis.
A minha mãe foi a minha companheira em minha primeira viagem de avião.
A minha mãe é apaixonada por aviões. Nem cabe falar aqui porque isso daria um capítulo inteiro.
Qualquer frase dessas sobre minha mãe daria um capítulo inteiro.
Eu já fui vítima do caos aéreo com a minha mãe.
Quando eu e minha mãe vamos pra Florianópolis, a gente pára pra fazer xixi em Tubarão.

A minha mãe fez passinhos de dança estilo "Embalos de sábado à noite" junto comigo no casamento da minha prima.
A minha mãe valoriza muito a família.
Quando minha mãe morava em Belo Horizonte teve um diagnóstico de que tinha problema no coração. Não era nada: era saudade da terra natal.
A minha mãe pegou o currículo do meu pai, pegou um ônibus e veio para o sul. Conseguiu uma entrevista para ele e há mais de 30 anos ele está nessa empresa.
A minha mãe me viu sentada no meio-fio do estacionamento da Unisul quando eu achava que não ia dar conta de terminar meu projeto de TV a tempo de me formar.
Deu tempo. Mas se não fosse por ela me levar a Tubarão quando eu estava deprimida e com pânico de ir de ônibus, não daria.

A minha mãe me acordava cantando, "bom dia, bom dia, bom dia… hoje eu estou tão feliz".
A minha mãe adora cantarolar. A minha mãe gosta de música.
Assistimos juntas ao Fantasma da Ópera. Inesquecível! E fomos cantadas depois no restaurante, em São Paulo.
A minha mãe paga todas as contas, sempre, sempre, sempre em dia! A minha mãe é caprichosa.
A minha mãe não suporta bagunça.
A minha mãe tem um senso estético apurado. (Ela me acha bonita, quer prova melhor que essa?)

A minha mãe é minha ídola!
Ela me salvou diversas vezes.
Quando eu tinha só uns meses de vida, minha mãe fez um poema pra mim. Está emoldurado e pendurado na parede.
A minha mãe me dava livros de presente quando eu era criança.

A minha mãe é o máximo!
Hoje é aniversário da minha mãe.

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Permalink 1424 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (2)

10.04.08

Meu pai

13:45:00, Categorias: Rasgação de seda  

Não é dia dos pais, nem aniversário do meu pai. Mas como tive que escrever um texto homenageando uma pessoa importante, aí está:

Pai, seria lugar-comum dizer que te amo porque me deste a vida e me ensinaste a ser o que sou hoje. Não, não me ensinaste a ser o que sou hoje porque ainda estou longe de ser o ser humano lutador, honesto e incansável que tu és. Poucos ensinamentos me passaste com palavras, mas não é preciso falar de honestidade, amor pelos seus, generosidade sem medidas e retidão se és alguém que vive esses princípios, sem ao menos cogitar que poderia ser possível viver de outra forma.

Querido pai, ao longo desses 27 anos que convivo com você minha admiração pela pessoa que és só cresceu. Dizem que somos parecidos em aparência e personalidade, e me orgulho disso. Mas me orgulharei ainda mais se eu conseguir seguir o seu exemplo de dedicação e persistência e sua capacidade de tomar decisões acertadas. Almejo ter suas virtudes, meu pai, e se um dia as pessoas de meu convívio dedicarem a mim metade dos elogios que já ouvi você receber das pessoas com quem você trabalha eu serei uma pessoa muito realizada.

Meu pai, além de admirá-lo hoje pelo homem competente, ligado à família, responsável e de coração puro que sempre fostes, admiro-o também porque enquanto cresciam os filhos, aumentavam as reformas da casa e cresciam seus novos cabelos brancos, aumentavam também sua capacidade de se adaptar às novas situações e sua paciência - principalmente aquela necessária para lidar com uma filha adolescente, rebelde e complexa por demais dentro de sua casa. Me vi crescer e vi crescer também a sua capacidade de ser doce, de me acolher em qualquer situação, de me dar a mão e me apoiar sempre em minha busca de espaço na vida.

Vi seus sorrisos se multiplicarem, ao mesmo tempo em que passei a entender seu silêncio em tantos momentos. Silêncio de quem tem inúmeras responsabilidades, silêncio de quem se preocupa incessantemente com o futuro da família, silêncio de quem trabalha arduamente.
Vi você me telefonar, emocionado, para pedir-me perdão após uma briga. Coisa que só os muito fortes são capazes de fazer!

Fortes, também, são aqueles que sabem guiar, sem obrigar; pedir, sem exigir. E você nunca impôs suas opiniões a mim ou a meus irmãos. Pelo contrário, nos deixou caminhar no nosso ritmo, para que déssemos nossos passos no devido tempo, um após o outro, e ficou ali apenas orientando, aconselhando, aguardando que seus conselhos e exemplos dessem frutos.

É por isso, querido pai, que hoje quando penso na pessoa que mais admiro sua imagem é a primeira e a mais forte que vem à minha mente.

Richard Bach, em seu livro Longe é Um Lugar que Não Existe, diz que pais e filhos não são somente pais e filhos. São companheiros na jornada da vida. É por isso que hoje sei o privilégio que é ser filha e companheira na maravilhosa viagem da vida, deste homem, a quem muitos chamam de Libio, mas que eu tenho a honra de chamar de PAI!

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Permalink 563 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (2)

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Quem?

Juliana Dacoregio
Jornalista, leitora voraz, escritora, cinéfila.
Observadora, vaidosa, passional, sensível.
Desertora da fé evangélica, mas cheia de fé em si mesma.
Lágrimas abundantes e gargalhadas sinceras.
Leal aos amigos e ligada à família.
Cheia de opiniões e de capacidade de analisá-las e transformá-las.
Hábitos simples e pensamentos complexos. Ou vice-versa.

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