Leonardo Pastor, do Vísceras Literárias, publicou seus "hábitos de leitor" já há algum tempo. Fiquei de publicar os meus, mas fui deixando pra depois, já que não tenho muitas regras definidas com relação aos meus momentos de leitura. Mas como meus últimos posts no Amálgama foram sobre literatura: uma resenha sobre o livro Os 10 pecados de Paulo Coelho e a entrevista com Luiz Biajoni, autor de Sexo Anal e Buceta, resolvi falar de livros e leitura por aqui também.
Vamos aos hábitos:
*Sempre escrevo meu nome e a data em que comecei a leitura na primeira página do livro.
*Não gosto de emprestar meus livros. Até empresto para algumas pessoas, mas não é algo que me dê muito prazer.
*Eu sublinho os trechos de que mais gosto. Com caneta ou com lápis, tanto faz. Não me importo de rabiscar meus livros. Claro que nada que impossibilite uma leitura posterior.
*Às vezes faço pequenas observações nos cantos das páginas.
*Não gosto de ler com barulho ou música. Perco a concentração.
*O livro tem que me prender muito para que eu consiga lê-lo em um lugar público, cheio de gente ao meu redor.
*Acho que todos os livros deveriam ter orelhas. Uso a da capa até a primeira metade do livro e a da contra-capa da metade pro final. Conheço gente que não usa as orelhas para não estragá-las. Acho isso muito excêntrico.
*A não ser que ele seja absurdamente grosso, eu o dobro para ler.
*Quando não gosto mesmo de um livro eu paro de ler. Mas sempre fica uma pontinha de culpa.
*Leio mais de um ao mesmo tempo.
*Eu visualizo as cenas descritas enquanto leio, mas não com muita riqueza de detalhes. Meus cenários são bem pobres. Se eu tentar elaborar demais não dá certo.
É isso! Não vou passar o meme pra ninguém, mas quem publicar seus hábitos de leitura também, me avise que posto o link aqui.
Outros leitores, outros hábitos:
Victor Almeida, do Vivendo pela Graça
Daniel Grubba, do Soli Deo Gloria
Ricardo, do Aventuras de Chicuta e Rebelo
Ah! Recebi um selo da Rachel Bacha, do blog Vivir para Contarla. Obrigada querida! No blog ela fala sobre vários assuntos, mas o mais recorrente é sua vida de concurseira. Quem está nessa função de prestar concursos públicos, estudar o dia todo, viajar para fazer provas, vai se identificar bastante.
"A long, long time ago" a Camilla me indicou pra responder um meme que já rodou por aí tudo, aquele dos 6 segredos, mas eu fui deixando pra depois. Acabei esquecendo e quando lembrava não conseguia pensar em nenhum segredo que fosse segredo, mas que ao mesmo tempo fosse publicável (fala sério que alguém vai contar um segredo-segredão mesmo, daqueles de deixar os leitores de boca aberta... Não dá né!)
Vamos então a alguns segredinhos que não vão denegrir (muito) a minha imagem:
1) Fui uma criança aterrorizada pelo medo do Apocalipse. Imaginava o chão se abrindo e engolindo toda a minha família, ficava deprê quando ouvia aquela música "meu amor, olha só hoje o sol não apareceu... é o fim da aventura humana na terra", me apavorava com as reportagens do Fantástico sobre buracos na camada de ozônio e meteoros que poderiam, porventura, um dia cair sobre a terra.
2) Já fumei um cigarro de orégano. Fechado por mim mesma. Praticamente uma experiência científica. Não, não dá barato. Mas você fica sentindo cheiro e gosto de pizza por uma semana.
3) Adoro Danielle Steel e Sidney Sheldom. Mesmo sabendo muito bem que as histórias são melodramáticas e manjadas. Adoro!
4) Na pré-adolescência eu conversava com meu aparelho de som. Não me lembro o que, nem por que eu conversava com tal ser inanimado. Só lembro que conversava. E isso não tem nada a ver com o fato de eu experimentar temperos de uma forma não convencional.
5) Eu não fui sempre essa patricinha-perua, não. Por volta dos 14 anos eu nunca trocava de brincos, ia para o colégio com uma calça de moletom bem larga e casacos de lã do meu pai, vestia baby-looks do avesso quando me dava na telha e usava botinhas Goofy todas rabiscadas. Sim, eu escrevia nas minhas botas. Mas rebocava, mal e desnecessariamente, a cara de maquiagem.
6) Após um jantar entre amigos, todos já num estado alcoólico pra lá de interessante, peguei um tabletão de manteiga e atirei em um amigo enquanto gritava "O ÚLTIMO TANGO EM PARIIIIISSSSS". Só para constar: não era um convite.
Passo a bola (sabor pizza) para a Deise, a cabeleireira mais inteligente e espirituosa que conheço; para o adorador de Bette Davis, Vinny; para a blogueira rock`n roll, Agda; para a querida Lady Rasta, que me apresentou ao Caju Amigo; e para a menina que está de férias neste planeta, a Alê Mary West.
Um meme lá do Razbliuto. Faz um tempinho, mas já que a nova onda do verão é o slow-blogging (desculpa ótima), só estou respondendo agora.
1. Livro/Autor(a) que marcou sua infância: A mulher que matou os peixes, de Clarice Lispector; O Menino que era filme, de Ulisses Tavares; Praga de Unicórnio, de Ana Maria Machado e Rosa Maria no Castelo Encantado, de Érico Veríssimo. Agora que dei um google que descobri que a Rosa Maria é do Érico Veríssimo. Obrigada manhê, por só colocar grandes autores na minha biblioteca infantil!
2. Livro/Autor(a) que marcou sua adolescência: A pré-adolescência foi profundamente marcada por O Diário de Biloca, lido aos 12 anos. A tal da Biloca também tinha 12 anos também e suas angústias, vontades e encanações coincidiam muito com as minhas.
Já na adolescência mesmo eu caí nas drogas: dos 14 anos em diante foram Brida, do Paulo Coelho, milhares de “Sidneys Sheldoms”, "O.Gs Mandinos" e aquela bomba do Operação Cavalo de Tróia, que eu achava que era o supra-sumo da literatura! Por isso que eu digo que não se deve subestimar os leitores de Paulo Coelho e outros autores caça-níqueis, pois de uma adolescência chafurdando na lama eu passei para...
3. Autor(a) que mais admira: George Orwell, como os leitores deste blog estão carecas de saber. E não é só por causa de 1984 e A Revolução dos Bichos, não. Dentro da Baleia também é bom demais da conta!
4. Autor(a) contemporâneo: Fernanda Young, Luis Fernando Veríssimo, Douglas Adams (esse já "se fué", mas faz tão pouco tempo e ele era tão novo que temos que considerá-lo nosso contemporâneo).
5. Leu e não gostou: Recentemente comecei O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway e achei um saco. Fazia bem jus ao título: o tempo todo era só o tal do velho, num barco, pescando. Pelo menos até o trecho onde li. Era uma prosa bem descritiva, cheia de detalhes sobre pescaria, marés e esse tipo de coisa. Como não to nem aí pra pesca foi difícil do livro me prender. Mas talvez eu retome a leitura. Nunca diga nunca, sobretudo quando se trata de livros.
6. Lê e relê: As crônicas de Luis Fernando Veríssimo quando é pra descontrair mesmo; O Demônio do Meio Dia, de Andrew Solomon, quando fico (ficava) deprimida e sempre, sempre, sempre A Arte da Prudência, de Baltasar Gracián, um livro de aforismos de pura sabedoria e perspicácia. Escrito há mais de três séculos, mas incrivelmente atual.
7. Manias: Escrever meu nome, mês e ano na primeira página do livro.
Passo a bola para quem mais quiser responder. Já que nessa época de fim de ano tá todo mundo na correria não vou impor memes a ninguém.



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Até aí tudo bem, o problema é que um determinado site chamou os blogs presenteados de blogs-de-aluguel e houve uma indignação geral. Uma frase do Cardoso resume bem a questão "se sua mãe ganha uma camiseta da Nike e a usa, ela é considerada uma mãe de aluguel?" A polêmica tomou proporções grandes e gerou vários posts sobre o assunto e inclusive o manifesto Eu não sou blogueiro de aluguel.
Muito já foi dito sobre a história e se você quiser saber mais é só seguir os links que estão ao longo do texto.
Mas seguindo o meme (espécie de corrente) do Dia de Folga resolvi também mostrar aqui a minha geladeira. 
A minha geladeira fazia parte do meu enxoval. Depois que voltei para casa, levei-a junto e minha mãe ficou usando duas geladeiras na cozinha. Quando novamente tive que montar meu ninho, a geladeira me acompanhou. Eu adoro ímãs de geladeira e ainda não tenho tantos quanto eu gostaria. Meu preferido é um com a seguinte frase, atribuída a Gary Cooper: "E O Vento Levou vai ser o maior fracasso da história de Hollywood. Ainda bem que é Clark Gable e não Gary Cooper quem vai entrar bem."
A minha geladeira tem um vidro de biscoitos – sempre vazio – em cima dela. Eu deixo bilhetinhos e anotações na porta da minha geladeira. Mas às vezes eu esqueço de olhar os lembretes e as anotações que colo na porta da minha geladeira. Minha geladeira é da Cônsul (só sei disso porque acabei de olhar) e quase sempre minha geladeira só tem iogurte. Eu já varri poeira pra baixo da minha geladeira.
Esta é a minha geladeira! E aí, me mostra a sua?
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Juliana Dacoregio