Categoria: Cultura Pop

09.04.09

Melissa X Zaxy: plástico para todos os gostos e bolsos!

22:51:24, Categorias: Publicidade, Beleza, Cultura Pop, Moda, Só para mulheres  

Semana passada recebi em minha casa uma revista muito legal da Melissa, anunciando a nova coleção Afromania.

É uma Melissa mais linda que a outra e dá vontade de ter quase todas.
Quem quiser, pode visualizar ou baixar a revista Plastic Dreams aqui.
Mas os preços das Melissas não são muito convidativos, então adorei saber que a Grendene (empresa da qual a Melissa faz parte) possui uma outra linha, digamos assim, mais "popular" de sapatinhos de plástico. É a Zaxy, com sapatos boneca tão graciosos quanto as Melissas, porém com preços mais acessíveis (por volta de 40 reais).

Pena que a variedade de modelos não é tão grande; só há dois modelos, na verdade, mas pra quem gosta das sapatilhas de plástico é um ótimo achado!

Permalink 134 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (106)

13.01.09

Nós somos os Big Brothers

19:56:06, Categorias: Livros, Televisão, Cultura Pop, Leitura  

De acordo com Alessandro Martins, do blog Livros e Afins, os participantes do Big Brother Brasil chamando uns aos outros de brothers e sisters estão fazendo um uso totalmente errado do termo, já que os verdadeiros Big Brothers somos nós, sentados no sofá assistindo ao programa. Ele está certíssimo.
O termo Big Brother foi “inventado” pelo escritor George Orwell, em sua obra 1984, para designar o governante de uma ditadura super linha-dura que instalava nas casas, ruas, ambientes de trabalho e lazer milhares de teletelas (uma espécie de TV e câmera simultaneamente). Dessa forma os habitantes deste país fictício, criado por Orwell, eram vigiados 24 horas por dia, sem descanso. Exatamente como acontece no programa que começa hoje.

Leia também: BBB e o ódio generalizado

Permalink 132 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (7)

10.12.08

Capitu in the sky with diamonds

21:38:30, Categorias: Artes, Livros, Televisão, Cultura Pop, Leitura  

Uma viagem de ácido sobre Dom Casmurro. É a definição que melhor resume minha opinião sobre a microssérie Capitu, inspirada em Dom Casmurro, de Machado de Assis. Reli o livro no início do ano e só pude ter ainda mais certeza que adoro a história e que acho o máximo a sutileza e ironia do autor.

Fiquei sabendo da microssérie através de uma twittada do Inagaki, que me levou à leitura coletiva. Claro que a partir daí esperei ansiosamente a noite de ontem e até desmarquei um compromisso por causa disso. Não vou dizer que me arrependi de ter cancelado meu compromisso para ver a estréia de Capitu. Não posso dizer isso. Mas também não posso dizer que foi uma experiência tão envolvente quanto a leitura do livro.

É uma alucinação guiada por Bentinho. É fiel ao livro, sim. Mas tudo é rápido demais (em cinco capítulos teria mesmo que ser rápido). São pinceladas de Dom Casmurro. Pinceladas suficientes para fazer com que a narrativa seja compreendida, mas não o suficiente para ser fisgado pelas tramas de Machado de Assis.

Tudo se passa de uma forma teatral, não há cenários (não cenários “normais”), é uma espécie de Dogville Machadiano, numa estética de videoclipe. Tudo é lindo e enche os olhos: cores, formas, figurinos, maquiagem, fotografia. Antigo e contemporâneo se mesclam (a cena inicial se passa no metrô, a tatuagem da atriz que interpreta a Capitu jovem não foi escondida, Beirut faz parte da trilha sonora e talvez outros elementos que me tenham passados despercebidos). A mistura é interessante e não chega a chocar, mas não é o que há de mais brilhante. Brilhante mesmo é a atuação de Michel Melamed que faz o Bentinho já na idade adulta, o Bento Santiago, narrador da história. Uma composição perfeita de um personagem atormentado pelas dúvidas do passado, mergulhado em reminiscências e tédio, nostalgia e resignação. Ele expressa muito bem tanto o êxtase de quem relembra lindas cenas da juventude, quanto a amargura de quem acredita ter sido vítima e algoz de sua amada. Tudo sempre de uma forma lisérgica, lúdica e dramática.

Letícia Persiles é a Capitolina de 14 anos. Uma Capitu linda e que se encaixa direitinho nas descrições de José Dias que dizia que a menina possuía “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” e de Bentinho que descrevia os mesmos olhos como “fixos... sombrios... olhos de ressaca”.

Desconfio que quem apenas assistir à microssérie, sem ter lido o livro, vai acreditar nas desconfianças (infundadas ou não) de Bentinho. Se bem que também me pergunto se alguém que nunca leu o livro terá interesse em acompanhar os cinco capítulos da microssérie. Pois é uma produção para inciados. A história pode até vir mastigadinha, mas é muito pouca para fazer com que alguém se apaixone e deseje acompanhá-la. É preciso já ter percorrido página por página do romance de Machado de Assis.

Duas coisas: tive vontade de ver tudo aquilo, exatamente daquele jeito, encenado numa peça, no teatro. Outra: percebi mais uma vez o quanto Machado de Assis é genial.

Leia aqui uma ótima opinião sobre Capitu.

A Raquel Bacha, em seu blog, fez uma observação interessante: que achou a Capitu e o Bentinho adolescentes muito exagerados. Capitu adulta demais e Bentinho bobinho demais. Concordo.

Blog da produção de Capitu

Permalink 594 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (22)

08.12.08

Shame on you, Mauricio de Sousa

22:01:03, Categorias: Crianças, Quadrinhos, Cultura Pop, Leitura  

Então a fantasia maior de toda criança que lê as histórias em quadrinhos de Mauricio de Souza aconteceu: a Turma da Mônica cresceu! São adolescentes agora e, supra-sumo da chegada da puberdade, começam a ensaiar os primeiros passos rumo aos namoricos.

Quando criança o que eu mais queria era que eles trocassem de roupa. Ansiava por ver a Magali vestida de azul, a Mônica de calças compridas, o Cebolinha de jaqueta jeans, por exemplo. Mas em nenhum momento eu imaginava-os namorando. Quando comecei a querer ler sobre namoros e beijos, larguei os gibis e parti para a Capricho e as extintas Querida e Carícia. Escondida da minha mãe que achava que aquilo ainda não era para a minha idade. E não era mesmo! Aos 10 anos lá estava eu lendo dicas e técnicas sobre beijos na boca, coisa que eu só poderia pôr em prática 4 longínquos anos depois.

Pois bem, quem lia Turma da Mônica quando criança não vai querer continuar quando chegar à adolescência. Não importa se os personagens tenham crescido, ou não. Claro que enquanto está esse bafafá todo sobre a Turma da Mônica Jovem todo mundo quer ver qual é, mas logo a febre passa e os únicos que vão continuar acompanhando as aventuras adolescentes da Turma são mesmo as crianças. Minha sobrinha (de 7 anos) já chegou em casa comentando que Mônica e Cebolinha se beijaram!

Como se não bastasse todo o apelo sexual que cerca as crianças por todos os lados, agora temos também Mônica e Cebolinha dando uns malhos pra quem quiser ver (tá bom, eles não dão uns malhos, eu estou exagerando, mas é que meu lado puritano nessa questão fala mais alto). E quem mais vai ter curiosidade de ver? As crianças, é claro! Porque crianças adoram umas histórias de namoradinhos, beijinhos e mãozinhas dadas. Mas não é porque elas adoram que deve fazer parte do universo delas.

Por isso não gostei mesmo desse negócio da Turma da Mônica crescer. Achei sem graça e sem propósito e não engulo a história de que é para conquistar um público jovem e adulto. Jovens e adultos que queiram ler gibis não vão escolher Turma da Mônica e se o fizerem, é muito provável que escolham a versão infantil. Aquela com a qual estavam acostumados. É por isso que algumas fantasias devem ficar apenas na fantasia. Inclusive essa de ver a Mônica toda gatinha de mini-saia e beijando o Cebolinha!

Permalink 449 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (16)

19.11.08

Soltando as frangas e balançando os paetês

11:32:47, Categorias: Comportamento, Música, Sexo, Cultura Pop  

Não preciso nem dizer que não tenho preconceito contra homos, bis, trans e afins, afinal fui numa festa GLS, né... (ou seria GLBTS?). Nem sou do tipo que faz cara de nojo ao ver duas pessoas do mesmo sexo se beijando. Se bem que só tinha visto em filmes e, claro, só gente bonita! Então, poderia ser que ao ver gente normal se atracando com espécimes do mesmo gênero eu ficasse um pouco mais chocada. Que nada! Achei tudo lindo na verdade. Aquele povo todo, meninos com meninos, meninas com meninas, aos beijos, abraços, chamegos e amassos é bonito de se ver.

E falando em beleza, muitos, muitos homens bonitos como não se vê em uma balada hetero. Alguns deles bem novinhos. Acho que muitas meninas sabem disso, porque, ou elas são mais discretas, ou a maioria das que estavam lá eram heteros que foram apenas para matar a curiosidade, ver os gogo boys, tentar “converter” algum gatinho gay ou, sei lá, aproveitar os bis ou caçar os votos brancos, nulos e indecisos.

Uma coisa é certa: quem diz que festas gays são alegres e divertidas está coberto de razão. Adorei ir a um lugar onde não tem aquele povinho se achando, sem guris marrentos e loiras todas iguais, com cabelo piastrado e metade do silicone aparecendo! Nada daquela galera matando e morrendo por uma pulseirinha de ala “vip” ou dos meninos que se acham tão gostosos que não chegam em menina nenhuma. Nada disso. Dava pra ver que o pessoal estava lá para se divertir mesmo. Algumas meninas bem arrumadinhas, outras mais à vontade, mas nada daquele padrão "saia curtíssima, decotão na frente, decotão atrás e 400 quilos de strass" que se vê pelas baladas mais badaladas de Criciúma!

Era mesmo um local de diversidade: diversidade nos estilos, nas roupas, cabelos, no jeito de dançar e, claro, nas opções sexuais. Genteeemmm.... e as músicas?! Deliciosas! Músicas com batidas eletrônicas sim, mas aquelas que se ouve no rádio, umas mais antiguinhas, todas gostosas de dançar e não só aquele house que deixa a gente com a impressão de que tocou a mesmíssima música durante a noite inteira. Músicas sexys, músicas de mulherzinha, como diz uma amiga minha. Aliás, essa é uma das maiores reclamações da turma mais ou menos da minha idade nas baladas atuais: queremos ouvir beyoncé, madonna, pussy cat, coisas embaladinhas, que quando começa a gente já reconhece qual é e corre pra pista gritando “huuurrruuullll".

Ah, e o povo chega junto mesmo! No nosso grupo todos os heteros foram paquerados e os não-heteros acharam alguém pra dar uns beijões. Mas nada de promiscuidade. O pessoal se beija, se abraça, dança junto, mas não é Sodoma e Gomorra, galera tirando a roupa e acasalando na frente de todo mundo! O único toque mais "pecaminoso" são os gogo boys e gogo girls dançando voluptuosamente no palco pra quem quisesse ver; e não só ver, como pegar, apalpar, encostar...

Eu adorei tudo e me diverti horrores! E ainda saí orgulhosa de ter sido xavecada a torto e a direito por algumas meninas. Além de ter que proteger meu namorado de um ataque mais afoito de uma bichinha enlouquecida. Aliás, ele gostou mesmo foi da bombeira que apareceu lá pelas tantas, depois de horas de gogo boys dançando. Eu achei a tal da bombeira bem caidinha, mas diz ele que depois de olhar pro palco e só ver marmanjos rebolando, a bombeira, com celulite ou sem celulite, com cara bonita ou feia, era a visão do paraíso!

Veja fotos da festa!

Permalink 633 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (14)

:: Próxima página >>





Quem?

Juliana Dacoregio
Jornalista, leitora voraz, escritora, cinéfila.
Observadora, vaidosa, passional, sensível.
Desertora da fé evangélica, mas cheia de fé em si mesma.
Lágrimas abundantes e gargalhadas sinceras.
Leal aos amigos e ligada à família.
Cheia de opiniões e de capacidade de analisá-las e transformá-las.
Hábitos simples e pensamentos complexos. Ou vice-versa.

Siga-me no Twitter
Heresia Loira no Orkut

Assine o Feed

Assina meu feedzinho aí, tio. Só pra ajudar!
O que é RSS?

Assine por email:

Heresia Loira


Desvendando Criciúma

BULE VOADOR

powered by
b2evolution


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]