
Marcos Donizetti, em seu blog, falando sobre a patrulha politicamente correta que atinge até mesmo o tipo de depilação escolhido pelas mulheres para suas partes íntimas:
"Não é estranha essa modernidade que nos diz "seja você mesmo, sua individualidade é o que vale" mas que pune qualquer atitude, comportamento ou opinião que te afaste da média? Vamos pensar: você pode ser você mesmo quando isso leva ao egoísmo e à competitividade. Sua individualidade é "respeitada" quando serve de argumento para os homens de marketing que querem explorar nichos de mercado, mas na realidade você deve se submeter a regras e códigos de conduta que tentam padronizar até mesmo o tesão e os fetiches?"
Leia o texto completo clicando AQUI.
Aliás, ridículo quando homens ficam reclamando de beldades que posam para a Playboy e optam por não fazer aquela depilação estilo menina que não entrou na puberdade ainda. Mulheres adultas têm pêlos, ora bolas!

Pode parecer inacreditável, mas mesmo com tantas campanhas de conscientização da importância do uso da camisinha, ainda é muito comum que as mulheres tenham vergonha de pedir ao parceiro para usar e os homens ainda acreditem que aquela menina tão linda, cheirosa e gostosa não possa ter algum tipo de doença. Esses pensamentos auto-destruidores ainda passeiam nas mentes mais instruídas. "Ah, não tem problema, só dessa vez, com certeza ela não tem nada, não vai acontecer comigo" são péssimas formas de se proteger. Afinal, todos os que hoje estão contaminados pelo vírus HIV por causa de uma transa sem preservativo pensaram exatamente isso. Então, que me desculpem os aficcionados por "O Segredo", a AIDS está aí para provar que pensamento positivo não salva ninguém.
O mais absurdo é que a informação tem crescido, mas o número de casos de AIDS cresce junto. É só você ter uma conversa franca com alguns de seus amigos e amigas que você vai perceber que ainda são poucas as pessoas que têm como hábito usar camisinha em TODAS as suas relações sexuais.
Portanto, esse post é só para lembrar que continua sendo necessário o uso da camisinha, mesmo que a doença já esteja mais controlada e que a AIDS já não pareça ser o monstro que era há alguns anos. Ainda é uma doença incurável, que prejudica muito a vida de uma pessoa, que coloca vários obstáculos no caminho de quem quer viver plenamente.
Use camisinha. Divulgue a campanha do Ministério da Saúde. Faça o teste de Aids. Informe-se mais. Entre na comunidade da campanha no orkut. Faça a sua parte: lembre ao mundo e a você mesmo que a AIDS ainda não é uma batalha vencida!
Leia mais:

A vida é injusta.
Homens se excitam ao ver uma mulher jovem e gostosa de lingeries minúsculas e cafonas se esfregando num poste.
Mulheres se excitam ao serem desejadas, ouvirem palavras galanteadoras e serem alvos do instinto caçador de um homem.
A vida é injusta.
As gostosas de lingeries minúsculas e cafonas sempre estarão lá se esfregando nos postes. Elas ficarão velhas, claro, mas serão substituídas pelas bebezinhas fofas que hoje ainda usam fraldas.
E quem vai caçar e galantear uma mulher na menopausa?
Por isso tantas meninas de 20 e poucos procuram um velhão para chamar de seu. Esqueça o papo da figura paterna ou da experiência de vida: na verdade, é só medo de chegar aos 50 e ver o seu parceiro babando pelas meninas de 20. Quando elas chegarem aos 50, o camarada já "se fue" há muito tempo.

Depois desse e desse post provavelmente minha mãe não lê mais meu blog com medo do que possa encontrar. Então, vou dizer: adorei Sexo Anal!
Pensei em vários twitts enquanto estava lendo Sexo Anal – Uma novela Marrom, de Luiz Biajoni:
• Estou adorando Sexo Anal.
• Não consigo largar Sexo Anal.
• Sexo Anal é viciante.
Claro que todos eles seriam acompanhados do link que leva ao livro. Mesmo assim não tive coragem de postá-los. Mas seria um pecado deixar de falar de um livro tão divertido e envolvente por pudores de menina de família referentes à simples palavras. Tudo bem que as palavras sexo e anal não são palavras tão simples assim, que possam ser ditas impunemente em qualquer hora e lugar. Estando juntas então: sacrilégio!
E é assim que o romance escrito por Biajoni se desenvolve: lançando palavras que não se lêem em qualquer publicação e descrevendo atos e situações que poucos se atreveriam a descrever. Situações pouco descritas, mas não de todo incomuns a qualquer mortal.
Por isso, que o romance se torna cativante: é tão “sujo”, mas tão “gente como a gente” nos sentimentos, dúvidas e idiossincrasias dos personagens! O que não é nada lugar-comum é a trama criada pelo autor. Há suspense, violência, traições, paixão e escatologia. A parte da escatologia não me atrai nem um pouco. É desconfortável ler sobre a prisão de ventre alheia. Mas é um tema que não se encontra ali gratuitamente. Faz parte da história. Poderia ser suprimido, claro. O livro ficaria mais confortável de ser lido. Mas a literatura (assim como outras coisas na vida) pode ser prazerosa sem ser confortável. Afinal, um dos fatores que faz de Sexo Anal um livro difícil de largar é a mistura de trama policial com situações extremamente prosaicas da rotina de qualquer um. É um livro bom, pequeno (de bolso mesmo), com uma narrativa ágil e uma história que desperta curiosidade. Daqueles livros que fazem você se envolver com os personagens, a ponto de deixar saudades quando chega ao final. Poderia até ter uma seqüência.
(Ai, ai... Não consigo parar de pensar em coisas engraçadinhas, porém constrangedoras para minha imagem, enquanto escrevo esse texto... Tá bom, lá vai: Sexo Anal deixa um gostinho de quero mais!)

Eu não havia comprado a revista por causa do tal caderno lacrado, e, sim para inteirar 10 reais para pagar a loja de conveniências com cartão. Escolhi aquela porque as opções eram poucas e fazia tempo que eu não lia uma dessas revistas femininas, principalmente os “cadernos lacrados”. Vai que saíram um pouco da mesmice e eu estivesse perdendo dicas preciosas? Levei.
Mas o caderno lacrado continuou lacrado por quase uma semana, até porque eu estava lendo “O Amante”, de Marguerite Duras. Acabei demorando a abrir as páginas que me prometiam os prazeres mais proibidos e deliciosos do planeta.
Mas, ontem à noite, o namorado lendo na cama, terminei “O Amante”, tomei um banho, botei um pijaminha sexy, umas gotinhas de perfume, me esparramei ao lado dele na cama e anunciei com uma voz meio cantarolante: “uhulll...vou abrir as páginas lacradas!” Eu já sabia que não poderia esperar grande coisa daquilo, mas talvez trouxesse algumas histórias excitantes e interessantes.
Bem, vamos lá. Primeiro: massagem tailandesa “para deixar seu namorado viciado em você”. Basicamente ensina a deitar o cara de bunda pra cima e se esfregar nele. Revolucionário! Tudo com instruções precisas, como se estivesse ensinando a montar uma barraca de camping:
“Apóie as mãos à frente até tocar a nuca dele com os mamilos (...) encaixe um dos joelhos entre as pernas dele e acaricie essa região com a parte interna da sua coxa (...) Volte à posição inicial e deslize as pontas dos cabelos ou unhas com movimentos sinuosos das costas até os pés do gato (...) Sente-se sobre o bumbum dele e provoque-o com a vulva. Continue a tortura na região lombar (...) Vire-o de frente e coloque o dedão do pé dele no clitóris. Mexa-se em movimentos circulares.”Estimulante como uma receita de bolo!
A próxima página trazia depoimentos de mulheres que fizeram sexo no chuveiro, no mar, na piscina ou na cachoeira. Aí sim a coisa esquentou... De tanto rir! Fui obrigada a ler as pérolas em voz alta pro meu excelentíssimo. Coisas do tipo:
“Quando olhei para meu amado, seu menino já estava em ponto de bala...”Seu menino?! Seu menino?!!! Ela se referiu ao pênis do namorado como "o seu menino"? Ou tinha uma criança junto? Ponto de bala?! Tipo, bala puxa-puxa?
Outra garota falando sobre uma transa no rio:
“Ele pegou uma lanterna, uma toalha, e assim que encontramos a margem, ele disse: tire tudo! Meu homem pegou uma tábua (daquelas de lavar roupa), me colocou em cima e me amou loucamente!”Mais piada pronta impossível. E eu esperando algo bem hard-core do tipo, “pegou a lanterna e...” Deixa pra lá.
A última página do manual que promete um 2009 incendiário para as leitoras falava sobre o quê? Depilação artística! Sugerindo desenhos para as moderníssimas garotas fazerem em suas moderníssimas “vulvas”: coração com flecha no meio, estrela, a palavra LOVE, um ponto de interrogação, ou o manjadíssimo coelhinho da Playboy. Acompanhado de depoimentos de homens que ficaram pirados com as inovações que suas mulheres fizeram nos pêlos pubianos. O mais engraçado era de um tal publicitário, que gosta tanto dos desenhos que a amada faz, que adoraria vê-la fazendo a depilação no salão, mas só nunca assistiu porque a depiladora não deixa! Imagina a cena: a namorada foi se depilar, ele foi junto e pediu, "deixa eu assistir, deixa, deixa, vai..." E a depiladora: "nã-nã-ni-nã-não! Fica aí fora esperando quietinho que depois a tia te dá um pirulito". Isso sim é depravação. Dá logo um chicote pra ele e manda ele amulentar a amada, porque o cara quer é vê-la sofrendo.
Piadas à parte, fiquei indignada que um manual de sexo, que deveria trazer dicas para as leitoras terem e darem mais prazer, venha falar de depilação artística! Ao invés de ensinarem as mulheres a se acharem lindas e sedutoras, independente de como estejam seus pêlos, querem enfiar na cabeça das pobres leitoras que para ter uma noite de amor quente e inovadora elas têm de sofrer por causa de uns desenhos ridículos. Nada contra as peludas ou as carecas, mas, convenhamos, a última coisa que as mulheres precisam é de mais regras de como deixar seu corpo desejável. Não basta estar linda, cheirosa, magra, de lingerie provocante, cabelos bem tratados, perfumada, hidratada, malhada, maquiada... Tem de estar também com uma pomba carnavalesca!? Ah, me poupem...
Leia também: 1001 dicas de sexo para enlouquecer um homem na cama (de tanto rir).
Juliana Dacoregio