Ok, eu confesso: tô lá no Amálgama, toda metida, falando do filme novo do Lars Von Trier, mas nunca havia assistido nada dele. Dogville eu até comecei. Foi tipo WTF?!! Faz algum tempo, quem sabe hoje eu ao menos assistiria até o final. Mas na época, acho que não cheguei nem a 15 minutos de filme.
Dito isto, prossigamos.
Conversando com uma amiga sobre Melancolia (o novo filme do titio Trier) ela disse que ao assistir começou a pensar, “hey, eu conheço essa pessoa” (referindo-se a Justine, a personagem de Kirsten Dunst). Aí ela teve a revelação: AH, É A JULY!!!
Bem, devo concordar de certa forma, por motivos que só quem conhece bem essa pessoa aqui, sabe. Não, obviamente eu não transei com um cara Randon, num campo de golfe no dia do meu casamento, mas vá lá... Também me reconheci na personagem. E em me reconhecendo nela e no filme como um todo, não pude deixar de escrever sobre ele com minhas observações pessoais e relatar o que Melancolia me fez sentir.
É um filme INCRÍVEL! E, claro que minhas palavras sobre ele não são tão incríveis quanto o filme, mas são viscerais, do fundo mais profundo do meu estômago (que é mais profundo que meu coração), e estão publicadinhas lá no Amálgama.
Devo avisar que há um tanto de spoiler no texto, mas talvez encoraje alguém a assistir. Mesmo aqueles que depois de tentar ver Dogville sentem arrepios só de ouvir falar no danado do Von Trier. Mas não precisa ter medo, não. Nada de cenários marcados com giz no chão. Melancolia já valeria a pena ser visto só pelas maravilhosas imagens, porém é muito mais do que isso. Conteúdo complexo, fascinante e... bem, leiam: MELANCOLIA LIBERTADORA

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Juliana Dacoregio