22.12.11

15:57:20, Categorias: Blogosfera, Cinema, Humor, Cultura Pop  


Vejam vocês, amigos e amigas. Lá por volta de 2005, eu ainda não blogava. Enquanto os monstros sagrados da blogosfera já arquitetavam planos de dominação mundial, estava eu a curtir minha vida de recém-desconvertida, festando muito e postando no fotolog como se não houvesse amanhã. Mesmo no meio de tanta badalação vidaloka e "eu não me acho, você que me procura" no fotolog, eu encontrava tempo pra trabalhar (radialista, um luxo) e assinar uma coluna sobre cinema em algum site (não lembro qual).

(Um adendo: como éramos inocentes, bobocas e nojentinhos no fotolog, não? Coisa linda de se ver só que ao contrário. Humildade mandava lembranças.)

Após assistir à Star Wars III - A Vingança dos Sith, saí do cinema inspiradíssima e cometi uma resenha crítica cinéfilo-filosófica. Olha que coisa mais fofa (oi?) eu falando sobre "a carga emocional" do filme. A TNT não sabe o que está perdendo ao não me colocar como apresentadora do TNT Movie Club.

Enjoy it:

COM BRILHO E TUDO, MÓ SAGA PURPURINADA

Bem, estamos no mês de maio, do ano 2005 [CRÍTICA ANTIGA, OK? NÃO PERDI A NOÇÃO DO TEMPO TANTO ASSIM. AINDA], vivemos no planeta Terra e vamos falar sobre cinema, é isso? Então, não dá para fugir, temos que falar do lançamento mais badalado e esperado dos últimos tempos: Star Wars – A Vingança dos Sith.

TODOS COMENTA

Star Wars não é apenas um filme de ficção científica. Ele carrega também uma grande carga emocional, já que mostra como ocorreu o processo de transformação do virtuoso Anakin Skywalker no vilão Darth Vader.

Quem conhece a história da saga criada por George Lucas sabe que Darth Vader sempre foi considerado a personificação do mal, talvez o vilão mais assustador e emblemático da história do cinema.

Vader, esse maconheiro!

Normalmente em filmes de ficção científica e nos filmes que fazem sucesso entre o público jovem há uma clara divisão entre o bem e o mal, mocinho e bandido. O mocinho é bondoso desde o berço, já o bandido nasce infestado de más intenções. Essa costuma ser a regra. Mas a saga de Star Wars subverte essa regra de forma sutil, porém decisiva.

"Maniqueísmo? Não trabalhamos." (Lucas, George.)

Quem assistiu aos episódios lançados recentemente, A Ameaça Fantasma e O Ataque dos Clones já pôde perceber que o tão temido vilão Darth Vader um dia foi um menino encantador e um jovem aprendiz Jedi cheio de virtudes. Após o lançamento destes dois episódios ficou no ar a pergunta: como esse garoto de futuro tão promissor se deixou envolver pelo mal e se tornou um líder do lado Negro da Força?

Essa questão ficou na mente de todos os fãs e simpatizantes da série, até algumas semanas atrás [NÃO PRECISO DIZER DE NOVO QUE ESSA CRÍTICA FOI ESCRITA EM 2005, NÉ?], quando foi lançado nos cinemas do mundo inteiro o terceiro episódio na ordem cronológica da história dos seis filmes, Star Wars – A Vingança dos Sith.

No início do filme encontramos ainda o mesmo Anakin Skywalker cheio de princípios nobres, que não concorda em matar um inimigo desarmado e só o faz por receber ordens superiores e não abandona seu mestre Obi Wan Kenobi, em duas situações em que seria até justificável que o fizesse (até porque o próprio Obi Wan pede que Anakin o deixe e vá cumprir a missão na qual estavam empenhados). Mas ao longo do filme vemos como se dá a transformação da virtude em amargura e maldade. O que leva Anakin a se juntar ao lado negro da Força não é nenhum tipo de ambição, mas simplesmente a confusão por não saber se estava seguindo o caminho certo, o sentimento de rejeição e o desejo de salvar sua amada, a rainha Amidala.

Anakin caiu porque não conseguiu seguir a filosofia (claramente budista, diga-se de passagem) do milenar Mestre Yoda, que afirma que ele deve se libertar do desejo de segurar aquilo que ama, libertando-se assim do medo de perder e da dor que a perda causa.

ATENTEM PARA A EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES:

Acho que não fui a única a sair do cinema com pena de Darth Vader [TODOS CHORA] e refletindo sobre como as dúvidas e a confusão podem nos levar a decisões erradas. Darth Vader não é mais a personificação do mal absoluto, mas o exemplo de como podemos nos tornar escravos de nossos medos e escolhas impulsivas.

Darth Vader poderia ser eu, ou você.

E aí, curtiram minha crítica-resenha que teve até momento own tadinho de Vader e análise psico-emocional? Freud se orgulharia.

Que a Força esteja conosco, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém.

Permalink 859 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (3)
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Comentário de: AJ Freire · http://nerdpai.com

A saga é do Darth Vader. Mostra como uma pessoa cresce, cai e se levanta. Porém da forma que ela foi posta dá para entender que o grande vilão é o Vader.

Se tivesse seguido a ordem dos episódios todos teriam pena dele também.

PermalinkPermalink 22.12.11 @ 16:04



Comentário de: Vinícius Cordeiro · http://twitter.com/vinnycordeiro

Só um adendo: Star Wars não é considerado ficção científica, sendo classificado como space opera. Mas tirando esse detalhismo insignificante, gostei e concordei com tudo. :)

PermalinkPermalink 22.12.11 @ 22:26



Comentário de: Helen Araújo

Ah gostei sim!Engraçado cmo tem filme que mexe com nosso lado reflexivo néah? ^^

PermalinkPermalink 11.02.12 @ 22:17



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