Sempre fui adepta de dar minha opinião. Às vezes (de vez em sempre) bater o pé, tentar impôr, acabar discutindo. Aí só depois de um tempo pensava, "ops, peguei pesado". Não que eu não seja de mudar de opinião, de avaliar novas perspectivas, ter empatia. Não é o caso. Eu pondero as opiniões e vivências alheias, aprendo com elas, e muitas vezes, até me transformo um pouquinho a cada troca com aqueles que passam pelo meu caminho.
O problema é quando isso acontece a duras penas, só depois de espernear e brigar por algo que nem tem tanta importância assim. Quando se percebe que fez tempestade em copo d´água pode ser tarde demais. Virar irremediável. Vale a pena fazer com que amizades abalem-se por causa de tanto debate que vai do nada ao lugar nenhum?
Acho que aquela frase que diz que "é melhor ser feliz do que ter razão" é muito mais sábia, completa e complexa do que eu imaginava.
Não é uma questão de falsidade, de se mimetizar a qualquer situação ou ser volúvel. É só escutar mais, puxar o freio de mão um pouquinho ou diminuir a velocidade. Algo que já aprendi a fazer com alguns amigos. Mas vou levar mais em consideração na minha vida de modo geral.
Mais ou menos assim...
Take it easy my boy
Take it easy my friend
Olha como o céu é azul
Olha como é verde o mar
Olha que sol bonito, Charlie
Take it easy my boy
Take it easy my friend
Tenha calma meu amigo
Se Jorge falou, tá falado.
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Juliana Dacoregio