04.08.10

20:24:39, Categorias: Comportamento, Egotrip, Saúde  


Talvez eu me arrependa do que vou contar.
Alguns mais atentos ou leitores mais assíduos talvez já tenham percebido.
Tenho transtorno bipolar do humor. Se do tipo I, II, III, não sei... Sei que já brilhei muito e hoje estou completamente apagada.
Mas todo mundo hoje se diz bipolar né? Quem é de lua é bipolar, quem é instável é bipolar, quem é agitado é bipolar. É bonitinho se dizer bipolar! Mas não tem nada de bonitinho em ser. Existem fases bem legais, de muito brilho, muitas idéias, muita certeza: o mundo é meu e eu posso tudo! Quem dera fosse sempre assim. Quando essas fases chegam, você acha que elas vão durar pra sempre, você pensa "ufa, finalmente estou bem, finalmente sou eu mesmo, estou curado, vou conseguir ser feliz como as outras pessoas ou tentar ser, assim como os outros tentam todos os dias".
Até que tudo que você acreditou ser uma verdade, ser palpável, ser realizável... desmancha. O quarto fica cinza, o sol incomoda, o barulho irrita, as roupas são todas feias e não existe motivo nenhum para sair de casa, nem para ficar. Não existe motivo.
Meu primeiro diagnóstico foi distimia: 2004. Remédios, terapia cognitiva-comportamental. Ia trancar a faculdade. Não tranquei. Consegui terminar encarando o último semestre com 6 disciplinas + monografia + trabalho final de TV + trabalho final de jornal (esses trabalhos equivaliam a um espécie de monografia também, TCC, como se diz agora).
Num certo ponto, parei com os remédios e com a terapia. Larguei a igreja, me separei. Arrumei um trabalho e um namorado. Estava feliz. Exultante. Feliz, feliz, feliz... O novo psiquiatra achou que eu estava feliz demais (tinha abandonado o primeiro com a desculpa para mim mesma de que "ele receitava muitos remédios"). Segundo diagnóstico: bipolaridade: 2005. Terapia, estabilizador do humor, anti-depressivos. Em algum ponto julguei que ele estava errado. Eu só estava feliz porque tinha conseguido um emprego, me libertado de uma relação que não funcionava mais e estava apaixonada, oras! Larguei os remédios.
2006: sem emprego, sem namorado. Terceiro diagnóstico: transtorno de personalidade borderline. Novo profissional, dessa vez uma psiquiatra/psicóloga. Tratei-me com ela por quase três anos. Primeiro sem medicamentos, depois apenas com antidepressivo. Tomei boas decisões que não se sustentaram por muito tempo. Ela chegou a me dar alta. Saí de casa. Voltei. Retornei à terapia até que desisti por um "desentendimento com ela". Saí de casa de novo. Voltei outra vez. Namorei, morei com o namorado, desnamorei.
Início de 2010: de volta ao começo. Procurei novamente meu primeiro psiquiatra. Ele percebe que estou mais ansiosa do que melancólica, como na primeira vez em que o procurei.
Hoje me trato com ele. Tomo os remédios, faço psicanálise.
Tenho transtorno do humor. E não é nada bonitinho ter transtorno do humor. Agora é moda. Mas é uma moda bem feia. Se as pessoas vissem como são as "roupas bipolares" do avesso, elas não gostariam de vesti-las. Elas as jogariam longe.

De Imagens para blogs Ju Dacoregio

Eu só estou contando isso porque não sei o que vou fazer nos próximos 15 minutos. Sei que o que muita gente pensa que eu tenho é uma "frescura de menina mimada". Tudo bem. Eu sou uma menina mimada. Mas eu sei quando é só o "mimo" que está presente. Meninas mimadas não têm os olhos vidrados, sem brilho. Meninas mimadas não ficam cinco dias sem tomar banho. Meninas mimadas não faltam à academia, nem adiam até não poder mais a hora de pintar o cabelo ou fazer as unhas. Meninas mimadas levantam cedo pra ir trabalhar, com preguiça, mas passam rímel e blush. Meninas mimadas são bem mais divertidas que meninas bipolares. Pode crer.
Hoje consegui lavar a cabeça.

As outras pessoas insinuam que sabem como é estar deprimido porque passaram por um divórcio, perderam um emprego ou romperam relações com alguém. A verdade é que essas experiências trazem consigo sentimentos. Já a depressão é neutra, oca e insuportável. Ela é também cansativa. Ninguém agüenta ficar ao lado de quem está deprimido. As pessoas podem achar que deviam ficar, e podem até tentar, mas você sabe e elas sabem que você está incrivelmente chato: irritável, paranóico, sem senso de humor, sem energia, cheio de críticas e exigências, e nenhum tipo de esforço para reanimá-lo jamais é suficiente. Você está assustado e está assustador.

(Uma Mente Inquieta - Kay Redfield Jamison)

obs.: texto sem revisão porque se eu for reler apago tudo.

Permalink 775 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (29)
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Comentário de: Jazz · http://poucaspalavras.wordpress.com

O texto está bom mas não gostei de ler, por saber que por trás dele, há muita dor. E o pior, SEM MOTIVO ALGUM - motivos ORGÂNICOS que não adianta explicar pra leigo... Eles nunca vão entender.
Paciência!

PermalinkPermalink 04.08.10 @ 20:56



Comentário de: mayra · http://congeminemos.blogspot.com

Eu realmente não sei como é passar por essas coisas todas. Mas sei como é estar ao lado de quem passa. E, olha... me atrevo a dizer que o sofrimento de quem vê alguém querido passar por dificuldades assim é quase tão grande quanto o de quem as passa de fato.

Espero que o tratamento funcione, que as coisas melhores e que o sol volte a brilhar sem incomodar.
De verdade.
_o/

PermalinkPermalink 04.08.10 @ 20:58



Comentário de: Letícia

esse é o momento pra estar perto das pessoas que nos fazem bem.

PermalinkPermalink 04.08.10 @ 21:08



Comentário de: Letícia

esse é o momento pra estar perto das pessoas que nos fazem bem.

PermalinkPermalink 04.08.10 @ 21:12



Comentário de: Guilherme Roesler · http://lustingmyreligion.blogspot.com/

Um dos meus grandes amigos tem transtorno bipolar. Eu achava que poderia ter, até conviver com ele. Os dias bons, são os melhores. Os dias ruins, são como visitar o inferno. E os dias piores, ele nunca me deixou testemunhar.

Qualquer um que acha que pode ter transtorno bipolar, é porque não tem. Se tivesse, já teria procurado ajuda, ou sido levado a força.


PermalinkPermalink 04.08.10 @ 21:13



Comentário de: Davi Fernando · http://twitter.com/davicostajr

sei como tu se sentes um pouco, não cheguei a esse extremo de buscar ajuda, com medicamentos, mas muita coisa descrita por ti ali remete a alguns momentos meus

PermalinkPermalink 04.08.10 @ 21:17



Comentário de: Alexandre de S. Thiago Lemke · http://www.doisvintens.blogspot.com

Eu to "adorando" a moda bipolar, assim deixam meu DDA em paz!

Agora, falando sério, ter esses transtornos é uma coisa horrível. Acho ridículo essa tentativa de romantização que fazem. Eu tive a sorte de descobrir minha DDA antes de destruir minha vida com brigas sem sentido e viver sem capacidade de estudar direito. Eu tenho uma familiar com bipolar, quando vem crise a família inteira tem que segurar o tranco.

PermalinkPermalink 04.08.10 @ 21:35




Uma coisa que você falou é muito verdade: virou "modinha" dizer que é bipolar. As pessoas nem sabem do que estão falando, é uma banalização negativa. O que deve ser feito é o que você teve a coragem de fazer aqui e agora: expôr o assunto para debate. Sem pedidos de dó ou coisas do tipo. Mostrando as coisas como elas são. Estou torcendo para que você volte a brilhar, minha amiga. Não esqueça que sua luz não se apagou, só está esmorecida por um tempinho. Beijos,

PermalinkPermalink 04.08.10 @ 22:16



Comentário de: Ricardo

Sei na pele. Também tenho transtorno bipolar. As pessoas achavam que eu era um chato, descontrolado e imaturo. Minha noiva não aguentava mais. Ai procurei um psiquiatra com quem me tratei na adolescência; logo de cara ele deu o diagnostico de bipolaridade. Com os remédios e o apoio da minha noiva melhorei muito. E como bom bipolar não vou comentar mais nada, se não eu apago e escrevo outro comentario por cima...rsss

PermalinkPermalink 04.08.10 @ 22:56



Comentário de: Carol Souza

Que dias melhores venham, menina...

Por enquanto, (um pouco de) chocolate, (um tanto de) tv e um (muito) colinho de alguém especial.

Tomara que passe logo.

Bjins.

Carol

PermalinkPermalink 05.08.10 @ 12:52



Comentário de: Caroline Weber

Olá, eu sou estudante e me formo esse ano. Bom, como voce tem conhecimento, fim de ano significa TCC =) E na escola onde estudo, estou fazendo um projeto exatamente sobre a Distimia, e eu quero saber se poderia usar seu texto como um material a mais em meu trabalho. Será que voce poderia me ajudar, cedendo algumas informações? Por favor, me mande uma resposta em meu e-mail. Obrigada.

PermalinkPermalink 05.08.10 @ 13:53



Comentário de: Ácido

Deve ser o frio! Um polar só já é frio, imagina dois? rsrs Bjs

PermalinkPermalink 05.08.10 @ 14:48



Comentário de: Mariana @mariana_gusmao

Eu não tenho muito o que dizer sobre isso, só quero falar
do quanto eu estou sentindo vergonha por já ter participado
de comunidades no orkut 'eu sou bipolar, multipolar', ou por
ter tratado assunto sério como brincadeira, qualquer assunto.

Olha, tem muita gente torcendo por você de longe. Espero
que você melhore. =) Mesmo.

PermalinkPermalink 05.08.10 @ 16:33




Menina, adorei!
Caí aqui por causa de um post seu, sobre lingerie, deve ter citado a Fruit de La Passion, veja que eu ainda nem li, porque parei antes no de bipolaridade.
Menina, me identifiquei com TODO o seu descritivo, do que você sente, viveu, com a exceção de ter efetivamente saído de casa e voltado tantas vezes. Isso eu não fiz.
Mas passo pelas mesmas sensações, problemas, perda de emprego, instabilidades que acabo deixando me atingirem em cheio. Eu roía unhas até ano passado, arrumei emprego em Set, consegui para de roer, estavam ficando lindas e eu, me sentindo mais poderosa, perdi o mesmo em Janeiro..acabou...o que estava emagrecendo, recuperei de novo, e ganhei mais... affe...
Só que eu nunca fiz tratamento. :( Sinto a falta e a extrema necessidade. Penso muito, mas tanto que em alguns sonhos parecem berros, pq minha mente não se aquieta.
Preciso ler o livro que vc citou, Uma mente inquieta!
Menina, adorei cair aqui e te ler.
E o final é bárbaro. (o obs: sem revisão pq se eu ler apago tudo).
Por favor, nunca revise. kkk :)
Bjos

PermalinkPermalink 05.08.10 @ 16:54



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

"Acho estranho quem acha engraçado dizer que esta bipolar,entre a mania e a depressão.Me sinto estranha hoje"

Ju,vc ja conhece essa frase né.Olha sei que não ajuda muito,mas...poxa vida que chato isso,não queria te ler assim.Se eu fosse a sua amiga te diria:

Vc é magra,loira e linda,vc queria o quê ser feliz? (r´s)

Falando sério,nem sei o que te dizer.Mas espero que vc melhore,melhore muito,melhore mesmo.Ah antes que eu me esqueça,ôh desculpinha esfarrapada essa que vc arrumou pra não tomar banho né,pensa que eu não sei que tá/estava um frio antártico por ai. (tomara que vc tenha achado engraçado,é o melhor que eu posso fazer,tá vendo porque não posso ser um "stand-up")

Melhoras pra vc! (acho tão chique falar isso)

P.S:Ursos polares gostam de frio. Já os bipolares as vezes gostam e outras não. by twitter de alguém

PermalinkPermalink 05.08.10 @ 17:42



Comentário de: Helen Aráujo · http://incumbencia.blogspot.com

Nossa, estava conversando sobre isso com uma amiga agora pouco. o filho dela sofre de transtorno bipolar, mas n se trata, ai é mó luta pra ela, pq é muito sofrimento, e ela já é de idade...
fiquei um pouco preocupada por saber dessa sua realidade, sei que n posso fazer muito a n ser desejar que melhore e lembrar de vc em minhas orações... que Deus te abençõe muitíssimo!

PermalinkPermalink 05.08.10 @ 18:17



Comentário de: William Balbinot

Sempre estarei aqui pra assistir os Clássicos da MTV com você.

PermalinkPermalink 06.08.10 @ 04:00



Comentário de: Helen Araujo · http://incumbencia.blogspot.com

Pow, se puder e quiser, gostaria que me mandasse teu e-mail. tentei entrar em contato com vc fora do blog, mas n consegui... bju

PermalinkPermalink 06.08.10 @ 15:02



Comentário de: anonimo

oii, talvez uma reprogramação mental te ajude, procure um parapsicólogo, estude física quantica, talvez seja o q vc precise...melhoras

PermalinkPermalink 06.08.10 @ 16:52



Comentário de: Luciana · http://luci2003riador.blogspot.com/

Li seu texto e fiquei pensando:"Será que também sou bipolar?"
Sabe,sempre brinquei com isso(tenho inclusive comunidades no orkut)pq nunca soube direitinho como é.Agora que li,vou procurar saber mais.

Melhoras pra você,força e fé.

PermalinkPermalink 09.08.10 @ 01:31



Comentário de: Gabriel · http://noticiasdobill.blogspot.com

Pelo que entendi, esse transtorno não é algo repentino? Digo, há anos que você está bem, depois passa por períodos ruins... tudo desencadeado por causas puramente biológicas?

Preciso no entanto comentar o conselho do anônimo. O quê diabos tem Física quântica a ver com isso? Quântica! Essa é uma pérola.

PermalinkPermalink 09.08.10 @ 15:50



Comentário de: Paulo Cesar · http://neuroniosincendiados.blogspot.com

Vivo só por opção. Deixei São Paulo, onde nasci e vivi, tamb´em por opção. Moro só em uma fazenda. Nunca mais tive um disturbio e me sinto bem , talvez compreendendo, agora, que tudo o que vem é apenas isso, pedaço da vida. Entendo a vida como uma espécie de novelo: quando a linha acabar, acabou. Isso não vai te servir para nada, exceto se você tentar compreender que, por mais que você tenha gente por perto, vai estar sempre sozinha. O resto é falácia. Preste atenção em si mesma: todo momento difícil, mesmo que alguém te segure a mão e diga palavras bonitas, você tem que enfrentar, e só ! Vejo isso como síntese. Não acredito na psicoterapia porque, por osmose há um processo de indução, ou seja, você e o seu/sua terapeuta, entram em processo de complementariedades. É como um papo legal, todos os dias, com o cara da padaria.Mas você não se liberta. o psicoterapeuta sim, pois, com a ua grana ele/ela podem fazer valer os sonhos deles. Respeito a profissão que eles abraçam, e fico só nisso. Problema todos t~em. Minha irmã se matou. Mas a vida continuou sem ela, porque só se obtém a paz no túmulo. Então, se eu pudesse te dar um conselho, eu diria pra você andar , andar, andar, andar e não se preocupar em pensar em coissa alguma. Porque não adianta mesmo. Boa sorte.

R: Paulo, quanto a sua opção de viver num sítio afastado da civilização, tudo bem, talvez pra você faça bem. Talvez você nem tenha realmente um problema psicológico, apenas uma certa melancolia. Bipolarida e depressão são muito diferentes disso e precisam SIM, SEM DÚVIDA de tratamento! E terapia não tem nada a ver com um papinho com o cara da padaria. Você deve ter freqüentado terapeutas bem desqualificados, daí a razão da sua incredulidade para com a terapia.
abraço,
Ju

PermalinkPermalink 09.08.10 @ 16:32



Comentário de: Marcos Vichi · http://compartilhandopalavras.blogspot.com

Gosto do seu blog e admiro a sua coragem de falar de si e de expor os seus sentimentos. Eu ainda não consigo escrever desta forma. Quem sabe um dia?

Eu sou mais um que, de longe, torce por você, para que a alegria ilumine os seus olhos o mais rápido possível.

Siga escrevendo!

Um abraço,

Marcos Vichi

PermalinkPermalink 09.08.10 @ 23:04



Comentário de: anelize

Tudo tem solução se você esta sendo tratada pela pessoa
certa ja passei por um milhão de médicos. e nada mudou
ate que encontrei DR. SOLON CHWARTZMANN em Porto Alegre, rs
ele me ajudou muito é o melhor profissional que já
consultei, suas terapias são otimas junto com os remedios
estou melhor agora. Acho que ate para isso precisamos de
uma empatia.Se você quizer´pode falar com ele 51 92130933.ou
ou liga e pede o email dele ele é muito bom.
o único que acertou.
boa sorte para você.

PermalinkPermalink 12.08.10 @ 00:05



Comentário de: Ângela

E você ainda tem que aguentar conselhos bem-intencionados...
As receitas de autoajuda da vida e o preconceito contra
psiquiatras e terapeutas...
Cada vez que abrimos a boca para bocejar,
enfiam um dedo na nossa boca e nos fazem um discurso
sobre o que é dormir bem. E temos que chamar isso de conversa...
Parabéns e obrigada por contar, nesse mundo de plástico,
que você é de carne e osso.
Fiquei sua fã e te desejo muito boa sorte! ;)

PermalinkPermalink 16.08.10 @ 17:27



Comentário de: Thayse Dantas

As depressoes dos outros são sempre frescuras, certo? Acho que não importa o qto a pessoa te ame, e olha, eu acredito que meus pais me amam, mas eu lembro bem do meu primeiro diagnostico de depressao, bulimia e incio de anorexia nervosa... Só eu sabia o qto aquilo doia, mas para todos era só frescura de uma adolescente mimada

PermalinkPermalink 03.09.10 @ 19:17



Comentário de: Leverson Ebendinguer

Oi Jú. Antes de qualquer coisa quero agradecer por este blog que nos últimos tempos tem me levado a reflexões profundas sobre tudo e sobre mim mesmo. Você não sabe o quão é importante. Indiquei para alguns amigos especiais que tenho. Entendo suas questões, minha irmã tem bipolar diagnosticado, meu irmão também (o dele é mais severo ainda e meu primo se matou por ter também), meu pai também, e adivinhe (tenho certeza que vc percebeu)...eu também (segundo a psiquiatra da minha irmã que por sinal é amiga de infância dela) mas não diagnosticado clinicamente (porque me recuso a tomar remédio e não tem me feito falta), porque alguém chamado Luiz Gasparetto (ele mesmo...) me ajudou em uma época pela televisão (nunca o conheci, mas assistia sempre). Entendo estas mudanças repentinas, a insatisfação, a vã necessidade de mudar, experimentar novidades, um vazio existencial muitas vezes, medos, inseguranças; enfim, essa porcaria de bipolar (porque ainda tenho que segurar a barra da minha mãe com três). A psiquiatra diz que meu grau é leve (será que se tivesse cedido teria piorado?), mas ela não sabe que outrora não foi, porque tudo começou quando saí da igreja (uma ruptura traumática na minha vida) quando, por causa de uma depressão e a morte do meu avó (o qual levava para fazer quimio todos os dias), parei de ir a faculdade, não dormia, não comia e apesar de ter concluído a faculdade (acredita que foi um sonho com a Valnice que me ajudou?) fiquei por anos sem conseguir sair na rua, crises de pânico, destruindo minhas amizades, meus relacionamentos, etc, etc, etc. Enfim, aprendi com o Luiz que bipolar (isso é segundo ele tá?) é a dificuldade de aceitar as mudanças ao nosso redor e nos impelir a querer rupturas para aliviar as pressões (mudanças não servem, estabilidade não consigo). O meu segredo tem sido enfrentar as oscilações obrigando minha mente (antes era “em nome de Jesus” agora também “você vai sim, força rapaz, agora levanta e vai” e quando vou tudo muda) porque o cérebro é movido por químicas naturais, estimule-as e você terá resultado (estimule naturalmente, seu cérebro te dará as pistas para isso). Você sabe que após isto enfrentei meus medos, refiz a minha vida, completei minha faculdade, fiz outra faculdade, fiz inglês, saí do meu emprego (continuo não ficando onde não quero, pois, quem disse que tem que ser assim? sou livre, apesar de ser responsável), escrevo (acho que muitos bipolares fazem isso), leio, vejo muitos filmes. Tudo para aprender. Porque descobri que estamos presos em uma rocha vagando pelo universo e que como os índios bem sabem, tudo de que precisamos esta aqui (lembro-me de Jesus: você não pode acrescentar um côvado a sua estatura, você não pode fazer um fio de cabelo seu ficar branco). Perseverança sempre (aprendi no curso de escalada, que por sinal o instrutor era crente e para me irritar ficava dizendo “perseverança irmão” quando estava quase despencando). Coleciono lições que me ajudam a enfrentar esta porcaria de bipolar. As sensações estão sempre aqui, mas elas não vão ter lugar na minha vida pelo menos até hoje. O amanhã agente vê amanhã. E por falar nisto: Quem não tem medo? Quem não tem insegurança? Quem não tem insatisfação? A diferença é que o bipolar tem mais vezes e em maior intensidade, mas acredito (eu tá, porque meus irmãos optaram por usar o medicamento) que o caminho é o mesmo (lembro de Paulo dizendo temores por fora e tremores por dentro). Sabe por que o povo dinamarquês é o mais feliz do mundo? Porque não cria grandes expectativas sobre o futuro e sobre eles mesmos. Lembrei de Davi (não busco coisas grandes demais para mim e fiz calar e sossegar a minha alma – note o verbo “fiz” e as palavras “coisas grandes”;). Continue, continue, não pare, prossiga e veja o filme “Tudo acontece em Elizabethtow” (um filme que comprei para mim e que me deu dor profunda de emoção quando vi). Não erre a 60B. Se quiser está ai um convite que fiz a minha namorada há muitos anos no aniversário dela, pra amigos especiais e estendo a você se quiser (uma brincadeira usando o filme). Você é uma pessoa substituta?rss. Bjão Jú, obrigado por tudo e não precisa publicar este, porque definitivamente eu exagerei. Desculpa.

Algumas vezes em nossas vidas buscamos caminhos que não sabemos onde desembocarão. Essas trilhas percorrem nossas vidas, formando em nós, o que nos tornaremos no final da caminhada. Cada curva, cada obstáculo, cada outeiro vencido, o frio das montanhas, o calor dos vales e desertos forjam em nós o que seremos no trajeto final. Ansiamos por estar prontos, chegar ao final, na expectativa de podermos viver plenamente como somos neste mundo. Às vezes, acreditamos que, somos formados aqui, para viver em um mundo por vir ou ainda algo após a morte. Será? Porque vivemos mal aqui na esperança de vivermos bem do outro lado? O que é o outro lado? Há o outro lado? Muitos de nós chegamos ao final desta caminhada machucados, feridos e cansados, mas prontos para desfrutar o destino tão desejado. Estes costumam nos dizer: não espere o final, viva durante a jornada. Ela é o caminho, ela é a vida. Estes são pessoas substitutas. E, afinal, quem ouve as pessoas substitutas?

Oi
Pois é, hoje você faz 30 anos. PARABÉNS, HEIN! Esta idade foi um marco em minha vida. Na minha memória 30 anos representa o ano em que comecei a me reerguer. Reerguer dos fracassos, dos traumas, das mudanças, de tudo. Nesta idade comecei a valorizar algumas coisas em detrimento de outras, afinal de contas, o que é a vida, senão a própria vida.
Ah, outra coisa, MUUUUITTTO obrigado por não escolher o mergulho no TIETÊ. Não voltaríamos incólumes, eu particularmente, já que tenho a pele um pouco fraca, como você bem sabe. rrss. E o Bin... bem, de lá nós não voltaríamos. rss.
Você escolheu ir para Elizabethtown. Escolheu-me como seu acompanhante e para lá que nós vamos. Eu estarei todo o tempo com você, ainda que em momentos diferentes, pois você trilhará, ao seguir este roteiro, o mesmo caminho que trilhei horas antes. Enquanto você segue o roteiro eu serei a voz em sua mente enquanto você lê e assiste ao filme. De certa forma estaremos juntos neste lugar.
Ah, o filme. Tudo acontece em Elizabethtow. Eu quis compartilhar com você algo que, acredite, impactou-me. Este lugar nos traz lições que acredito ajudarão você em sua trajetória daqui para frente. Este será meu presente para você. Presente é um dom, uma dádiva. Quero que todas as vezes que assista ao filme. Ou daqui há muitos anos, quando ele reprisar na sessão da tarde ou em outro lugar, ele te remeta a boas lembranças, boas amizades, grandes lições. Caso eu ainda faça parte da sua vida ou não neste dias, você se lembrará de mim. Agora mais do que nunca, eu conseguirei ser INESQUECÍVEL MESMO, rss.
Antes de embarcarmos tenho algumas sugestões a fazer. Primeiro desconsidere, por favor, os erros de português ou faltas de concordância.
Vá para um lugar calmo e ligue seu DVD ou computador, ou qualquer aparelho que dê para você assistir ao filme. É importante você estar completamente disponível para assistir ao filme. Temos grandes lições para aprendermos. Deixo para você as palavras do Pe Fábio:

“Relações saudáveis são relações que nos devolvem a nós mesmos- e, o melhor, devolvem-nos melhorados.”

Parabéns para você. Que hoje eu possa cumprir meu papel em sua vida. Tentar devolver a você, despertando através do meu ponto de vista, algo que poderá te ajudar a ser mais você (Meio Ana Maria Braga não?), a fim de que você cumpra o seu papel neste mundo.
Curioso. Meu nome em inglês significa o filho alavanca. Meu papel é ajudar os outros. Este é o meu papel no mundo. E o seu qual é? Independente do que signifique seu nome, “;Deus” nos chama pelo nosso nome, nos fazendo lembrar da nossa vocação através do seu chamado.

Vamos para Elizabethtown...

Pegue o DVD e observe a capa. Do que será que o filme trata? Este filme, esta capa, estas fotos um dia nasceram no coração de alguém (o escritor). Hoje é real, palpável. Lição número um: Tudo o que sonhamos no invisível, no abstrato se concretiza no real, no palpável. Nunca no sentido inverso. As coisas visíveis vêm das coisas invisíveis. Bonita a capa e as fotos do DVD. Elas nos inspiram. Os sonhos de alguém quando se materializam, inspiram outros sonhos e outras realizações.



Pegue o filme e o roteiro, sente-se e respire fundo. Estou sentando aí do seu lado. Chega para lá um pouquinho...
Ligue o DVD ou outro aparelho e coloque o DVD.

Faça uma coisa para mim... Coloque em português e sem legendas, por favor. Para você não se distrair; e o meu inglês ainda não está tão bom assim. Rsss.

Tô esperando...
Já?
Sentou?

Vamos embora.
-Aperte Português à sua direita. Português hein..

-Viu, nunca aceite pirataria.

-Você deve estar assistindo cenas e fotos do filme. Sinta a música e veja as cenas... Se quiser, vai repetir de novo e deixe antes de configurar.

-Ao apertar configuração a Claire te clicou. Você entenderá..

-Audio em português e sem legenda hein.

-Inicie o filme...

-A Claire te clicou de novo.

-Um caminhão cheio de tênis chegando. Preste atenção no que a mulher diz: Todo mundo trabalhando dobrado no final de semana por causa de um tênis recolhido.

- Este falando é o autor do tênis. Seu nome é Drew. Ele quer pular do helicóptero. Ele quer que a hélice do helicóptero corte sua cabeça. Mas ele sempre diz: EU TÔ LEGAL. Perceba que ninguém está nem aí para isto. Esta é a visão dele para o fracasso e o fiasco. Você já passou por isso. Dê pausa quando a Loira aparecer.

-Essa loira é a namorada dele. O Phil é o chefe dele. Preste atenção como ele pensa como o Phil. Ele pensa meticulosamente como seu chefe. Ele até abandonou a família para trabalhar. Preste atenção no pai dele. Este é o Mitch. O tênis parece ser um sucesso. A namorada interesseira. Aquela tipo de gente que gosta da gente somente quando temos sucesso. Mas e quando o fracasso chega. Perceba como ele só diz: Eu estou bem. Você é especialista em olhares Berta? Dê pausa quando o sapato aparecer no lixo...


- Você percebe que para todo mundo ele fala que está bem. Mas para o Phil ele confessa tudo, como ele pede desculpas. Como se sente. Sabe o porquê? Porque nós só ouvimos pessoas como o Phil. Quer saber como ele é? Preste atenção em cada detalhe como ele fala. Dê play. E pause quando ele disser vem comigo Drew.

-Até agora ele disse para o Drew não se preocupar é dinheiro. Mas agora ele vai fazer o Drew se voltar para o fracasso a fim de o destruir. Este é o pior tipo de gente. Que faz você olhar para o fracasso, não para você se reerguer, mas para te derrubar de vez. E é este tipo de gente com os quais somos mais sinceros (para ele Drew disse a verdade, para o Drew este é o cara a ser valorizado). Ele vai fazer o Drew amargar até a última gota do fel. Ele vai fazer o Drew entender o tamanho do problema e suas conseqüências. Ele tenta fazer com que Drew perceba seu fracasso com todos os sentidos do corpo. Veja o que você fez. Ouça o barulho. Destruindo finalmente sua reputação. Quantos querem nos destruir assim hein Berta. Ele tem a cara de pau depois de perguntar: Você está bem? Tipo: se você ainda estiver bem, eu vou fazer você entender o seu fracasso, até você não estar mais bem. Perceba a manchete: o retrato de um fiasco. Dê play. Pause quando o repórter mostrar o tênis.

- Preste atenção na ex-namorada. Porque agora é ex. Ela já está atrás de outro que tenha sucesso. Seu sentimentos pelo Drew se foram com seu sucesso. Este tipo de gente está por aí. Se aproximam de nós não pelo que somos, mas pelo que temos, mesmo que não seja dinheiro. Mas qualquer coisa que nos dê sucesso. Os que gostam dos DINHEIRUDOS. Tô fora.... Perceba que todos os círculos de amizade do Drew se foram com seu sucesso. Sucesso, o que é sucesso? Dê pausa quando ele entrar em casa.

- O Phil conseguiu o que queria. Drew agora amarga seu esforço. Olha como ele é criativo. ESTA É A BICICLETA ESQUISITA. Você já teve uma bicicleta assim. Talvez não. Mas quantas coisas fazemos para aniquilar nossas vidas diante do fracasso. Como somos criativos em arrumar formas de nos matar diante do fracasso. Tudo perde o sentido para ele, roupas, computador. O fracasso dele não tem haver com dinheiro, mas com expectativas de si mesmo. Dê pausa quando o telefone tocar...

-Quando tudo parecia pior. Ele recebe uma noticia terrível. Dê play...Dê pausa quando os cara estiverem levando as coisas do Drew no carro.

- A irmã do Drew parece minha irmã falando, etc, etc. Preste atenção como a mãe do Drew diz que o pai do Drew gostava do Kentuck e como ela estava esperando que tudo começasse e agora acabou. Ela estava sempre tentando ser forte, mas tudo é um fracasso. Mas porque será que o pai do Drew viajava tanto para o Kentuck. Perceba que ele voltaria para se matar. A bicicleta ficou esperando. Quantas vezes o suicídio de nossos sonhos ficam aguardando um outro momento por causa do que os outros falam. Para nós nossos sonhos morrem quando os outros não sonham conosco. Mas aí acontece algo que o Pe Fábio ia ficar fascinado... Dê pausa quando a aeromoça aparecer.

- Perceba que a aeromoça é uma mulher que vê detalhes. Ela aperta o botão com classe. O Drew ficou perto dela no metrô mas ela não fazia parte da vida dela naquela momento. Quantas pessoas passam por nós com essa missão e deixamos passar batido. Dê pausa quando ela andar no corredor em direção ao Drew.

- Ele não vê ninguém. Claire, a aeromoça vê um potencial. Olha o bom humor dela. rss. Que maravilha. E ele diz: EU TO LEGAL, DE NOVO. Mas ela não é como os outros. Ela vê onde ninguém viu. Ele vê além das aparências... PRESTE ATENÇÃO NO DIÁLOGO. Veja como ela faz um mapa. Veja como ela tem uma visão diferente da vida. De tudo. Ela sentiu que entre eles havia uma afinidade. Dê pausa quando ela começar a fazer o mapa.

- Quantas pessoas na nossa vida nos apontam caminhos, nos fazem mapas. Perceba que a Claire friza que ele não perca a 60B. E mesmo assim ele perde. Somos assim, não ouvimos, não prestamos atenção aos avisos, passamos batido, arriscamos. Preste atenção como ela é uma pessoa que vê detalhes. Ela sabe o significado dos nomes. Você sabe o seu? Olhe o diálogo que legal. Ellen. Lembrei da Ellen. Rsss. Ela não pode ver o filme hein?Volte ao diálogo de novo, se quiser. Ela saca que o problema é o pai. Ela vê? Eu quero gente que vê perto de mim. E você? Preste atenção como ele lembra do pai dele. Olha como o pai também era um homem de visão como a Claire. Ele valorizava as coisas simples da vida. Mas aí o fracasso o faz voltar a dor. Preste atenção também no bom humor da Claire e em suas palavras. Ela dá todos os detalhes, ela se preocupa. O Drew não dá a mínima para ela. Nós não valorizamos pessoas assim. Ela clica o Drew. Ela faz rimas: Não perca a 60B, reboque se você se perder! Você já clicou alguém. Preste atenção como ele não ouviu nada do que a Claire disse. Dê pausa quando ele errar a 60B.

- Apesar de tudo... Ele ERRA A 60B!!!!!!!!!!!!!!!! Você já perdeu a 60B? Dê pausa quando ele chegar em Elizabethtow.

- Elizabethtown é diferente. As pessoas se importam, mostram o caminho. Valorizam o pai do Drew. Cumprimentam as pessoas. Valorizam os seus feitos, mesmo que eles sejam um aparente fracasso. Elas te abraçam. Importam-se com você. Nos consolam com um furação de amor. Rss. Você viu o Seu João do Kentuck. rsss. Dê pausa quando ele falar cremado.

- Cremado? Isto para o povo de Elizabethtown é um ultraje. Cremar é virar cinzas. Eles amam o Mitch. Eles guardaram para ele um túmulo. Queriam ele para sempre por perto. Valorizam as coisas. As coisas do Mitch. Perceba como o Drew é uma pessoa sem nexo. Meus pêsames?!! Eles acham o tênis lindo. Quem já achou lindo seu fracasso Berta? Preste atenção na feição do Mitch. Drew até agora não chorou, percebeu? Ele está muito ocupado com seu fiasco e fracasso. O rosto de alguém que se foi demonstra como foi sua vida? Vou prestar mais atenção a partir de agora. Dê pausa quando Drew colocar a mão na mão do pai dele.

- Agora preste atenção no luto da família. Não é luto, é alegria. Tenho certeza que sua família é assim. Minha família (da minha mãe é assim). Você chega e começa: Como ele cresceu? Você é fisioterapeuta? Estou com dor aqui, vê para mim? O Rafael é a sua cara? Etc. etc. rsss. Família é tudo igual. Drew começa a pensar e a refletir. Dê pausa depois do grito do Sempson.





- Estou chorando de rir... Sua família é assim, a minha é. A minha é assim. Rsssssss. É uma delícia isto. Preste atenção que o rival do Mitch chega. Mas gente como o Mitch é assim, traz alegria e reconciliação mesmo na hora da sua morte. Rsss. Estou chorando de rir.... A familia valoriza nossos prontos, mesmo que eles sejam um fracasso. Eu quero ser amigo do meu filho. E você? Eu também gosto de estrelas. Você valoriza os detalhes da vida como as estrelas? Perceba como o Drew adiava as viagens com o pai por causa do tênis. Rsss... o Sampson é uma figura. Dê pausa quando ele chegar no hotel.

- Agora é hora de conhecermos o Chuck e a Cindy. Ele vão se casar. Preste atenção no slogan do casamento. ELES VAO SE CASAR EM UM HOTEL!! Eles saíram do convencional. Olha o Chuck que figura. Perceba que ela fala: ainda não casamos. Como é legal gente que mistura a inovação com os seus valores. Olha o slogam do casamento: amando a vida. Eles amam a vida. Dê pausa quando ele ligar para a irmâ dele.

- Ele liga para todo mundo. A Ellen é uma cobra. Ninguém liga para ele. Olha, que quando ele está esquecendo dos problemas, ele vê a faca. A faca chama a atenção dele. Ele já associa a faca a Claire e liga para ela, porque não tem nada para fazer, e fala que não é preciso que ela ligue de volta, e fala que está bem. Preste atenção na mãe. Ela quer recuperar o tempo que não viveu. Precisou da morte para que ela começasse a viver. A Claire espera a ligação. A única pessoa com que ele vibra é a Ellen. Ele queria que a Ellen o confortasse, mas ela é terrível. Olha a postura da Claire. Ele quer se livrar dela. Ele se esqueceu como o pai era. Esquecemos de tudo quando focamos os valores da sociedade. A Ellen é a falsa. Eu já senti isso. Busquei os amigos que disseram que me amavam e se foram quando não era mais o sucesso. Nesta hora, ele se abre para Claire (não tinha mais ninguém mesmo). E aí... aquele que não parece, o menos importante, é quem de fato se importa. Presta atenção nos diálogos. Eles conversam sobre tudo. Tudo mesmo: música, vida, opiniões, etc. Ela não consegue evitar ajudar. Ele começa a chamar o pai de Mitch. A Claire começa a agir como o Pe Fabio diz: Ela transforma o Drew ao se relacionar com ele. Dê pausa quando ele estiver no corredor.

- Presta atenção no Chuck. Ele é uma pessoa como a Claire. Uma pessoa que se importa. Que ama. Ainda que tenha um jeitão que a maioria classificaria como desequilibrado. Rsssss. Ele faz reflexões sobre a vida, filosofa, ele vê apesar de ser doidão. Perceba Berta que não o jeito da pessoa, mas a forma como ela vê as coisas. Olha como ele e a Claire se relacionam. Ele diz que ama alguém que nunca viu. Esta é a questão. Pessoas assim que devemos ter ao nosso redor. RSsssss o Chuck é uma figura.... Dê pausa quando o Chuck dançar. Rsss

- Preste atenção como eles se identificam. O Drew já não é mais a mesma pessoa. É legal pelo telefone. Eu já disse isto uma vez. 45 minutos é daqui até Itaperuna. Eles é Deus. Fazer as coisas acontecerem. Valorizar os detalhes. Instigar o outro a ter uma outra visão das coisas. È assim, que mudamos o mundo. Preste atenção na mãe do Drew.rsss. Ela quer recuperar o tempo perdido. Precisamos perder para saber viver? Dê pausa quando Claire estiver no corredor.



- A Claire é excepcional. Ela ajuda com o Simpson. Ela quer ajudar o Drew. E agora preste atenção como a Claire faz que um momento terrível (um momento onde nossos afetos viraram cinzas, nosso passado, o que deixamos de fazer) seja extremamente agradável e Drew, que está cansado, fracassado, triste se esquece da dor... Pe. Fábio tinha que ver este filme. Pausa quando eles tiverem saindo do cemitério.

- agora vamos conhecer a fundo Claire. Ela não liga para elogios ou críticas. O que importa é o que ela pensa dela mesmo. Ela vê talentos. Outra coisa ela define pessoas substitutas. Você é uma pessoa substituta. Olha como a Claire não faz nada no impulso. Eu sempre falo isto para você. Não ajo no impulso. Assim, as coisas são para sempre. Perceba como o Mitch possuía várias versões dele. Não era falsa. Ele era visto por cada um de forma diferente, sendo somente ele mesmo. Pausa quando o fogão é ligado.

- Drew caiu na real. Ele percebeu a importância dos verdadeiros valores da vida. Mas agora é tarde. Com suas cinzas Drew volta para o hotel. Perceba com Claire já se enturmou de forma profunda. Mas, volta para Drew. Olha como ela cumprimenta o Mitch. Ela não vê cinzas. Ela vê valores, pessoa, alguém especial. Olha como ela já despertou o amor em todos. Eu quero ser assim. Despertar o amor em todos. Quantas vezes somos impossíveis de esquecer e impossíveis de lembrar. Olhe o slogam do Chuck: amando a vida, amando você. O local de celebrar a dor é o local onde outros celebram a vida. Entre Chuck e Cindy está Mitch. Olha como Claire é espontânea. Sem mascaras. Perceba que Drew esquece a morte perto de Claire. Ela gosta de ver os outros na perspectiva deles. Dê pausa quando Drew beijar Claire.

- Preste atenção nos valores de Chuck e Cindy. Dê pausa quando Claire clica. Clicar é valorizar o que você é do meu ponto de vista. Dê pausa quando Drew corre atrás da Claire quando ela sai do hotel.

- Preste atenção como a visão da Claire e do Drew são diferentes. Como eles encaram de forma diferente as coisas. Seus caminhos até ali eram diferentes. Até agora nada do que ele fez deixou ela triste, até o momento em que ela percebe que ele não entende a forma como ela vê as coisas. Que para ele o fracasso é não ter sucesso. Ele não agüenta ver o fracasso. Ela não liga para isto. Ela vê as qualidades de um artista. Incentiva-o a ver as coisas de forma correta, a verdadeira grandeza. Você é uma Claire? Alguém que ninguém ouve. Eu sou uma Claire, uma pessoa substituta. Para nós a maior tristeza é ver alguém que não entende os verdadeiros valores da vida. Dê pausa enquanto a Claire vai embora desiludida no carro.

- Agora vem o velório do Mitch. Mitch era especial como a Claire. Perceba seus atos comentado pelos seus amigos e familiares. Até seus inimigos se tornam pessoas arrependidas. Até na morte Mitch muda as pessoas. Preste atenção na mãe. Ela só passa a viver depois da morte. Não precisamos esperar nada em nós morrer para começar a viver. Mitch e a mãe de Drew eram opostos. Mitch, porém para sua esposa era uma pessoa substituta, até que ela o perdeu. Mas na sua morte Mitck reconcilia sua esposa com Elizabethtown. Ele reconciliou a todos uns com os outros. Tudo acontece em Elizabethtown. Rsss. Dê pausa quando Drew entrar no carro para ir embora.


- Agora Claire entrega um mapa a Drew. Neste mapa Drew vai fazer uma viagem que corresponderia ir do Nordeste brasileiro até a fronteira com o Peru. Claire preparou cuidadosamente o trajeto que Drew deveria fazer (inclusive com trilha sonora) acompanhado das cinzas de Mitch, de sua vida, de seus fracassos, das experiências das viagens, histórias, etc. Perceba como ele vê agora a 60B ao sair da cidade. Mas Drew tinha que fazer uma escolha no final da viagem. Uma encruzilhada entre voltar para a morte ou desfrutar a vida. Drew deveria chegar ao destino onde Claire um dia passou. Veja o filme até o final e reflita nos diálogos. Permaneça na sua rota...



FIM DO FILME




Como é bom encontrar pessoas que nas nossas vidas nos fazem refletir sobre tudo. Que nos fazem deixar nossas cinzas pelo caminho ao invés de deixá-las enterradas dentro de nós. Estas pessoas nos fazem mapas, valorizam os detalhes e o que somos e nos apontam caminhos. Elas não se importam com o que temos ou que possuímos. Elas buscam aquilo que somos; e, como o Pe Fábio disse no livro:

“Relações simbólicas são aquelas que nos permitem o crescimento e a superação de nossos limites porque são capazes de estabelecer pontes que nos permitem travessias. Relações diabólicas são aquelas que nos paralisam e nos fazem retroceder porque obstaculizam os caminhos.” (Quem me roubou de mim? Pg 11. &4.)


Então? Este é meu presente para você neste meu momento PIM (pindaíba)rsss. O DVD e o roteiro são seus para que você nunca se esqueça destas lições e de mim também. Espero que você não erre a 60B. Para mim os verdadeiros valores estão nas coisas mais simples da vida e na forma simples que a vivemos. Este tipo de gente, isto é, Claires e Mitchs, Chucks e Cindis é o que quero para seus próximos 30 e tantos anos. Permaneça na sua rota e não erre a 60B. Se errar você vai ter que rebocar. Rss. Bjs. Me ligue quando terminar de ver o filme.....

R.: Oi Leverson! Cara, você é doidão hein?!! heheheh.... No bom sentido!
Mas, ó, não acredito em tratamento da bipolaridade sem medicação. Se você consegue enfrentar um transtorno de humor como esse sem acompanhamento médico, talvez você não seja de fato bipolar. Afinal, estamos falando de uma doença, não apenas uma oscilação de humor que todos têm. E, claro, a terra pode nos dar tudo que precisamos, mas os remédios também vem desse mundo, da sabedoria humana, da pesquisa, da ciência (já que você acredita em vários princípios bíblicos, acredite também que a ciência é uma dádiva divina e está aí para nos ajudar). Bom, espero que você consulte direitinho seu psiquiatra, faça um acompanhamento e siga as orientações dele. Porque hoje você pode achar que tem o controle, mas se vc for realmente diagnosticado com alguma doença psiquiátrica, pode chegar um momento em que já não consiga controlar-se tanto assim apenas através do poder da mente. Aliás, mesmo tomando medicação e fazendo terapia, também tenho que fazer uns exercícios mentais e dizer para mim mesma "vamos lá, você consegue". Principalmente pelo fato de ter pessoas com a doença em sua família, você deveria pensar bastante sobre tratamento medicamentoso, pois está provado que transtorno bipolar do humor (ou doença maníaco-depressiva) é genético. Então, por favor, cuide-se, aproveite a tecnologia, a ciência e a medicina. Elas estão aí para nos ajudar. Continue assistindo as palestras que lhe ajudam, lendo livros que lhe motivam, trabalhando o poder da mente, mas trate-se. É meu conselho, de coração e com a maior boa vontade.

Quanto a Elizabethtown, é mesmo um grande filme. Já assisti e pretendo assisti-lo de novo. Mas dublado? Só se eu estiver zapeando na TV e der de cara com ele. Aí até nem me importo tanto de assisti-lo dublado.

E já que vc me deu o conselho de não errar a 60B, eu uso Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças e lhe digo: Meet me in Montaulk. :)

Ps: Não pude deixar de rir com a história do seu instrutor de escalada. "Perseverança irmão!" hehehe.... Faço coro às palavras dele! Ah, e você praticar escalada também é ótimo para agitar de forma saudável as sinapses e satisfazer essa necessidade de fortes emoções que nós (bipolares) temos.

Abraço :)

PermalinkPermalink 05.11.10 @ 13:33



Comentário de: Leverson Ebendinguer

Jú. Obrigado pelas dicas que recebo de coração. De fato, como tenho grau leve, acertei com a psiquiatra que, se eu percebesse uma inaptidão da minha parte para superar, eu recorreria aos medicamentos e a terapia sem problemas. Sobre o filme, dublado não porque ninguém merece.rss. Isto foi por conta de uma ocasião particular. Obrigado por tudo mesmo e I’ll meet you in Montaulk.rss. Abção.

PermalinkPermalink 05.11.10 @ 17:20



Comentário de: Planos de Saude · http://planosdesaudesenior.com.br

Palavras fortes e cheia de intenção, maravilhosas.

PermalinkPermalink 29.12.10 @ 15:02



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