14.02.10

16:59:18, Categorias: Cinema, Links  


Não que eu esperasse uma obra conceitual e um roteiro denso, mas depois de assistir Avatar eu entendi porque meus sobrinhos de 5 e 8 anos gostaram tanto do filme. É para crianças! Um caríssimo filme infantil como avaliou Marcelo Janot num ótimo post em seu blog.

Minha crítica sobre o filme tá lá no Amálgama. Passa lá, lê, comenta, discorda, argumenta a favor se quiser, mas eu vou continuar achando uma injustiça se ele ganhar o Oscar de melhor filme no lugar de Bastardos Inglórios.

Mas com o Oscar é a velha história: quando o filme que a gente odiou ganha, é tudo uma marmelada, só avaliam o lado comercial, são cheios de interesses escusos por trás, etc. Já quando a vitória é do nosso preferido, o Oscar torna-se uma premiação muito legítima.

Leia:
Cinema não é apenas belas imagens, ou De como James Cameron foi refilmar Dança com Lobos lá em Pandora

Permalink 162 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (3)
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Comentário de: Rafael Reinehr · http://armazemdeideias.org

Oi Ju, em primeiro lugar, respondendo sua pergunta lá no blog: moramos em Araranguá, mas volta e meia damos as caras por aí para um curso de gastronomia, um jantar diferente (as opções por aqui são poucas) e algumas compras. Culturalmente falando, Criciúma ainda está engatinhando. Aqui, nem se fala. Estamos na pré-história da Cultura, mas isso está mudando, com a constituição do Cineclube Araranguá, da Rua da Cultura, do Projeto Livro de Rua e outras cositas mais...

Sobre Avatar, assisti no Cinemark do Barra Sul, em Porto Alegre, em 3D.

Meu lado "criança" ficou devidamente emocionado. A experiência visual foi fantástica e recomendo, a quem assistiu apenas na tela convencional, que se desloque até a um centro que possua a tecnologia 3D. Sobre a narrativa, achei-a não só honesta como acabo por discordar frontalmente da sua crítica lá no Amálgama.

Quando dizes "A luta deles contra o “homem branco mau que só se importa em explorar os recursos naturais à exaustão” é nada mais, nada menos que a antiga luta indígena a fim de defender suas terras e seu modo de vida."

Sim! É isso mesmo! Cada vez que consigo apreciar a coragem de um cineasta que consegue gastar tantos milhões para mostrar uma causa que afronta o sistema vigente, o do próprio homem branco explorador e destruidor da diversidade, tento entender como esta mistura de mágica e constestação se transformou em uma película palpável.

Ora, é justamente da recuperação da crítica ao sistema dominante que o filme fala. Uma crítica que permanece geralmente calada, enquanto filmes como Independence Day, ufanistas até provocarem vômitos no mais curtido capitão de navio, se proliferavam. Pela minha leitura, o romance é apenas o pano de fundo (ao contrário do que a péssima sinopse do filme teimava em assinalar).

Mas, cinéfila que és, com certeza sabes que a leitura de um filme acaba por se dar de forma inversamente proporcional à expectativa que criamos e diretamente proporcional às lentes que usamos para assisti-lo.

Do ponto de vista social (ou ecológico, como puseste), este filme é uma significativa conquista para o cinema. São estas as lentes que usei, portanto, não podemos comparar nossos Avatares, pois vimos filmes diferentes em uma mesma tela.

Um abraço,

Rafael Reinehr

PermalinkPermalink 16.02.10 @ 18:18



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Pois é Ju,depois de ler Amálgama vemos cinema com outros olhos.

Bjo´s

Gosto muito de tudo que tu escreve!

PermalinkPermalink 19.02.10 @ 12:33



Comentário de: Caio · http://godvsgodard.wordpress.com/

Talvez seja pela sensação do "voltar a ser criança". Mas para os amantes do que é e sempre será bom, acho difícil sentir o mesmo por esse aí.

E muito boa sua leitura em cima de Dança Com Lobos.

PermalinkPermalink 26.02.10 @ 21:41



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Juliana Dacoregio
Jornalista, leitora voraz, escritora, cinéfila.
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