03.06.09

Pensando melhor sobre Maria Mariana e melhor ainda sobre Feminismo

02:37:54, Categorias: Comportamento, Relacionamentos, Só para mulheres  

Eu fui uma das que ficou tiririca da vida com as declarações de Maria Mariana (ex-confissões de adolescente, atual "confissões de mãe"). Desejei até que ela tivesse uma boa depressão pós-parto só para aprender a não julgar o que não conhece e não falar besteira.

Mas depois que li esse post no Cristalk (Maria Mariana, seus quatro filhos e um mercado) consegui enxergar as coisas por um ângulo um pouquinho diferente. Não que eu passei a achar certo ela dizer que quem passa os nove meses da gravidez comprando roupinhas pro bebê acaba tendo depressão pós-parto, nem é isso que Cris afirma no post. Mas ela faz uma reflexão legal sobre o mercado de trabalho, as relações entre homem e mulher quando têm filhos e sobre como a rotina é desgastante demais para a mulher. Mas, leia lá que vale a pena.

Além disso, Maria Mariana criou um blog para falar do livro e das polêmicas que giraram em torno dele por causa de suas declarações. Em um dos posts, ela fala justamente sobre a história da depressão pós-parto, afirmando claramente que a repórter usou frases isoladas e fora de contexto para promover sensacionalismo. O “shopping” foi um pequeno exemplo dentro de um extenso pensamento! E não fiz nenhuma afirmação a este respeito. Declarei como uma suposição! Não sou médica, nem escrevi livro sobre este assunto! Destacando esta frase, a revista me colocou numa posição muito desrespeitosa para com as pessoas que sofrem deste mal., afirmou Maria Mariana.

E já que estamos falando dos papéis femininos na sociedade, acho que esse texto de Marcia Neder, diretora de redação da Revista Cláudia, vem bem a calhar. Depois que o li passei a perceber como é um retrocesso quando as mulheres rejeitam o título de "feministas".

Feminista, sim, com muito orgulho!

Toda vez que eu vejo uma jovem executiva ambiciosa, competente, pavimentando o seu caminho para o topo tenho aquela sensação de não ter lutado em vão. Mas, se ela torce o nariz, cheia de desprezo ao ser chamada de feminista, como se fosse alguma espécie de xingamento medieval, reação cada vez mais comum, tenho um ataque de indignação! Por que tantas jovens de hoje estão desrespeitando aquelas que lhes abriram as portas? Será que acham que os avanços que temos caíram do céu? Quando escuto então que elas não são "feministas", são "femininas", confesso que me desce verdadeira ira.

Não é feminino - e feminista! - buscar os próprios direitos, ter leis que nos protegem da violência doméstica e põem o agressor na cadeia? Não é feminino - e feminista! - ganhar o próprio dinheiro, ser independente para investir ou gastar? Não é feminino - e feminista! - ser dona do próprio corpo, viver plenamente a sexualidade e decidir quando ser mãe? Não é feminino - e feminista! - ver mulheres deputadas, senadoras, governadoras, até presidentes da República? Não é absolutamente feminino - e feminista! - querer ganhar salário idêntico ao dos homens quando na mesma função, igualdade que ainda não alcançamos no mundo inteiro?

A discriminação não acabou, as batalhas não foram todas vencidas, há muito o que fazer. E são as novas gerações que terão que enfrentá-las. Para isso, vão ter que conhecer e valorizar o trabalho das pioneiras, que pagaram um preço altíssimo pelo que as mulheres jovens de hoje têm como líquido e certo. Vão ter que ter orgulho dessa palavra e de sua carga simbólica, que deveria ser uma medalha no peito de todas nós.

Permalink 650 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (9)

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Cristiana Soares Email

"Toda vez que eu vejo uma jovem executiva ambiciosa, competente, pavimentando o seu caminho para o topo tenho" (a sensação de que ela não conseguirá conciliar trabalho e maternidade num mercado altamente competitivo, baseado em padrões masculinos ultrapassados, em que se trabalha 14 horas por dia)

concordo quando ela diz que o servição foi feito lá trás. sou feminista com muito orgulho. e ainda há muito a ser feito.

obrigada pela citação no texto, ju. e que bom que ele te fez dar uma reavaliada nos conceitos. um beijo!

PermalinkPermalink 03.06.09 @ 13:40




Juliana,não considero-me uma feminista(embora já tenha
sido)e por diversas razões,entre elas,o fato de que se
o machismo
vem a ser repressor às mulheres,o feminismo faz o
mesmo
pela ordem inversa minha cara,ou seja,eu depois de muito
pensar
a respeito do tema,concluí que,não sou feminista,nem
machista,sou a favor do ser humano,dos direitos humanos,
da luta pela melhoria da vida dos seres humanos...
Não que isso exclua as mulheres(de forma alguma).
Fico muito feliz quando alguma lei é aprovada no Congresso
favorável à nós.
E viva às mulheres!

SEMPRE!


BJOSS

PermalinkPermalink 03.06.09 @ 20:45



Comentário de: Marjory Poison · http://marjorypoison.spaceblog.com.br

Olá eh um prazer estar aqui!
bem conciliar,maternidade cm profissao nao eh facil, estou passando por issu mas estou tirando de letra, acho q eh de cada um mesmo sabe, sao experiencias de vidas anteriosres q faz os resultados futuros.
adoro estar aqui
kiss

PermalinkPermalink 04.06.09 @ 09:11



Comentário de: Deise Duarte · http://recreiodade.blogspot.com

O que me aborreceu na Entrevista de Maria Mariana é o pensar que quem não pode ser "apenas" mãe não esteja em sintonia com a maternidade.

Eu acredito que quem administra uma família cheia de dificuldades pode confessar o quão delicioso é dar peito a um filho pequeno,ler o jornal do dia e jantar ao mesmo tempo. Isso depois de um exaustivo dia de trabalho.

Essa é a minha confissão.

Beijo bem grande!

PermalinkPermalink 04.06.09 @ 14:03



Comentário de: Leandro Bello

Desculpem-me pela intromissão, mas já que o assunto é feminismo, o que afeta aos homens de forma geral, gostaria de expor um outro lado, até para "apimentar" ou pouco mais essa conversinha de uma opinião só.

Entendo que a verdadeira feminista deveria lutar também pela renúncia aos direitos e privilégios exclusivos da mulher, tais como a preferência pela guarda dos filhos em caso de separação. Embora a justiça negue, só se tira a guarda de uma mãe quando ela for uma viciada terminal de crack! (e olhe lá, tenho minhas dúvidas!) Aliás, feministas aceitam pensão alimentícia normalmente, mas se um homem pede é gigolô.

Se a mulher resolver fazer o papel de dona de casa, é apenas uma mulher "antiquada". Como as feministas encaram o maridão que resolvesse que alguém precisa cuidar da infra-estrutura familiar e ficar em casa, cuidando de tudo enquanto a outra sai prá "caçar" dinheiro? Vagabundo?!!!

Alguém sabe qual é o dia do homem?

Existe alguma lei que proteja o homem da agressão física e psíquica da mulher, ou a TPM serve de escudo só para a mulher que agride e não para o homem?

Façamos o seguinte: Mulheres e crianças primeiro, homens e feministas depois. Aí sim.

Prefiro que o ser humano, não importando o gênero, raça ou opção sexual, tenham os mesmos diretos e os mesmos deveres e sejam igualmente respeitados. Fora isso, é Ego-Feminismo.

Desculpem-me mulheres, mas estamos muito longe da verdadeira igualdade e digo mais: nunca a alcançaremos, simplesmente pelo fato de não sermos iguais MESMO! Devemos sim aceitar papéis diferentes na sociedade e valorizá-los igualmente, isto sim, pois é natural. É a nossa essência!!


Um beijo em todas...

PermalinkPermalink 06.06.09 @ 13:35



Comentário de: Gabriel Meissner · http://entremundos.com.br

Foi bom pelo menos saber que a entrevista não reflete 100% o que a Maria Mariana pensa e que as frases foram tiradas de contexto. Isso acontece o tempo todo no jornalismo, infelizmente.

PermalinkPermalink 06.06.09 @ 13:49



Comentário de: Alessandra Castro · http://www.colunas.imirante.com/alessandracastro

Creio que qualquer tipo de regra e formas para levar a vida seja um erro. Feminista, machista, somos em primeiro lugar seres humanos. Dá para ser feliz sem ter que ficar constantemente seguindo rotulos. Já temos problemas demais com a religião.

R: Alê, também acho que devemos pensar primeiro nos direitos humanos, mas ainda há muito machismo camuflado por aí. Acredito que nós, mulheres jovens, modernas, etc e tal, devemos valorizar todas as conquistas que o feminismo trouxe e ainda nos traz.
beijão :p

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 15:24



Comentário de: ronaldo campanaro

" Toda vez que eu vejo uma jovem executiva ambiciosa, competente, pavimentando o seu caminho para o topo."
Me pergunto : Topo de quê ? Qual o custo para isso ?
O movimento feminista nada mais é do que uma tentativa de auto afirmação de mulheres que não sabem quem são e qual seu papel na sociedade e tem uma necessidade insana de se comparar com os homens , como se a diferença entre homens e mulheres na sociedade fosse necessariamente ruim ( falo isso no papel de esposas , mães , donas de casa ). Nessa tentativa de se " igualar " aos homens chegam a perder as características que realmente as diferenciam do homem e que merecem ser valorizadas ( sensibilidade , doçura , afeto natural com filhos ). Entendo que todos os grupos de pessoas ou genero que sofrem discriminação na sociedade tem a tendencia de querer se rebelar contra a ordem vigente mas normalmente quando alcançam algum poder tornam -se igual ou até pior do que aqueles que consideravam como opressores.
as feministas se enquadram nesse grupo e no seu intento de serem valorizadas acabam perdendo a sua essencia .
Concordo com as afirmações do Lendro Bello ( muito bem colocadas ) quando diz que nunca vai haver igualdade e que sempre seremos diferentes ( fomos criados assim e com um propósito , não superiores e inferiores mas de igual valor ).
Muitos problemas se resolveriam se cada um se colocasse no seu devido lugar e papel na sociedade com o homem respeitando o valor da mulher e a mulher não querendo competir com o homem a qualquer custo ( inclusive desvirtuando o seu papel na família ).
Essa competição insana acaba com um relacionamento genuino entre um homem e uma mulher ( estou falando do extremismo das feministas militantes ).
As mulheres realmente resolvidas em sua personalidade , que sabem quem são e não tem feridas abertas no seu ego não necessitam se auto-afirmar feministas e SIM podem se afirmar como femininas sem nenhum sentido pejorativo mas sim com grande orgulho.
Meu conselho para as mulheres : sejam sábias e edifiquem os seus lares .

PermalinkPermalink 09.06.09 @ 21:22



Comentário de: feminismo luta por privilegios

FEMINISMO É UMA LUTA POR PRIVILEGIOS LEIS ESPECIAIS VERBAS ESPECIAIS DELEGACIAS ESPECIAIS VAGAS SEJA LA ONDE FOR ESPECIAIS E TUDO MAIS QUE FOR SEXISTA E QUE TRAGAM BELEFICIO NAO PARA UM TODO MAS PARA A CATEGORIA QUE VCS UM GRUPO DE PRESSAO TENDESIOSO PROPOE.ALEM DO MAIS VCS SAO SOBEJADAS PELOS HOMENS POIS NORMALMENTE SAO FEIAS NAO SE CUIDAM ALEM DE TEREM UMA PERSONALIDADE INADAPTAVEL A QUALQUER UM DO SEXO MASCULINO QUE SEJA HOMEM É BOM DIZER.

PermalinkPermalink 22.09.09 @ 14:42



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Juliana Dacoregio
Jornalista, leitora voraz, escritora, cinéfila.
Observadora, vaidosa, passional, sensível.
Desertora da fé evangélica, mas cheia de fé em si mesma.
Lágrimas abundantes e gargalhadas sinceras.
Leal aos amigos e ligada à família.
Cheia de opiniões e de capacidade de analisá-las e transformá-las.
Hábitos simples e pensamentos complexos. Ou vice-versa.

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