Arquivos para: Março 2009

31.03.09

Joga pedra na Geni - uma resposta

10:18:22, Categorias: Egotrip, Losing my Religion  

Lembram do meu texto Joga pedra na Geni?

"Taí, ditos pela moça, os argumentos que numa conversa normal não teríamos que ouvir se nós crentes não falássemos tanta merda para tentar convencer, re-evangelizar, ou mesmo se mostrar apologeta de 1ª grandeza.

Mas os nossos irmãozinhos não deixam passar batido, não.

Essa perspicaz resposta da Juliana é definitivamente um cala boca em todos nós. Um contra-argumento totalmente pertinente e válido. E torço que sirva de lição para todos nós.

Queremos converter os outros sem nos convertermos primeiro. Queremos vir com conversinha de amor, se antes não temos ainda o amor, a compaixão. E muito menos estamos lá a orar de verdade!

Tem irmão que foi lá comentar no blog da moça, sem ter lido direito o que ela tinha postado. Uma desonestidade total!!

Eu me arrependo e me solidarizo. Sou responsável. Eu estava lá ajudando a girar o torniquete da tortura na coitada da irmãzinha (hoje ex). E de certa forma continuo fazendo isso em milhares, se não mais ... Eu sou responsável também. Não tenho desculpas, mesmo que seja de uma igreja em que não entrei e nunca entrarei. Se é o Corpo de Cristo provocando isso - então eu sou responsável. E por isso preciso me arrepender também!

Assumamos todos e nos arrependamos!"

de Volney Faustini

Permalink 241 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (15)

28.03.09

Não fui eu, foi minha medula óssea.

09:58:46, Categorias: Losing my Religion, Non sense  

Eu tento parar de pegar no pé dos meus amiguinhos crentes. Juro que tento (nã... nem tanto!). Mas, é sério, às vezes evito um pouco. Até porque, depois que conheci o Pava Blog e tive alguns textos linkados lá, conheci vários crentes muitos ponderados e sensatos, que conseguem discordar de minhas idéias sem atacar minha pessoa.

Mas, todavia, porém, contudo, quando recebo um spam-convite como aquele logo abaixo é como se recebesse um pedido de "July, detona nóis, vai!".

Olha, eu já ouvi falar de maldição hereditária, cura interior, nuvem da glória de Deus, guerra espiritual, mas "Influência da Iniquidade no DNA"? Oh, my God! Como assiiiiim?!

Fui atrás de saber mais e descobri que alguns dos temas do tal congresso seriam:
- Conexão com os espíritos geracionais;
- Maldições geracionais;
- Cativeiros geracionais (o povo lá gostou da palavrinha 'geracional');
- Tronos de iniquidade;
E... fechando com chave de ouro, coroando o samba do crente doido:

- O cordão umbilical espiritual, e
- O PAPEL DA MEDULA ÓSSEA NA INIQUIDADE!!!

Desculpe o caps lock e a profusão de pontos de exclamação, mas não dá pra resistir! É isso mesmo que você está lendo: a medula óssea tem um papel na iniquidade.

Então, tá explicado, caro pecador inveterado. Você aí sentindo-se péssimo por não conseguir largar a putaria, o cigarro, o orgulho, a sonegação de impostos, a avareza... Mas, no fim das contas, você não tem culpa nenhuma. É um problema da sua medula óssea, off course!

Permalink 265 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (24)

27.03.09

Por que elas preferem os mais velhos?

09:57:08, Categorias: Comportamento, Sexo  

A vida é injusta.
Homens se excitam ao ver uma mulher jovem e gostosa de lingeries minúsculas e cafonas se esfregando num poste.
Mulheres se excitam ao serem desejadas, ouvirem palavras galanteadoras e serem alvos do instinto caçador de um homem.

A vida é injusta.
As gostosas de lingeries minúsculas e cafonas sempre estarão lá se esfregando nos postes. Elas ficarão velhas, claro, mas serão substituídas pelas bebezinhas fofas que hoje ainda usam fraldas.
E quem vai caçar e galantear uma mulher na menopausa?

Por isso tantas meninas de 20 e poucos procuram um velhão para chamar de seu. Esqueça o papo da figura paterna ou da experiência de vida: na verdade, é só medo de chegar aos 50 e ver o seu parceiro babando pelas meninas de 20. Quando elas chegarem aos 50, o camarada já "se fue" há muito tempo.

Permalink 146 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (13)

25.03.09

Bloguezinho Porreta de Bom. E dá prêmios!

23:42:53, Categorias: Blogosfera, Links, Bobeirinhas  

Não sei como cheguei no blog da Tati Lopatiuk. Sei que foi totalmente por acaso. Comecei a fazer uma leitura dinâmica dos textos, mas quando me deparei com um post que falava das modas que juramos nunca seguir e acabamos seguindo, tive que parar e ler com carinho porque a menina escreve muito bem! Nunca entrei lá muitas vezes, mas sempre que entro acabo lendo vários posts.
O texto é agil, cheio de ironia e senso de humor, ela inventa palavras, usa gírias, coloca legendas hilárias e, às vezes, escreve exatamente como se fala. Sempre começa os textos com algum adjetivo para nomear o leitor: napoleônico leitor, monocromático leitor, excomungado leitor, rocambólico leitor e outras coisas do tipo.

Agora ela está com uma promoçãozinha (só pra zoar) que vai 'premiar'o leitor que der os melhores títulos para 5 filmes cujos enredos foram resumidos ao extremo por ela.

Vá lá, divirta-se e depois me conte...

Respeite meus Mullets

Permalink 166 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (3)

24.03.09

Carta Aberta a um Fundamentalista

12:39:34, Categorias: Losing my Religion  

Laura Schlessinger é uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show. Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22 e não pode ser perdoada em qualquer circunstância.

O texto abaixo é uma carta aberta para Dra. Laura. Dizem que foi escrita por um estudante de teologia. Mas não importa muito quem escreveu a carta ou se ela realmente foi direcionada a tal Laura Schlessinger. O que importa é que ela faz pensar sobre o fato de algumas religiões seguirem certos preceitos do Antigo Testamento e ignorarem outros.

É uma carta que analisa como a religião é encarada como uma ida ao supermercado: você pega os produtos que quer e precisa e deixa de lado outros.

A dica foi da Cíntia Brunelli.


Cara Dra. Laura

Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate.

Mas eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como seguí-las:

a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?

b) Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?

c) Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levítico 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.

d) Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?

e) Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo eu mesmo?

f) Um amigo meu acha que mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levítico 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto?

g) Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100% ou pode-se dar um jeitinho?

h) A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer?

i) Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levítico 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco)

j) Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levítico 19:19 plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levítico 19:19, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliester). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los (Levítico 24:10-16)? Nós não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levítico 20:14)?

Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar.

Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável.

Seu discípulo e fã ardoroso.

Permalink 689 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (18)

18.03.09

Nerds, ma non troppo: de como duas criciumenses louras foram parar na revista Época

02:45:27, Categorias: Blogosfera, Egotrip, Tecnologia, Notícias  

Estávamos lá, eu e Ana, felizes, sorridentes e encaloradas no Twitterlunch. Eu tentava, inutilmente, gravar os nomes de todos ou ligar as fotinhos minúsculas dos tuiteiros às pessoas de carne e osso que estavam. Enquanto me servia no buffet, o carinha ao lado pergunta:
- Você também é publicitária?
- Não, sou jornalista.
Ele meio que se sentindo mais em casa:
- Ah, legal. Também sou jornalista.
E eu meio que cortando o barato:
- Na verdade sou mais blogueira que jornalista.

Sim, sou mais blogueira, apesar de me perder completamente quando o papo é sobre baixar arquivos de música, navegar em smartphones, postar pelo celular e tudo mais. O Edney (é, gente, ele estava lá e eu nem peguei um autógrafo, olha que pecado! Da próxima vez vou imprimir aquela foto dele fazendo bico e pedir pra autografar)... Perdi o fio da meada. Recapitulando: o Edney até perguntou se eu não sentia necessidade de estar sempre conectada e eu disse que não. Era, em parte, verdade. É que gosto mais de internet do que de tecnologia, dá pra entender? Mas, depois de participar do NOBCriciuma e de ver o povo no Twitterlunch postando em tempo real para o Flickr e Twitter parece que o bichinho da conexão 24 horas por dia me pegou. Já estou até estudando a melhor opção: netbook (aqueles laptops bem pequenos) ou smartphone? Ah, e finalmente ativei o sistema para atualizar o Twitter através de SMS!

Bem, papo vai, papo vem com o jornalista do diálogo do primeiro parágrafo, ficamos sabendo que o nome dele é Ivan Martins, trabalha na redação da Época e estava lá para tentar decifrar o Twitter e seus usuários. Ivan já chegou chegando, agitado como todo jornalista em serviço e, como todo bom jornalista, foi logo fazendo várias perguntas, sem demonstrar seu momentâneo desconhecimento no assunto. O resultado foi a matéria de capa que saiu na Época desta semana, com a participação mais do que especial desta blogueira/jornalista e da fotógrafa/publicitária Ana Reczek.

Nessas de blogar/tuitar/fotografar/escrever/viajar fomos parar numa foto de página inteira de uma revista de circulação nacional, sendo citadas como consumidoras de vanguarda das novidades da web. Pra começar tá bom, né?!

Permalink 392 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (8)

12.03.09

Segredos (Im)publicáveis

22:27:22, Categorias: Memes  

"A long, long time ago" a Camilla me indicou pra responder um meme que já rodou por aí tudo, aquele dos 6 segredos, mas eu fui deixando pra depois. Acabei esquecendo e quando lembrava não conseguia pensar em nenhum segredo que fosse segredo, mas que ao mesmo tempo fosse publicável (fala sério que alguém vai contar um segredo-segredão mesmo, daqueles de deixar os leitores de boca aberta... Não dá né!)

Vamos então a alguns segredinhos que não vão denegrir (muito) a minha imagem:

1) Fui uma criança aterrorizada pelo medo do Apocalipse. Imaginava o chão se abrindo e engolindo toda a minha família, ficava deprê quando ouvia aquela música "meu amor, olha só hoje o sol não apareceu... é o fim da aventura humana na terra", me apavorava com as reportagens do Fantástico sobre buracos na camada de ozônio e meteoros que poderiam, porventura, um dia cair sobre a terra.

2) Já fumei um cigarro de orégano. Fechado por mim mesma. Praticamente uma experiência científica. Não, não dá barato. Mas você fica sentindo cheiro e gosto de pizza por uma semana.

3) Adoro Danielle Steel e Sidney Sheldom. Mesmo sabendo muito bem que as histórias são melodramáticas e manjadas. Adoro!

4) Na pré-adolescência eu conversava com meu aparelho de som. Não me lembro o que, nem por que eu conversava com tal ser inanimado. Só lembro que conversava. E isso não tem nada a ver com o fato de eu experimentar temperos de uma forma não convencional.

5) Eu não fui sempre essa patricinha-perua, não. Por volta dos 14 anos eu nunca trocava de brincos, ia para o colégio com uma calça de moletom bem larga e casacos de lã do meu pai, vestia baby-looks do avesso quando me dava na telha e usava botinhas Goofy todas rabiscadas. Sim, eu escrevia nas minhas botas. Mas rebocava, mal e desnecessariamente, a cara de maquiagem.

6) Após um jantar entre amigos, todos já num estado alcoólico pra lá de interessante, peguei um tabletão de manteiga e atirei em um amigo enquanto gritava "O ÚLTIMO TANGO EM PARIIIIISSSSS". Só para constar: não era um convite.

Passo a bola (sabor pizza) para a Deise, a cabeleireira mais inteligente e espirituosa que conheço; para o adorador de Bette Davis, Vinny; para a blogueira rock`n roll, Agda; para a querida Lady Rasta, que me apresentou ao Caju Amigo; e para a menina que está de férias neste planeta, a Alê Mary West.

Permalink 437 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (13)

10.03.09

Noite das Mulheres

02:52:41, Categorias: Egotrip, Notícias, Só para mulheres  

A mulherada de Criciúma costumava comemorar o Dia Internacional da Mulher com uma festa organizada pela espevitada Loka Burigo. Nunca participei de nenhuma dessas festas, mas dizem as boas línguas que eram divertidíssimas e dizem as más línguas que de vez em quando davam uns arranca-rabos feios! Que nada... Maldade da oposição.

O negócio é que a iniciativa da Loka era muito legal, afinal uma festa glamourosa, onde só entram mulheres, com direito a muito champanhe, risadas e descontração deve ser ótimo, não é? Além do mais, numa festa em que só há mulheres, você fica livre para reparar na roupa das convidadas sem se preocupar em vigiar se seu namorado está reparando em algo além das roupas das convidadas. Fora o fato de poder dançar livre, leve e solta, de um jeito que você não dançaria na frente de seu paquera ou do homem que dorme ao seu lado todas as noites.

Agora Criciúma volta a ter uma festa nestes moldes e até melhor: é a Somente Delas, produzida pelo Clube do Champanhe em parceria com a Zulmara Manique e Murilo Carvalho Eventos. Uma festa com todas as vantagens já descritas neste texto e com outras surpresinhas mais!

A festa vai ser dia 11 de março (amanhã), na Dioxxy, à partir das 20:30 horas. O ingresso você compra nas lojas Manhattan, Acuo Lingerie ou Arezzo.

Então, leitora querida e glamourosa (todas as mulheres são glamourosas e todas as minhas leitoras são queridas) vamos lá viver uma noite de divas e sermos servidas por bartenders sarados e sem camisa? Calma gente, os bartenders sem camisa são apenas uma licença poética minha, não sei quais serão as surpresinhas da noite... Mas que será uma noite deliciosa e divertida disso eu tenho certeza!

Permalink 309 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (5)

08.03.09

Com habilidade pra dizer mais SIM do que NÃO

00:46:42, Categorias: Cinema, Comportamento, Cotidiano, Egotrip  

Eu estava gripada... Tossindo, espirrando e cansada. Mas fui. Fui pra São Paulo. Pra quê? Pra passear com a Ana, pro Twitter-lunch, pra conhecer algumas pessoas que só conhecia virtualmente, pra estar só e conhecer mais essa pessoa que me acompanha há 28 anos, mas que ainda me é tão misteriosa às vezes.

E lá estava ela chorando durante a decolagem, de pura ansiedade e nervosismo, talvez até de cansaço e calor. Sabe, bebês choram quando estão cansados... e ela não é muito diferente. Lá estava ela no hotel, sozinha. Pela primeira vez num hotel sozinha. Só se deu conta disso na última hora. Já tinha voado sozinha inúmeras vezes. Mas sempre pra encontrar alguém muito familiar ou pra voltar pra casa. Nunca pra se lançar em uma cidade desconhecida, disposta a conhecer pessoas que nunca tinha visto antes, munida apenas de seus números de telefones. Não que não conhecesse São Paulo. Já tinha estado lá, mas apenas muito bem acompanhada e protegida, para passeios culturais e compras na "25 de março".

E de repente lá estava ela, andando até se cansar, negociando valores com taxistas, emendando um programa no outro, sem ir para o hotel tomar banho e trocar de roupa. (É por isso que as revistas femininas sempre trazem aquelas matérias de moda que ensinam a ir direto do escritório para a happy hour, com a mesma roupa, trocando apenas um acessório.)

E lá estava ela: pegando metrô sozinha, de olhos arregalados, tentando (e provavelmente não conseguindo) não parecer uma turista; andando pela cidade grande, atravessando avenidas movimentadas, derretendo de calor, se guiando por torres e instinto, segurando a bolsa com força, mas com ainda mais força segurando a alma, orgulhosa de si mesma.

Sempre tão cheia de controle: não sai de casa sem saber aonde vai, não fala com quem não conhece, dirige o próprio carro e sempre manda em seu próprio horário. Lá estava ela: saindo sem saber exatamente aonde ia chegar, ligando sem conhecer a voz que iria atender, comendo em lugares que nunca imaginaria comer, cantando num karaokê!

No filme Sim, Senhor, Jim Carrey faz o papel de um cara que se propõe a dizer mais SIM em sua vida. Um cara que nunca aceita nada que possa fugir ao seu controle, mas que começa a dizer sim pra qualquer oportunidade e pedido que se apresente diante dele. Claro que há limites pra tudo. Mas ao dizer sim, sem saber o que vai acontecer, pode-se descobrir situações e lugares maravilhosos, pode-se conhecer pessoas inesquecíveis. É o que acontece a Jim Carrey no filme. Ele começa a dizer SIM a todos os seus antigos desejos: aprender uma nova língua, tocar um instrumento... E tudo que ele aprende de novo, em um momento ou outro, acaba sendo útil. Claro, sempre é! Ele também diz SIM a pedidos inusitados, que acabam levando-o a encontrar a mulher por quem ele se apaixona. Algo parecido, certamente, já aconteceu comigo e com você. Por exemplo: o homem que está ao meu lado há mais de dois anos, o responsável direto por eu ter começado um blog, o cara por quem sou apaixonada... encontrei em uma viagem que decidi fazer sem nem ter muito porquê. Apenas um convite, que eu já havia recebido tantas vezes e tantas vezes dito não. Mas um belo dia eu disse SIM. E lá estava meu destino, minha surpresa, meu amor. Da mesma forma, disse SIM para essa viagem agora e me surpreendi com tudo que vi, ouvi, vivi. Surpreendi-me, principalmente, com o tanto que, olhando para fora, descobri dentro de mim. Tudo por causa de um SIM.

Fotos da viagem

Permalink 636 palavras por Ju Dacoregio, No views Comentários (8)





Quem?

Juliana Dacoregio
Jornalista, leitora voraz, escritora, cinéfila.
Observadora, vaidosa, passional, sensível.
Desertora da fé evangélica, mas cheia de fé em si mesma.
Lágrimas abundantes e gargalhadas sinceras.
Leal aos amigos e ligada à família.
Cheia de opiniões e de capacidade de analisá-las e transformá-las.
Hábitos simples e pensamentos complexos. Ou vice-versa.

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